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República Centro-Africana: conflitos entre muçulmanos e cristãos podem aumentar

Rebeldes do grupo Seleka mataram 26 moradores de um vilarejo de maioria cristã; é possível que as unidades anti-Balaka reajam e que aumentem os conflitos entre cristãos e muçulmanos

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A República Centro-Africana continua enfrentando o grande desafio de restaurar a paz e a segurança no país. Recentemente, rebeldes do grupo Seleka mataram 26 moradores de um vilarejo de maioria cristã, que fica na região Norte, conhecido como Ndomete, segundo um porta-voz da presidência. De acordo com informações locais, os militantes bateram de porta em porta para realizar os crimes e o chefe da aldeia estava entre as vítimas.

Esse ocorrido faz reacender a perseguição religiosa e também alerta para a turbulência política que tem devastado o país há tempos. A Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana, (MINUSCA – sigla em inglês) implantou suas tropas ao redor da região para evitar mais violência.

É possível que as unidades anti-Balaka reajam e que aumentem os conflitos entre muçulmanos e cristãos. Desde que o Seleka deu um ultimato ao governo, exigindo a libertação de seus membros presos em Bangui, a violência se espalhou rapidamente. Seus militantes se recusam a participar de conversações sobre desarmamento. Os cidadãos esperam que as forças da ONU consigam estabilizar a situação rapidamente. Enquanto isso, a igreja ora pedindo proteção a Deus. Interceda pelos cristãos perseguidos da República Centro-Africana.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/conflitos-entre-muculmanos-e-cristaos-podem-aumentar

Violência no mundo atinge pior nível em 25 anos

Global Peace Index aponta conflitos no Oriente Médio como maiores responsáveis por agravamento da situação global. Síria, Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão e Somália são os países mais violentos.

O Global Peace Index 2016 (Índice Global da Paz), divulgado pelo Instituto de Economia e da Paz nesta quarta-feira (08/06), aponta que a violência aumentou em todo o mundo, atingindo o pior nível em 25 anos.

O índice, que mede 23 indicadores – como incidência de crimes violentos, níveis de militarização e importação de armamentos – indica que os conflitos no Oriente Médio são os maiores responsáveis pelo aumento da violência global.

“Com frequência, em meio ao caos atual no Oriente Médio, perdemos a perspectiva sobre outras tendências positivas”, afirmou Steve Killelea, fundador do Instituto de Economia e da Paz.

“Ao observarmos o ano passado, se não levássemos em conta o Oriente Médio […] o mundo teria sido mais pacífico”, disse Killelea. Mais de 100 mil pessoas morreram em conflitos em 2014. Em 2008, foram 20 mil. A Síria, com 67 mil mortes em 2014 em meio à guerra civil, foi responsável pela maior parte desse aumento.

De acordo com o levantamento, a maioria dos ataques considerados “terroristas” concentrou-se em cinco países: Síria, Iraque, Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

Custo da violência

Segundo o índice, o custo econômico da violência em 2015 foi de 13,6 trilhões de dólares, ou seja, 13,3% do PIB global. Esse valor é 11 vezes maior do que o total dos investimentos estrangeiros diretos em todo o mundo.

“Entretanto, os gastos com o estabelecimento e a manutenção da paz se mantêm proporcionalmente baixos em comparação ao impacto econômico da violência, representando apenas 2% das perdas globais resultantes dos conflitos armados”, disse Killelea.

A Europa é a região menos violenta em todo o mundo, apesar de uma queda no índice em razão dos ataques terroristas em Paris e Bruxelas. A Islândia é considerada o país mais pacífico, seguido da Dinamarca, Áustria, Nova Zelândia e Portugal.

Os Estados Unidos foram considerados o 103º país mais pacífico, entre os 163 relacionados no índice. O Japão ocupa a nona colocação, à frente da Alemanha (16º) e do Reino Unido (47º). Após os ataques terroristas do ano passado, a França caiu apenas uma posição, ocupando a 46ª posição. O Brasil ficou em 105º lugar.

