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Fúria palestina: Trump é culpado ou inocente?

Por Andréa Fernandes

Dias após a decisão histórica de Trump em reconhecer Jerusalém como capital de Israel, as manchetes dos jornais de sábado passaram a ter como protagonista o Iraque, que declarou oficialmente o fim da luta contra o Estado Islâmico após 3 anos de conflito que ocasionou a perda de quase um terço do território iraquiano, incluindo Mosul, a segunda maior cidade do país. Apesar de celebrar a expulsão do grupo terrorista reconquistando o território perdido na “guerra religiosa”, o governo reconhece a possibilidade de jihadistas do grupo terrorista voltarem com atos de guerrilha[1].

Em segundo plano ficou mais um “dia de fúria” palestina” contra Israel estimulado pelas lideranças religiosas e políticas que mantêm a velha prática de usar as populações de Gaza, Jerusalém e Cisjordânia em ações violentas a fim de promover “rios de sangue” para acusar Israel de violações dos direitos humanos ao repelir manifestações irascíveis e contra-atacar os foguetes lançados por terroristas contra a população civil israelense.

Alheia à violência praticamente diária que os palestinos costumavam promover contra israelenses antes da decisão de Trump, a grande mídia fez questão de noticiar que ataques aéreos israelenses mataram dois palestinos em Gaza e acusaram Trump pelo acontecimento[2], como se fosse do presidente estadunidense a culpa pela doutrina religiosa islâmica considerando toda terra de Israel território waqf, sendo esse um dos motivos para a “indisposição permanente” dos palestinos de levarem adiante o processo de paz com Israel. Na verdade, as Forças de Defesa de Israel (FDI) atingiram quatro alvos terroristas em resposta a mais um foguete proveniente de Gaza que atingiu a cidade de Sderot objetivando matar civis israelenses[3].

A falta de divulgação dos “meandros islâmicos” impede a opinião pública de entender alguns “detalhes” do conflito. Assim, faz-se necessário explicar para não-muçulmanos o conceito “waqf”, o qual foi muito utilizado pelo “líder nazislâmico” Amin al-Husseini, intitulado de forma indevida pelos britânicos “grande mufti de Jerusalém”. O famoso líder palestino – que desejava impetuosamente o genocídio de judeus e constava da “folha de pagamento” dos nazistas por seus horrendos serviços de apoio ao Holocausto – chamou a inexistente “Palestina” de “terra waqf.

A palavra “waqf” significa literalmente “detenção” e segundo estudiosos muçulmanos, refere-se “à detenção de uma propriedade para que seu produto ou renda possa estar sempre disponível para fins religiosos ou de caridade. Quando um waqf é criado, a propriedade é detida, ou está “amarrada” para sempre e depois torna-se intransferível”. Dentre as “consequências jurídicas” para uma propriedade waqf, convém citar a dedicação a Alá, a irrevogabilidade, a perpetuidade e a inalienabilidade[4].

Agora, creio que faz sentido explicar que o grande mufti de Jerusalém e outros líderes árabes – à exceção do rei Abdullah, da então Transjordânia (atual Jordânia) – rejeitaram o plano de partição da “Palestina” em dois Estados, um árabe e outro judeu, sugerido pela Comissão Peel em 1937. O motivo? Amin al-Husseini defendeu argumentação religiosa afirmando que a “Palestina” era “terra waqf”, o que a tornava impossível de “ser dividida”, mesmo que minoritariamente com os judeus, sendo, portanto, uma espécie de “legado muçulmano” que deveria ser preservado exclusivamente nas mãos dos árabes “submissos a Alá”. Dessa forma, o Estado judeu não deveria existir… o tempo passou, mas o argumento perpetuou…

Com o estabelecimento do Estado de Israel em 1948, a argumentação religiosa antissemita veio à lume novamente com força através da criação do grupo terrorista Hamas em 1987, que em sua Carta de constituição, no Capítulo III, tem como subtítulo “A Palestina é um waqf islâmico (propriedade concedida, doada)” e no Artigo 11, estipula:

Art. 11- O Movimento de Resistência Islâmica sustenta que a Palestina é um território de Wakf, (legado hereditário) para todas as gerações de muçulmanos, até o Dia da Ressurreição. Ninguém pode negligenciar essa terra, nem mesmo uma parte dela, nem abandoná-la, ou parte dela. Nenhum Estado Árabe, ou mesmo todos os Estados Árabes (juntos) têm o direito de faze-lo; nenhum Rei ou Presidente tem esse direito, nem tampouco todos os Reis ou Presidentes juntos, nenhuma organização, ou todas as organizações juntas – sejam elas palestinas ou árabes – têm o direito de faze-lo, porque a Palestina é território Wakf, dado para todas as gerações de muçulmanos, até o Dia da Ressurreição.

Esse é o status legal da terra da Palestina de acordo com a Lei Islâmica. A esse respeito, é igual a quaisquer outras terras que os muçulmanos tenham conquistado pela força, porque os muçulmanos a consagraram, à época da conquista, como legado hereditário para todas as gerações de muçulmanos, até o Dia da Ressurreição. Assim ocorreu quando foi completada a conquista de Al-Sha’m (8) e do Iraque, e os Comandantes dos exércitos muçulmanos enviaram mensagens ao Califa ‘Umar b. Al-Khattab, pedindo instruções a respeito das terras conquistadas – dividi-las entre as tropas ou deixa-las em mãos dos seus proprietários, ou proceder de outra forma[5].

