Arquivo da tag: #conversão

Nigéria: muçulmanos decapitam pastor cristão depois que ele se recusa a negar a Cristo e se converter ao Islã

Se os papéis fossem invertidos aqui e os cristãos tivessem assassinado um imã muçulmano por se recusar a se converter ao Cristianismo, embora esse assassinato nunca aconteça e nunca aconteceria, haveria manchetes internacionais gritantes. Mas ninguém tomará conhecimento disso.

Pastor nigeriano que louvou a Deus em vídeo de resgate decapitado depois de se recusar a negar a Cristo”, por Samuel Smith, Christian Post , 21 de janeiro de 2020:

Um pastor que foi manchete no início deste mês por louvar a Deus em um vídeo de resgate foi executado por militantes do Boko Haram na Nigéria.

Ativistas internacionais de direitos humanos condenaram o assassinato do Rev. Lawan Andimi, presidente da Associação Cristã da Nigéria na área do governo local de Michika, no estado de Adamawa.

Andimi foi declarado desaparecido em 3 de janeiro, após uma invasão do grupo extremista islâmico em Michika. O vídeo postado on-line parece mostrar Andimi sendo forçado a entrar em um veículo por seus captores.

Dias depois, Andimi foi visto em um vídeo divulgado por seus captores, pedindo aos colegas líderes cristãos e funcionários do governo estadual para garantir sua libertação.

Apesar da situação, Andimi disse no vídeo que não estava desanimado porque “todas as condições que se encontram estão nas mãos de Deus”.

Pela graça de Deus, estarei junto com minha esposa, meus filhos e todos os meus colegas”, disse ele. “Se a oportunidade não for concedida, talvez seja a vontade de Deus.

Na segunda-feira, fontes locais divulgaram aos parceiros do ministério nos Estados Unidos que Andimi foi assassinado.

Uma fonte disse à organização não governamental norte-americana Save the Persecuted Christian que a família de Andimi foi notificada sobre a morte do pastor pelo escritório da CAN no estado de Adamawa na segunda-feira.

“Eles o mataram na floresta de Sambisa”, disse uma fonte à Save the Persecuted Christian, de acordo com o diretor executivo da organização sem fins lucrativos Dede Laugesen. “Eles o assassinaram porque ele se recusou a renunciar à sua fé. E porque eles não podiam arrecadar dinheiro para o seu resgate. ”

A fonte local, cujo nome não pôde ser revelado por razões de segurança, disse à Save the Persecuted Christian que os captores de Andimi exigiram 2 milhões de euros em troca de sua libertação. No entanto, a comunidade eclesiástica carente só conseguiu levantar 2 milhões de nairas (4.969,88 euros).

O jornalista investigativo nigeriano Ahmed Salkida informou em um tweet que Andimi foi decapitado na tarde de segunda-feira. Salkida escreveu que obteve um vídeo da execução e informou as autoridades.

O porta-voz da CAN, Bayo Oladeji, disse ao Centro Internacional de Relatórios Investigativos que a organização guarda-chuva interdenominacional planeja divulgar uma declaração oficial sobre a execução de Andimi.

“É patético e doloroso saber que um cavalheiro desses pode ser morto como um carneiro”, disse Oladeji.

Andimi não foi o único líder cristão que foi morto no estado de Adamawa nesta semana.

O pastor Denis Bagauri, da Igreja Luterana da Nigéria, um conhecido defensor político dos cristãos, teria sido morto por pistoleiros desconhecidos em sua casa em Nassarawo Jereng, na área do governo local de Mayobelwa no estado de Adamawa, na noite de domingo, segundo o The Daily Post….

A Nigéria é classificada como o 12º pior país do mundo quando se trata de perseguição cristã, de acordo com a lista de observação mundial do Open Doors USA em 2020.

Com imagem e informações de Jihad Watch

De Jesus a Alá: entenda o fenômeno dos evangélicos islamizados

Por Ulisses Araújo

                O recente – e presente – fenômeno de evangélicos se convertendo ao Islã tem chamado a atenção de alguns e é digno de nota.  Por que evangélicos estão se tornando muçulmanos?  A resposta vai para além da questão em si, pois esse êxodo religioso é apenas indício e consequência de um problema já sistêmico – e epistêmico – nos arraiais evangélicos.

