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“Estado Islâmico” usa crianças como armas de guerra em Mossul, diz ONU

Unicef denuncia que jihadistas matam filhos de famílias que tentam fugir da parte sitiada da cidade iraquiana. Mais de mil menores foram mortos desde que grupo extremista tomou um terço do território do país, em 2014.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou nesta quinta-feira (22/06) que combatentes do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) usam crianças como alvos para evitar a fuga de seus familiares de Mossul, enquanto prosseguem os avanços das forças iraquianas para a retomada da cidade.

“Eles estão usando crianças como armas de guerra, para evitar que as pessoas fujam”, afirmou o representante do Unicef no Iraque, Peter Hawkins. “Isso apenas ressalta o quanto essa guerra é indiscriminada e catastrófica.”

O Unicef documentou diversos casos em que os jihadistas mataram os filhos das famílias que tentavam fugir da região sitiada na segunda maior cidade do Iraque, ainda sob controle da milícia. Segundo a agência, 1.075 crianças foram mortas, e 1.130 ficaram feridas desde a tomada de quase um terço do território iraquiano pelo EI, em 2014.

As crianças muitas vezes são forçadas a tomar parte nos combates. O Unicef registrou ao menos 231 casos de menores de idade recrutados pelo EI ou por outros grupos armados.

Apenas nos últimos seis meses, a violência no Iraque deixou 152 crianças mortas e 255 feridas. Além disso, mais de um milhão de crianças tiveram seus estudos interrompidos ou por estarem em áreas controladas pelos jihadistas ou pelo deslocamento forçado.

“O futuro da segurança e do potencial econômico do país é determinado pelo que acontece com as crianças nos dias de hoje”, observou Hawkins.

Estima-se que a luta pela retomada de Mossul já tenha resultado em milhares de mortos e feridos. Segundo o governo do Iraque, mais de 850 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas durante a operação de retomada da cidade, iniciada em outubro. No oeste de Mossul, quarteirões inteiros foram destruídos em razão dos combates, bombardeios aéreos e artilharia.

http://www.dw.com/pt-br/estado-isl%C3%A2mico-usa-crian%C3%A7as-como-armas-de-guerra-em-mossul-diz-onu/a-39368173

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Porta-voz da Igreja da Inglaterra: “As crianças devem ser forçadas a aprender sobre o Islã”

“Porta-voz da Igreja da Inglaterra(Anglicana):” As crianças devem ser forçadas a aprender sobre o Islã “, de Donna Rachel Edmunds, Breitbart , 28 de abril de 2017:

A Igreja da Inglaterra emitiu pedido para que os pais perdessem o direito de retirar seus filhos das aulas de educação religiosa – porque alguns aparentemente estão usando esse direito para impedir seus filhos de assistir as lições sobre o Islã.

Atualmente, os pais podem decidir sobre a opção de seus filhos participarem de aulas de educação religiosa (RE), e podem fazê-lo sem dar uma razão.

No entanto, Derek Holloway, diretor de ER da Igreja de Inglaterra, pediu que esse direito seja  cancelado e que seus filhos sejam ensinados sobre outras religiões do mundo, independentemente dos pontos de vista dos pais.

“Parece que [alguns pais] não querem que seus filhos sejam expostos a outras crenças e visões do mundo, em particular o Islã. Estamos preocupados que isso está negando a esses alunos a oportunidade de desenvolver as habilidades que eles precisam para viver bem juntos como adultos “, disse ele ao Times.

Ele acrescentou: “Evidentemente, também houve alguns casos em diferentes partes do país de pais com crenças religiosas fundamentalistas também tendo um curso semelhante. Isso não se limita a nenhuma religião ou área específica do país “.

Em um post do blog na página da Igreja da Inglaterra no Facebook, ele insistiu que as crianças deveriam ser ensinadas sobre todas as religiões para prepará-las para a vida como cidadãos globais.

“As religiões são globais em seu alcance e são globais em sua organização. O Reino Unido é parte de uma comunidade global e por isso é o momento agora de considerar o conteúdo do currículo ER equilibrado em termos globais e não em termos dos dados do censo paroquial Inglês”, escreveu.

A igreja de Inglaterra controla aproximadamente 4.700 escolas, de que aproximadamente 200 são escolas secundárias ou médias. A Igreja é, portanto, responsável por educar cerca de um milhão de crianças por ano.

No entanto, apesar de as diretrizes do governo estipularem que a educação religiosa deve refletir que “as tradições religiosas da Grã-Bretanha são principalmente cristãs”, continuam dizendo que devem “levar em conta os ensinamentos e as práticas das outras religiões principais”.

