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Conservador, cuidado com o “vírus progressista”!

Por Andréa Fernandes

A união comuno-islâmica vem conseguindo êxito catastrófico em sua agenda nesses últimos tempos  por ter o “interesse comum” suplantando as divergências existentes entre as várias divisões da esquerda e pensamento islâmico. O foco destrutivo é supraidentitário e está para além das “personalidades”.  Regimes e doutrinas impõem sob pacto absoluto – e temporário – de fidelidade o modus agendi global sem que aparentemente “conservadores” consigam desenhar resposta eficaz à guerra ideológica vivenciada.

Muitas vezes, conservadores perdem espaço em território minado pela desinformação por aceitar “meias-verdades” dos ícones que são elevados ao status de formadores de opinião. Se um líder conservador indicar um novo “arauto da verdade”, instantaneamente, ele passa a gozar de austeridade e intocabilidade, de modo que haverá sempre uma legião de “fiéis” garantindo que nenhum “mortal invisível” tenha o direito de criticá-lo racionalmente. De nada adianta lembrar às “hordas do bem” que uma das raízes do Conservadorismo é o Ceticismo. Haverá sempre um “deus” conduzindo o pensamento avesso ao questionamento!

Porquanto, de forma orquestrada, mantenedores do status quo se apresentam como “opositores do sistema” lançando “nomes” e “ideias” que batem sempre nas mesmas “teclas temáticas” para alcançar milhares utilizando nuances de verdade embaladas no pacote da mentira envolto no papel de presente do sensacionalismo. Dessa forma, os assuntos realmente imprescindíveis para a sobrevivência do Ocidente são lançados ao esquecimento ou tratados de forma superficial, sendo estrategicamente substituídos por outros temas que acabam envolvendo a atenção da opinião pública global. É impressionante a quantidade de conservadores cegos por engenhosas “cortinas de fumaça” produzidas por essa gente comprometida com o engano.

Assim, são criadas justificativas para se relativizar a falta de compromisso real com uma “agenda genuinamente conservadora” – se é que ainda existe – pois certas “desinformações” passam a ser consideradas ingênuas ou desprezíveis se o formador de opinião grita “go  Trump”, por exemplo! Frases de efeito sempre induzem multidões…

Tempos atrás, após escrever alguns artigos para certa mídia alternativa de Direita que alcançou a confiança da família Bolsonaro, caí em desgraça por ousar produzir apenas um conteúdo criticando o presidente dos EUA, que certamente ganharia meu voto se americana fosse. Criticar a relação imoral daquele país ocidental com a serpente saudita amparada em fatos laureados por links comprobatórios foi suficiente para me tornar a “falsa conservadora” e receber o convite para sair pela porta dos fundos. Quem sou eu para criticar a maior potência da terra? Uma simples internacionalista mergulhada nas peripécias da espada de Mohammad! Estudar e denunciar sob risco de vida os horrores da jihad não me capacita a desvelar o nível de interferência da serpente islâmica saudita nos Estados Unidos.

A sombra da “Pátria grande”

O Foro de São Paulo, entidade política fundada pelo PT e o Partido Comunista Cubano de Fidel Castro, na década de 1990, visa desde a sua criação organizar a expansão da esquerda de modo a culminar na sonhada Pátria Grande Socialista. Composto por partidos e movimentos de extrema-esquerda da América Latina e Caribe, o Foro contou com importantes mecanismos de ingerência que permitiram a dominação do governo de alguns países levando o continente a experimentar o dissabor do desestabilizante processo de “integração”, que deveria ser consubstanciado através da chamada “demarcação ideológica” espalhando a nova roupagem do comunismo, remodelado como “progressismo”.

Fernando Pacheco, coordenador de relações internacionais da executiva nacional da Juventude do PT, escreveu em 2013, no site oficial do Foro de São Paulo artigo intituladoOs ‘grandes temas’ latino-americanos são agora os da Pátria Grande II, no qual recomenda:

“Antes de tudo, é imprescindível que a América Latina e do Sul seja, efetivamente, uma região geoeconômica única”.

Logo, é imprescindível para os aludidos militantes ideológicos pulverizar as fronteiras nacionais, ação esta que se tornou plenamente viável com a “mão visível” da ONU ao descartar a possibilidade de instalar campos de refugiados na Venezuela para acolher parte da população que foge devido grave crise socioeconômica provocada pelo governo comunista de Maduro. O governo conservador brasileiro, por sua vez, quedou-se da obrigação assumida em campanha pelo candidato à presidência com o povo de Roraima de pressionar a ONU para acolher os imigrantes econômicos – reconhecidos como “refugiados” – e nesse sentido, Bolsonaro passou a culpar a Lei de Migração sem nenhum esforço junto à sua base parlamentar para modificar a lei progressista.

Com isso, defender a integridade territorial e soberania nacional em contraposição aos planos do Foro de São Paulo, bem como combater a agenda globalista da ONU –  que visa exterminar as identidades nacionais através do plano orquestrado há décadas de promover imigração em massa – passou a não mais compor a “agenda conservadora”. Denunciar noite e dia que venezuelanos continuam ingressando no Brasil apesar do fictício fechamento de fronteiras – via decreto presidencial – em razão da pandemia exportada pelo regime chinês, jamais vai render apoio de “conservadores” que gritam a cada minuto “Brasil acima de tudo”. Num país sem tradição política no Conservadorismo, Bolsonaro passou a ser na maioria dos casos a “única voz” que pauta os discursos propagados na mídia alternativa e redes.

A “farra progressista” interiorizando venezuelanos em municípios brasileiros

No contexto de patrulha pró-governo, ai de quem ousar criticar a política pública suicida que fez com que mais de 35 mil venezuelanos fossem “interiorizados” em nosso pobre Brasil sob a “orientação” diabólica do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), tendo a ministra Damares Alves  como “garota propaganda”, a qual postou em seu Twitter foto sorridente ao lado do alto comissário da ONU que a parabenizou naquela oportunidade pelo excelente trabalho de suporte imigratório desenvolvido em Roraima para recebimento de QUINHENTOS VENEZUELANOS diariamente. Que façanha, não?! Foram pouquíssimos os “patriotas” que teceram críticas respeitosas lembrando às “autoridades conservadoras” que essa não é uma “agenda conservadora”! Afinal, há sempre um grupo bem organizado de militantes virtuais “Bolservadores” que “justificará o injustificável”.

Governo Federal como agente propulsor da interiorização moldada pela ONU 

A Operação Acolhida, gestada pelo governo progressista anterior para facilitar a imigração em massa de venezuelanos recebeu reforço do governo conservador de Jair Bolsonaro, o qual assinou Protocolo de Intenções que incentiva municípios brasileiros a acolherem imigrantes e refugiados venezuelanos, sendo acompanhado pela Casa Civil e Secretaria de Governo em conjunto com outros seis ministérios: Cidadania; Justiça e Segurança Pública; Mulher, Família e Direitos Humanos; Defesa; Educação; Saúde e Desenvolvimento Regional. Entrementes, como a agenda globalista já é uma realidade em todo país, participaram ainda do referido “Protocolo de Intenções” a Confederação Nacional de Municípios, que representa as associações municipais e estaduais, e três organismos vinculados à grande vilã, ONU: Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR); Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Sem a mentora do esfacelamento das soberanias nacionais essa “proeza” não seria possível! Mas, a inaceitável ingerência externa de natureza PROGRESSISTA foi tacitamente consentida pela militância conservadora, cuja revolta geralmente é direcionada para os desafetos do presidente, além da estrutura de poder político da extrema-esquerda que arruinou o país.

Ação humanitária, a desculpa progressista global para esfacelar soberanias nacionais

Tal qual na Europa, a imigração em massa no estado de Roraima, espelha o motivo supostamente “humanitário”para forçar o povo a engolir a pauta globalista sem reclamar, ou seja, passa-se a ideia em dar “relevância ética” à estratégia de dominação progressista desconsiderando completamente o desespero de patriotas roraimenses que ouviram durante a campanha presidencial a promessa de que seria exigido da ONU a instalação de campos de refugiados para a população brasileira não ser prejudicada. A propósito, vale repetir, a Lei de Migração não impediria o cumprimento da referida promessa, e se alguma autoridade acreditasse na inviabilidade, não deveria ser inconcebível a articulação de parlamentares apoiadores do governo para promover a mudança da lei. Ou seja, de fato, a Lei de Migração não incomoda porque serve de pretexto para não agir em socorro da nossa soberania!

Sarampo, a herança progressista maldita abraçada por conservadores

O tsunami que o Covid 19 tem causado no Brasil, vem apagando para “o bem” da esquerda e direita a visibilidade dos impactos destruidores da imigração em massa. De modo que, todos esqueceram que o SARAMPO foi erradicado[1] com muito esforço do nosso país em 2016, mas, graças à obediência cega às ordens da ONU, voltou com força total em 2018[2], mediante o ingresso de venezuelanos  que tinham o “direito” de DECISÃO acerca de vacinar-se para adentrar no país. Não era exigida a vacinação, e ao mesmo tempo, por não haver CONTROLE SANITÁRIO RIGOROSO, venezuelanos entravam infectados.

Ninguém  se chocou pelos milhares de brasileiros infectados e também pelos mortos por “Sarampo importado”.  Ademais, não vemos as redes em alerta com o atualíssimo SURTO da doença, que teve um aumento de 160% em um mês, com mais de 2.300 casos, principalmente no Pará, São Paulo e Rio de Janeiro[3].  Contudo,  o “sarampo fora das pautas conservadoras e progressistas” é uma doença infecciosa grave causada por vírus que pode ser fatal, sendo considerada uma das doenças mais contagiosas do mundo, pelo que um infectado pode transmitir o vírus para 18 pessoas em média.

Segundo o próprio Ministério da Saúde, “pesquisadores de Harvard descobriram que a gravidade do sarampo é maior do que se pensava, abrindo portas para outras doenças[4].

O silêncio progressista é perfeitamente adequado para a ocasião do surto de sarampo, eis que a agenda de redução populacional cai bem para os humanistas, mas, esse importante tema talvez não tenha caído nas “redes conservadoras” porque o “peixão” da imigração em massa de venezuelanos que importou essa grave doença como pauta desviada do Conservadorismo, não deixa sobrar espaço no barco para alertar a população brasileira sobre os riscos de uma peste requentada pelo senso “humanitário conservador”.

O progressismo do ex-ministro Mandetta, serviçal da OMS 

Antes de ser acertadamente exonerado por Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta protagonizou cena que não mereceu repúdio nas redes conservadoras: ao visitar Roraima para “acompanhar refugiados”, o ministro afirmou que havia risco de proliferação de casos de difteria e esboçou preocupação com doenças sexualmente transmissíveis na região de fronteira do Brasil com a Venezuela. Disse ele: Temos informações da vinda de muitos casos de difteria, uma doença de letalidade muito grande que não temos no Brasil.

Reconhecendo explicitamente a ocorrência de EPIDEMIA de sarampo em Roraima, Manaus e Belém devido e entrada de venezuelanos e o nível baixo de vacina, Mandetta ressaltou que “NÃO HÁ PREVISÃO DE VACINA AOS IMIGRANTES POR ENTENDER QUE NÃO SE PODE OBRIGAR PESSOAS A SE IMUNIZAREM CONTRA A VONTADE”.

Quando o brasileiro conservador critica países europeus onde os imigrantes adeptos do Islã ortodoxo impõem a sharia (lei islâmica) sem oposição governamental, midiática e da sociedade organizada, seria bom trazer à lembrança a “vontade estrangeira” preponderando em território nacional, ainda que ressuscite doenças erradicadas, causando enfermidade e MORTE de outros brasileiros sem qualquer espécie de comoção e/ou denúncia do movimento conservador. A agenda é global!

Para muitos, o “maior erro” do ex-ministro não foi priorizar a imigração em massa em prejuízo da população roraimense. Isso não é “grave”. Mandetta usurpou o comando presidencial em diversos momentos tetando angariar exclusivo protagonismo político como servo da OMS, baluarte dos interesses chineses. Essa conduta não tem perdão. O pior de tudo é que não tenho muita esperança que o novo ministro Nelson Teich tenha pretensão de mexer com a “galinha dos ovos de ouro da ONU”. Por ora, observarei a resposta das redes conservadoras à defesa de Teich à ampliação do isolamento social em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De todo jeito, reconheço que momentaneamente é impossível o vírus importado da Venezuela competir com o vírus chinês, ambos dotados de eficiência destrutiva – guardadas as devidas proporções – pela atuação medíocre da Organização Mundial de Saúde (OMS). Cabe aos conservadores compreender que seletividade em termos de saúde pública pode ser “mortal”.

Torço para que o Conservadorismo alcance “imunidade” em relação ao mais letal de todos os “vírus”: o progressismo, mutação perigosa do comunismo. A saúde dos brasileiros agradeceria se houvesse “isolamento” contra toda e qualquer prática de manipulação que acoberte ações desumanas provocadas por influência contaminatória de uma ideologia patologicamente genocida.

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e Diretora-Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem by DefesaNet

[1] https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/25846-brasil-recebe-certificado-de-eliminacao-do-sarampo

[2] https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/surto-de-sarampo-importado-da-venezuela-faz-saude-de-rr-antecipar-campanha-de-vacinacao-triplice-viral.ghtml

[3] https://oglobo.globo.com/sociedade/casos-de-sarampo-brasil-saltam-160-em-um-mes-24400671

[4] https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo

A serventia do coronavírus para o progressismo global

Por Andréa Fernandes

Num mundo envolvido em “sugestões cabulosas” para os Estados progressistas  supostamente vencerem o temido vírus made in china, conhecido pela alcunha de Covid 19, os verdadeiros direitos humanos  são relativizados em excesso, ao ponto de seres humanos mais vulneráveis serem tratados como “experimentos” das genocidas estratégias de engenharia social.

Exemplos das ações criminosas de governos ocidentais contra suas populações não faltam: a França, que em 2013 possuía milhões de máscaras em estoque, inadvertidamente engendrou a decisão governamental de destruí-las sob a justificativa criminosa de “reduzir os custos de armazenamento[1]. E como a redução foi “pouca”, o bondoso presidente Macron resolveu doar para o regime tirano de Xi Jinping as centenas de milhares de máscaras que restavam como demonstração de solidariedade ao povo chinês, abandonando, por conseguinte o seu próprio povo, que vem sendo obrigado até os dias de hoje a suportar o aumento dos casos de coronavírus literalmente “encarcerados” em suas casas sob pena de prisão, mas assistindo o fenômeno grotesco de fronteiras abertas com direito a  aviões chineses pousando diariamente no solo pátrio, uma vez que, a indelével liberdade de locomoção global dos chineses deve ser mantida, como defendida pelo lacaio que responde pelos interesses da China na Organização Mundial de Saúde (OMS), o Diretor Tedros Adahnom, ao propagar em 31 de janeiro que o “fechamento das fronteiras com a China seria improdutivo e poderia até favorecer a propagação da epidemia[2].

O detalhe que faz a diferença nessa história macabra de “controle social à francesa”, é que fica difícil explicar a doação de centenas de milhares de máscaras ao Estado comunista, que por acaso, é o maior produtor mundial de equipamentos de proteção[3]. Talvez, Macron não estivesse muito satisfeito com a qualidade do material exportado pela China e resolveu dar uma ajudinha ao povo chinês para ter acesso aos melhores produtos do mercado. Outra possibilidade repousa no fato de a porta-voz do governo ter dito no dia 23 de março que “máscaras são essencialmente inúteis[4]. Se é assim, por que não doá-las para o maior produtor global?

