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Europa: Suicídio via Jihad

  • Nas últimas duas décadas a Bélgica se tornou o centro nevrálgico da jihad na Europa. O distrito de Molenbeek em Bruxelas já é um território islamista estrangeiro no coração da Bélgica. O distrito, no entanto, não é um território sem lei: a Lei Islâmica (Sharia), para todos os efeitos, substituiu a lei belga.
  • Um dos organizadores dos atentados em Paris, Salah Abdeslam, vivia tranquilamente em Molenbeek durante quatro meses até que a polícia resolveu prendê-lo. A polícia belga sabia exatamente onde ele se encontrava, contudo só tomou providências após o pedido das autoridades francesas. Após a prisão, ele foi tratado como mero contraventor. A polícia não lhe perguntou nada sobre as redes jihadistas com as quais ele operava. Os policiais que o interrogaram foram instruídos a tratá-lo com delicadeza. Os elementos que o ajudaram a se esconder não foram indiciados.
  • Os líderes europeus disseminaram a ideia de que o Ocidente era culpado pela opressão dos muçulmanos. Consequentemente foram eles (europeus) que semearam o ressentimento antiocidental no meio muçulmano da Europa.
  • Na esperança de agradar os seguidores do Islã radical e mostrar-lhes que a Europa tinha condições de compreender suas “reivindicações”, eles optaram por pressionar Israel. Quando os europeus foram atacados, eles não conseguiram entender o porquê. Eles tinham dado tudo de si para agradar os muçulmanos. Eles sequer incomodaram os jihadistas.

 

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Estado Islâmico reivindica ataques que mataram cerca de 30 em Bruxelas

Duzentas ficam feridas nos atentados contra aeroporto e estação de metrô. Uma terceira bomba é desativada.

BRUXELAS — O Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do maior atentado já ocorrido na Bélgica, que matou nesta terça-feira ao menos 30 pessoas e feriu outras 230. Duas explosões atingiram o aeroporto internacional da capital belga, na região metropolitana, por voltas das 4h da manhã desta terça-feira (8h no horário local), e uma terceira bomba foi desativada. Cerca de uma hora depois, uma terceira explosão ocorreu na estação de metrô de Maalbeek, no centro da cidade, perto de prédios da União Europeia (UE). Após os atentados, vários países europeus reforçaram a segurança em seus aeroportos e estações de transporte. A Bélgica fechou sua fronteira com a França, e duas centrais nucleares belgas foram esvaziadas. .

Coração da União Europeia, Bruxelas teve seu sistema de transporte público suspenso. As autoridades fecharam o metrô, o aeroporto, o serviço de bondes, ônibus, assim como as principais estações ferroviárias da capital. O nível de alerta de ameaça de terrorismo foi elevado para quatro, o máximo, por ordem do Ministério do Interior. “Fiquem onde estão”, advertiu o Centro de Crise belga. Pelo Twitter, a família real belga desmentiu relatos de que o palácio havia sido esvaziado.

Uma foto divulgada pela polícia mostra dois supostos homens-bomba responsáveis pelos ataques ao aeroporto de Zaventem, confirmou o procurador federal belga. Do lado esquerdo da fotografia, os homens, vestidos de preto, também estavam armados com kalashnikovs. Também considerado suspeito, o homem de branco está sendo procurado pela polícia, que emitiu uma ordem de busca. Eles foram capturados pelas câmeras de segurança do aeroporto levando carrinhos de bagagem.

Líderes de todo mundo condenaram os atentados e expressaram condolências ao povo belga. O procurador federal do país disse que pelo menos uma das explosões no aeroporto de Zaventem foi causada por um homem-bomba — ainda não está claro se foram dois ou um suicida. Há também informações de que uma bomba teria sido colocada dentro de uma mala, e um colete com explosivos sem detonar foi encontrado no terminal.

O EI reivindicou os ataques em um comunicado divulgado pela sua agência de notícias Amaq. As explosões acontecem quatro dias depois da captura em Bruxelas de Salah Abdeslam, o principal suspeito dos ataques em Paris em novembro do ano passado.