                Há trinta, quarenta anos, os evangélicos representavam parcos 3% da população brasileira.  Quem eram, então, os evangélicos?  Eram membros das chamadas igrejas “históricas” ou “tradicionais”:  Presbiteriana, Batista, Assembleia de Deus, Metodista, Congregacional, para citar as mais proeminentes.  Cada nome desses indicava uma variação bem definida:  dois, três grupos sob o rótulo, grupos esses que se identificavam com princípios claros.  Ser batista, então, significava pertencer principalmente a um de dois grupos mais pronunciados, o mesmo valendo para as igrejas presbiterianas, e por aí vai.

                Os evangélicos eram os “crentes”, também chamados de “bíblias”, por conta da prática de andarem com uma Bíblia debaixo do braço a caminho da Igreja.  Eles eram poucos:  viver uma vida de renúncias – não pode isso, não pode aquilo – não era lá muito convidativo.

                O tempo passa e nos anos 70 e 80 começam a chegar ao país os movimentos não denominacionais.  São grupos fora do mainstream tradicional, com suas estruturas menos rígidas e práticas mais abrasileiradas – sem terno, sem saião, sem música sacra.  O tempo trouxe a compreensão de que a fé não está nas vestimentas e tradicionalismos.  Esse esclarecimento traz uma perda à rigidez, exatamente em virtude de uma ênfase maior na mensagem.  É um amadurecimento.  As igrejas à moda antiga continuam a existir, mas já não são as únicas.  Essa mudança na práxis evangélica não traz junto de si um prejuízo doutrinário:  ela é na verdade fruto de reflexão e amadurecimento.  É o início da expansão do evangelicalismo brasileiro.

                 A década de 70 protagoniza também o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, a primeira de um grupo de instituições bem assemelhadas:  um linguajar evangélico e um conteúdo um tanto heterodoxo.  O culto parece estar focado em Jesus, há uma pregação aparentemente bíblica, mas olhos atentos já notam a ausência da ortodoxia doutrinária presente nas outras igrejas, tanto as antigas quanto as mais recentes:  é a fase do “Neopentecostalismo”, termo guarda-chuva usado para designar um conjunto de instituições que mantém a ênfase na manifestação de dons espirituais – traço fundamental do Pentecostalismo -, mas sem a fundamentação doutrinária calcada na Bíblia, que cede lugar ao sentir, aos achismos de seus líderes (“revelações”) e à emoção.  Práticas estranhas são introduzidas no culto e na vida dos membros. Nesse movimento estão outros grupos mais ou menos aparentados; trata-se, em linhas gerais, do segundo alargamento – agora bastante pronunciado – do movimento evangélico, quando coexistem movimentos extremamente diversificados.  Acaba havendo uma identificação genérica entre grupos mais ou menos ortodoxos:  o termo “evangélico” já é polissêmico.

                A década de 90 assiste ao boom evangélico:  a fé de 3% dos brasileiros ultrapassa os 15.  Sociólogos e estudiosos da religião já anunciam um Brasil evangélico para as próximas décadas. 

                A “religião evangélica” já conta  com prestígio e popularidade jamais imaginados vinte, trinta anos antes.  A fé conquista o brasileiro; todo mundo tem uma tia, um amigo evangélico.  Crescem os simpatizantes; chegam celebridades.  Os anos 2000 veem os evangélicos alcançar o patamar da casa dos 20%.  Na cidade do Rio de Janeiro, são 40!  Em toda vizinhança há alguém escutando “louvor”.

                Um olhar mais atento revela algo, entretanto:  os evangélicos de tradição continuam a ser uma minoria dentro da população como um todo – e são também dentro da população evangélica.  As igrejas mais antigas até se beneficiam do boom, afinal a visibilidade das outras igrejas respinga também nelas.

