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Rebeldes sírios atacam bairro cristão em Aleppo, matando 4 crianças e a força aérea russa intervém matando os terroristas

Shoebat  – Terroristas rebeldes muçulmanos na Síria lançaram um ataque contra um bairro cristão, matando quatro crianças. Por causa deste ataque, a Força Aérea da Rússia,  bombardeou os assassinos rebeldes. Aqui está o relatório:

Pelo menos quatro crianças foram mortas em Aleppo, Síria, em um bombardeio no bairro cristão da cidade sitiada em 13 de outubro.

Bishop George Abou Khazen, o Vigário Apostólico de Aleppo, disse ao serviço da AsiaNews que o bombardeio do bairro Sulaymaniyah atingiu uma escola, entre outros alvos civis. Os ataques foram lançados a partir da parte leste de Aleppo, que agora é tomada por rebeldes que lutam contra o presidente Assad. Os rebeldes, por sua vez foram bombardeados em uma ofensiva apoiado pela Rússia.

“Aleppo agora é um inferno”, disse Bishop Khazen. Ele juntou-se Papa Francisco implorando por um cessar-fogo.

Muslims Attack Christian Neighborhood And Ruthlessly Slaughter Four Children. Russian Military Comes In And Kills The Terrorists For What They Did To The Christians

Quatro dos oito hospitais no Leste de Aleppo foram danificados em bombardeios

ALEPPO — Dos apenas oito hospitais que ainda estão em funcionamento no Leste de Aleppo, quatro foram danificados por bombardeios em quatro dias, denunciou a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) nesta quarta-feira. O ONG, que trabalha na região e atribui os atentados às aviações russa e síria, ressalta que os ataques contra as estruturas médicas precárias condenam centenas de pessoas feridas pela guerra civil à morte.

A denúncia vem no mesmo dia em que a ONU classificou os bairros do Leste de Aleppo, em mãos rebeldes, como “zona sitiada”, depois de vários meses de ofensiva das forças do governo e da impossibilidade de entregar ajuda humanitária.

Segundo Jens Laerke, porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Aleppo reúne os três critérios das zonas sitiadas: cerco militar, falta de acesso à ajuda humanitária e ausência de liberdade de deslocamento para os civis.

Segundo a ONU, existem 18 zonas sitiadas na Síria. Recentemente retirou da lista a cidade de Daraya, onde a população pôde ser evacuada após um acordo com o governo sírio.

No Leste de Aleppo há cerca de 275 mil pessoas sitiadas, segundo as Nações Unidas, enquanto o Oeste da cidade está nas mãos do governo e recebe ajuda humanitária.

ATAQUES INDISCRMINADOS

No dia 30 de setembro, dois hospitais no Leste de Aleppo apoiados pela MSF foram gravemente danificados por bombardeios contínuos e indiscriminados. Um banco de sangue também foi danificado. Apesar dos danos, as equipes médicas das três instalações conseguiram continuar seu trabalho.

No dia seguinte, um hospital de trauma da região foi tão danificado por bombardeios que precisou ser fechado. Dois dias depois, enquanto equipes de construção reparavam os danos, a área foi bombardeada novamente, danificando mais ainda o hospital.

Já em 2 de outubro, um hospital cirúrgico também foi danificado por bombardeios, mas continuou aberto.

“Os poucos hospitais que restam estão em colapso, com um fluxo de centenas de feridos deitados e agonizando no chão das enfermarias e dos corredores”, disse em um comunicado Pablo Marco, coordenador de operações de MSF no Oriente Médio. “Os médicos estão realizando cirurgias cerebrais e abdominais nas vítimas dos bombardeios no chão das salas de emergência, pela falta de centro cirúrgicos disponíveis. A Rússia e a Síria devem parar com essa carnificina agora.”

