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Dois atentados deixam mortos no Paquistão

Atentado suicida contra tribunal matou 12 e feriu 40 em Mardan. Cinco pessoas morreram em ataque contra bairro cristão em Peshawar.

Ao menos 15 pessoas morreram em dois atentados-suicidas no Paquistão nesta sexta-feira (2): um contra um tribunal e outro contra um bairro cristão.

Na cidade de Mardan, no noroeste do país, uma dupla explosão matou 12 pessoas em um tribunal, segundo a Reuters. A Efe informou que outras 40 pessoas ficaram feridas no atentado, que foi reivindicado pelo Jamaat-ur-Ahrar, uma facção separatista do Talibã.

Os corpos de policiais, advogados e outros civis foram recuperados, disse Haris Habib, chefe da equipe de resgate na cidade de Mardan, na província de Khyber Pakhtunkhwa.

“Primeiro houve uma pequena explosão, seguida por uma grande explosão”, disse Habib à Reuters.

O ataque foi realizado um dia após o Exército paquistanês elogiar os sucessos de sua luta contra grupos jihadistas myriad armados, embora um porta-voz tenha reconhecido que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

O porta-voz do grupo Jamaat-ur-Ahrar, Ehsanullah Ehsan, prometeu realizar mais ataques, em um comunicado enviado à Reuters.

“Pedimos a civis que fiquem longe de instalações das forças da lei e estes tribunais que não são islâmicos. Iremos atacá-los mais”, disse.

Peshawar
Mais cedo, cinco pessoas morreram – quatro delas terroristas – em um ataque contra um bairro da minoria cristã em Peshawar, também no noroeste do país.

“Terroristas atacaram o bairro cristão de Warsak. As forças de segurança responderam rapidamente. Os quatro suicidas estão mortos”, informou em sua conta no Twitter, o diretor-geral do escritório de relações públicas do Exército (ISPR, em inglês), Asim Bajwa, segundo a Efe.

O porta-voz da polícia de Peshawar, Mohammed Usman, informou que no ataque morreu também um cristão e um guarda de segurança ficou ferido.

De acordo com Usman, o ataque começou por volta das 6h (horário local), quando o grupo de insurgentes com coletes explosivos entrou no bairro, lançou duas granadas contra uma igreja e iniciou um confronto com a polícia e o Exército, que durou mais de uma hora.

Nenhum grupo insurgente reivindicou a autoria do ataque.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/09/dois-atentados-deixam-14-mortos-no-paquistao.html

Maioria das vítimas de atentado na Turquia era crianças

Número de mortos sobe para 54.

ANCARA — A maioria das vítimas do atentado em uma festa de casamento na cidade turca de Gaziantep, no sábado, era crianças. Pelo menos 22 dos mortos tinham menos de 14 anos, informou um funcionário do governo. O número de óbitos subiu para 54 nesta segunda-feira.

O ataque suicida foi perpetrado por uma criança com idade entre 12 e 14 anos, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acrescentando que evidências iniciais sugerem que o atentado foi organizado pelo Estado Islâmico (EI).

As autoridades detalharam que o colete destruído do terrorista foi encontrado no local do mais mortífero ataque a bomba na Turquia neste ano. Cerca de 70 pessoas ficaram feridas.

Gaziantep, uma cidade curda perto da fronteira com a Síria, é conhecida por conter vários células do EI. O grupo extremista foi acusado por ataques semelhantes na Turquia, muitas vezes em reuniões de curdos, em um esforço para reavivar as tensões étnicas.

O ataque mais mortal foi em outubro, quando suicidas mataram mais de cem pessoas em uma manifestação pró-curda e de ativistas em Ancara.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/maioria-das-vitimas-de-atentado-na-turquia-era-criancas-19970000#ixzz4I3hBMsvD
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Ataques a hospitais violam santuários da vida na Síria e no Paquistão

Autoridades apelam contra violência que matou dezenas desde sábado.