Mais cedo, as informações sobre vítimas divergiam, com algumas fontes e jornais internacionais apontando entre 28 e 34 mortos. O porta-voz dos bombeiros Pierre Meys chegou a citar 14 pessoas mortas e 96 feridas nas explosões no aeroporto. No ataque à estação de metrô, o prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, apontou 20 mortos e106 feridos incialmente, incluindo dez em condições críticas. O ex-jogador de basquete belga-brasileiro Sebastien Bellin está entre os feridos no aeroporto.

Os ataques poderiam ter produzido ainda mais vítimas: autoridades belgas encontraram uma terceira bomba que não explodiu no aeroporto de Bruxelas. O artefato foi mais tarde detonado em uma explosão controlada.

— Foram colocadas três bombas no edifício e uma delas não explodiu — disse Lodewijk De Witte, o governador da província do Brabante Flamenco, no aeroporto.

O ministro do Interior da Bélgica, Jan Jambon, anunciou três dias de luto nacional, com sensação de insegurança e pânico se espalhando pelo país. No centro de Bruxelas, a polícia realizou uma explosão controlada na Universidade Vrije.

TIROS E GRITOS EM ÁRABE

De acordo com testemunhas, tiros e gritos na língua árabe foram ouvidos antes das explosões no terminal de embarque do aeroporto — a American Airlines negou que o ataque tenha ocorrido perto de seus balcões, conforme relatos inicais. O aeroporto, que ficará fechado até na quarta-feira, foi esvaziado e todos os voos foram cancelados. Além do cinco de explosivos, uma Kalashnikov também teria sido encontrada no terminal.

Fotos nas mídias sociais mostraram fumaça saindo do terminal do aeroporto através de janelas quebradas e passageiros correndo, alguns ainda segurando suas malas.

“Primeiro aconteceu uma pequena explosão e depois uma mais forte na altura do check-in”, relatou o jornal sueco “Svenska Dagbladet”. “Todo o edifício tremeu, havia fumaça por todos os lados e pessoas jogadas no chão do terminal. Pedaços do teto caíram”.

Vidraças do aeroporto Zaventem em Bruxelas foram destruídas em uma das explosões da série de atentados sofridos na capital belga, que atingiu tambem estações do metro, matando ao menos 26 pessoas. o EI reinvindicou a responsabilidade

Temíamos um ataque terrorista e aconteceu — afirmou Michel em uma entrevista coletiva na qual ele pediu às pessoas “paz e solidariedade”.

O presidente francês, François Hollande, por sua vez, disse que toda a Europa foi atingida e pediu união na luta contra o terrorismo.

— Terroristas atacaram Bruxelas, mas toda a Europa foi atingida — disse.

A TV estatal belga postou um apelo às pessoas que vivem perto do aeroporto de Zaventem para levarem cobertores, água, alimentos e suprimentos médicos a um ginásio local que está sendo usado como um abrigo improvisado. As autoridades também estão pedindo ao público doações de sangue.

PÂNICO NO METRÔ

Do lado de fora da estação de Maalbeek, dezenas de pessoas recebiam atendimento médico. Várias foram vistas no chão perto da entrada do metrô com os rostos ensanguentados. Equipes de emergência foram enviadas ao local, que fica a poucos metros sede da Comissão Europeia. Funcionários da UE foram orientados a não comparecerem ao trabalho ou a permanecerem nos escritórios. A bandeira do bloco europeu foi colocada a meio mastro.

Em uma mensagem no Twitter, a empresa que administra o transporte público na cidade de Bruxelas anunciou o fechamento das quatro linhas de metrô.

Ainda não foi divulgada a nacionalidade das vítimas. Por enquanto, o chanceler esloveno Karl Erjavec disse que um diplomata esloveno foi ferido. Uma mulher indiana que trabalha para Jet Airways também está entre os feridos, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Índia. Entre os feridos há ainda um cidadão britânico e um funcionário da Starbucks no aeroporto.

Pessoas na Bélgica estão tuitando #ikwillhelpen, “Eu quero ajudar”, oferecendo quartos e abrigo para as pessoas que estão presas em Bruxelas por causa dos ataques.

SEGURANÇA REFORÇADA

A França enviou 1.600 policiais extras para as suas fronteiras, anunciou o ministro do Interior Bernard Cazeneuve. Aeroportos, estações de trem e metrôs também tiveram a segurança reforçada. O Eurostar, que liga Paris e Londres a Bruxelas por trem, suspendeu as viagens para a capital belga.