Aleppo é um dos epicentros da guerra civil síria, que já completa cinco anos e deixou centenas de milhares de vítimas fatais. Os conflitos também já forçaram milhões de pessoas a deixarem o país, desencadeando uma grave crise migratória que chega à Europa. Até agora, as negociações de paz não tiveram sucesso em manter um cessar-fogo prolongado, e não há previsão de uma solução política efetiva para a guerra.

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Bombardeio contra escola mata 10 crianças no Iêmen

Arábia Saudita alega que ataque foi contra campo de treinamento rebelde.

SANÁ — Ao menos 10 crianças morreram e 28 ficaram feridas em um ataque aéreo contra uma escola na cidade de Haydan, no norte do Iêmen, neste sábado. O bombardeio foi atribuído à coalizão liderada pela Arábia Saudita, que combate rebeldes xiitas hutis naquele país. A acusação foi negada por militares sauditas, que alegam terem atacado um campo de treinamento de jihadistas.

-Vimos dez crianças mortas e 28 feridas, todas menores de 15 anos, vítimas de ataques aéreos em uma escola islâmica — disse Malak Shaher, porta-voz da organização Médicos Sem Fronteiras, em entrevista à AFP.

O bombardeio também foi confirmado pela Unicef:

“Por causa da intensificação da violência no Iêmen na semana passada, a quantidade de crianças mortas ou feridas em bombardeios aéreos ou por explosões de minas aumentou de forma significativa”, lamentou o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita, por sua vez, negou o bombardeio neste domingo e assegurou que o alvo da incursão foi um campo de treinamento rebelde. Em entrevista à AFP, o general saudita Ahmed al Asiri, acusou os rebeldes de “usarem crianças como recrutas”.

O militar reiterou que nenhuma escola foi atingida, e que o ataque resultou na morte do responsável pelo centro de treinamento Abu Yahya Abu Rabaa e um número não determinado de combatentes rebeldes.

— Estivemos em contato com o governo e não existem escolas neste setor, é o centro de treinamento Al Huda — disse al Asiri. — Nossa pergunta é a seguinte: o que fazem crianças ali?

O Iêmen está mergulhado numa guerra civil desde que rebeldes xiitas hutis tomaram a capital Saná, em setembro de 2014. O presidente, Abd Rabbuh Mansur Hadi, vive exilado na Arábia Saudita, que o apoia com uma coalizão militar internacional. Estimativas de grupos de direitos humanos indicam que mais de 9 mil pessoas já morreram no conflito.

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Cerca de 3 mil crianças vivem em campo de refugiados sob cerco sírio

Bombardeios e fechamento das estradas agravam drama humanitário em Khan Eshieh

DAMASCO — Cerca de 3 mil crianças refugiadas estão presas em uma cidade sitiada por forças do regime sírio perto de Damasco. Cercada nos últimos dias em uma ofensiva ao controle de grupos rebeldes, Khan Eshieh abriga um grande campo de refugiados palestinos com milhares de pessoas. A escalada de tensões na região já levou à morte de três pessoas — atingidas por tiros enquanto tentavam escapar dos bombardeios no assentamento.

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Míssil atinge clínica da ONG Médicos sem Fronteiras

Quatro pessoas morreram em disparo no Iêmen.

SANÁ — Quatro pessoas morreram e dez foram feridas no disparo de um míssil este domingo contra uma clínica da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Iêmen, um país devastado pela guerra, segundo um porta-voz da organização.

O míssil alcançou o centro de Razeh Rajeh, na província de Saada, no Norte do país, uma área sob controle de rebeldes xiitas huthis e aliadas ao ex-presidente Ali Abdallah Saleh. Eles estão em guerra contra as forças governamentais apoiadas por uma coalizão árabe capitaneada pela Arábia Saudita. Ainda não há informações se o míssil foi lançado por um avião e se as vítimas são médicos ou pacientes.

Em dezembro, a MSF acusou a coalizão árabe de ter bombardeado uma de suas clínicas em Taez, no Sudoeste do país. O ataque deixou nove feridos, entre eles dois funcionários da ONG. A coalizão árabe se comprometeu a investiga ro acidente.

