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Estudantes na Nigéria matam 56 em atentados suicidas

Duas estudantes realizaram atentados suicidas simultâneos na cidade nigeriana de Madagali. Os ataques a um mercado lotado deixaram pelo menos 56 pessoas mortas e dezenas de feridos.

Os ataques mantiveram o alvo da organização terrorista islâmica Boko Haram, conhecida por alvejar civis no nordeste da Nigéria, bem como nos vizinhos Camarões e Níger.

Embora os ataques do grupo tenham sido menos freqüentes nos últimos meses, pois o exército nigeriano tem tentado demover o grupo para sua fortaleza original na enorme floresta Sambia, este último ataque mostra que o grupo – que prometeu sua lealdade ao Estado islâmico – está longe de ser derrotado.

Os ataques de meninas da escola são uma das surpresas operacionais mais recentes e sinistras do grupo. As meninas, muitas delas sequestradas pelo grupo, são voluntárias para tais missões como uma forma de acabar com suas terríveis vidas sob o cativeiro, que incluem fome implacável e abuso sexual.

Uma menina de 16 anos, identificada apenas como Fati, que foi sequestrada de sua aldeia, mas conseguiu escapar, disse à CNN: “Eles vieram até nós para nos pegar. Eles perguntavam: “Quem quer ser um suicida?” As garotas gritavam: “Eu, eu, eu.” Elas estavam lutando para fazer os atentados suicidas.

“Foi só porque elas querem fugir de Boko Haram. Se eles lhes derem uma bomba suicida, então talvez elas iriam encontrar soldados, e dizer-lhes, ‘Eu tenho uma bomba em mim’ e eles poderiam remover a bomba. Elas podem fugir. “

http://www.clarionproject.org/news/schoolgirls-nigeria-kill-56-suicide-bombings

Anistia Internacional denuncia rotina de abusos sexuais a refugiadas na Líbia

Imigrantes relataram realidade de tortura e violência em ponto-chave da rota da imigração

RIO — Assassinato, cativeiro, perseguição religiosa e exploração sexual. Este é o pesadelo enfrentado pelos refugiados que passam pelo território líbio enquanto tentam escapar da guerra e da pobreza em seus países de origem. A Anistia Internacional recolheu depoimentos de imigrantes sobre os sofrimentos desumanos a que já foram submetidos por traficantes e grupos armados na Líbia. E, para as mulheres, os abusos sexuais sistemáticos parecem uma realidade praticamente inevitável neste longo caminho: elas já tomam anticoncepcionais antes de viajar, como medida de precaução para o momento em que se depararem a esta difícil realidade.

“A Líbia está cheia de crueldade” foi o nome escolhido para o relatório da organização humanitária publicado nesta sexta-feira. As entrevistas incluíram conversas com 90 imigrantes, que conseguiram chegar a centros de acolhimento a refugiados à Puglia e à Sicília, duas regiões da costa italiana. Eles haviam sobrevivido aos abusos na Líbia e às perigosas travessias que já fizeram milhares de vítimas no Mediterrâneo.

— Desde terem sido sequestrados, encarcerados durante meses embaixo da terra e sofrir abusos sexuais de grupos armados até serem golpeados, explorados ou baleados por contrabandistas de pessoas, traficantes ou grupos criminosos, os refugiados e imigrantes descreveram em assustadores detalhes os horrores que foram obrigados a suportar na Líbia— disse Magdalena Mughrabi, representante da Anistia Internacional.

A Anistia Internacional conversou com 15 mulheres, que relataram uma vida de medo constante dos estupros durante a jornada na costa líbia. A médicos, psicólogos e assistentes sociais, muitas delas disseram que já se preocupavam em tomar anticoncepcionais para evitarem uma possível gravidez decorrente destes abusos. A maioria destes crimes é cometida pelos traficantes de pessoas ou por membros de grupos armados — muitas vezes enquanto elas são mantidas em casas privadas ou armazéns abandonados.

