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Estado islâmico queima mãe e quatro filhos por deixarem o califado

Uma fonte de segurança na província de Kirkuk revelou que o Estado Islâmico queimou uma família de cinco pessoas (mãe e quatro filhos) por deixar a terra do califado, a sudoeste de Kirkuk, informou Alsumaria no sábado.

Membros do Estado Islâmico queimaram toda uma família que consistia em mãe e quatro filhos (três meninas e um bebê de 9 meses) em Hawija, por deixar a terra do califado e fugir para Kirkuk, disse a fonte.

O Estado islâmico capturou a família na estrada que ligava a área de al-Riyad às montanhas de Hamrin, e os queimou na frente de um grupo de civis, que estavam na área de al-Alam a leste de Salahuddin, disse a fonte adicionada na condição de anonimato.

Os membros do Estado Islâmico amarraram a mãe e seus filhos, em seguida, derramou petróleo sobre eles e os incendiou, explicou a fonte.

Imagem: Reuters

https://www.jihadwatch.org/2017/01/islamic-state-burns-mother-and-four-children-for-leaving-the-caliphate

Clérigo muçulmano é condenado por discursos que incitam massacre de judeus

Jerusalém (TPS) – Um clérigo muçulmano foi condenado por incitação, por ter proferido discursos no Monte do Templo nos quais ele disse que os judeus deveriam ser “massacrados” e que eles eram semelhantes aos “macacos e porcos”.

A sentença foi proferida pelo juiz Samuel Herbst no Tribunal de Magistrados de Jerusalém, condenando o xeique Omar Abu Sara por incitação à violência e por divulgação de incitação ao racismo.

Segundo a acusação, o xeique Abu Sara falou na capela Qibli da Mesquita Al-Aqsa em novembro de 2014 sobre “as características dos judeus de acordo com o Alcorão”. O discurso foi aplaudido pelo público, filmado, e carregado no dia seguinte para o YouTube.

No discurso, Abu Sara comparou judeus com “macacos e porcos” e os acusou de assassinar o profeta islâmico Maomé, juntamente com outros profetas. Ele também disse que os judeus têm de ser massacrados.

“Eu digo aos judeus explicitamente: É hora de massacrar vocês, lutar com vocês e matar vocês”, ele pregou. “Aguardamos o dia e momento quando chegar a hora de acabar com vocês, e vamos enfrentá-los, se Deus quiser (…) Deus, por favor acelera aquele dia, agiliza o dia da morte deles, acelera o dia em que purificamos Al-Aqsa da sua sujeira, acelera o dia em que um estado califado islâmico seja estabelecido”.

Em seu veredicto, o juiz Herbst disse que “quando eu olho para o réu vejo um ser humano, e é profundamente lamentável que quando ele olha para mim, ele veja um macaco ou um porco, destinado a ser impiedosamente exterminado”.

“Judeus e árabes vivem lado a lado em Israel, e isso não vai mudar”, Herbst continuou. “O réu e seus semelhantes inflamam tensão constante, que começa com discursos e termina com o atual registro de crianças e jovens segurando facas e direcionando-as para os corpos, a carne e gargantas de membros de outra nação”. “É hora de parar esta incitação, na Internet, em reuniões, e em locais de culto”, concluiu.

A queixa foi apresentada pela Honenu, uma organização de ajuda legal, em nome de Yehuda Glick, um conhecido defensor dos direitos dos judeus no Monte doTemplo, pouco depois de Glick sobreviver a um atentado contra sua vida por um terrorista palestino.

Em resposta à condenação, Honenu saudou a decisão, mas acrescentou que “infelizmente, quando se trata de incitação contra os judeus, cabe aos cidadãos e organizações ajudar o sistema legal a fazer o seu trabalho. Esperamos que estas mudanças políticas e que a polícia e o procurador da República façam o seu trabalho fielmente”.

“Espero que ele receba o castigo que ele merece”, comentou Yehuda Glick. “Eu também espero que isso desencoraje outros e que o Monte do Templo possa voltar a ser um centro de paz e não de incitação”.

