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Judiciário e feminismo na contramão do combate à violência contra as mulheres

Por Andréa Fernandes

Na semana passada houve uma notícia que em outros tempos deveria ser, em tese, a pólvora necessária para explosão nas redes da revolta de grupos feministas e seus coletivos do ódio. A Associação dos Magistrados do Brasil (AMBI) ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) em face da lei que autoriza as autoridades policiais a concederem medidas protetivas de urgência às mulheres agredidas.

A Lei nº 13.827/2019, que altera a Lei Maria da Penha ( Lei nº 11.340/2006), sendo originária do Projeto de Lei da Câmara 94/2018, aprovado no Senado em abril, foi sancionada[1] pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira próxima passada, mas não causou celebrações por parte das “vozes feministas” na grande mídia, apesar de ter o propósito de facilitar a aplicação de medidas protetivas de urgência para mulheres ou a seus dependentes em casos de violência doméstica ou familiar.

A lei, aprovada sem vetos, outorga mais poder a autoridades do Judiciário e policiais para adoção de medidas protetivas emergenciais. Desse modo, segundo o novo dispositivo legal, constatada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher, ou de seus dependentes, o agressor deverá ser imediatamente afastado do lar,  domicílio ou local de convivência com a vítima. O afastamento urgente deverá ser determinado pelo juiz, delegado de polícia (quando o município não for sede de comarca) ou pela autoridade policial (no caso do município não for sede de comarca e não houver delegacia disponível por ocasião da denúncia). Todavia,  quando as medidas protetivas forem determinadas por delegado ou policial, o juiz deverá ser comunicado no prazo máximo de 24 horas e decidirá em igual prazo sobre a manutenção ou revisão da medida, comunicando sua decisão ao Ministério Público, além do que, a norma que já está em vigor, dispõe que o juiz competente determinará o registro da medida protetiva de urgência em banco de dados mantido e regulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNN), o qual será acessado pelo Ministério Público, Defensoria Pública, órgãos de segurança pública e assistência social[2].

O texto também prevê que os criminosos não devem ter liberdade concedida enquanto perdurar o risco à vítima ou à efetividade da medida protetiva.

A lei anterior estabelecia um prazo de 48 horas para que a autoridade policial comunicasse o juiz sobre as agressões sofridas pela vítima para que o mesmo decidisse sobre as medidas protetivas, mas a real aplicação das medidas protetivas demandava tempo que poderia resultar em fatalidade, pois a decisão judicial só entraria em vigor após o criminoso ser localizado e intimado por oficial de justiça[3].

Contudo, a Associação dos Magistrados Brasileiros ao ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF há uma semana (13/05), alega que a mudança fere o Princípio da Reserva de Jurisdição, violando os incisos XI e LIV, do art. 5º da Constituição Federal, partindo do pressuposto que não se pode cogitar a possibilidade de um delegado ou policial interferir na casa de alguém sem ordem judicial para tanto, ainda que para retirar o agressor, privando-o de liberdade, antes do devido processo legal. A lei não pode conter tal autorização porque a Constituição estabeleceu as exceções nela previstas de flagrane delito, desastre ou autorização judicial[4].

Segundo o teor da ADI, a nova lei institucionaliza o “Estado policialesco” e o “desvirtuamento do Estado Democrático de Direito”, e o patrono da Associação de Magistrados ainda usou a recorrente estratégia de “especulação” para alcançar êxito na demanda judicial, ao afirmar:

Ocorre que a maioria dos casos de violência à mulher – pelo que pode se ver das informações jornalísticas e que poderão ser objeto, para verificação, de diligência desse STF ou até de audiência pública – têm se verificado nas grandes cidades, onde o Poder Judiciário está presente, e não decorrem de ausência ou insuficiência da prestação jurisdicional”.

Trocando em miúdos a “audácia” da entidade representante do nosso querido Judiciário: não cabe, no caso em tela, a configuração do princípio processual básico do “ônus da prova cabe a quem alega o fato”. Juízes, quando integram a autoria de ação, podem delegar ao Judiciário a obrigação que seria sua, e por isso, a associação lança para as costas do STF a atribuição de “checar” a veracidade do seu argumento de que supostamente a maioria dos casos de violência contra mulher ocorreriam nas grandes cidades, onde presume-se que o Poder Judiciário estaria presente, pelo menos no sentido de “estrutura predial”. Aliás, se não “interessar” ao STF verificar a autenticidade do argumento, basta ratificá-lo.

A associação não juntou à sua peça inaugural um documento sequer mostrando as tais “informações jornalísticas” comprovando sua tese, que talvez não mereça ser “confrontada” por advir de “julgadores” preocupados com os “direitos constitucionais” dos “agressores machistas” que promovem violência contra as mulheres. Inclusive, peço “licença” para a contaminação pelo “vírus do feminísmo” ao não reconhecer temporária e metaforicamente que a Constituição deve ser obedecida, ainda que o seu teor privilegie, nesse caso, os “direitos” de perigosos criminosos, muito embora, saibamos que não faltam exemplos demonstrando que o STF “não está nem aí” para a observância da boa prática do Direito e respeito ao ordenamento jurídico, pelo que, quatro dos seus ministros[5] acataram a aberração de punição da homofobia com base na lei para o racismo[6]. Nesse caso, a chamada “analogia” entrou em cena única e exclusivamente por atender a “agenda progressista”, que via de regra, está acima dos reclames constitucionais, doutrinários e/ou jurisprudenciais.

Entrementes, é notório nessa ADI que o intuito da Associação de Magistrados é demonstrar com base em simples conjectura, que não haveria “prejuízo” para as mulheres que diariamente sofrem violência doméstica, ainda que estejamos cansados de assistir notícias alarmantes de agressão e “feminicídio”, cujos índices vêm crescendo de maneira avassaladora.

Daí, cumpre indagar, só por uma questão de “amor ao debate”: como pode a Associação de juízes acreditar na falácia de que seria possível levantar dados precisos sobre a identificação dos aludidos crimes contra as mulheres supostamente noticiados pela imprensa se a mesma informa que não há certeza nem mesmo do número verdadeiro de casos de violência contra a mulher, uma vez que pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada em fevereiro mostrou que no estado de São Paulo apenas 10% das mulheres que foram vítimas de alguma agressão procuraram a delegacia[7]? Ou seja, nem mesmo nos estados com suposta estrutura para registro e informação, não há como precisar números desse tipo de violência. Ademais, tem um agravante: a princípio, para algumas autoridades, o feminicídio não seria subnotificado, porém, os crimes anteriores ao assassinato das mulheres, sim! Logo, até mesmo no estado de São Paulo, há subnotificações no tocante à violência contra a mulher.

Outrossim, percebe-se que o nobre advogado da Associação de Magistrados não fez leituras acerca do tema. Se o fizesse, saberia que pesquisa divulgada pela FAPESP[8] aponta que:

Mais da metade das mulheres vítimas de abusos e agressões não denuncia seus algozes, possivelmente, porque são desencorajadas ou mal atendidas nas delegacias e serviços públicos de saúde. A conclusão consta da segunda edição do relatório “Visível e invisível: A vitimização de mulheres no Brasil”, divulgado em fevereiro pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o DataFolha(…). Quase metade das mulheres continua sendo vítima de violência dentro de casa. Das que decidiram seguir em frente e denunciar seus agressores, apenas 22,2% procuraram um órgão oficial, como a Delegacia da Mulher. As outras 29,6% preferiram recorrer à ajuda da família, de amigos ou da igreja”.

Ué, por que será que na pesquisa acima referenciada não consta alusão a nenhum MOVIMENTO FEMINISTA ou COLETIVO prestando socorro às mulheres vítimas de violência? Ao que parece, o “sistema patriarcal religioso” vem sendo mais útil na tentativa de amparo às vítimas da violência doméstica.

Cabe ressaltar que são muitos os dados que devem ser averiguados para analisar se seria satisfatória a atuação do judiciário quanto a eficácia das medidas protetivas sob o comando da Lei Maria da Penha, caso a associação de magistrados tenha êxito na ADI. De fato, nem conhecemos ao certo, a natureza do fenômeno de “feminicídio” e a evolução das suas pernósticas garras nos últimos anos, uma vez que, conforme apurado pelo jornalista Daniel Sousa, somente a partir de outubro de 2016, o ISP (Instituto de Segurança Pública) passou a publicar, com periodicidade mensal, dados estatísticos referentes à incidência de feminicídio e tentativa de feminicídio. Antes dessa data, os registros eram todos como “violência contra a mulher” sem especificação, não se sabendo qual fenômeno caracterizaria a referida violência, o que mostra incipiência nas pesquisas sobre o tema.

Conforme dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), uma em cada quatro mulheres no mundo é vítima de violência doméstica e a Agência das Nações Unidas estima que no Brasil, as notificações violentas envolvendo mulheres tenham aumentado cerca de 230% nas últimas três décadas, o que por si só, demonstra a gravidade e urgência de medidas sérias para mudar esse caótico quadro. Porém, no “paraíso midiático das feministas”, ainda não houve real interesse de discutir seriamente os complexos aspectos que envolvem a violência contra a mulher e nem mesmo pressionar o Legislativo a trabalhar no sentido de promover medidas que protejam as vítimas da violência masculina.

Feministas estão caladas nas redes acerca do intuito da Associação de Magistrados de expurgar um instrumento de defesa dos direitos das mulheres via STF, que é discutível realmente do ponto de vista constitucional , mas poderia ser discutida “solução legal” e rápida para a pendenga judicial in casu. Contudo, é difícil acreditar que movimentos feministas, ou mesmo jornalistas e humanistas seletivos “movam uma palha” para dar visibilidade a questão num momento em que não se importaram de fato com a tramitação do projeto de lei que visa evitar que casos de violência contra a mulher deixem de ser notificados à polícia. De modo que, não houve alarde , os casos de suspeita ou confirmação de violência contra a mulher atendida em serviços públicos e privados.

Conclusão: no Brasil a “analogia judicialesca” não comporta os direitos das vítimas da violência contra as mulheres e as feministas “não  têm peito” para defender as pautas que realmente importam para coibir o feminicídio e demais crimes contra a mulher. Assim, no país das narrativas do progressismo decadente, o feminismo continua “machista”.

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Daniel Sousa – jornalista e graduando de História.

Imagem: Diário do Litoral

[1] https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2019/05/sancionada-proposta-que-facilita-medidas-de-protecao-as-mulheres

[2] https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/14/publicada-lei-que-facilita-medidas-de-protecao-as-mulheres

[3]http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2019-05/lei-permite-medidas-emergenciais-mulheres-vitimas-de-violencia

[4] https://www.conjur.com.br/2019-mai-16/lei-autoriza-policial-conceder-medida-protetiva-questionada?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

[5] https://oglobo.globo.com/sociedade/quatro-ministros-do-stf-votaram-pela-punicao-de-homofobia-com-lei-sobre-racismo-23470946

[6] http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=403949

[7] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/02/26/violencia-contra-mulheres-praticada-por-vizinhos-cresce-uma-em-cada-cinco-relata-agressao-diz-datafolha.ghtml

[8] https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/03/07/faces-da-violencia-domestica/

Segurança no Brasil: estamos na rota do caos?

Por Gil Carlos Montarroyos[1]

Atentados e perseguições islâmicas contra comunidades cristãs nos países em que são minoria nunca foram algo novo. No entanto, os últimos acontecimentos acenderam luzes de alerta em todo mundo, não foi diferente aqui no Brasil. Apesar de tradicionalmente termos relativa tranquilidade religiosa no país, a imigração em massa de muçulmanos, bem como o avanço desenfreado do proselitismo islâmico no Brasil demonstram claramente que estamos em perigo. Falo não apenas de cristãos e judeus, alvos prioritários da jihad global, incluo também a própria soberania nacional brasileira, que está em risco.

