Arquivo da tag: #bombardeio aéreo

O iemenita que perdeu 27 pessoas de sua família em um bombardeio aéreo

A guerra no Iêmen tinha começado havia apenas dois meses quando Abdullah al-Ibbi foi fazer uma refeição com suas duas esposas, filhos e netos.

Naquele momento, sua casa foi atingida por um bombardeio aéreo, que matou 27 membros de três gerações de sua família.

Al-Ibbi sobreviveu e ficou sabendo das mortes apenas seis semanas depois, quando acordou em uma cama de hospital.

“Se eu não temesse a Deus, teria cometido suicídio naquela hora. Teria pulado de um prédio… mas Deus me deu paciência”, lembra o iemenita.

A família vivia na região de Saada, que é reduto dos rebeldes Houthi. A área foi alvo de muitos ataques da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o presidente iemenita exilado Abdrabbuh Mansour Hadi.

A casa foi atingida por volta da meia-noite, lembra Al-Ibbi.

As equipes de resgate e escavadeiras trabalharam até a manhã para retirar os corpos presos sob os destroços. Entre os mortos estavam 17 crianças – a mais nova, uma neta do iemenita, tinha apenas um mês de idade.

Além dele, três filhos adultos sobreviveram.

As crianças mortasImage copyrightAYMAN AL-IBBI
Image captionAs crianças que morreram no ataque (da esq. para dir.): Iman, Ibrahim, Mona, Yaaqoub, Zakariya; Ishaaq (centro) e Ismail (centro à frente)
Ismail, filho de al-IbbiImage copyrightAYMAN AL-IBBI
Image captionIsmail, o filho mais novo de al-Ibbi, tinha apenas dois anos

Desde que a guerra no Iêmen começou, no início de 2015, os civis foram os mais atingidos.

Já são mais de 4 mil mortos, a maioria deles nos ataques aéreos liderados pelos sauditas, segundo dados da ONU.

Memórias

Abdullah al-Ibbi passa a maior parte de seu tempo em um quarto na mesquita onde vive agora.

Lá, fica ansioso pelas visitas dos filhos, que vivem em outras partes da cidade.

As noites são mais difíceis – ele teve ferimentos na cabeça e na mandíbula e precisa de um tratamento que não existe em Saada.

Mas não são apenas os problemas físicos que fazem o iemenita perder o sono – há também as memórias da vida antes da tragédia.

Destroços da casaImage copyrightAYMAN AL-IBBI
Image captionA casa da família foi totalmente destruída

“Às vezes eu durmo duas, três horas e então acordo e fico até de manhã… lembro dos filhos e da minha casa”, explicou.

“Nossa vida era humilde, mas tranquila. Era uma boa vida, éramos felizes… perdemos tudo.”

Al-Ibbi cresceu na província de Ibb, região central do Iêmen, e depois se mudou para Saada. Lá, abriu duas barbearias, nas quais ele e seus filhos trabalhavam.

Yusuf, filho de Al-IbbiImage copyrightAYMAN AL-IBBI
Image captionO filho de 13 anos de al-Ibbi, Yusuf, em uma das duas barbearias da família

“Lutei e trabalhei durante anos e construí nossa casa, tijolo por tijolo.”

Futuro

Desde a tragédia, há 18 meses, a família não recebeu nenhum apoio financeiro, apesar das muitas entrevistas que concedeu e das visitas de representantes de várias organizações.

Yunus e a filha, DuaaImage copyrightAYMAN AL-IBBI
Image captionYunus, um dos filhos de Al-Ibbi, sobreviveu, mas perdeu um dos olhos; na imagem, ele está com a filha de dois anos, Duaa

Eles tiveram de pegar dinheiro emprestado para pagar o tratamento de um dos filhos de Al-Ibbi, Yunus, que passou seis meses em um hospital por causa dos ferimentos graves causados por estilhaços – e acabou perdendo um olho.

“Quero dar uma vida de volta aos meus filhos. Quero que eles vivam em suas próprias casas”, disse Al-Ibbi.

O iemenita fica perturbado quando fala dos filhos mais novos, Ismail, Ibrahim, Ishaaq e Yaaqoub, que morreram no bombardeio.

Mas o nascimento recente de um neto trouxe alegria ao que restou da família.

