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República Islâmica do Irã admite ter facilitado os ataques terroristas de “11 de setembro”

“Irã admite facilitar ataques terroristas de “11 de setembro”, por Adam KredoWashington Free Beacon , 8 de junho de 2018:

As autoridades iranianas, em um primeiro momento, admitiram facilitar os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, ajudando secretamente as viagens gratuitas de agentes da Al Qaeda que eventualmente levaram aviões comerciais para as Torres Gêmeas na cidade de Nova York, de acordo com observações de um alto funcionário do novo governo iraniano.

Mohammad-Javad Larijani, assistente de assuntos internacionais no judiciário iraniano, divulgou num discurso em idioma persa transmitido pela televisão estatal iraniana, que funcionários da inteligência iraniana secretamente ajudaram a dar passagem aos terroristas da Al Qaeda e os abrigou na República Islâmica, segundo para uma tradução em inglês publicada pelo jornal Al Arabiya.

Nosso governo concordou em não carimbar os passaportes de alguns deles porque eles estavam em voos de trânsito por duas horas e estavam retomando seus voos sem ter seus passaportes carimbados. No entanto, seus movimentos estavam sob a supervisão completa da inteligência iraniana ”, disse Larijani.

As declarações representam a primeira vez que autoridades iranianas admitiram publicamente ajudar a Al Qaeda, reconhecendo seu desempenho na função direta de facilitação dos ataques de 11 de setembro.

O governo dos Estados Unidos há muito tempo acusa o Irã de ter um papel nos ataques e até multou os bilhões da República Islâmica como resultado. A Comissão 11/09 dos EUA reunida para investigar os ataques concluiu que o Irã desempenhou um papel na facilitação dos terroristas da Al Qaeda.

Larijani admitiu que as autoridades iranianas não carimbaram os passaportes dos militantes da Al Qaeda para ofuscar seus movimentos e impedir a detecção por parte de governos estrangeiros. O agentes da Al Qaeda também receberam refúgio seguro no Irã.

Com imagem e informações Jihad Watch

Cinco anos após morte de Bin Laden, Al Qaeda ainda ameaça

Rede terrorista se adaptou à perda de seu líder máximo e agora, sob a sombra do “Estado Islâmico”, vem apostando na descentralização e na colaboração de seus grupos filiados com a população local em diversos países.

Os homens teriam entrado disfarçados como empregados de um serviço de entrega. Eles invadiram a casa em Dhaka, esperaram que os dois ativistas LGBT Xulhaz Mannan e Mahbub Tonoy saíssem do apartamento, e os mataram brutalmente com facões e tiros. A justificativa para o assassinato: desde 1998, as vítimas “trabalhavam dia e noite para promover a homossexualidade”, com a ajuda de aliados americanos e indianos, de acordo com declaração divulgada no final de abril pelo grupo Ansar al-Islam, braço da rede terrorista Al Qaeda em Bangladesh.

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Arquivos de Bin Laden: Testamento milionário e outras 6 revelações de documentos do extremista

Autoridades dos Estados Unidos divulgaram um segundo lote de documentos encontrados durante a operação que, cinco anos atrás, resultou na morte do líder extremista muçulmano Osama Bin Laden, no Paquistão. Um total de 115 documentos já foi liberado, incluindo o testamento do ex-líder da Al-Qaeda.

Alguns dos documentos mostram que Bin Laden estava preocupado com a possibilidade de ser rastreado eletronicamente.

Eis algumas revelações desses documentos:

1. ‘Obedeçam minha vontade’

Bin Laden deixou uma fortuna de US$ 29 milhões, e seu testamento pedia aos parentes que respeitassem seu desejo de que o dinheiro fosse usado para financiar operações extremistas. Ele deu a entender no testamento que o dinheiro estaria no Sudão, mas não ficou claro se em espécie ou em ativos, como imóveis.

O extremista saudita viveu no Sudão por cinco anos na década de 90, abrigado pelo governo do país africano. No testamento, Bin Laden deixou instruções para que somas em dinheiro fossem deixadas para dois homens e vários parentes. Mas não se sabe se o dinheiro chegou aos herdeiros.

2. Rastreamento ‘dental’

O medo de ser “grampeado” e rastreado é mencionado de forma recorrente nos documentos produzidos por Bin Laden. Em uma carta para uma de suas esposas, que vivia no Irã, Bin Laden – na época o homem mais procurado do mundo – dizia temer que um rastreador pudesse ter sido implantado no dente dela durante uma ida ao dentista. Ele dava instruções para que ela tentasse detectar o dispositivo.

