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Vídeo de mulher de minissaia caminhando em local histórico causa furor e investigação na Arábia Saudita

A polícia da Arábia Saudita interrogou nesta terça-feira uma mulher que postou um vídeo de si mesma usando uma minissaia e um top em público enquanto passeava por um conhecido monumento do país.

A imprensa estatal do país reportou que a mulher, “vestida com roupas indecentes” foi “encaminhada à Promotoria” do país.

A mulher, uma modelo identificada como “Khulood”, compartilhou o registro em que caminha pelo forte histórico de Ushayqir. Ainda segundo a imprensa estatal, ela teria “confessado” o passeio pelo local histórico, quando estava acompanhada de seu “guardião masculino”.

O vídeo gerou polêmica nas redes sociais. Alguns usuários pediram que ela fosse presa por desrespeitar o restrito código de vestimenta do país muçulmano conservador.

Outros sauditas saíram em defesa da mulher, elogiando sua “coragem”.

As mulheres na Arábia Saudita têm de usar vestidos longos e soltos em público, conhecidos como “abayas”, além de um véu, se forem muçulmanas. Elas também não podem dirigir e não podem conviver com homens com os quais não tenham relação de parentesco.

No vídeo, inicialmente compartilhado no Snapchat durante o fim de semana, Khulood é vista caminhando em uma rua vazia no forte do patrimônio histórico de Ushayquir, a 155 km ao norte da capital Riad, na província de Najd.

Najd é uma das regiões mais conservadores da Arábia Saudita. Foi ali que o fundador do wahabismo – a versão radical da corrente sunita do Islã praticada pela família real do país e pelo establishment religioso – nasceu, no final do século 18.

Rapidamente, o vídeo migrou para o Twitter, onde dividiu opiniões entre os que achavam que Khulood deveria ser punida e outras que insistiam que ela deveria poder usar a roupa que quiser.

O jornalista Khaled Zidan escreveu: “O retorno da haia (polícia religiosa) aqui é uma obrigação”.

Outro usuário argumentou: “Devemos respeitar as leis do país. Na França, o niqab (véu que cobre o rosto) é proibido e as mulheres são multadas se usá-lo. Na Arábia Saudita, usar abayas e roupas decentes é parte das leis do reino”.

Já o escritor e filósofo Wael al-Gassim disse estar chocado “ao ver esses tuítes assustadores e raivosos”.

“Pensei que ela havia matado alguém. O mote da polêmica foi a roupa dela, que eles não gostaram. Fico me perguntando como a Visão 2030 pode prosperar se ela for presa”, acrescentou ele, em alusão ao programa de reformas revelado no ano passado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40644353

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Mundial 2018: Arábia Saudita desrespeita minuto de silêncio pelas vítimas de Londres

O jogo Austrália-Arábia Saudita, da fase de qualificação para o Mundial2018 de futebol, foi antecedido por um minuto de silêncio pelas vítimas do ataque terrorista em Londres, mas os visitantes ignoraram a homenagem, revelando-se indiferentes em campo.

Quando o locutor do estádio pediu um minuto de silêncio para homenagear as oito vítimas de sábado, duas delas australianas, os 11 jogadores australianos alinharam-se e abraçaram-se no círculo central, enquanto os seus opositores desmobilizaram, separaram-se e alinharam em campo, ignorando o gesto.

A federação australiana de futebol (FFA) disse depois do jogo que os sauditas sabiam sobre o plano de manter um minuto de silêncio antes da partida de qualificação, recusando-se a participar.

“A Confederação Asiática de Futebol e a equipa da Arábia Saudita concordaram com a realização do minuto de silêncio. A FFA foi avisada pela equipa saudita que esta tradição não se enquadra com a sua cultura pelo que iriam para o seu lado do campo e respeitariam os nossos costumes tomando as suas posições no campo”, referem os australianos.

Os representantes da FIFA reuniram com elementos das equipas, bem como com os árbitros, no dia antes do desafio, sendo que o minuto de silêncio foi referido quando foi combinado o protocolo.