Ayman al-Ibbi e o filho, IsmailImage copyrightAYMAN AL-IBBI
Image captionAyman, outro filho sobrevivente de Al-Ibbi, resolveu dar o nome de Ismail ao seu filho, uma homenagem ao irmão de dois anos que morreu no bombardeio

Seu filho, Ayman, resolveu dar o nome de Ismail ao recém-nascido para homenagear ao irmão mais novo, que tinha apenas dois anos quando morreu.

Al-Ibbi falou sobre a alegria de ver o neto pela primeira vez.

“Senti como se tivesse ganhado o mundo… Senti como se Deus tivesse nos compensado por tudo o que perdemos.”

Ele diz esperar que Ismail não passe pelo mesmo que a família passou.

“Que ele não veja esta humilhação e esta guerra… Que tenha um futuro melhor.”

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37865863

Mais de 90 ataques na Síria atingiram hospitais apoiados pela MSF em 2015, denuncia ONG

Instituição pede investigação independente de ataque em Idlib que deixou 25 mortos.

RIO — O mais recente relatório da Médicos sem Fronteiras (MSF), divulgado ontem, revela um novo cenário de barbaridade na Síria: nem mesmo os hospitais estão seguros, e a saúde está em colapso. No ano passado, 94 ataques atingiram 63 instalações médicas apoiadas pela organização humanitária, deixando 12 delas completamente destruídas. Os bombardeios continuaram neste ano, mesmo depois do acordo assinado entre as potências mundiais, como EUA e Rússia, pelo fim das hostilidades na Síria. Dos seis hospitais atacados desde o início de 2016, cinco foram atingidos na segunda-feira, no Norte, matando dezenas. A consultora legal da MSF Françoise Saulnier denunciou que ações do tipo são cada vez mais frequentes no país e agravam a situação para os civis.

— Além do aumento dos ataques aos hospitais, cresceu o número de feridos que não conseguem ter acesso a essas instalações — afirmou ao GLOBO Françoise, de Paris. — A população está com medo de ir aos hospitais. As pessoas preferem morrer em casa de seus ferimentos do que ir para as instalações médicas, porque não há mais segurança nesses locais. A situação é cada vez mais terrível.

‘Não respeitam os princípios de Humanidade’

Um desses hospitais era apoiado pela MSF na província de Idlib e ficou destruído. Ao todo 25 pessoas morreram: nove trabalhadores e 16 pacientes — uma das vítimas era uma criança com menos de 5 anos. Segundo os relatos dos sobreviventes, quatro mísseis atingiram o prédio pela manhã em um ataque que durou menos de dois minutos. Cerca de 40 minutos depois, quando os feridos e mortos estavam sendo retirados, um novo bombardeio ocorreu, em um ataque que parecia ter como alvo as equipes de resgate.

A tragédia não acabou aí: uma hora mais tarde, um hospital próximo, que tinha recebido muitos dos feridos do primeiro ataque, foi atingido. A MSF denunciou os bombardeios em Idlib como ataques deliberados e pediu uma investigação independente, indicando que a ação foi, provavelmente, realizada pela coalizão do regime de Bashar al-Assad, apoiada pelas forças russas.

— Temos elementos indicando que o ataque foi realizado pela coalizão entre os sírios e russos, mas não temos provas. Por isso, é fundamental uma investigação independente para determinar as responsabilidades. Mas não é possível que os países envolvidos no conflito não façam nada além de acusar uns aos outros, sem esclarecer o caso — enfatizou Françoise. — É preciso transparência.

Enquanto isso, o número de bombardeios no país só aumenta e os civis imersos em um conflito prestes a completar cinco anos veem dia a dia a situação piorar. Hoje, dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, quatro realizam ataques na Síria: EUA, França, Reino Unido e Rússia. Enquanto os três primeiros participam de uma coalizão internacional contra alvos do Estado Islâmico, os russos apoiam o Exército sírio contra opositores. Para a consultora da MSF, as ações militares só agravam o drama humanitário.

