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Ataque a ônibus de cristãos coptas no Egito deixa 26 mortos

Um ataque de homens armados a um ônibus com cristãos coptas no Egito, nesta sexta-feira, deixou pelo menos 26 mortos e 25 feridos, informou o Ministério do Interior. O grupo viajava em dois ônibus e uma caminhonete em direção ao mosteiro de São Samuel, na província de Minya, 220 km ao sul do Cairo.

Sete dos feridos estão em estado grave, segundo uma fonte de segurança, e o número de vítimas fatais pode aumentar. Eles foram levados a três hospitais nos povoados de Magaga, Al Adua e Bani Mazar.

A região onde o tiroteio aconteceu abriga das maiores concentrações da minoria cristã no país, que representa 10 por cento da população de 92 milhões, além de ter cerca de 1 milhão de fiéis no resto do mundo. Os cristãos coptas foram alvo de uma série de ataques letais em meses recentes por todo o Egito e os moradores de Mynia se preocupam com o aumento da violência por parte de grupos extremistas, que queimam igrejas e locais sagrados e atacam os seguidores da religião.

As perseguições contra o grupo cresceram em 2013, quando os militares tomaram o poder do país e derrubaram o presidente Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana. Determinados grupos da maioria muçulmana, como os terroristas do Estado Islâmico (EI), culpam os coptas de apoiar o golpe militar e intensificaram ataques contra eles. Aproximadamente 70 pessoas foram mortas em ataques com bombas em igrejas coptas nas cidades de Cairo, Alexandria e Tanta desde dezembro.

Todos os atentados recentes contra cristãos no Egito foram reivindicados pelo EI, mas ainda não houve declaração de responsabilidade pelo ataque desta sexta-feira.

(Com Reuters e EFE)

http://veja.abril.com.br/mundo/ataque-a-onibus-de-cristaos-coptas-no-egito-deixa-26-mortos/

Ataque em principal catedral copta do Egito mata 25 pessoas

Uma explosão na principal catedral cristã copta do Egito matou 25 pessoas e feriu outras 35 neste domingo (11), no Cairo, de acordo com informações do canal de televisão estatal do país, Mena. Este é o segundo ataque terrorista na capital em dois dias.
A agência Mena informou que um suspeito conseguiu colocar uma bomba dentro de uma capela perto da catedral St. Mark’s, da igreja cristã ortodoxa e onde fica localizado o escritório de seu líder espiritual, o Papa Tawadros II.
Na sexta-feira, seis policiais foram mortos em um ataque em Cairo assumido por um grupo suspeito pelas autoridades de terem ligações com a Irmandade Muçulmana, antigo partido político egípcio que foi cassado. No ataque de hoje, ainda nenhum grupo assumiu a autoria.

Muçulmana americana demoniza cristãos coptas perseguidos no Egito

Num tempo em que os cristãos coptas sofrem abusos “a cada dois ou três dias” no Egito, uma muçulmana nos EUA fez um vídeo pedindo mais hostilidade dos muçulmanos contra a minoria cristã, neste caso, sob o disfarce de um boicote econômico.

Em um vídeo, Ayat Oraby, simpatizante da Irmandade Muçulmana, que tem cerca de 1,5 milhão de seguidores no Facebook, recentemente chamou a igreja copta de “bando de gangsters,” a “mafia total”, e ainda disse que “os coptas por trás das cortinas já estariam “armazenando armas em igrejas” e “se esforçando para criar um pequeno Estado copta”, a fim de continuar travando “uma guerra contra o Islã”.

Enquanto isso, no mundo real, que consiste em 196 nações, o Egito é o 22º pior país para cristãos viverem”. É Severo o nível de perseguição que os cristãos experimentam e durante décadas as igrejas cristãs têm enfrentado imensas restrições; mulheres coptas e as crianças são regularmente sequestradas e forçadas a se converter; aldeias e igrejas cristãs inteiras são incendiados no rumor de que um local cristão “blasfemou” contra Muhammad em mídia social.