Há relatos que indicam que os adeptos da Arábia Saudita entoaram também cânticos anti-Irão, país igualmente muçulmano, mas shiita, que na quarta-feira também foi vítima de ataque terrorista, tendo morrido pelo menos uma dúzia de pessoas.

A Austrália venceu a Arábia Saudita por 3-2, partilhando o primeiro lugar do grupo B com o Japão, mas ambas com mais um jogo do que os nipónicos.

http://24.sapo.pt/desporto/artigos/mundial2018-arabia-saudita-desrespeita-minuto-de-silencio-pelas-vitimas-de-londres#_swa_cname=sapo24_share&_swa_cmedium=web&_swa_csource=facebook&utm_source=facebook&utm_medium=web&utm_campaign=sapo24_share

Mulher saudita oferece a filha como o presente ao policial que agiu como herói

Uma patriótica mãe saudita ofereceu a filha de 22 anos a um policial que matou um terrorista num tiroteio.

Uma mulher saudita chamada Umm Ahmad decidiu dar a sua filha de 22 anos como um presente para o policial Jubran Awaji, depois que ela descobriu que Awaji havia baleado e matado um terrorista em Riyadh.

 “Eu imediatamente anunciei a minha filha, Alaa, que viu um vídeo do incidente, porque eu estava orgulhosa deste homem que arriscou sua vida e eu desejei que ele se tornasse meu genro e se casasse com ela”, disse Umm Ahmad aos meios de comunicação.

Ela disse que não se importa se sua filha se torna a segunda ou até terceira esposa de Awaji e disse que sua oferta era genuína e sincera. Ela disse que não quer o mahr (preço da noiva) e vai pagar as despesas do casamento.

Quando contou ao marido sobre a oferta, ele disse: “Você alcançou tanta obsessão com o país e com o nacionalismo?”

No entanto, ele aprovou a oferta e elogiou a bravura de Awaji. Casamentos na Arábia Saudita são ilegais sem o consentimento do tutor masculino de uma mulher, inicialmente seu pai,  e mais tarde seu marido.

O incidente causou polêmica na mídia social saudita com muitos usuários condenando a atitude.

Um usuário do Twitter conduziu uma pesquisa perguntando se as pessoas apoiavam ou não a oferta. Cerca de 8.690 pessoas responderam, das quais 82% se opuseram à oferta dizendo que Alaa não deveria ser oferecido assim, enquanto 18% disseram que o oficial era um herói e merece.

“Não estamos dizendo que ele não é um herói”, escreveu outro usuário do Twitter, “mas você fez dessa garota um mero” camelo” que você traria como presente. O Islã garantiu a liberdade de uma mulher escolher quem quer que ela quer se casar. “

Outros usuários do Twitter condenaram a oferta estranha de várias maneiras:

“Nós apreciamos sua ação heróica, mas o ser humano tem sua honra e seu direito de escolher, especialmente no que diz respeito ao casamento que é a de sua esfera privada. Ela não é uma mercadoria a ser dada como um presente. “

“Em que tempos estamos vivendo? Confie em Deus e faça as coisas de acordo com a sua fé. Não use sua emoção às custas de suas filhas. O contrato de casamento não pode ser válido sem o consentimento da mulher para se casar. “

 “A filha é um ser humano. Ela tem seus direitos e suas obrigações. Ela tem o direito de escolher o que quer e recusar o que não quer. Por que ela está sendo tratada como um sacrifício? “

http://www.clarionproject.org/news/saudi-woman-offered-gift-hero-police-officer

Fome deve matar mais iemenitas do que a guerra

Mais de metade da população está agora em estado de insegurança alimentar com 7 milhões sofrendo fome permanente.

Genebra: catástrofe humanitária no Iêmen deve piorar à medida que a guerra tem arruinado a economia e está impedindo o abastecimento de alimentos conduzindo o país à beira da fome, disse o representante oficial da ONU no país, à Reuters.

“Ao longo de todo este país crianças estão morrendo”, disse Jamie McGoldrick. Coordenador Humanitário da ONU no Iêmen.