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Image captionO extremista tinha medo de ser “grampeado”

Em outra carta, Bin Laden abordou o tema de transferências seguras de dinheiro: sem poder usar métodos tradicionais, o extremista instruiu seguidores a se livrar de malas e afins para evitar rastreamentos e que o dinheiro só deveria ser transportado em dias nublados, como forma de evitar a vigilância de drones.

3. Briga com antecessores do Estado Islâmico

Diversos documentos mostram um longo desentendimento com a “filial” iraquiana da Al-Qaeda, que posteriormente se transformaria no grupo autodenominado Estado Islâmico. Bin Laden se opunha ao uso de decapitações e outros tipos de brutalidade que o grupo vinha levando a cabo.

“Não devemos deixar que a guerra nos sobrecarregue com sua atmosfera, condições, ódios e vinganças”, disse o extremista, que também se opunha à intenção de declarar um califado, por acreditar que a ideia não tinha apoio popular suficiente.

4. Batalha pelo comando da Al-Qaeda

Os documentos mostram que Bin Laden, vivendo escondido desde os ataques dos EUA ao Afeganistão, no final de 2001, travava uma batalha pelo controle da Al-Qaeda. Uma troca de correspondências revela tentativa de fazer com que a organização tivesse uma estrutura unificada de administração.

Os documentos também incluem pedidos do extremista a militantes baseados no Iêmen para que atacassem aviões de companhias aéreas americanas.

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Image captionEm meados dos anos 90, Bin Laden viveu no Sudão, onde sua fortuna estaria escondida

5. Celebração do 11 de Setembro

O ano de 2011 era aguardado ansiosamente por Bin Laden. A Al-Qaeda planejava uma ofensiva de relações públicas para celebrar o décimo aniversário do 11 de Setembro, embora não houvesse planos para um novo ataque.

Bin Laden também queria deixar a casa em que estava se escondendo, na cidade paquistanesa de Abbottabad.

“Só posso permanecer com meus irmãos aqui até o décimo aniversário (dos ataques), no mais tardar até o final de 2011”.

Porém, ele foi morto antes disso – em maio de 2011.

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Image captionBin Laden planejava celebração do 11 de Setembro

6. ‘Universidade da Jihad’

Entre os documentos encontrados no “bunker” de Bin Laden estavam planos para um curso chamado “Estudo Islâmico para Soldados e Integrantes”. Além de um módulo de ensino de leitura e escrita e outro de educação religiosa, o curso incluía uma lista de leitura de jihadistas como o clérigo Abu Musab al-Zarqawi, o então líder da Al-Qaeda no Iraque.

Havia também um briefing sobre o conflito palestino-israelense.

7. Mulheres na linha de frente

Lideranças da Al-Qaeda divergiam quanto às regras sobre a companhia de esposas na linha de frente, um privilégio de militantes ocupando posições mais altas na hierarquia do grupo.

A troca de correspondência incluía uma recomendação para que mulheres na linha de frente fossem enviadas de volta para casa, com a exceção de “uma mulher mais velha em áreas seguras, para evitar distrair os combatentes”.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160303_bin_laden_cia_sete_coisa_fd

EUA repatriam preso de Guantánamo à Arábia Saudita

Saudita é acusado de ter sido o guarda-costas de Osama bin Laden.

Um saudita a quem Washington acusa de ter sido o guarda-costas de Osama bin Laden foi repatriado da base militar de Guantánamo, na ilha de Cuba, onde estava detido há mais de uma década, informou o Pentágono nesta terça-feira (22).

“Uma comissão de revisão periódica determinou em 15 de junho que não era necessário manter detido sob leis de guerra Abdul Shalabi para garantir a segurança dos Estados Unidos diante de uma ameaça significativa e permanente”, disse o secretário de imprensa do Pentágono, Peter Cook.

Abdul Shalabi, de 39 anos, foi capturado por forças paquistanesas em dezembro de 2001 e transferido a Guantánamo no mês seguinte.

Shalabi, que permaneceu durante uma longa temporada em greve de fome, foi libertado como parte do programa de reabilitação do governo saudita para ex-presos e será vigiado nos próximos anos.

“Os Estados Unidos coordenou com o governo do reino da Arábia Saudita para se assegurar de que esta transferência ocorresse com uma apropriada segurança e um tratamento humanitário”, disse Cook.