                 A Assembleia de Deus cresce, a Igreja Batista também, mas é preciso notar que  há vários grupos – independentes e denominacionais – adotando esses nomes.  A Assembleia de Deus são várias!  Os evangélicos mais ortodoxos de quarenta anos atrás continuam sendo minoritários. 

                É bem certo que dentro de tantas igrejas mais novas existem pessoas que compreenderam as distorções.  Estes acabam por migrar para igrejas com uma prática condizente com a Bíblia.

                Fato é que o boom evangélico é protagonizado por grupos que já não correspondem à ortodoxia de décadas anteriores:  há muita emoção, muita comoção, muito barulho – e (quase) nenhuma doutrina.  Tal fenômeno é uma faca de dois gumes:  ele atrai, mas também é um fator de repulsa.  Vejamos.

                O evangélico brasileiro mediano é não raro alguém que aderiu a um movimento socialmente convidativo.  Diferentemente dos antigos, o evangélico na atualidade foi atraído a um espaço extremamente encantador:  a Igreja, lugar que em décadas passas só era visitado por não crentes após sucessivos e insistentes convites de amigos.  Ia-se à Igreja mais por educação.  Esse lugar enfadonho era pisado a fim de se honrar a promessa feita a algum amigo “crente”, que fizera um convite tão amigável e sincero para assistir à “programação de Natal”.  Agora, os tempos são outros:  Igreja é lugar de boa música, o “louvor”, festa, passeios, “palavra de Vitória”.  A partir de uma perspectiva teológica, isso não é um problema em si; o problema é quando esses elementos são os condicionadores de uma mera “adesão”, em lugar de uma “conversão”, esta desencadeada por um processo de reflexão e confronto com uma mensagem nada animadora:  reconhecer-se pecador e abrir mão de antigas práticas, dinâmica compreendida e apreendida de fato pelos conversos genuínos.

                Aí começa o problema:  a “adesão” não é característica da mensagem cristã, pois a união a uma Igreja deve ser, de acordo com as fontes dos documentos fundantes do Cristianismo, fruto de conversão e não de aculturação.  A História mostra que a simples adesão é corolário de um “Cristianismo cultural”.  A implicação prática desse status de religião de moda é que existe uma massa evangélica que nada ou pouquíssimo sabe a respeito das bases da fé que supostamente abraçou.  Pula-se, canta-se, sente-se, mas nada se sabe:  o analfabetismo bíblico é patente.  O evangélico é raso.  Ele faz colocações que jamais passariam pela mente de um semianalfabeto na década de 60, que já havia lido a Bíblia três vezes. 

                Tal quadro não é uma simples chave de leitura:  ele é a própria explicação de uma realidade que vai contra os prognósticos de estudiosos alguns anos atrás, quando se falava em um “Brasil evangélico”.  O boom evangélico é na verdade um inchaço:  as igrejas crescem em tamanho – e só.  Exceções existem. 

                Como fruto dessa realidade, os que simplesmente fizeram uma adesão social cedo ou tarde descobrem que há algo melhor para se fazer domingo:  ficar em casa vendo televisão ou ir ao bar.  Esses são os “ex-evangélicos”, um desdobramento óbvio e necessário do crescimento desordenado das igrejas.  O IBGE já os indica e este grupo é fundamental na compreensão do êxodo em direção ao Islão.

                Estudos em Sociologia e afins e o próprio IBGE têm agora de dar conta dos “evangélicos não praticantes”, algo impensável há décadas.  São pessoas que creem em Jesus e tomam a Bíblia como Palavra de Deus, mas não vão mais à Igreja, e o motivo é simples:  chegaram à conclusão de que o que veem dentro das realidades eclesiásticas está longe do que preconiza o Evangelho.  Como não encontraram uma instituição fiel às Escrituras, se cansaram de procurar e optaram por viver uma fé mais individual, fora daquilo que chamam de “sistema”.  São conhecidos como “desigrejados”.  Entre os decepcionados há alguns que, após um tempo de busca, acabam por se estabelecer em congregações mais tradicionais.  Isso é também uma consequência natural do boom.