Os países mais violentos são a Síria, seguida do Sudão do Sul, Iraque, Afeganistão e Somália.

RC/rtr/dpa

http://www.dw.com/pt/viol%C3%AAncia-no-mundo-atinge-pior-n%C3%ADvel-em-25-anos/a-19314811

Quatro pontos da complicada relação da Turquia com seus vizinhos – e com o ‘Estado Islâmico’

A região de Sultanahmet, coração turístico de Istambul, capital da Turquia, foi atingida nesta terça-feira por um atentado suicida que deixou ao menos dez mortos – ao menos nove turistas alemães e um peruano, segundo autoridades.

 O ataque não foi reivindicado, mas o governo turco atribuiu-o ao grupo autodenominado “Estado Islâmico”.

O episódio ocorreu perto dos conhecidos pontos históricos de Santa Sofia e Mesquita Azul, em uma das cidades mais visitadas do mundo.

O premiê turco, Ahmet Davutoglu, afirmou que o país continuará sua luta contra o EI, internamente e dentro da coalizão liderada pelos EUA.

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Os ataques evidenciam as conflituosas – e muitas vezes dúbias – relações da Turquia com alguns vizinhos e com o próprio EI.

Nesse contexto se insere também o enfrentamento constante do governo turco com os rebeldes curdos, que reivindicam um Estado próprio.

A seguir, quatro pontos das complexas relações internacionais da Turquia atualmente:

1 – A dúbia relação com o Estado Islâmico

A Turquia já havia se tornado alvo do EI com dois bombardeios realizados no ano passado atribuídos ao grupo: na cidade de Suruc, perto da Síria, e na capital Ancara, que matou mais de cem pessoas.

“Até que eliminemos o Daesh (outra designação dada ao EI), continuaremos a lutar internamente e com as forças da coalizão (internacional)”, disse nesta terça-feira o premiê Davutoglu, em pronunciamento televisionado.

Image copyrightAP

No entanto, até meados do ano passado, a Turquia relutou em assumir protagonismo nessa coalizão e foi acusada de leniência perante o EI.

O país tem servido de ponto de passagem para combatentes estrangeiros que se juntaram aos jihadistas na Síria – e armas e fundos supostamente fluíram pela mesma rota via Turquia.

Por conta disso, o país foi criticado por aliados ocidentais, incluindo os EUA, que acusaram Ancara de ter facilitado a ascensão do EI.

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Além disso, em agosto passado, o líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) acusou o governo turco de proteger o EI em seus bombardeios para impedir que os curdos – que estão na linha de frente de combate aos jihadistas – avancem e conquistem territórios.

2 – O enfrentamento com os curdos

Isso nos leva a um segundo ponto crucial da política interna e externa de Ancara: o enfrentamento, de décadas, com a minoria étnica curda, que reivindica mais autonomia.

São mais de 30 milhões de pessoas, segundo os cálculos mais conservadores, ocupando um território que engloba partes da Turquia, da Síria, do Iraque e do Irã.

Os curdos são os principais adversários do governo turco.

“Os turcos alegam estar lutando contra o ‘EI’, mas estão na verdade lutando contra o PKK”, disse Cemil Bayik, líder do partido curdo, em entrevista à BBC em 2015. “Seu objetivo é interromper o avanço curdo contra (o grupo islâmico).”

O governo turco na época negou e disse estar comprometido no combate aos extremistas islâmicos.

A violência em áreas curdas vinha escalonando desde o colapso, em julho, de um cessar-fogo com o PKK – que também já foi acusado de atentados em território turco.

3 – A oposição ao governo sírio

O governo turco tem sido um duro crítico do presidente sírio, Bashar Al-Assad, desde o começo da guerra civil no país vizinho.