Após a libertação de Shalabi, restam em Guantánamo 114 presos.

Desde a chegada de Barack Obama à Presidência, em janeiro de 2009, Washington foi mandando pouco a pouco presos de Guantánamo para casa ou países terceiros.

A maioria dos detidos libertáveis agora são do Iêmen, país que está em plena guerra civil.

Como candidato e depois presidente, Barack Obama prometeu em várias oportunidades fechar Guantánamo e uma de suas primeiras decisões ao assumir a Presidência foi ordenar o fechamento da prisão. Mas rapidamente se viu mergulhado em um enredo político e jurídico sobre o tratamento que devia reservar aos ex-presos.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/eua-repatriam-preso-de-guantanamo-arabia-saudita.html

Conheça as revelações da coleção de fitas cassete de Bin Laden

Gravações foram encontradas em loja de fitas após invasão do Iraque pelos EUA, em 2001.

Após a invasão do Afeganistão por tropas lideradas pelos Estados Unidos em 2001, Osama Bin Laden foi forçado a fugir da cidade de Kandahar, onde morava desde 1997.

Vários prédios foram desocupados de forma apressada, incluindo um, em frente ao Ministério das Relações Exteriores do Talebã, onde figurões da Al-Qaeda costumavam se encontrar. Dentro dele, foram encontradas 1,5 mil fitas cassete.

Entre os objetos encontrados no prédio saqueado estavam as fitas de áudio, que foram vendidas por uma família afegã a uma loja de cassetes. Com o fim do domínio do Talebã, passou a ser possível ganhar dinheiro produzindo música pop, que antes era proibida, e as fitas poderiam ser apagadas e regravadas com as canções de sucesso.

Mas um cinegrafista que trabalhava para a CNN ouviu falar sobre o material e convenceu o dono da loja a devolvê-las, dizendo que poderiam ter algum conteúdo importante. Ele estava certo: elas eram a biblioteca em áudio da Al-Qaeda.

As fitas acabaram chegando ao Projeto de Mídia do Afeganistão no Williams College, no Estado americano de Massachusetts, que pediu a Flagg Miller – especialista em literatura e cultura árabe da Universidade da Califórnia Davis – que fizesse uma imersão na mistura desordenada de sermões, músicas e conversas íntimas gravadas nas fitas. Até hoje, ele é o único a ter ouvido todo o material.

Flagg Miller com as fitas da Al-Qaeda, sobre as quais lançou um livro 10 anos depois (Foto: Flagg Miller/BBC)Flagg Miller com as fitas da Al-Qaeda, sobre as quais lançou um livro 10 anos depois (Foto: Flagg Miller/BBC)

“Foi um sentimento totalmente esmagador”, diz Miller ao lembrar do dia em que recebeu duas caixas de fitas empoeiradas em 2003.

“Não dormi por três dias pensando no que seria preciso para que aquilo tudo fizesse sentido.”

Mais de uma década depois, Miller escreveu um livro sobre suas descobertas, chamado “The Audacious Ascetic” (O Asceta Audacioso, em tradução literal). As fitas vão do final da década de 1960 a 2001 e mais de 200 pessoas aparecem falando. Entre elas, Osama Bin Laden.

Sua voz aparece nas fitas pela primeira vez em 1987 – na gravação de uma batalha entre mujahideen, como são chamados combatentes árabes-afegãos, e forças soviéticas. Bin Laden havia deixado a sua casa na Arábia Saudita, onde fora criado com todo luxo, para fazer o seu nome lutando contra os invasores infieis do Afeganistão.

Inimigo

Material traz discursos, conversas, músicas e outros registros (Foto: Flagg Miller/BBC)Material traz discursos, conversas, músicas e outros registros (Foto: Flagg Miller/BBC)

“Bin Laden queria criar a imagem de militante eficaz – trabalho nada fácil, porque ele era conhecido como um dândi, que usava botas de deserto de marca”, diz Miller.

“Mas era muito sofisticado em sua autopropaganda, e as fitas são parte dessa história de construção do mito.”

A coleção também traz discursos proferidos por Bin Laden nos final dos anos 1980 e início dos 1990 para públicos na Arábia Saudita e no Iêmen.

“É fascinante como Bin Laden fala sobre as ameaças à Península Árabe – mas quem é o inimigo? Não são os Estados Unidos, como costumamos pensar, ou o Ocidente. São outros muçulmanos”, diz Miller.