Em parte do Artigo 13, ainda preceitua:

“Não há solução para o problema palestino a não ser pela jihad (guerra santa).”

Os fundamentos totalitários e terroristas com base religiosa do “documento” – que não é contestado pelos defensores da “causa palestina” – podem ser vislumbrados também no seguinte preceito:

Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele. (segundo palavras do mártir, Iman Hasan al-Banna, com a graça de Alá). 

E se alguém levantar a hipótese de que os “palestinos” não mais enxergam Israel como “território waqf”, aconselho consultar fontes dos seus movimentos espalhados pelo mundo. Num dos muitos sites tecendo distorções brutescas para validar a farsa do “direito” ao território de Israel, assim está escrito: A chamada ‘Palestina Histórica’ é todo território que engloba hoje Faixa de Gaza, Israel e Cisjordânia.[6]

Logo, uma vez que o Estatuto do Hamas corrobora o intento genocida dos seus seguidores, fato este ratificado por suas “autoridades religiosas” que em discursos inflamados nas mesquitas afirmam que “os judeus devem ser massacrados e mortos[7], torna-se debalde toda tentativa de criação de um Estado que não tenha condição mínima de proporcionar fronteiras seguras e pacíficas com Israel. A chamada Palestina é, na forma proposta por suas lideranças, um protótipo de Estado terrorista!

Portanto, culpar Trump por ações terroristas palestinas estimuladas por suas lideranças é uma verdadeira discrepância, uma vez que, conforme percebido pelo próprio presidente dos EUA – apesar das “promessas de campanha não cumpridas” dos presidentes antecessores  – não houve avanço nos processos de paz e muito menos no “acordo de reconciliação” entre as facções palestinas. A campanha de ódio palestino não precisa de “justificativa” para atacar Israel… Sem qualquer ação de Trump, desde janeiro de 2012, mais de 2.530 foguetes e morteiros foram disparados de Gaza e atingiram áreas civis israelenses[8].

O combustível para a “revolta dos palestinos” não está na decisão de um Estado soberano acerca da linha de política externa que adota, e sim, nos escritos sagrados islâmicos. Enquanto o Ocidente  não atentar para o lema do Hamas preconizado no Art. 8º do seu Estatuto, não perceberá que está apoiando a possível criação de mais um Estado totalitário islâmico tão perverso e sanguinário quanto Arábia Saudita e Irã.

O art. 8º dispõe:

Alá é a finalidade, o Profeta o modelo a ser seguido, o Alcorão a Constituição, a Jihad é o caminho e a morte por Alá é a sublime aspiração.

Cabe ao Ocidente escolher entre o “exemplo do profeta Mohammad” e as “ações de Trump, mas particularmente, eu rejeito a ideia de um povo tomar como “modelo” um “profeta”, que ao chegar em Yatrib (Medina) – com metade da população judaica – agiu de forma tão “amistosa”, que em 2 anos não havia mais judeus na referida “cidade sagrada”, os quais foram exilados, escravizados ou assassinados. Se em mais de 90 versos, o Alcorão vaticina que o profeta é o “padrão de vida perfeito” para todos os muçulmanos[9], o “desejo de matança” do Hamas e demais apoiadores realmente encontra amparo no mundo totalitário islâmico, porém seria “justo” a comunidade internacional tentar obrigar o governo israelense a apenas “observar” uma “chuva de foguetes” assassinar os seus nacionais?

Se a “Constituição” do Hamas obriga parte da população a “aspirar a morte por Alá” para criar um Estado islâmico na base da “jihad”, nada impede que Israel use a milenar ética judaica para escolher salvar o seu povo que “aspira a vida”!

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires

Imagem:  EBC Agência Brasil

[1]https://www.theguardian.com/world/2017/dec/09/iraq-formally-declares-end-to-fight-against-islamic-state

[2] https://www.theguardian.com/world/2017/dec/09/israeli-airstrikes-kill-two-in-gaza-as-fallout-from-trump-decision-continues

[3]http://www.jpost.com/Breaking-News/IDF-hits-four-terror-targets-in-Gaza-following-a-rocket-attack-on-Sderot-517510

[4] https://www.lawctopus.com/academike/concept-waqf-muslim-law/

[5] http://www.beth-shalom.com.br/artigos/estatuto_hamas.html

[6] http://vivapalestina.com.br/a-historia-de-um-povo/

[7] https://www.youtube.com/watch?v=WmnpMXOpaM4

[8]http://www.jewishvirtuallibrary.org/palestinian-rocket-and-mortar-attacks-against-israel

[9] https://voiceofeurope.com/2017/12/why-islam-is-a-totalitarian-system-and-a-threat-for-every-non-muslim-civilisation/#.WivQedleo8Q.twitter

 

Os EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel: vem guerra por aí?

Por Andréa Fernandes

Antes de escrever sobre o evento histórico promovido pelos Estados Unidos no momento em que o presidente Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel, resolvi dar uma espiada nas “análises” da galera suprassumo em política internacional e também na mídia árabe. Afinal de contas, nenhum país se importa realmente com os palestinos sob a ótica dos “direitos humanos”, uma vez que o intuito real é deslegitimar Israel na obsoleta oposição midiática comunista ao único país que não se afundou na desordem estimulada pelo ódio religioso e sectarismo, próprios de países muçulmanos.