                Dentro do “Evangelho cultural” estão também os filhos de evangélicos, os quais por muito tempo seguiram a fé dos pais, mas que quando puderem fizeram sua própria opção e deixaram de seguir os ensinamentos recebidos na infância.  Estes também se enquadram no “Evangelho cultural”, e sua renúncia é perfeitamente compreensível e lógica, pois sua pertença era meramente uma herança.

                Fato é que o crescimento das igrejas evangélicas é quantitativo, o que é incompatível com o cerne da mensagem cristã que, via de regra e historicamente, gera um crescimento qualitativo apenas, causado por conversões genuínas.  Todas as vezes que o Cristianismo se caracterizou por ser um movimento de adesão e não de conversão, o que é totalmente contraditório, os resultados foram nada bons.

                Está aí, então, a causa das conversões ao Islã:  elas são apenas mais um consequência do crescimento desordenado das igrejas evangélicas e de um Cristianismo cultural.  Enquanto adesão condicionada é algo simplesmente incompatível com a fé cristã, o Islã tem nela uma de suas forças, seja pela imposição explícita, seja pelo uso de estratégias mais sutis.  Evangélicos falsos acabam sendo, portanto, alvos certos da islamização:  enquanto membros de igrejas, eles nada sabiam do próprio Evangelho, e a religião de Maomé lança apelos encantadores e simplesmente se propõe a ensinar-lhes aquilo que para eles não estava claro.  Como o Islã é extremamente legalista e apela portanto para o senso de religiosidade, o novo converso sente seu ego afagado pelo fato de construir um merecimento escatológico:  nada melhor do que conquistar o paraíso por esforço próprio.

                O êxodo de evangélicos para o Islã não deve causar surpresa.

Para saber mais sobre a História das igrejas evangélicas no Brasil, é indispensável a leitura do livro História da Teologia no Brasil: uma análise da Teologia no Brasil e da possibilidade de existência de um sistema teológico caracteristicamente brasileiro, de Henrique Ribeiro de Araujo, Editora Teologia Contemporânea.

Ulisses Araújo – professor, bacharel em Teologia e ativista da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

 

 

 

 

 

Cristãos nigerianos são perseguidos em todo o país

A lei islâmica (sharia) é imposta na maioria dos estados do norte da Nigéria e os cristãos enfrentam perseguição e pressão constante para se converterem ao islã.

Enquanto ataques aos cristãos por parte dos militantes islâmicos Boko Haram e dos pastores Fulani no nordeste da Nigéria chamaram a atenção da mídia, as fortes pressões sociais que os cristãos enfrentam em outros lugares passam despercebidas.

Apesar dos equívocos de que eles são uma minoria no norte da Nigéria, os cristãos ainda formam a maioria na metade dos 12 estados do norte, agora todos sob a lei islâmica (sharia), enquanto há altas concentrações, de até 50% da população, em outros estados do norte.

Em uma comunidade remota no estado de Kebbi, governado pela sharia, os cristãos enfrentam discriminação e pressão constante para se converterem ao Islã.

A vila de Danbango na área de governo local de Yauri era tradicionalmente uma comunidade animista (crença de que tudo tem uma alma ou espírito, inclusive os animais, plantas, rochas, montanhas, rios e estrelas), mas muitos se converteram ao cristianismo depois da visita de missionários em 2012. Mais recentemente, com as visitas de líderes muçulmanos muitos se converteram ao Islã. Os cristãos dizem que também enfrentaram pressão para fazê-lo.

Um morador cristão disse que lhes prometeram vantagens, escolas e clínicas se se convertessem.

“Quando meu filho ficou muito doente, levei-o ao hospital, mas os médicos disseram que o tratariam somente se eu desistisse da minha fé cristã. Recusei e o levei para casa. Alguns dias depois morreu”, disse um cristão de Yauri

O líder de uma igreja local, Josué Wede, disse que sua igreja também experimentou problemas. “O chefe distrital de Yauri, acompanhado por um grupo de vigilantes muçulmanos, veio à nossa igreja e interrompeu o culto de adoração”, disse ele. “Eles nos bateram e alegaram que o terreno em que nossa igreja foi construída não foi liberado pelo governo. Mas pertence a um dos nossos membros da igreja, que nos deu para construir um lugar para os nossos cultos”. Segundo ele, a mesquita da vizinhança não foi incomodada, apesar deles não obterem aprovação para construir sobre o terreno.