O Alcorão define claramente que o fiel deve levar a jihad[2] a todos os infiéis (não-muçulmanos), e em qualquer lugar onde pise um muçulmano. Mas, quais as evidências? Desde 1990 há fortes evidências da presença de terroristas islâmicos atuando no Brasil – principalmente na Tríplice Fronteira – antes e depois dos atentados à Embaixada de Israel e à Associação Mutual Israelita da Argentina ( AMIA ), ambos na Argentina, atentados esses perpetrados pelo Hizballah, com ajuda direta de agentes da inteligência iraniana. Entretanto, desde 2016[3] temos recebidos sucessivos alertas de segurança sobre esse tema. Devemos levar em consideração os alertas? Receio que sim.

As evidências

Afinal, há provas que corroboram esse risco? Se há foram levadas em conta? Se foram levadas em conta, houveram prisões? Bem, como já dissemos em outras oportunidades existem milhares de provas irrefutáveis, não apenas evidências. Elencaremos a principal operação de contraterrorismo que foi divulgada pela mídia brasileira.

  1. A operação “HASHTAG[4]. Deflagrada em abril de 2016, inicialmente, deteve com base na lei antiterrorismo, 11 suspeitos de pertencerem a uma célula terrorista islâmica, supostamente ligada ao EI (Estado Islâmico).
  2. Todos os detidos já foram condenados por conspirarem contra civis em planejamento de atos terroristas durante os jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Mesmo sendo presos apenas os “peixes pequenos” na operação “Hashtag” frente aos muito mais organizados e preparados terroristas do mundo islâmico – como Hizballah, Hamas, Estado Islâmico e outros – realmente ficamos seguros? Claro que não. Como já ficou evidenciado, apenas os peixes pequenos foram detidos, presos e condenados. Estima-se que hajam outras muitas células mais bem organizadas no país. Não obstante apenas aos alertas internacionais, vale ressaltar que ainda há fortes laços de partidos de esquerda que protegem esses jihadistas em suas fileiras.

Os últimos casos de terrorismo islâmico no Sri Lanka, Alemanha, Espanha, Reino Unido e França, realmente demonstram que estamos correndo sérios riscos se a lei de imigração não for revogada. Também há a necessidade clara de mudança na Constituição, a fim de evitar o sequestro de preceitos constitucionais contra nós mesmos, impossibilitando ações contra grupos terroristas organizados, sejam nacionais ou estrangeiros, religiosos ou políticos, sob o argumento da “inconstitucionalidade” de ações de repressão a esse tipo de crime.

Facções criminosas, organizações paramilitares cristãs e grupos terroristas islâmicos: o “saco de gatos” chamado Brasil

Desde o período colonial, o Brasil sempre esteve na mão de grupos paraestatais, que transitava de organizações cristãs como o Tribunal do Santo Ofício[5] – órgão da igreja católica que agiu livremente no país para perseguir os inimigos da Cristandade (principalmente os judeus) com as bênçãos da coroa portuguesa – à organizações comerciais que possuíam exércitos e financiavam empreitadas  econômicas em todo o mundo, como a Companhia das Índias Ocidentais[6].

Vale ressaltar que não pode haver tolerância com grupos paramilitares ou terroristas, sejam de vertentes cristãs-nacionalistas ou islâmicas. Todos precisam ser rigorosamente reprimidos! Mas, há uma clara leniência das autoridades brasileiras a grupos paramilitares cristãos no Brasil. Desde os Integralistas, da Ação Integralista Brasileira[7], de orientação católica, fundado por Plínio Salgado, à novíssima Ordem Católica Apostólica Romana denominada de Arautos do Evangelho[8], fundado pelo Mons. João Scognamiglio Clá Dias, esta última, filha ideológica do movimento integralista, e que recebeu as bênçãos e reconhecimento do Papa jubilado Bento XVI.

Há ainda os grupos paramilitares de orientação marxista como MST e MTST que foram amplamente apoiados por governos de esquerda, além das conhecidas facções criminosas que operam no Brasil, sendo as principais CV (Comando Vermelho), PCC (Primeiro Comando da Capital), e “Família do Norte”.

Essas organizações, bem como o próprio Islã ferem a nossa soberania, pois, todas são de orientação político-paramilitar, sendo, portanto, ilegais segundo a nossa própria Constituição. Essa “balbúrdia” de organizações marxistas (MST e MTST), cristãs (Arautos do Evangelho) e islâmicas, além das facções criminosas precisam ser banidas em definitivo, e que o Estado brasileiro, cumpra seu papel de detentor único e legítimo do uso da força.

Lamentavelmente é clara a leniência ou incapacidade das nossas autoridades em fiscalizar e banir essas instituições, inclusive, muitas delas exercendo fortes laços com o poder, pois, estão travestidas de “legalidade” por usarem o nome de partidos políticos. Também é pública e notória o sequestro dos conceitos constitucionais de liberdade religiosa ou de associação para a propagação de suas ideologias em território nacional.

Diante de tamanho desafio, como lidar com o perigo da radicalização islâmica e a propagação de grupos jihadistas no país? Bem, via de regra não há remédio eficiente “docinho e agradável”. É preciso primeiramente haver mudanças estruturais na nossa constituição, incluindo nela a proibição explícita de qualquer organismo laico ou religioso com viés radical, inclusive, partidos políticos, organizações religiosas ou religiões, propriamente dito. Somente após essas mudanças estruturais significativas podemos lograr algum êxito nesse tema.

Não se trata de uma mudança simples ou fácil. Mas, precisa urgentemente entrar na agenda política brasileira, sob pena de, ao se omitir, criar o ambiente profícuo para a continuidade  na propagação dessas ideologias ou organizações radicais e criminosas no país. Nós, sociedade brasileira, precisamos entender que a propagação dos projetos de tais ideologias ou instituições prejudicam grandemente nossa sociedade, liberdade, salubridade e família, podendo, inclusive, nos levar a uma ruptura institucional ou de segurança e desbancarmos para um conflito interno com sérias implicações políticas, econômicas e sociais.

É urgente e necessária essas mudanças para que haja uma tranquilidade social e institucional, impedindo a disseminação de qualquer ideologia, organização ou instituição, legal ou ilegal que venha afetar negativamente a sociedade brasileira. A Carta Magna não pode servir de “escudo protetor” para a difusão de males que venham provocar insegurança, instabilidade e/ou tumultos sociais, tais quais já vemos em outros países do mundo – Ad Sumus!

 

Imagem: Agência Brasil/Fernando Frazão

[1] Internacionalista, Jornalista e Historiador, com estudos voltados ao terrorismo islâmico.

[2] Suratas 2:218; 4:97; 22:78; 25:52, dentre outras.

[3]https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2016-07-13/estado-islamico-ataques-brasil.html>.

[4]https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,denuncia-de-brasileiros-do-ei-mostra-plano-de-atentado-no-carnaval,70002311708>.

[5] https://cleofas.com.br/a-inquisicao-no-brasil-eb/>.

[6] https://www.infopedia.pt/$companhia-das-indias-ocidentais>.

[7] http://www.integralismo.org.br/?cont=795&vis=#.XMHUuehKg2w>.

[8] https://www.arautos.org/>.

[9] https://www.youtube.com/watch?v=iAxXPk61KOE&feature=youtu.be

Brasil e Venezuela, futuro sombrio para América do Sul

Por Gil Carlos Montarroyos[1]

Não é nenhuma novidade que a situação Venezuela – Brasil vem paulatinamente se deteriorando, ao ponto de chegar a total ruptura das relações diplomáticas do Brasil com o regime socialista venezuelano.  A última eleição deixou claro que a maioria absoluta dos brasileiros não mais comunga com a agenda comuno-bolivarianista, muito embora hajam atores no cenário político brasileiro alinhados com o regime venezuelano.

Em face desse distanciamento e da percepção mais clara dos males perpetrados pelas gestões petistas, muito em relação aos abusos do Partido dos Trabalhadores com o dinheiro público e com a coisa pública brasileira, alocados criminosamente em ditaduras em toda América Latina, África e também no mundo islâmico, percebe-se nesse caso, que o alinhamento comuno-bolivarianista-islâmico não é coisa de teoria da conspiração ou retórica de campanha. Vários fatos embasam essa argumentação, inclusive, o fato do segundo na cadeia de comando do grupo terrorista libanês Hizballah, Tareck El Aissami[2] ser o vice-presidente da Venezuela.

O regime venezuelano está muitíssimo atrelado ao modelo islamo-socialista implantado por Hassan Al Banna e Sayyd Qutb desde a fundação da Irmandade Muçulmana no Egito, em 1922, evocando ideias revolucionárias claramente leninistas, para implantação da ditadura do proletariado, na visão de um pan-arabismo-salafista no mundo islâmico, com pretensões expansionistas para todo mundo no intuito da construção de uma grande Ummah (islamização total da humanidade).

Vale salientar que o envolvimento das esquerdas latino-americanas com grupos terroristas islâmicos não é um fato novo. Como já elencamos, essa relação incestuosa remonta ao período de fundação da Irmandade Muçulmana, perpassando à criação da OLP (Organização para Libertação da Palestina), atual Fatah, bem como na criação do Hizballah.

Todo o imbróglio presenciado na Venezuela não está nem perto de ser resolvido. Há fatos que corroboram a presença de atores do sistema internacional como China e Rússia, membros permanentes do CSNU (Conselho de Segurança das Nações Unidas), no problema venezuelano, servindo-lhe de anteparo político junto à ONU. Não obstante a tudo isso, fica claro, pelo menos a quem possui um pouco de conhecimento geopolítico, que a Venezuela passou a ser um ponto de pressão junto aos EUA, já que, ao que tudo indica, a desestabilização da América Latina, apesar de não ser algo novo, entrou de vez na agenda sino-russa.

É aqui que entra todo o protagonismo político brasileiro. Potência regional sine quaestione, em algum momento nós teremos que agir, e não falo apenas no contexto político, mas, principalmente militar. Há movimentos evidenciando que há um prenúncio de uma possível ação militar internacional na Venezuela, apesar das constantes negativas dos  principais atores políticos regionais. O fato é que, nossa soberania terá que ser defendida em caso de agressão venezuelana, condição essa que já entrou nos cálculos dos estrategistas militares dos EUA, Colômbia e Brasil.

Outro fator de grande preocupação é a constante presença de membros do alto escalão do grupo terrorista islâmico Hizballah na Venezuela, além do vice-presidente, segundo na hierarquia da facção terrorista, bem como alguns atores que trabalham arduamente na manutenção de Nicolás Maduro no poder, como exemplo podemos citar a Rússia e o Irã.

Segundo fontes de inteligência, ocorreram várias tentativas do governo iraniano de influenciar nas últimas eleições brasileiras, fato que veio à tona após o twiter do Especialista em Segurança Nacional e Política Externa da Fox News, mencionar uma possível interferência do regime iraniano na eleição presidencial do Brasil, conforme print abaixo.

Nenhuma descrição de foto disponível.

Vale ressaltar que todas essas informações foram veiculadas por órgãos de comunicação internacionais. Desde 1992, no mínimo, conhece-se da presença de agentes da Guarda Revolucionária Iraniana atuando na América do Sul (desde o atentado à embaixada israelense em Buenos Aires).

Não obstante a todos os fatos exaustivamente noticiados sobre a atuação do Hizballah no problema venezuelano, há também fortes evidências da atuação do referido grupo terrorista com a facção criminosa paulista PCC[3]. Entretanto, como quem manda no Hizballah é o regime iraniano, entendemos que há pelo menos mais um ator estatal agindo nas sombras na Venezuela com operações secretas, tanto para salvaguardar o regime, como para ampliar sua influência no principal ator político sul-americano – o Brasil, ajudando diretamente a maior facção criminosa do país, bem como em uma atuação direta sobre partidos de esquerda como o Partido dos Trabalhadores (PT)[4], o Partido Socialismo e Solidariedade (PSOL), o Partido Comunista do Brasil (PC do B), o Partido Democrata Trabalhista (PDT) e outros.

Nicolás Maduro e o seu animus belli

Desde o início da crise venezuelana, o ditador Nicolás Maduro vem demonstrando o interesse em iniciar um conflito militar na região. Esse animus belli venezuelano, se exacerbou e muito com o início da campanha presidencial brasileira. Quando ficou evidente as reais chances do então candidato e atual presidente do Brasil, houveram várias manifestações contra o atual presidente, Jair Bolsonaro[5] e sérias provocações ao nosso vice-presidente, Gal. Hamilton Mourão[6] durante a campanha e logo após vencido o pleito.