Mas, Oraby não tem se incomodado com os fatos; de acordo com a raiva muçulmana, os muçulmanos precisam ser mais hostis para com os cristãos – cujo número é de apenas de  4,5 milhões –  porque eles estão “armazenando armas em suas igrejas” em preparação daquele dia quando eles proclamarão uma “jihad” contra o Egito de 80 milhões de muçulmanos e declararão um “pequeno Estado copta.”

Oraby odeia coptas, simplesmente porque eles são cristãos- ao contrário de toda a sua conversa sem sentido de um copta hostil assumindo o controle-  ficando muito claro no final do seu discurso, quando disse: “Eles [coptas] devem aprender muito bem que o Crescente (islã) deve estar acima da Cruz [cristianismo]. “Em outras palavras, a raiva não é porque os coptas representam um perigo para os muçulmanos do Egito, mas porque eles se atrevem a quer direitos, quando eles devem saber o seu lugar, isto é, sob comando dos muçulmanos, assim como a Cruz está bem abaixo do Crescente no Egito.

Oraby é de uma etnia antiga de muçulmanos egípcios. Seus ancestrais como os antepassados de praticamente todos os modernos egípcios muçulmanos eram coptas cristãos que, após a invasão do Islã no século VII, não puderam lidar com a perseguição e discriminação, e, eventualmente, se converteram ao Islã. Muçulmanos como Oraby se irritam ao ver os descendentes remanescentes de cristãos originários do Egito ainda desafiadoramente se estabelecendo e até mesmo tendo a ousadia de querer igualdade quando, na verdade só tem de se render ao Islã.

Maiores informações: http://raymondibrahim.com/2016/09/29/american-muslim-woman-demonizes-egypts-persecuted-copts/

 

 

Egito: A lei do forte contra o fraco

Enquanto a sharia pune mulheres muçulmanas que se convertem ao cristianismo, por outro lado, apoia as cristãs que abandonam suas famílias e se convertem ao islamismo

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A maioria dos cristãos egípcios é conhecida como copta. A palavra “copta” foi usada originalmente no árabe clássico para se referir aos egípcios de uma forma geral, ao longo dos séculos, porém, ocorreu uma mudança semântica, e a palavra passou a se referir mais especificamente aos egípcios convertidos ao cristianismo, principalmente depois que a maior parte da população passou a seguir o islã. Não são raros os romances ocorridos entre os cristãos coptas e as muçulmanas divorciadas, que infelizmente terminam em tragédia. “Estas mulheres se convertem ao cristianismo e tentam um novo casamento após serem abandonadas pelos seus maridos, mas a sharia torna o ato legalmente impossível. Normalmente, elas são assassinadas”, comenta um dos analistas de perseguição.

Parece haver um padrão de punição coletiva, favorecendo o forte contra o fraco. Este é um cenário que assola muito a cultura islâmica. No ano de 2013, a ex-muçulmana Marwa Mohamed, de 26 anos e Karim Eid, de 27, começaram um romance na cidade de Tamia, que fica a 87 km de Cairo. Ela deixou seus dois filhos, porque a lei jamais permitiria que ela os levasse e decidiu ir morar com Eid, em Cairo. A conversão dela não estava descrita nos documentos oficiais e durante cerca de três anos o casal viveu em paz. Marwa chegou a engravidar do novo marido, mas perdeu o bebê. Certo dia, Eid a levou para rever a família, em Tamia, onde foi reconhecida pela filha, mesmo estando com a aparência totalmente diferente, sem lenço na cabeça e com roupas ocidentais.

