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Cristãos nigerianos são perseguidos em todo o país

A lei islâmica (sharia) é imposta na maioria dos estados do norte da Nigéria e os cristãos enfrentam perseguição e pressão constante para se converterem ao islã.

Enquanto ataques aos cristãos por parte dos militantes islâmicos Boko Haram e dos pastores Fulani no nordeste da Nigéria chamaram a atenção da mídia, as fortes pressões sociais que os cristãos enfrentam em outros lugares passam despercebidas.

Apesar dos equívocos de que eles são uma minoria no norte da Nigéria, os cristãos ainda formam a maioria na metade dos 12 estados do norte, agora todos sob a lei islâmica (sharia), enquanto há altas concentrações, de até 50% da população, em outros estados do norte.

Em uma comunidade remota no estado de Kebbi, governado pela sharia, os cristãos enfrentam discriminação e pressão constante para se converterem ao Islã.

A vila de Danbango na área de governo local de Yauri era tradicionalmente uma comunidade animista (crença de que tudo tem uma alma ou espírito, inclusive os animais, plantas, rochas, montanhas, rios e estrelas), mas muitos se converteram ao cristianismo depois da visita de missionários em 2012. Mais recentemente, com as visitas de líderes muçulmanos muitos se converteram ao Islã. Os cristãos dizem que também enfrentaram pressão para fazê-lo.

Um morador cristão disse que lhes prometeram vantagens, escolas e clínicas se se convertessem.

“Quando meu filho ficou muito doente, levei-o ao hospital, mas os médicos disseram que o tratariam somente se eu desistisse da minha fé cristã. Recusei e o levei para casa. Alguns dias depois morreu”, disse um cristão de Yauri

O líder de uma igreja local, Josué Wede, disse que sua igreja também experimentou problemas. “O chefe distrital de Yauri, acompanhado por um grupo de vigilantes muçulmanos, veio à nossa igreja e interrompeu o culto de adoração”, disse ele. “Eles nos bateram e alegaram que o terreno em que nossa igreja foi construída não foi liberado pelo governo. Mas pertence a um dos nossos membros da igreja, que nos deu para construir um lugar para os nossos cultos”. Segundo ele, a mesquita da vizinhança não foi incomodada, apesar deles não obterem aprovação para construir sobre o terreno.

“Em maio deste ano, fomos presos e levados para a prisão, onde fomos espancados novamente e recebemos tratamento duro. Não tivemos oportunidade de entrar em contato com um advogado, e alguns funcionários nos disseram que se nos declarássemos culpados, seríamos libertados. Não tínhamos a quem recorrer ou qualquer pessoa que poderiam nos ajudar, portanto, concordaram.

“Alguns representantes da Associação Cristã da Nigéria vieram ao tribunal para implorar que a audiência fosse adiada para que eles pudessem conversar conosco, mas era tarde demais. Já tínhamos nos declarado culpados. O julgamento final foi aprovado dias depois e fomos sentenciados a três anos de prisão com trabalhos forçados, ou multa de US $ 150 cada.

Outro líder da igreja, chamado Kabiru, acrescentou: “Fui preso muitas vezes por falsas acusações. Tudo é apenas um esforço para frustrar a propagação do Evangelho “.

Juntos pela África
Os cristãos de alguns países da África Subsaariana enfrentam uma das piores perseguições de sua história. No dia 11 de junho, data escolhida para o Domingo da Igreja Perseguida 2017, juntos faremos mais pelos nossos irmãos dessa região.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/12/cristaos-nigerianos-sao-perseguidos-em-todo-pais

Cristãos são condenados a 80 chicotadas por beber vinho em cerimonial religioso

Os três cristãos presos há semanas no Irã foram sentenciados a ser açoitados em público por beber vinho de comunhão.

Os cristãos foram submetidos e condenados por um tribunal da sharia, já que suas conversões do Islã ao cristianismo não são reconhecidas pelo regime iraniano. Embora seja legal para os cristãos beber álcool no Irã, e ilegal para os muçulmanos.

Os três  – Yaser Mosibzadeh, Saheb Fadayee e Mohammed Reza Omidi – receberão cada um 80 chicotadas e planejam apelar da sentença. É relatado que a maioria das pessoas só pode suportar oito chicotadas antes de desmaiar.

Os homens foram presos juntamente com seu pastor Youcef Nadarkhani e sua esposa Fatemeh Pasandideh, embora os dois últimos foram posteriormente libertados.