Aliás, ainda não entendi o motivo de a comunidade científica mundial não ter se debruçado na “decisão científico-progressista” de Macron ao autorizar por Decreto[5] que os médicos receitem rivotril para pacientes infectados pelo coronavírus a fim de “aliviar o sofrimento em estado de dificuldade respiratória”. Será que saber que o rivotril retarda a respiração e pode causar parada respiratória[6], não é motivo suficiente para “investigar à luz da ciência” essa ação do presidente francês? Na verdade, fiz as indagações por pura retórica: Macron autorizou a já conhecida “eutanásia”, que nesse caso, pouco importa o real sofrimento que traz aos pacientes, já que os mesmos são os idosos, “vítimas invisíveis” da Covid 19, aqueles que podem ser “descartados” porque já pagaram impostos durante décadas e sustentaram a previdência e o modelo de bem-estar europeu, para, na atualidade, ser “substituídos” por imigrantes que “enriquecem a cultura ocidental”. Os idosos são hoje “figuras descartáveis” em vários países, que pouco ou nada fizeram para impedir a matança dessa população vulnerável pelo genocida vírus chinês (foco nesse termo a origem do país comunista e não o sofrido povo da China).

Na realidade, o vírus vem tendo uma serventia “interessante” para a agenda global progressista, visto que não faltarão “imigrantes” para ocupar o lugar deixado por idosos – alguns dos quais trabalharam incansavelmente para reconstruir a Europa após a terrível 2ª Guerra Mundial. Pensando nisso, a moderníssima Suécia adotou a estratégia de abandonar seus idosos dando prioridade nos Centros de Tratamentos Intensivos aos pacientes imigrantes em caso de limitação nos atendimentos devido a superlotação hospitalar. Como segundo essa “ótica humanista”, o “idoso não serve para nada”, até mesmo os IMIGRANTES ILEGAIS terão atendimento médico em detrimento daqueles que construíram o país[7]. Por sinal, o brasileiro deveria se arrepiar ao tomar conhecimento dessa informação, pois em Roraima os venezuelanos sempre tiveram prioridade em atendimento hospitalar em detrimento dos brasileiros graças à Lei de Migração e ao descaso de conservadores que não lutam por mudança desse texto legal que, na prática, prioriza os “direitos” dos estrangeiros na condição de imigrantes e refugiados.

A propósito, o caríssimo leitor já identificou a fala, e principalmente “ação”  de alguma autoridade de saúde global ou liderança política da comunidade internacional manifestando preocupação real com os “idosos descartáveis” em tempos de pandemia? E mais… não é estranho a União Europeia não prestar assistência médica e/ou financeira aos países atingidos pela hecatombe oriunda da China, fornecendo, inclusive, equipamentos de proteção individual? A omissão de socorro aos países do bloco se deu por incapacidade ou falta de vontade de agir?

Os ministros de finanças da União Europeia participaram de uma reunião visando discutir a criação de um  pacote para enfrentar o caos provocado pelo coronavírus, pacote este orçado em US$ 380 bilhões, mas não houve acordo  porque os Estados mais poderoso do norte negaram apoio às medidas que auxiliariam os Estados menos abastados no sul, sendo certo que a ajuda estava condicionada à concordância com cláusulas punitivas do empréstimo[8]. “Colocar a mão no bolso” para salvar a vida de milhares de idosos atenta contra o princípio do custo-benefício, e ao que parece, a própria mídia global não se importou com o descaso da União Europeia em relação aos milhares de idosos que morriam buscando ar para respirar em países intoxicados pela ideologia que privilegia a “morte em escala industrial”.

No Brasil, nossa imprensa tendenciosa que não enxergou a “preocupação econômica” de Bruxelas ao negar apoio financeiro a países pobres do bloco, continua “batendo panela” diariamente em apoio ao sabotador Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, que se uniu a governadores e prefeitos ditadores para quebrar o governo com, dentre outras medidas, a articulação que culminou na aprovação do projeto que repõe aos estados e municípios perdas com o ICMS e ISS sem nenhuma contrapartida que garanta responsabilidade fiscal de estados e municípios[9]. Em 24 de março, o presidente informou que o governo federal já havia implementado quase R$ 600 bilhões em medidas para o enfrentamento do coronavírus, porém, é nítido o intento da oposição liderada por Rodrigo Maia e David Alcolumbre em inviabilizar o governo.

Nem mesmo o informe da ONU[10] comunicando que a crise econômica resultante da pandemia pode matar centenas de milhares de crianças ainda nesse ano convenceu os parlamentares que mergulhar o país numa recessão pode resultar em muito mais mortes do que as provocadas pelo vírus chinês. A entidade frisa o caso das crianças que se alimentam em escolas e com o fechamento das unidades educacionais estão privadas de alimentos, o que já observamos em matérias nos jornais brasileiros. O Fundo Monetário Internacional FMI) afirma que com as empresas com atividades encerradas e mais de um bilhão de pessoas confinadas em casa, o mundo sofrerá a maior desaceleração econômica desde a Grande Depressão da década de 30.

Ora, se vem recessão global, nossos parlamentares estão preparados para “dar uma mãozinha” a governadores e prefeitos endividados para cumprirem o desejo antigo de despejar toda sua ruína financeira no colo do presidente, ou seja, pretendem destruir o país de olho nas eleições em 2022. Se brasileiros morrerão para que a “agenda do mal” se concretize, isso não vem ao caso! A extrema-esquerda coleciona apoio a pautas genocidas.

Os gastos bilionários, que podem alcançar a casa do “trilhão”, não motivaram o presidente da Câmara e demais parceiros da farra com dinheiro público a prestar contribuição institucional significativa para diminuir o gigantesco impacto no déficit público ocasionado pelas medidas restritivas implementadas por prefeitos e governadores com apoio do STF. Apesar das promessas falsas, Maia não aceitou encaminhar os recursos do Fundo Eleitoral para combater o coronavírus e Alcolumbre foi mais além, chamando a medida de “demagogia”[11]. Com efeito, o presidente da Câmara sugere desconto de 20% do salário de servidor público para auferir recursos[12], mas não defende abertamente o referido desconto na folha de pagamento de parlamentares, visto que não compete à elite do legislativo sacrifício para impedir que a fome seja ampliada no país de forma avassaladora.

Não se enganem! Em nosso país há uma elite perversa sequiosa para enriquecer e manter seus “doutos privilégios” às custas da miséria do povo e o coronavírus é o pretexto perfeito. “Cadáveres” rendem votos e muito dinheiro…

Como se vê, a falsa preocupação com os direitos humanos da população vulnerável compõe narrativas demagógicas em âmbito global. A instalação da fome é um “prato” que o progressismo degusta com insaciável prazer.

Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem by Reuters

[1] https://www.francetvinfo.fr/sante/maladie/coronavirus/coronavirus-pourquoi-la-france-manque-t-elle-de-masques-respiratoires_3871243.html

[2] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/01/31/oms-considera-improdutivo-fechar-fronteiras-pelo-coronavirus.htm

[3] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/04/05/alem-da-politica-eua-dependem-de-insumos-medicos-da-china-para-combater-coronavirus.htm

[4] https://twitter.com/BFMTV/status/1240909120263389185?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1240909120263389185&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fsociete%2F2753499-20200402-non-deputee-lrem-anne-genetet-declare-masques-inutiles-obliger-francais-apprendre-laver-mains

[5] https://www.legifrance.gouv.fr/affichTexte.do?cidTexte=JORFTEXT000041763328&categorieLien=id

[6] https://www.webmd.com/drugs/2/drug-14403-6006/clonazepam-oral/clonazepam-oral/details

[7] https://www.tasnimnews.com/en/news/2020/04/12/2241617/elderly-coronavirus-patients-not-receiving-intensive-care-in-sweden-report?fbclid=IwAR2uKaa7emqYhiLinlORnZRTOJ1Cnc0ThB5CkMG83Nfdb_l1sqgR92yEyEk

[8] https://www.gatestoneinstitute.org/15892/eu-failure-coronavirus

[9] https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/04/13/camara-aprova-texto-base-de-projeto-que-recompoe-icms-e-iss-para-estados-e-municipios.ghtml

[10] https://oglobo.globo.com/mundo/coronavirus-onu-alerta-que-crise-economica-pode-matar-centenas-de-milhares-de-criancas-em-2020-1-24375960

[11] https://oglobo.globo.com/brasil/alcolumbre-chama-de-demagogia-pedido-para-uso-do-fundo-eleitoral-em-combate-coronavirus-24371807

[12] https://www.metropoles.com/brasil/servidor-brasil/coronavirus-maia-defende-corte-de-20-em-salarios-de-servidores

Perseguição aos cristãos no Brasil: da passarela do samba à censura islâmica judicializada

Por Andréa Fernandes

A capa do jornal O Globo, famoso por propalar matérias depreciativas contra os cristãos, traz como imagem central a figura de um negro crivado de balas pendurado numa cruz olhando para o céu com semblante de “vítima”. Dentre todas as escolas de samba que cruzaram a “avenida do escárnio”, é lógico que o jornal resolveu tornar manchete aquela que vitupera a fé cristã em respeito ao contumaz samba-enredo do preconceito religioso seletivo.

Já virou “tradição” da folia carnavalesca em parte  financiada por “pobres traficantes e bicheiros” – vítimas da sociedade –  o ataque a Jesus Cristo, reverenciado por milhões de brasileiros num país majoritariamente cristão.

São vários os fatores que descambam na afronta vexatória contra a fé cristã, porém, o mais relevante é, sem sombra de dúvida, a certeza da impunidade, pois, o batuque da ideologização que sonorizou o aparelhamento das instituições nas últimas décadas garantiu o grito estridente monocromático vermelho com pincel progressista nas passarelas de boa parte do Ministério Público e Supremo Tribunal Federal (STF), os quais no passo e compasso do samba decadente, fantasiaram a perseguição religiosa com ‘adereços revisionistas’ de liberdade de expressão e artística. Afinal, quem não lembra da decisão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, tacitamente aplaudindo a ação de retratação de um “Jesus Cristo gay” no filme “A Primeira Tentação de Cristo” pelo programa Porta dos Fundos exibido na Netflix, que continua sendo financiada – via assinatura – por milhares de cristãos indignados, mas nem tanto!

Vale lembrar da justificativa de Toffoli para, ao arrepio da lei penal, respaldar a “legitimidade e moralidade” da representação do “Jesus gay:

“Não se descuida da relevância do respeito à fé cristã (assim como de todas as demais crenças religiosas ou a ausência dela). Não é de se supor, contudo, que uma sátira humorística tenha o condão de abalar valores da fé cristã, cuja existência retrocede há mais de 2 (dois) mil anos, estando insculpida na crença da maioria dos cidadãos brasileiros”.

As “Faces do ódio” contra Jesus e os cristãos

Amparado na “visão revolucionária” de Dias Toffoli, NADA tem o “condão de abalar os valores da fé cristã”, ainda que diariamente, a imprensa e inúmeros professores, intelectuais, carnavalescos, atores, youtubers e outros segmentos do “ódio do bem” escancarem línguas afiadas ridiculizando e demonizando tudo que se refira direta ou indiretamente à fé cristã. O objetivo é um só: desconstruir o Cristianismo com medíocres RELEITURAS progressistas que só cabem nessa doutrina religiosa, que deve ser obrigatoriamente “esvaziada” de todos os seus conceitos e significados.

Assim, quanto mais difamatório e perverso for o ataque contra o Cristianismo, certamente será mais aplaudido por aqueles que dizem apregoar o “humanismo”. De sorte que, pouco importa as incontáveis vidas de crianças, adolescentes e jovens negros ou brancos que o poderio do tráfico de drogas na comunidade da Mangueira faz descer à cova, desde que milhares de reais manchados de “sangue dos jovens negros” vítimas da violência do crime organizado sirvam para a “pauta humanista” que deprecia a lei e a ordem, representando um Jesus negro crivado de balas numa cruz ou um Jesus espancado raivosamente pela polícia.

Importante esclarecer que no carnaval da Mangueira e da Globo, Jesus tem diversas “faces”[1]: negro pendurado na cruz, vítima de violência policial, mendigo, mulher, cortejador de escola de samba, morador de comunidade… só não foi retratada a face de um “Jesus traficante”, porque no enredo dessa escola de samba traficante é “herói”, um vencedor que merece todo respeito da sociedade. O tráfico é um “ente superior” aos demais, sejam terrenos ou sobrenaturais.

A ameaça de “criminalização” da retratação “das faces do profeta Mohammad”

Como o carnaval sempre foi “cortina de fumaça” para os malogros sociais, perseguição muito maior se vislumbra equidistante da passarela do samba. Não havendo mais possibilidade de lançar Cristo na prisão, o intuito dos perseguidores da fé cristã é lançar os seus seguidores num presídio, isto porque, num país onde as inventadas “faces de Jesus” são motivo de ridicularização em releituras difamatórias para atacar cristãos, as “faces do profeta Mohammad” retratadas pelo alcorão e hadiths são PROIBIDAS de ser divulgadas publicamente. Quem se atreve nesse país NÃO-MUÇULMANO e LAICO a apresentar o Islã ortodoxo como inspirador para as mais violentas violações de direitos humanos recebe de “presente” de entidades religiosas adeptas da “religião da paz” a instauração de inquérito policial ou ação judicial.

Na calada da noite, sem o barulho ensurdecedor da cuíca, instituições muçulmanas brasileiras estão processando ativistas e religiosos que se atrevem a não aceitar a imposição da sharia (lei islâmica) que proíbe críticas ao Islã, impondo “punições” contra os “infiéis desobedientes”.

Entidade muçulmana palestina luta judicialmente por “prisão” de pastor que critica o Islã

A mais nova vítima da CENSURA ISLÂMICA que municia a ação denominada “jihad jurídica” por ativistas é o Centro Apologético Cristão de Pesquisa (CACP), que na pessoa do seu representante, o pastor JOÃO MARTINEZ, teve a surpresa de tomar conhecimento de INQUÉRITO POLICIAL FEDERAL instaurado a pedido da Procuradoria da República após solicitação da FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL (FEPAL). O objetivo do inquérito que tramita na Delegacia Federal de São José do Rio Preto /SP é apurar a prática de delito de indução ou incitação à discriminação ou preconceito contra etnia, religião ou procedência nacional.

O pastor Martinez está sofrendo essa represália judicial pelo simples fato de denunciar as bases doutrinárias exaradas nos livros sagrados islâmicos que fundamentam ações violentas no mundo muçulmano e as atrocidades promovidas por seu profeta. Ou seja, por críticas dirigidas ao corpo doutrinário de uma “religião” e ao seu fundador, um pastor está respondendo a inquérito numa delegacia de Polícia Federal, mesmo não havendo nenhuma convocação a atos de violência contra muçulmanos ou qualquer ataque à pessoa dos religiosos.

Denunciar a natureza violenta de algumas passagens do alcorão deve ser considerado “crime”?

A INJURÍDICA tipificação sugerida pela FEPAL e acatada pelo Procurador da República está fundamentada no art. 1º da Lei nº 7.716/89, que diz:

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 

Todavia, os textos publicados pelo pastor demonstram incontestavelmente DENÚNCIA acerca da natureza violenta de determinadas suras do alcorão, as quais são identificadas. De modo que, além de caraterizar posicionamento teológico cristão, que indubitavelmente substancia diferenças abissais com o Islã e tem amparo constitucional para exposição sem CENSURA, os textos expõem teor eminentemente DENUNCIATIVO, o que, por si só, foge do enquadramento penal acima proposto pela entidade islâmica que almeja implantar a sharia no Brasil usando de forma desvirtuada nosso ordenamento legal.