 IDLIB, Síria, E QUETTA, Paquistão — Os ataques a dois hospitais — um suicida em Quetta, no Paquistão, ontem, e outro aéreo em Idlib, na Síria, no sábado — evidenciam a situação de vulnerabilidade dos centros médicos em locais de conflito. Se, no passado, ataques a hospitais eram um tabu, o aumento de casos recentes mostra que os locais dedicados ao salvamento de feridos e doentes tornaram-se alvos como quaisquer outros. No Paquistão, o atentado a um hospital de Quetta matou pelo menos 70 pessoas e deixou cem feridos após a explosão de um homem-bomba diante de uma multidão. Na Síria, um hospital apoiado pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) — o 16º da organização atacado apenas este ano no país — foi destruído por um bombardeio aéreo na cidade de Millis, na província de Idlib. Quatro profissionais do hospital e outras nove pessoas foram mortas.

Najum Abbasi, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) de Islamabad, classificou o atentado de Quetta de “alarmante” e ressaltou que “hospitais são para salvar vidas”, pedindo proteção aos centros médicos:

— Estamos em choque — afirmou Abbasi ao GLOBO, lembrando de recentes atentados na Síria e no Afeganistão. — Apelamos por respeito e proteção a instalações médicas e a profissionais da saúde, não só no Paquistão, mas globalmente.

A explosão provocou um banho de sangue em frente ao setor de emergência do hospital de Quetta, onde 200 pessoas se reuniam para expressar pesar pelo assassinato, poucas horas antes, de um famoso advogado da região: presidente da Associação de Advogados do Baluquistão, Bilal Anwar Kasi foi morto por dois homens armados quando saía de casa. Após o bombardeio, a Casa Branca disse, por meio de um comunicado, que o atentado contra um grupo de advogados de luto o torna “ainda mais hediondo”.

Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também condenara o atentado:

— O fato de escolher como alvo pessoas em luto em um hospital civil faz com que o ataque seja particularmente abominável — disse o porta-voz de Ban, Farhan Haq.

Paquistaneses choram explosão de uma bomba na porta de hospital em Quetta – BANARAS KHAN/AFP

SÍRIA: DESDE 2012, 373 INSTALAÇÕES ATINGIDAS

Na Síria, o ataque ao hospital do MSF em Idlib, no sábado, matou quatro funcionários e nove civis, dentre eles cinco crianças. O bombardeio destruiu a maior parte do local, incluindo o centro cirúrgico, a unidade de terapia intensiva, a pediatria e cerca de 80% dos equipamentos médicos e ambulâncias. Apenas no ano passado, 63 hospitais apoiados pela ONG foram atingidos no país.

— O bombardeio de outro hospital na Síria é ultrajante — disse Silvia Dallatomasina, gestora médica das operações do MSF no Noroeste do país. — Cada vez que um hospital é destruído, seja ele um alvo direto ou atingido durante um ataque indiscriminado a áreas civis, uma parcela da população síria é privada de receber cuidados de saúde vitais.

Segundo a ONG Médicos pelos Direitos Humanos (PHR, na sigla em inglês), desde 2012, 373 centros de saúde foram atingidos na Síria. Julho foi o pior mês em cinco anos de conflito, de acordo com a Sociedade Médica Sírio-Americana, que contabilizou 43 ataques do tipo no país — mais do que um por dia. Em março, forças do governo lançaram bombardeios aéreos mortais em seis hospitais perto de Aleppo em apenas uma semana.

— Desde junho, assistimos ao aumento de ataques contra civis e em instalações médicas na região. Cada um destes bombardeios constitui um crime de guerra. Destruir hospitais equivale a assinar sentenças de morte para milhares de pessoas que não conseguem deixar o país — disse Widney Brown, diretor da PHR.

Conhecido por ser um centro de referência especializado em pediatria, o hospital do MSF atingido no sábado oferecia cuidados essenciais para cerca de 70 mil pessoas que vivem na cidade de Millis e em seu entorno, onde um número considerável de deslocados está abrigado após fugir de frentes de batalha no Norte da Síria. Cerca de 250 pacientes eram atendidos a cada dia.

— Como médicos humanitários, continuaremos fazendo o possível para ampliar a oferta de assistência médica na Síria, mas precisamos ver o fim imediato de ataques a hospitais — pediu Silvia.

No Paquistão, os atentados contra hospitais também têm precedentes: em 2010, 13 pessoas morreram na explosão de uma bomba na unidade de emergências de um hospital de Karachi, onde as vítimas de um atentado cometido pouco antes recebiam atendimento médico.