Todos os cinco também foram acusados de tomar “ação contra a segurança nacional” e estão condenados pelo Tribunal Revolucionário em Rasht.

O pastor Nadarkhani tornou-se um símbolo internacional da liberdade religiosa no Irã quando foi preso em 2009 por questionar o monopólio muçulmano sobre educação religiosa para crianças. Ele foi acusado de apostasia e condenado à morte em 2010. Essas acusações foram descartadas mais tarde e ele foi inesperadamente libertado em 2012 depois que o tribunal mudou as acusações contra ele para evangelizar os muçulmanos (que carrega uma pena de prisão de três anos).

Mais tarde, ele foi obrigado a retornar à prisão para concluir esse prazo e foi novamente lançado em 2013. Nesta última prisão, ele teve prazo de uma semana para chegar a 33 mil dólares em fiança assim como os três homens de sua congregação.

Em outro lugar, a Autoridade de Regulação de Mídia Eletrônica do Paquistão fechou em massa 11 canais de televisão cristãos e prendeu sete pessoas na operação.

Os cristãos dizem que, embora as licenças não sejam emitidas para os canais religiosos, todos os outros canais religiosos têm permissão para continuar a transmissão.

O padre Morris Jalal, fundador e diretor executivo da TV católica, disse: “Qual é o futuro da mídia da igreja no Paquistão? É um momento muito difícil para nós. Estávamos apenas tentando alcançar nossa própria comunidade, que geralmente são ignorados por outros canais de TV. “

http://www.clarionproject.org/news/80-lashes-drinking-communion-wine

Cristãos sírios pagam a jizya, se convertem ao islã ou morrem

Quando o Estado Islâmico tomou a cidade de Raqqa, cerca de 20 famílias decidiram ficar para não perder suas casas; agora eles não podem mais sair

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De acordo com os últimos relatórios da Portas Abertas, um cristão idoso da cidade de Raqqa que já é considerada a capital do EI, foi obrigado a se converter ao islã porque já não podia pagar a jizya (imposto cobrado aos cidadãos não muçulmanos) em troca de proteção da própria vida. Quando o grupo extremista tomou a cidade, Mostafa Abu Alzer escolheu ficar para proteger sua casa. Na ocasião, em novembro de 2015, cerca de 20 famílias tomaram a mesma decisão e agora estão proibidos de sair de lá. Para aqueles que não podem mais pagar a jizya, só existem duas opções: se converter ao islamismo ou encarar a morte.

É possível que nem mesmo os sírios entendam o motivo da guerra, mas para quem vê de fora, fica claro que existe outra “guerra dentro da guerra”. O EI passou a dominar não somente pequenas terras e povoados, mas grandes áreas da Síria, proclamando a criação de um califado, desde 2014. Jihadistas anunciam a “guerra santa”, investindo suas forças para acabar com aqueles que eles consideram infieis. Milhares de cristãos e minorias étnicas já morreram entre ataques e explosões. O real intento deles é “dominar” o mundo, espalhando sua ideologia e tentando exterminar todos aqueles que não seguem a sharia.

O que acontece hoje na Síria é inédito para o mundo. O conflito existente entre o governo e o Estado Islâmico (EI), além do envolvimento de forças internacionais é algo tão complexo que fica difícil de entender por falta de comparações históricas. O jornal The Washington Post chegou a nomear o que ocorre no país de “miniguerra mundial”. O que começou com protestos anti-governo em 2011, cresceu tanto que deu origem a uma guerra civil total e há evidências de crimes paralelos acontecendo além da guerra, como assassinatos, torturas, desaparecimentos e até mesmo bloqueios que impedem o fluxo de alimentos e serviços de saúde para a população.

Pedidos de oração
● Ore pelos cristãos sírios que estão enfrentando esse momento de caos no país; que eles sejam corajosos para não negar o nome de Cristo.
● Interceda pela igreja na Síria, que existe através de alguns guerreiros que se disponibilizaram a ficar no meio da guerra, a fim de continuar pregando o evangelho, apesar dos riscos que correm.
● Ore também pelos perseguidores, pois enquanto há um cristão ali falando da Palavra do Senhor, há chance de que alguns corações sejam alcançados pelo amor de Jesus.

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Ex-líder do grupo extremista islâmico Boko Haram se converte ao cristianismo

Um grupo de missionários nigerianos, atuando com a ajuda do ministério Christian Aid Mission, tem feito um trabalho de pregar o Evangelho a militantes islâmicos do Boko Haram. Esse trabalho tem apresentado resultados, e muitos deles entregaram suas vidas para Jesus, entre eles um ex-líder do grupo extremista.