Quase dois anos de guerra entre uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita e o Irã, apoiando o movimento Al Houthi, deixou mais da metade dos 28 milhões de iemenitas em estado de “insegurança alimentar”, com 7 milhões deles suportando a fome, de acordo com as Nações Unidas.

Al houthis têm sido amplamente responsabilizado por protelar os esforços para alcançar uma solução política e prolongar a crise.

No último revés, os maiores comerciantes do Iêmen deixaram de realizar novas importações de trigo devido a uma crise no banco central, segundo documentos vistos pela Reuters.

Já, oito em cada 10 crianças são raquíticas por desnutrição e a cada 10 minutos uma criança morre devido a doenças evitáveis, conforme relata a agência da ONU . Para sobreviver várias famílias muitas vezes dependem de um salário-benefício e o casamento infantil está aumentando, com as meninas casando aos 15 anos de idade, em média, e muitas vezes mais jovens.

A ONU estima que 18,8 milhões de pessoas precisam de alguma forma de ajuda humanitária, mas se esforça para entregar suprimentos, em parte por causa da guerra e em parte devido à falta de financiamento. A interrupção dos embarques de trigo vai agravar o problema.

“Sabemos que no início do próximo ano, vamos enfrentar problemas significativos”, disse McGoldrick, que descreveu a economia como “periclitante”.

Quase metade das 22 províncias do Iêmen já estão oficialmente classificadas como estando em uma situação de emergência alimentar, disse ele. Isso é quatro em uma escala de cinco pontos, onde cinco é a fome.

“Eu sei que existem alguns desenvolvimentos preocupantes e temos visto que a deterioração na economia e os serviços de saúde e a capacidade de fornecer alimento somente nos daria uma estimativa de que as coisas vão ficar muito pior”, disse McGoldrick.

A ONU tem vindo a realizar uma nova avaliação de alimentos em preparação para um novo apelo humanitário em 2017, quando irá pedir doadores para ajuda a socorrer 8 milhões de pessoas. Mas a fome pode ainda não ser declarada oficialmente.

Fome “significa mais de duas pessoas que morrem por dia para cada 10.000 na população, ou cerca de 5.500 mortes por dia em todo um país do tamanho do Iêmen, de acordo com um cálculo da Reuters . A corrente de “emergência” em grande parte do Iêmen ainda significa 1-2 mortes por 10.000.

http://gulfnews.com/news/gulf/yemen/yemen-edging-nearer-famine-as-war-takes-toll-1.1947351

Congresso derruba veto de Obama a lei sobre vítimas do 11 de Setembro

Derrota inédita de presidente deixa vítimas dos atentados processarem Arábia Saudita.

WASHINGTON — O Congresso americano impôs à Casa Branca a derrubada do primeiro veto do presidente Barack Obama em seu governo, aprovando a lei que permite a vítimas e familiares dos atentados de 11 de Setembro processar o governo da Arábia Saudita pelo ataque terrorista. Ambos os partidos, em esmagadora maioria, votaram contra o presidente, que lamentou a decisão e disse que eles agiram por questões políticas — as eleições serão em 8 de novembro. A medida, segundo o governo, abre um precedente perigoso nas relações internacionais e deve fazer com que os sauditas tirem bilhões de dólares de investimentos nos EUA.

Embora o governo da Arábia Saudita tenha negado várias vezes a participação nos atentados terroristas — que deixaram 2.996 mortos nos ataques com aviões sequestrados por membros da al-Qaeda — muitos veem ligação com os ataques. Dos 19 terroristas identificados, 15 eram sauditas. Assim, aumentou a pressão popular para que o Congresso permitisse aos americanos processar o país árabe.