Apesar de os Estados Unidos terem acabado virando o alvo número um de Bin Laden, quase não há referências ao “inimigo distante” nestes primeiros discursos. Por muitos anos, ele estava muito mais preocupado com o que chamava de “falta de fé” entre muçulmanos que não aderiam à sua rigorosa e literal interpretação do Islã.

“Eles são xiitas em primeiro lugar e acima de tudo. Eles são do partido Baath do Iraque. Eles são comunistas e do partido de Nasser do Egito”, explica Miller.

“Bin Laden queria trazer a jihad (guerra santa) para a questão de quem é um verdadeiro muçulmano.”

Naqueles tempos pré-internet, fitas cassetes eram o veículo perfeito para proselitismo e propaganda – não surpreende que Bin Laden fosse um fã.

Podiam ser compartilhadas facilmente – copiadas ou passadas mão em mão – e censores prestavam pouca ou nenhuma atenção a elas. Também eram extremamente populares no Oriente Médio e no mundo árabe, onde as pessoas as ouviam com frequência, com amigos, formulando ideias revolucionárias.

Embora sermões e discursos formem o grosso da coleção, também há curiosidades. Entre elas, uma conversa com um gênio – ou Jinni, em árabe – que tomou o corpo de um homem. Falando por meio dele, o gênio afirma que tem conhecimento de tramas políticas, embora afirme-se que Bin Laden não perdia tempo com superstições.

Também há uma gravação de militantes árabes-afegãos – árabes lutando no Afeganistão contra a forças invasoras soviéticas – tomando café da manhã em um campo de treinamento no final dos anos 1980. Esta conversa franca revela o tédio da vida no front. A conversa é dominada pelo desejo por boa comida e pelas maravilhas culinárias de “Mr. Hellfire” – um chefe famoso em Meca, conhecido por sobremesas deliciosas.

Também há horas de hinos islâmicos – músicas que narram batalhas e levam mensagem aos aspirantes a Mujahideen (combatentes). Uma ferramenta de recrutamento essencial.

“Para muitos, esse era o caminho para a jihad – através do coração”, diz Miller.

“Essas música tem um componente emocional, trazendo para os lares o som do combate sobre o qual muitos liam e viam na TV. Há algo íntimo em ouvi-los em fones de ouvido porque eles de fato tocam a sua imaginação.”

E Phil Collins? Algum Rolling Stones ou Fleetwood Mac? Infelizmente não – mas músicas pop orientais aparecem com Gaston Ghrenassia, que costumava se apresentar como Enrico Macias, um judeu argelino que ficou famoso primeiramente na França, antes de alcançar sucesso mundial em 1960 e 1970.

“Acho que essa coleção de músicas francesas revela a extensão das línguas faladas pelos árabes-afegãos em Kandahar e suas muitas experiências no mundo. Muitos haviam morado no Ocidente por longos períodos e pode-se até dizer que haviam levado múltiplas vidas”, diz Miller.

“Essas músicas sugerem que alguém, em algum ponto da vida, gostava das músicas deste judeu argelino – e pode ter continuado a gostar, apesar dos ensinamentos que consideravam isso uma heresia.”

Gandhi
Outro nome inesperado que aparece nas fitas é Mahatma Gandhi, citado como inspiração por Osama Bin Laden em um discurso de setembro de 1993.

Este também é o primeiro discurso na coleção em que Bin Laden pede que apoiadores ajam contra os EUA boicotando seus produtos.

“Considerem o caso da Grã-Bretanha, um império tão vasto que alguns diziam que o sol nunca se punha.”

“Foram obrigados a se retirar de uma de suas maiores colônias quando Gandhi, o hindu, declarou um boicote contra os seus produtos. Temos que fazer a mesma coisa hoje com os EUA.”

Bin Laden também encoraja o público a escrever cartas para embaixadas americanas para alertar sobre o papel dos EUA no conflito do Oriente Médio. Até aí, não há menção à violência contra os EUA.

“Isso muda em 1996, dias após ele ser deportado do Sudão”, diz Miller.

“Sob pressão dos EUA, ele perde sua cidadania da Arábia Saudita em 1994. Também havia perdido todo o seu dinheiro e estava quase esgotado emocionalmente. Então Bin Laden precisa criar algo desesperadamente para reanimar os seus simpatizantes extremistas, e isso é feito em seus discursos em Tora Bora em 1996.”

