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Cerca de 50 mortos por mísseis que atingiram centros médicos e escolas em cidades sírias

Cerca de 50 civis foram mortos quando mísseis atingiram cinco centros médicos e duas escolas em áreas controladas pelos rebeldes nas cidades da Síria nessa segunda-feira.

A carnificina ocorreu devido as tropas sírias com o apoio da Rússia terem intensificado seu impulso em direção ao reduto rebelde de Aleppo.

Quatorze pessoas foram mortas na cidade de Azaz, perto da fronteira com a Turquia, quando mísseis atingiram uma escola que abrigava famílias que fogem da ofensiva e um hospital infantil, disseram dois residentes e um médico.

As bombas também atingiram um outro abrigo de refugiados no sul da cidade e um comboio de caminhões, disse outro morador.

“Temos um grande número de crianças gritando no hospital”, disse o médico Juma Rahal.

Pelo menos duas crianças foram mortas e dezenas de feridas, disse ele.

Ativistas postaram o vídeo online pretendendo mostrar o hospital danificado. Três bebês chorando estavam em incubadoras em uma enfermaria cheia de equipamentos médicos quebrados. Reuters não pôde verificar independentemente o vídeo.

Em um incidente separado, mísseis atingiram um outro hospital na cidade de Marat Numan, na província de Idlib, no noroeste da Síria, disse o presidente francês dos Médicos Sem Médicos Sem Fronteiras (MSF), que foi apoiar o hospital.

“Havia pelo menos sete mortes entre o pessoal e os pacientes, e pelo menos oito agentes do MSF estão desaparecido, e não sabemos se eles estão vivos”, Mego Terzian à Reuters.

COBERTURA RELACIONADA

“O autor do ataque é claramente … o governo ou a Rússia”, disse ele, acrescentando que não era a primeira vez que as instalações do MSF na Síria tinham sido atacadas.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora a violência em todo o país, disse que um enfermeiro foi morto e cinco enfermeiras, um médico e um enfermeiro devem estar sob os escombros no hospital MSF.

Também em Marat Numan, outro ataque atingiu o Hospital Nacional na extremidade norte da cidade, matando duas enfermeiras, disse o Observatório.

Violação do direito internacional

O Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon disse que os ataques, que a ONU disse que mataram cerca de 50 civis, foram uma flagrante violação das leis internacionais.

“Estes incidentes lançam uma sombra sobre os compromissos assumidos na reunião ISSG (Grupo Internacional de Apoio Síria) em Munique em 11 de fevereiro”, disse o porta-voz da ONU, Farhan Haq.

Os Estados Unidos também condenaram o bombardeio intensificado no norte da Síria e disseram que iam contra os compromissos assumidos pelas potências mundiais em Munique na semana passada para reduzir as hostilidades.

http://uk.reuters.com/article/us-mideast-crisis-syria-missiles-idUKKCN0VO12Y

France demands Russia end Syrian operations

Syria and Russia must stop military operations against civilians and in particular put an end to the “ordeal” taking place in the besieged city of Madaya just two weeks before Syrian peace talks are scheduled, France’s foreign minister said on Monday.

“We discussed the absolute necessity that Syria and Russia end their military operations against civilians and in particular the ordeal in Madaya and other cities besieged by the regime,” Laurent Fabius told reporters after meeting Syrian opposition coordinator Riad Hijab.

Fabius reiterated that President Bashar al-Assad could not remain in power and said Paris would consult the U.N. Security Council to pressure Syria to end indiscriminate attacks.

He is due to meet the U.N.’s special envoy to Syria later on Monday.

Last Update: Monday, 11 January 2016 KSA 16:09 – GMT 13:09

Bombardeios russos na Síria mataram cerca de 800 civis

No total, 2.371 foram mortos, incluindo 655 jihadistas do Estado Islâmico.
MOSCOU — Os bombardeio aéreos russo na Síria causaram 2.371 mortes, incluindo 792 civis, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) nesta quarta-feira. Entre os civis mortos estão 180 menores de 18 anos e 116 mulheres.

A Rússia deu início aos ataques em 30 de setembro alegando ter como alvo militantes do Estado Islâmico (EI) e de outros grupos que considera terroristas contrários ao presidente Bashar al-Assad, antigo aliado de Moscou.