Tentar impedir a DENÚNCIA do teor de violência impresso em determinados textos sagrados islâmicos contestados até mesmo por “muçulmanos moderados” – considerados “murtad” (apóstatas) – pelos seguidores do Islã ortodoxo, é, nada mais que violação da liberdade de expressão, importando em grave violação dos direitos humanos. Mas a falta de conhecimento do Ministério Público acerca dos dogmas que se propõe a defender impede formalizar entendimento justo sobre a questão. Daí, fica mais fácil “criminalizar um discurso teológico” crítico ao Islã ortodoxo.

E antes que a “sanha belicosa” da FEPAL me ameace com processo, já aviso que acredito piamente na existência do “Islã moderado”, aquele que leva seus pacíficos defensores à pena de morte por “apostasia” em alguns países muçulmanos considerados estranhamente “moderados” pelo Ocidente. Se houver alguma dúvida sobre esse assunto, posso trazer diretamente do mundo muçulmano “exemplos” das “piedosas penas” que as mais respeitadas entidades islâmicas impõem aos muçulmanos e não-muçulmanos (humanistas, escritores, jornalistas, etc), que se atrevem a pedir REFORMA na “religião da paz”.

A sharia é compatível com o ordenamento jurídico brasileiro?

Outro “crime” que o pastor Martinez supostamente praticou à luz da interpretação muçulmana que “desorienta” o Ministério Público, foi publicizar que abomina a sharia e não aceita sua implementação em território brasileiro. Por oportuno, queria entender o motivo dos poderosos grupos LGBTI no Brasil não terem “judicializado” a prática de uma “religião” que FUNDAMENTA A CRIMINOSA PERSEGUIÇÃO AOS HOMOSSEXUAIS EM TODOS OS PAÍSES que compõem a chamada Dar al- Islam (casa ou terra do Islã). Quem sabe a perseguição ao pastor e à entidade que preside não sirva para o Brasil iniciar os debates sob o tema “é “constitucional” a imposição da sharia à luz da Constituição Federal e ordenamento moral brasileiro”?

Será que a agenda de ativistas de direitos humanos e grupos LGBTI continuará centrada nos ataques aos evangélicos no Brasil, rotulados como “homofóbicos”, esquecendo da “religião” que dá base para “países muçulmanos moderados” como o “Egito” promoverem “atos de tortura” contra gays, inclusive, os abomináveis “testes anais”, que resulta na prisão daqueles que não estão adequados à “sharia homofóbica“?

Por que a única religião que deve ser “problematizada”, segundo os humanistas, é o Cristianismo?

É  momento de debater à luz dos DIREITOS HUMANOS o Islã ortodoxo. A referida “religião” não está acima da “problematização” como acontece com o Cristianismo, embora os muçulmanos que clamem por REFORMA sejam ignorados, atacados e/ou mortos. Nomes como o imã Mohammad Tawhidi  notório reformador ameaçado de morte por jihadistas de todo mundo por ser um dos líderes do movimento global de REFORMA DO ISLÃ –  são desprezados por “humanistas” que defendem de fato, os verdadeiros “líderes radicais” responsáveis pela dor e sofrimento de crianças, mulheres e minorias diversas no mundo muçulmano, obrigadas a suportar o amargo fardo da sharia.

Logo, há necessidade URGENTE de grandes ministérios evangélicos brasileiros, bem como o Legislativo, apoiarem o lídimo direito desse pastor brasileiro não ser engolido pela “sharia judicializada”, condenando e denunciando veementemente o uso das leis de um país LIVRE e democrático sendo usadas na tentativa perversa de impor a “mordaça islâmica” no Brasil de maioria cristã.

Se os cristãos brasileiros não se arregimentarem imediatamente numa frente contra a incipiente intolerância muçulmana, brevemente o próximo samba-enredo da Mangueira representará a realidade de cristãos presos por não acatar os “mandamentos” da “religião da paz” na terra de mil e uma faces do “Jesus progressista”.

Andréa Fernandes – é advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Foto: Acopiara News

[1] https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2020/noticia/2020/02/24/mangueira-busca-bicampeonato-com-releitura-critica-da-vida-de-um-jesus-cristo-nascido-no-morro.ghtml

Como derrubar o voraz “jabuti islâmico” no “acordo de cooperação cultural” entre Brasil e Arábia Saudita?

Por Andréa Fernandes

Hoje, tomamos conhecimento através da imprensa que o presidente Bolsonaro afirmou em Riad que a Arábia Saudita convidou informalmente o Brasil a integrar a OPEP ( Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Mostrando a devida cautela, o presidente disse que a decisão seria comunicada após consultar a equipe econômica e o Ministério da Energia, apesar de manifestar entusiasmo pelo convite que vem após o anúncio de investimento do Fundo Soberano Saudita à monta de US$ 10 bilhões no Brasil.

O voraz “Jabuti islâmico”

Dessa forma, o presidente cumpre a promessa de comercializar com o mundo, porém, ontem, a imprensa árabe noticiou os acordos celebrados com o Brasil e como eu já esperava, entre os acordos assinados foi inserido estrategicamente um perigoso “jabuti islâmico” que, uma vez implementado trará sérias ameaças à soberania nacional. De maneira que ao firmar o ” “Memorando de Entendimento sobre Cooperação Cultural, o Brasil se expõe às práticas de dominação islâmica que já mostraram sua maléfica influência na Europa através da instalação de uma estrutura de poder que fortalece a rede de jihadistas que se infiltram em todos os níveis da sociedade a fim de impor a sharia (lei islâmica), o que ocorre muitas vezes de forma imperceptível.

Quando escrevi o artigo alertando para o perigo de sair das águas dos acordos comerciais e navegar pelo mar turbulento da “cooperação cultural” fundamentada no estímulo à divulgação de uma doutrina religiosa ortodoxa que promove atrocidades, alguns leitores subestimaram a análise, isto porque, não discernem a forma de atuação do fundamentalismo islâmico.

Acordo de “cooperação cultural” ou acordo de “dominação islâmica”?

Em primeiro lugar, não existe uma real reciprocidade nesse acordo, pois não haverá efetiva cooperação cultural por parte dos sauditas. A sharia (lei islâmica) comanda a vida do muçulmano em todos os aspectos  e a cultura ocidental é demonizada, além do que, a Arábia Saudita exporta a doutrina wahabita para as mesquitas em todo mundo. Essa doutrina é a base religiosa do Estado Islâmico, Al -Qaeda, Hamas e milhares de outros grupos terroristas muçulmanos sunitas.

De sorte que, as lideranças religiosas muçulmanas ortodoxas terão “carta aberta”para apregoar de forma enganosa o pacifismo do Islã ortodoxo a fim de angariar novos fiéis que serão ensinados através do Alcorão e Hadiths a odiar cristãos, homossexuais, ateus e judeus. Enquanto isso, os brasileiros não poderão levar sua fé e/ou cultura ao solo sagrado saudita, onde o Cristianismo é terminantemente proibido desde a ordem do profeta Mohammad de extirpar da Península Arábica todos os cristãos e judeus. Antes de sua morte, seus seguidores jihadistas assassinaram ou expulsaram todos os não-muçulmanos de suas terras, pelo que todos aqueles que conhecem o Islã ortodoxo sabem que esse acordo assinado pelo presidente com o príncipe acusado recentemente de mandar esquartejar um jornalista no interior do Consulado turco é apenas uma estratégia de “engano religioso” chamada taqiyya (obrigação de todo muçulmano mentir para os infiéis visando expandir o Islã).

O Jabuti Islâmico devorou até a Primeira Emenda dos Estados Unidos

Ademais, os países europeus que comercializaram com a Arábia Saudita e demais Estados totalitário muçulmanos permitindo a concretização dos comandos de “acordo de cooperação cultural” estão sofrendo as terríveis consequências da islamização radical. A sharia (lei islâmica) tem sido implantada de forma a regular até o comportamento de não-muçulmanos em obediência ao Islã, e enganam-se aqueles que ao tentarem refutar meus argumentos afirmaram que alguns países ocidentais comercializam com sauditas, inclusive os Estados Unidos. Contudo, se adentrarmos no contexto comportamental americano perceberemos que a SHARIA já impõe os preceitos islâmicos no país protestante violando as outrora sagradas “liberdades individuais” e “liberdades religiosas”. Vamos a um exemplo? A Suprema Corte se negou a apreciar o processo de estudante do ensino médio de Maryland , Caleigh Wood, que se recusou a participar de um trabalho escolar para escrever a reza de conversão islâmica que afirma “… não há Deus, exceto Alah”, porque ela acreditava que isso contradizia diretamente sua fé cristã .

Segundo a Fox News:

Richard Thompson, presidente e conselheiro principal do Thomas More Law Center, que apresentou a petição em nome de Wood, disse: “As escolas estão promovendo o Islã sobre o cristianismo ou qualquer outra religião, e você tem um padrão duplo, que consideramos uma violação da lei. Thompson também disse no comunicado de imprensa da empresa : “Sob o pretexto de ensinar história ou estudos sociais, escolas públicas de toda a América estão promovendo a religião do Islã de maneira que nunca seria tolerada pelo Cristianismo ou por qualquer outra religião”.

Thompson disse que, além de obter um F na classe, Wood também foi obrigado a assistir a uma apresentação em PowerPoint pró-Islã que denegria sua religião e basicamente dizia que os cristãos não são tão fiéis quanto os muçulmanos. Então acreditamos firmemente que isso era uma violação. ”

Ora, se nos Estados Unidos as diversas entidades muçulmanas ortodoxas patrocinadas pela Arábia Saudita e outros países totalitários conseguem DERRUBAR A PRIMEIRA EMENDA para promover a difusão em todo país dessa crença que estimula violação de direitos humanos, pergunto: por que o brasileiro acha que nosso país será o ÚNICO no mundo em que o Islã não abocanhará as principais instituições????

Brasil na rota das doutrinas religiosas extremistas

Brasileiro, você tem a noção do nível de influência do Islã ortodoxo nas comunidades carentes? Esqueceu que o PCC de São Paulo e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro já fecharam parceria com a mais poderosa organização narcoterrorista islâmica do mundo? Então leia parte da matéria publicada no Correio Braziliense em abril de 2019 seguinte:

Enquanto o Congresso discute uma série de leis anticrime e o governo federal concentra esforços na atuação da crise na divisa com a Venezuela, no norte do país, facções criminosas se fortalecem na tríplice fronteira, na divisa entre Brasil, Paraguai e Argentina. Desde 2017, organizações como o Primeiro Comando Capital (PCC), aliada ao Hezbollah, e o Comando Vermelho (CV), ampliam suas atividades de contrabando de armas, drogas lícitas e ilícitas e eletrônicos na região. O crescimento do poder do crime preocupa autoridades, mas encontra poucas ações práticas para frear o crescimento do poder paralelo no local.

Assim, mesmo sabendo que a maioria dos muçulmanos NÃO são jihadistas, a realidade é que o Brasil ainda não está preparado para combater em todas as frentes um aprofundamento da ameaça terrorista que já existe há anos. Apenas uma ação coordenada de ataques jihadistas/terroristas perpetrados por sauditas que seguiam a doutrina wahabita  exportada pela Arábia Saudita matou quase 3 mil inocentes nos atentados de 11 de setembro (Estados Unidos), o que mostra que não podemos facilitar a disseminação desse VENENO IDEOLÓGICO em solo nacional!

Como se livrar do perigoso jabuti?

Uma vez assinado o “acordo de jabuti islâmico”, resta-nos, a princípio, uma saída altamente democrática e respeitosa para com o presidente: pressionar os parlamentares para derrubarem em votação esse acordo de cooperação, e caso seja ratificado – porque dificilmente o Parlamento vai se mobilizar – a alternativa é promover a criminalização explícita da sharia em território nacional e derrubar a Lei de Migração. Ressalto, ainda, que sem MOBILIZAÇÃO POPULAR dentro e fora das redes, essa batalha estrá perdida!!!

O brasileiro que vem permitindo o ingresso de inúmeros terroristas do Hezbollah, FARC e milícias venezuelanas infiltrados entre os refugiados no pobre território de Roraima precisa despertar urgentemente para essa GRAVE questão de SOBERANIA NACIONAL. A espada de Mohammad não poupa aqueles que se omitem no quesito SEGURANÇA NACIONAL.

A democracia precisa vencer a sharia. Brasil acima de tudo, D’us acima do Islã!!!

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem Veja

Sharia em ação: Brasil celebra “acordo de cooperação cultural” com o reino do terror saudita

Pela manhã eu estava decidida a escrever um artigo sobre as tratativas do presidente Bolsonaro nos países muçulmanos, principalmente, quando uma renomada especialista em terrorismo islâmico – que vive nos EUA – entrou em contato enviando vasto material sobre o Qatar, país muçulmano que é o maior financiador global do terrorismo, enviando dinheiro para as “beldades genocidas” do Estado Islâmico e Al-Qaeda.
 
Como sei que há a tese do “dinheiro neutro” reivindicada pelo Liberalismo que defende a ideia do “comércio sem viés ideológico”, passei a tarde lendo matérias da mídia árabe e artigos diversos sobre terrorismo e segurança nacional, pois o meu país está fechando acordos em diversas áreas com estados totalitários, inclusive, nas área de defesa e diplomacia, fomentando também o “intercâmbio” entre diplomatas, além de uma inusitada COOPERAÇÃO CULTURAL com o berço do Islã – Arábia Saudita – o que deixa claro que não há apenas relação estritamente “econômica”, não é verdade?
 
Além disso, a imprensa árabe anunciou que haveria proposta saudita de um “Memorando de Entendimento” no tocante a vistos e seriam 7 (sete) acordos cunhados pela monarquia muçulmana que promove abertamente a promoção do wahabismo conhecido pelos ocidentais como “Islã radical”.
 
Portanto, mesmo não sendo nem um pouco complicado tecer comentários sobre as consequências de uma aproximação com os países visitados, acredito que por honestidade intelectual eu preciso saber o TEOR COMPLETO dos acordos firmados, que serão submetidos ao Legislativo para aprovação via decreto legislativo, conforme reza a Constituição Federal.
 
Todavia, uma importante informação não explorada pela extrema-imprensa que apoia a “retórica islamizadora”, causaria assombro aos brasileiros – não fosse o desconhecimento quase geral acerca da ameaça jihadista global – pois o nosso presidente firmou um “Memorando de Entendimento sobre Cooperação Cultural, que em português claro significa “autorização” para Arábia Saudita ter plena liberdade de promover sua danosa doutrina wahabita no país, a qual é a base religiosa de grupos terroristas sunitas tais como Estado Islâmico, Al-Qaeda, Hamas, Boko Haram e muitos outros.
 
Aliás, se o prezado leitor se considera “conservador”, cabe perguntar: você considera correta a “cooperação cultural” com um Estado totalitário sanguinário que proíbe em seu território a construção de igrejas, sinagogas e templo de crenças que não sejam o Islã ortodoxo, além de promover atrocidades medievais?
 
E mais... você acha que será “producente” a remessa de milhões de dólares sauditas para investimentos diversos, inclusive, construção de mesquitas, massalas e centros islâmicos, além de investimentos pesados em escolas e universidades para darem continuidade ao processo de “romantização do Islã ortodoxo”, promovendo secretamente sua doutrina de ódio e terror contra os kafirs (infiéis)?
 
