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Clérigo muçulmano é condenado por discursos que incitam massacre de judeus

Jerusalém (TPS) – Um clérigo muçulmano foi condenado por incitação, por ter proferido discursos no Monte do Templo nos quais ele disse que os judeus deveriam ser “massacrados” e que eles eram semelhantes aos “macacos e porcos”.

A sentença foi proferida pelo juiz Samuel Herbst no Tribunal de Magistrados de Jerusalém, condenando o xeique Omar Abu Sara por incitação à violência e por divulgação de incitação ao racismo.

Segundo a acusação, o xeique Abu Sara falou na capela Qibli da Mesquita Al-Aqsa em novembro de 2014 sobre “as características dos judeus de acordo com o Alcorão”. O discurso foi aplaudido pelo público, filmado, e carregado no dia seguinte para o YouTube.

No discurso, Abu Sara comparou judeus com “macacos e porcos” e os acusou de assassinar o profeta islâmico Maomé, juntamente com outros profetas. Ele também disse que os judeus têm de ser massacrados.

“Eu digo aos judeus explicitamente: É hora de massacrar vocês, lutar com vocês e matar vocês”, ele pregou. “Aguardamos o dia e momento quando chegar a hora de acabar com vocês, e vamos enfrentá-los, se Deus quiser (…) Deus, por favor acelera aquele dia, agiliza o dia da morte deles, acelera o dia em que purificamos Al-Aqsa da sua sujeira, acelera o dia em que um estado califado islâmico seja estabelecido”.

Em seu veredicto, o juiz Herbst disse que “quando eu olho para o réu vejo um ser humano, e é profundamente lamentável que quando ele olha para mim, ele veja um macaco ou um porco, destinado a ser impiedosamente exterminado”.

“Judeus e árabes vivem lado a lado em Israel, e isso não vai mudar”, Herbst continuou. “O réu e seus semelhantes inflamam tensão constante, que começa com discursos e termina com o atual registro de crianças e jovens segurando facas e direcionando-as para os corpos, a carne e gargantas de membros de outra nação”. “É hora de parar esta incitação, na Internet, em reuniões, e em locais de culto”, concluiu.

A queixa foi apresentada pela Honenu, uma organização de ajuda legal, em nome de Yehuda Glick, um conhecido defensor dos direitos dos judeus no Monte doTemplo, pouco depois de Glick sobreviver a um atentado contra sua vida por um terrorista palestino.

Em resposta à condenação, Honenu saudou a decisão, mas acrescentou que “infelizmente, quando se trata de incitação contra os judeus, cabe aos cidadãos e organizações ajudar o sistema legal a fazer o seu trabalho. Esperamos que estas mudanças políticas e que a polícia e o procurador da República façam o seu trabalho fielmente”.

“Espero que ele receba o castigo que ele merece”, comentou Yehuda Glick. “Eu também espero que isso desencoraje outros e que o Monte do Templo possa voltar a ser um centro de paz e não de incitação”.

Fonte: TPS / Texto: MichaelBachner / Tradução: Alessandra Franco 

Fonte: Agência Tazpit

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Após Arábia Saudita, Bahrein anuncia ruptura de laços diplomáticos com Irã

Decisão vem após disputas envolvendo a execução de um clérigo xiita e ataque à embaixada saudita em Teerã

DUBAI — Num movimento semelhante ao da Arábia Saudita, o Bahrein anunciou nesta segunda-feira que está cortando os laços diplomáticos com o Irã, elevando ainda mais as tensões na região. A decisão vem após disputas envolvendo a execução de um clérigo xiita na Arábia Saudita — ação fortemente condenada pelo Irã — e um ataque posterior de iranianos à embaixada saudita em Teerã.

Manifestantes iranianos invadiram a embaixada saudita em Teerã nas primeiras horas do domingo depois de a Arábia Saudita executar o clérigo xiita Nimr al-Nimr, defensor de protestos antigoverno. Riad retirou seus representantes da missão diplomática no Irã e ordenou que diplomatas iranianos saíssem do reino em 48 horas.

A Arábia Saudita e o Irã são as principais potências sunitas e xiitas na região e estão em lados opostos nos conflitos na Síria e no Iêmen. Governado por um rei muçulmano sunita e população de maioria xiita, o Bahrein acusou o Irã de “aumentar a flagrante e perigosa interferência” nos assuntos internos do Golfo e dos países árabes. E disse que o ataque à embaixada saudita foi parte de um “padrão muito perigoso de políticas sectárias que devem ser confrontadas… a fim de preservar a segurança e a estabilidade em toda a região”.