A notícia se espalhou rapidamente, e os primos de Marwa invadiram a casa de seus pais, onde ela foi agredida e morta. Os assassinos estão foragidos e nenhuma acusação foi feita. “Os tribunais egípcios enxergam esse tipo de situação como uma questão de honra, especialmente quando há cristãos envolvidos. Quando o romance acontece de forma contrária, ou seja, se a mulher era cristã e decide se converter ao islamismo, então o caso é tratado com toda a atenção pelo Estado. A conversão é feita juridicamente e o processo é acelerado, mesmo em casos de meninas menores de idade”, explica o analista. De acordo com relatórios da Portas Abertas, até mesmo o jornalismo muçulmano lamenta essa tendência. No caso de Eid, sua família decidiu deixar a cidade para evitar outros problemas. O Egito está na 22ª ocupação da atual Classificação da Perseguição Religiosa. Embora haja uma grande pressão sobre os cristãos, o número de novos convertidos cresce mais a cada dia. Ore por essa nação.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/04/a-lei-do-fraco-contra-o-fraco

Professor chicoteia selvagemente menino cristão copta por 40 vezes

Um professor egípcio de língua árabe chicoteou um menino cristão copta de 10 anos de idade, com 40 chicotadas usando um fio elétrico na semana passada em uma escola no Cairo.

Os médicos que examinaram mais tarde as feridas no menino “não podia acreditar que um professor pôde fazer isso”, disse o pai da criança.

O incidente ocorreu em 21 de outubro, durante a última aula do estudante copta do dia, que era língua árabe. Em seguida, o professor disse aos alunos para permanecerem em silêncio até que eles houvessem copiado todas as frases em árabe que estavam escritas no quadro-negro. Quando Babawi, o menino copta, fez uma pergunta a um o estudante na frente dele e moveu a cabeça para que ele pudesse ver o quadro, o professor trancou a porta e chicoteou o menino cristão 40 vezes com um grande fio elétrico por todo o corpo.

De acordo com o pai, que falou com MCN, o menino recebeu um “espancamento fatal.” Ele desmaiou e foi imerso em seu próprio sangue. Depois de ser examinado pelos médicos, verificou-se que ele sofreu danos em seus ossos e rins.

Ninguém de fora parecia ouvir os gritos contínuos do menino e dos outros alunos que estavam com muito medo de intervir, disse o pai, que trabalha como guarda de segurança.

Como o Alcorão é a base para estudos de língua árabe no Egito, é provável que as frases em árabe no quadro tenham sido derivadas do livro sagrado do Islã. Neste contexto, talvez o professor ficou especialmente irado porque, de todos os alunos, foi o “humilde” copta que estava sendo “blasfemo” por falar.

Curiosamente, algumas semanas antes, Ibrahim Eissa, uma personalidade de televisão egípcia, fez algumas observações pertinentes a este caso.

Depois de ter recordado que é bom ensinar o Alcorão a cristãos coptas em escolas públicas, uma vez que é essencial para o domínio da língua árabe, Eissa disse: “Mas aqui chegamos à verdadeira questão: Por que também não está sendo ensinado o sermão de Cristo no Monte, como registrado no Evangelho, que é uma das maiores e mais brilhantes declarações, cheias de sabedoria e justiça? ”

Em seguida, ele ressaltou que, se aos coptas deve ser ensinado o Alcorão, devem também os muçulmanos aprender com o Novo Testamento: “E se você não concordar, então você é injusto, iníquo e antipatriótico”.

http://www.raymondibrahim.com/from-the-arab-world/teacher-savagely-whips-coptic-christian-boy-40-times/

http://www.raymondibrahim.com/from-the-arab-world/teacher-savagely-whips-coptic-christian-boy-40-times/Conhecimento do sermão de Cristo no Monte pode ter ido um longo caminho para dominar a raiva violenta do professor de língua árabe.

O pai do menino copta abusado, desde então, apresentou um relatório com a polícia, falado com as autoridades escolares, mas, segundo ele, “Até agora, não há medidas legais foram tomadas contra o professor.

Egito: bombas explodem perto de duas Igrejas no domingo de Páscoa

Em 12 de abril, Domingo de Páscoa, segundo o calendário ortodoxo, as igrejas de minorias de cristãos coptas do Egito (ortodoxos e protestantes), estiveram, como de costume, sob ataque. De acordo com a mídia egípcia, três explosões ocorreram nos arredores de Zagazig, no domingo, para coincidir com as celebrações da Páscoa. Duas igrejas foram visadas.