— Ataques como esse não aconteciam há muito tempo no país. Eram mais comuns no auge da militância, entre 2009 e 2011 — lembrou o porta-voz do CICV.

Em Quetta, o ataque deixou um rastro de destruição. Corpos de vítimas eram vistos em poças de sangue horas depois, e vários veículos estacionados nas proximidades foram danificados. Uma testemunha, Hajji Abdul Haq, que sobreviveu com ferimentos leves, contou que estava do lado de fora da entrada do hospital com outros advogados, esperando receber o corpo do colega de profissão. Pelo menos 18 magistrados foram mortos, além de alguns jornalistas que acompanhavam o grupo.

— Eu estava na segunda fileira, os advogados seniores na primeira — disse Haq ao “New York Times”. — De repente, houve uma explosão ensurdecedora. Perdi minha audição por quase uma hora após a explosão.

O grupo Jamaat-ul-Ahrar, dissidência do Talibã, foi o primeiro a assumir a responsabilidade pelo ataque — é a mesma organização que realizou um atentado durante a Páscoa, em março, matando 72 pessoas em Lahore. Horas depois, o Estado Islâmico também reivindicou a responsabilidade. (Colaborou Carolina Jardim)

http://oglobo.globo.com/mundo/ataques-hospitais-violam-santuarios-da-vida-na-siria-no-paquistao-19882288

Após dissidência do Talibã, Estado Islâmico também reivindica ataque no Paquistão

Mais cedo, grupo Jamaat-ul-Ahrar se responsabilizou por atentado que matou 70

RIO — O Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque suicida que matou pelo menos 70 pessoas e feriu outras 120 em um hospital de Quetta, no Paquistão. Mais cedo, no entanto, o grupo Jamaat-ul-Ahrar, uma dissidência do Talibã paquistanês, também assumiu a responsabilidade pela explosão. As vítimas incluem jornalistas e advogados.

Mais de cem pessoas, a maioria advogados e jornalistas, se reuniam na emergência do hospital para acompanhar o corpo de um advogado proeminente que havia sido assassinado na cidade mais cedo nesta segunda-feira. Bilal Anwar Kasi foi morto quando caminhava até o tribunal, e a polícia desconfia que o atentado tenha sido planejado para atingir pessoas próximas a ele.

“Um mártir do Estado Islâmico detonou seu cinto de explosivos em um encontro de funcionários do Ministério da Justiça e policiais paquistaneses na cidade de Quetta”, afirmou a agência de notícias dos jihadistas.

Poucas horas antes, no entanto, a dissidência do Talibã emitiu uma mensagem semelhante. Esta é a mesma organização que realizou um atentado durante a Páscoa, em março, matando 72 pessoas em Lahore.

— O Tehreek-e-Taliban Pakistan Jamaat-ur-Ahrar assume a responsabilidade por este ataque e promete continuar a realizar outros — disse o porta-voz Ehsanullah Ehsan.

Em entrevista ao GLOBO por telefone, o porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) Najum Abbasi expressou choque.

— O ataque ao hospital de Quetta é alarmante. Hospitais são lugares para salvar vidas. — disse Abbasi, de Islamabad. — Apelamos pelo respeito e proteção às instalações médicas e profissionais da saúde não só no Paquistão, mas globalmente.

Imagens de televisão mostraram cenas de caos, com pessoas em pânico fugindo em meio aos destroços à medida que a fumaça tomava conta dos corredores do hospital.

A capital do Baluquistão, província do Sudoeste paquistanês, vem sendo assolada pela violência, e vários advogados têm sido visados. A área é palco da campanha insurgente contra o governo, tensões sectárias, além de altos níveis de criminalidade.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou os ataques.

— Ninguém poderá perturbar a paz da província — disse ele.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/apos-dissidencia-do-taliba-estado-islamico-tambem-reivindica-ataque-no-paquistao-1-19879430#ixzz4GmnWahKx
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Estado Islâmico reivindica atentado em Cabul; ataque deixa mais de 80 mortos

A organização Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado cometido este sábado contra uma manifestação da minoria xiita dos hazara em Cabul, no Afeganistão. O ataque que deixou mais de 80 mortos e 200 feridos.