Tão logo Trump cumpriu com o dever consignado na lei que o Congresso americano aprovou em 1995 – que prevê o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a consequente transferência da embaixada – e que vinha sendo covardemente postergado por seus antecessores, a comunidade internacional explodiu em fúria – não tão “calorosa” quanto os jihadistas que o Ocidente recebeu – criticando a ação americana num flagrante desrespeito à soberania do país.

O vozerio foi fortalecido pela União Europeia, na pessoa da chefe de política externa, Frederica Mogherini – aquela integrante do partido comunista italiano que “tietava” o terrorista Yasser Arafat[1] – irresignada, após o ato de Trump, disse: “acreditamos que a única solução realista para o conflito entre Israel e Palestina é baseada em dois Estados e com Jerusalém como a capital de ambos”[2]. Talvez, a tese dela em ciência política intitulada “A Relação entre Religião e Política no Islã”, seja o motivo de se empenhar em defender a “jihad palestina”, já que as ações criminosas de países muçulmanos não são do seu interesse, e sempre é bom lembrar que a diplomata hipócrita não anda preocupada com a ocupação de 37% do território cipriota pela Turquia, que mantém 40 mil soldados no norte do Chipre, invadido em 1974[3]. Por acaso, Frederica se manifestou na imprensa quando o “sultão Erdogan” avisou que “a Turquia nunca sairá do Chipre[4]? As pautas comunistas sempre privilegiam os “amantes da paz islâmica obtida pela espada”.

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina – considerado “moderado” pelo Ocidente – ao ser informado por Trump através de telefonema acerca da sua decisão de mudar a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém acionou seu fiéis “ativistas-terroristas”, que convidaram fotógrafos e cinegrafistas para “visitar” Belém a fim de documentar um “evento importante”, qual seja, palestinos ensandecidos queimando cartazes com imagens de Trump e a bandeira de Israel[5]. O objetivo é simples: promoção da “propaganda de ódio” para levar a opinião pública a acreditar que a política de Trump incendiará a região, o que fez o presidente da Autoridade Palestina afirmar que “os Estados Unidos perderam o papel de mediador no Oriente Médio”[6].

Hoje, Abbas em pronunciamento agressivo afirmou que a “revolta palestina” deve continuar e o líder do movimento Fatah – também considerado moderado pelo Ocidente – disse que “Trump emitiu declaração de guerra contra o povo palestino”[7]. Abbas já havia ordenado o fechamento de escolas e na usual política retaliatória contra inocentes, o prefeito de Belém (ocupada por palestinos), também determinou o desligamento de todas as luzes de natal na área onde cristãos vêm  sofrendo limpeza religiosa desde o início da ocupação palestina. E se alguém vier com a lengalenga de que “palestinos não são ocupantes”, cabe lembrar que antes da Guerra de Independência de 1948, a população original de Ramallah era 90% cristã e de Belém, 80%. Além disso, o “pacisfismo islâmico” dos invasores palestinos proporcionou a seguinte realidade: em 1967, mais da metade dos moradores de Belém eram muçulmanos e Ramallah se tornou uma grande cidade muçulmana[8].

Aliás, vale uma breve digressão: o falecido terrorista Yasser Arafat mudou a demografia de Belém semelhantemente à estratégia de países muçulmanos na atualidade, ou seja, enviando milhares de muçulmanos de campos de refugiados, e como bem salienta o jornalista Giulio Meotti, transformou a cidade – outrora majoritariamente cristã – “num refúgio seguro para terroristas suicidas”, onde cemitérios e conventos foram profanados e cristãos transformados em escudos humanos pela perversa Organização para a Libertação da Palestina (OLP). De sorte que, a OLP e outros grupos islâmicos “ofertaram” aos cristãos nativos as mesmas atrocidades que seus homólogos do Estado Islâmico: casamento forçado, conversões, espancamentos, apropriação de terras, ataques incendiários, boicote comercial, tortura, sequestro, assédio sexual, extorsão, dentre outros crimes mantidos ocultos pela mídia vendida aos interesses árabes.

Após o pronunciamento histórico de Trump, Ismail Haniyeh, líder do grupo terrorista Hamas, fez o que sempre foi sua especialidade: conclamar o terror contra civis inocentes, e para tanto, pediu uma nova “intifada contra o inimigo sionista[9] como condenação à decisão de Trump no melhor estilo “jihad”. Contudo, a “ansiedade sanguinária” não resistiu esperar até o dia 8, quando deveriam ser iniciados os atos de violência, e com isso, os terroristas passaram a efetivar disparos de foguetes contra o território israelense ocasionando “resposta” de Israel direcionada às estruturas militares na Faixa de Gaza[10]. Seguindo a mesma “linha assassina”, o grupo terrorista xiita Hezbollah, financiado pelo Irã, também endossou a necessidade de intifada.

Incitados por suas lideranças, cerca de 3 mil palestinos saíram às ruas em protestos violentos em 30 locais na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde dezenas de manifestantes se reuniram perto da fronteira com Israel e lançaram pedras contra os soldados. A violência se intensificou no embate de palestinos contras as forças israelenses e segundo a imprensa palestina, já são 200 palestinos feridos e 1 morto.