E com a captação de até US$ 10 bilhões oriundos do “reino do terror”, você acha que o Brasil vai ousar a levantar a voz nos foros internacionais contra a cruel perseguição aos cristãos em países muçulmanos? Aliás, você atentou para o fato de não ter havido no discurso do presidente Bolsonaro na ONU denúncia sobre o GENOCÍDIO DE CRISTÃOS em países muçulmanos como a Nigéria, onde milhares de cristãos estão sendo exterminados por grupo muçulmano com o apoio tácito do governo?
Como eu sei que a pauta de denúncia da perseguição religiosa em países muçulmanos não atrai a maioria dos cristãos conservadores formadores de opinião, quero aproveitar o ensejo para lembrar que a Europa seguiu esse mesmo caminho do “Brasil liberal” que vê nas relações econômicas desprovidas de obediência a princípios e valores a solução para todos os problemas. Hoje, a França está à beira de uma guerra civil, conforme afirmou o chefe da segurança nacional, a DGSI (Direção Geral da Segurança Interna), Patrick Calvar.  
Disse Calvar, em 2016:

 

O extremismo está aumentando em toda parte, e agora estamos voltando nossa atenção para alguns movimentos de extrema direita que estão preparando um confronto”. Que tipo de confronto? “Confrontos intercomunitários”, disse ele, educado por “uma guerra contra os muçulmanos”. “Mais um ou dois ataques terroristas”, acrescentou, “e podemos muito bem ver uma guerra civil”.

Outro país que se engraçou com a “cooperação cultural” do mundo muçulmano atraído por sedutores petrodólares foi a Suécia. A advogada Judith Bergman escreveu interessante artigo intitulado A Suécia está em Guerra,  no qual lemos o seguinte:

A polícia escreveu no relatório de 2017 que conflitos étnicos globais são replicados nas áreas vulneráveis:

“… o judiciário [sueco] e o resto da sociedade [sueca] não entendem esses conflitos ou têm respostas sobre como eles podem ser resolvidos. A polícia, portanto, precisa ter um melhor conhecimento do mundo e compreensão dos eventos para A presença de retornados, simpatizantes de grupos terroristas como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e a Al-Shabaab e representantes de mesquitas salafistas, contribuem para as tensões entre esses grupos e outros moradores da região. vulneráveis. Desde o verão de 2014, quando um califado foi proclamado na Síria e no Iraque, as contradições sectárias aumentaram, especialmente entre sunitas, xiitas, cristãos levantinos e nacionalistas de origem curda “. (p 13)”

Por oportuno, creio ser fundamental exemplificar o “funcionamento” do processo de “expropriação cultural” que com uma mãozinha da esquerda progressista literalmente está arruinando a pátria francesa. No dia 19 de setembro, foi inaugurado  com a presença do Ministro do Interior, o Instituto Francês de Civilização Muçulmana. No evento o ministro enalteceu o projeto de um “Islã aberto” dedicado à “luta contra o preconceito”. O suntuoso prédio ao lado da Grande Mesquita, vai ofertar cursos de civilização muçulmana e idiomas, simpósios, conferências e debates para expandir a fé. No entanto, adivinha quem ajuda a financiar o projeto para desconstrução da França? É a Liga Islâmica Mundial, base diplomática e religiosa da Arábia Saudita sediada em Meca, que tem ” vínculo ” com a Federação de Muçulmanos Franceses.

Sabe quem mais compareceu à inauguração desse centro de islamização wahabita promovido pela Arábia Saudita? Mohammed Al-Issa, secretário geral da Liga Islâmica Mundial. Cabe noticiar as “indumentárias prodigiosas” de Mohammed descritas pelo jornal Le Fígaro:

“Mohammed Al-Issa, que lidera a Liga Islâmica Mundial, é creditado em mais de 500 execuções quando foi ministro da Justiça da Arábia Saudita de 2009 a 2015, e inúmeras ordens de tortura, incluindo a condenação do famoso Raif Badawi com 1.000 chicotadas. “

Se para um conservador não causa revolta saber que uma facínora torturador é prestigiado em evento que fortalece os “discursos de ódio” e ações jihadistas na França,  vale trazer à baila o parecer da especialista Razika Adnani sobre a doutrina que a Arábia Saudita quer compartilhar com o Brasil graças aos laços de cooperação cultural firmado sob a égide do modelo de liberalismo sem viés ideológico:

Os princípios do wahabismo e suas conseqüências no mundo e, especialmente, no mundo muçulmano não são um segredo. Portanto, é difícil admitir que os wahabitas se tornaram repentinamente pessoas que defendem uma linguagem de paz e solidariedade, denunciando o terrorismo islâmico e o obscurantismo. Se a Liga Islâmica Mundial denuncia o terrorismo, como explicar que homens e mulheres são decapitados publicamente na Arábia Saudita? Por que os seres humanos estão sendo intimidados porque têm opiniões diferentes sobre o Islã e a sociedade? “

Eu poderia escrever um livro pormenorizando os resultados catastróficos dos “laços de cooperação cultural” promovidos sob a justificativa de trazer desenvolvimento à Europa pós-cristã. De sorte que, a inserção do Brasil nessa “maracutaia islâmica” para espalhar a perigosa doutrina wahabita é simplesmente inadmissível e contrária aos nossos princípios!

Ora, se Bolsonaro quer celebrar “comércio” com a Arábia Saudita que já é o nosso maior parceiro comercial no Oriente Médio – com fluxo comercial entre os dois países atingindo US $ 4,4 bilhões em 2018 – deve mobilizar sua fragmentada bancada no Congresso para criminalizar a sharia (lei islâmica), a fim de evitar que o modus vivendi de uma doutrina religiosa medieval venha se instalar em nosso território.

Contudo, espero que parlamentares se mobilizem para impedir a implementação desse absurdo acordo de “cooperação cultural” estimulado por uma assessoria que parece ser completamente ignorante sobre o mundo muçulmano. E assim que tiver acesso aos “acordos” celebrados com os regimes totalitários islâmicos voltarei a escrever sobre o tema, frisando, desde já, que estou muito preocupada com a declaração de Bolsonaro para a mídia árabe afirmando que “o Brasil busca parceria ainda mais profunda com a Arábia Saudita”.

Se o nosso presidente não tomar cuidado, em algumas décadas o Brasil experimentará as mesmas mazelas sofridas pela Europa. O poderio islâmico se aprofundará em todos os níveis e pode desencadear um perigoso lema:”Islã acima de tudo, Alah acima de todos“.

 Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: ANBA

 

 

 

Carta Aberta ao Diretor da Faculdade Batista que faz Diálogo inter-religioso com Islã Ortodoxo

Por Andréa Fernandes

Há pouco mais de uma semana consignei manifestação escrita na Página do Facebook[1] de uma professora da Faculdade Teológica Batista/SP, após um seguidor  me marcar no post onde ela defende literalmente o “diálogo inter-religioso” com representante do Islã ortodoxo. Como eu represento uma instituição de direitos humanos que debate o tema em diversos foros, não poderia jamais – por DEVER FUNCIONAL e MORAL – fingir que nada aconteceu, pois estaria reforçando o grave erro promovido pela professora Analzira Pereira do Nascimento, que em tese, poderia estar equivocada por não ter especialização em teologia islâmica[2].

Sheik convidado para diálogo inter-religioso recusa apoio a muçulmanos moderados

De forma respeitosa ponderei no perfil público da professora Analzira a temeridade de sua ação, pois convidou para perpetrar “diálogo inter-religioso” com os seus alunos um sheik que se negou a manifestar apoio aos “muçulmanos moderados” que defendem REFORMA NO ISLÃ para que seja expurgada toda doutrina que fundamenta violação dos direitos humanos. Aliás, conheço pessoalmente o sheik Mohamad Bukai, já que em evento falaciosamente chamado de Debate para Enfrentamento da Intolerância Religiosa, na Câmara Municipal de São Paulo[3], realizado por vereadores e algumas lideranças religiosas multiculturalistas – cujo intuito era tacitamente atacar evangélicos – me manifestei solicitando ao sheik que apoiasse os muçulmanos moderados no pleito de reforma do Islã, o que foi veementemente negado, tendo a liderança islâmica reforçado a legitimidade de todas os escritos sagrados islâmicos, mesmo que vários deles preconizem notória violência. No evento, fui chamada de “ignorante” por muçulmanos e o pedido de reforma na “religião” –  que na sua vertente ortodoxa fundamenta violações de direitos humanos – foi ridicularizado.

Sabedora do dogma que apregoa o sheik Mohamad Bukai longe do público cristão, informei à professora o erro de acreditar na possibilidade de “diálogo inter-religioso” com o referido líder muçulmano. Diante do silêncio de Analzira, solicitei posicionamento da Junta de Missões Mundiais (JMM), entidade missionária com a qual a professora mantém vínculo laboral, além do que, já orientei uma missionária  que havia atuado em campo de refugiados na Jordânia. Ao ser convidada para programa na TV Boas Novas, a missionária não se sentiu capacitada para discorrer sobre as implicações do conflito sírio. A seu pedido, a direção do programa me convidou para participar devido meu conhecimento sobre o tema. Contudo, a JMM resolveu não se pronunciar no Facebook da professora ao ser instada a posicionar-se.

Dias após as minhas manifestações escritas, o ataque de alguns militantes da extrema-esquerda que seguem a professora me incentivaram a explicar o tema em Live. Porém, ontem, um aluno comentou na página da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM),  que o diretor da faculdade teria se posicionado oficialmente. Todavia, ao não localizar o tal posicionamento na página oficial da instituição no Facebook, solicitei o link [4], tomando conhecimento que a “resposta” se deu na página de ativismo “Islã Realista” por meio de um senhor chamado Lourenço Stelio Rega, que se apresentou como diretor da faculdade.

Resposta do Diretor

Sem responder objetivamente a nenhum dos fundamentos da crítica à professora, o diretor tergiversou em texto confuso afirmando que segue “princípios bíblicos” e num tom belicoso chamou os ativistas e cristãos que criticaram a ação da professora de “radicais” e “covardes” (texto aqui).

Chamou minha atenção o fato do diretor não escrever nada na página EVM, apesar das minhas denúncias e Live. Porém, ao contrário do sr. Lourenço, que propaga ataques chamando críticos de “radicais”, não descerei o nível, eis que, não o considero um “radical”, mas sim, um “ignorante” que reforça erro de sua professora por lhe faltar conhecimentos básicos sobre o Islã. De maneira que, acredito que só um debate saudável com aporte doutrinário confiável é capaz de vencer o senso comum que infelizmente vem tomando salas de aula em diversas instituições de ensino.

Por oportuno, cabe salientar que nunca imaginei que um diretor de faculdade confessional teria argumentos tão rasteiros para “justificar” a ação reprovável de sua professora ao convidar para ministrar aula um sheik, que vale repetir, é conhecido por SE NEGAR publicamente a apoiar o movimento de REFORMA NO ISLÃ promovido por MUÇULMANOS MODERADOS visando a exclusão das suratas violentas do Corão Medinense a fim de tornar possível a sonhada tolerância religiosa.

Universidade onde sheik estudou se recusa a acusar grupos terroristas de “heresia”

O orgulho do sheik em relação às suas “indumentárias religiosas” é público e notório: no perfil do Facebook aduz que estudou SHARIA (lei islâmica) na Universidade Al- Azhar (Cairo), que possivelmente a professora Analzira desconhece por não ter especialização alguma em teologia islâmica, além de temas congêneres vinculados ao mundo muçulmano. Daí, faz-se necessário EXPLICAR que Al–Azhar é considerada o CENTRO IDEOLÓGICO MUNDIAL mais importante da vertente sunita ortodoxa, a qual vem sendo acusada pela imprensa árabe, think tanks e ativistas de direitos humanos de FUNDAMENTAR DOUTRINARIAMENTE AS AÇÕES TERRORISTAS de grupos muçulmanos em diversas partes do mundo. Aliás, o sheik Ahmed Al-Tayeb, instado a se posicionar sobre a suposta “apostasia” do “Estado Islâmico” afirmou em 2014, que a UNIVERSIDADE NÃO PODE DECLARAR O ESTADO ISLÂMICO “APÓSTATA” pois, o grupo declarou a shahada e crê no Dia do juízo, ou seja, a mais importante entidade muçulmana sunita corrobora a “legitimidade islâmica” da organização jihadista/terrorista que promoveu GENOCÍDIO DE CRISTÃOS e minorias, além de promover ESCRAVIDÃO SEXUAL e outras atrocidades. É essa “entidade” que posa de “moderada” em encontros com o Papa, que teve o seu “ex-aluno” sendo recebido de forma EMOCIONADA pela professora Analzira. Que vergonha!

É possível “diálogo inter-religioso” com sheiks ortodoxos?

Torna-se clarividente que a direção da faculdade seguiu de forma visceral a ESTRATÉGIA MUÇULMANA de ATAQUE AFRONTOSO CONTRA PROBLEMATIZAÇÃO DO ISLÃ, achando melhor rotular como “radicais” aqueles que CRITICARAM RESPEITOSAMENTE ATIVIDADE ACADÊMICA que PRESTIGIOU UM LÍDER ISLÂMICO que não apoia muçulmanos moderados que reivindicam tolerância debaixo de ameaças! Nesse sentido, vale lembrar que há um DEBATE sobre a TEOLOGIA LIBERAL que a faculdade abraçou ao acreditar em “diálogo inter-religioso”, o que demonstra que a INTERPRETAÇÃO BÍBLICA in casu é QUESTIONÁVEL, de modo que posar como “dono da verdade” sobre abordagens teológicas só demonstra desnecessária arrogância.

Segundo parte dos estudiosos, num cenário que se vislumbra pluralista, “é necessário que haja um diálogo inter-religioso e das religiões com os não religiosos, a fim de tornar minimamente possível uma convivência pacífica entre os mesmos”[5], evitando conflitos de motivação religiosa, sendo certo que alguns doutrinadores ainda acreditam que as religiões devem evitar a busca de supremacia mundial, o que por si só, já torna inviável a plena aceitação de tal ideário por lideranças islâmicas ortodoxas, as quais jamais contrariarão seus escritos sagrados para atender “acordos fajutos” amalgamados por meandros doutrinários islâmicos desconhecidos do vulgo, tais como o falacioso Tratado de Paz Hudaybiyya[6], sendo certo que esses “acordos” são concebidos à luz de sulha dania (trégua desprezível), já que os não-muçulmanos representam Dar Al- Harb (Casa da Guerra), território este que abrange países ainda não subjugados à sharia (lei islâmica) através de instalação de governos muçulmanos.

Dessa forma, acreditar em “acordos” celebrados com lideranças ortodoxas do Islã é possível apenas num ambiente descomprometido com o conhecimento dos rudimentos da aludida crença. A professora Analzira não deve saber que no Islã ortodoxo a concepção de mundo é dicotomizada, de modo que Dar Al-Islam (Casa do Islã) se coloca obrigatoriamente em oposição a Dar Al-Harb (Casa da Guerra), até que governos muçulmanos substituam governos não-muçulmanos implantando a lei islâmica. Logo, uma vez o Brasil ocupando a condição de “Casa da Guerra”, o “engano sagrado” é legitimado em todas as manifestações de lideranças muçulmanas ortodoxas, e nesse contexto a jihad assume facetas ignoradas pelo senso comum, que imagina apenas tratar-se de guerra para conquista territorial. Hoje, no Brasil, há uma verdadeira JIHAD JURÍDICA promovida por entidades muçulmanas que estão perseguindo ativistas que denunciam a violência estatuída no Corão Medinense e demais escritos religiosos.

Como as Escolas de Jurisprudência sunita concebem a jihad?

