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ONG EVM discute em reunião com Procurador do estado de Roraima apoio à população

Por Andréa Fernandes

RORAIMA – Na manhã de quarta-feira (29), a representante da ONG Ecoando a Voz dos Mártires em Roraima, Dra. Sandelane Moura, esteve em reunião com o Procurador do Estado de Roraima, Dr. José Edival Vale Braga e o secretário de planejamento do Estado, Dr. Aroldo Amoras, para deliberar posicionamentos necessários a fim de ofertar apoio aos roraimenses em diversos níveis.

A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Moura Sandelane, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e área internaDra. Sandelane Moura (EVM) em reunião com o Procurador do Estado de Roraima, José Braga (centro) e o secretário de planejamento do estado, Dr. Aroldo Amoras

Apesar das muitas atribuições ocasionadas pelo aprofundamento da crise dos refugiados em Roraima, a representante da ONG EVM foi muito bem recepcionada ao demonstrar interesse no sentido de auxiliar a administração pública no trato com as dificuldades resultantes do ingresso desordenado de venezuelanos no estado.

Aroldo Amoras disponibilizou a Secretaria de Planejamento para a análise e colhimento de informações sobre dados numéricos, financeiros, estatísticos e congêneres acerca das iniciativas do estado para solucionar as consequências provocadas pela ausência do governo federal em relação aos compromissos que assumiu e não cumpriu, e ainda colocou-se à disposição para reunião com o fim de discussão de propostas de atuação da ONG no auxílio à administração pública.

O procurador do Estado demonstrou satisfação ao tomar conhecimento de que uma instituição humanitária brasileira secular está promovendo os interesses da população roraimense, que não tem sido alvo de preocupação do governo federal e ACNUR (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados), sofrendo os impactos danosos do ingresso diário de centenas de venezuelanos sem a menor estrutura de acolhimento, o que vem causando falência dos serviços públicos por não ter estrutura para suportar os encargos de prover a mantença da população local acrescida de milhares de refugiados e imigrantes.

Dentre as propostas discutidas, foi externada pela Dra. Sandelane Moura o intuito de articular a efetivação de uma audiência pública. José Braga também aceitou o convite da ONG Ecoando a Voz dos Mártires para prestar informações através de Live pela página da instituição no Facebook, que será marcada ainda nessa semana.

As ações da ONG EVM são por demais importantes não somente para possibilitar articulação que promova socorro à população roraimense no tocante a estabelecer um canal de discussão não apenas com o governo de Roraima, mas também, com o Legislativo e Judiciário locais bem como no âmbito federal, inclusive, no STF, já que, as instituições humanitárias que trabalham no estado estão focando o apoio humanitário tão somente aos imigrantes e refugiados que ingressam legal e ilegalmente pela fronteira em Pacaraima. Dessa forma, haverá possibilidade de se apresentar informações oficiais e não contaminadas por “politização” da crise aos demais brasileiros, para, assim, combater a campanha de “discursos de ódio” contra o povo roraimense, vítima do descaso do governo federal e ACNUR, que promovem uma política migratória que está levando à penúria a já sofrida população local.

Além dessa ação, a ONG EVM vem promovendo articulações junto a entidades e lideranças das regiões norte e nordeste para dar visibilidade aos impactos danosos da imigração desordenada, que segundo a prefeita da capital (Boa Vista), Teresa Surita, pode gerar a “perda de controle da cidade até o fim do ano” se não forem tomadas medidas urgentes.

 

ONU alerta para “matança de inocentes” no campo de refugiados palestinos na Síria

Funcionários das Nações Unidas advertiram nesta quarta-feira sobre o potencial  “massacre de inocentes” a menos que ajuda e assistência cheguem ao campo de refugiados palestinos na Síria, onde milhares de civis estão presos em uma batalha terrível.

Cerca de 18.000 civis, incluindo 3.500 crianças, estão no acampamento fora de Damasco a poucos quilômetros do palácio do presidente Bashar al-Assad. O acampamento em grande parte caiu sob o controle do Estado islâmico na semana passada e está cercado pelo exército sírio.

O acampamento de Yarmouk, que foi a casa de meio milhão de palestinos antes do início do conflito, em 2011, foi tomado por insurgentes anti-Assad e cercado por tropas do governo desde os primeiros dias da guerra e muitos já fugiram.

Mas como a luta se intensificou ao redor do acampamento, os restantes dos refugiados ficaram sem comida, água e suprimentos médicos alertando as agências de ajuda para pedir às partes em conflito para permitir o acesso à ajuda e evacuações.

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4645435,00.html