No total, 655 jihadistas do EI e 924 combatentes da frente al-Nusra — braço sírio da al-Qaeda — e outros rebeldes foram mortos nos bombardeios, segundo o OSDH, um grupo de monitoramento com sede no Reino Unido.

Os Estados Unidos e outros países do Ocidente, no entanto, acusam a Rússia de atacar rebeldes e matar civis em bombardeios discriminados.

Em 23 de dezembro, a Anistia Internacional denunciou ataques contra áreas residenciais que poderiam “constituir crimes de guerra”.

O Estado Islâmico também é alvo de uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que realiza ataques aéreos tanto na Síria como no Iraque.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/bombardeios-russos-na-siria-mataram-cerca-de-800-civis-em-tres-meses-18383970#ixzz3voBf3a84

Síria: 353 civis mortos e cerca de 1000 feridos em 2 semanas de crescentes ataques aéreos por parte das forças aéreas da Rússia e do regime de Bashar al-Assad

O Observatório Sírio de Direitos Humanos documentou a morte de 353 cidadãos sírios devido aos ataques aéreos realizados pelas forças do regime sírio e bombardeios aéreos desde 1 de dezembro de 2015 até o dia 15 do mesmo mês, 94 crianças e 60 mulheres entre os civis mortos nestes ataques aéreos, que deixaram de material danos nas propriedades das pessoas. Além disso, os ataques aéreos deixaram cerca de 950 feridos.

http://www.syriahr.com/en/category/news/syria-news/

IGUAL AO ESTADO ISLÂMICO: FRANÇA RESPONDE E MATA DEZENAS DE INOCENTES E CRIANÇAS INDEFESAS

Em uma série de 20 bombardeios, a França matou mais de uma centena de pessoas na Síria, incluindo inocentes e crianças.

França respondeu em dois dias ao massacre.

Em um dos assuntos virais nesse momento nas redes sociais, o bombardeamento realizado por França ontem, dia 15 de novembro, às instalações do Estado Islâmico na Síria teria matado muitos inocentes civis, incluindo crianças, que morreram com as bombas. Segundo informa a imprensa internacional, os 20 mísseis lançados ontem pelos militares franceses mataram pelo menos 130 pessoas, número muito parecido à quantidade de vítimas confirmadas no massacre em Paris na passada sexta-feira, realizado pelo Estado Islâmico. Em uma verdadeira guerra, milhões de pessoas temem que esses ataques podem ser o início de uma guerra sangrenta.

Em uma resposta clara e destruidora, o Governo francês não quis esperar mais de dois dias para atacar o maior grupo terrorista do mundo e sua alegada capital de operações na Síria. Em uma série de 20 bombas lançadas, França confirmou que locais de recrutamento e zonas onde o Estado Islâmico tinha armas foram atingidas, contudo não quiseram falar das mortes provocadas.

Porém, devido à insistência da imprensa internacional, o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, afirmou que as bombas francesas lançadas em Raqqa, na Síria, fizeram com que mais de 130 pessoas morressem. Dessas vítimas, muitos terroristas, mas também civis e crianças teriam sido mortas durante o intenso e inesperado ataque por parte de França, que também contou com o apoio dos Estados Unidos.  Se aguarda mais investidas para os próximos dias, realizadas por um país que ainda se encontra em luto e com uma dor enorme nos corações de todos os franceses.

Contudo, não será essa estratégia de bombardeio, onde sempre mata pessoas inocentes semelhante, tão reprovável como o que fez o Estado Islâmico na capital francesa? Em claro protesto pelos ataques franceses, que mais pareceram de raiva, milhões de pessoas enchem as redes sociais chorando a perda de mais vidas inocentes, desta vez na Síria. Com o hashtag “PrayforSyria”, muitos esperam o pior depois desses ataques, revelando que o pior da humanidade está se revelando nesses últimos dias, onde cada vez mais inocentes perdem as vidas de uma forma macabra.

Turquia volta a atacar posições do PKK no norte do Iraque

Neste sábado, dois soldados turcos morreram em ataque atribuído ao PKK.
Escalada começou com ataque atribuído ao Estado Islâmico que matou 32.

A Turquia voltou a atacar neste domingo (26) posições do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque, um dia após seus bombardeios contra os rebeldes curdos provocarem o fim da trégua em vigor desde 2013.