Como sempre amparo meus posicionamentos públicos com base em parecer de estudiosos que de fato conhecem a doutrina islâmica, insta trazer à lume o ensino do renomado autor egípcio Raymond Ibrahim[7]:

“De acordo com todas as quatro escolas reconhecidas de jurisprudência sunita, a guerra contra o infiel continua em perpetuidade, até que “todo o caos cesse e toda a religião pertença a Allah” (Alcorão 8:39). De acordo com a Encyclopaedia definitiva do Islã (edição Brill Online): “O dever da jihad existe enquanto a dominação universal do Islã não for alcançada. A paz com as nações não muçulmanas é, portanto, apenas um estado provisório; apenas a chance das circunstâncias pode justificá-la temporariamente. Além disso, não se trata de tratados de paz genuínos com essas nações; apenas são autorizadas tréguas, cuja duração não deve, em princípio, exceder dez anos. Mas mesmo essas tréguas são precárias”.

Propagando o “engano sagrado”

Em que pese reconheça o direito da direção da faculdade adotar a estratégia inócua de “diálogo inter-religioso”, penso que não o fez de forma apropriada, pois se a professora Analzira tivesse conhecimento basilar sobre o CURRÍCULO do sheik e a doutrina seguida pelo mesmo, saberia que um ORTODOXO JAMAIS EFETUARIA “DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO”! Sempre que convidados para se manifestar em países onde muçulmanos são minoria, por conta da MURUNA[8], adotam estratégias de ENGANO SAGRADO… A estratégia mais conhecida é a TAQIYYA, justamente a utilizada em sala de aula da faculdade. Todo muçulmano ortodoxo deve MENTIR sobre o Islã para um Kafir (infiel), tendo por escopo a expansão da “religião”. Foi isso que o sheik fez! De maneira que, os alunos apenas ouviram citações de suratas mequenses e “romantização” sem relação alguma com o “verdadeiro Islã” (ortodoxo).

Será que a professora adota a estratégia de “taqiyya às avessas”?

Ainda que a professora Analzira indevidamente respaldada na direção da faculdade tenha avisado com antecedência aos seus alunos que o sheik não representaria o “Islã moderado”, achando viável adoção do “engano sagrado às avessas”, com ideia de supostamente iludir o sheik para que a referida liderança acreditasse que os alunos estariam “concordando” com sua “aula” – utilizando esse instrumental apenas para mostrar como funciona a taqiyya –  não deixou de agir de maneira incorreta, já que se realmente assim agiu, estaria fundamentada na “mentira”, que na doutrina cristã é inadmissível.

Reforçando a tese da “religião da paz” em tempos de genocídio de cristãos

Quando a professora de uma faculdade confessional cristã posta no Facebook fotos alegres sentindo-se “agradecida” devido encontro que possibilitou a “propaganda enganosa” para engabelar um sheik com a descrição “Ontem recebi o sheik Mohamad Al Bukaid em minha aula sobre Islamismo – disciplina “Religiões Mundiais”, na Faculdade Teológica Batista/SP. Aula esclarecedora e oportunidade de diálogo inter-religioso”[9], passa a impressão errônea de que é possível “diálogo” com muçulmanos que não apoiam Islã moderado. Além disso, o leigo que contempla as palavras emocionadas da professora, que nesse caso, mais parece uma “militante”, passa a acreditar que muçulmanos ortodoxos falam a “verdade” sobre sua doutrina. Será tão difícil compreender que esse posicionamento reforça a tese de “Islã da paz” que impede que cristãos problematizem o Islã e denunciem a perseguição de cristãos e minorias no mundo muçulmano?

É por causa desse tipo de ação comum entre “multiculturalistas suicidas” que o GENOCÍDIO DE CRISTÃOS NIGERIANOS é eclipsado em púlpitos e “palcos universitários” seculares e confessionais como foi o genocídio de cristãos e minorias nos territórios ocupados pelo Estado Islâmico, protegido sutilmente pela universidade onde estudou o sheik Al Bukaid, o qual, cumpre frisar, cumpriu com maestria  seu dever religioso num país em que professar religiões é legalmente permitido com base na Constituição Federal, ainda que o Islã em sua vertente ortodoxa promova terríveis violações dos direitos humanos. Urge destacar que por omissão de parlamentares, intelectuais, juristas, formadores de opinião, teólogos liberais, bem como lideranças políticas e religiosas, a SHARIA ainda não foi criminalizada no país.

Rabino é excluído do diálogo inter-religioso

Interessante que a aula do rabino Pessach Kalfmann[10] não foi anunciada com o mesmo entusiasmo no Facebook da professora. Ela não afirmou se sentir “agradecida” como fez com o sheik Al Bukaid e nem mesmo postou foto sorridente ao lado do religioso como fez com o líder muçulmano postando duas fotos ao lado dele orgulhosa pelo ato de “tolerância”. Ademais, o anúncio foi lacônico:Aula sobre Judaísmo, Cultura, crenças mundo atual em Israel. Rabino Pessach Kalfmann”.

Com a devida venia, senhor diretor, por que a aula do rabino não foi anunciada como “diálogo inter-religioso”? Será que essa abordagem só deve ser adotada com muçulmanos? Se eu fosse militante ideológica afirmaria que se tratava de “discriminação religiosa” por fazer abordagem seletiva não inserindo judeu no contexto de “diálogo inter-religioso”! Todavia, reconheço que a professora segue a “linha de praxe” que agrada os círculos acadêmicos, tanto é, que o post com o sheik recebeu mais de 300 curtidas e o post anunciando aula do rabino recebeu menos de 50 curtidas, apesar de reconhecer que Analzira teve ajuda especial de militantes de extrema-esquerda, sendo que um deles ainda “lembrou” da suposta perseguição dos cristãos contra a comunidade LGBTI, o que mostra o forte viés ideológico que apoia ações dessa faculdade.

A estranha posição de intolerância do diretor ao atacar a crítica 

Conforme exaustivamente delineado acima, fica claro que ao não ser capaz de contestar as DENÚNCIAS fundamentadas sobre apoio tácito ou inconsciente ao Islã ortodoxo e rotular aleivosamente como “maledicência sagrada e virtual” aqueles que se opõem às estratégias falhas de uma faculdade confessional, o diretor, que também ataca o que chama de suposto decreto da democracia virtual, está agindo, mutatis mutandis, como lideranças ortodoxas muçulmanas, pois esquece o mesmo que não existe “democracia virtual” em teocracias muçulmanas, que adotam o “discurso único”, tal qual a universidade.

Graças à  essa “democracia virtual” visivelmente assustadora para o diretor que “dá voz” ao Islã ortodoxo, uma representante de instituição de direitos humanos – que estuda Islã e debate sobre o tema em diversos foros – pôde respeitosamente REFUTAR a prática do engano. Outrossim, cumpre ressaltar que atacar raivosamente a “crítica” não deveria ser “atitude cristã” de um diretor que cita a Bíblia para amparar sua visão diminuta de mundo, já que o ambiente acadêmico é – ou deveria ser – ambiente plúrimo, principalmente, quando a faculdade – mesmo sendo confessional – outorga liberdade às narrativas de dogmas e ideologias diferenciadas.

Continuo aguardando a base doutrinária que justifique propagar as narrativas de um sheik que não apoia o Islã moderado, já que, o diretor tergiversou e não trouxe nenhum aparato para a bizarrice que corrobora afronta e desrespeito à “igreja perseguida” e demais minorias, inclusive, muçulmanas, as quais são vítimas de decisões medievais do centro ideológico onde estudou o sheik que emocionou a professora Analzira.

Enfim, devo pontuar ainda que usar título de PhD em “resposta oficiosa” à página Islã Realista para aventar “argumento de autoridade” é de uma puerilidade ímpar, já que o currículo[11] do diretor é público, e nele não consta especialização em teologia islâmica ou quaisquer temas inerentes ao mundo muçulmano. Seria aconselhável a direção da faculdade confessional aprender o ensinamento Joanino: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:30). Afinal, “diante da honra vai a humildade”…

Andréa Fernandes – Advogada, jornalista, internacionalista e Diretora-Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem Depositphotos

[1] https://www.facebook.com/AnalziraNascimento/

[2] https://www.escavador.com/sobre/6774954/analzira-pereira-do-nascimento

[3] https://www.gospelprime.com.br/censura-islamica-na-camara-municipal-de-sao-paulo/

[4] https://www.facebook.com/islamrealista/posts/2601725283253649

[5] http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000400135

[6] Trégua de 10 anos acordada entre o Profeta Muhammad e a Tribo Quraish de Meca. No entanto, dois anos depois, Maomé atacou e conquistou Meca.

[7] https://www.meforum.org/2095/islams-doctrines-of-deception

[8] Suspensão temporária das práticas ortdoxas do Islã ou da sharia (lei islâmica) em países onde muçulmanos são minorias. Muruna significa usar “flexibilidade” para se misturar ao inimigo ou ao ambiente. https://www.islam-watch.org/home/139-louis-palme/1095-knowing-four-arabic-words-may-save-our-civilization-from-islamic-takeover.html

[9] https://www.facebook.com/260949747357338/posts/2477979102321047/

[10] https://www.facebook.com/260949747357338/posts/2477979102321047/

[11] https://www.escavador.com/sobre/7731965/lourenco-stelio-rega

Não gostou da Portaria de Moro? A porta de Cuba é a serventia da casa

Por Andréa Fernandes

Na sexta-feira próxima passada (26/07), o Ministério da Justiça e Segurança Pública alvoroçou a grande mídia ao publicar no Diário Oficial da União a Portaria nº 666/2019[1], emitida pelo ministro Sérgio Moro, a qual disciplina “o impedimento, a repatriação e a deportação sumária de pessoa perigosa ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”.

Apesar da “reação apocalíptica” da oposição e juristas alinhados à esquerda, a Portaria – que é ato administrativo emanado dos chefes de órgãos públicos visando ordenar o funcionamento da Administração Pública e a conduta de seus agentes – nada mais é, que o instrumento normativo que veio instituir a diretriz para a regulamentação de dispositivos específicos da  Lei de Migração (sancionada pelo ex-presidente Michel Temer, em 2017), e o Estatuto do Refugiado. Seria muito simples perceber que o ministro agiu em observância à lei, se não houvesse um movimento ideológico vergonhoso trabalhando noite e dia para tentar inviabilizar o governo.

A reação da militância: ABI e OAB unidas no ataque contra o Juiz Sergio Moro

Talvez, por má-fé ou ignorância crônica, militantes de diversos segmentos estão elevando a Portaria nº 666 à temida “marca da besta” estimulados por instituições aparelhadas e juristas comprometidos com o infundado discurso de “ataque à liberdade de imprensa”. Aliás, rapidamente a “alcateia midiática” e simpatizantes se uniram para promover desinformação em ataques hidrófobos contra o ministro Moro. Nesse sentido, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), costumeira “rábula”[2] do portal militante da extrema-esquerda “The Intercept Brasil”, passou a disputar com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), Felipe Santa Cruz, o ranking das narrativas conspiratórias em defesa de Glenn Greenwald.

Além de promover ato público em defesa de jornalista-militante[3], a ABI publicou nota afirmando que seria “inconstitucional e um abuso de poder a edição de medidas governamentais direcionadas a quem quer que seja, principalmente, na conjuntura atual, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, radicado no Brasil há 13 anos[4].

Para mostrar “comprometimento” com o “companheiro Glenn”, a ABI ameaçou recorrer ao Judiciário, caso a medida publicada fosse utilizada contra o editor-chefe do “The Intercept Brasil”, se configurando supostamente o que chama de “arbítrio” e de “atentado à liberdade da imprensa”.

Contudo, o presidente-ativista da OAB, que costuma militar pautado no agressivo modus operandi petista, não obstante atacar em outras ocasiões o juiz da 2ª Vara Federal/RJMarcelo Bretas, chamando-o de “vedete”[5] e o ministro  Moroafirmando que “banca o chefe de quadrilha[6]”, ingressou com pedido no Judiciário a fim de que a entidade que representa seja autorizada a ingressar como assistente das investigações no inquérito da Operação Spoofing[7] (que apura a invasão aos celulares de Moro e demais autoridades), sob o pretexto de “proteger a cadeia de custódia das informações e para garantia de amplo acesso dos advogados aos elementos de prova[8].

A mesma OAB, que recentemente ingressou com pedido junto ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para averiguar possível investigação da Polícia Federal ou do próprio COAF contra Glenn – alegando temor acerca de risco de violação dos direitos à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa[9] – vem “advogando graciosamente” em favor do pau-mandado de Lula, que é “tomador de mensagens” com fortíssimos indícios de terem sido interceptadas pelos criminosos presos na Operação Spoofing.De maneira que, ingressar na investigação da operação que investiga os crimes é – desalojadas as terminologias glamourosas do “juridiquês” – apenas mais uma das estratégias em defesa de hackers a serviço de instauração de uma crise institucional por meio de ações ao arrepio da lei.

Todavia, o ativismo do presidente da OAB, que há muito tempo é acusado de utilizar a entidade para representar suas preferências político-partidárias, acaba de sofrer um forte impacto. AAssociação dos Advogados e Estagiários do Rio de Janeiroimpetrou Mandado de Segurança requerendo o imediato afastamento de Felipe Santa Cruz do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil[10].

Glenn Greenwald, “pessoa perigosa protegida por lei”

Sabedor do amplo apoio que recebe da extrema-imprensa devido a sua luta incansável para inocentar o ex-presidente Lula, que cumpre prisão na sede da PF em Curitiba por lavagem de dinheiro e corrupção passiva[11]Glenn Greenwald propalou em suas redes que via na Portaria uma tentativa de intimidação de Moro após a divulgação de mensagens privadas supostamente trocadas pelo atual ministro e procuradores da força-tarefa Lava-Jato, nominando o ato de Moro ao cumprir com seu “dever legal” de “terrorismo”[12].

O coro de descontentes foi reforçado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que usando hasteg ofensiva contra Moro reverberando a infamia do presidente da OAB taxando o ministro de “chefe de quadrilha”, mostrou desespero com a expressão “pessoas perigosas” inserida no bojo da Portaria.

A imagem pode conter: texto

Como a maioria dos virulentos “acusadores virtuais” não é chegada à leitura de espécie alguma, cabe destrinchar o motivo fútil da controvérsia, e para tanto, cumpre explicitar o temido artigo 2º da Portaria nº 666, que estatui:

Art. 2º Para os efeitos desta Portaria, são consideradas pessoas perigosas ou que tenham praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal aqueles suspeitos de envolvimento em:

I – terrorismo, nos termos da Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016;

II – grupo criminoso organizado ou associação criminosa armada ou que tenha armas à disposição, nos termos da Lei nº 12.850, de 2 de agosto de 2013;

III – tráfico de drogas, pessoas ou armas de fogo;

IV – pornografia ou exploração sexual infantojuvenil; e

V – torcida com histórico de violência em estádios.

Logo, resta clarividente que, apesar de Greenwald ser literalmente uma “pessoa perigosa” por conta do seu escopo de tentar desestabilizar o governo com ataques sórdidos, que ao que tudo indica, são baseados em ações criminosas de hackers – o criminoso preso apelidado de “Vermelho” afirmou na PF que enviou as mensagens violadas ao jornalista-militante[13] –  o fato é que a Portaria não dá base jurídica alguma para perpetra-se a prisão desse jornalista-militante, o que foi reforçado em nota oficialaduzindo que “a portaria não permite a expulsão de estrangeiros por motivo diverso do enquadramento em condutas criminais específicasnem permite a deportação em casos nos quais há vedação legal como estrangeiro casado brasileiro ou com filhos brasileiros[14].