ESTUPROS SISTEMÁTICOS

Aos 22 anos, a jovem eritréia Ramya relatou ter sido estuprada duas vezes por traficantes enquanto era mantida em cativeiro em um campo perto de Ajdabya, no Nordeste da Líbia, após ter entrado no país em março de 2015.

— Os guardas entravam, escolhiam qual mulher eles queriam e a levavam para fora. As mulheres tentavam recusar mas, quando você tem uma arma apontada na sua cabeça, você não tem de verdade uma escolha se você quer sobreviver. Eu fui estuprada duas vezes por três homens. Eu não queria perder a minha vida — disse.

Outras mulheres contaram ter testemunhado uma série de estupros em meio à sensação de medo instaurada entre os refugiados. Uma das histórias é a de uma jovem que foi abusada por cinco homens de uma vez, porque um dos contrabandistas achou que ela não tinha pagado pelo transporte. As testemunhas relatam que, embora este fosse um engano do traficante, ninguém teve coragem de impedi-lo.

Antoinette, de 28 anos, também disse ter sido mantida em cativeiro recentemente durante sua fuga de Camarões, em abril de 2016:

— Eles não ligam se você é uma mulher ou uma criança. Eles usavam varas para nos bater e atiravam no ar. Talvez porque eu tinha uma criança eles não me estupraram, mas eles estupraram mulheres grávidas e solteiras. Eu vi isso acontecer.

SEM ÁGUA, SEM COMIDA

Outros refugiados contaram diversos tipos de dramas enquanto atravessavam a Líbia. Não raro, eles são mantidos em condições deploráveis: sem água e comida, agredidos, abusados e insultados. As suas famílias são pressionadas a pagar pelo seu resgate. E, quem não tivesse o dinheiro, deveria trabalhar de graça sob regime forçado para quitar a dívida. Tudo isso embaixo de tortura e pressão psicológica.

Vindo da Eritreia, Semre, de 22 anos, disse ter visto quatro pessoas morrerem de doenças e fome enquanto eram mantidas em cativeiro até que suas famílias pagassem pelo seu resgate. Dentre elas, havia um menino de 14 anos e uma mulher de 22 anos.

— Ninguém os levou ao hospital, então nós mesmos tivemos que enterrá-los.

Em seu relatório, a Anistia Internacional fez um apelo para que o governo de unidade nacional da Líbia, que é apoiado pelas Nações Unidas, volte os olhos ao drama humanitário que recai sobre a migratória. A ONG também pediu que a comunidade internacional tome ações para atacar os fatores que geram os fluxos migratórios e aumentar o número de pessoas recebidas no exterior.

— O governo de unidade nacional deve pôr fim aos abusos cometidos por suas proprias forças e milicias aliadas. E deve garantir que ninguém, incluindo membros de grupos armados, continuem a cometer graves abusos, incluindo possíveis crimes de guerra, com impunidade — afirmou Magdalena.

Centenas de milhares de pessoas viajam à Libia enquanto fogem, sobretudo, de países da Ádruca Subsaariana. Na esperança de chegar aos países europeus, eles tentam deixar para trás a guerra, a perseguição e a extrema pobreza. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), atualmente há mais de 264 mil refugiados e imigrantes no território líbio. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que 4.937 pessoas morreram enquanto tentavam cruzar o Mediterrâneo da Líbia para a Europa desde 19 de abril de 2015.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/anistia-internacional-denuncia-rotina-de-abusos-sexuais-refugiadas-na-libia-19623760#ixzz4DJ0HRRCw
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ISIS mantém últimas famílias cristãs encarceradas em casa e impede que fujam de Raqqa

O Estado Islâmico está impedindo que o restante das famílias cristãs no reduto sírio do grupo em Raqqa saia da cidade, crescendo, com isso, o medo  de que o grupo terrorista esteja planejando matar os cristãos que restam na cidade.

A RIBSS, um grupo de mídia que informa sobre a vida em Raqqa usando fontes de dentro da cidade, twittou terça-feira emitindo uma nova ordem para “proibir os cristãos de deixar  a cidade, sob qualquer condição.”