Os Emirados Árabes Unidos também reagiram ao impasse anunciando a redução de sua representação diplomática em Teerã e o corte no número de diplomatas iranianos no país.

Há temores de que conflitos sectários possam se espalhar na região. Nesta segunda-feira, duas mesquitas sunitas no Iraque foram bombardeadas e um imã foi morto.

Saudita

Os sunitas são o principal ramo do islã, com mais de 80% do total de muçulmanos no mundo. São maioria em praticamente todos os países islâmicos. Já os xiitas são majoritários no Irã, no Iraque, no Líbano e no Bahrein, e constituem uma minoria representativa no Paquistão, na Turquia, no Iêmen, no Afeganistão, na Arábia Saudita e na Síria

IRÃ: PRETEXTO PARA ACIRRAR TENSÕES

O Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou Riad de usar o ataque à sua embaixada como um pretexto para acirrar as tensões.

— O Irã tem agido em conformidade com as suas obrigações (diplomáticas) para controlar a ampla onda de emoção popular que surgiu — disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores Hossein Jaberi Ansari em declarações televisionadas. — A Arábia Saudita tira vantagem em prolongar as tensões… usou esse incidente como pretexto para acirrar as tensões.

Ansari acrescentou que diplomatas iranianos ainda não haviam deixado a Arábia Saudita. No domingo, os manifestantes iranianos incendiaram e quebraram móveis na embaixada saudita antes de serem retirados pela polícia, que deteve 40 pessoas.

A Guarda Revolucionária do Irã prometeu “vingança dura” contra a dinastia real sunita da Arábia Saudita pela execução do Nimr no sábado, considerado um terrorista por Riad, mas saudado no Irã como um campeão dos direitos da minoria xiita marginalizados no país. Nimr, o maior crítico da dinastia entre a minoria xiita, passou a ser visto como um líder de jovens ativistas do grupo, que tinham se cansado da incapacidade dos líderes mais velhos.

Além do Irã — país muçulmano majoritariamente xiita e rival da sunita Arábia Saudita — xiitas também protestaram em Bahrein, Iraque, Paquistão e Reino Unido.

Fora do Oriente Médio, países europeus e os Estados Unidos mostraram-se preocupados. A França, aliada de Riad, convocou os responsáveis a fazer todo o possível para evitar o aumento de conflitos sectários e religiosos. Em Berlim, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que “a execução reforça a inquietude atual em relação a uma crescente tensão”.

Em nota, o Departamento de Estado dos EUA pediu que a Arábia Saudita respeite e proteja os direitos humanos, e disse temer “a exacerbação de tensões sectárias em um momento em que elas precisam urgentemente ser reduzidas”, sentimento ecoado pela chefe da política externa da União Europeia, Federica Mogherini. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu “calma e moderação”.

As relações entre Arábia Saudita, um país sunita, e Irã, xiita, passam por constantes altos e baixos desde a revolução iraniana de 1979, que acabou com a monarquia do xá e instaurou a República Islâmica.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/apos-arabia-saudita-bahrein-anuncia-ruptura-de-lacos-diplomaticos-com-ira-18403199#ixzz3wHWoYQap

Como execução de clérigo xiita pode aumentar antigas tensões no Oriente Médio

A execução de um proeminete clérigo xiita pela Arábia Saudita realimentou a antiga rivalidade entre sauditas e iranianos, e pode dar fôlego a tensões entre sunitas e xiitas no Oriente Médio.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou que a Arábia Saudita enfrentará uma “revanche divina” pela execução de Nimr al-Nimr, e descreveu-o como um “mártir” que agia pacificamente.

Al-Nimr era conhecido por verbalizar o sentimento da minoria xiita na Arábia Saudita, que se sente marginalizada e discriminalizada, e foi crítico persistente da família real saudita.

“Este estudioso reprimido nunca convocou ninguém para movimentos armados ou esteve envolvido em tramas secretas”, disse o aiatolá em mensagem no Twitter. “O único ato do xeique Nimr era a crítica aberta”.

O clérigo e outras 46 pessoas foram executadas no sábado, após serem condenadas por crimes de terrorismo na Arábia Saudita.

Mas o aiatolá Khamenei disse que a morte do xeique foi devido à oposição que ele fazia aos governantes sunitas sauditas.

A execução de Al-Nimr gerou fortes reações oficiais, lideradas pelo Irã, e manifestações foram registradas na Arábia Saudita, no Iraque, no Barein – onde a maioria xiita reclama de marginalização promovida pelos governantes sunitas – e em outros países.

A chancelaria iraniana disse que o reino saudita pagará um alto preço pela ação, e convocou o encarregado de negócios saudita em Teerã como protesto.

