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Argélia continua promovendo forte perseguição contra cristãos

Governo muçulmano argelino impõe pesadas multas aos cristãos pelo transporte de Bíblias e fecha igrejas

O governo argelino impôs pesadas multas a dois irmãos por transportar mais de 50 Bíblias em seu carro, apenas algumas semanas depois de negar que esteja discriminando a minoria religiosa do país, ordenando o fechamento de várias igrejas nos últimos meses, segundo o World Watch Monitor .

Os irmãos, Nouredine e Belabbes Khalil, afirmaram que as Bíblias que eles carregavam eram para uso exclusivo da Igreja, mas os promotores insistiram que os livros seriam usados ​​para proselitismo.

De acordo com o World Watch Monitor , os dois irmãos foram multados em 100 mil dinares (US $ 900) em 8 de março por um tribunal em Tiaret, a cerca de 300 quilômetros a sudoeste da capital, Argel.

O caso dos irmãos vem da sua prisão em 2015, quando foram interrogados sobre a origem das 56 Bíblias e o que estavam planejando fazer com elas.

Eles sustentavam que as Bíblias eram destinadas à comunidade da igreja, que Nouredine lidera, então a polícia devolveu os livros e libertou os dois homens. No entanto, os irmãos enfrentaram uma ação judicial depois que seu caso foi encaminhado a um promotor.

Um tribunal condenou inicialmente os irmãos a dois anos de prisão e uma multa de 50.000 em dezembro de 2017, mas as sentenças de prisão foi anulada em 8 de março. Os irmãos receberam penas suspensas de três meses cada, mas suas multas foram duplicadas.

A Igreja Protestante da Argélia (conhecida por sua sigla em francês, EPA) denunciou as multas contra os dois homens como “intimidação”. A organização designou um grupo de advogados para ajudar os irmãos a apelar do veredicto de 8 de março.

 As multas contra os dois homens ocorreram quando o ministro de Assuntos Religiosos da Argélia negou discriminação contra a minoria cristã, ordenando o fechamento de igrejas. Mohamed Aissa insistiu que as igrejas “não cumprem os padrões exigidos de um local de culto.

“As instituições que foram fechadas foram fechadas porque foram construídas sem cumprir os regulamentos da República”, disse ele, observando que os estabelecimentos devem ser fechados se um prédio não tiver saídas de emergência, “mesmo que seja uma mesquita”.

“Quando um local de culto é construído sem qualquer aviso mostrando que é um local de culto, que pode permitir ao Estado protegê-lo, este lugar deve ser fechado”, acrescentou.

 O ministro destacou que a liberdade de religião é protegida pela Constituição da Argélia, mas ele observou que o Estado é responsável pela prática religiosa dos não-muçulmanos. Em 2008, 26 igrejas na Argélia foram fechadas após a implementação de uma lei de 2006 para regular o culto não-muçulmano.

Sob a lei de 2006, uma permissão deve ser obtida  antes que um edifício possa ser usado para o culto não-muçulmano, e tal atividade só poderia ocorrer em edifícios especificamente designados para esse fim.

Com informações de  Christian Today e  imagem de Stock

Argélia: mais um cristão é preso por blasfêmia

Cada vez mais o islã tem se tornado visível para os argelinos; aqueles que se convertem ao cristianismo enfrentam grande pressão da sociedade.

Recentemente, mais um cristão foi sentenciado a cinco anos de prisão por blasfêmia. Uma equipe de advogados está prestando assistência em seus apelos judiciais. Cada vez mais o islã tem se tornado visível no governo da Argélia, o 37º país na atual Classificação da Perseguição Religiosa. A liberdade dos cristãos argelinos está cada vez mais comprometida.

A igreja no país é jovem e quase todos os cristãos são de origem muçulmana. Aqueles que abandonam o islã para seguir o cristianismo enfrentam grande pressão por parte da família e da sociedade, além de serem ameaçados por grupos extremistas islâmicos. Embora o governo esteja investindo contra a militância islâmica, seus líderes políticos usam a religião para punir os cristãos.