Todo o engajamento do povo brasileiro contra o projeto de poder idealizado pelo Partido dos Trabalhadores, demonstrou que, em caso de derrota do PT e aliados nas eleições, perder-se-ia o principal aliado do regime na América Latina, o que de fato aconteceu. Com a consolidação da vitória do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, todos os pesadelos do regime se concretizaram. A mudança do paradigma marxista para o de viés liberal conservador, da nova direita brasileira, provocou um verdadeiro pânico no regime de Maduro – financiamento, apoio político, intercâmbio ideológico, tudo ruiu!

Com isso, as provocações do ditador venezuelano ficaram mais incisivas e constantes, principalmente após a aproximação do atual governo brasileiro aos EUA e o seu apoio irrestrito ao presidente interino venezuelano Juan Guaidó[7], causando ainda mais acirramento dos ânimos com o regime de Maduro. Vendo que estava cada vez mais isolado e sem apoio internacional, com exceção do apoio de Cuba, Rússia, China, Irã, Nicarágua, Bolívia e Coreia do Norte, Maduro acelerou o seu alinhamento com esses atores estatais do sistema internacional.

Esse estreitamento de relações com países ditatoriais ou semi-ditaduras, demonstrou que o regime fará o que for preciso para se manter no poder. Portanto, partindo dessa premissa, fica claro que é possível uma intervenção militar na Venezuela a curto prazo, mesmo muitos dizendo o contrário. Como já mencionamos acima, houveram vários episódios e intervenções tanto venezuelana, como de seus aliados para que o Partido dos Trabalhadores não perdesse a eleição.

Há casos de agressões por parte de militantes da esquerda ao eleitores de Jair Bolsonaro[8], quebra-quebra, fraudes[9] em urnas eletrônicas e a suspeita da atuação iraniana[10] em um plano de assassinato do então candidato à presidência Jair Bolsonaro, ou seja, confirmando que houve toda uma série de intervenções da esquerda com uma possível influência direta do regime venezuelano dentro do território brasileiro, a fim de impedir a eleição e a consequente perda de todo e qualquer apoio da potência regional – o Brasil. Com todas essas informações, fica claro que, mesmo que muitos tentem negar, principalmente com a chegada de tropas regulares russas[11] e chinesas[12] à Venezuela, isso sem contar com mercenários russos do Wagner Group[13], que estão atuando ativamente na Venezuela, bem como membros da inteligência cubana, norte-coreana, nicaraguense e boliviana oprimindo e perseguindo com mão-de-ferro os opositores do regime.

Diante dos fatos e de todas as evidências, além é claro de todo o reforço que nossas forças armadas vêm recebendo, fica demonstrado para a maioria dos especialistas que há sim uma preparação para uma possível intervenção militar na Venezuela, com o emprego de pelo menos três países, no intuito de erradicar o risco chamado “Maduro” e suas relações incestuosas com ditaduras, organizações terroristas e criminosas do mundo inteiro – ALEA JACTA EST – A SORTE ESTÁ LANÇADA!

[1] Internacionalista e historiador com estudos voltados ao terrorismo islâmico.

Imagem República de Curitiba

[2] Conferir sitio: <https://oglobo.globo.com/mundo/novo-vice-de-maduro-acusado-de-ligacoes-com-narcotrafico-terror-20734945>.

[3]Conferir links: <https://www.oantagonista.com/brasil/conexao-pcc-com-o-hezbollah/>, < https://istoe.com.br/o-hezbollah-pode-dominar-o-pcc/>.

[4] Conferir os links: <https://www.tercalivre.com.br/relacao-entre-pt-e-ira-e-antiga/>, <http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1388940-5601,00-AO+LADO+DE+AHMADINEJAD+LULA+DEFENDE+DIREITO+DO+IRA+A+PROGRAMA+NUCLEAR+PACIF.html>.

[5] Conferir link: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/12/20/venezuela-nao-vai-ter-um-bolsonaro-diz-nicolas-maduro-em-discurso.ghtml>.

[6] Conferir link: <https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2018/12/12/maduro-diz-que-brasil-quer-paz-mas-mourao-e-louco-e-ameaca-dar-licao.htm>.

[7] Conferir link: <https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/28/internacional/1551378266_935933.html>.

[8] Conferir link: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2018/noticia/2018/10/28/rio-tem-relatos-de-agressoes-e-feridos-em-domingo-de-votacao.ghtml>.

[9] Conferir link: <https://folhapolitica.jusbrasil.com.br/noticias/112550662/grupo-hacker-diz-que-urnas-eletronicas-do-brasil-sao-propositalmente-falhas-e-acusa-vulnerabilidades>.

[10] Conferir link: <https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-10-20/deputado-norte-americano-eleicoes-brasil.html>.

[11] Conferir link: <https://oglobo.globo.com/mundo/avioes-militares-russos-carregando-tropas-equipamentos-chegam-venezuela-23546894

[12] Conferir link: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/venezuela-inicia-exercicios-com-anfibios-chineses-e-misseis-russos.html

[13] Conferir link: <http://www.defesanet.com.br/russiadocs/noticia/31891/Venezuela—Mercenarios-Russos-do-Grupo-Wagner-em-acao-no-pais/

Visita de Bolsonaro a Israel e a “recompensa do crocodilo”

Por Andréa Fernandes

Chegou ao fim na quarta-feira a visita oficial[1] do presidente Jair Bolsonaro ao Estado de Israel. A viagem despertou “paixões nunca vistas” nesse país. Todos os passos do presidente foram seguidos ao “compasso de críticas dissonantes” e suas falas checadas ao “som da velocidade da luz”.

Como já era previsível, os “coristas da imprensa” anunciaram “saldo devastador” em relação à nossa política externa e pouco ganho efetivo para o Brasil. Nem mesmo o anúncio no primeiro dia da visita acerca da abertura de um escritório comercial[2] em Jerusalém – ao invés da mudança da embaixada de Tel Aviv para a capital indivisível do Estado judeu – fez sossegar os jornalistas, já que a Autoridade Palestina, demonstrou irritação convocando para consultas[3]  seu embaixador no Brasil, Ibrahim Alzeben, o qual rotulou como “inoportuna” e desnecessária” a decisão do presidente.

Contudo, segundo o jornal BBC, Bolsonaro informou que pretende até o final do seu mandato presidencial concluir a mudança da embaixada para Jerusalém[4]. Afinal de contas, não foram os palestinos que elegeram o presidente de um país de maioria cristã cansada de observar o alinhamento com ditaduras islâmicas.

O jornal ‘O Globo’ foi mais adiante no “pântano de horrores midiáticos” se socorrendo do seu saudosismo da “era Lula” pontuando que em 2010, o ex-presidente em viagem ao Oriente Médio, não apenas visitou Israel, mas também, Ramallah, Belém e Jordânia, frisando que foi articulada a participação do Brasil em uma negociação entre israelenses e palestinos para uma paz duradoura[5]. O leitor leigo nas questões políticas daquela região distante do mundo poderia até pensar nas supostas “boas intenções” e possibilidades de “êxito” do ex-presidente que hoje cumpre pena de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro[6], mas a realidade não corrobora as inferências do jornal, senão vejamos: Lula nunca teve interesse em privilegiar relações saudáveis com “países democráticos” em sua nefasta política externa e a sua proposta como “mediador” do conflito israelo-palestino foi um “fracasso retumbante”[7].

Conforme bem frisado no artigo Sete ditaduras financiadas pelo governo brasileiro nos últimos anos[8], de autoria de Felippe Hermes, a busca em ampliar o comércio com nações periféricas aproveitando-se dos seus ganhos com a alta de preços de produtos como petróleo, levou Lula a peregrinar por África e Oriente Médio como poucos presidentes do mundo, concretizando sua senda em prol do totalitarismo ao afirmar não podemos ter preconceito com países não democráticos, pronunciamento este realizado em 2009, na Cúpula das Nações Africanas. Como se vê, a relação promíscua de Lula apoiando ditaduras sanguinárias vai muito além dos contratos secretos do BNDES, que a partir de 1998 até 2014 financiou mais de 2.000 empréstimos para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior[9].

Assim, a pergunta que incomoda é a seguinte: considerando o “pragmatismo responsável” ressaltado por internacionalistas progressistas defensores da política externa adotada por Lula, quais “os ganhos” alcançados após o mesmo abraçar “ditadores carniceiros” como Muanmar Gaddafi e Bashar al-Assad em suas 5 viagens aos países muçulmanos? Se considerarmos que à época, Lula afirmava que seu objetivo era vender os produtos do Brasil para esses países totalitários islâmicos, a balança comercial desmentiu o petista, pois antes das viagens era positiva em 850% e no fim do governo o saldo diminuiu para 795%. Por outro lado, os ganhos sob as perspectivas culturais e diplomáticas dificilmente serão aferidos, uma vez que não era praxe governamental um modelo de transparência de suas ações, impedindo o acesso às informações sobre o resultado e/ou teor dos tratados firmados como no caso do suposto acordo com o Líbano no tocante ao combate ao narcotráfico[10]. Vale lembrar que o referido país abriga o grupo terrorista islâmico Hezbollah, que “coincidentemente” tem fortes vínculos com a facção criminosa PCC.

Ao contrário de Bolsonaro, Lula não recebeu críticas ferrenhas por seu alinhamento improdutivo com ditaduras árabes ovacionando déspotas de regimes condenados internacionalmente por não autorizarem eleições livres, além de promoverem repressão a minorias e violações diversas dos direitos humanos, inclusive, perseguição religiosa. De 2003 à 2011, o Brasil recebeu visitas oficiais de pelo menos 12 ditadores e alguns se reuniram com Lula no exterior, sendo certo que os protestos de ativistas de direitos humanos e da comunidade judaica não inibiram o petista ao festejar o recebimento em solo brasileiro do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, defensor da tese de negacionismo do Holocausto,  “famoso” também por suas declarações prometendo riscar Israel do mapa objetivando mais um genocídio de judeus, bem como “declamando” ódio aos homossexuais. Com isso, percebe-se que Lula era afeito às “bestas-feras”: não há dúvidas quanto a isso!

Voltando ao obscuro “entendimento acadêmico” de “pragmatismo responsável” para justificar a primazia do alinhamento com a agenda comuno-islâmica, o professor de História das Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em política externa brasileira, Williams da Silva Gonçaves, salientou que esses encontros com ditadores genocidas não seriam censuráveis porque “vêm naturalmente para um país com aspirações internacionais como o Brasil”[11], o que revela ser “natural” apoiar ações repressivas de Estados totalitários, desde que a cartilha ideológica seguida pelos mesmos seja comunista ou islâmica. “Antinatural”, na concepção dos professores-ativistas, é se alinhar ao Estado de Israel apoiando o seu direito de defender os seus nacionais em relação aos ataques terroristas de uma facção palestina que estatuiu em sua Carta constitutiva[12] o “dever” de exterminar judeus com base nos seus preceitos religiosos classificados como “pacíficos” pela grande mídia. Todavia, no meu dicionário de política externa, essa prática de ocultar atrocidades dos jihadistas tem nome: “relativismo irresponsável”!

Outro tema que incomodou a imprensa foi a manifestação do Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo confirmada por Bolsonaro de que o nazismo seria um movimento de esquerda. A ira midiática mostrou sua face totalitária contestando raivosamente a concepção do presidente, e nesse caso particular, apoiou-se no entendimento esposado pela direção progressista do Yad Vashem considerando o nazismo um regime de direita radical[13], sem aventar as muitas discussões acadêmicas que estão distantes de alcançar consenso sobre a questão. Quanto ao assunto, sugiro leitura do artigo do professor George Reisman intituladoPor que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário, e também o texto “Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou ‘terceira via?’” do historiador econômico Chris Calton.