Estima-se que a guerra tenha afetado 80% da população do país e provocou quase 6 mil mortes nos últimos dez meses. O grupo Estado Islâmico tem forte atuação no Sul do Iêmen.

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Bombardeio russo na Síria mata 39 pessoas e fere 50

Área atingida serviria como prisão pela ramificação no país da al-Qaeda.

DAMASCO — Pelo menos 39 pessoas morreram e 50 foram feridas este sábado em um bombardeio russo contra um edifício usado como prisão pelo grupo terrorista al-Qaeda no Noroeste da Síria. A informação é do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com a ONG, o edifício é usado como prisão e tribunal pela Frente Al Nosra, o braço sírio da al-Qaeda, em Maarat al Numan, um local estratégico na província de Idleb.

Entre as vítimas há “provavelmente presos, guardas e talvez civis, já que o edifício está localizado ao lado de um mercado popular”, afirmou a ODSH.

Maraat al-Numan é uma importante aglomeração localizada na estrada entre Damasco e Aleppo (no Norte do país), controlada pelos rebeldes desde o final de 2012.

Segundo OSDH, a guerra civil síria, iniciada em 2011, já causou a morte de 260 mil pessoas, entre elas 76 mil civis.
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Uso de bombas de fragmentação no Iémen é possível crime de guerra

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu hoje que o uso de bombas de fragmentação para atingir zonas povoadas no Iêmen “pode constituir um crime de guerra”.

A ONU indicou ter recebido “informações preocupantes” sobre o uso desse tipo de armas em ataques, em 06 de janeiro, da coligação árabe pró-governamental sobre Sanaa, a capital controlada pelos rebeldes xiitas Huthi apoiados pelo Irã.

Citado pelo seu porta-voz, Ban Ki-moon declarou-se “muito preocupado com a intensificação dos ataques aéreos da coligação militar árabe” liderada pela Arábia Saudita e, particularmente, com “informações sobre ‘raids’ intensos em áreas residenciais e edifícios civis em Sanaa”, entre os quais a câmara de comércio e uma instituição para cegos.

“A utilização de bombas de fragmentação em zonas povoadas pode constituir um crime de guerra”, frisou o responsável, instando “todas as partes” no conflito a respeitarem o direito internacional e a população civil e a garantirem o êxito da próxima ronda de conversações de paz “assim que possível”.

Estas negociações estão, em princípio, previstas para meados de janeiro, sob a égide da ONU, mas a crise nas relações entre Riade e Teerã e o fim do cessar-fogo no Iêmen fazem temer adiamentos.

O mediador da ONU no Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, esteve hoje em Riade para se reunir com responsáveis iemenitas e sauditas e tentar reinstaurar o cessar-fogo.

O severo aviso de Ban Ki-moon ocorre um dia depois da decisão do Governo iemenita, apoiado pela coligação árabe na sua guerra contra os Huthi, de expulsar o representante das Nações Unidas para os Direitos Humanos no Iêmen, George Abu Al-Zulof.

O secretário-geral da ONU criticou veementemente esta expulsão e pediu ao Governo para recuar nesta decisão, até agora sem resultado.

O Governo iemenita acusou o representante de parcialidade.

Num relatório recente, o Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos levantava fortes suspeitas sobre a utilização de bombas de fragmentação pela coligação na província de Hajjah, fronteiriça com a Arábia Saudita.

Uma equipa do Alto-Comissariado tinha encontrado numa aldeia de Al-Odair os restos de 29 bombas desse tipo.

Uma bomba de fragmentação é composta por um recipiente que dispersa, no ponto de impacto, muitos pequenos projéteis explosivos que se encontram no seu interior. Esta arma, muito eficaz numa superfície ampla, é considerada particularmente mortal e é proibida por uma convenção internacional datada de 2008, que a Arábia Saudita e o Iêmen não assinaram.

O Iêmen está mergulhado numa guerra civil que já fez quase 6.000 mortos, 2.800 dos quais civis, e desencadeou uma grave crise humanitária.