“Dois combatentes do EI detonaram coletes com explosivos em uma concentração de xiitas na região de Dehmazang, em Cabul” da capital afegã, indicou o EI através de sua agência de notícias Amaq. A organização, de orientação sunita, enxerga os xiitas como inimigos.

Segundo um balanço do Ministério da Saúde, ao menos 80 mortos e 231 feridos foram atingidos.

Um fotógrafo da agência AFP que estava no local do massacre narrou as cenas. “Havia dezenas de corpos, podia contar mais de vinte, alguns totalmente desmembrados (…) Havia poças de sangue por todas as partes”.

“Ouvi um barulho ensurdecedor muito próximo a mim. Havia muitos mortos e feridos, não consigo entender onde estou”, disse à AFP um dos organizadores do protesto, Jawad Naji.

Manifestação era pacífica

O ataque aconteceu por volta das 14h30 (hora local; 7h de Brasília) durante uma manifestação de milhares de afegãos, em sua maioria hazaras, que protestavam contra um projeto de energia do governo e transcorria pacificamente em meio a fortes medidas de segurança, que impediram que a manifestação se aproximasse do palácio presidencial.

A manifestação transcorria pacificamente e era comandada por muitas mulheres.

Depois da carnificina, muitos sobreviventes expressavam sua indignação contra a polícia, que isolou com cordas a área, segundo o fotógrafo da AFP.

O presidente Ghani expressou sua “tristeza” e denunciou a presença de “terrorista infiltrados em um protesto pacífico”. Entre as vítimas, acrescentou, destacavam-se membros das forças de segurança afegãs.

As milícias dos talibãs, rivais do EI, negaram envolvimento no caso e o atribuíram a “tentativas de criar divisões no seio do povo afegão”.

A minoria hazara, com aproximadamente três milhões de membros, sofreu décadas de perseguições e milhares deles foram exterminados no fim dos anos 1990 pela rede Al-Qaeda e pelos talibãs, em sua grande maioria pashtuns sunitas, que governavam o país.

A segurança no Afeganistão diminuiu gravemente nos últimos meses, após a partida de muitas tropas estrangeiras. Essa piora na situação obrigou os Estados Unidos a mudarem de planos, mantendo 8.400 soldados no país, ao invés dos 5.500 inicialmente previstos.

O atentado de 30 de junho, contra um comboio de recrutas da polícias, deixou trinta mortos e cerca de 80 feridos.

(Com agências internacionais)

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2016/07/23/estado-islamico-reivindica-atentado-em-cabul-ataque-deixa-mais-de-60-mortos.htm

Igreja na Malásia não está segura

Os cristãos malaios são os principais alvos de grupos extremistas que agem no país; muitos incidentes recentes já foram reivindicados pelos jihadistas

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Em alguns países do Sudeste Asiático, o Estado Islâmico (EI) tem sido cada vez mais ativo, assumindo a responsabilidade da maioria dos ataques violentos contra os cristãos e as demais minorias religiosas. Recentemente, em Daca, capital e maior cidade do Bangladesh, muitos expatriados foram atacados pelo grupo extremista radical, que pretende espalhar sua ideologia e impor o islã aos cidadãos.

Em Selangor, um estado da Malásia, oito pessoas foram feridas em um ataque feito com granadas, onde muitas pessoas assistiam a um campeonato europeu de futebol. O EI se referiu ao incidente como o “primeiro ataque terrorista do Estado Islâmico na Malásia”, alegando que aquelas pessoas, além de não respeitarem o Ramadã, praticavam atividades pecaminosas.

A notícia foi dada através de uma revista conhecida como “Al Fatihin” (O Conquistador) lançada recentemente pelo EI e dirigida aos seguidores do grupo extremista na região do Sudeste Asiático. Segundo informações locais, a revista também foi distribuída em Brunei, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Indonésia. Sabe-se que os cristãos desses países são os principais alvos do grupo e que muitos incidentes recentes já foram reivindicados pelos jihadistas. Em suas orações, interceda pela igreja malaia.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/07/igreja-na-malasia-nao-esta-segura

Estado Islâmico reivindica ataque com feridos em trem na Alemanha

Afegão feriu quatro pessoas com machado na região da Baviera. Testemunhas disseram que jovem gritou ‘Allahu Akbar’ durante ação.