Insta esclarecer que o “tom apocalíptico” de alguns jornais descambaram em distorções de ignorância ímpar como aconteceu com ‘O Globo’, ao consignar: “Diante da reação inflamada do mundo árabe, com protestos na Faixa De Gaza e na Turquia, o Exército israelense anunciou o envio de batalhões adicionais ao território palestino da Cisjordânia[11]”. O jornalista nervoso por externar o sensacionalismo de sempre, incluiu indevidamente a Turquia na lista de territórios integrantes do “mundo árabe”. O desespero tomou conta da redação…

De qualquer maneira, o mundo muçulmano é, de certo modo,  imprevisível, e as lideranças  palestinas se esforçam para conseguir o apoio que carecem para promover “arruaça terrorista” ao ponto de desencadear uma verdadeira “guerra”, tentando invalidar o ato legítimo de Trump, porém, deverão primeiro, convencer a monarquia saudita a validar sua ações, visto que numa proposta inusitada de “acordo”, a Arábia Saudita ofereceu a cidade de Abu Dis (próxima à Jerusalém Oriental) como a futura “capital da Palestina”, em vez de Jerusalém Oriental. E se ainda assim, o caro leitor tem dúvida do “apoio” que goza a Autoridade Palestina, cabe informar que Abbas foi pressionado pelo Egito e Arábia Saudita a não processar funcionários israelenses em tribunais internacionais como havia prometido, e decidiu… obedecer a “orientação”[12].

A Organização de Cooperação Islâmica (OIC) se manifestou ontem expressando rejeição à decisão de Trump e informou que convocará uma reunião extraordinária com os representantes dos Estados-membros em Istambul nos dias 12 e 13 de dezembro para “discutir as repercussões da decisão americana e formular uma posição islâmica unificada” sobre a questão[13].

O principal representante da “Palestina’ no Reino Unido, Manuel Hassassian, disse que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos equivale a uma “declaração de guerra contra os muçulmanos[14]. Já o Papa Francisco e a ONU apelam para um “diálogo” sobre o status da cidade, mesmo sabendo que não está nos planos dos palestinos essa possibilidade. O Papa ressaltou que se “respeite” o status atual da cidade, pouco se importando que esse pedido absurdo, é, na realidade, um desrepeito ao direito milenar dos judeus à Jerusalém como sua capital indivisível.

Até o momento, as “ameaças explícitas” evidenciadas contra os Estados Unidos advêm do Estado Islâmico e al-Qaeda – grupos islâmicos que vivem em função de ameaças aos “infiéis ocidentais” de modo que não surpreende ninguém a revolta das lideranças dessas facções além do “irmão siamês” Hamas, que objetiva começar nova intifada.

Logo, aguardemos novos “sinais de fumaça islâmica” para sabermos até aonde vai a proclamação de jihad contra Israel e Estados Unidos, já reconhecendo que nessa sexta-feira a promessa de novos protestos se cumpriu em países como Malásia, Indonésia, Iêmen, Turquia, Jordânia, Egito e outros Estados africanos.

Nada mais “inspirador” para um candidato a “Estado terrorista”, que o pedido de suas lideranças exigindo o chamado “Dia de fúria” justamente após as “orações” no dia que é considerado “sagrado” para os seguidores da “religião da paz”.

Publicado originalmente em 08.12.2017, no Portal Gospel Prime

Imagem: g1.globo.com

[1] http://israelstreet.org/2014/11/08/communist-and-islamophile-federica-mogherini-returns-to-ramallah-and-gaza/

[2] https://www.jihadwatch.org/2017/12/eu-vows-push-to-make-jerusalem-capital-for-palestinians-too

[3] http://cyprus-mail.com/2017/07/20/cyprus-marks-43-years-since-turkish-invasion/

[4] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2017/01/13/erdogan-diz-que-turquia-nunca-saira-do-chipre.htm

[5] https://www.gatestoneinstitute.org/11508/trump-jerusalem-speech-palestinians

[6] http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/mundo-islamico-protesta-apos-trump-reconhecer-jerusalem-como-capital-de-israel/6342958/

[7] https://www.timesofisrael.com/abbas-vows-palestinian-rage-will-continue-well-never-back-down/

[8] https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4221651,00.html

[9] https://www.middleeastmonitor.com/20171207-hamas-leader-calls-for-new-intifada-over-trump-decision/

[10] https://www.dn.pt/mundo/interior/jerusaem-israel-ataca-postos-militares-na-faixa-da-gaza-em-resposta-a-projeteis-8971462.html?utm_source=Push&utm_medium=Web

[11] https://oglobo.globo.com/mundo/confrontos-entre-soldados-israelenses-palestinos-deixam-ao-menos-104-feridos-22160770

[12] https://www.middleeastmonitor.com/20171123-under-saudi-egypt-pressure-abbas-retreat-from-prosecuting-israel/#at_pco=smlwn-1.0&at_si=5a29c8f6b0615634&at_ab=per-2&at_pos=0&at_tot=1

[13] http://www.arabnews.com/node/1205411/saudi-arabia

[14] https://g1.globo.com/mundo/noticia/reconhecer-jerusalem-como-capital-de-israel-e-declarar-guerra-diz-enviado-palestino-no-reino-unido.ghtml

 

República Tcheca reconhece Jerusalém como capital de Israel

O parlamento da República Checa votou esmagadoramente em favor de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

A votação ocorreu quando Jerusalém celebrou seu 50º aniversário de unificação.