Explosão de carro perto de igreja evangélica

A primeira foi colocada em um carro estacionado e a explosão ocorreu perto de St. George Church (outros chamam de Igreja de São José). Logo depois, outra bomba explodiu perto da Igreja Evangélica na mesma área.

Ao contrário dos muitos ataques às igrejas coptas e pessoas, que ocorreram durante toda a semana de Páscoa como , propostas a ser renovadas, e tidas como ataques a “blasfemos”, esses últimos ataques parecem ter sido realizados por organizações formais islâmicas terroristas no Egito (coloquialmente conhecidas como “ISIS no Egito”) e horda de muçulmanos não apenas com raiva.

Apesar de não terem ocorrido lesões, os ataques poderiam ter resultado facilmente num grande número de vítimas, com base em ações precedentes. Por exemplo, no dia 1 de janeiro de 2011, quando cristãos do Egito comemoravam o Ano Novo, carros-bomba explodiram perto da Igreja Dois Santos em Alexandria, resultando em 23 mortos e dezenas de adoradores gravemente ferido.

http://www.raymondibrahim.com/from-the-arab-world/egypt-bombs-explode-near-two-churches-on-easter-sunday/

Mais de 45 mil egípcios fugiram da Líbia após decapitações pelo EI

21 cristãos coptas foram decapitados em fevereiro na Líbia.
Governo egípcio pediu que seus cidadãos deixem a Líbia.

Mais de 45 mil egípcios fugiram da Líbia desde o anúncio, em 15 de fevereiro, da decapitação de 21 cristãos coptas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI), informaram nesta sexta-feira (20) funcionários e veículos oficiais egípcios, de acordo com a agência France Presse.

O número de egípcios que vivem na Líbia não é conhecido, pois muitos entraram ilegalmente, mas seriam dezenas e até mesmo centenas de milhares, segundo os cálculos. Eles trabalham especialmente com construção e artesanato.

Uns 11.500 egípcios deixaram a Líbia através da vizinha Tunísia, entre o anúncio de decapitações pelo EI e esta sexta-feira, disse o porta-voz do ministério da Aviação Civil, Mohamed Rahma.No mesmo período, cerca de 34 mil egípcios fugiram do país pela fronteira oriental, segundo veículos oficiais.O Egito solicitou que seus cidadãos deixem a Líbia depois da execução dos coptas, que em sua grande maioria eram egípcios.

O exército bombardeou posições jihadistas na Líbia e pediu uma intervenção militar internacional. O EI, que controla algumas regiões no Iraque e na Síria, aproveitou-se da anarquia reinante na Líbia desde a queda do regime de Muamar Kadhafi, para estender seu domínio a este país, onde continua cometendo atos violentos e sangrentos ataques suicidas.

Os Estados Unidos estão cada vez mais preocupados com a crescente presença e influência do grupo extremista na Líbia, de acordo com autoridades norte-americanas e um relatório do Departamento de Estado, informa a Reuters.

As autoridades disseram que líderes “sêniores” do Estado Islâmico haviam viajado ao país, que está assolado por uma guerra civil, para ajudar a recrutar e organizar militantes, particularmente nas cidades de Derna e Sirte.

Desde o fim de janeiro, militantes do Estado Islâmico têm conduzido ataques na Líbia, incluindo a explosão de um carro bomba e subsequente cerco ao hotel de luxo Corinthia, em Trípoli, e um ataque contra o campo de petróleo de Mabruk, ao sul de Sirte, de acordo com um relatório distribuído nesta semana pelo Gabinete de Segurança Diplomática do Departamento de Estado norte-americano.

O documento do Departamento de Estado disse que o número de combatentes do Estado Islâmico operando na Líbia está entre mil e 3 mil.

Divulgação: 20.03.2015

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/mais-de-45-mil-egipcios-fugiram-da-libia-apos-decapitacoes-pelo-ei.html