“Em maio deste ano, fomos presos e levados para a prisão, onde fomos espancados novamente e recebemos tratamento duro. Não tivemos oportunidade de entrar em contato com um advogado, e alguns funcionários nos disseram que se nos declarássemos culpados, seríamos libertados. Não tínhamos a quem recorrer ou qualquer pessoa que poderiam nos ajudar, portanto, concordaram.

“Alguns representantes da Associação Cristã da Nigéria vieram ao tribunal para implorar que a audiência fosse adiada para que eles pudessem conversar conosco, mas era tarde demais. Já tínhamos nos declarado culpados. O julgamento final foi aprovado dias depois e fomos sentenciados a três anos de prisão com trabalhos forçados, ou multa de US $ 150 cada.

Outro líder da igreja, chamado Kabiru, acrescentou: “Fui preso muitas vezes por falsas acusações. Tudo é apenas um esforço para frustrar a propagação do Evangelho “.

Juntos pela África
Os cristãos de alguns países da África Subsaariana enfrentam uma das piores perseguições de sua história. No dia 11 de junho, data escolhida para o Domingo da Igreja Perseguida 2017, juntos faremos mais pelos nossos irmãos dessa região.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/12/cristaos-nigerianos-sao-perseguidos-em-todo-pais

Cristãos são condenados a 80 chicotadas por beber vinho em cerimonial religioso

Os três cristãos presos há semanas no Irã foram sentenciados a ser açoitados em público por beber vinho de comunhão.

Os cristãos foram submetidos e condenados por um tribunal da sharia, já que suas conversões do Islã ao cristianismo não são reconhecidas pelo regime iraniano. Embora seja legal para os cristãos beber álcool no Irã, e ilegal para os muçulmanos.

Os três  – Yaser Mosibzadeh, Saheb Fadayee e Mohammed Reza Omidi – receberão cada um 80 chicotadas e planejam apelar da sentença. É relatado que a maioria das pessoas só pode suportar oito chicotadas antes de desmaiar.

Os homens foram presos juntamente com seu pastor Youcef Nadarkhani e sua esposa Fatemeh Pasandideh, embora os dois últimos foram posteriormente libertados.

Todos os cinco também foram acusados de tomar “ação contra a segurança nacional” e estão condenados pelo Tribunal Revolucionário em Rasht.

O pastor Nadarkhani tornou-se um símbolo internacional da liberdade religiosa no Irã quando foi preso em 2009 por questionar o monopólio muçulmano sobre educação religiosa para crianças. Ele foi acusado de apostasia e condenado à morte em 2010. Essas acusações foram descartadas mais tarde e ele foi inesperadamente libertado em 2012 depois que o tribunal mudou as acusações contra ele para evangelizar os muçulmanos (que carrega uma pena de prisão de três anos).

Mais tarde, ele foi obrigado a retornar à prisão para concluir esse prazo e foi novamente lançado em 2013. Nesta última prisão, ele teve prazo de uma semana para chegar a 33 mil dólares em fiança assim como os três homens de sua congregação.

Em outro lugar, a Autoridade de Regulação de Mídia Eletrônica do Paquistão fechou em massa 11 canais de televisão cristãos e prendeu sete pessoas na operação.

Os cristãos dizem que, embora as licenças não sejam emitidas para os canais religiosos, todos os outros canais religiosos têm permissão para continuar a transmissão.