E, ao mesmo tempo que votaram para reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, os parlamentares checos votaram também por condenar a UNESCO, o órgão das Nações Unidas que recentemente aprovou uma resolução destinada a condenar os assentamentos de Israel e as chamadas invasões aos territórios palestinos.

  Da comunidade internacional de cristãos e judeus:

“O Parlamento checo aprovou na quarta-feira o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel no dia de Jerusalém comemorando o 50º aniversário da unificação da cidade sob a soberania israelense. Além disso, a República Checa decidiu condenar a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na sequência das recentes resoluções anti-Israel.

“112 dos 156 deputados em Praga apoiaram a resolução. Os membros do Parlamento pediram ao seu governo que adotem a resolução e reconheçam Jerusalém como a capital de Israel, ao lado da abertura de negociações diretas e incondicionais com os palestinos.

“O parlamento também condenou as recentes decisões da UNESCO que não reconhecem os direitos dos judeus a Jerusalém e convidam o governo a suspender os pagamentos à UNESCO, à luz da incitação contra Israel e da politização da organização”.

O voto é um evento mundial significativo, dada a divisão que existe politicamente sobre o reconhecimento de Jerusalém – e a oposição de muçulmanos à sua existência como um marco sagrado judaico.

http://pamelageller.com/2017/06/czech-republic-recognizes-jerusalem-israels-capital.html/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

Sessão solene discute genocídio de cristãos e minorias no Oriente Médio

A Câmara Municipal realizou nesta segunda-feira (15/8) sessão solene em reconhecimento do genocídio de cristãos e minorias no Oriente Médio. Presidida pelo vereador Natalini (PV), representantes de entidades católicas e judaicas discutiram sobre o tema no Auditório Prestes Maia.

A presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, Andrea Fernandes Vieira, iniciou os pronunciamentos dando um panorama sobre a perseguição religiosa e pontuou sobre a falta de cobertura pela mídia e posicionamento de órgãos governamentais e instituições internacionais acerca da violência cometida contra seguidores do cristianismo. “Depois de 1.400 anos, o número de cristãos que habitavam o norte da África e o Oriente Médio reduziu de 90% para 4%. É necessário que a diplomacia brasileira pressione para que a ONU reconheça esse genocídio.”

Já Ricardo Berkiensztat, presidente-executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, falou sobre a importância de relembrar fatos históricos, como o holocausto sofrido pelo povo judeu, e a necessidade de utilizar a informação e a educação para combater a intolerância. “Em pleno século XXI as pessoas ainda são discriminadas por cor, por orientação sexual e não são vistas como seres humanos. Nós, judeus, sentimos na pele. Temos sobreviventes do holocausto e há gente que nega que existiu. Vamos protestar, usar os espaços que temos, as redes sociais, que são uma grande arma pela paz, e repelir o extremismo”.

Representando o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, o bispo Dom Carlos Lema Garcia argumentou que o Brasil é um país promissor para o debate, em vista do acolhimento a refugiados nos últimos cinco anos. “Não podemos ter uma reação de violência, porque gera mais violência. O Brasil é o país que mais recebe refugiados e é um exemplo vivo para o restante dos países por acolher uma diversidade de pessoas”.

O vereador Natalini reiterou a urgência em abordar o tema de forma empática. “Não podemos tratar como um problema distante e perder a capacidade de nos indignar. Que essa sessão possa levar para a sociedade o que está acontecendo.”

http://www.camara.sp.gov.br/blog/sessao-solene-discute-genocidio-de-cristaos-e-minorias-no-oriente-medio/

Milhares protestam após atentados na capital turca

ANCARA — Milhares de pessoas protestam em Ancara neste domingo contra o duplo atentado que matou ao menos 95 em uma marcha pela paz no dia anterior, cobrando que o governo assuma a responsabilidade pelos ataques em frente à principal estação de trem da capital turca. Os manifestantes expressaram indignação pela falta de segurança na marcha de sábado que foi alvo de duas explosões, no que está sendo considerado o maior ataque na História do país. O número de mortos varia, com o Partido da Democracia dos Povos (HDP), que organizou o evento, apontando 128 vítimas fatais, das quais 120 teriam sido identificadas. As investigações se concentram no Estado Islâmico (EI), segundo fontes de segurança citadas por vários meios de comunicação.

Imagem retirada de vídeo mostra grupo de jovens cantando de mãos no momento da primeira explosão em Ancara. Duplo atentado é visto como o maior da História do país

Convocados por sindicatos, ONGs, partidos de esquerda e pró-curdos, os manifestantes lotaram a praça Sihhiye, no centro da capital, perto de onde as explosões ocorreram. A multidão gritou palavras de ordem contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, chamando-o de assassino e pedindo sua renúncia.