— Os países não respeitam nem mesmo os princípios de humanidade, e a guerra contra o terrorismo não pode servir de justificativa para ações que aumentam o drama humanitário. A Síria vive uma situação de guerra total — apontou Françoise, cética sobre uma trégua. — Os acordos de paz não chegam ao terreno e não têm sido suficientes para parar os massacres e as operações violentas na Síria, principalmente porque as responsabilidades de cada um na trégua não foram esclarecidas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mais-de-90-ataques-na-siria-atingiram-hospitais-apoiados-pela-msf-em-2015-denuncia-ong-18698688#ixzz40aIlbVzN
© 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

 

Na mira de aviões russos: ’70 bombas caíram na minha casa, mas eu não vou embora’

Apoiadas por ataques aéreos russos, as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, estão prestes a cercar o leste de Aleppo, segunda maior cidade da Síria. Atualmente, essa parte da cidade é controlada por rebeldes.

Os moradores da cidade, já bastante devastada pelos conflitos, aguardam com apreensão esses novos desdobramentos.

Embora a guerra civil síria hoje envolva diversos países, o conflito começou com protestos antigoverno, há mais de quatro anos.

Desde então, ao menos 250 mil sírios morreram no confronto armado e mais de 11 milhões tiveram que deixar suas casas.

Além de enfrentar as forças leais a Assad e oposicionistas, os moradores de Aleppo também vivem sob a ameaça de militantes radicais do grupo autodenominado Estado Islâmico.

A BBC obteve este material exclusivo, que revela como os moradores locais estão encarando a ideia de viver sob cerco.

http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2016/02/160217_aleppo_cerco_video_fn

Mais de mil civis morreram em ataques aéreos russos

BEIRUTE — O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) afirmou nesta quarta-feira que mais de mil civis, incluindo 238 crianças, morreram desde o início dos bombardeios russos na Síria, há quatro meses.

“Desde 30 de setembro, os ataques aéreos russos fizeram 3.049 mortos, incluindo 1.015 civis, destes 238 crianças e 137 mulheres”, informou o OSDH, um grupo de monitoramento com sede no Reino Unido que tem uma ampla rede de informantes em toda a Síria.

Dois terços das vítimas eram combatentes, incluindo 1.141 rebeldes e jihadistas da Frente al-Nusra, braço sírio da al-Qaeda, além de 893 membros do Estado Islâmico (EI).

Antiga aliada do regime de Bashar al-Assad, a Rússia afirma ter como alvo o EI e outros grupos que considera terroristas, mas países ocidentais e combatentes opositores acusam Moscou de centrar seus bombardeios nos rebeldes “moderados”.

De acordo com dados da ONU, mais de 260 mil pessoas morreram desde o início do conflito na Síria, em 2011, e milhões tiveram que fugir de suas casas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mais-de-mil-civis-morreram-em-ataques-aereos-russos-na-siria-18510266#ixzz3xr1BNRDz
© 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Ataque russo contra escola na Síria mata oito crianças

Região de Aleppo é cenário de intensos confrontos entre forças do regime e grupos rebeldes desde domingo.

ALEPPO — Um bombardeio das forças russas contra uma escola na província síria de Aleppo matou oito alunos e uma professora nesta segunda-feira, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que monitora o conflito no país. O ataque no distrito de Anjara também deixou 20 pessoas feridas.

O governo russo não comentou a ofensiva. Em outro ponto da cidade, em Achrafiye, três crianças foram mortas por foguetes disparados por rebeldes contrários ao presidente Bashar al-Assad, de acordo a agência de notícias síria “Sana”. A área que fica no Norte de Aleppo é controlada por forças do governo.

Desde domingo, a região de Aleppo tem sido palco de violentos combates entre combatentes do regime, apoiados pela aviação russa, e rebeldes.

A Rússia começou a bombardear alvos terroristas na Síria no final setembro do ano passado, no entanto grupos rebeldes denunciam que os ataques miram forças contrárias à Assad. De acordo relatório divulgado em dezembro pelo OSDH, a ofensiva russa já matou mais de 2,3 mil pessoas, 792 deles civis, em um país que já vive em guerra há quase cinco anos.

Nesse período, mais de 260 mil pessoas morreram e milhões foram obrigadas a fugir de suas casas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ataque-russo-contra-escola-na-siria-mata-oito-criancas-18447980#ixzz3wxB1SzLT

Escolas sírias são fechadas devido ataques aéreos russos

Escolas fechadas até nova ordem em Douma depois de ataques com bombas de fragmentação por aviões de guerra russos.

