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Cazaquistão: cristão cumpre pena de 2 anos em razão de sua fé

“Enquanto trabalhava, ele distribuía materiais evangelísticos e pregava o evangelho; ao que parece, alguma pessoa do governo ‘não gostou’ de suas ações e o denunciou”.

Yklas Kabduakasov é um cristão cazaque que está cumprindo uma pena de 2 anos. Em agosto de 2014, ele foi preso por supostamente “incitar o ódio” em seu país, praticando uma “religião extremista”, no caso o cristianismo, e por “distribuir materiais religiosos ilegalmente”. Yklas tem 54 anos, é casado e tem 8 filhos. Atualmente, sua família vive da ajuda de outros cristãos.

“É tão óbvio que o caso do Yklas foi ‘fabricado’ pelos policiais. Segundo as investigações tendenciosas, ele estava em um apartamento alugado em Astana, capital do país, onde realizava palestras para estudantes de uma Universidade e ali ‘incitou o ódio’ contra o islamismo. Ele é conhecido como uma pessoa sincera e piedosa e também era um bom trabalhador”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas.

Ainda segundo o colaborador, Yklas era ex-boxeador, trabalhava como segurança em um canteiro de obras e era um fiel seguidor de Cristo. “Enquanto trabalhava, ele distribuía materiais evangelísticos e pregava o evangelho. Ao que parece, alguma pessoa do governo ‘não gostou’ de suas ações e o denunciou”, diz. Interceda por ele e pela igreja no Cazaquistão. 

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/cristao-cumpre-pena-de-2-anos-por-seguir-a-cristo

Livros evangelísticos são proibidos no Cazaquistão

Os cristãos cazaques usam vários livros para compartilhar o evangelho com a sociedade; mas agora que eles foram banidos, haverá processos judiciais contra a liderança de muitas igrejas

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No começo desse ano, o tribunal estadual da cidade de Astana, capital do Cazaquistao, apresentou uma série de livros cristãos relacionados com o evangelismo aos muçulmanos, onde há testemunhos de ex-muçulmanos, o que é considerado ilegal de acordo com a legislação do país. O tribunal estadual ainda foi mais longe, considerando esses livros como “propaganda extremista”.

Essa decisão foi baseada numa nova lei que entrou em vigor no dia 15 de março de 2016. Agora, os seguintes livros foram proibidos no Cazaquistão: “Compartilhe sua fé com um muçulmano”, de Charles R. Marsh, “Chamado para a Grande Comissão”, de Kanat Oryntai Uly, “Jesus mais do que um profeta” (15 histórias verdadeiras de muçulmanos que encontraram perdão, libertação e uma nova vida), editado por RWF Wootton e “Curando a família destruída de Abraão: Nova Vida aos Muçulmanos”, de Don McCurry, entre alguns outros livros.

Os cristãos cazaques estão usando esses livros para compartilhar o evangelho com a sociedade. Mas agora que eles foram banidos, sabe-se que haverá processos judiciais contra a liderança de muitas igrejas. No Cazaquistão, 42º país da Classificação da Perseguição Religiosa 2016, as perspectivas sobre o futuro da igreja não são nada animadoras. A pressão sobre os cristãos aumenta a cada dia, principalmente por parte do governo. Cultos são interrompidos constantemente, materiais cristãos são confiscados e o cristianismo é visto como “a religião dos russos”.

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Cristãos com deficiência auditiva são presos no Cazaquistão

O grupo de jovens estava numa cafeteria se comunicando em linguagem de sinais e falando a respeito de Deus quando foram surpreendidos pela polícia

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Recentemente, no Cazaquistão, país que ocupa o 42º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa, seis cristãos com deficiência auditiva foram detidos pela polícia enquanto estavam numa cafeteria, na cidade de Atyrau, que fica na margem Norte do mar Cáspio. Segundo fontes locais, eles estavam se comunicando em linguagem de sinais a respeito de Deus. Os policiais interromperam a conversa e os acusaram de promover “encontro religioso ilegal” em local não registrado pelas autoridades do país.

O grupo de cristãos foi mantido na delegacia durante cinco horas e depois foram liberados. Alguns dias depois, porém, um processo foi aberto contra dois deles que terão que responder sobre a ida à cafeteria como se fosse um crime. No Cazaquistão, que é regido por um governo ditatorial e radical, a pressão sobre os cristãos tem aumentado muito. A polícia vigia a sociedade de forma intensa, usando a ameaça do islamismo radical para restringir a liberdade em todos os seus aspectos, mas principalmente no âmbito religioso.

A nova legislação exige que as igrejas sejam constantemente inspecionadas; literaturas cristãs são confiscadas. Policiais interrompem os cultos a qualquer hora do dia ou da noite para recolher os dados pessoais de todos os presentes. O cristianismo é visto como a religião dos russos e as autoridades locais incentivam a população a ter uma atitude negativa no trato com os cristãos. A comunidade dos nossos irmãos é bem pequena e sabe-se que eles enfrentam grandes desafios até dentro de suas próprias casas, sendo desprezados pela família e amigos. Em suas orações, interceda pela igreja no Cazaquistão.

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