Já a Arábia Saudita reclamou ao enviado iraniano no país sobre o que chamou de “interferência flagrante” em seus assuntos internos.

Sunitas x xiitas
A execução expõe as delicadas relações entre sunitas e xiitas. A sunita Arábia Saudita é rival tradicional do Irã por influência na região. Já o Irã é o poder xiita no Oriente Médio, e observa com grande interesse a questão de minorias xiitas em outros países.

A divisão tem origem numa disputa logo após a morte do profeta Maomé sobre quem deveria liderar a comunidade muçulmana.

Sauditas xiitas participam de protesto na cidade de Qatif, no leste do país, contra execução de Al-Nimr  (Foto: STR/AFP )Sauditas xiitas participam de protesto na cidade de Qatif, no leste do país, contra execução de Al-Nimr (Foto: STR/AFP )

A grande maioria dos muçulmanos é sunita – estima-se que entre 85% e 90%. Eles se consideram como a versão ortodoxa e tradicionalista do Islã.

A palavra sunita é derivada de “Ahl al-Sunna”, as pessoas da tradição. A tradição, neste caso, se refere a práticas baseadas em precedentes ou relatos de ações do profeta Maomé e de pessoas próximas a ele.

Sunitas veneram todos os profetas do Corão mas, particularmente, Maomé, como o profeta final. Todos os líderes muçulmanos que vieram depois são vistos como líderes temporais.

Já xiitas, na história islâmica, eram uma facção política – literalmente “Shiat Ali”, ou o partido de Ali. Xiitas acreditam no direito de Ali, genro de Maomé, e seus descendentes de liderar a comunidade islâmica.

Ali foi morto como resultado de intrigas, violência e guerras civis que marcaram seu califado. Seus filhos, Hassan e Hussein, tiveram negados o que acreditavam ser o direito legítimo de acessão ao califado.

Ambos teriam sido mortos, o que deu aos xiitas o conceito de mártir e os rituais de autoflagelação.

Estima-se que haja entre 120 e 170 milhões de xiitas. Eles são maioria no Irã, Iraque, Barein, Azerbaijão e, segundo algumas estimativas, no Iêmen.

Há grandes comunidades xiitas no Afeganistão, Índia, Kuweit, Líbano, Paquistão, Catar, Síria, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Tensões sectárias
Conflitos recentes como no Líbano, na Síria, no Iraque e no Paquistão, enfatizaram a divisão sectária, dividindo comunidades.

Em países governados por sunitas, xiitas tendem a integrar os setores mais pobres da sociedade. Eles reclamam de serem vítimas de discriminalização e opressão, e algumas doutrinas extremistas sunitas defendem o ódio contra xiitas.

A revolução iraniana de 1979 lançou uma agenda xiita radical que foi vista como um desafio por regimes conservadores sunitas, especialmente no Golfo Pérsico.

A política de Teerã de apoiar milícias xiitas e grupos além de suas fronteiras foi replicada pelos países do Golfo, que fortaleceram suas relações com governos e movimentos sunitas no exterior.

Durante a guerra civil no Líbano, xiitas ganharam uma forte voz política devido às atividades militares do grupo Hezbollah.

No Paquistão e no Afeganistão, grupos militantes extremistas sunitas, como o Talebã, têm atacado com frequência locais sagrados xiitas.

Os atuais conflitos no Iraque e na Síria também ganharam traços sectários. Homens jovens sunitas em ambos os países têm se juntado a grupos rebeldes, muitos dos quais replicam a ideologia extremista da Al-Qaeda.

Enquanto isso, jovens xiitas têm lutado para ou ao lado de forças do governo.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/como-execucao-de-clerigo-xiita-pode-aumentar-antigas-tensoes-no-oriente-medio.html

Clérigo radical britânico é acusado de incitar apoio para o Estado Islâmico

O clérigo radical britânico Anjem Choudary foi acusado de incitar apoio ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que atua na Síria e Iraque, informou nesta quarta-feira (5) a Promotoria do Reino Unido.

Choudary, um advogado que foi presidente da Sociedade britânica de advogados muçulmanos, deverá comparecer perante a Justiça nas próximas horas junto com outro acusado, Mohammed Rahman.

Ambos são suspeitos de ter incitado apoio ao Estado Islâmico, entre 29 de junho de 2014 e 6 de março deste ano, o que viola a Lei contra o Terrorismo de 2000, indicou a Promotoria.

A acusação alega que os dois homens “incitaram apoio ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante em conferências individuais que depois foram divulgadas na internet”.