Entrementes, o melhor termômetro  para medir a temperatura do relativismo midiático foi além do desprezo aos vários instrumentos bilaterais de cooperação celebrados com o Estado judeu[14] e a reunião com cerca de 200 empresários[15] o apoio tácito à manifestação do grupo terrorista Hamas que alcançou importante “status” de ator político relevante ao ponto do jornal ‘O Globo’ publicar matéria com título Hamas condena visita de Bolsonaro e diz que presidente viola leis internacionais. No bojo da notícia, o grupo islâmico, que tem consignado em seu estatuto de fundação o dever de promover genocídio contra os judeus, é definido como organização islâmica que controla a Faixa de Gaza. Os ataques contínuos de terroristas do grupo contra inocentes civis israelenses, utilizando, inclusive, crianças e mulheres como escudos humanos em violação às leis internacionais, não é considerado pelo jornal motivo para retratá-lo como “pária” indigno de emitir opinião sobre as decisões do representante de um país democrático que não é regido pela sharia (lei islâmica) condutora da jihad contra Israel.

Ao atribuir “lugar de fala” para um sanguinário grupo terrorista islâmico, a mídia consagra a proposição aventada pelo internacionalista Gil C. Montarroyos, quando afirma queas ideologias de esquerda e o Islã, são e estão correndo paralelos para a divisão do mundo, na implantação de uma nova ordem global a fim de se perpetuarem como ‘global players’ do sistema internacional[16]”. Desse modo, é plenamente “compreensível” a imprensa brasileira não festejar o acordo entre Brasil e Israel visando o combate ao crime organizado e terrorismo, pelo que, a partir de agosto, um representante da polícia israelense estará em São Paulo para supervisionar cooperação com a polícia brasileira no embate mútuo contra lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e outras modalidades de crime[17]. Por que a grande mídia se importaria em reconhecer como ponto positivo uma viagem ao exterior que trata do fortalecimento da agenda de segurança interna num país com “apenas” 51.589 mortes violentas no ano de 2018[18]? O que importa para o brasileiro não seria apenas “as arroubas” da balança comercial com os países árabes predadores?

A possibilidade da intelligentsia israelense ajudar a promover avanços no Brasil assusta por demais a mídia comprometida com as pautas terroristas do Hamas e da própria Autoridade Palestina, os quais estão centrados na “jihad” para a formação de um Estado islâmico comprometido com a destruição do Estado judeu. Na verdade, o risco maior que apavora a mídia e alguns outros “setores” da sociedade brasileira é a hipótese da opinião pública descobrir que o maior exportador mundial de proteína halal – que tanto teme sofrer boicote dos países árabes e Irã, prejudicando seu comércio potencial em um mercado de aproximadamente 1,8 bilhão de consumidores  pode despertar investigações sobre denúncias referentes ao financiamento do terrorismo, visto que os produtos halal exigem compra de certificação de alguma entidade islâmica e muitas delas são acusadas de dar apoio financeiro a atividade de jihadismo/terrorismo no Ocidente.

Em 2015, o jornal Daily Telegraph noticiou que uma das maiores entidades certificadoras, a “Halal Certification Authority”, enviava grandes quantias para a organização humanitária islâmica global “Human Appeal InternationalI”, listada pela CIA e FBI[19] como um canal para fundos terroristas  há 19 anos, que aliás, foi banida por Israel há quase 11 anos[20]. Logo, a cooperação israelense na área de segurança pode, num futuro próximo, tornar “indigesta” a narrativa carnívora” da imprensa focando a exportação de proteína halal como um “negócio bilionário das Arábias[21]” esquecendo que o brasileiro não deseja “roer o osso” do financiamento do terrorismo no contexto de ameaça global que em algum momento há de reverberar em âmbito local.

O ardil instintivo de entidades e países muçulmanos que financiam o terrorismo global é muito bem representado no provérbio árabe que diz vou recompensá-lo com a recompensa do crocodilo, o qual foi explicado pelo autor do século VIII d.C, Aljahiz, que relata:

Ouça o que conta a respeito do crocodilo: os fiapos da carne que ele come se juntam nos vãos de seus dentes, que se enchem de vermes. Como isso lhe faz mal, o crocodilo se dirige até a margem, joga o corpo para trás e abre a boca como se estivesse morto. Presumindo que ele esteja de fato morto, as aves posam em sua boca e comem os vermes. Assim que percebe que sua boca está limpa de vermes, ele a fecha e engole as aves[22].

Enquanto o presidente e seus filhos são apresentados como a “matilha pitbull” da América Latina, a “recompensa do crocodilo” aguarda as imprudentes “aves brasileiras” cujas asas são guiadas em “voos mortais” pela imprensa submetida à sharia (lei islâmica). Portanto, inobstante o custo político a ser encarado por Bolsonaro para enfrentar a “alcateia global”, a sempre necessária “cautela” aconselha: “bocarra escancarada” com supostas “facilidades lucrativas” é convite ao terror.

 

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem BBC

[1] http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/videos/v/presidente-jair-bolsonaro-faz-viagem-a-israel/7500334/

[2] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/04/02/unico-escritorio-comercial-do-brasil-semelhante-ao-de-jerusalem-fica-em-taiwan-diz-itamaraty.ghtml

[3] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/03/31/palestina-condena-abertura-de-escritorio-brasileiro-em-jerusalem-e-chama-de-volta-embaixador.ghtml

[4] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[5] https://oglobo.globo.com/mundo/contra-abertura-de-escritorio-do-brasil-em-jerusalem-palestina-chama-de-volta-embaixador-23564228

[6] http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2019-02/lula-e-condenado-12-anos-de-prisao-em-processo-sobre-sitio

[7] https://www.academia.edu/3607294/Emerging_Powers_and_the_Israeli-Palestinian_Conflict_The_Case_of_Brazil_and_Venezuela

[8] https://spotniks.com/7-ditaduras-financiadas-pelo-governo-brasileiro-nos-ultimos-anos/

[9] https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1985

[10] https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/11/11/lula-abracou-ditadores-mas-comercio-com-arabes-ainda-e-infimo/

[11] https://noticias.uol.com.br/politica/2009/11/24/ult5773u3040.jhtm

[12] https://www.chamada.com.br/mensagens/estatuto_hamas.html

[13] https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/02/internacional/1554216611_825972.html

[14] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[15] https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/04/02/bolsonaro-se-reune-com-empresarios-no-ultimo-dia-de-viagem-a-israel.ghtml

[16] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2019/04/01/marxismo-e-isla-de-maos-dadas-com-o-terror/

[17] https://www.jpost.com/Breaking-News/Israel-Brazil-sign-agreement-to-fight-terror-organized-crime-together-585362

[18] https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2019/02/27/numero-de-mortes-violentas-cai-mais-de-10-no-brasil-em-2018.ghtml

[19] https://clarionproject.org/uk-taxpayers-funding-charities-linked-terrorist-groups/

[20] https://www.dailytelegraph.com.au/blogs/piers-akerman/why-halal-food-process-is-leaving-such-a-bad-taste/news-story/ba8b0de8614887f503d024dda40563ff

[21] https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2019/03/aproximacao-entre-bolsonaro-e-israel-pode-afetar-o-mercado-bilionario-de-carne-halal-no-brasil.html

[22]https://books.google.com.br/books?id=fogcCAD46hEC&pg=PT497&lpg=PT497&dq=prov%C3%A9rbio+%C3%A1rabe+%27Vou+recompens%C3%A1-lo+com+a+recompensa+do+crocodilo%27&source=bl&ots=hF-3NFB4p3&sig=ACfU3U1JyNa76qUUI4VtOKoGMvvQNvO9Yg&hl=pt-BR&sa=X&ved=2ahUKEwja8eqw77XhAhVSILkGHeq8ByEQ6AEwBnoECAgQAQ#v=onepage&q=prov%C3%A9rbio%20%C3%A1rabe%20’Vou%20recompens%C3%A1-lo%20com%20a%20recompensa%20do%20crocodilo’&f=false

Marxismo e Islã: de mãos dadas com o terror

Por Gil Carlos Montarroyos[1]

Desde antes de toda essa propaganda acerca do terror islâmico, “pensadores” de esquerda sempre flertaram com o terrorismo e, por conseguinte, com o terrorismo islâmico e suas pautas nefastas. É sabido por todos que a esquerda é antissemita por excelência. Todos os seus expoentes são antissemitas e pregam a destruição do Estado de Israel em detrimento aos anseios árabes-islâmicos para a terra de Israel.

Para se ter uma compreensão geral, basta ver os diversos manifestos em prol da causa árabe-palestina dos partidos de esquerda brasileiros. Deputados do PT (Partido dos Trabalhadores), já fizeram até ato pró “palestina” em pleno congresso brasileiro e  em uma sessão solene do plenário da Câmara dos Deputados o Presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Lutas pela Paz (Cebrapaz), defendeu abertamente a “intifada” (ações violentas) contra Israel, vociferando que teria respaldo no “Direito Internacional”, oportunidade em que o embaixador iraniano furiosamente chamou o país de “nódulo cancerígeno no Oriente Médio” e ainda acusou o Estado judeu de “tentar deformar a identidade cultural” da região.Engana-se quem pensa ser apenas uma ala radical dos partidos de esquerda com essa agenda. Todos os partidos ou organizações de esquerda aplicam esse tema às suas agendas ideológicas.

O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), por diversas vezes reitera seu apoio à causa islâmica, indiferente de qual seja a temática ou ação. Não obstante a todo esse engajamento à agenda islâmica, todo o processo de aproximação dos países muçulmanos feitos durante o regime petista evoca um alinhamento não apenas conceitual a agenda islâmica.

A esquerda, com seus expoentes, pregam abertamente a destruição de Israel, bem como a expansão do Islã pelo mundo, inclusive, tentaram aprovar projetos de lei no congresso a fim de implantar o ensino islâmico como disciplina para os alunos brasileiros, projeto proposto pelo deputado Miguel Corrêa (PT-MG). É alarmante as constantes tentativas de aprovação de projetos de lei com esse viés.

O Ex-deputado Federal pelo PSOL do Rio de Janeiro Jean Willys também militou nesse sentido. Vale salientar a incoerência em relação ao apoio do ex-deputado a islamização já que o mesmo é homossexual assumido, prática combatida pelo Islã em todos os sentidos, punindo os homossexuais com a morte, demonstrando que Islã e a ideologia de esquerda andam juntos, mesmo pondo em risco a vida da população LGBT, que a esquerda diz tanto defender. Ou seja, pelo que parece, o lobby islâmico dita a regra aos “pensadores da esquerda”, doa a quem doer.

A Esquerda e Atos de Terrorismo

Desde a década de 60 do século XX, a esquerda participa ativamente de ações terroristas, principalmente contra alvos judaicos ou israelenses. Sem mais delongas, vamos aos fatos.

Em 1972, na Olimpíada de Munique, na Alemanha, o mundo presenciou uma das primeiras interações de movimentos de esquerda e o terror islâmico. Treze judeus israelenses foram brutalmente assassinados pelo grupo terrorista palestino “Setembro Negro” em plena Olimpíada de Munique.  Outra ligação entre terroristas de esquerda e terroristas islâmicos ocorreu com o sequestro do avião da Air France que fora enviado para Entebbe, em Uganda, em 1976, sempre contra alvos judaico-israelenses, demonstrando assim que tanto o pensamento da esquerda, como o Islã, ambos nutrem profundo ódio ao Ocidente e arraigado antissemitismo.

Entretanto, o que poucos ou quase ninguém fala é o envolvimento de grupos revolucionários de esquerda na preparação e na logística destes terríveis atentados, isso em se tratando apenas desses dois exemplos.

Segundo dados de inteligência disponíveis no Global Terrorism Database, existem ou existiram 2884 grupos terroristas catalogados, dos quais, sem sombra de dúvidas, 99% são de ideologia islâmico-marxista. Aliás, as ações desses grupos terroristas islâmico-marxistas são consideradas “legítimas diante da opressão imperialista” , vide como exemplo simples o link do Partido da Causa Operária (PCO) <https://www.causaoperaria.org.br/acervo/blog/2017/08/20/terrorismo-e-uma-reacao-primitiva-e-legitima-diante-da-opressao-imperialista/#.XKJIxJhKg2w>, para uma simples constatação. Ou seja, para a esquerda, os atos terroristas perpetrados como o ataque à delegação israelense na Olimpíada de Munique, ou a tentativa de promulgação de leis para islamização do Brasil, como o projeto de Lei do deputado federal do PT acima descrito, são “justos e necessários”, bem como todo qualquer outro atentado que se concretize.