Os aeroportos Roissy-Charles-de-Gaulle, na região de Paris, o de Frankfurt, na Alemanha, e o de Gatwick, em Londres, reforçaram as medidas de segurança. Os voos de Londres a Bruxelas foram suspensos após o fechamento do aeroporto da capital belga.

As unidades de luta antiterrorista da Holanda também anunciaram o reforço das medidas de segurança nos aeroportos de todo o país.

Defensores do Estado Islâmico (EI) celebraram os atentados nas redes sociais:

“O Estado vai forçá-lo a reavaliar os seus caminhos mil vezes antes de ser encorajado a matar os muçulmanos novamente, e sabe que os muçulmanos têm agora um estado para defendê-los”, disse um simpatizando do grupo no Twitter.

A família real belga divulgou uma mensagem de solidariedade para as famílias das vítimas dos ataques.

“O rei e a rainha estão transtornados com os atentados no aeroporto e no metrô de Bruxelas. São atos odiosos e covardes. Os pensamentos emocionados do Rei e da Rainha vão em primeiro lugar para as vítimas e às suas famílias e ao socorristas que fazem de tudo para levar assistência às vítimas.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/estado-islamico-reivindica-ataques-que-mataram-cerca-de-30-em-bruxelas-18929990#ixzz43eiiGhl2
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Em Paris, nada expressa “feliz ano novo” como a tradição muçulmana anual de incendiar carros nas ruas

Por BI: Este ano a queima de carros em Paris na véspera do Ano Novo somou “apenas” 804 que é de 14,5%  menos do que em 2015 (940) e mais de 20% menos do que em 2014 (1067) e 2013 (1193), sem dúvida, devido à dezenas de milhares de agentes de segurança franceses que estavam nas ruas para prevenir outro ataque terrorista islâmico na sequência dos ataques simultâneos de muçulmanos em novembro que mataram mais de 130 pessoas e feriram centenas.

Todos os vídeos e histórias sobre ateamento de fogo em automóveis este ano e ano passado foram praticamente eliminados da Internet como ordenado pelo governo francês. Mas, como sempre, carros foram incendiados nos subúrbios dominados por imigrantes muçulmanos em Paris .

Estas são as fotos da véspera de ano novo quando carros foram incendiados e cujas imagens foram publicadas nos últimos anos.

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Em vídeo exibido em 2013, são mostradas imagens quando 1.193 carros foram incendiados em New Years Eve, apenas uma fração do número de carros (40.000) que são queimados em Paris anualmente, principalmente por jovens muçulmanos. O homem muçulmano que fala com o braço da mídia iraniana, Press TV, acusa a queima de carros em razão de “jovens muçulmanos que se sentem oprimidos pela polícia.”

Em Bruxelas, os adolescentes muçulmanos comemoraram a véspera de Ano Novo atirando um carro por um lance de escadas para a plataforma de estação de metro. Felizmente, ninguém foi morto ou ferido.

http://shoebat.com/2016/01/05/paris-nothing-says-happy-new-year-like-annual-muslim-tradition-torching-cars-streets/

Serão as ruas desertas de Bruxelas uma imagem da Europa do futuro?

Paris pode ser a imagem da raiva e Bruxelas a do medo, mas também poderão vir a ser um retrato do passado e do futuro europeu, O futuro de ruas vazias que o Daesh deseja para o mundo. As reacções ao terror vistas por investigadores e não só.

Será Paris, com pessoas na rua e nas esplanadas, uma imagem do passado? E Bruxelas, quase deserta este fim-de-semana, uma imagem do futuro? A interrogação é lançada pelo sociólogo Filipe Carreira da Silva, quando questionado pelo PÚBLICO sobre o que justificará a diferença de reacção nas duas capitais face à ameaça terrorista.

Uma semana após os atentados que fizeram 130 mortos, muitos parisienses saíram à rua, como sempre fizeram, mas desta vez com um propósito claro: “Se beber uns copos, ir ao concerto ou ao jogo se vai tornar um combate, podem tremer, terroristas, porque nós estamos bem treinados!”, proclamava-se num cartaz afixado na capital francesa.