Os líderes de igrejas na Argélia tentam preparar os cristãos para a realidade da perseguição, mas é um processo lento e difícil. Quem decide seguir a Jesus Cristo não é livre para frequentar cultos ou reuniões entre irmãos e precisa ter uma vida religiosa secreta para evitar diversos problemas e fugir dos conflitos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/mais-um-cristao-e-preso-por-blasfemia

Condenação de cristão argelino é mantida

Embora o Tribunal Argelino de Recursos tenha diminuído a pena de 5 para 3 anos, Slimane Bouhafs não conseguiu se livrar da acusação de “denegrir os preceitos do islã”

No dia 7 de setembro, o Tribubal Argelino de Recursos confirmou a condenação de Slimane Bouhafs e reduziu a pena para 3 anos de prisão por insultar o islã. Bouhafs foi acusado nos termos do artigo 144 do código penal da Argélia por “ofender o profeta” e também por “denegrir os preceitos do Islã”. A pena máxima para essas transgressões é de 5 anos, além da multa que pode chegar a 100 mil dinares (equivalente a 914 dólares). Ele está preso desde julho desse ano por ter divulgado nas mídias sociais o seguinte texto: “a luz de Jesus brilha sobre as mentiras do islã e de seu profeta”.

A condenação de Bouhafs ilustra bem a dimensão do perigo que os cristãos enfrentam no dia a dia, especialmente quando expressam sua fé em público. Os processos costumam ser muito rápidos e, na maioria das vezes, a condenação é certa. Devido às leis de blasfêmia existentes no país, promotores e tribunais interpretam esses casos de forma a restringir totalmente a liberdade de religião. O direito a um julgamento justo está fora de cogitação para aqueles que se decidem pelo cristianismo.

A rotina dos cristãos argelinos é cercada de medo e ameaças. Além da rejeição familiar, eles enfrentam pressão no trabalho, violência por parte dos radicais islâmicos e difamação. Tem se tornado cada vez mais comum as histórias em que os seguidores de Cristo são maltratados, humilhados e até mortos por não negarem a Jesus como Salvador. No país, não há permissão para a abertura de igrejas, os cultos públicos são proibidos e as reuniões de oração costumam ser secretas. Ore por essa nação e pelos cristãos perseguidos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/condenacao-de-cristao-argelino-e-mantida

Governo argelino não suporta críticas ao islã

“Os líderes não toleram aqueles que criticam o islã e agem com muita violência contra os apóstatas do Estado. Eles ferem a liberdade de expressão e de imprensa nesse país”

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De acordo com a agência de notícias France Presse, o Ministério Público argelino aceitou as acusações criminais de um imã (líder religioso islâmico) contra um escritor que expressa publicamente suas opiniões e críticas à fé islâmica. O escritor é conhecido como Kamel Daoud, também é jornalista, tem 45 anos e atualmente é colunista do jornal francês Le Quotidien d’Oran, onde escreve seus artigos baseados no tema Raina Raïkoum (Minha opinião, a sua opinião). Kamel já foi indicado para o Prêmio Renaudot, uma das mais importantes premiações literárias da França. Quando ele se refere ao Estado Islâmico, escreve coisas do tipo: “Eles cortam gargantas, matam, apedrejam, decepam mãos, destroem a herança comum da humanidade e desprezam arqueologias, mulheres e não muçulmanos. Já a Arábia Saudita é mais bem vestida e organizada, mas faz as mesmas coisas”, escreveu em um de seus artigos para o jornal New York Times.

Em abril de 2015, o trecho de um de seus livros foi destaque na revista New Yorker, onde o autor expressou sua opinião baseada no título “Veja o que o Estado Islâmico fez com a Arábia Saudita”, além de outros textos que foram publicados em jornais locais e que atraíram a atenção da militância muçulmana. Suas opiniões também foram parar na mídia eletrônica, o que aumentou ainda mais a repercussão do caso. “O governo argelino não tolera aqueles que criticam o islã e age com muita violência contra os apóstatas do Estado. Eles ferem a liberdade de expressão e de imprensa nesse país”, comenta um dos analistas de perseguição. A Argélia é o 37º país na Classificação da Perseguição Religiosa atual, onde o islã se torna cada vez mais visível e impositivo. A igreja no país ainda é muito jovem e sofre as consequências por divulgar o cristianismo.

Embora Kamel não esteja defendendo os cristãos, seu posicionamento contra os extremistas islâmicos é relevante e justo. Ele já declarou uma vez: “A religião é um transporte coletivo que eu não pego. Prefiro ir até esse Deus a pé, não em viagem organizada”. Mas suas declarações lhe renderam uma “fatwa” (decisão judicial que pode chegar a uma sentença de morte), ao que ele respondeu: “Eles me reprovam por minha tomada de posição contra os extremistas islâmicos, porque falo com liberdade e conhecimento de causa, já que na juventude fui simpatizante desses movimentos, e porque escrevo em francês; fui acusado de ser sionista e pró-francês”, disse ele em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, durante o Salão do Livro de Paris. Depois completou: “Minha morte pode chegar de qualquer jeito e a qualquer hora. Ao mesmo tempo, não me faço de herói, todo mundo está ameaçado, a civilização está ameaçada. Quando 200 estudantes são sequestradas pelo Boko Haram, acho indecente falar de mim”, finalizou o jornalista. Ore por essa nação.