O projeto de lei foi aprovado com o apoio dos dois partidos. Na semana passada, Obama vetou a medida, mas acabou vencido na quarta-feira: na Câmara dos Representantes, 348 votos foram contra seu veto e 76 favoráveis. No Senado, o placar foi ainda mais duro: 97 a 1. Obama chamou a decisão de erro em entrevista à CNN:

— Eu entendo por que isso aconteceu. Obviamente, todos nós ainda carregamos as cicatrizes e o trauma do 11 de Setembro — disse o presidente num programa que foi ao ar na noite de ontem e que debatia, com ouvintes, sua atuação como comandante em chefe das Forças Armadas dos EUA. — Ser visto como alguém que votou contra as famílias do 11 de Setembro antes das eleições é difícil. Foi basicamente um voto político.

Obama aproveitou para voltar a explicar a razão do veto, dizendo que, com a permissão para o processo contra a Arábia Saudita, acaba a imunidade soberana, ou seja, um país poderá ser acionado juridicamente por atos cometidos por cidadãos ou empresas individualmente. Segundo ele, o problema com esta lei é que ela abre a possibilidade de que “nossos homens e mulheres de uniforme em todo o mundo possam começar a ver a nós mesmos sujeitos às leis de reciprocidade”, disse Obama, que voltou a dizer que não estava preocupado com a situação da Arábia Saudita quando vetou a lei.

Mas cedo, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, disse que a derrubada do veto foi um “desastre” e “um ato constrangedor do Senado”. Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado, demonstrou preocupação:

— Isso pode complicar nossas relações com alguns de nossos mais próximos aliados.

O senador democrata por Nova York Chuck Schumer, coautor da lei junto com o republicano do Texas John Cornyn, defendeu o sentimento majoritário do Congresso: “Era importante derrubar o veto para permitir que as vítimas busquem justiça, mesmo que isso gere alguns problemas diplomáticos”, disse, em comunicado.

Este foi o primeiro veto de Obama derrubado desde que ele chegou à Casa Branca, em janeiro de 2009 — outros 11 seguem valendo. Desde que a Suprema Corte regulamentou os vetos presidenciais, em 1983, estes foram derrubados em outras nove ocasiões: quatro no governo de George W. Bush, duas no de Ronald Reagan, duas no de Bill Clinton, e uma no de George H.W. Bush.

Ameaça de retirada de investimentos

Congressistas que derrubaram o veto admitiam, em entrevistas a meios de comunicação dos EUA, que a lei pode trazer problemas para o país, mas defendiam que ela só dava o direito à ação contra outro país no caso do 11 de Setembro ou em atos de terrorismo. O tema deverá ir à Suprema Corte.

A Arábia Saudita não se pronunciou, mas já havia alertado que, se a lei entrasse em vigor, o país poderia tirar “dezenas de bilhões de dólares” de investimentos dos EUA. Nunca foi provada a existência de uma cumplicidade oficial de Riad nos ataques da al-Qaeda, e o país jamais foi acusado formalmente. No entanto, jihadistas detidos relataram que membros da família real doaram milhões de dólares para a al-Qaeda nos anos 1990. O país nega. Apesar de um problemático histórico em direitos humanos e suposto apoio a grupos extremistas, os sauditas são aliados cruciais dos EUA no Oriente Médio.

Enquanto isso, na disputa pela sucessão de Obama, foi publicada ontem a primeira pesquisa eleitoral integral após o debate de segunda-feira entre Hillary Clinton e Donald Trump. Apesar de a democrata ter sido considerada vencedora, os dados da Reuters/Ipsos, levantados entre anteontem e ontem, permanecem idênticos ao da sondagem anterior: Hillary tem 42%, e Trump, 38%.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/congresso-derruba-veto-de-obama-lei-sobre-vitimas-do-11-de-setembro-20194336#ixzz4LedqtVD7
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EUA permitem que vítimas do 11/9 processem a Arábia Saudita

EUA permitem que vítimas do 11/9 processem a Arábia Saudita.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (09/09), uma legislação que permite aos familiares das vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 processarem governos estrangeiros suspeitos de apoiarem atos de terrorismo contra o país. A Casa Branca deve, no entanto, vetar e medida.

O chamado Ato da Justiça contra Apoiadores do Terrorismo (Justice Against Sponsors of Terrorism Act, em inglês) foi aprovado na Câmara por unanimidade cerca de quatro meses após a sua passagem pelo Senado. A medida tem registrado forte oposição da Arábia Saudita, de onde eram originários 15 dos 19 homens que desviaram os aviões e executaram os ataques em Nova York e Washington.