Em um tweet de acompanhamento publicado quinta-feira, o grupo afirmou ter contado até 43 famílias cristãs que ainda permanecem na cidade, com cada família composta por cerca de duas a três pessoas.

De acordo com uma tradução do Google de um artigo publicado no site da RIBSS quinta-feira, os cristãos na cidade não são apenas impedidos de sair, mas também estão sendo mantidos sob prisão domiciliar.

Quando o ISIS assumiu seus redutos no Iraque e na Síria, foi amplamente noticiado que o grupo deu aos cristãos e outras minorias religiosas a opção de se converter ao Islã, pagar um imposto religioso ou fugir da cidade.

“ISIS olha para os cristãos como infiéis leais ao Ocidente mais do que sua lealdade à sua pátria que vivem,” uma análise publicada no site RIBSS ‘. “E sobre esta base começou a impor restrições e condições adicionais sobre esta seita de contribuir para destruir a identidade e a história da longa e aprofundada raiz na sociedade síria, e forçando o restante dos filhos e idosos a deixar a cidade sem querer, não voluntariamente. ”

Como o Daily Mail também relata que está impedindo que os cristãos saiam de Raqqa, cresce o medo de que o grupo possa estar tramando matar os cristãos restantes. No entanto, essa afirmação não está confirmada.

De acordo com RIBSS, os cristãos que permanecem na cidade não fugiram porque eles não têm os meios financeiros ou fisicamente para fazê-lo.

Os cristãos que vivem no território são obrigados a pagar um imposto religioso (jizya) e estão proibidos de realizar seus rituais religiosos, a construção de igrejas ou usar cruz em público.

“Há famílias que ficaram na Raqqa. Fiquei surpreso”, Nuri Kino, fundador e presidente de uma organização que defende a proteção das minorias religiosas no Oriente Médio chamando uma demanda por ação, disse a Newsweek em um artigo publicado quarta-feira .

“Eu falei com um homem sírio que só deixou Raqqa cerca de seis semanas atrás”, continuou Kino. “Ele transformou-se em uma associação na Alemanha. Acontece que algumas famílias na verdade estão em Raqqa, pagam jizya e estão sendo protegidas por seus antigos vizinhos, vizinhos sunitas, desde que sigam as leis Shariah.

Kino acrescentou que os cristãos devem levar um documento com eles que explica que “eles são protegidos pela Shariah, pelo tribunal, que foram ao tribunal, que estão a pagar jizya e que eles também têm algum tipo de patrocinador ou protetor “.

http://www.christianpost.com/news/isis-holds-last-remaining-christian-families-under-house-arrest-so-they-cant-escape-raqqa-160599/

 

Estado Islâmico mantém em cativeiro 50 pessoas sequestradas na Síria

Quarenta reféns possuem a mesma linha religiosa do EI, mas não apoiam os terroristas.

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) mantém sequestradas há dez dias 50 pessoas da cidade de Al Mabuye, no leste da província de Hama, região central da Síria, informou nesta sexta-feira (10) o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre os reféns estão dez pessoas seguidoras do ismaelismo, um ramo do xiismo, e quarenta beduínos sunitas, capturados quando os jihadistas invadiram a cidade no dia 31 de março.

Durante o ataque a Al Mabuye, o EI matou 52 pessoas, entre elas 46 civis, que foram decapitados, queimados ou mortos a tiros pelos extremistas.

As outras seis vítimas eram soldados do regime leal ao presidente Bashar al Assad e morreram nos confrontos.

Os beduínos, sunitas como os integrantes do grupo terrorista, foram levados por não expressar apoio aos jihadistas.

Al Mabuye se encontra na periferia leste de Al Salamiya, região composta, em sua maioria, por seguidores do ismaelismo.

Após as recentes derrotas sofridas nas províncias sírias de Aleppo e Al Hasaka, ambas no norte, o EI está concentrando seus ataques contra alvos governamentais em Hama e Homs, no centro do país, e no sul da capital Damasco.

http://noticias.r7.com/internacional/estado-islamico-mantem-em-cativeiro-50-pessoas-sequestradas-na-siria-10042015