Tem sido assim desde o dia seguinte aos atentados, embora com menos gente do que é habitual nas ruas de Paris. Para Carreira da Silva, que é investigador do Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa, e foi professor na Universidade de Cambridge, “à primeira vista, a diferença entre o que se passa nas duas capitais será o facto de em Paris já ter acontecido e em Bruxelas ser ainda ‘só’ um alerta”.

Mas há também esse outro cenário mais arrepiante que o investigador avança, a de Paris como a imagem de uma Europa do passado e a de Bruxelas como o retrato do futuro “desejado pelo Daesh [o nome em árabe do autoproclamado Estado Islâmico] para a Europa e o Ocidente”. “Será o nosso futuro com ruas vazias de pessoas e o exército nas ruas como neste fim-de-semana em Bruxelas?”, questiona, adiantando que para que tal “não se torne verdade não basta desejar: “Há que agir concertadamente, em nome dos valores que nos unem, de modo a garantir a paz na Europa e no próprio Médio Oriente.”

Leia: Novas operações em Bruxelas. Principal suspeito ainda em fuga

O eurodeputado Paulo Rangel, que na quinta-feira chegou da capital belga, lembra que, ao contrário de Bruxelas, “Paris nunca esteve em estado de sítio”. “Há tanques nas ruas e recomendações expressas do Governo para que não se use os transportes e outros espaços públicos e as pessoas estão a seguir essas directivas. Por outro lado, as escolas e o metro vão continuar fechados e basta isso para mudar o quotidiano de toda a gente”, diz.

Ao contrário do que sucedeu em Paris, onde os principais monumentos e espaços públicos ficaram com segurança reforçada, em Bruxelas todas as forças de segurança estão envolvidas “numa caça ao homem”, em rusgas sucessivas, que as impede de assegurar a vigilância dos espaços mais movimentados, o que aumenta o sentimento de insegurança entre os habitantes, adianta Rangel, acrescentando que se vive ali com a percepção de que, em qualquer altura, poderá acontecer um “acto violento” – já não talvez o atentado para o qual as autoridades alertaram, mas uma acção levada a cabo pelos suspeitos que continuam a ser procurados e que sentem “não ter já nada a perder”. “As pessoas e as autoridades têm essa percepção”, diz.

Por toda a Europa, as medidas de segurança têm vindo a ser reforçadas, incluindo em Portugal. Rangel conta a propósito que, na quinta-feira, foi-lhe pedido o passaporte quando desembarcou em Lisboa vindo de Bruxelas. Foi a primeira vez que tal lhe sucedeu desde que Portugal aderiu ao espaço Schengen, em 1991, mas agora os voos a partir da capital da União Europeia passaram a estar sob suspeita.

Medo versus raiva
Luísa Lima, professora de Psicologia Social no ISCTE, adianta que “têm sido estudadas dois tipos de reacção emocional a situações de terrorismo: uma centrada no medo, outra na raiva”. “O medo é um sentimento inibidor, de retracção e que aumenta a percepção de ameaça. A raiva, pelo contrário, tem um perfil mais activo, motivando à acção e que diminui a percepção de risco”, explica.

Leia: Molenbeek, o município belga onde “é fácil fugir à polícia”

Bruxelas poderá ser assim a imagem do medo e Paris a da raiva. “O que diferencia o espoletar de uma das duas emoções é a percepção de controlo. Quando acreditamos que se pode fazer alguma coisa para prevenir novos atentados, tendemos a sentir menos medo (e mais raiva)”, especifica a investigadora, para acrescentar que, “neste caso, falamos de um tipo de controlo que não é individual, mas prende-se com a confiança nas autoridades, na tecnologia e nas instituições do próprio país”.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/serao-as-ruas-desertas-de-bruxelas-uma-imagem-da-europa-do-futuro-1715249

http://www.publico.pt/mundo/noticia/serao-as-ruas-desertas-de-bruxelas-uma-imagem-da-europa-do-futuro-1715249

Europa prepara-se para duplicar o orçamento de resposta à crise dos refugiados

Eslováquia insiste em recusar a quota de refugiados que lhe foi atribuída e ameaça levar a União Europeia a tribunal.

Os líderes dos Vinte e Oito reúnem-se esta quarta-feira em Bruxelas para tentarem dar uma primeira resposta unificada à maior vaga de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, embora ainda sejam evidentes as divisões entre Estados-membros sobre a melhor linha de acção.