No cidade síria de Douma, ninguém se atreve a remover as bombas que enchem o pátio da escola.

As bombas de fragmentação, supostamente caíram de aviões de guerra russos, atingindo o local em 13 de dezembro, anunciando um dos dias mais sangrentos que os moradores podem se lembrar.

Dos 60 civis que morreram, oito eram crianças. Outra foi a diretora, que correu para salvá-los.

“O regime está tentando drenar a vida da nossa cidade”, disse Mohamed Abdel Rahman, um professor francês que cavou corpos dos escombros de dois playgrounds diferentes naquele dia. “As escolas estão fechadas até nova ordem.”

Empoleirada na fronteira leste de Damasco, Douma não é estranha à carnificina. A área é controlada por rebeldes que se opõem ao regime sírio, e grupos de direitos humanos dizem que tem sido sistematicamente alvo de forças leais ao presidente do país, Bashar al-Assad.

No final de setembro, aviões de guerra russos se juntaram a esse esforço.Desde então, Moscou lançou ataques aéreos em todo o país em apoio ao regime, muitas vezes a um custo terrível para os civis.

Dois dias de ataques em 13 de dezembro e 14 ataques envolvendo munições de fragmentação, armas tão perigosas que foram proibidas por 118 países.

As bombas de fragmentação são contêineres que explodem no ar para distribuir bombas menores em uma grande área.

Embora a Rússia negue veementemente a sua utilização na Síria, nova análise sugere que munições de fragmentação foram utilizadas extensivamente.

“Conflict Intelligence Team”, grupo de blogueiros e ativistas que se especializam no controle das operações militares russas no exterior, disseram na quinta-feira que havia identificado três modelos de bombas de fragmentação na base aérea Hmeymim, onde o contingente aéreo da Rússia na Síria está baseado.

Um foguete russo cluster de munição acabou dentro de uma casa em DoumaUm foguete russo de fragmentação caiu dentro de uma casa em Douma   Foto: SMO

“Contrariamente às alegações do Ministério da Defesa da Rússia, vários tipos de bombas de fragmentação estão presentes na base aéres de Hmeymim”, disse o relatório. “Com base em nossas investigações, é altamente provável que os ataques aéreos russos na Síria, de fato levaram a danos de instalações civis e vítimas civis.”

Mohamed Saleh, um pai de dois filhos que às vezes ajuda as equipes de resgate em Douma, disse: “O medo é tão garnde como sempre foi. Quando eu vejo os meus filhos, peço a Deus que não acabem sob esse entulho.

“Se o mundo acha que estamos acostumados a esses ataques até agora, eles estão errados.”

Como a guerra da Síria se aproxima do quinto ano, o impacto sobre seus filhos é incalculável. Lesão é abundante, trauma é comum, e as taxas de matrícula escolar caíram para 50 % em todo o país. Na cidade destruída de Aleppo, esse número é de apenas seis por cento.

Nas escolas de Douma que continuam funcionando, as aulas mudaram quase irreconhecivelmente. Materiais de ensino são escassos e o aquecimento dos quartos é difícil devido à escassez de combustível generalizado.

O outono durou apenas 30 dias antes de bombardeios regulares tornarem o frequentar de aulas muito perigoso. Aulas começaram e terminaram cedo – geralmente executadas em seis horas – nove horas – e algumas vezes, quando os alunos pudessem se reunir, foram canceladas.

Na manhã de 13 de dezembro, os moradores acreditam que a escola foi atacada quando seus alunos faziam uma rara aparição no playground após um exame de fim de ano.

Uma demonstração em Kafr Nabl para #SaveMadayaUma demonstração em Kafr Nabl para #SaveMadaya

“Quando o bombardeio começou, a diretora correu para trazê-los para dentro, mas ela foi atingida por uma granada e morreu imediatamente”, disse Yasser Brkhc, diretor de educação de Douma. “Depois que ela foi martirizada, a situação saiu do controle. Houve um ataque a cada 12 minutos, de modo que a ambulância não podia ttrafegar para resgatar as meninas e os professores por muito tempo. ”

Os pais falam do profundo trauma psicológico que afeta crianças a partir dos três anos, com enurese e ataques de pânico.