O projeto foi enviado à Casa Branca alguns dias antes do 15º aniversário dos ataques, mas a o governo do presidente Barack Obama já manifestou a sua oposição à medida por contrariar a doutrina de imunidade soberana que protege os países de recursos civis ou processos criminais.

Em maio, após a aprovação por unanimidade pelo Senado, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, justificou a posição do governo. “Esta legislação iria alterar a lei internacional há muito em vigor sobre a imunidade soberana. E o presidente dos Estados Unidos continua a manifestar sérias preocupações de que esta legislação poderá tornar os EUA vulneráveis a outros sistemas judiciais por todo o mundo”, considerou.

De acordo com a atual lei, as vítimas de terrorismo apenas podem processar os países oficialmente designados pelo Departamento de Estado como apoiadores de terrorismo, como o Irã e a Síria. Ainda não foi provada a cumplicidade do reino saudita com os ataques da Al Qaeda e o país não foi formalmente implicado, nem designado apoiador de atividades terroristas, segundo a agência de notícias AFP.

Em fevereiro, Zacarias Moussaoui, apontado como o 20º membro dos comandos que desviaram os aviões em 2001, disse a magistrados americanos que a família real saudita doou milhões de dólares à Al Qaeda durante a década de 1990.

A embaixada saudita negou as alegações de Moussaoui. Suas declarações, porém, resultaram no retorno do debate sobre a eventual divulgação de Washington da seção de 28 páginas do Relatório da Comissão 9/11, que ainda está catalogada como secreta.

Os documentos que foram liberados e divulgados em meados de julho mostram que ao serem investigadas eventuais ligações entre o governo saudita e os ataques de 11 de setembro foram encontradas diversas suspeitas, mas não foi possível provar laços diretos.

http://www.dw.com/pt/eua-permitem-que-v%C3%ADtimas-do-11-9-processem-a-ar%C3%A1bia-saudita/a-19541306

Secretário-Geral da ONU admite que removeu Arábia Saudita da lista de “assassinos de crianças” devido à extorsão

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon reconheceu publicamente quinta-feira que removeu a liderança saudita da coalizão que está bombardeando o Iêmen de uma lista negra de assassinos de crianças – 72 horas depois que foi publicada – devido a uma ameaça financeira para não enviar fundos a programas das Nações Unidas.

O secretário-geral não revelou o nome da fonte da ameaça, mas reportagens indicaram que veio diretamente do governo saudita.

O relatório da ONU de 2015 “Crianças e Conflitos Armados”  originalmente coloca a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen em “partes que matam ou mutilam crianças” e “partes que se envolvem em ataques a escolas e / ou hospitais.” O relatório, que foi com base no trabalho dos investigadores da ONU no Iêmen, atribui u ao bombardeio da coalizão 60% das 785 crianças mortas e 1.168 feridos.

Após altas objeções públicas do governo saudita, Ban disse na segunda-feira que estava revisando o relatório para “rever em conjunto os casos e números citados no texto,” a fim de “refletir os mais elevados padrões de precisão possível.”

Mas na quinta-feira, ele descreveu sua verdadeira motivação. “O relatório descreve horrores que nenhuma criança deve ter de enfrentar”, disse Ban numa conferência de imprensa. “Ao mesmo tempo, eu também tinha que considerar a possibilidade muito real de que milhões de outras crianças iriam sofrer muito se, como me foi sugerido, os países impedissem a remessa de fundos a muitos programas da ONU. Crianças já em risco na Palestina, Sudão do Sul, Síria, Iêmen e muitos outros lugares iriam cair ainda mais no desespero “.