Em seu blog, Holloway apoiou este princípio, escrevendo: “As escolas da Igreja não são” escolas de fé para os fiéis, são escolas da igreja que servem a comunidade “. Portanto, não procuramos oferecer um currículo de Educação Religiosa (ER) adequado apenas para aqueles de origem cristã, mas uma Educação Religiosa que é um componente essencial de uma educação que permite que todos os alunos que servimos de todas as fés sem privilegiar uma em detrimento das outras a fim de que todos sejam preparados para a vida na Grã-Bretanha moderna.

Ele acrescentou: “O direito de retirada da ER agora dá conforto àqueles que estão violando a lei e buscando incitar o ódio religioso”.

No entanto, o blog do Sr. Holloways levantou preocupações dos pais sobre a interferência do Estado. Martin Earnest comentou: “Esta é uma proposta terrível e atravessa a linha muito longe da igreja interferindo no Estado e privacidade de consciência.

“Eu estarei retirando meu filho do ER para evitar o doutrinamento religioso através do Estado.”

Outro leitor, Eric Norton, acusou a igreja de hipocrisia, discordando da afirmação do Sr. Holloways de que as escolas da igreja não são escolas de fé … “

https://www.jihadwatch.org/2017/04/church-of-england-spokesman-children-should-be-forced-to-learn-about-islam

Presidente sírio visita orfanato cristão de Damasco em dia de Natal

DAMASCO — O presidente sírio, Bashar al-Assad, visitou no domingo um orfanato cristão nos arredores de Damasco, capital do país. Imagens divulgadas pela Presidência mostravam o presidente ao lado da sua esposa, Asma, com freiras e órfãos no subúrbio de Sednaya durante o dia de Natal. O chefe do governo sírio lidera as tropas militares que combatem em diversas frentes na guerra civil, que já dura mais de cinco anos e deixou centenas de milhares de mortos.

No domingo, algumas cidades tiveram suas primeiras celebrações natalinas em anos depois de terem sido retomadas pelas tropas sírias do controle de insurgentes e do Estado Islâmico (EI). Uma delas foi Aleppo, considerada o epicentro dos confrontos, que hoje já está sob pleno controle das forças aliadas ao governo.

Na semana passada, a retomada dos bairros rebeldes de Aleppo e as operações de retirada de dezenas de milhares de pessoas marcaram a maior vitória de Assad desde o início da guerra síria em 2011.

Na Síria, os cristãos são uma das maiores minorias religiosas e já representaram cerca de 10% dos 23 milhões de habitantes que o país tinha antes da guerra. Embora tenham tentado ficar à margem do conflito sírio, o tom cada vez mais islamista da oposição fez com que muitos se inclinassem a ficar do lado do governo de Assad.

Leia mais: http://oglobo.globo.com/oglobo-20694603#ixzz4TzLXchMm

Fome deve matar mais iemenitas do que a guerra

Mais de metade da população está agora em estado de insegurança alimentar com 7 milhões sofrendo fome permanente.

Genebra: catástrofe humanitária no Iêmen deve piorar à medida que a guerra tem arruinado a economia e está impedindo o abastecimento de alimentos conduzindo o país à beira da fome, disse o representante oficial da ONU no país, à Reuters.

“Ao longo de todo este país crianças estão morrendo”, disse Jamie McGoldrick. Coordenador Humanitário da ONU no Iêmen.

Quase dois anos de guerra entre uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita e o Irã, apoiando o movimento Al Houthi, deixou mais da metade dos 28 milhões de iemenitas em estado de “insegurança alimentar”, com 7 milhões deles suportando a fome, de acordo com as Nações Unidas.

Al houthis têm sido amplamente responsabilizado por protelar os esforços para alcançar uma solução política e prolongar a crise.

No último revés, os maiores comerciantes do Iêmen deixaram de realizar novas importações de trigo devido a uma crise no banco central, segundo documentos vistos pela Reuters.

Já, oito em cada 10 crianças são raquíticas por desnutrição e a cada 10 minutos uma criança morre devido a doenças evitáveis, conforme relata a agência da ONU . Para sobreviver várias famílias muitas vezes dependem de um salário-benefício e o casamento infantil está aumentando, com as meninas casando aos 15 anos de idade, em média, e muitas vezes mais jovens.

A ONU estima que 18,8 milhões de pessoas precisam de alguma forma de ajuda humanitária, mas se esforça para entregar suprimentos, em parte por causa da guerra e em parte devido à falta de financiamento. A interrupção dos embarques de trigo vai agravar o problema.

“Sabemos que no início do próximo ano, vamos enfrentar problemas significativos”, disse McGoldrick, que descreveu a economia como “periclitante”.