Para além do contestado sistema de quotas para a distribuição de refugiados pela União Europeia, a Cimeira de Líderes vai discutir um pacote de milhares de milhões de euros para os países europeus da linha da frente do fluxo migratório, vizinhos de fora da Europa com um grande encargo de refugiados e ainda linhas de apoio humanitário. Está em causa, como afirmou o presidente da Comissão Europeia antes do início do encontro, “quase o dobro dos recursos para atacar a crise de refugiados”: de 4600 milhões de euros para 9500 milhões.

Jean-Claude Juncker propõe um fundo de emergência de 100 milhões de euros para os Estados-membro mais afectados pela passagem de refugiados, outro de 600 milhões de euros para agência europeias de fronteira, a accionar em 2016, e mais 200 milhões de euros, já este ano, destinados ao Programa Alimentar Mundial.

Os líderes dos Vinte e Oito vão ainda discutir o envio de 700 milhões de euros para a Sérvia e Macedónia e para a Turquia, que alberga cerca de 2,2 milhões de refugiados, um montante que pode chegar aos 1000 milhões de euros. Valores avançados pelo diário britânico Guardian.

Não se espera uma Cimeira de Líderes pacífica. Na terça-feira, quatro Estados-membro votaram contra o plano de distribuição de 120 mil refugiados da Grécia e Itália, dois dos países mais afectados. Destes quatro votos negativos, apenas a Eslováquia insistia nesta quarta-feira em não aceitar a fatia de 802 pessoas que lhe foi atrikbuída. O primeiro-ministro eslovaco disse nesta quarta-feira que não só vai ignorar o sistema de quotas como apresentará também uma queixa no Tribunal de Justiça da União Europeia, no Luxemburgo, por considerar que a soberania do seu país não foi respeitada.

“Vamos seguir em duas direcções: a primeira, apresentar uma queixa no tribunal de Luxemburgo… a segunda, não implementar [o acordo] dos ministros do Interior”, disse Robert Fico, ainda durante a manhã, a horas de começar o encontro dos Vinte e Oito.

República Checa, Hungria e Roménia, os outros três votos contrários, admitiram já que não vão desafiar a vontade dos outros Estados-membro na Cimeira de Líderes. Fazem-no relutantemente e podem aproveitar o encontro desta quarta-feira para se fazerem ouvir. As principais críticas vindas destes países do Centro da Europa dirigem-se aos países mais ricos do Norte, a quem acusam de provocar grandes fluxos migratórios com as suas políticas mais inclusivas.

Uma das principais figuras da resposta autoritária na Europa à chegada de refugiados é o primeiro-ministro húngaro, Victor Orbán. A Hungria está a construir várias vedações nas suas fronteiras, primeiro com a Sérvia e agora com a Croácia. Isto para além de ter criminalizado a imigração ilegal e de ter concedido esta semana mais poderes ao exército para travar o caminho de quem tenta entrar irregularmente no país.

Antes de seguir para Bruxelas, Orbán esteve na Alemanha, a quem acusou de “imperialismo moral” e a quem pediu mais autonomia para a política de migração húngara. “Mesmo que a Alemanha decida aceitar a migração em massa, por favor não faça com que o mesmo seja obrigatório para os outros”, disse.

Bruxelas vai também discutir novas medidas de registo para quem chega irregularmente à Europa, como sistemas para a recolha de impressões digitais, por exemplo, e sistemas mais rápidos de documentação de refugiados e migrantes. Mais do que isto, segundo escreve a Reuters, Grécia e Itália devem ouvir dos seus parceiros pedidos para que restrinjam o movimento para a Europa de quem chega pelo Mediterrâneo.

A oposição eslovaca

O que a Eslováquia rejeita é um modelo de distribuição voluntária de refugiados, que substituiu, no início da semana, um primeiro formato, esse obrigatório. Mas há ambiguidades. A União Europeia funciona por tratados, que são vinculativos mesmo para quem votou contra eles. A decisão da maioria dos ministros europeus, que se espera que seja aprovada nesta quarta-feira, aplica-se por isso aos quatro países que votaram contra. Em todo o caso, não estão previstas sanções para os Estados-membro que não cumpram a sua quota.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/eslovaquia-quer-por-uniao-europeia-em-tribunal-por-impor-quotas-de-refugiados-1708734