Arquivo da tag: #centenas

Naufrágio no Mediterrâneo pode ter deixado 500 mortos

ROMA, 20 ABR (ANSA) – Ao menos 500 pessoas estavam a bordo da embarcação que naufragou no Mar Mediterrâneo no começo da semana, o que pode ter deixado centenas de vítimas, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Em relatório divulgado hoje, dia 20, o organismo apontou que o barco vinha da Líbia, e não do Egito como foi publicado previamente, e que tinha como destino a Itália.

Representantes da Acnur entrevistaram alguns dos 41 sobreviventes, que foram resgatados e levados para a Grécia. Segundo eles, após várias horas de viagem, os traficantes de seres humanos responsáveis pelo trajeto tentaram transferir o grupo para um barco maior, que já estava lotado e que começou a naufragar por conta do peso.

Muitos dos sobreviventes não chegaram a entrar na outra embarcação, enquanto muitos deles conseguiram nadar de volta para o barco menor. Os imigrantes eram de origem somaliana, sudanesa, etíope e egípcia, em sua maioria.

Se as mortes forem confirmadas, esse pode ter sido o pior desastre dos últimos 12 meses na região.

Só em 2015, a Itália foi porta de entrada para mais de 150 mil pessoas que fugiam das guerras, da miséria e de perseguições, especialmente, de países do norte da África, do Afeganistão e do Iraque. O país é a segunda “rota de imigrantes” pelo mar, ficando atrás apenas da Grécia — que recebeu mais de 840 mil imigrantes no ano passado. (ANSA)

Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2016/04/20/naufragio-no-mediterraneo-pode-ter-deixado-500-mortos.htm

Centenas de mulheres estão cometendo suicídio para escapar de escravidão sexual pelo ISIS

Uma mulher Yazidi que fugiu de um cativeiro nas mãos do grupo terrorista Estado Islâmico afirmou que centenas de outras estão tirando suas próprias vidas, em vez de ser submeterem a escravidão sexual pelos jihadistas.

“Nós só queremos que elas sejam resgatados”, disse Saeed Ameena Hasan em um CNN  relatório. “Centenas de meninas têm cometido suicídio.

“Eu tenho algumas fotos das garotas que cometeram suicídio … quando perdem a esperança de emergência e quando o ISIS muitas vezes decide vendê-las e estuprá-las … Eu acho que há talvez 100. Perdemos contato com a maioria delas,” acrescentou.

Enquanto Hasan e outras Yazidis conseguiram escapar do grupo terrorista, milhares de outras permanecem em cativeiro e em grande perigo. O Estado Islâmico vê os yazidis como adoradores do diabo e executa regularmente homens, enquanto forçam mulheres e crianças à escravidão sexual.

Hasan desde então se tornou uma ativista para sensibilização quanto a situação dos yazidis, e foi reconhecida com um prêmio do Departamento de Estado dos Estados Unidos por ajudar escravas do Estado Islâmico.

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, elogiou seus “esforços corajosos em nome da minoria religiosa Yazidi no norte do Iraque, por insistir que o mundo dê atenção aos horrores que eles enfrentam, e … firme o compromisso de ajudar as vítimas e salvar vidas . ”

Vários relatórios  têm-se centrado sobre as violações terríveis e abuso que mulheres yazidis sofreram nas mãos dos militantes islâmicos, que capturaram vasto território no Iraque e na Síria. Muitas mulheres foram forçadas a casar com jihadistas por do medo por suas vidas, ou para salvar a vida de seus entes queridos.

Uma investigação do The New York Times  em agosto descobriu que muitos lutadores do ISIS acreditam que estuprando crianças e jovens servem como uma “oração” a Deus. O relatório, baseado em entrevistas com 21 mulheres e meninas que escaparam do cativeiro no Iraque, revelou que os jihadistas procuram justificar suas ações com o Alcorão, o livro sagrado islâmico.

“Ele me disse que de acordo com o Islã ele está autorizado a estuprar um incrédulo. Ele disse que até me estuprar, ele está chegando mais perto de Deus”, disse uma menina de 12 anos.