O padre Morris Jalal, fundador e diretor executivo da TV católica, disse: “Qual é o futuro da mídia da igreja no Paquistão? É um momento muito difícil para nós. Estávamos apenas tentando alcançar nossa própria comunidade, que geralmente são ignorados por outros canais de TV. “

http://www.clarionproject.org/news/80-lashes-drinking-communion-wine

Cristãos sírios pagam a jizya, se convertem ao islã ou morrem

Quando o Estado Islâmico tomou a cidade de Raqqa, cerca de 20 famílias decidiram ficar para não perder suas casas; agora eles não podem mais sair

11 Syria_2015_0380101739

De acordo com os últimos relatórios da Portas Abertas, um cristão idoso da cidade de Raqqa que já é considerada a capital do EI, foi obrigado a se converter ao islã porque já não podia pagar a jizya (imposto cobrado aos cidadãos não muçulmanos) em troca de proteção da própria vida. Quando o grupo extremista tomou a cidade, Mostafa Abu Alzer escolheu ficar para proteger sua casa. Na ocasião, em novembro de 2015, cerca de 20 famílias tomaram a mesma decisão e agora estão proibidos de sair de lá. Para aqueles que não podem mais pagar a jizya, só existem duas opções: se converter ao islamismo ou encarar a morte.

É possível que nem mesmo os sírios entendam o motivo da guerra, mas para quem vê de fora, fica claro que existe outra “guerra dentro da guerra”. O EI passou a dominar não somente pequenas terras e povoados, mas grandes áreas da Síria, proclamando a criação de um califado, desde 2014. Jihadistas anunciam a “guerra santa”, investindo suas forças para acabar com aqueles que eles consideram infieis. Milhares de cristãos e minorias étnicas já morreram entre ataques e explosões. O real intento deles é “dominar” o mundo, espalhando sua ideologia e tentando exterminar todos aqueles que não seguem a sharia.

O que acontece hoje na Síria é inédito para o mundo. O conflito existente entre o governo e o Estado Islâmico (EI), além do envolvimento de forças internacionais é algo tão complexo que fica difícil de entender por falta de comparações históricas. O jornal The Washington Post chegou a nomear o que ocorre no país de “miniguerra mundial”. O que começou com protestos anti-governo em 2011, cresceu tanto que deu origem a uma guerra civil total e há evidências de crimes paralelos acontecendo além da guerra, como assassinatos, torturas, desaparecimentos e até mesmo bloqueios que impedem o fluxo de alimentos e serviços de saúde para a população.

Pedidos de oração
● Ore pelos cristãos sírios que estão enfrentando esse momento de caos no país; que eles sejam corajosos para não negar o nome de Cristo.
● Interceda pela igreja na Síria, que existe através de alguns guerreiros que se disponibilizaram a ficar no meio da guerra, a fim de continuar pregando o evangelho, apesar dos riscos que correm.
● Ore também pelos perseguidores, pois enquanto há um cristão ali falando da Palavra do Senhor, há chance de que alguns corações sejam alcançados pelo amor de Jesus.

Leia também
Novos ataques na Síria afetam cristãos

Ex-líder do grupo extremista islâmico Boko Haram se converte ao cristianismo

Um grupo de missionários nigerianos, atuando com a ajuda do ministério Christian Aid Mission, tem feito um trabalho de pregar o Evangelho a militantes islâmicos do Boko Haram. Esse trabalho tem apresentado resultados, e muitos deles entregaram suas vidas para Jesus, entre eles um ex-líder do grupo extremista.

– Nós fomos capazes de restabelecer algumas pessoas, incluindo crianças e ex-insurgentes que deixaram o grupo rebelde e se arrependeram de seus crimes – afirmou o responsável pelo ministério, em um relatório recente do Christian Aid.

O relatório destaca que o testemunho de um ex-líder do Boko Haram, conhecido como Banga, que se converteu ao cristianismo depois de ouvir o Evangelho de João, aliado à experiência desses missionários é uma ótima ferramenta para trazer aos muçulmanos o conhecimento de quem Jesus realmente é.

– (Banga) liderou pessoalmente ataques a duas aldeias cristãs. Agora, ele chora quando ele se lembra de que pessoas inocentes foram mortas. Estou trabalhando pessoalmente com ele para ajudá-lo a superar o trauma. Ele está com um dos nossos amigos na missão, que cuida dele – explicou.