Uma coligação sob comando saudita efetua uma intervenção em apoio do Governo iemenita desde março de 2015 para expulsar os rebeldes xiitas Huthi, acusados de ligações ao Irão, que se apoderaram de grandes áreas do país.

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/516489/uso-de-bombas-de-fragmentacao-no-iemen-e-possivel-crime-de-guerra

EUA reconhecem erro em ataque a hospital da MSF em Kunduz

Segundo comandante-chefe, bombardeio precisava passar por procedimento rigoroso; secretário de Defesa se diz ‘profundamente arrependido’

WASHINGTON – O comandante-chefe dos Estados Unidos no Afeganistão, John Campbell, disse nesta terça-feira que o bombardeio a um hospital da organização Médicos sem Fronteiras (MSF) em Kunduz no sábado, que matou 22 pessoas, foi um erro. Em depoimento à Comissão das Forças Armadas no Senado, Campbell confirmou que o governo afegão havia pedido ajuda das forças americanas, mas admitiu que o lançamento de bombas deveria ter passado por um procedimento rigoroso, o que não ocorreu.

— Mesmo que os afegãos tenham requisitado apoio, ainda é preciso um rigoroso procedimento americano (antes do início dos ataques) — disse Campbell à comissão. — O hospital foi atingido por engano. Nós nunca teríamos como alvo uma instalação médica protegida.

O general disse que a decisão de realizar o ataque foi tomada dentro de uma cadeia americana de comando. Respondendo a perguntas dos senadores, ele também afirmou que as forças afegãs já reconheceram ter errado outras vezes, mas demonstrou confiança de que o governo vai conseguir recuperar a cidade estratégica de Kunduz das mãos do Talibã.

Campbell disse ainda que o país precisa elaborar um novo plano para o Afeganistão, levando em conta a redução do número de soldados americanos e o aumento da insurgência e da presença da al-Qaeda.

O secretário de Defesa do país, Ash Carter, disse estar “profundamente arrependido” pelas mortes causadas no bombardeio. Segundo o chefe do Pentágono, haverá uma investigação completa.

— Ficamos profundamente arrependidos pela perda de tantas vidas inocentes. As Forças Armadas tomam o maior cuidado para prevenir mortes de civis, e temos que assumir quando cometemos erros. É isso que estamos fazendo.

Um garoto afegão ferido no ataque em Kunduz se recupera – WAKIL KOHSAR / AFP
Funcionários da MSF exigiram uma investigação independente sobre o incidente e chamaram a ação de “crime de guerra”. A presidente da organização, Joanne Liu, disse que o governo afegão informou que o Talibã estavam usando o hospital para atirar contra forças da Otan.

“Esses relatos implicam que forças afegãs e americanas, trabalhando juntas, decidiram derrubar um hospital totalmente funcional, e isso pode ser julgado como um crime de guerra”, disse Joanne em nota.

http://oglobo.globo.com/mundo/eua-reconhecem-erro-em-ataque-hospital-da-msf-em-kunduz-17698824

ergei Lavrov: EUA conhecem posições do Estado Islâmico e não as bombardeiam

Moscou dispõe da informação que os EUA conhecem as posições concretas do agrupamento terrorista Estado Islâmico (EI) mas não as mandam bombardear, disse o chanceler russo Sergei Lavrov.

“Alguns dos nossos colegas da coalizão falam que às vezes têm a informação onde concretamente estão algumas subdivisões do EI, mas o comandante da coalizão (naturalmente, os EUA) não as manda atacar”, declarou Lavrov.