– Nós fomos capazes de restabelecer algumas pessoas, incluindo crianças e ex-insurgentes que deixaram o grupo rebelde e se arrependeram de seus crimes – afirmou o responsável pelo ministério, em um relatório recente do Christian Aid.

O relatório destaca que o testemunho de um ex-líder do Boko Haram, conhecido como Banga, que se converteu ao cristianismo depois de ouvir o Evangelho de João, aliado à experiência desses missionários é uma ótima ferramenta para trazer aos muçulmanos o conhecimento de quem Jesus realmente é.

– (Banga) liderou pessoalmente ataques a duas aldeias cristãs. Agora, ele chora quando ele se lembra de que pessoas inocentes foram mortas. Estou trabalhando pessoalmente com ele para ajudá-lo a superar o trauma. Ele está com um dos nossos amigos na missão, que cuida dele – explicou.

Porém, apesar das conquistas, essa equipe de missionários experientes vivencia também derrotas dolorosas. Suas vidas são constantemente ameaçadas e muitas vezes eles foram forçados a mudar a sede de seu ministério, sofrendo perseguição.

O relatório mostra que recentemente no nordeste da Nigéria, onde está a base do ministério, os insurgentes Boko Haram destruíram praticamente tudo estava ao seu alcance.

– Mulheres e homens estão sendo capturados e levados para a floresta, e parece que até agora o exército não foi capaz de resgatar ninguém. O número de homens, mulheres e crianças nos campos de refugiados dos três países vizinhos está a aumentar em centenas de milhares. Acreditamos que devemos fazer tudo o que pudermos para ajudar, mesmo com o risco da nossa própria segurança – detalhou.

Ex-líder do grupo extremista islâmico Boko Haram se converte ao cristianismo

Engenheiro indiano sequestra e estupra amiga por cinco dias para fazê-la se converter ao Islã

O engenheiro Syen Emad Hasan, de 30 anos, pediu uma amiga em casamento, mas ela rejeitou o pedido alegando que sua família não permitiria a união por questões religiosas. O indiano, no entanto, não se conformou com a resposta e passou a persegui-la. Os dois trabalhavam juntos numa empresa de tecnologia. Mesmo após a jovem (que não teve sua identidade revelada) ter deixado o trabalho, Hasan mandava mensagens pelas redes sociais para ela, sempre com ameaças.

Cansada da situação, a mulher o procurou para pedir que ele parasse de importuná-la. De acordo com o “Daily Mail”, Hasan aproveitou a ocasião para sequestrar a moça e, durante cinco dias, ele a estuprou diversas vezes. Segundo o inspetor Ravinder, que cuida do caso, o homem dizia que só ia parar com as agressões quando a jovem de 27 anos concordasse em casar com ele e se converter ao Islã. Ele ameaçava colocar fogo no corpo da vítima a todo momento.

Hasan pegou o telefone da mulher, as senhas das redes sociais dela e passou a usar tudo como se fosse ela. Após os dias de tortura, a jovem aproveitou o descuido do agressor e conseguiu enviar um pedido de socorro para uma amiga, que entrou em contato com a família dela e com as autoridades. Os policiais encontraram a vítima presa dentro de um banheiro, com diversos machucados na cabeça e no rosto. Antes de ser preso, o engenheiro alegou que ele e a vítima eram namorados. No celular e laptop dele, a polícia encontrou diversas fotos da moça. O caso aconteceu em Haiderabade, na Índia

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/engenheiro-indiano-sequestra-estupra-amiga-por-cinco-dias-para-faze-la-se-converter-ao-isla-18370340.html#ixzz3vZbR8RvP

Número de muçulmanos que se convertem ao cristianismo aumenta em Berlim

Troca de religiões acontece no rastro da crise aberta com a ameaça jihadista e da perseguição que muitos sofrem nos países de origem

BERLIM — Duas vezes por mês, a Igreja da Trindade, no bairro berlinense de Steglitz, é palco de um ritual que chama a atenção. Logo no início da liturgia de três horas e meia, a pia de batismo é cercada por adultos que recebem o sacramento do pastor Gottfried Martens. Quando batizados, os muçulmanos de Irã, Síria ou Afeganistão têm atrás de si uma odisseia de intolerância, opressão, violência ou guerra civil. Com a conversão ao cristianismo, eles dão um ponto final às suas biografias anteriores, nas quais a religião era mais um motivo de conflito do que do encontro da paz.