As “condutas criminais específicas” das “pessoas perigosas” que assustaram a “esquerda periculosa” estão arroladas no aludido artigo, e a conduta do jornalista-militante não está tipificada nas hipóteses legais. O próprio presidente Jair Bolsonaro, em entrevista reconhece essa realidade ao dizer: “Eu teria feito um decreto porque quem não presta tem que mandar embora. Tem nada a ver com esse Glenn. Nem se encaixa na portaria o crime que ele está cometendo. Até porque ele é casado com outro homem e tem meninos adotados no Brasil. Malandro para evitar um problema desse, casa com outro malandro ou adota criança no Brasil. O Glenn não vai embora, pode ficar tranquilo. Talvez pegue uma cana aqui no Brasil, não vai pegar lá fora não”[15].

Outro ponto atacado pela militância jurídica demonstra a desonestidade intelectual em seus “pareceres” com “cinquenta tons de vermelho”,  que apontam para o que chamam de “retrocesso ditatorial”, uma vez que usam proposições verdadeiras da Lei de Migração para amparar conclusão falaciosa, salientando que a “lei de Migração se baseia no repúdio à discriminação e não-criminalização de migrantes que estão de modo irregular no país”. Pois bem, isso é verdade, mas essa mesma lei que não discrimina imigrantes de conduta idônea que adentram de boa-fé em território nacionaltambém afirma no inciso IX, do Art. 45,  que poderá ser impedida de ingressar no país “a pessoa que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal.

Outrossim, apesar de “especialistas” citados pela extrema imprensa-evocarem o prazo previsto na Lei de Migração (Art. 50, §1º), que garante ao imigrante irregular a chamada “ampla defesa” com prazo não inferior a 60 dias para regularização das irregularidades que impedem a permanência no país, o que supostamente colimaria a Portaria de ilegalidade por reduzir o prazo para 48 horas, percebe-se que esquecem os tais juristas que a leitura das leis pertinentes seria obrigatória antes de arvorar “discursos vitimistas”, senão vejamos: o artigo 50 da Lei de Migração define o conceito “deportação”, e após dispor sobre o prazo mínimo de 60 dias para defesa na deportação de imigrantes irregulares traz a figura da “deportação excepcional”, autorizando a diminuição do prazo, conforme abaixo transcrito:

§ 1º A deportação será precedida de notificação pessoal ao deportando, da qual constem, expressamente, as irregularidades verificadas e prazo para a regularização não inferior a 60 (sessenta) dias, podendo ser prorrogado, por igual período, por despacho fundamentado e mediante compromisso de a pessoa manter atualizadas suas informações domiciliares.

§ 6º O prazo previsto no § 1º poderá ser reduzido nos casos que se enquadrem no inciso IX do art. 45.

E o que diz literalmente o inciso IX, do art. 45, da Lei de Migração?

Art. 45. Poderá ser impedida de ingressar no País, após entrevista individual e mediante ato fundamentado, a pessoa:

IX – que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal.

E quanto à alegação de “especialistas” que afirmam não haver citação alguma às “pessoas perigosas” na Lei de Migração[16], expressão esta que teria sido engendrada pelo ex-juiz da Lava-Jato perseguido por julgar e condenar “criminosos perigosos” da quadrilha que assaltava os cofres públicos?

Considerando que os filhos órfãos da pátria educadora não aprenderam que a imigração é regida não apenas pela temerária Lei de Migração, vale lembrar à “geração mortadela” da advocacia que, existe “por um acaso” o Estatuto do Refugiado[17], o qual até “segunda ordem legislativa”, continua em vigor. O diploma legal ocultado do senso comum pela militância estridente assevera:

Art. 7º O estrangeiro que chegar ao território nacional poderá expressar sua vontade de solicitar reconhecimento como refugiado a qualquer autoridade migratória que se encontre na fronteira, a qual lhe proporcionará as informações necessárias quanto ao procedimento cabível.

2º O benefício previsto neste artigo não poderá ser invocado por refugiado considerado PERIGOSO para a segurança do Brasil.

Para o azar da extrema-esquerda, que adora refugiar terroristas sanguinários como o pérfido Cesare Battisti – declarado “refugiado” no governo Lula[18] – ainda persistem resquícios de dispositivos legais que denotam preocupação com a “segurança nacional” por mais que a Lei de Migração tenha tentado aniquilar esse tema em desuso em parte da America Latina, uma região continental infestada de terroristas comunistas e islâmicos, e chamada  pela inteligência externa de “nações unidas do crime”.

Ou seja, não há necessidade de frequentar o curso de Direito em  universidade pública financiada pelo contribuinte, para saber que Moro firmou a Portaria nº 666 na legislação pátria, sendo escravo da limitação imposta pelo ordenamento jurídico.

E quanto a acusação de “prazo exíguo”? Tem previsão legal ou seria mais uma “mania de Moro” perseguir suspeitos de terrorismo, estupradores, traficantes e demais “vítimas da sociedade internacional”? Leiamos o Decreto 9.199/2017 – que não é de autoria de Bolsonaro, talkei?

Art. 191. Ato do dirigente máximo da Polícia Federal disporá sobre os procedimentos administrativos necessários para a deportação.

Parágrafo único. Ato do MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA DEFINIRÁ as hipóteses de REDUÇÃO DO PRAZO de que trata§ 6º do art. 50 da Lei nº 13.445, de 2017 .

Art. 207. Ato do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública disporá sobre o regramento específico para efetivação em caráter excepcional da repatriação e da deportação de pessoa que tenha praticado ato contrário aos princípios e aos objetivos dispostos na Constituição, nos termos estabelecidos no art. 45, caput , inciso IX, da Lei nº 13.445, de 2017 .

Uma vez sendo a autoridade competente no Ministério da Justiça, cabe sim, a Moro determinar a diminuição de prazo para deportação de suspeitos de crimes graves.  Posto isto, sugiro aos histéricos que acreditam na “presunção de inocência” de suspeitos de terrorismo e demais crimes odiosos listados na lei, que façam uma consulta popular indagando se a população quer sujeitos extremamente perigosos em solo nacional.

Já pensou na possibilidade de aparecer por aqui uma das lideranças do Estado Islâmico ou de qualquer um dos milhares de grupos terroristas islâmicos requerendo “refúgio” aproveitando as “facilidades” que a militância esquerdista defende em termos de imigração sem rígido controle de segurança nas fronteiras e “prazo longo” para defesa de sua permanência no Brasil?

Medidas imprescindíveis para a segurança nacional jamais serão defendidas por movimentos e lideranças políticas que se alinharam a narcoditaduras tais como Cuba e Venezuela, que têm no “terror” a garantia de sobrevivência dos seus regimes tiranos. Porém, a “pátria mãe gentil do Brasil” só acolherá “gentilmente” os imigrantes e refugiados insuspeitos em relação aos crimes listados na Portaria nº 666.

Quem não gostar da “portaria de Sergio Moro”, a “porta de Cuba é serventia da casa”…

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem da capa DW

[1]http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-666-de-25-de-julho-de-2019-207244569

[2] http://www.abi.org.br/the-intercept-e-o-papel-da-imprensa/

[3]http://portalimprensa.com.br/noticias/ultimas_noticias/82391/abi+fara+ato+em+defesa+de+greenwald

[4] http://www.abi.org.br/abi-diz-nao-a-intimidacao/

[5]https://epoca.globo.com/bretas-uma-vedete-nao-um-juiz-diz-presidente-da-oab-23820673

[6] https://www.oantagonista.com/brasil/oab-chama-moro-de-chefe-de-quadrilha/

[7] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/07/23/pf-deflagra-operacao-em-busca-de-hacker-que-invadiu-celular-de-moro.ghtml

[8] https://www.oab.org.br/noticia/57390/oab-requer-admissao-no-inquerito-da-operacao-spoofing-e-pede-medida-cautelar-para-impedir-destruicao-de-provas

[9] https://epoca.globo.com/oab-pede-que-coaf-explique-suposta-investigacao-sobre-glenn-greenwald-23786403

[10] https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/15721/com-dossie-recheado-de-denuncias-advogados-impetram-hoje-acao-pedindo-o-afastamento-de-santa-cruz

[11] https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/lula-chega-a-curitiba-para-cumprir-pena-por-corrupcao-passiva-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml

[12] https://oglobo.globo.com/brasil/entenda-portaria-666-de-moro-que-permite-deportacao-sumaria-de-estrangeiro-perigoso-23835215

[13] https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/07/26/suposto-hacker-diz-que-acionou-glenn-por-meio-de-manuela-davila.htm

[14] https://www.justica.gov.br/news/collective-nitf-content-1564166850.53

[15] https://oglobo.globo.com/brasil/talvez-pegue-uma-cana-aqui-no-brasil-afirma-bolsonaro-sobre-glenn-greenwald-23837301?utm_source=notificacao-geral&utm_medium=notificacao-browser&utm_campaign=O%20Globo

[16] https://www.conjur.com.br/2019-jul-26/moro-portaria-segue-lei-lei-nao-cita-pessoa-perigosa

[17] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9474.htm

[18] https://veja.abril.com.br/politica/lula-concede-refugio-a-cesare-battisti/

Desarmamento: o sangue dos inocentes é a melhor “arma de propaganda totalitária”

Por Andréa Fernandes

Na guerra midiática para o controle ideológico da opinião pública, o jornal Folha de São Paulo não costuma inovar. Os recursos para atingir a mente dos seus leitores são, além das famosas fake news, matérias de cunho sensacionalista analisadas pelos “peritos de Gramsci”, que sempre reforçam a tese do jornalismo militante.

Assim, não me surpreendeu ler manchete relembrando o odioso massacre em Suzano com objetivo único de promover o lobby desarmamentista recheando a matéria com desinformações focadas nos decretos de armas assinados pelo presidente Jair Bolsonaro, “eliminando” covardemente as vítimas do massacre, substituídas pelo “protagonismo político” de instituições de direitos humanos que levianamente costumam atribuir a responsabilidade pelo aumento da violência à coletividade, salvaguardando marginais sanguinários na condição de “vítimas” do “sistema opressor”.

Dessa forma, sob o título Investigação de Massacre de Suzano aponta fragilidade de controle de arma e munição[1], o jornal-mor da “extrema-mídia vermelha” utilizou um dado isolado da investigação policial sobre o crime – que em qualquer país civilizado seria classificado como TERRORISTA – para reforçar suas “falácias do espantalho” no debate sobre o desarmamento, que nunca é vencido, apesar de vivermos sob esse jugo imposto pelas políticas de segurança pública de sucessivos “governos canhotos”, resultando em mais de 60 mil homicídios por ano. A “lógica” dos “direitos humanos” ditada por ONGs “desorientadas” pela ONU e ideias progressistas suicidas é desarmar o cidadão garantindo ao criminoso fortemente armado o acesso ao “direito fundamental” de não ser abatido por policial, principalmente, se estiver fazendo uso do seu “inseparável fuzil”.

A “patrulha ideológica folhiana” resolveu bisbilhotar o inquérito policial para catar uma informação que reforçasse o seu discurso após uma dose de manipulação, e achou! Ao descrever o “arsenal” utilizado pelos “menores protegidos pelo ECA” para executar 10 pessoas “desprotegidas pelo Estado”, salientou-se o seguinte: “foram usados um machado, uma faca articulada, uma besta, um arco, mais de 25 flechas de alumínio ou plástico, um dispositivo de choque, três coquetéis molotov e três granadas de fumaça, mas foi um revólver 38, única arma de fogo, responsável por 90% das mortes”. Daí, um “pesquisador” consultado concluiu que em crimes onde se objetiva maiores danos em menor tempo possível a arma de fogo é eleita como armamento preferido. Quanta inteligência!

Aliás, para a reportagem, flechas de plástico, dispositivo de choque e granadas de fumaça compõem o que chama de “arsenal” e não importou muito averiguar o motivo dos psicopatas não terem em suas mãos um fuzil para a “festa do terror” ser completada com muito mais corpos. Acredito que houve temor de saber que os armamentos com maior potencial destrutivo não são acessíveis à população em geral, pois são “privilégios intocáveis” do CRIME ORGANIZADO há décadas. Nesse tema, ninguém mexe!

Punição proibida para facínoras menores de 18 anos

Se as preocupações do brasileiro realmente “pautassem ” os “jornalistas-humanistas”, certamente, a grande mídia traria notícias do paradeiro do mentor intelectual do massacre em Suzano, um MENOR que foi “apreendido” e não “preso” graças ao deletério Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e de uma legislação penal obsoleta e benevolente com os mais abjetos crimes.

Ao menor responsável pela matança de outros menores inocentes foi aplicada medida de internação por prazo indeterminado, pelo que em um ano, ele será submetido a exames psiquiátricos e psicológicos. Contudo, por se tratar de processo garantido pelo benefício do “segredo de justiça”, o Judiciário está impedido de informar os atos infracionais atribuídos pelo Ministério Público ao “menor de 17 anos”. Sabe o que isso significa? A sociedade não pode saber a identidade e outros detalhes importantes de um indivíduo de alta periculosidade aumentando os riscos para a segurança pública. Todavia, o Ministério Público anda preocupado com os decretos de armas do presidente e já ingressou com pedido na justiça requerendo suspensão de alguns dispositivos dos três decretos sobre armas editados pelo governo em junho, tendo por fundamento danos à segurança pública.

Pois é… alguns “danos para a segurança pública” são mais “danosos” do que os outros!

Mas, voltando aos “danos” promovidos por menores que tanto assombram a sociedade… Enquanto a Folha usa um crime realizado com arma obtida de forma ilegal por menores protegidos por uma legislação tosca, para fazer “campanha pelo desarmamento”, as ruas clamam pela redução da maioridade penal, conforme testifica pesquisa Datafolha divulgada em janeiro, a qual aponta que 84% da população é favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, e apenas 14% seria contrária à mudança da lei. Inclusive, atentos a esse fato, senadores já iniciaram os debates discutindo o tema de forma “tímida” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Dessa forma, o pavor da extrema-imprensa é que a população perceba que chegou a hora de pressionar parlamentares para que a impunidade seja combatida.

Por ora, discussão acerca da redução da maioridade penal é ação proibida na mídia. O foco é atacar os decretos de posse e porte de armas com desinformação.

O desespero da Folha e demais veículos de comunicação da extrema-imprensa se dá pelo fato do presidente Bolsonaro estar articulando apoio junto à Câmara dos Deputados para manutenção do decreto de flexibilização do porte e posse de armas, que já havia sido derrubado no Senado em sua versão inicial, o que fez com que Bolsonaro tomasse a decisão de revogar o primeiro decreto e reeditar o texto com alterações, o qual será submetido novamente ao Senado e Câmara.

O péssimo exemplo da Nova Zelândia

A estratégia de se ancorar em “incidentes” de grande repercussão para administrar doses de veneno ideológico a fim de impor a agenda globalista é amplamente utilizada pelos veículos de comunicação, instituições de direitos humanos e militantes inseridos no âmbito acadêmico. No ataque terrorista efetivado em março contra duas mesquitas na Nova Zelândia resultando em pelo menos 50 mortos e cerca de 30 feridos, as autoridades e lideranças progressistas do país aproveitaram o horrendo ensejo para divulgar mensagens de apoio à sharia (lei islâmica), solicitando à população que cobrisse a cabeça com o véu – conhecido como hijab –  em homenagem às vítimas[2]. É claro que antes do inusitado pedido de apoio a um costume misógino imposto às mulheres pela religião islâmica,  houve a necessária “obediência” submetendo o intuito de “tributo” às vítimas do massacre às entidades muçulmanas do país, já que, sempre é bom lembrar: “Islã” significa “submissão”.