A Arábia Saudita é um dos maiores doadores da ONU no Oriente Médio, dando centenas de milhões de dólares por ano para programas de alimentação da ONU na Síria e no Iraque. Em 2014, a Arábia Saudita deu $ 500.000.000 – a maior doação única humanitária à ONU – para ajudar os iraquianos deslocados pela ISIS. Nos últimos três anos, a Arábia Saudita também se tornou o terceiro maior doador para agência de ajuda da ONU na Palestina, dando dezenas de milhões de dólares para ajudar a reconstruir Gaza e ajudar refugiados palestinos.

“É inaceitável que os Estados membros exerçam pressões indevidas”, disse o secretário-geral. “Escrutínio é uma parte natural e necessária do trabalho das Nações Unidas.”

Ban chamou a decisão de “uma das decisões mais dolorosas e difíceis que tive de fazer.”

O Embaixador saudita na ONU Abdallah al-Mouallimi, que realizou depois uma conferência de imprensa, ofereceu a sua própria versão desajeitada do que aconteceu. “Nós não usamos ameaças”, disse ele, “mas essa lista, obviamente, terá um impacto sobre as nossas relações com a ONU”

“Não está no nosso estilo, não está em nossos genes, não é da nossa cultura usar ameaças e intimidações”, concluiu.

Ban convidou uma equipe da coalizão liderada pela Arábia Saudita a se dirigir à Nova York para realizar uma “revisão conjunta” à frente das discussões da ONU agendadas no relatório, prevista para agosto.

Na segunda-feira, no entanto, após as mudanças serem anunciadas, o embaixador saudita na ONU declarou que as mudanças foram “finais e incondicionais” e que a Arábia Saudita tinha sido “justificada”.

https://theintercept.com/2016/06/09/u-n-chief-admits-he-removed-saudi-arabia-from-child-killer-list-due-to-extortion/

A tragédia no meio do negócio de armas: Porque não se fala do Iémen?

Contam-se mais de seis mil mortos, metade deles civis. Milhões de habitantes tiveram de abandonar as suas casas. 83% da população necessita de ajuda urgente. E, no entanto, o mundo parece prestar pouca atenção ao que se passa no Iémen, um país que há mais de um ano é dilacerado por uma guerra civil.

A negligência mundial traduz-se por este simples facto: a ONU tentou recolher fundos para acudir a um povo faminto e obteve apenas 16% do que solicitou.

O jornalista da euronews Mohammed Shaikhibrahim foi até ao Iémen, onde encontrou as partes em conflito: por um lado, o governo apoiado por uma coligação árabe; por outro, os Houthis, um movimento rebelde coadjuvado por desertores do exército. Numa reveladora reportagem, mostra até que ponto este país está destruído, fala com civis que tentam sobreviver ao fogo cruzado, observa o armamento que está a ser utilizado, incluindo bombas de fragmentação e mísseis, supostamente fornecidos por países ocidentais e pelo Irão. Para ver, em duas partes: “Iémen: A guerra esquecida” e “Iémen: O paraíso para os negociantes de armas”.

Mohammed Shaikhibrahim dá ao Insiders um relato pessoal da experiência que viveu numa sociedade “preparada para o combate” (“A guerra faz parte da cultura iemenita“).

O Insiders dá também voz a Pieter Wezeman, especialista em armamento do SIPRI – o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo -, que salienta o papel da Europa, da Arábia Saudita e do Irão neste conflito (“O bloco europeu é um grande fornecedor de armas ao Médio Oriente”).

http://pt.euronews.com/2016/06/03/a-tragedia-no-meio-do-negocio-de-armas-porque-nao-se-fala-do-iemen/

Arabia Saudita: panel de científicos admite que las mujeres son mamíferos

Riad | En una decisión sin precedentes, un grupo de científicos de Arabia Saudita ha llegado a la conclusión de que las mujeres finalmente sí son mamíferos. Otorgándoles los mismos derechos que las demás especies de mamíferos, como los camellos, los dromedarios y hasta cabras.
El veredicto, que se consensuó a sólo horas del Día Internacional de la Mujer, es considerado “histórico” por algunos expertos y grupos de defensa de los derechos de la mujer.