A agência de notícias Amaq, ligada ao grupo terrorista Estado Islâmico, divulgou nesta terça-feira (19) que o jovem refugiado afegão que feriu quatro passageiros de um trem na Alemanha na segunda-feira (18) era “um dos seus combatentes”.

Testemunhas afirmaram que ele gritou “Allahu Akbar” (Alá é grande) antes ferir os passageiros com golpes de machado e faca, no trem da linha Treuchtlingen – Würzburg, na região da Baviera, no sul da Alemanha. Ele viajava sozinho no trem.

Durante as investigações, foi encontrado no quarto do afegão o desenho de uma bandeira doEstado Islâmico (EI).

O jovem conseguiu fugir do vagão quando o trem parou em Heidingsfeld, mas foi morto por um comando das forças especiais da polícia que estava na região.

O ministro do Interior da Alemanha, Joachim Herrmann, falou sobre o caso e os primeiros dados da investigação em entrevista para uma emissora da televisão pública. Porém, ele evitou qualificar a agressão de atentado terrorista.

CORRIGIDO: Mapa ataque em trem na alemanha (Foto: ArteG1)

O menor, que chegou sem seus pais à Alemanha há aproximadamente dois anos, não tinha chamado a atenção até o momento e a polícia investiga se tinha contatos em círculos islâmicos ou se havia radicalizado sozinho nos últimos tempos.

“O que aconteceu nos últimos meses ou semanas, como chegou a este ataque, tudo deve ser investigado”, afirmou Herrmann.

O jovem foi registrado como requerente de asilo na Alemanha por um ano e desde o mês de março vivia na região de Wurzburg, primeiro em um albergue para menores sem acompanhamento e depois com uma família adotiva.

O governo de Hong Kong informou que quatro dos feridos nasceram na região. Segundo o jornal “South China Morning Post”, as vítimas seriam um pai de 62 anos, uma mãe de 58, sua filha de 27 e o namorado dela, de 31 anos.

Marcas de sangue e um cobertor de emergência dentro do trem onde ocorreu o ataque de um afegão de 17 anos contra outros passageiros em Würzburg, na Alemanha (Foto: Karl-Josef Hildenbrand/dpa via AP)Marcas de sangue e um cobertor de emergência dentro do trem onde ocorreu o ataque de um afegão de 17 anos contra outros passageiros em Würzburg, na Alemanha (Foto: Karl-Josef Hildenbrand/dpa via AP)

Corpo de brasileira desaparecida em Nice é encontrado

Irmã da vítima confirmou ter recebido a notícia da morte na tarde deste domingo

RIO – A brasileira Elizabeth Cristina Assis Ribeiro, que estava desaparecida desde o ataque da última quinta-feira em Nice, na França, foi encontrada morta na tarde deste domingo. Parentes da vítima confirmaram a informação ao jornal “Extra”. Um exame de DNA, feito pelas autoridades francesas, identificou o corpo.

Elizabeth, de 30 anos, era carioca e morava na Suíça com o marido, Silyan, que também morreu no ataque. Eles passavam as férias em Nice com a família, acompanhando a Eurocopa. A filha mais nova do casal, Kayla, de seis anos, também não sobreviveu.

Outras duas filhas do casal, Djulia e Kymea, de quatro anos e sete meses, respectivamente, estavam presentes no momento do atentado, mas o pai conseguiu salvá-las. A menina caçula morreu no local, enquanto Elizabeth chegou a ser levada ao hospital. No entanto, o seu paradeiro era desconhecido até então. Foi a irmã da vítima, Ana Claudia, de 34 anos, que recebeu a notícia, neste domingo, por telefone.

Mais cedo, o Itamaraty disse que havia pelo menos três brasileiros desaparecidos, incluindo Elizabeth, depois do ataque que matou mais de 80 pessoas que participavam das comemorações da Queda da Bastilha. Na ocasião, um caminhão, conduzido pelo tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, atropelou dezenas de pessoas numa avenida à beira-mar. Ele foi morto a tiros por policiais.

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Estado Islâmico planejou ataques no Brasil, afirma agência francesa

Brasileiro estaria por trás do planejamento dos ataques que deveriam ocorrer durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

A facção terrorista Estado Islâmico, também conhecida por Daesh ou ISIS, responsável pelos recentes atentados no aeroporto de Istambul e de Paris no ano passado, havia planejado novos ataques contra delegação da França durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, informou um novo relatório oficial da agência de inteligência do governo francês nesta quarta-feira (13).

