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Netanyahu à Putin: “Nós não vamos permitir bases iranianas na Síria”

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou que falou com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a escalada do uso sírio de armas químicas em civis. O gabinete do primeiro-ministro informou que Netanyahu reiterou a posição israelense de que Israel não permitirá que o Irã estabeleça bases militares na Síria.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na quarta-feira que não tome nenhuma atitude que possa desestabilizarSíria ou colocar sua segurança em risco, disse o Kremlin.

O Kremlin divulgou a conversa dos dois líderes durante o discurso do primeiro-ministro Netanyahu na cerimônia de comemoração do Dia Memorial do Holocausto, no Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém.

No telefonema, o primeiro-ministro reiterou que Israel não permitirá que o Irã estabeleça uma presença militar na Síria, disse uma mensagem do gabinete do primeiro-ministro.

A Síria, o Irã e a Rússia dizem que Israel esteve por trás de um ataque aéreo em uma Base Aérea Militar Tiyas – também conhecida como T-4 – no domingo, matando 14 pessoas, entre elas sete militares iranianos. Israel não confirmou nem negou as acusações.

A declaração do Kremlin disse que Putin “sublinhou a principal importância de observar a soberania da Síria e pediu que se evitem quaisquer ações que desestabilizem ainda mais a situação neste país e apresentem ameaças à sua segurança“.

O telefonema ocorreu depois de uma série de mensagens russas de palavras duras após o ataque perto de Homs.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, disse que o ataque significou um “desenvolvimento perigoso“, enquanto um porta-voz do Kremlin disse que os russos não foram avisados, acrescentando que “comunicamos nossa posição a Israel.

As declarações do presidente russo a Netanyahu ocorreram poucas horas depois de um tweet especialmente combativo do presidente dos EUA, Donald Trump. “A Rússia promete derrubar todos e quaisquer mísseis lançados contra a Síria. Prepare a Rússia, porque eles virão , bons e novos e ‘inteligentes’!”, Dizia o tweet.

O assunto sírio foi discutido, incluindo o recente ataque com mísseis contra a Base Aérea T-4, em Homs, que foi realizado pela Força Aérea de Israel”, disse o comunicado russo.

Com informações de Ynet News e imagem de Al-Manar

 

Forças contrárias aos Houthi no Iêmen avançam com apoio de ataque aéreos sauditas

ÁDEN/SANAA (Reuters) – Combatentes locais e as Força Armadas do Iêmen recuperaram duas bases militares controladas por forças Houthi, disseram moradores e representantes do governo, acumulando ganhos em uma semana de avanços contra a facção que passou a dominar o país.

As ofensivas mais recentes ocorreram um dia depois de o governo do Iêmen no exílio ter declarado que a estratégica cidade de Áden, no sul do país, foi “libertada”, em sua maior vitória desde o início de uma guerra civil que matou mais de 3,5 mil pessoas e de uma campanha aérea liderada pela Arábia Saudita.

As forças iemenitas, apoiadas pelos sauditas, investiram contra a base militar de Labuza, na província de Lahj, e contra o quartel-general da 117ª divisão blindada, no leste da província de Shabwa, alvos cerca de 230 km distantes entre si.

Oficiais das forças que lutam contra os Houthi disseram que a ofensiva foi planejada por semanas, e que se beneficiaram de treinamento e armamentos fornecidos por Arábia Saudita e Estados Unidos.

A guerra no Iêmen levou Estados muçulmanos sunitas do Golfo Árabe a se organizarem contra os xiitas Houthi, apoiados pelo Irã, conflito que elevou a tensão em um Oriente Médio cheio de rivalidades regionais e disputas sectárias.

http://noticias.r7.com/internacional/forcas-contrarias-aos-houthi-no-iemen-avancam-com-apoio-de-ataque-aereos-sauditas-18072015

EUA estudam instalar mais bases militares no Iraque para combater EI

Medida ajudaria forças iraquianas a retomarem cidades capturadas pelo grupo extremista.

NÁPOLES, Itália — Os Estados Unidos estudam instalar novas bases militares no Iraque para combater o Estado Islâmico, informou nesta quinta-feira o Chefe de estado-Maior, Martin E. Dempsey. A medida poderia exigir pelo menos centenas de soldados americanos para ajudar as forças iraquianas a retomarem cidades capturadas pelo grupo extremista.

A decisão do presidente Barack Obama nesta semana de enviar mais 450 soldados a uma nova base militar para ajudar as forças iraquianas a retomar a cidade de Ramadi, capital da província de Anbar, poderia levar a esforços similares em outras partes do país, disse o general.

Falando a repórteres a bordo de seu avião para Nápoles, na Itália, o general descreveu uma possível campanha que implicaria a criação do que chamou de “lírios” – bases militares americanas em todo o país a partir das quais treinadores trabalhariam com as forças de segurança iraquianas e membros de tribos locais na luta contra o Estado Islâmico.

— Você pode ver uma no corredor de Bagdá a Tikrit, Kirkuk e Mossul — disse Dempsey.

Esses locais, segundo ele, poderia exigir mais tropas além das 3.550 que o presidente autorizou até o momento, embora ele tenha dito que algumas das tropas nas novas bases poderiam vir de forças já no Iraque.

Para Obama, cuja campanha presidencial foi baseada na oposição à guerra no Iraque, e que passou boa parte de seu primeiro mandato orquestrando a retirada das tropas de combate americanas do Iraque, qualquer expansão, ainda que limitada, representa um risco político. Desde o início da campanha contra o Estado Islâmico, Obama resistiu em envolver um grande número de tropas americanas no confronto, e mais ainda em reestabelecer bases pelo país.

Para o Pentágono, essas bases também são consideradas um risco, pois expões mais americanos como alvos do EI. Para as Forças Militares, quanto mais soldados no Iraque, maior será o incentivo para os extremistas atacá-los.

O modelo para novas bases no Iraque já estão sendo arquitetadas em Taqqadum, na cidade de Habbaiya, próxima a Ramadi. Na última quarta-feira, a Casa Branca anunciou a decisão de mandar mais 450 soldados, na tentativa de retomar Ramadi das mãos do EI. A captura da capital de Anbar é apresentada por iraquianos e americanos como passo estratégico para a expulsão dos jihadistas de Mossul, planejada para o ano que vem.

Mais armas também serão enviadas para auxiliar as tropas iraquianas. A nova missão se somará a outras cinco bases de treinamento espalhadas pelo país onde os americanos oferecem treinamento.

Seja na Síria governada pelo inimigo Bashar al-Assad ou no Iraque do primeiro-ministro aliado Haider al-Abadi, os EUA parecem assistir atônitos ao avanço terrorista. Durante reunião do G7, que reúne alguns países da Otan mais o Japão, Obama reconheceu publicamente esta semana não ter “uma estratégia completa para treinar os iraquianos”, mas culpou o Iraque pela falha. Segundo o presidente, Bagdá ainda não havia enviado seu plano aos Estados Unidos.

http://oglobo.globo.com/mundo/eua-estudam-instalar-mais-bases-militares-no-iraque-para-combater-ei-16415072