“Este es un gran paso adelante para los derechos de la mujer en Arabia Saudita”, concluye Jane Austin, portavoz de la Red de Acción de Liberación de la Mujer. “Puede parecer demasiado poco, demasiado tarde, pero se trata de todo un evento para todas las mujeres en la región”, dice ella, visiblemente emocionada. “A partir de ahora, las mujeres serán consideradas como miembros de la clase de los mamíferos, mientras que antes las mujeres compartían la situación jurídica de un objeto, similar al de un electrodoméstico”, admite.

El veredicto reciente podría alterar completamente todas las leyes aplicadas actualmente en Arabia Saudita cree Jillian Birch, portavoz de Amnistía Internacional.

“Este veredicto muestra el progreso increíble alcanzado por los movimiento de los derechos de las mujeres en los últimos 50 años”, admitió en una conferencia de prensa esta mañana. “Por último, las mujeres ya no serán consideradas simplemente como objetos sin alma, sino como mamíferos de pleno derecho, con los mismos derechos que otros animales de su especie, como camellos y cabras”, dijo, visiblemente emocionada. “Las mujeres siguen estando lejos de ser consideradas 100% humanas, pero su condición mejorará drásticamente con esta decisión”, cree firmemente.

Un veredicto sin precedentes

El veredicto, que cayó como una tonelada de ladrillos en el estado saudí, claramente no ha encontrado apoyo unánime entre las autoridades religiosas y la élite política, reconocen los expertos.

“Se podría crear turbulencias significativas en el estado actual de la situación jurídica y el sistema judicial de Arabia Saudita”, dice el analista político especializado en el Medio Oriente, Anthony Bochstein. “Si antes las mujeres tenían los mismos derechos que una silla o una mesa y eran vistas más como propiedad individual, ahora tienen un rango equivalente al de algunas especies animales, y por lo tanto deben recibir, por lo menos, la alimentación, agua y se le confiere una mínimo de atención y respeto, lo cual no era el caso anteriormente”, explica.

Según el panel de expertos que se pronunció sobre la cuestión, las mujeres aún carece de un alma, pero se ha demostrado que poseen cualidades comunes de las especies de mamíferos, lo que explicaría su capacidad de procrear y amamantar, así como por qué están equipadas con siete vértebras cervicales, una característica única de las especies de mamíferos.

Autorizado con la siguiente mención: http://www.estadodeisrael.com/2016/05/arabia-saudita-panel-de-cientificos.html
© estadodeisrael.com

Sauditas podem ser presas por verificar o celular do marido

Punição para mulheres que verificarem o conteúdo do celular sem a permissão do marido pode ser a prisão, multa ou chicotada.

Mulheres da Arábia Saudita podem ser presas por verificar o conteúdo do celular do marido sem sua permissão. As informações são do site The Independent.

O advogado Mohammad Al-Temyat, que se identificou como um membro do Programa de Segurança Familiar, explicou que as acusadas serão processadas judicialmente por violação de privacidade, já que este não é um crime previsto nas leis islâmicas.

Em entrevista a um jornal local, Al-Temyat disse que olhar o celular do marido sem seu consentimento é uma ofensa e que a decisão do juiz será baseada no dano causado à vítima. A punição poderá ser multa, prisão ou chicotadas, e, eventualmente, as três penalidades serão aplicadas.

O Programa de Segurança Familiar faz parte do Ministério do Trabalho e Desenvolvimento Social, que foi criado por meio de um decreto real e projetado para “melhorar o acesso aos serviços sociais e desenvolver as comunidades locais”.

A questão está sendo fortemente debatida no país e já há campanhas no Twitter contra a medida. Em um debate na rede social, uma usuária escreveu que “o marido deve compartilhar sua privacidade para que o casal possa viver livre de suspeitas”.

Já outro internauta questionou o tratamento dado às mulheres na sociedade. “O que acontece quando um homem bate em sua esposa? Que tal um homem que não dá a sua mulher os seus devidos direitos? A lei deveria fazer algo sobre isso também”.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/sauditas-podem-ser-presas-por-verificar-o-celular-do-marido,ed83f9d707df3f08853e498113e5cf40h365zqct.html