O principal partido da oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP), exigiu que “demitam todos os políticos” que foram incapazes de evitar a tragédia de Ancara. Em um comunicado na manhã deste domingo, o gabiente do primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, afirmou que 160 pessoas ainda estavam sendo tratadas em hospitais, 65 delas sob cuidados intensivos.

De acordo com a agência Reuters, citando fontes de segurança da Turquia, as indicações iniciais sugerem que o Estado Islâmico foi responsável pelas explosões e o foco das investigações é o grupo radical islâmico. Uma das fontes disse que os ataques contêm semelhanças extraordinárias com um ataque suicida em julho na cidade de Suruc, perto da fronteira com a Síria, reivindicado pelo Estado Islâmico. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado.

— Este ataque foi no estilo de Suruc e todos os sinais são de que foi uma cópia daquele ataque. Indícios apontam para o Estado Islâmico — disse a fonte sob condição de anonimato. — Nós estamos completamente focados no Estado Islâmico.

INVESTIGAÇÃO

Segundo a polícia, o explosivo usado, TNT reforçado com aço, é muito semelhante ao utilizado no ataque em Suruc, que matou cerca de 30 pessoas. O irmão mais velho do homem-bomba de Suruc é um dos possíveis suspeitos, de acordo com fontes policiais citadas pelo jornal “Haber Turk”.

Informações vazadas pelos serviços secretos à imprensa turca apontam cinco militantes do EI e supostos homens-bomba que se infiltraram nas últimas semanas na Turquia a partir do território sírio. O premier reconheceu em sua entrevista coletiva no sábado que foram detidos dois supostos terroristas suicidas esta semana, um em Ancara e um em Istambul.

Em agosto, um alto funcionário do governo disse que as forças de segurança turcas tinham apreendido 35 coletes suicidas prontos para serem utilizados em ataques.

Neste domingo, o Papa Francisco disse estar profundamente triste pela morte de pessoas “indefesas” e pediu aos milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, que rezassem pelas vítimas.


Parentes choram sobre o caixão de Korkmaz Tedik, membro do conselho do Partido Trabalhista turco (EMEP), que foi morto no duplo atentado em Ancara – ADEM ALTAN / AFP
SEGURANÇA QUESTIONADA

Um turco que sobreviveu aos ataques, e que falou sob condição de anonimato, relatou que não havia policiais na mobilização de sábado, algo incomum na Turquia, onde qualquer ato político público, especialmente se é organizado pela oposição, é acompanhado de perto pelos agentes.

Em declarações à CNN-Turk, o jornalista Faruk Bildirici, que também estava no local, confirmou que não havia “medidas de segurança”, o que chamou atenção dos turcos.

O ministro do Interior, Selami Altinok, justificou a ausência de polícia no local do ataque dizendo que era o “ponto de encontro” dos grupos que iam participar do ato “Pela Paz, Trabalho e Democracia” e que a manifestação propriamente dita seria na praça de Sihhiye, a dois quilômetros da estação de trem. Questionado em uma entrevista coletiva se pretendia se demitir devido ao massacre, ele descartou alegando que “não houve nenhuma falha na segurança”.

A passeata de sábado foi convocada pela oposicionista Confederação dos Sindicatos de Trabalhadores Revolucionários da Turquia, uma das três principais do país, apoiada por outras agremiações de esquerda, como HDP, pró-curdo e o terceiro maior no Parlamento. Vários deputados da legenda opositora, o social-democrata CHP, estavam na concentração.

— Depois da primeira explosão, apenas corri. Quando voltei para ajudar, havia corpos e sangue espalhado por todo lado — contou Oya Barlas, uma ativista curda.

CURDOS E GOVERNO SE ACUSAM MUTUAMENTE

O objetivo principal do protesto era pedir o fim dos combates entre as forças de segurança turcas e o grupo armado curdo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), bem como criticar o que classificam como um governo autoritário comandado pelo islamista Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP). Os curdos, considerados a maior etnia sem um Estado no mundo, somam 14 milhões dentre a população turca, quase 20% do total de 76 milhões de habitantes. No sábado à noite, o PKK anunciou uma trégua até as eleições em 1º de novembro.

— Estávamos esperando um ataque em Ancara antes das eleições legislativas, mas nada com essa extensão — contou Sedat Kartal, morador da capital, referindo-se ao pleito marcado para daqui três semanas, o segundo nos últimos cinco meses. — Há muita polarização e nada mais é surpresa.

O primeiro-ministro citou alguns suspeitos no sábado: Estado Islâmico, o PKK e as organizações esquerdistas DHKP-C e MLKP. Entretanto, o líder do HDP, Selahattin Demirtas, levantou suspeitas contra o governo, entre acusações de conivência com o EI e outros movimentos jihadistas para derrubar o ditador da Síria, Bashar al-Assad:

— É um Estado assassino que se converteu numa máfia. Suas mãos têm sangue. Vocês são os maiores apoiadores de terror.

O HDP acusa o governo de estar por trás deste e de outros recentes atentados, numa tentativa de incriminar o PKK e reduzir o apoio aos movimentos e partidos pró-curdos.

http://oglobo.globo.com/mundo/milhares-protestam-apos-atentados-na-capital-turca-17749030

Carro-bomba deixa feridos na capital do Iêmen; Estado Islâmico assume ataque

A explosão de uma carro-bomba reivindicada pelo Estado Islâmico atingiu a capital iemenita, Sanaa, durante a noite, disseram médicos, ferindo pelo menos 28 pessoas reunidas para lamentar as vítimas de outro ataque ocorrido no início deste mês.