Fonte: TPS / Texto: MichaelBachner / Tradução: Alessandra Franco 

Fonte: Agência Tazpit

Veja 5 das piores ações do EI em um ano de califado

no após o Estado Islâmico (EI) declarar um califado, o grupo já assumiu o posto de “mais perigoso e temido grupo terrorista de todo o mundo”. No início de suas ações, o EI surpreendeu e chamou a atenção dos ocidentais com decapitações, mas hoje eles mostraram que podem ser ainda mais crueis.

Confira uma lista das piores ações do EI e entenda quais atitudes espalham tanto terror pelo mundo:

1. Banalização da decapitação
Em agosto de 2014, o jornalista americano James Foley, 40 anos, foi decapitado por militantes do EI. Essa foi a primeira vítima cuja a morte foi gravada pelo grupo extremista e divulgada na internet. No vídeo, o americano – que estava ajoelhado ao lado de seu executor – disse que os EUA causaram sua morte.
Vídeo divulgado pelo Estado Islâmico em 16 de fevereriro mostra a decapitação de 21 egípcios em uma praia da Líbia

Mais tarde, outras vítimas tiveram a decapitação registrada e as imagens geraram repulsa em todo o mundo. Após meses, a decapitação de estrangeiros deixou de ser vista como algo extremo, passando a ser quase “banalizada” devido a grande quantidade de vítimas que já sofreram nas mãos dos militantes.

2. Piloto jordano queimado vivo
Após decapitações, apedrejamentos e crucificações realizadas no Iraque e na Síria, o EI deu mais um passo no caminho do horror, mostrando, em fevereiro de 2015, em um vídeo divulgado na internet, o piloto jordano Maaz al-Kassasbeh sendo transformado em uma bola de fogo. A vítima foi queimada vive dentro de uma jaula.

Maaz al-Kassasbeh teria sido queimado vivo dentro de uma cela
“O EI utilizou tanto as decapitações que acabou banalizando-as. Queimar um prisioneiro é, portanto, uma forma de reativar a circulação nas redes”, disse à AFP o professor da universidade de Edimburgo, Thomas Pierret, especialista em Islã contemporâneo.

3. Escravidão e abuso de mulheres
O EI realizou “crimes sexuais sistemáticos” contra mulheres e meninas iáziges após sequestar mais de 200 delas no norte do Iraque em 2014, segundo a Human Rights Watch.

Raqqa é o epicentro do grupo terrorista, um lugar onde o barbarismo do EI e suas ideologias acontecem diariamente

As “virgens mais bonitas” são enviadas para serem escravas sexuais na cidade de Raqqa, na Síria. Lá, são vendidas como peças de leilões. Em maio, uma mulher foi queimada viva após se recusar a participar de um “ato sexual extremo”.

4. Treinamento de crianças
O EI é responsável por uma verdadeira lavagem cerebral que é aplicada nas crianças da região. Em 2014, o grupo treinou mais de 400 crianças para combater na Síria.

Além disso, escolas são tomadas, crianças estudam textos religiosos com teor extremista e algumas acusam seus próprios pais, quando eles não seguem as ordens do califado, causando tortura ou a morte deles.

Outras crianças são recrutadas com objetivos ainda mais violentos. Um vídeo de março mostrava, por exemplo, um menino de 12 anos disparando várias vezes em um refém.

5. Ataques à história do Oriente Médio
O EI deixou claro, durante esse um ano, que não deixará de atacar nenhum dos pilares que sustentam a fé dos seus inimigos. Sejam mulheres, sejam crianças, sejam centros históricos, nenhum recebe o respeito do grupo extremista.