O discurso nas montanhas de Hindu Kush costuma ser chamado de “declaração de guerra de Bin Laden”. Mas, após ouvir o áudio completo dos discursos, Miller diz que isso não é completamente preciso.

“O terço final do discurso tem 15 poemas, e muitas vezes quando este discurso é traduzido a poesia não aparece. Por causa disso, nós não reconhecemos o quanto este discurso não era uma declaração de guerra, como foi descrito pela imprensa na época.”

“Ele fala sobre a urgência de dominar os EUA, mas à luz de uma luta muito maior – a luta contra a corrupção saudita.”

É apenas em uma das últimas gravações da coleção que há alguma alusão ao 11 de Setembro, a de um casamento do guarda-costas de Osama Bin Laden, Umar, que foi gravado alguns meses antes dos ataques a Nova York e Washington DC.

Violência
“Há muita risada na fita e então Bin Laden aparece, e não há mais alegria. Ele fala sobre como celebrar é importante, mas não deve ofuscar assuntos mais sérios.”

Bin Laden faz, então, uma referência nefasta.

“Ela fala explicitamente sobre ‘um plano’ – sem revelar detalhes – e sobre como estamos próximos de ‘ouvir notícias’, e ele pede a Deus que ‘dê sucesso a nossos irmãos'”, diz Miller.

“Entendo que ele se referia aos ataques de 11 de Setembro. Ele está falando especificamente sobre os EUA naquela conjuntura.”

É curioso que entre mais de uma década de gravações com Osama Bin Laden, a coisa com a qual ele costuma ser associado com mais frequência – violência terrorista contra o Ocidente – seja pouco mencionada.

“O primeiro inimigo da Al-Qaeda na maioria dessas fitas, na maior parte do tempo, são líderes muçulmanos”, diz Miller.

“A presença contínua da Al-Qaeda no Iêmen, seus efeitos no Iraque e a contínua devastação de vidas muçulmanas no mundo muçulmano apenas cofirma o fato de que essa organização, essa ideia, pede muitos caminhos sangrentos.”

“Não há nada de inevitável sobre o 11 de Setembro nessas fitas. Foi difícil me lembrar disso trabalhando nelas.”

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/conheca-as-revelacoes-da-colecao-de-fitas-cassete-de-bin-laden.html

US Jewish institutions on alert after call for attacks from bin Laden’s son

The national Jewish community’s security arm asked Jewish institutions to be on the alert after Osama Bin Laden’s son called for attacks on Jewish American interests.

The Secure Community Network alert Friday said that Hamza bin Laden, who has ambitions to lead Al Qaeda, the terrorist organization founded by his father, posted an audio message calling “for the targeting of Jewish American interests globally.”

“Hamza also reportedly called for attacks on Washington, London, Paris and Tel Aviv,” the alert said.

http://www.jpost.com/Breaking-News/US-Jewish-institutions-on-alert-after-call-for-attacks-from-bin-Ladens-son-412156

Afeganistão anuncia morte de mulá Omar, aliado nº 1 de Bin Laden

Autoridades afegãs anunciaram a morte de mulá Mohammed Omar, líder do Talebã afegão e aliado de Osama Bin Laden; o grupo extremista islâmico não comentou a informação.

Omar, que mantinha-se recluso, morreu há dois ou três anos, segundo fontes do governo e de inteligência do Afeganistão. Não foram divulgados detalhes das circunstâncias da morte. Um porta-voz do Talebã disse à BBC que o grupo divulgará um comunicado em breve.

Esta é a primeira vez que autoridades afegãs confirmam a morte do mulá. No últimos anos, o Talebã chegou a divulgar diversas mensagens atribuídas a ele.

O mulá Omar liderou a vitória do Talebã sobre milícias afegãs rivais na guerra civil que eclodiu no país após a retirada de tropas soviéticas, em 1989.

Leia mais: Talebã publica biografia de líder supremo

Leia mais: Nova teoria sobre morte de Bin Laden causa polêmica nos EUA

Sua parceria com o ex-líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, levou à invasão do Afeganistão liderada pelos Estados Unidos em 2001, após os ataques de 11 de setembro.

Desde então, manteve-se recluso. O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levassem à sua captura.

Segundo o Talebã, o mulá nasceu em 1960 no vilarejo de Chah-i-Himmat, na província de Kandahar. Tornou-se o “líder supremo” do grupo em 1996.