Choudary, de 48 anos, e Rahman, de 32, os dois residentes no leste de Londres, foram detidos por agentes antiterroristas em 25 de setembro do ano passado e desde então estiveram em liberdade mediante pagamento de fiança.

A diretora da unidade contra o terrorismo da Promotoria, Sue Hemming, disse que, após concluir a investigação policial, “autorizou a apresentação de acusações” contra os dois suspeitos, ao avaliar que “há suficientes provas” de culpabilidade.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/clerigo-radical-britanico-e-acusado-de-incitar-apoio-para-o-estado-islamico.html

Em 2010, clérigo iraniano culpou as mulheres promíscuas pela existência de terremotos

As mulheres que usam roupas reveladoras e se comportam promiscuamente são as culpados por terremotos, diz um clérigo iraniano.

Hojjat ol-eslam Kazem Sediqi, que atua como líder de oração às sextas-feiras em Teerã, disse que as mulheres devem ficar com rigorosos códigos de modéstia para se proteger.

“Muitas mulheres que não vestem de forma modesta levam os homens jovens a se extraviarem e espalham o adultério na sociedade, que aumenta terremotos”, explicou.

Dezenas de milhares de pessoas morreram em terremotos no Irã na última década.

Sr. Sediqi estava ministrando um sermão transmitido pela televisão, no campus da Mesquiata da Universidade de Teerã na sexta-feira passada sobre a necessidade de um “arrependimento geral” pelos iranianos quando advertiu de uma “prevalência de degeneração”.

“O que podemos fazer para evitar ser enterrado sob os escombros? Não há outra solução senão refugiar-se na religião e adaptar as nossas vidas aos códigos morais do Islã”, disse ele.

‘Decepcionar Deus’

Correspondentes dizem que muitas jovens iranianas às vezes empurram os limites de como elas podem se vestir, mostrando cabelo sob seus lenços de cabeça ou vestindo roupas apertadas.

Sr. Sediqi também descreveu a violência após a eleição presidencial disputada no ano passado – o resultado do que levou milhares de pessoas a realizar protestos em massa – como um “terremoto político”.

“Agora, se um terremoto natural atinge Teerã, ninguém vai ser capaz de enfrentar tal calamidade, mas o poder de Deus, só o poder de Deus. Assim não vamos decepcionar Deus”.

Mais de 25.000 pessoas morreram quando um forte terremoto atingiu a antiga cidade de Bam, em 2003.

Os sismólogos alertaram que a capital, Teerã, está situada em um grande número de linhas de falhas tectônicas e poderia ser atingida por um terremoto devastador em breve.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad (ex-presidente) disse que muitos dos 12 milhões de habitantes de Teerã devem mudar.
Há planos para construir uma nova capital perto de Qom.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/8631775.stm

Al-Qaeda no Iêmen anuncia morte de principal clérigo após ataque aéreo

Ibrahim al-Rubaish passou cinco anos preso em Guantánamo antes de se juntar à rede terrorista na Península Arábica

CAIRO — O braço da al-Qaeda no Iêmen anunciou nesta terça-feira que seu principal clérigo, um saudita por quem era oferecida uma recompensa de US$ 5 milhões, foi morto pelo que parece ter sido um ataque com drones.

A rede terrorista informou pelo Twitter que Ibrahim al-Rubaish foi morto junto com outros membros do grupo, ainda não-identificados, na noite de domingo. O comunicado da al-Qaeda não especificou o local do ataque.

Não houve qualquer confirmação de que al-Rubaish era o alvo do ataque. os governos do Iêmen e dos Estados Unidos não comentaram o assunto.

Capturado no Paquistão em 2001, al-Rubaish ficou preso no centro de detenção da Baía de Guantánamo até 2006, quando foi enviado para o que o blog Long War Journal, dedicado à cobertura do combate ao terrorismo, descreve como “um programa saudita de reabilitação para jihadistas”. De lá, ele escapou para o Iêmen, se tornando a principal figura religiosa da rede na região.

Em 2014, al-Rubaish expressou alegria com a captura de largas porções do território do Iraque e da Síria pelo Estado Islâmico, grupo rival da al-Qaeda. “Pelo a Deus que estes esforços estejam unidos contra os inimigos da região”, afirmou em vídeo difundido no ano passado.

O governo americano afirmou que o colapso do governo do presidente iemenita, Abd Rabo Mansour Hadi, pode minar a estratégia antiterrorista de Washington contra a al-Qaeda na Península Arábica, braço mais poderoso da rede terrorista, que está concentrado no Iêmen.

http://oglobo.globo.com/mundo/al-qaeda-no-iemen-anuncia-morte-de-principal-clerigo-apos-ataque-aereo-15870876