Para a esquerda, qualquer ato terrorista se faz necessário para a interrupção de uma suposta opressão imperialista, seja dos EUA ou de Israel. O principal paradoxo é que, movimentos de esquerda ligados à esse pensamento fazem parte daquilo que é opróbrio no mundo islâmico e contra a sharia (movimentos feministas e LGBT, por exemplo). Na prática, é o que no decálogo de Lênin ele definiu como “idiotas úteis” e na sharia (interpretação literal da lei islâmica) é chamada de taqiyyah (a permissão islâmica para enganar o infiel para a propagação do islã como causa maior).

Em suma, há uma convergência de interesses, tanto do pensamento de esquerda como na teologia islâmica. É a convergência do caos e da barbárie para expansão de suas ideologias. Não obstante a todo esse imbróglio de conceitos, é necessário ressaltar que há evidências de que essa parceria flui desde pelo menos a II Guerra Mundial, tanto com a Alemanha de Hitler, como com União Soviética de Stalin. E essa interação rendeu muitos frutos. No caso soviético, houve a participação direta da extinta agência secreta KGB em praticamente todos os atentados islâmicos ao Ocidente desde a II Guerra Mundial, bem como a exércitos regulares, como nas guerras dos Seis Dias e Yom Kipur contra Israel, e até hoje.

No caso de Hitler, convém trazer à lembrança a “aliança  genocida” firmada com o líder palestino Haj Amin Al-Husseini e a esclarecedora declaração do chefe das tropas nazistas SS Heinrich Himmler ao chefe de propaganda Josef Goebbels:

Eu não tenho nada contra o Islã porque ele educa os homens desta divisão para mim e promete o céu se eles lutarem e forem mortos em ação. Uma religião muito prática e atraente para os soldados.”

Dentro da dialética das ideologias acima descritas, “os meios justificam os fins”, independente dos custos, sejam eles sociais, econômicos e humanos. Essas ideologias totalitárias, agem de forma a deturpar o equilíbrio democrático, já que, para ambas, os conceitos de democracia, são “obsoletos e pecaminosos”, usando-os apenas como ferramenta retórica para dissuasão das críticas de seus opositores. A bem da verdade, as ideologias de esquerda e o Islã, são e estão correndo paralelos para a divisão do mundo, na implantação de uma “nova ordem global” a fim de se perpetuarem como “global players” do sistema internacional.

Os alvos principais para alcançar êxito, é o processo de islamização por povoamento físico¹ dos países  que antes se opunham a essas ideologias, sempre trazendo à baila, as ideias marxistas de conflito social, luta de classes, e opressão imperialista do Ocidente à classe operária e ao muçulmano, tanto na periferia do sistema internacional, como nos países desenvolvidos, como vemos na Alemanha, França, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, dentre outros.

[1] Internacionalista e historiador, com estudos voltados ao terrorismo islâmico.

Imagem Direita Política

Carta Aberta ao Sionismo Politicamente Correto

Por Andréa Fernandes
Sei que surpreenderei os leitores do Blog Ecoando a Voz dos Mártires por estarem acostumados aos meus textos longos, mas, dessa vez, utilizarei o nível máximo de precisão para relatar o que penso sobre parte do ativismo sionista aplaudido por muitos judeus e cristãos conservadores nas redes.
Como é de sabença geral, sou “sionista até o tutano” e tenho me esmerado dentro das minhas limitações para defender o Estado de Israel e o povo que tanto amo. PORÉM, confesso que não consegui ultrapassar a leitura do primeiro parágrafo de um extenso texto publicado em crítica à nova novela da Globo, tendo por título “Carta aberta a Duca Rachid, coautora da próxima novela das seis da Rede Globo, “Órfãos da Terra”.
O motivo é simples… o referido ativista escreveu; Confesso que o começo e o meio da sua entrevista, entendo profundamente as suas palavras sobre ondas migratórias e xenofobia ao redor do mundo.
Ou seja, parei de ler quando houve afirmação do autor da Carta no sentido de manifestar que compreende a questão da insatisfação da autora com a “xenofobia ao redor do mundo”, repetindo o discurso falacioso e deplorável dos progressistas que também odeiam Israel inserindo os críticos à invasão orquestrada pela ONU ao Ocidente na categoria abjeta de “xenofobia”, mostrando, aliás, o já costumeiro e repugnante viés politicamente correto! 
Penso o seguinte: a novela nojosa da Globo é tão detestável quanto a prática de rotular aqueles que discordam da imigração em massa para o Ocidente de “xenófobos”. Parte do mundo judaico ainda não “aprendeu” que adular as pautas da esquerda não ajuda em nada Israel!!!!
Hasbará eficiente não combina com apoio sutil à “injustiça difamatória” promovida pela Globo em relação àqueles que lutam dignamente pelo ideal de uma civilização ocidental livre do caos promovido pela implantação da mesma “sharia” que “legitima” o ataque da novela da aldeia global contra o Estado judeu… Se o problema é falta de conhecimento acerca dos resultados danosos da imigração em massa à Europa, vale o acompanhamento de think tanks, tais como o Gatestone, que mostram dados  ocultados pela Globo e ativistas politicamente corretos.
Creio que os equívocos de parte da comunidade judaica se justificam pelo fato de, mesmo tendo boa vontade, faltam-lhes tempo disponível para acompanhar informações sobre os tristes acontecimentos em solo europeu em virtude da subserviência irresponsável de autoridades diversas à política imigratória da ONU.
Volto a repetir: o brasileiro precisa saber se posicionar em relação às questões importantes para evitar que a esquerda continue dominando os “debates inexistentes” por falta de lideranças de direita para defender satisfatoriamente nossas pautas! Viralizar concepções globalistas é um sério problema…
Sionismo não se faz com “meias verdades”. Verdades históricas precisam ser ditas, saiam de cima do muro!
Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.
Imagem Globo

Brincando com fogo: jihadismo no Brasil

Por Gil Carlos Montarroyos[1]

O Brasil é um excelente país com todos. Diversos povos e etnias vieram para o Brasil desde o período colonial até hoje. Judeus europeus, portugueses, espanhóis, italianos, russos, ucranianos, alemães, ciganos, árabes, japoneses, chineses, coreanos, etc. Nosso povo é receptivo, alegre e via de regra, trata muito bem os imigrantes. Por muito tempo esses imigrantes eram muito bem-vindos e quase não haviam problemas com imigrantes. Todavia, esse cenário mudou drasticamente no final da década de 60, vindo a se deteriorar com maior velocidade no final dos anos 80 e início da década de 90 do século XX.

Em meados da década de 90, surgiram os primeiros relados da presença de terroristas islâmicos no sul do país, mais especificamente, na tríplice fronteira. Mas, quais foram os motivos pelos quais presenciamos o início desse fenômeno? Segundo alguns eruditos na temática, o conflito árabe-israelense.

Mas, o que o Brasil tem a ver com o conflito árabe-israelense? Na prática nada! Todavia, no período que antecedeu o atentado a Embaixada de Israel na Argentina 1, em 17 de março de 1992 e dois anos depois, o atentado na AMIA ( Associação Mutual Israelita Argentina), precisamente em 18 de julho 1994, houve intensa movimentação de grupos terroristas conhecidos, mais precisamente o Hizballah (Grupo terrorista libanês auto intitulado de Partido de Deus) na região da tríplice fronteira. Vale salientar que, até então nunca tínhamos casos concretos de terroristas islâmicos no Brasil.

Entretanto, no documento “Homeland Security Digital Library”, as agências de inteligência estadunidenses apontaram a presença de terroristas do Hamas, Hizballah e Al Qaida na tríplice fronteira, desde meados da década de 80, informação disponível para consulta no link: <https://www.hsdl.org/?view&did=1012>, pp. 48-50.

Há uma forte presença árabe-libanesa em todo o sul do Brasil, mais precisamente na região da tríplice fronteira. Por isso, há relatos de inteligência que afirmam a presença de terroristas islâmicos ligados ao Hizballah, Hamas e Al Qaeda nessa região. Segundo dados do GTD – Global Terrorism Database 2, o atentado da AMIA, foi planejado e executado pelo grupo terrorista libanês Hizballah.

Desde então, o aumento das atividades jihadistas apenas cresceu no Brasil, principalmente nas universidades públicas brasileiras, sempre apoiados por partidos políticos de inclinação marxista, camufladas como apoio à causa palestina. Podemos citar como exemplo fático o total apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) com essa agenda, conferir link https://www.pt.org.br/deputados-fazem-ato-em-defesa-da-palestina/, Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), conferir link http://psol50.org.br/2018/02/06/em-nota-psol-reafirma-apoio-a-luta-do-povo-palestino/; Partido Comunista do Brasil (PC do B), conferir link https://pcdob.org.br/documentos/mocao-ao-povo-palestino/ , Partido Democrático Trabalhista (PDT), conferir link http://www.pdt.org.br/index.php/crimes-de-israel-2/, dentre outros.

O 11 de Setembro, e e Jihad na Construção do Califado Global

Em 11 de setembro de 2001, o mundo presenciou o até então maior ataque  jihadista ao Ocidente: o símbolo da força e poder estadunidense foi derrubado após uma série de ataques aos prédios do World Trade Centre e Pentágono, nos EUA. Esse evento cataclísmico, frente a maior potência militar e econômica do planeta, desencadeou uma série de ações de combate ao jihadismo em todo o planeta, certamente o Brasil não ficou de fora.

Porém, cerca de duas semanas antes dos atentados aos EUA, autoridades brasileiras foram alertadas por fontes de inteligência acerca da intensa presença jihadistas na cidade de Cascavel, no Paraná, inclusive, com informações de campo, contendo sólidas informações da presença de uma célula terrorista na cidade de Cascavel, que inclusive, os mesmos haviam adquirido passaportes brasileiros no intuito de irem para América do Norte, usando como porta de entrada, coyotes mexicanos, afim de permanecerem ilegais nos EUA, e fora dos radares da inteligência Norte Americana.

Entretanto, ao invés de as autoridades brasileiras investigarem de forma profissional as informações repassadas, as mesmas negligenciaram a informação, até quando o evento aconteceu. Somente após os eventos do 11 de setembro, o governo brasileiro passou a encarar o problema com responsabilidade, conforme o relatório do governo estadunidense “Homeland Security Digital Library”, pp. 49, disponível para consulta no link <https://www.hsdl.org/?view&did=1012>.

Todas as agências de inteligência globais afirmam categoricamente sobre forte presença de jihadistas no Brasil. Infelizmente não apenas na tríplice fronteira, pois o problema já se espalhou por todo o país.

A “Primavera Árabe”

Em 2010, o Oriente Médio e o norte da África foram sacudidos por uma série de revoltas populares que ainda trazem consequências para a região. Habitantes de países como Tunísia, Líbia, Egito e Síria foram às ruas para protestar contra governos repressivos e reivindicar melhores condições de vida. O movimento ganhou o nome de Primavera Árabe. Desde o início da denominada “Primavera Árabe”, vários regimes ditatoriais da África do Norte e Oriente Médio capitularam, gerando uma onda de revoltas e guerras civis, produzindo uma massa de refugiados sem precedentes desde a II Guerra Mundial.

Todo esse fluxo migratório trouxe consigo uma série de problemas em relação aos refugiados e para onde os mesmos migraram. Ondas de estupros, assassinatos de mulheres, sequestros, e pedofilia espalharam-se por esses países, tais como Alemanha, Suécia, Finlândia, Noruega, França, Grécia, Chipre, Espanha, etc. O Brasil não ficou imune a essa onda de refugiados. Muitos foram trazidos por ONGS internacionais, pelo Comitê de Refugiados da ONU e também pelo governo brasileiro, que à época era presidido pela ex-presidente Dilma Roussef 3. Praticamente todos os refugiados islâmicos foram alocados em cidades do interior brasileiro, causando em alguns casos, estranheza nos residentes locais.