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Cristãos argelinos vivem um momento delicado

Se o atual governo perder as rédeas da economia, poderá criar uma abertura para os grupos militantes desestabilizarem o país

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De acordo com notícias da BBC News, o governo argelino iniciou um projeto de reforma constitucional, adotando alterações que introduzem um limite presidencial de apenas dois mandatos, além disso, o projeto reconheceu o idioma berbere como língua oficial do estado. Os povos berberes, que vivem em sua maioria no norte da África, em maior quantidade na Argélia e Marrocos, possuem um grupo linguístico composto de 25 ou 26 línguas, com uma escrita pouco conhecida e raramente utilizada. O número de falantes das línguas berberes está diminuindo lentamente à medida que muitos adotam a língua árabe.

Uma parte do povo da Argélia é composta pelos berberes, então as reformas constitucionais são destinadas a levar paz até eles também, evitando assim qualquer tipo de revolta popular semelhante às que abalaram os países vizinhos. As novas medidas também estão focadas em reestruturar a comissão eleitoral e abordar questões relacionadas com as mulheres e os jovens no país. Na área econômica, foram detectados vários problemas, em especial, nos preços da energia que dependem do petróleo, o que tem causado instabilidade financeira.

“Todos estes problemas que a Argélia está vivendo são devidos à atual enfermidade do presidente, ele sofreu dois derrames e já não fala em público há dois anos, mas a Argélia é representada por ele desde 1999. Abdelaziz Bouteflika é conhecido por sua mão pesada na luta contra o terrorismo”, comenta um dos analistas de perseguição. Boteflika foi reeleito no ano passado, em seu quarto mandato, atingindo mais de 80% dos votos. Lembrando que na Argélia, 97% da população é composta por muçulmanos e o governo adota o islã como religião principal. A situação dos cristãos é muito crítica e a pressão sobre eles tem aumentado cada vez mais.

A maior preocupação dos argelinos agora é com o sucessor do presidente, que já está beirando seus 80 anos de idade. “Se o atual governo perder as rédeas da economia, poderá criar uma abertura para os grupos militantes desestabilizarem o país, agitar o povo e assim provocar uma ‘Primavera Árabe tardia’ o que poder afetar mais ainda a vida dos cristãos”, explica o analista. A Argélia ocupa o 37º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa em 2016 e a igreja constituída por lá é ainda muito jovem, mas mesmo assim está em crescimento. A maioria dos cristãos se reúne em cultos domésticos, devido às restrições do governo. Lembre-se deles em suas orações!

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Alemanha vai dificultar reunião familiar para alguns refugiados

Pessoas com “status limitado de proteção” terão que esperar dois anos para poder buscar sua família. Marrocos, Argélia e Tunísia passam a integrar lista de países considerados seguros.

Depois de semanas de discussão, os partidos que formam a coalizão de governo na Alemanha chegaram a um acordo nesta quinta-feira (28/01) sobre novas mudanças na lei de asilo. O principal ponto de discórdia era a reunião familiar de refugiados que estão em território alemão e cujos parentes estão em outros países.

Os líderes concordaram que os refugiados não poderão mais trazer automaticamente seus familiares para a Alemanha. Em alguns casos, eles terão que aguardar dois anos para poder buscar sua família. Essa regra vale para aqueles que possuem o chamado “status limitado de proteção”, ou seja, não são considerados refugiados conforme as Convenções de Genebra ou a legislação alemã, mas mesmo assim não podem ser deportados por correrem riscos no seu país de origem, por exemplo a pena de morte ou torturas.

Po outro lado, o critério da reunião familiar terá prioridade na escolha dos refugiados que serão transportados de campos na Turquia, na Jordânia ou no Líbano para Alemanha, e isso vale para todos os refugiados, incluindo os com “status limitado de proteção”. Segundo o vice-chanceler Sigmar Gabriel, em torno de 18% dos refugiados sírios se encaixam nessa categoria.