Por volta das 20h do horário local (14h de Brasília), vários aviões F-16 decolaram da base de Diyarbakir, no sudeste da Turquia, em direção às montanhas Kandil, onde estão as bases de retaguarda do movimento rebelde, informou a CNN e a NTV.

Um dia antes, dois soldados turcos morreram em um atentado com carro-bomba no distrito de Lice, perto da grande cidade de maioria curda de Diyarbakir (sudeste), após a chegada de um comboio de gendarmes que haviam sido chamados ao local pelo incêndio de um veículo.

O ataque não foi reivindicado até o momento, mas leva o selo do PKK, em rebelião desde 1984 contra as forças de segurança turcas.

Horas antes, o movimento curdo havia ameaçado romper o cessar-fogo proclamado unilateralmente em 2013 devido aos bombardeios turcos contra suas bases no norte do Iraque.

Esta brusca escalada da tensão entre o governo islamita-conservador turco e os rebeldes curdos da Turquia coincide com a decisão de Ancara de atacar os jihadistas do Estado Islâmico (EI), atingindo suas posições em território sírio.

Desde a noite de sexta-feira, caça-bombardeiros F-16 turcos realizam diversos ataques contra instalações, campos, hangares e depósitos de munições do PKK nas montanhas Kandil, no extremo norte do território iraquiano.

As operações deixaram um morto e três feridos nas fileiras do PKK, segundo a organização.

“Foram rompidas as condições de manutenção do cessar-fogo”, proclamaram as Forças de Defesa do Povo (HPG), a ala militar do PKK, em seu site. “Diante destas agressões, temos o direito de nos defendermos”.

Reunião da Otan
Os embaixadores dos 28 países da Otan se reunirão na terça-feira, a pedido da Turquia, para analisar a situação diante do agravamento da tensão entre Ancara, os rebeldes curdos e os jihadistas do Estado Islâmico, informou a Aliança neste domingo.

A Turquia “pediu a reunião diante do agravamento da situação após os cruéis ataques terroristas dos últimos dias, e também para informar aos seus aliados sobre as medidas que está tomando”.

“Os aliados da Otan acompanham de muito perto a situação e estão solidários com a Turquia”, destacou o comunicado.

Ancara recorreu ao artigo 4º do tratado do pacto, que permite a um membro da Aliança convocar o grupo diante de “uma ameaça a sua integridade territorial, independência política ou segurança”, acrescenta a nota.

O governo turco do presidente Recep Tayyip Erdogan iniciou em 2012 negociações de paz com o chefe do PKK detido, Abdullah Ocalan, para tentar colocar fim a uma insurgência que deixou 40.000 mortos desde 1984. Mas as negociações não levaram a nenhum acordo.

“Sob o pretexto de uma ofensiva contra o grupo Estado Islâmico, o governo declarou guerra a todas as organizações terroristas”, disse o professor David Romano, da Universidade do Estado do Missouri (Estados Unidos), à AFP. “Acredito que quer atacar mais o PKK que o EI”.

A Casa Branca, que acaba de fechar um acordo com Ancara para utilizar a base turca de Incirlik (sul) em sua campanha antijihadista na Síria e no Iraque, defendeu o direito dos turcos de “realizar ações contra alvos terroristas”, segundo seu conselheiro adjunto de segurança nacional, Ben Rhodes.

Ancara ordenou os bombardeios após uma série de ataques na última semana contra suas forças de segurança atribuídas a militantes próximos ao PKK.

O movimento separatista reivindicou na quarta-feira o assassinato de dois policiais em Ceylanpinar (sudeste), na fronteira com a Síria. Disse ter agido em resposta ao atentado suicida de Suruc (sul) atribuído ao EI, que na segunda-feira deixou 32 mortos e uma centena de feridos entre militantes da causa curda.

A comunidade curda da Turquia acusa o governo de apoiar os jihadistas, coisa que Ancara nega.

O principal partido curdo na Turquia denunciou a estratégia de Erdogan de atiçar tensões. “Seu objetivo é que o país arda para obter plenos poderes”, criticou o Partido Democrático dos Povos (HDP).

Em muitas cidades da Turquia, a tensão é palpável há uma semana. Quase todas as manifestações contra Erdogan são reprimidas pela polícia.