No início deste ano, o Talebã publicou sua biografia. A obra diz que ele não tinha uma casa nem conta em banco. Diz, também, que ele tinha “um senso de humor especial”.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150729_afeganistao_taliba_omar_hb

Paquistão manteve Bin Laden como prisioneiro e sabia da operação para matá-lo, diz vencedor do Pulitzer

Seymour Hersh afirma que paradeiro do líder da al-Qaeda foi revelado por membros da inteligência paquistanesa e ‘enterro no mar’ nunca aconteceu. Casa Branca nega alegações

WASHINGTON — A Casa Branca classificou de infundadas as afirmações do jornalista investigativo americano Seymour Hersh, segundo as quais o governo do presidente Barack Obama mentiu sobre as circunstâncias da morte de Osama bin Laden, em 2011, no Paquistão. Citando o que ele chamou de a “principal fonte dos EUA”, Hersh indicou que a operação que matou o ex-líder da al-Qaeda não era uma missão unilateral dos EUA, como havia sustentado a Casa Branca, e que a localização do terrorista saudita foi entregue à CIA por um membro da inteligência paquistanesa.

Ainda de acordo com o jornalista, a Casa Branca cooperou com autoridades de inteligência paquistanesas para matar Bin Laden, e o chefe de pessoal do Exército e diretor-geral de Serviços da Agência de Inteligência sabia sobre a missão, contrariando a afirmação de Obama de que as autoridades paquistanesas não estavam cientes do ataque com antecedência.

De acordo com os relatos do jornalista, Bin Laden era prisioneiros dos serviços de inteligência paquistaneses (ISI, na sigla em inglês) desde 2006, e os generais Ashfaq Parvez Kayani, chefe do Exército, e Ahmed Shuja Pasha, diretor do ISI, sabiam não apenas a localização do líder da al-Qaeda, mas também tinham ciência da missão americana para matá-lo, o que permitiu que helicópteros militares americanos cruzassem os céus do Paquistão sem serem interrompidos.

A versão oficial do governo americano afirma que o paradeiro de Bin Laden foi descoberto depois que seus mensageiro foi seguido e investigado, mas Hersh garante que um veterano da inteligência paquistanesa vendeu o segredo à CIA em troca da recompensa de US$ 25 milhões.

O funeral de Bin Laden, cujo corpo teria sido jogado no mar, também foi uma invenção da Casa Branca, diz o jornalista. Segundo Hersh, alguns dos Navy Seals envolvidos na missão teriam se gabado de como despedaçaram o corpo do líder da al-Qaeda com tiros de rifle, acreditando que sua morte seria anunciada em uma semana, como decorrente de um ataque de drone no Paquistão. Com o anúncio de Obama, pouco depois da missão, a equipe envolvida na operação se viu obrigada a criar uma desculpa para explicar a morte do terrorista, e o funeral no mar se mostrou a melhor opção. Mas na verdade, ele nunca teria acontecido, afirma Hersh.

As informações de Hersh, ganhador do Pulitzer, foram publicadas neste fim de semana no jornal britânico “London Review of Books”, descrevendo o que ele considera as verdadeiras circunstâncias da morte de Bin Laden. A Casa Branca, assim como outras autoridades, rebateram as alegações.

“Há muitas imprecisões e afirmações infundadas”, afirmou o porta-voz de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price, em um comunicado à imprensa. “Como dissemos na época, o conhecimento desta operação foi confinado a um círculo muito pequeno de altos funcionários dos Estados Unidos”.

O porta-voz insistiu que o governo paquistanês só foi notificado depois do ataque:

“O presidente decidiu logo no início não informar qualquer outro governo, incluindo o governo paquistanês, que não foi notificado até depois que o ataque ocorreu. Nós fomos e continuamos sendo parceiros do Paquistão em nosso esforço conjunto para destruir a al-Qaeda, mas esta foi uma operação dos Estados Unidos desde o início”, acrescentou Ned Price na nota.

Uma autoridade dos EUA com conhecimento detalhado sobre o assunto disse à rede CNN que, com base na reação, era evidente que os paquistaneses não sabiam com antecedência do ataque.

Foto: Imagem de vídeo encontrado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos em Maio de 2011 que mostra Osama bin Laden em seu esconderijo no Paquistão. – Departamento de Defesa dos Estados Unidos / AFP

http://oglobo.globo.com/mundo/paquistao-manteve-bin-laden-como-prisioneiro-sabia-da-operacao-para-mata-lo-diz-vencedor-do-pulitzer-16121326