Jihadismo nas Periferias do Brasil

Desde a invasão aliada ao Iraque, após o 11 de setembro, houve uma dispersão islâmica por todo o mundo, e não foi diferente para o Brasil.  Houve um boom da população islâmica no Brasil. Desde 2001, os números só aumentam. No Brasil, ainda que os muçulmanos sejam por enquanto uma minoria, são merecedores de maior atenção, pois fazem parte do grupo religioso que mais cresceu nas periferias, ou seja, em função dos fluxos migratórios, pelo maior contato com a religião através dos meios eletrônicos (mídias e Internet) e muitos casos pela conversão.

É sabido que há um processo de islamização das periferias do Brasil, e que esse “fenômeno” é percebido com atenção e preocupação pelas autoridades brasileiras. As regiões que mais vêm sentido esse aumento são as regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Madrassas estão se multiplicando em ritmo acelerado nas periferias, tanto das grandes cidades, como em cidades majoritariamente cristãs no nordeste brasileiro.

Cidades sem qualquer histórico da presença de muçulmanos estão no mapa do Islã no Brasil, com Centros Islâmicos, Madrassas e em alguns lugares, até mesquitas. Para conferência, favor acessar o link: < http://arresala.org.br/institutos-islamicos#1514844286775-355d7475-fee4>.

Com o advento da Copa do Mundo do Brasil, começaram a haver casos de planejamento de atos terroristas nos estádios da Copa em todo o país. Células terroristas islâmicas ligados ao ISIS ou DAESH[2], em diversos estados do Brasil, começaram a se mobilizar para praticarem algum ato da jihad (Guerra Santa praticada contra muçulmanos apóstatas e não-muçulmanos, com o intuito de implantar o Califado Global) em solo brasileiro.

Diversas prisões foram feitas de terroristas ligados a esse grupo terrorista de orientação salafista no Brasil. Neste meio tempo, foi aprovada a lei Nº 13.260, de 16 de março de 2016, denominada de “Lei antiterrorismo” pelo legislativo brasileiro, com o intuito de criar um regimento legal para calcar as forças de seguranças brasileiras de condições jurídica a fim de coibir e reprimir casos de terrorismo no país. Foi com base nessa lei que os diversos indivíduos presos foram condenados.

Apesar do avanço com a promulgação da débil Lei Antiterror, nosso país ainda continua vulnerável a atentados terrorista, face a ineficiência das nossas forças de segurança, pouco investimento em inteligência, ingerência de ONGS internacionais nas prisões desses terroristas, bem como, o lobby islâmico contra a lei antiterror, via de regra com o apoio incondicional dos partidos de orientação marxista no país. A bem da verdade, o risco ainda é muito alto, pois, mesmo com a lei já promulgada, houveram dois grandes atentados terroristas com forte influência islâmica em ambos. O Brasil está brincando com fogo!

Imagem Irã News

[1] Internacionalista e Historiador com estudos focados em terrorismo islâmico.

[2] O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), é uma organização jihadista islamita de orientação salafita e Uaabista que opera majoritariamente no Oriente Médio. Também é conhecido pelos acrônimos na língua inglesa ISIS ou ISIL. O nome em árabe, ad-Dawlat al-Islāmiyah fī al-ʿIrāq wa sh-Shām, leva ao acrônimo Da’ish, ou Daesh.

Violência, massacres e atentados: influência do terror islâmico?

Por Gil Carlos Montarroyos[1]

Muito temos nos perguntado se houve alguma influência do atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. O modus operandi, não deixa dúvidas – o atentado sofreu direta ou indiretamente essa influência. Segundo o Global Terrorism Database[2] já ocorreram mais de 180.000 atentados terroristas, mais de 88.000 bombardeios, 19.000 assassinatos e 11.000 sequestros desde 1970 diretamente ligados à prática do terrorismo no mundo até 2017.

Dentro desses dados e levando em consideração o recrudescimento do Islã radical, mais comumente denominado de jihadismo islâmico (Jihad, definição islâmica para qualquer ação violenta contra muçulmanos apóstatas e não-muçulmanos), e suas ações violentas, tanto contra outros muçulmanos, como por exemplo, atentados sunitas contra populações xiitas em diversos países (Paquistão, Iraque, Iêmen, Sudão, Omã, etc…), bem como a ocidentais, civis e militares em todo o mundo.

Não obstante a todo o caos no mundo islâmico na periferia do sistema internacional, temos visto a extrapolação de atos de terrorismo, muito deles não diretamente ligados ao terror islâmico, mas, que sofreram algum tipo de influência deste, face, a ampla divulgação na mídia internacional das diversas ações dos diversos grupos terroristas islâmicos em todo o mundo: Hamas, contra civis e militares israelenses, Hizballah, idem, Al Qaeda, contra civis e militares, tanto no Oriente Médio, como no Ocidente, ISIS ou DAESH, mais conhecido Estado Islâmico, com atos de extrema violência praticados majoritariamente contra civis, amplamente divulgados em toda mídia internacional.

Toda essa propaganda gratuita feita diuturnamente pela grande mídia, possui alguma influência no atentado à escola de Suzano? A resposta é sim. Segundo a Autora de “Mentes Depressivas – As Três Dimensões da Doença do Século” (editora Globo), a psiquiatra Ana Beatriz Silva menciona a onda de suicídios atribuída ao lançamento do livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, obra de Goethe, de 1774, em que o protagonista se mata após um amor não correspondido. Como reação, o livro foi recolhido e proibiu-se a discussão sobre o suicídio por acreditar que seria algo que incitasse a prática.

Segundo a especialista, quando há um caso noticiado, gatilhos mentais, associados a problemas emocionais e psicológicos, estimulam os potenciais suicidas a executarem o suicídio. “Uma cena de suicídio pode causar muitos impactos na vida de um jovem por meio do gatilho, especialmente quando esses jovens estão fragilizados, angustiados e perdidos nas questões cotidianas, sem apoio e orientação, desconectados com a vida“, afirma a escritora.

Essa análise também deve ser aplicada aos casos de terrorismo em geral. Em todo o mundo, o fenômeno do terrorismo é amplamente discutido, mas, as autoridades ainda não fazem ideia de como prevenir atos de terror. Nos casos de terrorismo, via de regra há uma pauta político-religiosa por trás do ato, que, usado como ferramenta de pressão política ou como prática de guerra assimétrica, trazem à baila uma pauta política e muitas vezes religiosa.

Iniciado em 1922, quando há o primeiro ato de terrorismo religioso registrado de fato, contra a comunidade judaica do então Mandato Britânico para Palestina,  após a criação da organização religiosa islâmica egípcia Irmandade Muçulmana, fundada por Sayyd Qutb e Hassan Al Banna, uma onda de religiosidade e doses cavalares de radicalismo passou a se observar no Egito e rapidamente se espalhou por toda a região, culminando com o denominado Pógrom de Jerusalém, se iniciando ali a modalidade de terror islâmico como a conhecemos nos dias atuais.

Terror em Realengo: o primeiro caso?

Em 07 de abril de 2011, no bairro de Realengo, no município do Rio de Janeiro, aconteceu o primeiro caso de terrorismo doméstico, onde aparecem indícios de radicalização islâmica no caso. O terrorista Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, que invadiu na manhã do dia 07 de abril de 2011 a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, atirando nos alunos, vindo a matar 10 meninas e 1 menino, deixando 13 estudantes feridos, foi o primeiro caso onde há fortes indícios de uma possível radicalização do assassino.

Em carta encontrada no local do atentado, o terrorista deixa claro a influência religiosa no texto (Foto abaixo). Vale ressaltar que não foi encontrado vínculos reais do terrorista com grupos radicais islâmicos, sem, contudo, inviabilizar a percepção de que houve a influência do terror islâmico no processo de autorradicalização, já que o mesmo menciona na carta trechos do hadith[3].

Não é incomum casos de autorradicalização. Muito pelo contrário, há evidências desse processo de identificação terrorista em todo mundo, o que fortalece a tese de que a ampla cobertura da mídia nesses casos, influenciam potenciais terroristas a se autorradicalizarem e a perpetrarem atos de terrorismo, tanto de cunho religioso, como o caso de Realengo, como nos demais casos, como o atentado de Columbine, Suzano, Nice, Madri, Paris, Londres, etc…

Toda essa exposição sobre o tema, segundo o raciocínio da Dra. Ana Beatriz Silva, autora de Mentes Depressivas, há um processo de empatia com o agressor. Vale salientar que nesses casos, o processo de empatia é lento e progressivo, e em muitas vezes, com forte presença de psicopatia preexistente nos acusados.

Política de segurança ou de saúde pública?

Com o desenrolar dos casos acima citados uma luz de alerta se acendeu no nosso país, com a prisão de diversos possíveis terroristas que já estavam em pleno processo de preparação de atentados em outros estados do Brasil. Em Pernambuco https://www.op9.com.br/pe/noticias/presos-dois-suspeitos-de-integrar-bonde-dos-terroristas-em-jaboatao/, Rio de Janeiro e Goiás, conferir o link: http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/brasil/2019/03/19/NWS,99312,70,450,NOTICIAS,2190-POLICIA-APREENDE-DOIS-JOVENS-COM-PLANOS-PARA-ATACAR-ESCOLAS-BRASIL.aspx, em Campina Grande, na Paraíba, conferir o link: https://www.portalt5.com.br/noticias/policia/2019/3/199060-aluno-esfaqueia-colega-dentro-de-escola-em-campina-grande.

Vale salientar que apesar da lei antiterror ter sido aprovada, a mesma é incipiente e pouco clara, tanto para identificação e enquadramento legal em casos de terrorismo, bem como falha em dar um subsídio legal para as forças de segurança pautarem suas ações.

Principais vetores de propagação do terrorismo no Brasil

Não há nenhuma dúvida em relação ao principal vetor de propagação do terrorismo no mundo: o Islã radical, mais conhecido como jihadismo islâmico. Mas, para nossa preocupação, não são os únicos. Esse fenômeno, apesar de não ser recente, foi negligenciado pelas autoridades brasileiras, muitos pelo envolvimento dos antigos governos com a agenda globalista.

O avanço do Islã no Brasil, muito pela falta de uma regulação da propagação de ideologias radicais, se transforma em principal vetor de propagação de atos de terrorismo, tanto no Brasil, como no mundo.

Novas evidências surgem a todo o momento acerca da presença de células jihadistas em território brasileiro. Para isso faremos uma recapitulação de algumas notícias já veiculadas pela grande mídia nos links abaixo:

  1. https://g1.globo.com/go/goias/noticia/mpf-go-denuncia-11-brasileiros-por-promover-estado-islamico-e-tentar-recrutar-pessoas-para-atentados-terroristas.ghtml;
  2. https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/05/17/A-atua%C3%A7%C3%A3o-do-Estado-Isl%C3%A2mico-no-Brasil-segundo-estas-opera%C3%A7%C3%B5es;
  3. https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2017-10-12/estado-islamico-minas.html;
  4. https://politica.estadao.com.br/blogs/neumanne/estado-islamico-no-brasil/;
  5. https://super.abril.com.br/historia/explosao-islamica/;
  6. https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/05/justica-acata-denuncia-contra-9-brasileiros-por-ligacao-com-estado-islamico.shtml.

Além dessas notícias amplamente veiculadas, há a presença de grupos jihadistas em universidades brasileiras, como as presenciadas em ato pró-Irã na UFPE, https://sintrajufpe.org.br/sintrajuf/artigos/3/, em Recife, PE: https://esquerdaonline.com.br/2018/05/21/recife-tera-ato-pelo-fim-das-agressoes-sionistas-de-israel-contra-povo-palestino/; todos os atos sob o pretexto de apoio a causa palestina.

Atos pró-Palestina na Paulista, com a presença de terroristas conhecidos, também foram vistos em eventos da Paulista. Aliás, 2018 foi um ano muito problemático no que tange o tema terrorismo islâmico no Brasil.

Os fortes laços dos partidos de esquerda com grupos terroristas islâmicos como Hizballah, Fatah, Irmandade Muçulmana, dentre outros, demonstram que há uma alinhamento político-ideológico de partidos e organizações não governamentais brasileiras, bem como organizações criminosas, como por exemplo, o caso da facção criminosa paulista autodenominada Primeiro Comando da Capital – PCC, com o grupo terrorista Libanês Hizballah, para entender o problema conferir o link https://istoe.com.br/o-hezbollah-pode-dominar-o-pcc/.