A coalizão também concordou em acrescentar Marrocos, Argélia e Tunísia à lista de países considerados seguros, o que torna mais rápida a análise do pedido de asilo e a deportação dos requerentes desses países.

Além disso, a União Democrata Cristã (CDU), o Partido Social-Democrata (SPD) e a União Social Cristã (CSU) aprovaram que requerentes de asilo que concluírem um curso profissionalizante na Alemanha terão o direito de trabalhar por dois anos no país, independentemente do seu status como refugiado.

A nova legislação prevê também que requerentes de asilo deverão contribuir com 10 euros por mês, descontados da ajuda que recebem, para o pagamento de cursos de integração e de alemão que deverão frequentar.

A organização humanitária Pro Asyl criticou as novas medidas, principalmente a dificuldade de reunião familiar. Segundo a ONG, refugiados serão obrigados a recorrer à ilegalidade para estarem perto de seus familiares.

As novas medidas fazem parte do chamado Pacote de Asilo 2 e serão agora transformadas em projeto de lei pelo governo. Depois, serão enviadas ao Parlamento, onde o governo tem ampla maioria. Para Gabriel, que é presidente do SPD, a prioridade agora passa a ser a integração dos refugiados.

CN/rtr/dpa]

http://www.dw.com/pt/alemanha-vai-dificultar-reuni%C3%A3o-familiar-para-alguns-refugiados/a-19010577

Alemanha endurece política de asilo a refugiados

Governo alemão decide dificultar entrada de imigrantes da Argélia, Tunísia e Marrocos.

BERLIM — Alvo de críticas de conservadores por sua política de portas abertas, a Alemanha mudou de postura e decidiu endurecer seu sistema de asilo a refugiados, dificultando a entrada de imigrantes de alguns países africanos. Também num movimento para conter a crise migratória, a Finlândia se uniu à Suécia e anunciou planos para deportar dezenas de milhares de imigrantes do país.

O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, afirmou que a Alemanha iria colocar Argélia, Marrocos e Tunísia em uma lista de “países de origem segura” — o que significa que imigrantes provenientes desses lugares teriam pouca chance de ganhar asilo. Alguns imigrantes também seriam impedidos de trazer suas famílias para se juntarem a eles na Alemanha por dois anos, segundo Gabriel.

O endurecimento das regras vêm após a Alemanha, a economia mais forte da União Europeia (UE), receber cerca de 1,1 milhões de migrantes em 2015 — muitos deles refugiados que fogem do conflito na Síria.

A chanceler alemã, Angela Merkel, está sob forte pressão nos últimos meses para reverter sua política de ajuda a refugiados que fogem de guerra e perseguições, incluindo oposição de dentro de seu próprio partido.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/alemanha-endurece-politica-de-asilo-refugiados-18567072#ixzz3ydRYWAAr
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Mais de 30 movimentos se unem ao grupo Estado Islâmico

Movimentos são de diferentes tamanhos e importância.

Vinte e um um movimentos jihadistas no mundo juraram lealdade ao líder do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, e dez expressaram apoio, de acordo com uma lista compilada pelo centro americano de vigilância de grupos extremistas IntelCenter.

De acordo com essa lista, esses 31 movimentos estão implantados em todo o mundo, em um arco que vai da Argélia à Indonésia.

O líder da Da’esh (acrônimo em árabe para o EI) proclamou no final de junho de 2014, na cidade iraquiana de Mossul, o estabelecimento de um califado islâmico e adotou o nome de “califa Ibrahim”, exortando todos os muçulmanos do mundo a jurar lealdade a ele.

No dia seguinte, um grupo na Argélia (o Batalhão Al-Huda no Magrebe), outro no Sinai egípcio (Jamaat Ansar al-Bait Maqdis) e outro em Baalbeck (Líbano, Liwa Ahrar al-Sunna) prometeram lealdade ao novo líder, seguidos nas semanas posteriores por 18 outros movimentos, incluindo o Boko Haram na Nigéria e o Jund al-Khilafah na Tunísia.

Dez outros grupos, segundo o IntelCenter, manifestaram o seu apoio ao califa sem jurar lealdade formalmente.

Esses 31 movimentos são de diferentes tamanhos e importância, alguns altamente estruturados e com centenas e, às vezes, milhares de combatentes e outros quase inexistentes ou dissidentes de movimentos jihadistas conhecidos, dizem os especialistas.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/mais-de-30-movimentos-se-unem-ao-grupo-estado-islamico,2dd91ea40957c410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html