Sejam mulheres, sejam crianças, sejam centros históricos, nenhum recebe o respeito do grupo extremista.
Em fevereiro, o EI divulgou vídeo de militantes destruindo artefatos antigos de valor inestimável em um museu de Mossul. Em abril, foi divulgado outro vídeo, com militantes destruindo artefatos na cidade antiga de Hatra, um local declarado patrimônio histórico pela Unesco.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/veja-5-das-piores-acoes-do-estado-islamico-em-um-ano-de-califado,512bcaa9d72446738e89b95b5bf99d674gfaRCRD.html

Autora de livro sobre o Estado islâmico desvincula o expansionismo terrorista do “salafismo radical”

‘Há uma aliança jihadista em formação’

Autora de livro sobre o Estado Islâmico prevê expansão do grupo para o Cáucaso e outras regiões da Ásia e critica ‘fracasso da liderança do Ocidente’

Especialista em terrorismo e autora do recém-lançado “A Fênix Islamista: o Estado Islâmico e a reconfiguração do Oriente Médio” (Ed. Bertrand Brasil), a italiana Loretta Napoleoni afirma que o Estado Islâmico (EI) está em fase de expansão, aglutinando outros grupos jihadistas sob sua influência.

Quase um ano se passou desde o anúncio da criação do califado na Síria e no Iraque. Já é possível ter uma ideia do quão grande e poderoso o Estado Islâmico pode ficar nos próximos anos?

Sim, o que vemos agora é a formação de uma frente global no mundo muçulmano com o grupos como o Boko Haram, os grupos líbios e parte da al-Qaeda na Península Arábica jurando aliança ao Estado Islâmico. Acho que nos próximos meses teremos uma expansão dessa frente para o Cáucaso, a Ásia Central, países como o Afeganistão e o Paquistão, e o Sudeste Asiático. As características dessa frente não seriam necessariamente ligadas ao salafismo radical, mas sim uma forma do Estado Islâmico se apresentar como um elemento anti-imperialista contra as oligarquias corruptas do mundo muçulmano e os poderes estrangeiros que os apoiam.

O Estado Islâmico recebeu apoio de grupos de diversas partes do mundo como a Nigéria, o Iêmen e as Filipinas. Esse apoio fortalece a posição do grupo na Síria e no Iraque ou podemos ver o início de “colônias do califado” se espalhando pelo planeta?

A aliança dos grupos funciona como uma espécie de federação. O Boko Haram não vai receber ordens diretas do califa, mas eles estarão ligados ideologicamente, combinarão estratégias e estarão em constante comunicação, ainda que definitivamente não estejamos falando dos Estados Unidos do Estado Islâmico. A meta é nos assustar, já que somos o inimigo comum, e essas alianças fazem o Estado Islâmico parecer muito mais forte do que ele realmente é. Será uma federação sob o nome do califado, mas na qual todas os envolvidos serão independentes, até porque qualquer um pode abraçar a bandeira do grupo.

O Estado Islâmico recebeu um enorme contingente de jihadistas europeus. Como esses combatentes, que cresceram em sociedades com valores ocidentais, podem influenciar a formação do novo Estado na Síria e no Iraque?

Os jihadistas europeus saem de um cenário de enorme marginalização e se tornam importantes no combate, mas é isso o que eles fazem: combater. Há uma clara divisão de trabalho na estrutura do Estado Islâmico. Os estrangeiros estão envolvidos na luta e nas negociações de reféns ocidentais, mas não têm poder de comando. A administração, se é que podemos chamá-la assim, está toda nas mãos de iraquianos, e a parte burocrática do Estado Islâmico está toda nas mãos de locais. Nenhum estrangeiro vai impactar as políticas do grupo.

Ao contrário da al-Qaeda, que realizava atentados em países ocidentais, o Estado Islâmico tem se mostrado menos atuante no chamado “terrorismo clássico”, ainda que ataques de “lobos solitários” aliados ao grupo tenham acontecido no Canadá, na França e na Tunísia. Até que ponto o Estado Islâmico é uma verdeira ameaça para a segurança dos países ocidentais?

O Estado Islâmico em si não é uma ameaça. Não estamos falando da possibilidade de invasões em países ocidentais. A ameaça real são mais ataques como esses, que o grupo saberá explorar, como aconteceu na Tunísia, onde os atiradores tinham turistas estrangeiros como alvos. A narrativa apresentada pelos políticos é muito semelhante à usada pelo governo britânico contra o IRA nos anos 1970. Havia centenas de pessoas morrendo todos os anos, é verdade, mas a percepção que o Reino Unido tinha na época e que o Ocidente tem hoje, de que as estruturas políticas estão ameaçadas, é errada.