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A informação foi anunciada pelo chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM), general Christophe Gomart, durante uma audição, em maio, na comissão parlamentar de luta contra o terrorismo, responsável por investigar os atentados de 2015 na França. Na ocasião, os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico e deixaram 130 pessoas mortas. O episódio é considerado um dos mais sangrentos da história recente do país.

Há indícios de que um brasileiro poderia estar por trás dos ataques, assegurou Gomart em declaração aos parlamentares. Não se sabe se o brasileiro estaria sendo treinado remotamente ou em bases locais do Estado Islâmico no oriente médio. De acordo com a agência ANSA, é provável que ele estivesse fora do Brasil e já tenha sido detido.

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Em nota, o jornal francês “Libération” afirmou que o diálogo entre Gomart e os parlamentares não deixam claro a identidade desse suposto brasileiro.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2016-07-13/estado-islamico-ataques-brasil.html

Atentado em Bagdá deixa ao menos 143 mortos e quase 200 feridos

Ação foi reivindicada pelo Estado Islâmico, sob crescente pressão das forças do governo

BAGDÁ, Iraque — Um ataque terrorista de grandes proporções deixou mais de 140 mortos e quase 200 feridos em Bagdá. A ação aconteceu num movimentado centro comercial da capital iraquiana no fim da noite de sábado, e foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI), sob crescente pressão das forças do governo, que recentemente retomaram seu bastião em Faluja, cidade a apenas uma hora de carro a Oeste de Badgá que estava nas mãos do grupo extermista desde o início de 2014.

Um caminhão frigorífico explodiu em Karrada, no centro de Bagdá. A região estava repleta de famílias, já que os iraquianos comem fora tarde durante o mês de sagrado muçulmano do Ramadã, que termina na próxima semana e preconiza jejum durante o dia. A polícia disse que o número de vítimas poderá aumentar, já que mais corpos podem estar sob os escombros de prédios destruídos. Na última contabilidade divulgada pelas autoridades, elas chegavam a 143 mortos e 195 feridos. Além disso, entre os mortos estão ao menos 15 crianças, dez mulheres e seis policiais, e pelo menos outras 12 pessoas ainda estão desaparecidas.

O atentado deste sábado é o maior no país desde que as forças iraquianas, com apoio dos EUA, desalojaram os militantes do EI de Faluja, que servia como plataforma para o lançamento de ataques do tipo, no fim do mês passado. Durante a manhã, o local do ataque foi visitado pelo primeiro-ministro, Haider al-Abadi, que foi recebido com irritação pela população. Vídeos que circulam na internet mostram o que seria o comboio do premier, que declarou luto de três dias pelas vítimas, sendo apedrejado e expulso da área.

Em comunicado, a Casa Branca afirmoun que o ataque só vai reforçar o compromisso dos EUA de combater o Estado Islâmico. “Continuamos unidos com o povo e o governo iraquiano no nosso esforço conjunto de destruir o EI”, diz o texto divulgado pela Presidência americana.

Em outro atentado, uma bomba também explodiu por volta da meia-noite de sábado para domingo em um mercado em al-Shaab, um distrito xiita popular do Norte da capital da capital iraquina, deixando pelo menos dois mortos.

O Estado Islâmico ainda controla grande parte do Norte e Oeste do território iraquiano, incluindo Mossul, a segunda maior cidade do país. Entretanto, o grupo vem sofrendo pressão das forças do governo, apoiadas pelos EUA. No fim do mês passado, o governo iraquiano anunciou a libertação de Faluja. Os extremistas também perderam recentemente o controle de Tikrit e Ramadi.

Segundo Jasim al-Bahadli, ex-oficial das forças iraquinas e atiualmente analista de segurança em Bagdá, os extremistas estão “tentando compensar a humilhante derrota que sofreram em Fajuja”.

— Foi um erro o governo pensar que a fonte dos ataques estava restrita a apenas uma área — afirmou em referência a Faluja. — Existem células terroristas adormecidas que agem independentemente umas das outras.

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