 Foto: Khaled Abdullah / Reuters
Policiais inspecionam local de explosão de carro-bomba em Sanaa, capital do Iêmen, nesta segunda-feira. 29/06/2015

Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Em um novo sinal de que a guerra de três meses no Iêmen está se intensificando, o porta-voz militar do país disse que suas forças haviam lançado um míssil Scud em uma base militar saudita na terça-feira (horário local).

A aliança militar liderada pela Arábia Saudita tem bombardeado o grupo houthi, dominante no Iêmen, e seus aliados no Exército para desalojá-los da capital e trazer de volta o presidente exilado.

Um conflito sectário foi desencadeado em todo o sul e centro do Iêmen, colocando os xiitas houthis contra milicianos locais de maioria sunita que apoiam a intervenção árabe.

O vácuo político deu aos militantes sunitas de linha-dura mais espaço para operar. Eles consideram os houthis apóstatas dignos de morte, e a explosão durante a noite foi o mais recente de uma série de ataques contra o grupo e seus apoiadores.

“A explosão foi causada por um carro-bomba que explodiu atrás do hospital militar no distrito de Sha’oub em Sanaa, que feriu 28 pessoas, incluindo 12 mulheres em um edifício onde as vítimas de um ataque anterior estavam sendo veladas”, disse uma fonte médica.

Em um comunicado publicado on-line, o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pela explosão, dizendo que tinha como alvo a área “de vingança para os muçulmanos contra os apóstatas houthis”.

Boko Haram ataca capital da Nigéria e mata 11 pessoas#á

MAIDUGURI, Nigéria (Reuters) – Rebeldes do Boko Haram fizeram um ataque nos arredores da capital do Estado de Borno, Maiduguri, na Nigéria, neste sábado, matando pelo menos 11 pessoas, disseram fontes de segurança.

O ataque ocorreu apenas um dia depois da posse do presidente Muhammadu Buhari, que jurou esmagar o grupo militante islâmico e transferir o centro de comando para as operações militares da capital Abuja para Maiduguri.

Tiros de armas de grosso calibre podiam ser ouvidos durante o ataque a partir da parte sudoeste da cidade.

Uma fonte militar disse que o tiroteio ocorreu próximo à estrada Damboa, perto do pequeno povoado de Mula, cerca de 10 quilômetros de Maiduguri, uma cidade de dois milhões de pessoas.

http://noticias.r7.com/brasil/boko-haram-ataca-capital-da-nigeria-e-mata-11-pessoas-30052015-1

Ataque aéreo a base de mísseis na capital do Iêmen mata 25 pessoas

Moradores dizem ter sido a explosão mais forte em três semanas de bombardeios

SANAA — Um ataque aéreo a uma base de mísseis Scud na capital do Iêmen, Sanaa, matou 25 pessoas nesta segunda-feira. O bombardeio causou uma explosão que estilhaçou janelas, deixando 398 feridos nos distritos de Hadda e Attan. Segundo moradores, foi a explosão mais intensa nas três semanas de ataques da coalizão liderada pelos sauditas.

— Pela primeira vez desde o início dos bombardeios as janelas da minha casa estouraram. Meus filhos ficaram aterrorizados, e um dos meus parentes desmaiou com a força da explosão — contou o morador Adel Mansour.

O ataque gerou uma coluna de fumaça que subia da base na montanha de Faj Attan, ao lado do distrito de Hadda e que abriga o palácio presidencial tomado pelos houthis e muitas embaixadas.

Testemunhas compararam a detonação à força de um terremoto. Imagens gravadas por moradores e colocadas nas redes sociais mostram a explosão.

A Arábia Saudita vem conduzindo uma aliança de países árabes sunitas em ataque aéreos contra os houthis, xiitas que têm o Irã como aliado, e unidades do Exército fiéis ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh.

Uma testemunha em um hospital da área declarou que o pronto-socorro ficou repleto de vítimas, que gritavam de dor em função das feridas sofridas em suas casas, provocadas pelos estilhaços.

A campanha aérea vem alvejando repetidamente a instalação de Faj Attan, assim como outras bases militares e aeroportos de Sanaa e de todo o país.

A explosão também danificou a sede de uma estação de televisão, a Yemen Today, de propriedade de Saleh, tirando seu sinal do ar e ferindo várias pessoas.

http://oglobo.globo.com/mundo/ataque-aereo-base-de-misseis-na-capital-do-iemen-mata-25-pessoas-15931604

Bombardeios atingem capital do Iêmen; Marrocos se junta aos ataques

Arábia Saudita lidera ataques contra forças houthis em Sana.
Ação representa uma abrupta intensificação da crise no Iêmen.

Aviões de guerra atacaram forças houthis que controlam a capital iemenita, Sana, e a região de maior predominância dessa comunidade, no norte do país, no segundo dia de uma campanha da Arábia Saudita para impedir que a milícia aliada do Irã amplie seu domínio por todo o Iêmen.

Em um reforço para a Arábia Saudita, a monarquia aliada que governa o Marrocos anunciou que irá unir-se à coalizão sunita rapidamente montada contra o grupo xiita, fornecendo apoio político, de inteligência, de logística e militar.