No livro, o Estado Islâmico é apresentado como um grupo capaz de equilibrar a violência e a barbárie com programas assistencialistas e um cuidado pela infraestrutura dos territórios dominados. Como acontece esse equilíbrio?

Há perseguição contra as minorias, mas não chamaria a relação que o Estado Islâmico mantém hoje com a população sob seu controle, de opressão, uma vez que são sunitas lidando com sunitas ou membros de minorias que se converteram. É uma população muito homogênea, e isso facilita o controle sobre o território. Há muito envolvimento dos líderes tribais locais, e sem a permissão desses líderes, o Estado Islâmico não teria chegado a lugar nenhum. Os líderes tribais perceberam que poderiam se beneficiar da ascensão do Estado Islâmico e foram muito eficazes ao estabelecer sua liderança junto ao grupo.

Em “A Fênix Islamista”, você destaca a habilidade do Estado Islâmico de se tornar independente de seus financiadores ao assumir o controle da região. É possível dizer que a guerra contra o grupo não é apenas militar, mas também econômica?

Não, porque agora já é tarde demais para uma batalha econômica. Cometemos erros gravíssimos. Deveríamos estar atentos ao que estava acontecendo na Síria e nos países do Golfo Pérsico, mas não prestamos atenção suficiente. O Estado Islâmico tem o controle do petróleo e do contrabando nas mãos. Agora, a única maneira de derrotá-los economicamente seria arrasar o território, mas para isso seria necessário atingir a população civil, o que de certa forma já é o que estamos fazendo agora. No entanto, essa nunca poderia ser uma política oficial.

Os curdos da Síria acusam a Turquia de apoiar o Estado Islâmico. A mesma acusação foi feita pelo ex-presidente iraquiano Nouri al-Maliki com relação aos sauditas, e o secretário americano de Estado, John Kerry, afirmou que as tropas de Assad evitaram enfrentar o grupo para enfraquecer o Exército Livre da Síria. Quem realmente está apoiando o Estado Islâmico?

É um movimento jihadista global. Não há nenhum poder estabelecido patrocinando o Estado Islâmico e o motivo para isso é simples: o grupo é uma ameaça a todos eles. O califa é encarado como um descendente direto de Maomé, e acima dele só estariam Alá e seu profeta. Apesar das acusações, o clã dos Saud sabe que, uma vez estabelecido, o califado não se relacionará com ninguém em níveis de igualdade. Certamente há pessoas poderosas que acreditam que possam um dia se beneficiar com o crescimento do Estado Islâmico, mas nenhuma delas representa um governo.

O fato do combate ao Estado Islâmico ter colocado lado a lado inimigos como os Estados Unidos e o Irã pode trazer melhorias a essas relações?

Acho que negociar com o Irã neste caso foi um enorme erro. Não há nenhum estratégia de longo prazo e trazer os iranianos para o combate é uma medida muito perigosa. Esse é o tipo de política externa que nos levou à situação que vivemos hoje. O que você acha que acontecerá quando as forças iranianas se instalarem no Iraque? Elas irão galvanizar toda a resistência sunita, e fortalecer o Estado Islâmico fazendo com que a situação no Norte do Iraque se degenere em uma nova guerra.

O Estado Islâmico não precisa que Assad perca a guerra. Ele já provou que pode se estabelecer sozinho, e isso é um exemplo do fracasso de liderança global do Ocidente. Todos seguem os Estados Unidos, e os países europeus não parecem ter noção do que estão fazendo.

http://oglobo.globo.com/mundo/ha-uma-alianca-jihadista-em-formacao-15661352

ESTADO ISLÂMICO ACEITA LEALDADE DO BOKO HARAM, DIZ AGÊNCIA

Boko Haram, que atua na Nigéria, jurou lealdade no começo do mês. Porta-voz anuncia ‘expansão do califado para África Ocidental’.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) aceitou o juramento de lealdade dos islâmicos nigerianos do grupo Boko Haram, segundo uma gravação de áudio apresentada como um discurso do porta-voz do EI, difundida nesta quinta-feira (12) nas redes sociais, de acordo com as agências de notícias France Presse e Reuters.