A primeira-ministra Jacinda Ardern, chefe de Estado mais jovem na atualidade, recebeu aplausos não apenas em seu país, mas em todo mundo[3], pelas declarações e medidas implementadas após o ataque. Além de ajudar emplacar a campanha “véus para harmonia” usando o seu “hijab”, a ministra fez um discurso no Parlamento fundamentada no tripé descrito a seguir: 1) “tolerância religiosa” – para permitir o expansionismo islâmico impedindo críticas às práticas de violações de direitos humanos “prescritas” nos livros sagrados do Islã; 2) “redes” – propaga a ideia de que a ideologia perigosa para a civilização é a direita (chamada de extrema-direita) e a religião que deve ser “problematizada” por propagar o ódio é o Cristianismo; 3) restrição às ARMAS – não poderia haver melhor ocasião para desarmar a população, pois a comoção gerada após atentado terrorista de grande repercussão causa um ambiente favorável para eleger “culpados” sem o menor aprofundamento reflexivo. Basta dizer “a culpa é da ideologia de direita e das armas”.

Assim, veio a ordem da infiel ocidental afeita ao hijab: no dia 20 de março, anunciou que a venda de semiautomáticas e fuzis de assalto seria proibida em todo país a partir de 11 de abril[4], endurecendo a lei[5]. O ardil foi tão eficiente, que na primeira votação do projeto de lei visando restringir o uso de armas, 119 dos 120 parlamentares votaram favoravelmente.

O único “conservador” que votou de forma contrária argumentou :

“fazer isso nove dias antes que os congressistas saiam para o feriado da páscoa parece mais um teatro político que segurança pública”.

Alguém já viu a tática de votação acima sendo usada no Brasil quando há alguma pauta contrária aos interesses da maioria dos nossos cidadãos? Volto a repetir: esquerda não inova.

De nada adiantou petição pública assinada por mais de 14 mil pessoas afirmando que a legislação seria “injusta” para os neozelandeses que obedecem a lei, salientando que a mudança estava sendo motivada por “emoções”. É isso aí… a exploração de um único atentando terrorista – que pode ser um caso de false flag – foi capaz de vencer a democracia para implantação dos pérfidos propósitos da agenda comuno-islâmica da ONU.

Afinal de contas, um povo que adere ao hijab sem ter a menor noção de quantas mulheres sofrem pelo mundo por causa do uso obrigatório dessa veste – que, como diriam as hipócritas feministas, “violam a emancipação feminina” – não tem capacidade de formular que o desarmamento é, tal qual a sharia, um vergonhoso atentado contra a democracia, vez que, o Estado decide restringir o sagrado direito à liberdade individual.

Vale lembrar que no mesmo período em que ativistas que denunciam regimes totalitários islâmicos estavam queimando hijab em solidariedade às iranianas e outras mulheres que sofrem em todo mundo, o Ministério das Relações Exteriores britânico estava distribuindo esse artefato misógino[6]. Pouco importa se o Irã, por exemplo, tortura e assassina mulheres que tentam se libertar do uso obrigatório do hijab, e se o próprio governo também financia milícia terrorista para atacar com ácido mulheres que não estejam “adequadamente vestidas”, o “problema” não é do Ocidente, que ignora tamanhas atrocidades cultuando os “símbolos do horror”.

Dessa forma, se a desgraça que o hijab causa na vida de incontáveis mulheres mundo afora não impede o Ocidente de defendê-lo se solidarizando à perversidade com o apoio manifestado no Dia Mundial do Hijab[7], por que o exemplo da Venezuela e de tantas outras ditaduras que desarmaram a população sensibilizaria políticos e demais autoridades imersas na cultura da “tolerância suicida”?

O sangue dos inocentes ainda é a melhor “arma de propaganda”

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem G1

[1] https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/investigacao-de-massacre-de-suzano-aponta-fragilidade-de-controle-de-arma-e-municao.shtml

[2] https://www.dw.com/pt-br/neozelandeses-usar%C3%A3o-v%C3%A9u-em-homenagem-a-v%C3%ADtimas-de-massacre/a-48012191

[3] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2019/03/19/nova-zelandia-por-que-a-primeira-ministra-do-pais-decidiu-nunca-pronunciar-nome-do-atirador.htm

[4] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/03/20/nova-zelandia-proibe-armas-semiautomaticas-de-estilo-militar-e-fuzis-de-assalto-apos-massacre-de-christchurch.ghtml

[5] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/03/18/governo-da-nova-zelandia-vai-reformar-lei-de-armas-apos-atentado.ghtml

[6] https://www.gatestoneinstitute.org/11881/feminists-hijab

[7] https://worldhijabday.com/

“Marcha para Jesus”: quando as “estrelas da terra” brilham mais do que a “Luz do mundo”

Por Andréa Fernandes

A chamada “Marcha para Jesus” ocorrida no feriado de Corpus Christi (20/06), assustou a grande mídia. Segundo o Jornal Nacional, a 27ª edição do tradicional evento gospel “impressiona por estar crescendo ano a ano[1], já que, segundo os organizadores, foram mais de 3 milhões de participantes em São Paulo, contando com 4.500 caravanas de todo país e do exterior[2].

Festival de música gospel e polêmicas para todos os gostos

O sucesso incontestável do evento também conhecido pela imprensa como “festival de música gospel”, caminha lado a lado com as polêmicas que envolvem a sua organização.

Em janeiro, o pastor da Assembleia de Deus (Ministério Vitória em Cristo), Silas Malafaia, utilizou as redes[3] para denunciar a perseguição que a Marcha para Jesus estaria sofrendo pelo Poder Judiciário do Rio de Janeiro, uma vez que em 2013, o Ministério Público ajuizou ação contra algumas autoridades e o próprio Malafaia na condição de  presidente do Conselho dos Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (COMERJ), entidade organizadora do evento na capital. Considerando a possibilidade de indício de improbidade administrativa no apoio financeiro da prefeitura no valor de R$ 1,6 milhão, a 3ª Vara de Fazenda Pública recebeu a denúncia, causando revolta no pastor, que dentre outros argumentos, ponderou que todo o valor gasto foi detalhado e aprovado pelo Tribunal de Contas do município.

O pastor Malafaia reclamou do relativismo do Judiciário ao não agir da mesma forma com os organizadores do Carnaval e a “Parada Gay”, na qual  – além de receber recursos públicos – haveria prática de “crime”, quando alguns participantes vilipendiam imagens de religião. Malafaia também conjecturou sobre a suposta militância ideológica da juíza Mirela Erbisti, que em seu canal no YouTube teria promovido a “defesa de transgêneros”.

A extrema-imprensa, por sua vez, não abandonou sua narrativa malévola para estigmatizar evangélicos e tentar promover acirramento do sectarismo no país aproveitando a “oportunidade de ouro” com o “discurso” de um cantor gospel. Com a manchete Marcha para Jesus tem recado para católicos e desafio para fé de multidão em SP[4], a Folha de São Paulo inicia sua reportagem tendenciosamente medíocre afirmando: “Nossa Senhora Aparecida, tida por católicos como a padroeira do país, não tem vez na Marcha para Jesus”. A declaração não veio de organizadores do evento, mas sim, de um dos aproximadamente 30 cantores que se apresentaram no palco. Fernandinho teria dito: “o Brasil não tem uma senhora, o Brasil tem um Senhor, e o nome dele é Jesus”, causando reação dos católicos nas redes[5]. Os organizadores do evento preferiram ignorar o ataque afrontoso à igreja católica em pleno feriado religioso.

Aliás, como o intuito maior do jornal não era relatar os acontecimentos da “Marcha para Jesus”, a reportagem passou a frisar que a relação entre os dois maiores segmentos religiosos (católicos e evangélicos), “nem sempre foi boa”, salientando que o AUGE DA HOSTILIDADE seu deu em 1995, quando num programa da Record, um bispo da Igreja Universal chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Foram buscar no “fundo do baú” um lamentável ato de intolerância da referida igreja neopentecostal que causou repugnância das igrejas evangélicas tradicionais. Mas, se a finalidade era deslegitimar o evento de real natureza pacífica para rotulá-lo como “intolerante”, não deixou de ser uma “estratégia” num país em que alguns religiosos de diversos segmentos trocam ofensas nas redes para impor à “força e violência verbal” a sua fé ou ridicularizar a crença alheia…

Uma das principais atrações da Marcha acha normal a “falta de Deus” nas suas músicas

No início do evento pela manhã, ao longo da caminhada, os depoimentos dos participantes eram “convincentes”: o nome “Jesus” estava estampado em camisetas e era proclamado alegremente nas entrevistas, já que nem tudo era “show” na marcha, e muitos evangélicos participaram imbuídos na propagação da sua fé. Porém, no gigantesco palco montado para as estrelas do mundo gospel se apresentarem junto com os “cometas políticos”, a “Luz do mundo” foi “cenicamente apagada”! O “sinal” da “queda de popularidade” de Jesus estava em algumas das “atrações”: a famosa cantora gospel Priscila Alcântara, que desbancou a antiga “celebridade” Aline Barros no Instagram como a cantora mais seguida desse nicho, alcançando mais de 5 milhões de seguidores[6] – talvez, por rejeitar o rótulo imposto pelo mercado evangélico de cantora gospel – frisou em entrevista ao G1, “a minha arte vai muito mais além, isto, para justificar a “falta de Deus” em sua músicas.

Pois é, a Priscila Alcântara é realmente um símbolo bem marcante do deslumbrante “mundo gospel”, por mostrar que “louvor” é coisa do passado em muitas igrejas… a “arte” é bem mais impactante, pois mexe com o corpo, a auto-estima, promove entretenimento e se Deus não estiver na canção, tanto faz, o “Filho Dele” será lembrado num evento que reúne milhões de FÃS da cantora que não é gospel, mas é “estrela” dessa “aldeia teatral”, entendido? O nome de Jesus deve ser sempre utilizado quando a “jogada mercadológica” se faz necessária, porque rende uma grana que vai muito além dos dízimos e ofertas!

No palco teve de tudo: até discursos dos “guardiães do progressismo” que abominam evangélicos

Quem mostrou mais uma parte do “ocaso Divino”? O trevoso jornal “O Globo”, que fez questão de destacar sutilmente que “Jesus” perdeu o “protagonismo” do evento no momento em que o presidente Jair Bolsonaro discursou afirmando que tentará a reeleição em 2022, “se o governo não conseguir aprovar uma boa reforma política e se o povo quiser”, recebendo a ‘benção’ de líderes religiosos”[7]. É claro que não faltaram as costumeiras “farpas”, de modo que salientou-se que apesar dos gritos de “mito”, o apoio dos evangélicos a Bolsonaro não seria “unanimidade” em virtude das vaias que supostamente podiam ser ouvidas quando ele aparecia em alguns telões.

Por oportuno, vale salientar que a mídia se esbaldou com o inapropriado “gesto de arma” do presidente[8]. Seria muito “fundamentalista” acreditar que os gestos num evento em que Jesus seria o “reverenciado” e “adorado”, deveriam ser todos em função do “anfitrião do show”? Num evento com chamadas e orações para a “paz”, a esquerda celebrou o gesto belicoso que nada tem de “sagrado”, sendo puramente “político”, e já deixo claro, que não é minha intenção discutir a tese armamento x desarmamento nesse texto, assim como, pensei que também não seria esse o propósito da marcha. Mas, o ato de Bolsonaro não constrangeu pastores risonhos com a presença de milhões de ovelhas em pastos não muito verdejantes!

Lula nunca compareceu à marcha, mas já “marchou” em “púlpitos consagrados” do país

Como o polemismo é a minha “marca registrada”, não consigo deixar de lembrar que figuras políticas com bandeiras progressistas anti-cristãs também embarcaram na “penumbra do Jesus gospel” que arrasta multidões de votos, e brilharam no palco da hipocrisia com discursos engenhosamente construídos para uma multidão, que em sua maioria, não sabe distinguir o “santo” do “profano”. E isso é antigo no “meio gospel”… quem não lembra do Lula e da “companheira Dilma” subindo em púlpitos dos grandes ministérios evangélicos em todo país, apesar de nunca terem escondido suas raízes comunistas?! Mas sabe como é… naquela época, deu “amnésia” nas lideranças evangélicas e esqueceram do “passado de trevas” dos “figurões petistas” em troca de algumas “promessas” ali e “cargos” acolá.

De todo jeito, Lula foi fiel à sua “bíblia” e não “marchou” com os evangélicos, promovendo pautas para destroçar as igrejas  com o apoio grandioso da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que achou por bem “comunizar” o Cristianismo. Afinal de contas, Lula, “o santo das propinas impossíveis”, conseguiu arrancar a seletiva compaixão papal numa “carta” do “Vigário de Cristo” se solidarizando pelas suas “duras provas”[9], o que é perfeitamente compreensível, pois o “vice-deus petista” tinha por praxe se comparar a Jesus, ato este mais do que “justo”[10] para a “entidade católica vermelhinha” CNBB. O Diabo não deve ter entendido nada com a “rasteira” que levou de Sua Santidade!

O maior evento cristão do mundo ignora a igreja perseguida: “sangue” não combina com “glamour”

Voltando à marcha… De tudo que li sobre o mais importante evento evangélico do Brasil, o que chamou minha atenção de maneira especial é que a “Marcha para Jesus” é considerada o maior evento cristão do mundo[11], e  segundo o pastor Malafaia, acontece em mais de cem países. Daí, me ocorreu a seguinte dúvida: por que um acontecimento de tanta visibilidade no meio evangélico traz dezenas de cantores do mundo gospel sequiosos para vender CDs – ops! Adorar a Deus – além de pastores famosos e políticos influentes, não DENUNCIA o GENOCÍDIO de cristãos e a CRISTOFOBIA que transtorna a vida de milhões de SERES HUMANOS que integram a minoria religiosa mais perseguida do mundo?

O tema da Marcha para Jesus foi “O Resgatador”. Será que os organizadores desse evento não percebem que existe um número expressivo de cristãos e não-cristãos que precisam ser “resgatados” de toda sorte de perseguição e violações de direitos humanos em países comunistas e muçulmanos? Por que a marcha aparatosa não pode abrigar além da “agenda política” e cantores famosos, os interesses da igreja que marcha em meio ao sangue diário dos seus mártires desconhecidos das multidões que marcham para Jesus em mais de cem países, mas esquecem daqueles que sequer podem pronunciar esse Nome nos países onde vivem?

Ao que parece, o “resgatador” perfilado pelos organizadores da “Marcha para Jesus” não concebe como necessário o “resgate” daqueles que não têm “voz” no cenário internacional e no país de população majoritariamente cristã. Realmente, iria ficar “sem graça” uma marcha onde no palco pudesse se contar, por exemplo, que onze dias antes do show, 95 cristãos foram fuzilados por muçulmanos no Mali sob o “silêncio global”, muitos deles queimados vivos, inclusive, mulheres, idosos e crianças que tentavam fugir do sangrento massacre[12]. “Pior ainda” seria “usar o palco” para pedir ao presidente Bolsonaro que solicite ao ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que denuncie o genocídio de cristãos na África e a Cristofobia na ONU, já que a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves, se negou a fazê-lo quando discursou na abertura do Segmento de Alto Nível da 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra[13], poupando de possíveis críticas a entidade manifestamente anticristã.

Na agenda política da Marcha, o pleito mais reivindicado pelos evangélicos – reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel – também foi ignorado, apesar da presença do embaixador de Israel, Yossi Shelley[14]. Isso poderia estremecer a aliança com o presidente, pois os organizadores sabem que só um “milagre” fará com que a referida promessa de campanha seja cumprida tendo em vista a influência poderosa do mundo árabe em nossa política interna.