“Toda vez que ele veio para me estuprar, ele rezava”, acrescentou uma outra menina de 15 anos de idade.

“Ele disse que me estuprar é sua oração a Deus. Eu disse a ele: ‘O que você está fazendo para mim é errado, e não vai lhe trazer mais perto de Deus.’ E ele disse: ‘Não, isso é permitido. É halal’. ”

Panfletos do ISIS de Dezembro de 2014 também procuraram aconselhar os seus combatentes acerca de quando é permitido estuprar crianças.

“É permitido ter relações sexuais com a escrava que não tenha atingido a puberdade, se ela está apta para a relação sexual”, dizia o panfleto.

Confusão durante peregrinação a Meca mata centenas na Arábia Saudita

Pelo menos 717 pessoas morreram após serem pisoteadas. 3 milhões de muçulmanos participam da peregrinação a Meca.

Centenas de pessoas morreram após uma confusão durante a peregrinação anual a Meca, na Arábia Saudita, nesta quinta-feira (24), informou a Defesa Civil saudita, de acordo com as agências internacionais de notícias.

O balanço mais recente de mortos é de 717 pessoas, segundo o órgão, e ainda deve aumentar.

Pelo menos 805 pessoas ficaram feridas, segundo a Reuters. Não há registro de vítimas brasileiras, afirmou o Itamaraty em nota.

O tumulto ocorreu na Rua 204 da cidade de Mina, localidade onde os peregrinos permanecem hospedados por vários dias durante o clímax do hajj e que está situada a poucos quilômetros de Meca. A tragédia teria sido causada pelo grande número de pessoas aglomeradas no local.

‘Falta de disciplina’
Um ministro saudita disse na TV local que o incidente foi causado pela “falta de disciplina” dos peregrinos, segundo a France Presse.

Horas depois do ocorrido, o príncipe herdeiro daArábia Saudita, Mohammed ben Nayef, ordenou uma investigação, afirmou a agência oficial SPA.

A decisão foi tomada durante uma reunião em Mina com os principais responsáveis pelo hajj, presidida pelo príncipe herdeiro.

O rei Salman disse que ordenou uma revisão dos planos da Arábia Saudita para a peregrinação anual

Apedrejamento do diabo
A Rua 204 é uma das duas principais artérias que conduzem do acampamento em Mina para Jamarat, onde os peregrinos realizam o ritual de “apedrejamento do diabo”, atirando pedras em três grandes pilares.

A segurança durante o hajj é uma questão politicamente sensível para a dinastia Al Saud, que controla a Arábia Saudita e se apresenta internacionalmente como guardiã do Islã ortodoxo e responsável por seus locais mais sagrados em Meca e Medina.

O governo gastou bilhões de dólares na modernização e expansão da infraestrutura para o hajj e em tecnologia de controle de multidão nos últimos anos. O último grande incidente com mortes havia ocorrido em 2006, quando pelo menos 346 peregrinos morreram em um tumulto.

Confusão
A tragédia desta quinta-feira ocorreu perto de uma das pilastras de apedrejamento, quando várias pessoas que deixavam o local se encontraram com um grande número de peregrinos que desejavam ter acesso.

Ambulâncias sauditas chegam com peregrinos feridos a hospital em Mina, perto de Meca, após tumulto que deixou centenas de mortos nesta quinta-feira (24)1 (Foto: Mohammed Al-Shaikh/AFP)Ambulâncias sauditas chegam com peregrinos feridos a hospital em Mina, perto de Meca, após tumulto que deixou centenas de mortos nesta quinta-feira (24) (Foto: Mohammed Al-Shaikh/AFP)

Os fiéis têm acesso à área das pilastras por túneis e vias elevadas e, nos últimos anos, as autoridades realizaram obras importantes para facilitar o deslocamento das pessoas e evitar acidentes como o desta quinta-feira.

Os esforços para melhorar a segurança em Jamarat incluíram a ampliação dos três pilares e a construção de uma ponte de três níveis em torno deles para aumentar a área e o número de pontos de entrada e saída para os peregrinos que cumprem o ritual.