“Save the Children” estima que pode custar tanto quanto £ 2 bilhões para substituir escolas danificadas, destruídas ou ocupadas na Síria. De acordo com dados do grupo, o impacto a longo prazo sobre a economia de 2,8 milhões de crianças sírias que nunca mais voltarão para a escola poderia equivaler a quase £ 1500000000 anualmente.

“Vivemos uma luta todos os dias, perguntando se desejamos enviar os nossos filhos para a escola com risco de morte, ou mantê-los em casa para que eles percam a sua educação”, disse Abo Majed, cujo filho frequentou de uma das escolas atacadas em 13 de dezembro.

Antes da guerra, o Sr. Abo Majed ftinha uma oficina de solda. “Os pais costumavam trabalhar duro para que, pelo menos, eles pudessem dar a seus filhos uma boa educação”, disse ele. “Agora, nós sofremos sem esperança”.

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/syria/12087223/Syrias-schools-feel-blast-of-Russia-war-planes.html

 

Bombardeio em escola síria mata 10 crianças

Um garotinho chama pela mãe em meio ao caos após um ataque aéreo na Síria que deixou dezenas de mortos e muitos feridos.

Bombardeios aéreos contra uma escola e outras áreas controladas pelos insurgentes nos subúrbios de Damasco mataram dezenas de pessoas, incluindo dez crianças e um diretor de escola, informou um grupo de acompanhamento da guerra síria.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que os aviões atacaram a cidade de Douma, a 15 quilômetros ao nordeste da capital, e que houve também ataque de mísseis disparados pelo exército sírio nas zonas circundantes, incluindo a província de Ghouta.

Bombardeio russo mata crianças em mercado popular sírio

Os bombardeios russos na Síria continuam provocando mortes e ferimentos entre civis inocentes sírios, mas a ONU não se pronuncia e a mídia, em geral, não noticia, e nem se atreve a criticar.

Segundo informação do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) prestada em novembro, os bombardeios russos causaram 1.502 mortos, um terço deles civis, desde seu início em 30 de setembro.

Nas imagens do vídeo abaixo, são registrados parte do horror de recente ataque russo a mercado popular que matou e feriu crianças.

União Europeia pede que Rússia pare de bombardear rebeldes na Síria

Ataques estão enfraquecendo terroristas, mas também ‘oposição moderada’. Ação pode prolongar conflito agravar situação humanitária, diz documento.

A União Europeia pediu nesta segunda-feira (12) à Rússia que “cesse imediatamente” os bombardeios contra tropas da oposição moderada na Síria, acrescentando que uma paz duradoura é impossível sob a atual liderança do presidente Bashar al-Assad.

“As recentes operações militares russas que tiveram como alvo o Daesh (Estado Islâmico) e outros grupos designados pela ONU como terroristas, mas também a oposição moderada, são fonte de uma profunda preocupação e devem cessar imediatamente”, indicaram os 28 ministros das Relações Exteriores em um comunicado.

A “escalada militar” russa, que começou a bombardear a Síria no dia 30 de setembro, “ameaça prolongar o conflito, minar o processo político, agravar a situação humanitária e aumentar a radicalização”, acrescentaram ao término de uma reunião em Luxemburgo.

Os ministros convocaram Moscou a “centralizar seus esforços no objetivo comum de alcançar uma solução política ao conflito” na Síria.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou no domingo que a intervenção militar na Síria tem por objetivo “reforçar as autoridades legítimas e criar as condições necessárias para encontrar um compromisso político”.

Mas para os europeus “não pode haver uma paz duradoura na Síria com a liderança atual”, segundo a declaração.

A reunião dos ministros ocorre a poucos dias de uma cúpula de chefes de Estado da UE (na quinta-feira) na qual a Síria também estará na agenda.

Os ministros afirmaram que a crise se aprofundou e que é imperativo terminar com um conflito que já deixou 250.000 mortos e obrigou 12 milhares de pessoas a deixar seus lares.

“É cada vez mais urgente encontrar uma solução duradoura para colocar fim ao conflito”, acrescentam no texto, no qual convocam “um processo dirigido pelos sírios” que leve a “uma transição pacífica e inclusiva”, sem informar se Bashar al-Assad deve participar dela.