Porém, apesar das conquistas, essa equipe de missionários experientes vivencia também derrotas dolorosas. Suas vidas são constantemente ameaçadas e muitas vezes eles foram forçados a mudar a sede de seu ministério, sofrendo perseguição.

O relatório mostra que recentemente no nordeste da Nigéria, onde está a base do ministério, os insurgentes Boko Haram destruíram praticamente tudo estava ao seu alcance.

– Mulheres e homens estão sendo capturados e levados para a floresta, e parece que até agora o exército não foi capaz de resgatar ninguém. O número de homens, mulheres e crianças nos campos de refugiados dos três países vizinhos está a aumentar em centenas de milhares. Acreditamos que devemos fazer tudo o que pudermos para ajudar, mesmo com o risco da nossa própria segurança – detalhou.

Ex-líder do grupo extremista islâmico Boko Haram se converte ao cristianismo

Engenheiro indiano sequestra e estupra amiga por cinco dias para fazê-la se converter ao Islã

O engenheiro Syen Emad Hasan, de 30 anos, pediu uma amiga em casamento, mas ela rejeitou o pedido alegando que sua família não permitiria a união por questões religiosas. O indiano, no entanto, não se conformou com a resposta e passou a persegui-la. Os dois trabalhavam juntos numa empresa de tecnologia. Mesmo após a jovem (que não teve sua identidade revelada) ter deixado o trabalho, Hasan mandava mensagens pelas redes sociais para ela, sempre com ameaças.

Cansada da situação, a mulher o procurou para pedir que ele parasse de importuná-la. De acordo com o “Daily Mail”, Hasan aproveitou a ocasião para sequestrar a moça e, durante cinco dias, ele a estuprou diversas vezes. Segundo o inspetor Ravinder, que cuida do caso, o homem dizia que só ia parar com as agressões quando a jovem de 27 anos concordasse em casar com ele e se converter ao Islã. Ele ameaçava colocar fogo no corpo da vítima a todo momento.

Hasan pegou o telefone da mulher, as senhas das redes sociais dela e passou a usar tudo como se fosse ela. Após os dias de tortura, a jovem aproveitou o descuido do agressor e conseguiu enviar um pedido de socorro para uma amiga, que entrou em contato com a família dela e com as autoridades. Os policiais encontraram a vítima presa dentro de um banheiro, com diversos machucados na cabeça e no rosto. Antes de ser preso, o engenheiro alegou que ele e a vítima eram namorados. No celular e laptop dele, a polícia encontrou diversas fotos da moça. O caso aconteceu em Haiderabade, na Índia

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/engenheiro-indiano-sequestra-estupra-amiga-por-cinco-dias-para-faze-la-se-converter-ao-isla-18370340.html#ixzz3vZbR8RvP

Número de muçulmanos que se convertem ao cristianismo aumenta em Berlim

Troca de religiões acontece no rastro da crise aberta com a ameaça jihadista e da perseguição que muitos sofrem nos países de origem

BERLIM — Duas vezes por mês, a Igreja da Trindade, no bairro berlinense de Steglitz, é palco de um ritual que chama a atenção. Logo no início da liturgia de três horas e meia, a pia de batismo é cercada por adultos que recebem o sacramento do pastor Gottfried Martens. Quando batizados, os muçulmanos de Irã, Síria ou Afeganistão têm atrás de si uma odisseia de intolerância, opressão, violência ou guerra civil. Com a conversão ao cristianismo, eles dão um ponto final às suas biografias anteriores, nas quais a religião era mais um motivo de conflito do que do encontro da paz.

A Igreja da Trindade, evangélica luterana, não é a única da Alemanha que registra um movimento contra a corrente. Em todo o país, milhares de muçulmanos converteram-se ao cristianismo nos últimos anos. Segundo Gottfried Martens, de 52 anos, quanto maior é o debate sobre o fundamentalismo e o jihadismo na mídia, maior é também o interesse de jovens muçulmanos pelas religiões cristãs.