Mas por ser um dos principais aliados da oposição síria, a Turquia tem enfrentado o fardo de abrigar milhões de refugiados sírios.

Image copyrightEPA

Efetivamente, segundo o New York Times, a Turquia já fechou suas fronteiras para novos refugiados do país vizinho.

Depois de um ataque do EI em julho de 2015, os turcos autorizaram a coalizão contra o EI liderada pelos EUA a usar suas bases aéreas para lançar ataques em território sírio.

Por outro lado, a Turquia tem criticado o apoio da coalizão aos milicianos curdos.

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4 – Os objetivos divergentes em relação à Rússia

Enquanto a Turquia é um forte opositor ao governo de Assad, este tem na Rússia seu principal aliado.

Os dois países têm objetivos divergentes na geopolítica da região, o que foi evidenciado com a derrubada, em novembro, de um caça russo por forças turcas – que acusaram a aeronave de violado o espaço aéreo turco.

A Rússia considera a manutenção de Assad no poder crucial para a defesa dos interesses russos no Oriente Médio; já o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, chegou a dizer que seria impossível para os sírios “aceitarem um ditador que provocou a morte de até 350 mil pessoas”.

Todo esse xadrez geopolítico e o aumento das tensões com diversos agentes internos e externos provocam, na Turquia, o medo de mais atentados.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160111_turquia_relacoes_pai

EX-MINISTRO DO INTERIOR ADVERTE MERKEL: ALEMANHA ESTÁ IMPORTANDO “O EXTREMISMO ISLÂMICO, ANTISSEMITISMO, E OS CONFLITOS DE OUTRAS NAÇÕES”

Especialistas em segurança da Alemanha têm criticado a líder do país, a chanceler Angela Merkel, advertindo que sua política de imigração irá “produzir extremistas”, e afirmando que o país está importando “o extremismo islâmico, antissemitismo árabe, [e] os conflitos de outras nacionalidades e nações étnicas nações”.

O ex-secretário do Interior, August Hanning disse ao Die Welt Am Sonntag: “As autoridades de segurança alemãs não serão capazes de lidar com essas questões de segurança importadas e as  reações resultantes”, advertindo que não é só a Alemanha acolhedora de extremistas islâmicos, mas que irá promover ressentimento na população nativa.

Ele recomendou nesta semana que a Alemanha  feche “a fronteira para os imigrantes sem autorização de entrada em conformidade com a legislação imediatamente e rejeite aqueles que viajam sem o visto de entrada imediatamente”.

Um novo plano de 10 pontos de seu escritório diz que Merkel deve declarar que as capacidades da Alemanha para absorver mais pessoas estão “exaustas”, e não deve haver nenhuma entrada para quem vem de países “seguros”, com uma exceção para as crianças.

Ele quer que a rota dos Balcãs para a Alemanha encerrada, e uma restrição de reagrupamento familiar, o que significa que a população masculina de 80 por cento advinda para a Alemanha não seria capaz de trazer suas famílias. O sr. Hanning estima que cada imigrante tentará trazer mais quatro pessoas cada, com eles, a longo prazo.

E ele também quer integração obrigatória e aulas de línguas para migrantes.

Seus comentários refletem as preocupações do Ministro dos Assuntos Internos do distrito Bremen, Ulrich Maurer, que disse esta semana: “Nas últimas semanas, temos registrado um aumento nas tentativas de agitação por salafistas em centros de refugiados”.

Merkel tem estado sob crescente pressão de dentro do seu partido, e até mesmo a partir da esquerda política no seu país, que advertiram sobre a crescente pressão sobre as infra-estruturas da Alemanha e do público em geral.

Números das pesquisas de seu partido continuam a diminuir, embora ela mantenha uma aprovação teimosamente boa quanto a avaliação de si mesma.

http://www.breitbart.com/london/2015/10/25/former-interior-minister-warns-merkel-germany-is-importing-islamist-extremism-anti-semitism-and-conflicts-of-other-nations/