Vítimas
Segundo as autoridades, há vítimas de várias nacionalidades.

Até o momento, não foram divulgados os motivos que teriam provocado uma correria em Mina, cidade que realizou nos últimos anos obras de infraestruturas para facilitar o deslocamento dos peregrinos.

O aiatolá iraniano Ali Khamenei afirmou que o governo saudita deve aceitar sua “pesada responsabilidade” no acidente e também tomar as medidas necessárias, baseadas na Justiça e no direito.

O Irã atribuiu a tragédia a falhas de segurança. “Por motivos desconhecidos fecharam um acesso ao local no qual os fiéis cumprem o ritual de apedrejamento de satã”, afirmou o diretor da organização iraniana do hajj, Said Ohadi.

“Foi isto o que provocou este trágico incidente”, disse à televisão estatal iraniana. Cerca de 3 milhões de muçulmanos participam da peregrinação a Meca.

Centenas de pessoas morreram em confusão durante a peregrinação a Meca nesta quinta-feira (24) (Foto: Reuters)Centenas de pessoas morreram em confusão durante a peregrinação a Meca nesta quinta-feira (24) (Foto: Reuters)
Milhares de peregrinos seguem durante o último ritual do hajj, em Mina, do lado de fora de Meca, nesta quinta-feira (24), antes de uma confusão que matou centenas de pessoas no local (Foto: Ahmad Masood/Reuters)Milhares de peregrinos seguem durante o último ritual do hajj, em Mina, do lado de fora de Meca, nesta quinta-feira (24), antes de uma confusão que matou centenas de pessoas no local (Foto: Ahmad Masood/Reuters)
 Outras tragédias
O último grande acidente durante o hajj aconteceu em 2006, quando pelo menos 346 peregrinos foram mortos enquanto participavam da cerimônia de apedrejamento do diabo.

Nesta quinta-feira, primeiro dia da festa do Adha, os peregrinos iniciaram um ritual de apedrejamento de satanás, no vale de Mina, região oeste da Arábia Saudita.

O ritual consiste no ato de lançar sete pedras no primeiro dia do Eid al-Adha contra uma grande pilastra que representa satanás, e 21 pedras no dia seguinte contra três grandes pilastras (grande, média e pequena).

No dia 11 de setembro, quase duas semanas antes do início da peregrinação à Meca, uma grua desabou na Grande Mesquita e matou 109 pessoas.

Milhares de peregrinos seguem para jogar pedras em um pilar que simboliza Satã durante o último ritual do hajj, em Mina, do lado de fora de Meca, nesta quinta-feira (24), antes de uma confusão que matou centenas de pessoas no local (Foto: Mosa'ab Elshamy/AP)Milhares de peregrinos seguem para jogar pedras em um pilar que simboliza Satã durante o último ritual do hajj, em Mina, do lado de fora de Meca, nesta quinta-feira (24), antes de uma confusão que matou centenas de pessoas no local (Foto: Mosa’ab Elshamy/AP)

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/tragedia-durante-peregrinacao-na-arabia-saudita-mata-centenas.html

Nigéria tem a semana mais violenta desde posse de novo presidente

ABUJA — Com quase 200 pessoas mortas pelo Boko Haram nas últimas 36 horas, a Nigéria teve a semana mais violenta desde a posse do novo presidente Muhammadu Buhari. Depois de dois dias de ataques a aldeias, militantes cortaram a garganta de 11 supostos traidores na madrugada desta sexta-feira, nos primeiros relatos de deserção do grupo extremista islâmico nigeriano. Buhari, que assumiu em 29 de maio, condenou os recentes ataques, chamando-os de atos desumanos e bárbaros.

Os militantes chegaram antes do amanhecer e foram de porta em porta no nordeste da cidade Miringa, onde mataram “traidores” durante as orações, por fugirem do recrutamento forçado do grupo armado, contou o morador Mohammad Kimba.