Mas o fundamentalismo religioso nos países de origem é também um fator importante na decisão da conversão. Somaye, uma iraniana convertida ao cristianismo, afirma que resolveu deixar de ser muçulmana no dia em que começou a ser perseguida pela polícia religiosa do seu país.

— Eu estava fora de casa quando fui informada por amigos que a minha casa tinha sido vasculhada pela polícia religiosa, que encontrou no meu quarto uma Bíblia, um delito grave para um muçulmano no Irã — revela a iraniana de 29 anos.

Uma conversão ao cristianismo só é possível no exílio. Países como o Irã, que têm uma polícia religiosa com poderes ainda maiores do que a Justiça comum, classificam a conversão como um crime tão grave que deve ser punido com a pena de morte.

Para evitar a perseguição no exílio, a igreja alemã mantém sigilo sobre os convertidos, embora o batismo, que é a coroação do processo de conversão, seja aberto ao público. A Igreja da Trindade batiza atualmente mais adultos muçulmanos do que crianças. Dois domingos do mês são dedicados ao batismo de muçulmanos adultos, enquanto os domingos restantes, alternados, têm como centro da liturgia o batismo de crianças.

Com orações rezadas em farsi (idioma do Irã) e em árabe, a missa dos convertidos da igreja de Steglitz termina com comemorações pelos novos cristãos e um bufê com especialidades dos países de origem dos batizados.

Como não consegue mais atender à demanda de todos os interessados, o pastor Martens, que batizou 350 muçulmanos no ano passado, pediu ajuda de paróquias vizinhas, que passaram a abrir mais espaço para receber os novos cristãos.

O primeiro passo é o curso intensivo de catecismo. Para impedir que a conversão seja uma decisão pouco pensada, os padres e pastores encarregados da catequese costumam ter longas conversas com os interessados sobre os motivos que os levaram à decisão. Com isso, eles querem evitar que a opção pelo cristianismo seja uma tática para obter mais direitos como imigrantes na Alemanha. Muçulmanos convertidos ao cristianismo têm mais facilidade em obter visto de residência.

Cada um tem uma história diferente para contar, mas há um elemento em comum: uma situação de conflito extremo. O iraniano Elia Hosseini, de 20 anos, sofreu na adolescência uma opressão dupla — da polícia religiosa e do próprio pai, um muçulmano fundamentalista que teria tentado assassinar o filho por não tolerar os contatos que este tinha com cristãos.

— Ser cristão significa para mim ter a sensação da mais profunda liberdade — diz o iraniano, que todo domingo frequenta a igreja de Steglitz.

Em Berlim, os novos cristãos preferem a igreja luterana, que tem liturgias mais festivas, com mais músicas sacras e um sermão mais longo. Mas também igrejas católicas do Ocidente do país, como em Colônia, registram um grande interesse de muçulmanos pela conversão.

Talvez influenciado pela própria experiência, Hosseini diz que o cristianismo é a religião da alegria, enquanto o Islã é uma religião triste.

— Aqui em Berlim, as pessoas sorriem quando cantam na liturgia; já nas mesquitas do Irã, eu só tinha vontade de chorar — lembra ele.

O jovem iraniano ressalta, porém, que o problema não é a religião em si:

— O problema é como a religião nos países islâmicos é instrumentalizada como parte do sistema de opressão. Uma religião que deixa as pessoas decidirem livremente se vão ou não à igreja, quais alimentos ou bebidas consomem, é um enriquecimento espiritual e não uma limitação da vida. Já o Islã é frequentemente o oposto.

Segundo o pastor Martens, as entidades islâmicas, como o Conselho Central dos Muçulmanos da Alemanha, reagem com tolerância. Mas muitos dos convertidos são alvo de agressões de outros muçulmanos. Sobretudo os convertidos que moram no bairro de Neukölln, no Sul de Berlim, onde vivem mais muçulmanos, fundamentalistas e imãs pregadores da inimizade entre as religiões, os homens e mulheres jovens mantém sigilo absoluto de que foram batizados como medida da própria segurança.

http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-muculmanos-que-se-convertem-ao-cristianismo-aumenta-em-berlim-15595908