Inobstante o tom “julgador” que fatalmente me faz “pecar” para parte dos evangélicos fascinados por aquele “palco de luz e magia”, reconheço ser muito mais “agradável” ouvir “gritos” de um público alegre ao som das músicas que agitam o mundo gospel do que ouvir “clamores” tais como: “Brasil, reconheça o genocídio de cristãos armênios, gregos e assírios”! Ou, “Brasil, dê voz à igreja perseguida na ONU”!

A “lição petrina” sofreu uma “leve mudança” no palco da frágil militância gospel … em tempos de shows com milhões de pessoas encantadas por “iluminados” cantores famosos: “antes agradar aos homens, do que agradar a Deus”.

Por outro lado, imaginando o contraditório que se formará entre aqueles que acreditam nos “propósitos celestiais” da marcha, reconheço, também, que posso estar “carnalmente equivocada”, e por isso, aconselho aos organizadores  que me “envergonhem” provando que é Jesus Aquele que arrasta as “multidões” ao evento, não convidando cantores e pregadores famosos[15]. Convidem os “irmãozinhos desconhecidos” da mídia gospel, proponham ênfase nas orações, estudos bíblicos e pregações, peçam para que os participantes levem alimentos não perecíveis a fim de ser distribuídos aos pobres em nosso país, e aproveitem o ensejo para divulgar as obras mantidas e valores do financiamento de OBRAS HUMANITÁRIAS, e não apenas dos trabalhos missionários, já que “a fé sem obras é morta”. (Tg 2:26). Se os 3 milhões comparecerem, penso que “até morto vai ressuscitar de tanta glória”!!!

A propósito, na minha concepção, Jesus não precisa de marcha… para aqueles que acreditam Nele, basta obedecer os preceitos bíblicos e amar o próximo como a si mesmo, e Ele ficará muito satisfeito, até porque, o “comportamento irreprovável” diário é melhor testemunho de fé do que comparecer a um evento em que as “estrelas humanas” brilham mais do que a “Luz do mundo”.

Espero que no palco da próxima edição da Marcha para Jesus caibam – nem que sejam bem espremidinhos –  o suposto “anfitrião” e a dor da “igreja perseguida, Luzes que andam apagadas no “fim dos tempos”…

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

[1] https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/06/20/em-sp-27a-marcha-para-jesus-reune-tres-milhoes-segundo-organizadores.ghtml

[2] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/21/marcha-para-jesus-em-sao-paulo-reuniu-45-mil-caravanas-veja-o-que-agradou-e-o-que-nao-agradou-aos-fieis.ghtml

[3] https://www.facebook.com/SilasMalafaia/videos/438645116675628/

[4] https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/06/marcha-para-jesus-tem-recado-a-catolicos-e-desafio-para-fe-de-multidao-em-sp.shtml

[5] https://www.obuxixogospel.com.br/2019/06/fernandinho-se-envolve-em-grande-polemica-com-catolicos-na-marcha-pra-jesus-de-2019/

[6] https://www.ofuxicogospel.com.br/2019/06/priscilla-alcantara-mais-seguida-instagram.html/

[7] https://oglobo.globo.com/brasil/na-marcha-para-jesus-bolsonaro-diz-que-tenta-reeleicao-se-povo-quiser-recebe-bencao-de-lideres-religiosos-23754013

[8] https://www.diariodocentrodomundo.com.br/bolsonaro-o-gesto-da-arma-na-marcha-para-jesus-e-a-risada-cafajeste-dos-pastores-por-daniel-trevisan/

[9] https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-envia-carta-para-ex-presidente-lula-72921

[10] https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2016/noticias/2016/09/26/lula-volta-a-se-comparar-a-jesus-no-rio-e-insinua-candidatura-a-2018.htm

[11] http://marchaparajesus.com.br/2019/historia-marcha/

[12] https://www.opendoorsusa.org/christian-persecution/stories/95-christians-killed-in-mali-attack-no-one-was-spared/

[13] http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/discursos-artigos-e-entrevistas-categoria/outras-autoridades-discursos/20089-discurso-da-ministra-da-mulher-da-familia-e-dos-direitos-humanos-damares-alves-na-abertura-do-segmento-de-alto-nivel-da-40-sessao-do-conselho-de-direitos-humanos-das-nacoes-unidas

[14] https://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/na-marcha-para-jesus-bolsonaro-diz-que-evangelicos-foram-decisivos-para-mudar-rumo-do-brasil.html

15] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/06/09/marcha-para-jesus-em-sao-paulo-veja-as-atracoes-confirmadas.ghtml

Judiciário e feminismo na contramão do combate à violência contra as mulheres

Por Andréa Fernandes

Na semana passada houve uma notícia que em outros tempos deveria ser, em tese, a pólvora necessária para explosão nas redes da revolta de grupos feministas e seus coletivos do ódio. A Associação dos Magistrados do Brasil (AMBI) ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) em face da lei que autoriza as autoridades policiais a concederem medidas protetivas de urgência às mulheres agredidas.

A Lei nº 13.827/2019, que altera a Lei Maria da Penha ( Lei nº 11.340/2006), sendo originária do Projeto de Lei da Câmara 94/2018, aprovado no Senado em abril, foi sancionada[1] pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira próxima passada, mas não causou celebrações por parte das “vozes feministas” na grande mídia, apesar de ter o propósito de facilitar a aplicação de medidas protetivas de urgência para mulheres ou a seus dependentes em casos de violência doméstica ou familiar.

A lei, aprovada sem vetos, outorga mais poder a autoridades do Judiciário e policiais para adoção de medidas protetivas emergenciais. Desse modo, segundo o novo dispositivo legal, constatada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher, ou de seus dependentes, o agressor deverá ser imediatamente afastado do lar,  domicílio ou local de convivência com a vítima. O afastamento urgente deverá ser determinado pelo juiz, delegado de polícia (quando o município não for sede de comarca) ou pela autoridade policial (no caso do município não for sede de comarca e não houver delegacia disponível por ocasião da denúncia). Todavia,  quando as medidas protetivas forem determinadas por delegado ou policial, o juiz deverá ser comunicado no prazo máximo de 24 horas e decidirá em igual prazo sobre a manutenção ou revisão da medida, comunicando sua decisão ao Ministério Público, além do que, a norma que já está em vigor, dispõe que o juiz competente determinará o registro da medida protetiva de urgência em banco de dados mantido e regulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNN), o qual será acessado pelo Ministério Público, Defensoria Pública, órgãos de segurança pública e assistência social[2].

O texto também prevê que os criminosos não devem ter liberdade concedida enquanto perdurar o risco à vítima ou à efetividade da medida protetiva.

A lei anterior estabelecia um prazo de 48 horas para que a autoridade policial comunicasse o juiz sobre as agressões sofridas pela vítima para que o mesmo decidisse sobre as medidas protetivas, mas a real aplicação das medidas protetivas demandava tempo que poderia resultar em fatalidade, pois a decisão judicial só entraria em vigor após o criminoso ser localizado e intimado por oficial de justiça[3].

Contudo, a Associação dos Magistrados Brasileiros ao ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF há uma semana (13/05), alega que a mudança fere o Princípio da Reserva de Jurisdição, violando os incisos XI e LIV, do art. 5º da Constituição Federal, partindo do pressuposto que não se pode cogitar a possibilidade de um delegado ou policial interferir na casa de alguém sem ordem judicial para tanto, ainda que para retirar o agressor, privando-o de liberdade, antes do devido processo legal. A lei não pode conter tal autorização porque a Constituição estabeleceu as exceções nela previstas de flagrane delito, desastre ou autorização judicial[4].

Segundo o teor da ADI, a nova lei institucionaliza o “Estado policialesco” e o “desvirtuamento do Estado Democrático de Direito”, e o patrono da Associação de Magistrados ainda usou a recorrente estratégia de “especulação” para alcançar êxito na demanda judicial, ao afirmar:

Ocorre que a maioria dos casos de violência à mulher – pelo que pode se ver das informações jornalísticas e que poderão ser objeto, para verificação, de diligência desse STF ou até de audiência pública – têm se verificado nas grandes cidades, onde o Poder Judiciário está presente, e não decorrem de ausência ou insuficiência da prestação jurisdicional”.

Trocando em miúdos a “audácia” da entidade representante do nosso querido Judiciário: não cabe, no caso em tela, a configuração do princípio processual básico do “ônus da prova cabe a quem alega o fato”. Juízes, quando integram a autoria de ação, podem delegar ao Judiciário a obrigação que seria sua, e por isso, a associação lança para as costas do STF a atribuição de “checar” a veracidade do seu argumento de que supostamente a maioria dos casos de violência contra mulher ocorreriam nas grandes cidades, onde presume-se que o Poder Judiciário estaria presente, pelo menos no sentido de “estrutura predial”. Aliás, se não “interessar” ao STF verificar a autenticidade do argumento, basta ratificá-lo.

A associação não juntou à sua peça inaugural um documento sequer mostrando as tais “informações jornalísticas” comprovando sua tese, que talvez não mereça ser “confrontada” por advir de “julgadores” preocupados com os “direitos constitucionais” dos “agressores machistas” que promovem violência contra as mulheres. Inclusive, peço “licença” para a contaminação pelo “vírus do feminísmo” ao não reconhecer temporária e metaforicamente que a Constituição deve ser obedecida, ainda que o seu teor privilegie, nesse caso, os “direitos” de perigosos criminosos, muito embora, saibamos que não faltam exemplos demonstrando que o STF “não está nem aí” para a observância da boa prática do Direito e respeito ao ordenamento jurídico, pelo que, quatro dos seus ministros[5] acataram a aberração de punição da homofobia com base na lei para o racismo[6]. Nesse caso, a chamada “analogia” entrou em cena única e exclusivamente por atender a “agenda progressista”, que via de regra, está acima dos reclames constitucionais, doutrinários e/ou jurisprudenciais.

Entrementes, é notório nessa ADI que o intuito da Associação de Magistrados é demonstrar com base em simples conjectura, que não haveria “prejuízo” para as mulheres que diariamente sofrem violência doméstica, ainda que estejamos cansados de assistir notícias alarmantes de agressão e “feminicídio”, cujos índices vêm crescendo de maneira avassaladora.

Daí, cumpre indagar, só por uma questão de “amor ao debate”: como pode a Associação de juízes acreditar na falácia de que seria possível levantar dados precisos sobre a identificação dos aludidos crimes contra as mulheres supostamente noticiados pela imprensa se a mesma informa que não há certeza nem mesmo do número verdadeiro de casos de violência contra a mulher, uma vez que pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada em fevereiro mostrou que no estado de São Paulo apenas 10% das mulheres que foram vítimas de alguma agressão procuraram a delegacia[7]? Ou seja, nem mesmo nos estados com suposta estrutura para registro e informação, não há como precisar números desse tipo de violência. Ademais, tem um agravante: a princípio, para algumas autoridades, o feminicídio não seria subnotificado, porém, os crimes anteriores ao assassinato das mulheres, sim! Logo, até mesmo no estado de São Paulo, há subnotificações no tocante à violência contra a mulher.

Outrossim, percebe-se que o nobre advogado da Associação de Magistrados não fez leituras acerca do tema. Se o fizesse, saberia que pesquisa divulgada pela FAPESP[8] aponta que:

Mais da metade das mulheres vítimas de abusos e agressões não denuncia seus algozes, possivelmente, porque são desencorajadas ou mal atendidas nas delegacias e serviços públicos de saúde. A conclusão consta da segunda edição do relatório “Visível e invisível: A vitimização de mulheres no Brasil”, divulgado em fevereiro pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o DataFolha(…). Quase metade das mulheres continua sendo vítima de violência dentro de casa. Das que decidiram seguir em frente e denunciar seus agressores, apenas 22,2% procuraram um órgão oficial, como a Delegacia da Mulher. As outras 29,6% preferiram recorrer à ajuda da família, de amigos ou da igreja”.

Ué, por que será que na pesquisa acima referenciada não consta alusão a nenhum MOVIMENTO FEMINISTA ou COLETIVO prestando socorro às mulheres vítimas de violência? Ao que parece, o “sistema patriarcal religioso” vem sendo mais útil na tentativa de amparo às vítimas da violência doméstica.

Cabe ressaltar que são muitos os dados que devem ser averiguados para analisar se seria satisfatória a atuação do judiciário quanto a eficácia das medidas protetivas sob o comando da Lei Maria da Penha, caso a associação de magistrados tenha êxito na ADI. De fato, nem conhecemos ao certo, a natureza do fenômeno de “feminicídio” e a evolução das suas pernósticas garras nos últimos anos, uma vez que, conforme apurado pelo jornalista Daniel Sousa, somente a partir de outubro de 2016, o ISP (Instituto de Segurança Pública) passou a publicar, com periodicidade mensal, dados estatísticos referentes à incidência de feminicídio e tentativa de feminicídio. Antes dessa data, os registros eram todos como “violência contra a mulher” sem especificação, não se sabendo qual fenômeno caracterizaria a referida violência, o que mostra incipiência nas pesquisas sobre o tema.

Conforme dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), uma em cada quatro mulheres no mundo é vítima de violência doméstica e a Agência das Nações Unidas estima que no Brasil, as notificações violentas envolvendo mulheres tenham aumentado cerca de 230% nas últimas três décadas, o que por si só, demonstra a gravidade e urgência de medidas sérias para mudar esse caótico quadro. Porém, no “paraíso midiático das feministas”, ainda não houve real interesse de discutir seriamente os complexos aspectos que envolvem a violência contra a mulher e nem mesmo pressionar o Legislativo a trabalhar no sentido de promover medidas que protejam as vítimas da violência masculina.

Feministas estão caladas nas redes acerca do intuito da Associação de Magistrados de expurgar um instrumento de defesa dos direitos das mulheres via STF, que é discutível realmente do ponto de vista constitucional , mas poderia ser discutida “solução legal” e rápida para a pendenga judicial in casu. Contudo, é difícil acreditar que movimentos feministas, ou mesmo jornalistas e humanistas seletivos “movam uma palha” para dar visibilidade a questão num momento em que não se importaram de fato com a tramitação do projeto de lei que visa evitar que casos de violência contra a mulher deixem de ser notificados à polícia. De modo que, não houve alarde , os casos de suspeita ou confirmação de violência contra a mulher atendida em serviços públicos e privados.

Conclusão: no Brasil a “analogia judicialesca” não comporta os direitos das vítimas da violência contra as mulheres e as feministas “não  têm peito” para defender as pautas que realmente importam para coibir o feminicídio e demais crimes contra a mulher. Assim, no país das narrativas do progressismo decadente, o feminismo continua “machista”.

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Daniel Sousa – jornalista e graduando de História.

Imagem: Diário do Litoral

[1] https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2019/05/sancionada-proposta-que-facilita-medidas-de-protecao-as-mulheres

[2] https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/14/publicada-lei-que-facilita-medidas-de-protecao-as-mulheres

[3]http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2019-05/lei-permite-medidas-emergenciais-mulheres-vitimas-de-violencia

[4] https://www.conjur.com.br/2019-mai-16/lei-autoriza-policial-conceder-medida-protetiva-questionada?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

[5] https://oglobo.globo.com/sociedade/quatro-ministros-do-stf-votaram-pela-punicao-de-homofobia-com-lei-sobre-racismo-23470946

[6] http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=403949

[7] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/02/26/violencia-contra-mulheres-praticada-por-vizinhos-cresce-uma-em-cada-cinco-relata-agressao-diz-datafolha.ghtml

[8] https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/03/07/faces-da-violencia-domestica/