A onda de ataques, que começou na quarta-feira, atingiu várias aldeias no estado de Borno (nordeste), o epicentro da insurgência islâmica, agora filiada ao grupo Estado Islâmico (EI). Durante o mês sagrado do Ramadã, o EI exortou militantes a intensificarem os ataques.

Nesta sexta-feira, uma adolescente de cerca de 15 anos matou 12 pessoas ao se explodir em uma mesquita em Malari, fora da cidade de Maiduguri, capital de Borno. Na véspera, uma mulher e uma menina também se explodiram matando 13 pessoas em um mercado lotado e em um posto de controle militar na mesma cidade, de acordo com a guarda de segurança Abba Shehu.

Enquanto as pessoas estavam na mesquita para as orações, ela correu para dentro e se explodiu — contou o segurança Danlami Ajaokuta.

O atentado ainda não foi reivindicado, mas o método corresponde às ações do Boko Haram, que já usou inúmeras vezes meninas como bombas humanas.

Nesta tarde, ao menos 29 pessoas foram mortas em ataque na cidade de Mussa. De acordo com um balanço da agência AFP, os massacres cometidos pelo grupo fizeram 423 mortos desde a ascensão ao poder do novo presidente.

O MAIS MORTAL

No ataque mais mortal, os militantes alvejaram várias mesquitas em Kukawa na quarta-feira, matando a tiros cerca de cem fiéis durante as orações. Mulheres também foram abatidas em suas casas em Kukawa, cerca de 180 quilômetros a nordeste de Maiduguri.

Menos de duas horas depois, a cerca de 50 km de distância, perto da cidade de Monguno, 48 outros fiéis reunidos para a oração da noite onde foram fuzilados, enquanto duas aldeias foram completamente arrasadas.

Os militantes, que querem impor a sua versão estrita da sharia (lei islâmica) em toda a Nigéria, muitas vezes atacam mesquitas onde clérigos pregam contra seu extremismo, além de igrejas. Muitos muçulmanos estão entre um número estimado de 13 mil pessoas mortas nos seis anos de levante islâmico. Cerca de 1,5 milhões de pessoas foi expulsas de suas casas.

O Boko Haram assumiu uma grande área do Nordeste da Nigéria no ano passado e intensificou ofensivas na fronteira. Um Exército multinacional da Nigéria e seus vizinhos expulsaram militantes de algumas cidades, mas bombardeios e ataques a aldeias estão aumentando.

Segundo o presidente Buhari, que fez da luta contra a Boko Haram sua prioridade, os recentes ataques reforçam a necessidade de acelerar a mobilização completa do Exército multinacional.

http://oglobo.globo.com/mundo/nigeria-tem-semana-mais-violenta-desde-posse-de-novo-presidente-16653666

Provavelmente mais de 900 a bordo do barco naufragado no Mediterrâneo

Prosseguem as operações de socorro no Mediterrâneo, depois do naufrágio da traineira que transportava imigrantes clandestinos com destino a Itália. Mais de 20 navios e três helicópteros estão envolvidos nas buscas.

De acordo com um sobrevivente do Bangladesh, estariam a bordo cerca de 950 pessoas, entre as quais cerca de 50 crianças e 200 mulheres, segundo a agência de notícias Ansa. Pelo menos 24 corpos foram já resgatados das águas.

Os clandestinos estariam fechados no porão do barco, o que pode ter aumentado a dimensão da tragédia no momento do naufrágio.

A embarcação naufragada encontrava-se a 60 milhas da costa da Líbia e terá sido um barco português que fez a chamada de emergência para a guarda costeira italiana, depois de ter salvo 28 sobreviventes.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, pediu já uma reunião de emergência dos líderes da União Europeia, apelando a um combate eficaz contra os contrabandistas de imigrantes ilegais.

Renzi apontou como prioridades a dignidade humana, a par da segurança nacional, sublinhando que é urgente travar o tráfico de seres humanos. “Os novos esclavagistas não podem ficar convencidos de que este é um problema de menor importância nas nossas agendas”, afirmou o chefe do governo italiano.

Nos últimos dias, chegaram a Itália mais de 11 mil clandestinos.