Sobre este ponto a UE está dividida. Ao chegar à reunião, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, não esclareceu a posição.

Assad, rebeldes e o Estado Islâmico
Mogherini disse que a UE colocará toda a sua energia para apoiar os esforços da ONU para alcançar a paz, “um processo no qual todos os atores relevantes devem estar ao redor da mesa”.

O secretário de Relações Exteriores britânico, Philip Hammond, disse que pode existir certa flexibilidade sobre o momento da partida de Assad, mas que existe um sério risco de que os rebeldes se unam, então, aos grupos radicais.

“Podemos ser flexíveis sobre a forma, o momento de sua partida, mas se tentarmos trabalhar com Assad lançaremos a oposição (ao regime sírio) nos braços do Estado Islâmico, o contrário do que queremos”, disse.

“Para nós está claro que não podemos trabalhar com Assad como uma solução de longo prazo para o futuro da Síria”, acrescentou.

“Nem todos estão de acordo sobre como este processo deve ser abordado”, indicou o ministro espanhol, José Manuel García Margallo.

Para García Margallo “o pior dos males seria a continuação da guerra. As outras alternativas, mesmo algumas delas sendo ruins, são melhores que esta”.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/uniao-europeia-pede-que-russia-pare-de-bombardear-rebeldes-na-siria.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

França e Rússia fazem ataques na Síria, mas Estado Islâmico avança

Apesar dos ataques da Rússia e da França, o Estado Islâmico continua a avançar na Síria nesta sexta-feira (9), segundo relatos das agências de notícias. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) observou que o grupo terrorista se aproximou da cidade de Aleppo, que é uma importante cidade no norte do país.

“O EI nunca esteve tão perto da cidade de Aleppo, em seu maior avanço em direção” à antiga capital econômica da Síria, declarou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor da ONG, que dispõe de uma rede de fontes neste país em guerra.

A Rússia anunciou nesta sexta-feira que nas últimas 24 horas bombardeou 60 “alvos terroristas”, o que representa um grande aumento de seus ataques desde o início de sua intervenção em 30 de setembro, de acordo com a France Presse.

“Os aviões russos realizaram 67 decolagens a partir da base aérea de Jeimim (…) e bombardearam 60 alvos terroristas” nas províncias de Raqa, Latakia, Hama, Idleb e Aleppo, declarou o subchefe do Estado Maior russo, o general Igor Makuchev, segundo a AFP, citando as agências.

Já um segundo ataque aéreo francês contra o Estado Islâmico atingiu Raqa, no norte do país. Os aviões franceses já tinham atacado outras posições do grupo terrorista em 27 de setembro.

Os dois aviões Rafale, que partiram dos Emirados Árabes Unidos com outros caças franceses de escolta, voltaram a atacar um centro de treinamento do EI em Raqa, reduto da organização jihadista e capital do califado proclamado nos territórios sob seu controle no Iraque e na Síria.

O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, afirmou que nos arredores da cidade “há centros de treinamento de combatentes estrangeiros cuja missão não é ir combater em nome do Daesh no Levante, mas vir à França, à Europa, para cometer atentados”. O Daesh quer dizer Estado Islâmico em árabe.

Escudo humano
A Rússia “considera que é preciso proteger Bashar. Nós consideramos que Bashar não forma parte da solução” ao conflito sírio, insistiu Le Drian.

O ministro da Defesa francês afirmou que o Estado Islâmico utiliza a população civil como escudo humano, tanto no Iraque quanto na Síria, o que complica a escolha dos alvos. “O Daesh se organizou de tal forma que as crianças, as mulheres e os civis estão na linha de frente”, disse.

“Os responsáveis se escondem em escolas, mesquitas, hospitais, o que complica a ação da coalizão (internacional liderada pelos Estados Unidos), porque não queremos causar vítimas colaterais”, acrescentou.

A França forma parte da coalizão liderada há mais de um ano pelos Estados Unidos, que desde então bombardeia pelo ar alvos do EI naSíria e no Iraque.

No dia 30 de setembro, a Rússia, aliada de Assad, iniciou sua própria campanha aérea na Síria, dizendo querer combater o terrorismo.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/franca-e-russia-fazem-ataques-na-siria-mas-estado-islamico-avanca.html