A Igreja da Trindade, evangélica luterana, não é a única da Alemanha que registra um movimento contra a corrente. Em todo o país, milhares de muçulmanos converteram-se ao cristianismo nos últimos anos. Segundo Gottfried Martens, de 52 anos, quanto maior é o debate sobre o fundamentalismo e o jihadismo na mídia, maior é também o interesse de jovens muçulmanos pelas religiões cristãs.

Mas o fundamentalismo religioso nos países de origem é também um fator importante na decisão da conversão. Somaye, uma iraniana convertida ao cristianismo, afirma que resolveu deixar de ser muçulmana no dia em que começou a ser perseguida pela polícia religiosa do seu país.

— Eu estava fora de casa quando fui informada por amigos que a minha casa tinha sido vasculhada pela polícia religiosa, que encontrou no meu quarto uma Bíblia, um delito grave para um muçulmano no Irã — revela a iraniana de 29 anos.

Uma conversão ao cristianismo só é possível no exílio. Países como o Irã, que têm uma polícia religiosa com poderes ainda maiores do que a Justiça comum, classificam a conversão como um crime tão grave que deve ser punido com a pena de morte.

Para evitar a perseguição no exílio, a igreja alemã mantém sigilo sobre os convertidos, embora o batismo, que é a coroação do processo de conversão, seja aberto ao público. A Igreja da Trindade batiza atualmente mais adultos muçulmanos do que crianças. Dois domingos do mês são dedicados ao batismo de muçulmanos adultos, enquanto os domingos restantes, alternados, têm como centro da liturgia o batismo de crianças.

Com orações rezadas em farsi (idioma do Irã) e em árabe, a missa dos convertidos da igreja de Steglitz termina com comemorações pelos novos cristãos e um bufê com especialidades dos países de origem dos batizados.

Como não consegue mais atender à demanda de todos os interessados, o pastor Martens, que batizou 350 muçulmanos no ano passado, pediu ajuda de paróquias vizinhas, que passaram a abrir mais espaço para receber os novos cristãos.

O primeiro passo é o curso intensivo de catecismo. Para impedir que a conversão seja uma decisão pouco pensada, os padres e pastores encarregados da catequese costumam ter longas conversas com os interessados sobre os motivos que os levaram à decisão. Com isso, eles querem evitar que a opção pelo cristianismo seja uma tática para obter mais direitos como imigrantes na Alemanha. Muçulmanos convertidos ao cristianismo têm mais facilidade em obter visto de residência.

Cada um tem uma história diferente para contar, mas há um elemento em comum: uma situação de conflito extremo. O iraniano Elia Hosseini, de 20 anos, sofreu na adolescência uma opressão dupla — da polícia religiosa e do próprio pai, um muçulmano fundamentalista que teria tentado assassinar o filho por não tolerar os contatos que este tinha com cristãos.

— Ser cristão significa para mim ter a sensação da mais profunda liberdade — diz o iraniano, que todo domingo frequenta a igreja de Steglitz.

Em Berlim, os novos cristãos preferem a igreja luterana, que tem liturgias mais festivas, com mais músicas sacras e um sermão mais longo. Mas também igrejas católicas do Ocidente do país, como em Colônia, registram um grande interesse de muçulmanos pela conversão.

Talvez influenciado pela própria experiência, Hosseini diz que o cristianismo é a religião da alegria, enquanto o Islã é uma religião triste.

— Aqui em Berlim, as pessoas sorriem quando cantam na liturgia; já nas mesquitas do Irã, eu só tinha vontade de chorar — lembra ele.

O jovem iraniano ressalta, porém, que o problema não é a religião em si:

— O problema é como a religião nos países islâmicos é instrumentalizada como parte do sistema de opressão. Uma religião que deixa as pessoas decidirem livremente se vão ou não à igreja, quais alimentos ou bebidas consomem, é um enriquecimento espiritual e não uma limitação da vida. Já o Islã é frequentemente o oposto.

Segundo o pastor Martens, as entidades islâmicas, como o Conselho Central dos Muçulmanos da Alemanha, reagem com tolerância. Mas muitos dos convertidos são alvo de agressões de outros muçulmanos. Sobretudo os convertidos que moram no bairro de Neukölln, no Sul de Berlim, onde vivem mais muçulmanos, fundamentalistas e imãs pregadores da inimizade entre as religiões, os homens e mulheres jovens mantém sigilo absoluto de que foram batizados como medida da própria segurança.

http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-muculmanos-que-se-convertem-ao-cristianismo-aumenta-em-berlim-15595908