Neste domingo, um policial morreu durante confrontos com manifestantes de extrema esquerda no bairro de Gazi, em Istambul, informou a agência pró-governamental Anatolia.

O policial, gravemente ferido por um tiro quando realizava prisões neste bairro, morreu no hospital.

E na noite de sábado um homem foi abatido durante confrontos entre a polícia e manifestantes pró-curdos em Cizre (sudeste), informaram fontes médicas.

Com o objetivo de acalmar os ânimos, o principal partido curdo cancelou a “grande marcha pela paz” antijihadista prevista para este domingo em Istambul e proibida pelo governador.

Desde sexta-feira, as autoridades turcas realizam uma operação sem precedentes contra supostos militantes do EI, do PKK e da extrema esquerda. Segundo dados oficiais, 590 pessoas foram detidas em todo o país.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/turquia-volta-atacar-posicoes-do-pkk-no-norte-do-iraque.html

Turquia detém 297 em operação e faz bombardeios contra o Estado Islâmico

A polícia da Turquia deteve nesta sexta-feira (24) 297 suspeitos de integrarem o Estado Islâmico(EI) e rebeldes curdos, em uma grande operação lançada em 13 províncias. Entre os presos estão 37 estrangeiros, segundo o governo.

Cerca de 5 mil policiais, entre eles 2 mil das forças de intervenção rápida, apoiados por vários helicópteros, participam da operação, que acontece dias depois de um grande ataque a uma cidade no sul do país, que deixou 32 mortos e centenas de feridos.

Além da ação policial, a Força Aérea Turca usou caças para bombardear alvos do EI em território sírio. É a primeira vez que a Turquia participa de um ataque contra o grupo.

Três caças F-16 decolaram da base aérea de Diyarbakir e lançaram quatro bombas teleguiadas contra alvos do EI – dois quartéis centrais e um ponto de reunião – explica um comunicado divulgado no site do primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu.

A operação durou apenas 13 minutos, e ocorreu depois de cinco militares do EI terem disparado contra um posto turco na província de Kilis, na fronteira com a Síria. Um oficial morreu e dois sargentos ficaram feridos.

Segundo a agência turca “Dogan”, pelo menos 35 militantes do EI foram mortos no ataque. Ainda não há confirmação oficial sobre o número. O local exato dos bombardeios também não foi divulgado.

A decisão de enviar caças à Síria foi tomada em uma reunião de segurança extraordinária para analisar o incidente, assinala a nota publicada pelo primeiro-ministro.

Em Istambul, a ação revistou 140 casas e deteve 98 pessoas, dentre elas 36 estrangeiros. Ao menos uma pessoa reagiu e foi morta em tiroteio.

Em Ankara, 9 foram detidos após a polícia vasculhar 12 casas.

Em Sanliurfa, capital da província onde o atentado suicida matou 32 na segunda-feira (20), foram detidos 35 suspeitos.

Já na província de Bursa, no oeste do país, os nove presos são integrantes da YDG-H, a ala juvenil do PKK, que na quarta reivindicou o assassinato de um islamita em Istambul. A vítima, segundo a organização, pertencia ao “alto escalão” do EI.

O assassinato foi uma resposta ao massacre de Suruc. Em comunicado, a YDG-H anunciou a intenção de realizar novas execuções de importantes figuras da rede jihadista.

Durante a ação, uma militante da organização de extrema-esquerda DHKP-C morreu durante uma troca de tiros com os agentes dentro de sua própria casa em Istambul, informou a agência “Analodu”.

Um grupo de agentes foi na madrugada verificar um imóvel no bairro de Bagcilar, mas acabou sendo recebido a tiros. Ao responderem os disparos, as forças de segurança mataram uma integrante do grupo marxista, informou a agência.

Acordo com os EUA
Segundo um responsável militar americano, a Turquia autorizou finalmente os Estados Unidos a utilizar várias de suas bases aéreas, entre elas a de Incirlik (sul), para bombardear o EI na Síria e no Iraque, após uma conversa telefônica entre o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e seu colega americano Barack Obama.

Até a data, a Turquia havia permanecido de braços cruzados ante o EI na Síria, negando-se a intervir militarmente de forma direta em apoio às milícias curdas por medo da formação de uma região autônoma hostil no norte do país.