Enfim, o tema ainda está longe de uma resolução pacífica. Fica clara a total inexperiência do poder público brasileiro no controle e prevenção desses atos terroristas, bem como a clara falta de vontade política de parte da classe política brasileira na resolução do problema, causando uma instabilidade jurídico-coercitiva para amparar os agentes de segurança nas ações preventivas e corretivas de potenciais ações terroristas no país.

Imagem Tribuna do Norte

[1] Internacionalista, historiador e analista internacional, com estudos focados no terrorismo islâmico.

[2] Sitio Start Institute, Maryland University: https://www.start.umd.edu/gtd/about/, acessado em 27/03/2019, 12:26.

[3] Conferir sítio: <http://islamsul.com.br/categories-1-layout/item/229-purificacao-islam>.

Será que o “progressismo voraz” da ONU vai engolir o “Brasil conservador”?

Por Andréa Fernandes

Todo ativista é – ou deveria ser – uma incansável “máquina pensante”, pois a reflexão contínua se torna indispensável para cativar a opinião pública objetivando elevar ou mesmo manter suas pautas em discussão. O trabalho não é nada fácil num país onde o desvirtuamento do conceito de “direitos humanos” esvaziou seu grau de importância, já que na atualidade, o tema só interessa, na maioria das vezes, aos grupos militantes de esquerda que receberam vultosas quantias dos governos petistas para dar prosseguimento ao processo de “alienação cultural”, que preconiza a ideia de que no Brasil em que a violência mata mais do que guerras pelo mundo afora, apenas alguns grupos específicos devem ser “protegidos” com leis especiais endurecendo as penas.

Há um “temor velado” em relação à defesa das pautas conservadoras?

A situação se tornou tão complicada que, em certas situações, perdeu-se  o parâmetro entre os próprios conservadores do que representa um efetivo “governo conservador” ao ponto da ministra Damares Alves sucumbir diante do poder atrativo da ONU fazendo “propaganda inconsciente” da “entidade maligna” que apoia a perseguição contra cristãos e demoniza o Estado de Israel. Estranhamente, quando Damares levantou defesa da pauta LGBT em discurso na ONU e ainda se declarou “ativista dos direitos da comunidade LGBT” no Senado, movimento este que teve primazia na recepção de pautas durante o governo de transição, imaginei que os conservadores utilizariam as redes para protestos educados e respeitosos exigindo mudança de posicionamento da ministra. Entrementes, o silêncio foi quase unânime!

Apesar da impossibilidade de explicar-se racionalmente a mudança drástica de alguns posicionamentos da ministra, penso, que em parte, se dão por temor à reação hidrófoba da extrema-imprensa e partidários da esquerda que – principalmente nas primeiras semanas de governo – promoveram ataques grotescos e covardes, não respeitando nem mesmo a dor suportada heroicamente pela ministra em sua infância roubada por “monstros estupradores”. Com isso, acredito que assustada, Damares arrefeceu em seus valores… tanto é que, em entrevista à GloboNews, inacreditavelmente elogiou de forma entusiasmada uma funcionária PETISTA exonerada. Nem mesmo o presidente Bolsonaro foi tão enaltecido como a petista, que ainda terá o apoio aberto de Damares na campanha para “vereadora”. Pelo menos, tive a chance de conhecer uma “petista bolsonarista”, caso contrário não teria apoio da ministra.

Ativismo LGBTI no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

Talvez, o ímpeto de agradar a imprensa para evitar a perseguição objetivando macular sua imagem tenha desnorteado a ministra, que recentemente em audiência pública no Senado afirmou o seguinte:

Nosso ministério está trabalhando muito na proteção dos direitos LGBTI. A  diretoria ficou intacta, inclusive quem eles indicaram. Essa ministra é uma ativista na defesa dos direitos da comunidade LGBTI[3].”

A fala da ministra suscita várias dúvidas desconcertantes: Ora, porventura os “direitos LGBTI” só seriam resguardados se a ministra mantivesse “intacta” a diretoria anterior, opositora do posicionamento do presidente Bolsonaro? Aliás, essa era a “condição” para a ministra ser “aceita” pela comunidade? Por que a ministra se posiciona frontalmente contrária à promessa de campanha do presidente de não segmentar os direitos humanos? Qual foi o “professor” que ensinou à advogada que para defender os direitos das pessoas que se enquadram no perfil LGBTI precisa necessariamente se rotular como “ativista dos direitos humanos da comunidade LGBTI”?

Outrossim, não ficou muito claro quais são as pautas LGBTI apoiadas pela ministra, uma vez que, até o momento, como bem lembrado em matéria do Gospel Prime[4], ela não se pronunciou sobre a “criminalização da homofobia” em julgamento de ação no Supremo Tribunal Federal, sendo todavia, “resguardada” pelo argumento sorrateiro de não se imiscuir em temas discutidos no Poder Judiciário, muito embora não tenha sido poupada de crítica tácita em pronunciamento do voto do ministro Celso de Mello[5] , que citou a frase da filósofa feminista francesa Simone de Beauvoir de que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”.

Damares não quis se pronunciar sobre a questão da “criminalização da homofobia”, quando o senador Alessandro Vieira (PPS/SE) questionou se “o projeto que criminaliza a LGBTfobia  tem apoio do seu ministério e do governo federal? A “resposta” foi ofertada pelo Secretário Nacional de Proteção Global Sérgio Queiroz, que afirmou que no entendimento do ministério, “os contornos dessa criminalização ou não devem ser decididos por esta Casa (Senado) com as suas devidas excludentes, somos terminantemente contra qualquer violência a essa população ou qualquer outra população”. OU SEJA, a fala do secretário foi dúbia e pode levar ao entendimento que uma vez “sendo contrário a qualquer violência” o ministério apoia tacitamente a criminalização da homofobia. PORÉM, em outro momento dos questionamentos no Senado, a própria Damares expôs  em forma de DENÚNCIA a sua “preocupação” em relação ao “ativismo judicial”, frisando que o tema do ABORTO é do Congresso Nacional e não do Judiciário

Será que Damares silenciou irresignação com o ativismo judicial que concebe a aberração jurídica de “racismo” para tipificar a homofobia devido RECEIO da “diretoria” que manteve no poder pronta para lhe dar “o bote”, caso não “reze” de acordo com a “cartilha” do movimento LGBTI, que é o real mentor desse pleito?

A propósito, dei uma espiada por curiosidade na página institucional do Ministério e resolvi ler o documento em forma de “ata” da 1ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Combate à Discriminação (CNCD/LGBT), que tinha como “pauta” o lançamento da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, realizada em março de 2011. E sabe o que encontrei?“a leitura de nota pública de repúdio ao deputado Jair Bolsonaro pela conselheira Janaina (vice-presidente do CNCD/LGBT) sobre as ponderações racistas e homofóbicas feitas essa semana em programa de televisão[6]”.

Nada mal essa ata com acusações contra o chefe de Damares compondo o “abre alas” das diversas atas e pautas lá consignadas! Confesso que perdi a vontade de continuar a leitura já imaginando o “respeito” que essa diretoria preservada pela ministra deve ter pelo presidente. Por mais que Damares queira negar essa é a “verdadeira face” do órgão vinculado ao seu ministério: revolta contra Bolsonaro. Contudo, ela se entregou “de corpo e alma” ao ativismo extremista LGBTI e hoje, infelizmente está amordaçada. Daí, não denunciar o “ativismo judicial” na questão que seus ex-companheiros de “ativismo sem rótulos” vem reverberando quanto à Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO Nº 26).

Cabe parceria de um “país conservador” com a escarnecedora “Europa progressista” para o “enfrentamento da homofobia”?

Na realidade, a ministra se tornou “refém” da odiosa agenda multiculturalista da ONU, e a manutenção do Conselho Nacional de Combate à Discriminação é corolário da propaganda das Nações Unidas para fortalecimento da “agenda LGBTI”, E POR ISSO, CONSTA DA PÁGINA OFICIAL DO MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS A “PARCERIA” ENTRE BRASIL E UNIÃO EUROPEIA  VISANDO TROCAR EXPERIÊNCIAS  NO ENFRENTAMENTO DA HOMOFOBIA[7]. Como a ministra não deve andar bem informada sobre as “políticas públicas” da União Europeia, ignora que o PROGRESSISMO VORAZ é a base de atuação das comunidades LGBTI. Poderia mencionar diversos exemplos da agenda minuciosamente propagada pela ONU…

A pergunta que fica: será que os conservadores não teriam “competência” para promover os “direitos humanos” da comunidade LGBT, e por isso, precisam ser “substituídos” pelo ideário totalitarista da União Europeia anti-cristã e extremistas de governos anteriores mantidos nos seus postos?

logo, só após avaliar diversas ações e omissões da ministra Damares, algumas delas não mencionadas aqui, percebo o motivo de ter se acovardado em “discurso politicamente correto” na 40ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU,  não denunciando a Cristofobia que persegue e mata milhares de cristãos anualmente em diversos países, e nesse ponto, ela não precisaria realmente se preocupar porque, de fato, esta não é considerada uma pauta tradicional de conservadores no Brasil. São pouquíssimos aqueles que acreditam no “dever moral” de um país majoritariamente cristão se posicionar nos foros internacionais denunciando a perseguição contra cristãos.

Por sinal, orgulhosamente a ministra aponta as pautas do seus discurso na página oficial do Ministério. Como boa “serviçal” dos interesses da ONU, ocultou a perseguição dos cristãos – que já é “norma da Casa” – e reverberou as pautas da instituição que finge “proteger minorias” com o cuidado redobrado de não pronunciar o termo “aborto” para não manchar sua estreia como “ministra progressista” na tribuna do órgão que se NEGOU a RECONHECER O GENOCÍDIO DE CRISTÃOS nos territórios ocupados pelo Estado Islâmico apesar de fartas provas.

A ministra “terrivelmente cristã”, ao invés de firmar protagonismo exemplar na seara internacional agindo como a “rainha Ester” – que entendeu o objetivo Divino ao ser agraciada com posto tão elevado na potência mundial da época – preferiu agir como uma ativista “LGBTQI” reafirmando na ONU “o compromisso de combater a discriminação e a violência contra a comunidade LGBTQI[8]. O único evento trágico internacional que despertou a sensibilidade denunciativa da ministra foi a turbulência na Venezuela, momento em que o discurso ganhou um “tom emotivo” para posar de “humanista”, já que o derramamento covarde e sistemático de “sangue cristão” não merece o empenho de combate da comunidade internacional. Ou seja, de nada valeu minha constante súplica à ministra quando era assessora de Magno Malta informando os horrores perpetrados contra cristãos no mundo muçulmano. Ela não conseguiu exercer “compaixão” pelos seus irmãos de fé, talvez, pelo fato do tema não render honrarias ou votos num país de maioria cristã, onde a preocupação maior de algumas autoridades é mostrar à comunidade LGBTI que está “seguindo obedientemente suas pautas”.

O “alinhamento conservador” com as pautas da ONU comuno-islâmica

Mais grave foi Damares afirmar que o Brasil pretende se candidatar a vaga no Conselho de Direitos Humanos da ONU, violando incontestavelmente uma “promessa de campanha” do presidente Bolsonaro. E se algum incauto afirmar que essa pode ser uma “estratégia” para tentar mudar posicionamentos diversos da ONU atuando no referido Conselho na defesa de “pautas conservadoras”, tal argumento “cai por terra”, quando no primeiro discurso da ministra a pauta foi eminentemente ditada por “interesses” da agenda progressista. Se houve alguma dúvida sobre essa realidade, foi sanada quando a própria Damares twitou foto sorridente ao lado do Alto Comissário da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, o qual reconheceu o exemplo do Brasil no acolhimento de refugiados venezuelanos.