Em entrevista ao canal russo de TV Pervy, o chanceler comentou a situação na Síria e as relações da Rússia com o Ocidente.Sergei Lavrov criticou os métodos ocidentais de resolver a crise. Segundo ele, os bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o EI seriam mais eficazes se fossem coordenados com as autoridades sírias:

“Se o objetivo é não deixar consolidar os territórios iraquiano e sírio como centro do califado imaginado pelo EI, primeiramente, é preciso apoiar os que lutam contra os bandidos em terra – isto é, o exército iraquiano, os curdos iraquianos, o exército sírio e as tropas irregulares dos curdos sírios”, disse o chanceler, adicionando que Moscou apela para coordenar os esforços de todos os que lutam em terra com a operação aérea.

Respondendo à pergunta se o Ocidente está disposto a ouvir as propostas russas para resolver a crise síria, o ministro notou:

“Acho que eles ouvem bem… Talvez receiem perder a face. Muitos políticos no Ocidente orientam-se pelo seu eleitorado, pela forma como esta ou aquela ação será encarada /pelos eleitores/. Estes políticos se colocaram a si próprios em um beco sem saída ao dizer: ‘Bashar Assad não tem lugar na futura Síria, não nos sentaremos com ele à mesma mesa e não queremos ter nada a ver com ele’. Estes políticos cometem um grande erro”, considera o chefe da diplomacia russa.

Além disso, o ministro russo reiterou que a Rússia continuará a fornecer ajuda militar ao governo sírio para “efetuar a reparação do equipamento correspondente, treinar o pessoal sírio a operar este equipamento”.

Quanto ao diálogo da Rússia com o Ocidente, Sergei Lavrov disse que os parceiros ocidentais, influenciados pelos EUA, perdem a cultura do diálogo e assim que não conseguem resolver algum problema, recorrem às sanções. Segundo ele, “o programa nuclear iraniano foi uma exceção notável e muito rara”.

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Bombardeio houthi no Iêmen deixa 43 mortos, diz governo exilado

Segundo o Ministério da Saúde, 173 pessoas ficaram feridas.
Há dois dias, foi declarado que Àden tinha sido libertada.

Um bombardeio de milicianos houthis e de forças leais ao ex-presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, na cidade de Áden matou 43 pessoas e deixou 173 feridas neste domingo (19), informou o Ministério da Saúde do governo no exílio do Iêmen, dois dias após declarar que a cidade tinha sido libertada.

Os combates continuavam nos distritos de Dar al-Saad e Sabr, no norte da cidade, e no distrito de Maashiq em Crater, enquanto combatentes locais apoiados pelo governo exilado na Arábia Saudita e por uma coalizão encabeçada por sauditas se empenhavam em retomar as partes restantes de Áden.

Os combatentes e os efetivos do Exército iemenita leais ao presidente exilado, Abd-Rabbu Mansour Hadi, tomaram o aeroporto de Áden e outras áreas centrais em um avanço repentino na semana passada, que pôs fim a meses de impasse na localidade.

O avanço foi auxiliado pelo esforço de países do Golfo Pérsico em treinar e equipar as forças do Exército fiéis a Hadi e transportá-las a Áden, a segunda maior cidade do Iêmen e sede de seu principal aeroporto.

Os combatentes locais em Áden vêm sendo apoiados pelos ataques aéreos da coalizão há quase quatro meses, mas com frequência hasteiam a bandeira de um movimento separatista do sul do Iêmen ao invés de declarar lealdade ao governo exilado de Hadi.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita começou sua campanha em 26 de março, acreditando poder reverter meses de avanços dos houthis depois que o grupo partiu de seu bastião no norte do país no ano passado, capturando a capital Sanaa e abrindo caminho pelo sul rumo a Áden.

Riad teme que o Irã, seu principal inimigo, use a aliança com os houthis para projetar sua influência na vizinhança sul do reino, ameaçando a fronteira saudita mais adiante.

O governo sunita de Riad também acredita que o avanço dos xiitas houthis irá agravar a violência sectária no Iêmen, minando ainda mais a estabilidade da nação e permitindo que grupos jihadistas como o Al Qaeda se consolidem ali antes de atacarem a Arábia Saudita.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/bombardeio-houthi-no-iemen-deixa-43-mortos-diz-governo-exilado.html