Segundo os meios de comunicação turcos, este acordo fechado entre os dois países também contempla uma zona de exclusão aérea em parte da fronteira síria, de 90 quilômetros entre as cidades sírias de Marea e Jarabusul no leste, explicou nesta sexta-feira o jornal Hurriyet.

Este perímetro irá reforçar outra zona de segurança de 50 quilômetros dentro da Síria na qual o EI e os jihadistas não poderiam entrar, com o objetivo de deter novos fluxos maciços de refugiados em direção à Turquia, acrescentou o jornal.

O acordo não prevê a chegada de tropas americanas ao solo turco, mas apenas a de um contingente adicional de 50 militares como suporte técnico.

“A República da Turquia está determinada a tomar todas as precauções para defender sua segurança nacional”, repetiu nesta sexta-feira o gabinete do primeiro-ministro, Ahmed Davutoglu, um dia depois de se reunir com os chefes militares e os serviços de segurança.

Soldado observa ataque turco na fronteira com a Síria (Foto: Emrah Gurel / AP Photo)Soldado observa ataque turco na fronteira com a Síria (Foto: Emrah Gurel / AP Photo)

Ataque
Ao menos dois integrantes do grupo jihadista Estado Islâmico morreram na noite de quinta devida à queda de um foguete disparado pelas forças turcas na Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O projétil caiu em uma região próxima à fronteira na província de Aleppo, no norte da Síria. O disparo teria ocorrido após um tiroteio entre extremistas e soldados turcos, depois de eles terem matado a tiros um homem que tentou entrar na Turquia.

O Observatório acrescentou que vários aviões bombardearam áreas sob o controle do EI perto da fronteira e ao nordeste do Aleppo. A entidade, porém, não soube explicar se as aeronaves eram turcas, da coalizão ou do regime do presidente Bashar al Assad.

O governo informou que três caças F-16 decolaram da base aérea de Diyarbakir e lançaram quatro bombas teleguiadas contra alvos do EI – dois quartéis centrais e um ponto de reunião.

A operação durou apenas 13 minutos, explicou o comunicado, e ocorreu depois de cinco militares do EI terem disparado contra um posto turco na província de Kilis, na fronteira com a Síria. Um oficial morreu e dois sargentos ficaram feridos.

Os militares turcos responderam ao ataque e mataram ao menos um membro do EI, destruindo também três veículos dos jihadistas. Além disso, promoveram um bombardeio com morteiros em posições da milícia perto da cidade de Azaz.

As autoridades da Síria ainda não se pronunciaram sobre a violação aérea turca. Contudo, em outras ocasiões, alertaram o governo do país vizinho que esse tipo de operação seria considerada como uma “agressão flagrante”.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/turquia-detem-251-em-operacao-contra-o-ei-e-rebeldes-curdos.html

ONU condena bombardeios do regime sírio contra população

A ONU taxou neste domingo de “inaceitáveis” os novos bombardeios do regime sírio com barris de explosivos que mataram dezenas de civis no fim de semana no norte do país. O mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, denunciou os ataques do regime de Bashar al-Assad que no sábado mataram 84 civis, incluindo crianças, nas áreas rebeldes de Aleppo, metrópole do norte da Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

 Foto: AFP
Ataque aéreo deixou mercado destruído na Síria

Foto: AFP

O balanço é um dos mais altos na região este ano. “O bombardeio aéreo em Aleppo merece a maior condenação internacional”, afirmou De Mistura. No total, 141 civis morreram no sábado em diferentes bombardeios do regime em várias regiões, informou o OSDH, com sede em Londres, que se apoia em uma rede de informantes em todo o país.

Os ataques tiveram como alvo um mercado popular em Al Bab, cidade sob controle do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), e o bairro rebelde de Al Chaar, no leste de Aleppo, segundo o OSDH, que chamou o episódio de “massacre”. O exército sírio também atingiu Jabal al- Zawiya, região montanhosa da província de Idleb (noroeste), matando pelo menos 20 civis, reportou a ONG.

“O regime sempre soltou barris de explosivos neste guerra, mas agora está intensificando seus ataques porque acredita poder compensar com eles suas baixas no campo de batalha”, disse à AFP Rami Abdel Rahman, diretor da OSDH. “Trata-se também de um tipo de vingança contra os civis que apoiam a rebelião”, acrescentou.