“Anunciamos a boa nova da expansão do califado para a África Ocidental porque o califa, que Deus o preserve, aceitou a aliança dos nossos irmãos do grupo sunita para a pregação e a jihad”, disse o porta-voz Abu Mohammad al-Adnani, em alusão ao nome em árabe do Boko Haram, que jurou lealdade ao EI no começo deste mês.

“Nosso califa, que Deus o abençoe, aceitou o compromisso de lealdade de nossos irmãos do Boko Haram, então saudamos muçulmanos e nossos irmãos da Jihad na África Ocidental”, disse, referindo-se ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

Ele também pediu aos muçulmanos que não puderem se juntar à luta na Síria e no Iraque que entrem em combate na África.

O grupo radical islâmico Boko Haram, que assumiu a autoria do sequestro de mais de 200 estudantes em abril do ano passado, nasceu de uma seita que atraiu jovens do norte do país. Boko Haram significa “a educação ocidental é pecaminosa” em hausa, a língua mais falada no norte da Nigéria.

O grupo multiplica ataques sangrentos no nordeste da Nigéria há seis anos, e inclusive, no Chade, no Níger e no Camarões, o que levou estes países a lançar uma ofensiva militar contra o grupo islamita.

No último sábado, seu líder, Abubakar Shekau, divulgou um vídeo em que jura lealdade aos jihadistas que atuam na Síria e no Iraque. “Nós anunciamos nossa fidelidade ao califa… e iremos ouvi-lo e obedecê-lo em tempos de dificuldade e prosperidade”, dizia a tradução para o inglês do vídeo divulgado em árabe.

O Estado Islâmico anunciou seu califado entre os territórios conquistados na Síria e no Iraque em junho de 2014 e convocaram todos os muçulmanos a jurarem lealdade ao chefe do “Estado”, Abu Bakr al-Bagdadi, que foi proclamado o califa.

O que é um califado?
Depois da morte do profeta Maomé, em 632, seus seguidores concordaram com a criação do califado, que significa sucessão em árabe, como um novo sistema de governo.

O califa é literalmente o sucessor do profeta como chefe da nação e líder da ‘umma’, comunidade de muçulmanos, e tem o poder de aplicar a lei islâmica (sharia) na terra do Islã.

Propaganda

Segundo especialistas ouvidos pela AFP, a declaração de lealdade é, acima de tudo, uma operação de propaganda proveitosa para ambos os grupos. “De fato, os dois grupos precisam disso. Ambos necessitam de um esforço de propaganda para manter a moral de suas tropas, que sofrem derrotas em suas campanhas militares”, disse à agência Peter Pham, diretor do programa África do centro de reflexão Atlantic Council de Washington.

“Para o EI, é uma chance de se apresentar como em expansão, de aumentar seu prestígio, de ser considerado inevitável. Está na defensiva no Iraque e na Síria, isso lhe permite se apresentar como se estivesse se espalhando a outras áreas”, estima o especialista.

“Para o Boko Haram também é uma vitória de propaganda num momento em que enfrenta uma ofensiva coordenada de vários exércitos da região. E, para isso, a única coisa que precisa é de uma câmera e de uma conexão à internet”, explica Pham.

Estratégia de comunicação

Recentemente, o Boko Haram divulgou vídeos com estilo similar ao usado pelo EI para exibir decapitamentos de reféns e recrutar candidatos à jihad em suas fileiras na Síria e no Iraque. A mudança de forma e conteúdo da propaganda do Boko Haram levou alguns especialistas a especular sobre possíveis vínculos com jihadistas do Oriente Médio ou uma aliança entre diversos grupos.

Os primeiros vídeos do Boko Haram, de qualidade medíocre, eram feitos de forma quase artesanal e distribuíam-se através de intermediários em CD-Rom e em chaves de memória USB, entregues a jornalistas no norte da Nigéria. Na maioria das vezes, mostravam seu líder, Abubakar Shekau, gesticulando em intermináveis monólogos.

A partir de dezembro de 2013, estes vídeos passaram a incluir planos variados e, sobretudo, imagens de execuções.

 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/grupo-estado-islamico-aceita-lealdade-do-boko-haram.html