Política imigratória da ONU arruinando Roraima é “orgulho” para a pasta de direitos humanos

Vale explicar o “significado” desse “reconhecimento da ONU, que não orgulharia brasileiro algum com conhecimento elementar de política internacional e direitos humanos: foi a ONU que “desorientou” o Brasil em relação não apenas à perigosa Lei de Migração, mas também, à nossa política migratória. A ONU é culpada por “refugiados” terem sido agraciados com o “livre arbítrio” pertinente à decisão se queriam ou não ser vacinados  ao ingressarem pela fronteira oficial em Pacaraima. Não houve controle sanitário obrigando a vacinação porque as “questões humanitárias” da ONU estão acima da nossa soberania, e por isso, imigrantes e refugiados fazem o que querem em nosso território sem preocupação de nenhuma autoridade no tocante às epidemias importadas com a imigração em massa! Contudo, a ONU que não exigia vacinação para preservar a saúde da população de Roraima agiu de forma diferente para a “interiorização” desses venezuelanos exigindo a vacinação para enviá-los aos municípios brasileiros.

Aliás, o nobre leitor sabe que o “processo de interiorização” utilizado para assentar “refugiados” venezuelanos em municípios brasileiros só ocorreu com a “autorização da ONU”?  E “as regras” impostas para a “interiorização” previam que deveriam ser enviadas “pessoas com maior escolaridade, menos doentes”. Dá para perceber a perversidade? Os doentes e incapacitados para o trabalho deveriam ficar em Roraima, estado já depauperado pela imigração em massa e sem condições de suportar tamanho fluxo em suas fronteiras (oficial e não oficiais).

O elogio do representante da ACNUR aos “direitos humanos” do Brasil é mais do que “merecido”, pois a partir do momento que o governo continua se negando exigir da ONU a instalação de campos de refugiados para acolher os refugiados sem causar impacto destrutivo no estado, privilegia a tese da imigração em massa. Dessa forma, apesar do Brasil ter se retirado do Pacto Global de Migração, causando euforia nos “desavisados”, continua seguindo a pauta de ´promover atenção e cuidados especiais para a imigração em massa comandada pela ONU abandonando a população local. Nesse sentido, foi risível ler post nas redes do deputado federal Nicoletti (PSL/RR), anunciando que a ministra Damares o recebeu em reunião, onde entregou ofício pedindo a promoção de políticas públicas efetivas voltadas para Roraima, recebendo aprovação da ministra em relação ao seu convite para conhecer as necessidades públicas naquele estado. Esquece o parlamentar, que sem controles de segurança e sanitário na fronteira – pastas que não são da alçada daquele ministério – não há resolução da situação caótica em que se encontra a sofrida população. Logo, de nada adiantará a visita de uma ministra que apoia a “política de refúgio totalitária” da ONU.

Outro motivo para a ONU “elogiar” o Brasil se dá pelo privilégio da entidade auferido em detrimento da população do estado pobre de Roraima: o Executivo Federal publicou a MP nº 860/2018 presenteando a ACNUR com doação de 15 milhões de reais, o que mostra que a “nação paga” para a ONU interferir na sua política de migração.

Enfim, assim como abordei temáticas vinculadas aos direitos humanos, poderia abordar outras pautas – de segurança pública (terrorismo), por exemplo – para mostrar que os conservadores precisam se organizar , inclusive, com aparato técnico, para trabalhar as pautas que já estão na mídia e aquelas “estrategicamente nebulosas”, caso contrário, as “contaminações progressistas” irão, aos poucos, minando o governo…

No “Brasil acima de todos”, não é apenas o ministro Sergio Moro que deve sofrer reprimendas em forma de protestos nas redes da militância conservadora, Damares e quaisquer ministros que violarem os ditames básicos que impulsionaram a vitória de Bolsonaro nas urnas, devem ser tratados de forma igualitária eivada de “rigor democrático”. A reconstrução de um país não é ofício para conservadores melindrosos!

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem El Pais – El País

[1] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2017/05/10/senador-magno-malta-recebe-presidente-da-ong-evm-para-deliberar-pauta-em-defesa-dos-cristaos-perseguidos-no-mundo-muculmano/

[2] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2016/12/01/senador-magno-malta-oficiara-o-ministerio-das-relacoes-exteriores-para-responder-postulacoes-da-ong-evm/

[3] https://exame.abril.com.br/brasil/damares-diz-a-parlamentares-nao-haver-vertente-religiosa-em-suas-falas/

[4] https://noticias.gospelmais.com.br/ministra-damares-alves-ativista-direitos-lgbt-108399.html

5] https://extra.globo.com/noticias/brasil/relator-de-acao-pedindo-criminalizacao-da-homofobia-celso-de-mello-critica-ministra-damares-alves-23453076.html

[6] https://www.mdh.gov.br/informacao-ao-cidadao/participacao-social/old/cncd-lgbt/reunioes/pauta-001-ro

[7] https://www.mdh.gov.br/navegue-por-temas/lgbt

[8] https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2019/fevereiro/em-genebra-ministra-damares-alves-faz-apelo-por-atuacao-internacional-na-venezuela

 

Massacre em Suzano: a impunidade também pode gerar vítimas

Por Andréa Fernandes

O Poder Judiciário em São Paulo determinou na noite de segunda-feira(19), a internação de um adolescente de 17 anos por suspeita de participação no planejamento do denominado “massacre em Suzano”, que resultou na morte de sete alunos e duas funcionárias na Escola Estadual Raul Brasil, além do empresário Jorge Antonio de Moraes, tio de um dos assassinos, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos. Segundo a determinação judicial, a internação deve ser cumprida no prazo de 45 dias na Fundação Casa.

O suspeito foi apreendido pela polícia na manhã desta terça-feira(19), em sua residência e após ser levado ao IML de Suzano seguiu junto com a genitora para o Fórum da cidade a fim de comparecer a audiência de apresentação.

O adolescente já havia se pronunciado na sexta-feira(15), em oitiva com o Ministério Público no Fórum regional negando a participação no crime, e naquela oportunidade, o promotor Rafael Ribeiro do Val não teria encontrado indícios suficientes para provar a participação no planejamento do crime, de forma que decidiu não apresentar denúncia, deixando de  atender o pedido de internação feito pela autoridade policial, o que teve como consequência a liberação do suspeito. Ocorre que, na segunda-feira (18), novas provas coletadas foram examinadas pelo Ministério Público e polícia em reunião na qual os investigadores apresentaram depoimentos e aparelhos eletrônicos apreendidos na casa do adolescente com diálogos entre o mesmo e os outros responsáveis pelo massacre que “supostamente” teriam se matado após a efetivação da barbárie.  Com isso, a Polícia Civil  reforçou a tese de participação do suspeito na fase de preparação.

A juíza Erica Marcelina Cruz, da Vara da Infância e da Juventude, deve despachar no processo a fim de esclarecer se mantém a decisão de internar o suspeito, determinando a unidade da Fundação Casa onde deve ficar apreendido no prazo de 45 dias, ou se revoga a internação.

O suspeito apreendido é ex-aluno da escola Raul Brasil e estudou na sala de Guilherme Taucci Monteiro, apontado pela polícia como líder da ação criminosa.

Todavia, há um pormenor que a “mídia progressista” e “ativistas dos direitos dos manos” mantêm distante da opinião pública: o Artigo 108, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), prevê 45 dias como prazo máximo de uma internação provisória para um menor de 18 anos, sendo considerado constrangimento ilegal” pela jurisprudência qualquer tentativa de prorrogação. Após o referido período, não tendo a investigação findado, o suspeito de planejar o massacre deve ser solto

Assim, mais uma vez a lei mostra inequivocamente beneficiar “jovens infratores” permitindo que suspeitos de crimes odiosos e que representam alto grau de periculosidade tenham “liberdade garantida” para reinserção ao convício social, apesar dos “indícios  suficientes de autoria e materialidade”, que paradoxalmente deixam de “demonstrar a necessidade imperiosa da medida de internação” para proteger possíveis vítimas de um novo massacre.

Interessante que hoje, li em artigo da “colunista-militante” do ‘O Globo‘, Ana Maria Machado, a repetição de uma teoria de alguns antropólogos ao afirmar que, “a barbárie e selvageria crescentes da violência urbana em todas as suas formas têm traço que nos marca desde a colonização e a escravidão — o da força bruta contra o fraco e desprotegido“.

Afirma, ainda a “jornalista-militante”:

“Mesmo querendo resgatar mártires e heróis esquecidos, cumpre reconhecer que, historicamente, nossa violência não se caracterizou pela resistência inteligente e organizada, como a dos vietcongues contra os invasores. Em geral, ao dar vazão à revolta, nossa valentia prefere esperar pela vítima indefesa.”

Todavia, “dona Machado” e os demais ativistas “aplaudem” o ECA quando permite que suspeitos de crimes caliginosos tenham a possibilidade de gozar soltura, ainda que o fato represente um grave risco para a sociedade. O “desconchavo intelectual” da jornalista não possibilita que entenda que ao defender a manutenção da maioridade penal e demais “generosidades” para menores que cometem crimes bárbaros, configura-se a  pusilanimidade típica da esquerda, que autoriza esses criminosos a atacarem impunemente as “vítimas indefesas”, nesse caso, a própria sociedade desprotegida. Verdade é que “valentia desarmada” só existe na cabeça de progressista!

Essa seria a “resistência inteligente e organizada” defendida pela hipocrisia do “jornalismo ideologizado”: libertar um “menor sem nome” com indícios de participação no crime suficientes “apenas” para 45 dias de “internação” visando não promover “constrangimento ilegal” do “coitado” e aprisionar no “medo impessoal” um grande número de pessoas, que mal podem se proteger porque “indivíduos perigosos” têm o “direito” de não ser identificados pelos meio de comunicação, quando menores de 18 anos.

Em contrapartida, os “cadáveres” de todos os adolescentes e funcionárias mortos no massacre – investigado pelo MP como “eventual prática de terrorismo doméstico” – foram devidamente “identificados” e “numerados” para indicar os índices de homicídio no Brasil, cujo único “cadáver insepulto” pela mídia, ONU e “ativistas do bem” é  “Marielle Franco“.  Todas as demais vítimas fatais da violência gestada pela ausência total de segurança pública que caraterizou os governos pretéritos são apenas “números desprezíveis”, à exceção de alguns “mortos” que servem para a “agenda do progressismo seletivo”: negros da periferia, membros da comunidade LGBT e mulheres que sofrem violência doméstica. Aliás, o motorista de Marielle, Anderson Gomes, também foi desprezado pela militância cultural e midiática, não tendo uma “alegoria” sequer na “compreensível homenagem” que o “crime organizado” fez à vereadora no desfile da escola de samba Mangueira, campeã do carnaval do Rio. Estranhamente, ninguém na extrema-imprensa acusou a escola de samba de “discriminação cadavérica” por ignorar o “subalterno branco” morto na mesma ação criminosa que vitimou a “vereadora negra” do PSOL. A cor da pele realmente “fala muito alto” num “país racista”, não é verdade?

Inobstante a doutrinação do crime organizado em apreço à luta de “Marielle ausente“, aprendo na “escola da Mangueira socialista” que “resistência inteligente” é  ofender o presidente Bolsonaro com palavras de baixo calão durante a festa pela vitória na quadra um pouco sem graça pela ausência do seu presidente Francisco Manoel de Carvalho, o conhecido deputado “Chiquinho da Mangueira” (PSC/RJ), que cumpre prisão  domiciliar. Ademais, “resistência organizada” é garantir o “samba do crime” levantando o “estandarte da Marielle” na “passarela da hipocrisia”, bem como rechaçar a redução da maioridade penal a fim de garantir que a “escola dos menores abutres da fiel” continue encantando a esquerda com seu  “espetáculo mortal” no “carnaval da impunidade”. Infelizmente, nesse “quesito” do “grupo especial da contra-resistência” para salvaguardar o direito à paz social, a “escola dos conservadores indignados” está ameaçada de sofrer “rebaixamento”. Lembro, no entanto, que no temível  “enredo” da segurança pública, “todo cuidado é pouco”! 

Após terminar o artigo, descubro que a polícia afirma que o adolescente apreendido é o mentor intelectual do massacre em Suzano. O delegado se espantou com a frieza do “menor” que será “aquecido pelas asas acolhedoras” do ECA. O “perigo” continua sendo “fiel companheiro” de muitas crianças e adolescentes em São Paulo graças ao “progressismo suicida” que contamina nossas leis.

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

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