As organizações internacionais denunciam com frequência o uso de barris de explosivos que, em 2015, deixaram centenas de mortos entre os civis da província de Aleppo, onde o regime controla apenas alguns poucos distritos. Por sua parte, o chefe da diplomacia britânica, Philip Hammond criticou no sábado “os métodos terríveis e indiscriminados utilizados pelo regime de Assad para matar civis inocentes” e pediu “uma transição política para um futuro do qual Al-Assad não faça parte”.

As negociações estão num impasse depois de quatro anos de conflito e mais de 220.000 mortos. Para tentar relançar estas negociações, o mediador da ONU começou em 5 de maio uma nova rodada de discussões separadas e a portas fechadas com os protagonistas do conflito e os vários intervenientes internacionais, incluindo o Irã, um aliado-chave de Damasco no conflito.

No centro do país, o EI conseguiu avançar para o oeste e o sul a partir da cidade antiga de Palmira, tomada pelos jihadistas há dez dias. Assim, tomaram o controle da localidade de Basire, situada em um importante cruzamento rodoviário, que leva a Damasco ao sul e Homs, terceira cidade do país, mais a oeste.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/onu-condena-bombardeios-do-regime-sirio-contra-populacao,56ba0d0773aee613675cb5ff6408059br764RCRD.html

Coalizão árabe retoma bombardeios no Iêmen

Sauditas acusam rebeldes xiitas de terem aproveitado trégua para se reforçarem

SANAA – A coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita retomou os bombardeios aéreos no Iêmen e acusou os rebeldes xiitas de terem aproveitado a trégua humanitária de cinco dias para se reforçarem.

O final da trégua poderia complicar ainda mais a distribuição da ajuda humanitária que começou a chegar nos últimos dias ao país.

Os sauditas justificaram a retomada dos bombardeios tendo como base uma eventual violação da trégua por parte dos rebeldes xiitas houthis, apoiado pelo Irã.

— Não respeitaram a trégua humanitária. Por isso, fazemos o que tem que fazer — declarou o general da brigada Ahmen al Ariri, porta-voz da coalizão.

Segundo uma fonte diplomática ocidental, os sauditas consideraram que os rebeldes iemenitas aproveitaram o cessar-fogo para posicionar peças de artilharia e lança-foguetes perto da fronteira com a Arábia Saudita.

Pouco depois do fim da trégua, no domingo, os aviões da coalizão lançaram bombardeios contra posições rebeldes em Aden, a grande cidade do sul.

Anteriormente, os aviões atacaram os arredores do palácio presidencial e uma base das forças especiais, ambos controlados pelos rebeldes e seus aliados, militares fiéis ao ex-presidente Ali Abdalá Saleh.

As tropas deslocadas na fronteira também bombardearam na segunda-feira as posições dos houthis depois de terem registrado disparos provenientes do norte do Iêmen, informou a Al Arabiya, uma rede de televisão da capital saudita com sede em Dubai.

O porta-voz adjunto das Nações Unidas, Farhan Haq, indicou que a retomada das hostilidades no Iêmen condiciona a organização de uma conferência internacional prevista para acabar com uma solução do conflito.

O porta-voz lembro que o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, tem a intenção de convocar esta conferência em um futuro próximo, mas precisou que um dos inconvenientes agora é a retomada dos combates.

O cessar-fogo entrou em vigor na noite de segunda-feira passada por iniciativa da Arábia Saudita, que bombardeia desde 26 de março os rebeldes para apoiar os partidários do presidente no exílio Abd Rabo Mansur Hadi.

A trégua foi interrompida por combates terrestres entre os rebeldes e as forças favoráveis a Hadi.

— Esta milícia não deteve seus combates. Continuaram atacando a fronteira e cidades do Iêmen — acrescentou o general Asir, assinalando que houve uma grande mudança no terreno durante os cinco dias de cessar-fogo.

Perguntado sobre uma eventual nova trégua, o porta-voz militar declarou que a negociação deve ser feita entre as duas partes que os houthis rejeitam tudo desde a adoção da resolução 2216 do Conselho de Segurança, de 15 de abril.

Os rebeldes xiitas até o momento não fizeram declarações sobre a retomada dos bombardeios.

FILAS DE ESPERA POR COMBUSTÍVEL

Confrontos esporádicos continuam nesta segunda em Áden e Taez (sudoeste), segundo habitantes locais. E 12 rebeldes foram mortos em um ataque com armas automáticas e foguetes RPG lançados pelas forças pró-Hadi em Dhaleh (sul), de acordo com fontes militares.