O problema da imigração será discutido na reunião de segunda-feira dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, no Luxemburgo.

A operação europeia Triton, de controle das fronteiras marítimas, tem um orçamento e um raio de ação inferior à anterior, Mare Nostrum, integralmente suportada pela Itália, que tinha por objetivo o salvamento de imigrantes, com patrulhamento das águas internacionais num raio bastante mais afastado das costas europeias.

http://pt.euronews.com/2015/04/19/provavelmente-mais-de-900-a-bordo-da-traineira-naufragada/

Navio com cerca de 700 imigrantes naufraga no Mar Mediterrâneo. Centenas podem ter morrido

Até a manhã deste domingo, 28 pessoas tinham sido resgatadas e 24 corpos retirados da água, na costa da Líbia

ROMA – Milhares de pessoas podem ter morrido afogadas depois que uma embarcação que carregava de 700 a 800 imigrantes da Líbia naufragou no Mar Mediterrâneo, nas águas do Canal da Sicília, segundo a guarda costeira italiana.

Uma grande operação de resgate foi montada depois do naufrágio, que aconteceu por volta de meia-noite deste domingo, no horário local, em águas do território da Líbia, ao sul da ilha italiana de Lampedusa. Pela manhã, 28 pessoas tinham sido resgatadas e 24 corpos retirados do mar e colocados em um navio militar italiano. As esperanças de encontrar sobreviventes, no entanto, diminui a cada hora.

Desde o início do ano, pelo menos 900 outros migrantes já morreram ao tentar cruzar o Mar Mediterrâneo. Apenas na semana passada, a guarda costeira da Itália resgatou 10 mil imigrantes cujos navios enfrentaram problemas. No ano passado, um recorde de 170 mil pessoas fizeram a perigosa travessia para a Itália para fugir da pobreza e dos conflitos na África e no Oriente Médio.

Navios italianos, a Marinha Maltesa e embarcações comerciais estão envolvidas na enorme operação de salvamento, que ocorre a 210 quilômetros da costa de Lampedusa e a 27 quilômetros da costa da Líbia. Vinte navios e três helicópteros participam da operação.

Segundo a rede BBC, que entrevistou o porta-voz da guarda costeira italiana, a operação ainda está focada em buscar e salvar pessoas que estejam à deriva, mas, em breve, “será apenas uma busca por corpos”.

O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, afirmou ao jornal local “Times of Malta” que os salva-vidas estão “literalmente tentando encontrar sobreviventes entre os mortos que flutuam na água”.

Quando o número total de mortos for contabilizado, esta poderá ser confirmada como a maior tragédia recente envolvendo imigrantes no Mar Mediterrâneo.

A porta-voz da agência da ONU para refugiados (Acnur) na Itália, Carlotta Sami, relatou que a guarda costeira italiana recebeu um pedido de socorro durante a madrugada de domingo. Para agilizar o resgate, as autoridades pediram que um navio português que passava perto desviasse de sua rota até o local do acidente. Mas, quando a embarcação portuguesa se aproximou, todos os imigrantes, nervosos, se posicionaram em um mesmo lado do barco para chamar atenção do resgate, o que fez com que ele virasse. O navio português começou o trabalho de retirada das pessoas da água no mesmo momento, enquanto aguardava a chegada da guarda costeira. Os passageiros passaram horas à deriva na água gelada antes da chegada das equipes, e uma tempestade que se aproxima da região ameaça dificultar as operações de resgate.

O porto de Lampedusa foi todo mobilizado para ajudar no resgate, por isso grande parte dele foi esvaziado. A guarda costeira, navios comerciais e barcos de pesca também partiram antes do amanhecer para auxiliar na operação.

Lampedusa é o ponto mais ao sul da Itália, próximo da África. Atualmente, há mil imigrantes no centro de detenção da ilha, que tem apenas 5 mil habitantes. Trezentos refugiados serão levados para a Sicília ainda neste domingo.

http://oglobo.globo.com/mundo/navio-com-cerca-de-700-imigrantes-naufraga-no-mar-mediterraneo-centenas-podem-ter-morrido-15922003