Mas o Paquistão, apontado pela Arábia Saudita na quinta-feira como um parceiro na campanha integrada na maioria por países árabes do Golfo Pérsico, disse que não tomou nenhuma decisão sobre a possibilidade de contribuir, embora se comprometa a defender o reino contra qualquer ameaça à sua estabilidade.

Os ataques aéreos, iniciados na quinta-feira, representam uma abrupta intensificação da crise noIêmen, na qual as monarquias sunitas do Golfo apoiam o sitiado presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi e seus aliados sunitas no sul do Iêmen contra o avanço xiita.

Nesta sexta-feira, os clérigos nas mesquitas em Riad fizeram sermões inflamados contra os houthis e seus aliados iranianos, descrevendo a luta como um dever religioso. O principal conselho clerical da Arábia Saudita emitiu uma fatwa (édito religioso) na quinta-feira, dando sua bênção para a campanha militar.

Na capital iraniana, Teerã, o aiatolá Kazem Sadeghi, que comanda orações na sexta-feira, descreveu os ataques como “uma agressão e ingerência nos assuntos internos do Iêmen”.

Moradores de Sanaa disseram que aviões atacaram bases da Guarda Republicana, aliada aos houthis, incluindo uma localizada perto do complexo presidencial, em um distrito do sul, por volta do amanhecer, e também atingiram as imediações de uma instalação militar que abriga mísseis.

A iniciativa saudita é a mais recente investida de uma crescente ação regional para fazer frente ao Irã, em um confronto que também se desenrola na Síria, onde o governo iraniano apoia o presidente Bashar al Assad, e no Iraque, país em que milícias xiitas apoiadas pelo Irã estão desempenhando um papel importante na luta contra o Estado Islâmico.

Os Guardas Republicanos são leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, principal aliado dos houthis, que ainda mantém ampla influência no país, apesar de ter sido forçado a deixar o cargo em 2011, depois de protestos da Primavera Árabe.

Ataques aéreos anteriores ao sul da cidade e da região de Marib, produtora de petróleo, parecem visar instalações militares aliadas a Saleh.

Aviões de guerra atacaram também dois distritos na província setentrional de Saada, da comunidade houthi, informaram fontes tribais. Os bombardeios atingiram um mercado em Kataf al-Bokaa, no norte de Saada, matando ou ferindo 15 pessoas, disseram. O distrito de Shada também foi bombardeado.

A coalizão iniciou ataques aéreos na quinta-feira para tentar reverter os avanços dos houthis no país, situado na Península Arábica, e para reforçar a autoridade do presidente Hadi, que ficara escondido em Áden depois de fugir de Sanaa, em fevereiro.

Hadi deixou Áden na quinta-feira e iria comparecer a uma reunião de cúpula árabe no Egito, no sábado, onde pretende buscar reforço no apoio árabe para os ataques aéreos.

Ele chegou à Arábia Saudita na quinta-feira através de Omã, onde um funcionário do Ministério das Relações Exteriores disse que Hadi inha tido um check-up médico antes de se dirigir para o reino saudita.

A campanha da Arábia Saudita levantou o moral de parte dos árabes do Golfo Pérsico que vê com inquietação a crescente influência do Irã na região.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/bombardeios-atingem-capital-do-iemen-marrocos-se-junta-aos-ataques.html

Exército nigeriano retoma controle da ‘capital’ do Boko Haram

Anúncio do governo é feito na véspera de eleições; presidente alerta para possibilidade de violência

ABUYA, Nigeria — O Exército nigeriano anunciou nesta sexta-feira que destruiu o quartel-general do grupo extremista Boko Haram, na cidade de Gwoza, no Nordeste do país. A ação, anunciada um dia antes das eleições presidenciais, não pôde ser confirmada de forma independente. A conta oficial do Twitter do Quartel General de Defesa da Nigéria anunciou a retomada da cidade.

“Tropas capturaram Gwoza esta manhã, destruindo o quartel-general do autoproclamado califado dos terroristas”, disse um tuíte inicial. “Vários terroristas morreram e muitos foram capturados. Limpeza de toda Gwoza e seus subúrbios em andamento.”

As mensagens não mencionaram o Bosque de Sambisa, na zona do governo local da cidade, onde acredita-se que o grupo islamista tenha vários acampamentos. Aviões de combate estão bombardeando a região há semanas. No bosque, os extremistas mantiveram quase 300 meninas capturadas em Chibok há quase um ano. Cerca de 219 ainda estão desaparecidas.

As eleições da Nigéria estavam previstas para acontecer em fevereiro. A comissão eleitoral optou por adiar o novo processo para dar mais tempo às forças de segurança para o combate ao Boko Haram. A comissão tomou a atitude para evitar que eleitores fossem impedidos de votar pelos extremistas.

O presidente Goodluck Jonathan advertiu para que a população esteja atenta a possíveis episódios de violência. Neste sábado, Jonathan enfrenta o ex-comandante militar Muhammadu Buhari, na que é considerada a mais apertada eleição desde 1999. A população está estocando alimentos, temendo confrontos após o pleito.

http://oglobo.globo.com/mundo/exercito-nigeriano-retoma-controle-da-capital-do-boko-haram-15714761