Na capital Sanaa, apesar da relativa calma, a população permanece carente de serviços essenciais, tais como água, eletricidade e combustível.

Centenas de veículos faziam fila nos poucos postos de gasolina abertos, informou um correspondente da agência France Presse.

A trégua ajudou no envio ao país de quantidades significativas de combustível, remédios e comida, mas a sua distribuição continua a ser prejudicada pelos combates.

Um grupo de organizações hostis aos houthis acusou os milicianos xiitas de monopolizar a ajuda que chega em Taez.

“A trégua beneficiou os houthis que puderam organizar melhor suas fileiras e repor os estoques de combustível em áreas sob seu controle”, declarou o grupo “Forças Revolucionárias da Taez”.

O coordenador das atividades humanitárias da ONU para o Iêmen, Johannes van der Klaauw, apelou no sábado a coalizão para simplificar o controle de cargas para este país, considerando que estas medidas freia a entrega vital de bens e ajuda humanitária.

No domingo, o enviado da ONU Ismail Ould Cheikh Ahmed considerou que o cessar-fogo não tinha possibilitado o fornecimento de ajuda humanitária suficiente em áreas afetadas pelo conflito. Ele pediu a todas as partes que respeitem a trégua por pelo menos mais cinco dias.

A ONU considera a situação humanitária catastrófica no Iêmen, onde mais de 1.600 pessoas, incluindo muitos civis, foram mortos desde março.

http://oglobo.globo.com/mundo/coalizao-arabe-retoma-bombardeios-no-iemen-16198862

Ataque a campo de refugiados da ONU mata 45 pessoas no Iêmen

Coalizão liderada pela Arábia Saudita promete continuar ofensiva até derrota dos rebeldes

SANAA – O campo de refugiados de Mazraq, em Haradth, foi atingido por explosões nesta segunda-feira, que deixaram pelo menos 45 mortos. Não está claro de onde partiu o ataque. Organizações humanitárias responsabilizam a aviões da coalizão árabe, que bombardeou pela quinta noite consecutiva os rebeldes xiitas perto da capital do Iêmen, Sanaa, e em outras regiões do país. Mas o governo atribuiu a culpa à artilharia dos rebeldes houthis.

O local é administrado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), que confirmou o ataque e se disse “extremamente preocupado” com o episódio. A organização Médicos Sem Fronteiras foi chamada para dar apoio e afirmou que 500 famílias haviam se instalado por lá recentemente. É possível que pelo menos 250 pessoas tenham ficado feridas, apesar de uma porta-voz ter falado inicialmente em 40.

Aviões de combate cruzaram o céu de Sanaa na noite de domingo e os bombardeios prosseguiram até pouco depois do amanhecer. A coalizão liderada pela Arábia Saudita prometeu a continuidade dos bombardeios até derrotar os rebeldes que lutam contra o presidente Abd Rabbo Mansour Hadi, atualmente refugiado em Riad.

Testemunhas acreditam que as posições dos insurgentes houthis, apoiados pelo Irã, e dos soldados da Guarda Republicana foram bombardeadas. Um acampamento militar da Guarda Republicana ao sul de Sanaa também foi atingido.

Na área ao redor de Marib, 140 km ao leste de Sanaa, radares e baterias de mísseis aéreos foram bombardeadas, segundo fontes locais. Já em conflitos localizados, pelo menos 21 houthis teriam morrido em conflitos com tribos.

Em Riad, o porta-voz saudita da coalizão afirmou que as operações devem ser intensificadas nos próximos dias contra os milicianos.

— Não terão nenhum lugar seguro — advertiu o general Ahmed Asiri sobre os houthis e os partidários de Saleh.

Os houthis são apoiados por unidades do exército leais ao ex-ditador Ali Abdullah Saleh, que deixou o governo em 2012, após um ano de protestos violentos.

A Arábia Saudita também abriu as portas para o apoio de todos os partidos que combatam os houthis, afirmou o gabinete do rei Salman em carta.

http://oglobo.globo.com/mundo/ataque-campo-de-refugiados-da-onu-mata-45-pessoas-no-iemen-15731981

Lutando pelos cristãos e minorias perseguidos