Quase metade das 22 províncias do Iêmen já estão oficialmente classificadas como estando em uma situação de emergência alimentar, disse ele. Isso é quatro em uma escala de cinco pontos, onde cinco é a fome.

“Eu sei que existem alguns desenvolvimentos preocupantes e temos visto que a deterioração na economia e os serviços de saúde e a capacidade de fornecer alimento somente nos daria uma estimativa de que as coisas vão ficar muito pior”, disse McGoldrick.

A ONU tem vindo a realizar uma nova avaliação de alimentos em preparação para um novo apelo humanitário em 2017, quando irá pedir doadores para ajuda a socorrer 8 milhões de pessoas. Mas a fome pode ainda não ser declarada oficialmente.

Fome “significa mais de duas pessoas que morrem por dia para cada 10.000 na população, ou cerca de 5.500 mortes por dia em todo um país do tamanho do Iêmen, de acordo com um cálculo da Reuters . A corrente de “emergência” em grande parte do Iêmen ainda significa 1-2 mortes por 10.000.

http://gulfnews.com/news/gulf/yemen/yemen-edging-nearer-famine-as-war-takes-toll-1.1947351

Crianças cristãs continuam sendo atacadas

Sete crianças foram agredidas dentro de uma sala de aula; entre elas havia o filho de um líder cristão.

Na última terça-feira, uma escola de educação infantil, em Savu, na Indonésia, foi invadida por um grupo de pessoas desconhecidas que atacaram violentamente sete crianças com idades entre 8 e 11 anos. Os alunos já estavam em sala de aula naquela manhã quando os agressores chegaram. No mês de novembro, quatro crianças também foram feridas durante um bombardeio a uma igreja, em Samarinda, e uma delas infelizmente morreu.

De acordo com informações de fontes locais, entre as vítimas havia o filho de um líder cristão e o filho de um jornalista. “A polícia chegou rapidamente e conseguiu prender um deles; os outros conseguiram fugir. Tudo aconteceu muito rápido, ainda nem sabemos quantos homens havia, mas os policiais estão investigando”, disse a fonte.

No momento, as sete crianças estão sendo tratadas em um hospital da região. Duas delas estão gravemente feridas. A equipe da Portas Abertas já providenciou um grupo de colaboradores para visitar as vítimas e suas famílias, para ajudar no que for preciso. Ainda não se sabe oficialmente o real motivo do ataque, mas tudo indica que se trata de mais um caso de perseguição religiosa. Ore por essa nação.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/12/criancas-cristas-continuam-sendo-atacadas

ONU: Forças sírias mataram 82 civis em suas casas em Aleppo

Mais de cem crianças desacompanhadas estão presas em prédio sob ataque, diz Unicef

ALEPPO — As forças governamentais sírias estão entrando em casas de civis no Leste de Aleppo e matando moradores, informou a ONU nesta terça-feira, citando relatos de fontes locais. O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas disse ter provas confiáveis de que 82 civis foram mortos a tiros em quatro áreas da cidade. No momento em que os combates chegam ao fim, ONU e Cruz Vermelha apelam para que os civis sejam protegidos.

Além disso, o Unicef alertou que cerca de cem crianças desacompanhadas estão presas em um prédio sob pesado ataque.

— De acordo com relatos alarmantes de um médico na cidade, muitas crianças, possivelmente mais de cem, desacompanhadas ou separadas de suas famílias, estão presas em um prédio no leste de Aleppo — informou o diretor regional do Unicef Geert Cappelaere.

Enquanto isso, o porta-voz Rupert Colville relatou o avanço das tropas e os relatos de execuções. Segundo Colville, entre os mortos estão 11 mulheres e 13 crianças. Para ele, parece ter havido um “colapso completo da Humanidade em Aleppo”

— Ontem à noite (segunda-feira), recebemos novos relatos profundamente perturbadores de numerosos corpos estendidos nas ruas — afirmou Colville, do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas. — Os moradores não foram capazes de recuperá-los, devido ao bombardeio intenso e a seu medo de ser baleado.

Depois de quatro anos ocupando a área Leste da cidade, os rebeldes estão à beira da derrota. De acordo com uma fonte militar síria, o Exército e aliados tomaram controle total de distritos abandonados pelos insurgentes durante a retirada de Aleppo.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) advertiu que os civis não tinham nenhum lugar seguro para ir. Por sua vez, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou-se “alarmado pelos relatos de atrocidades contra um grande número de civis”.

CONFRONTOS DEIXAM RASTRO DE DESTRUIÇÃO EM ALEPPO

  • Sírios deixam suas casas em bairro controlado por rebeldes durante operação do regime para retomar áreas insurgentes em AleppoFoto: STRINGER / AFP

  • Combatente pró-governo carrega nos braços uma mulher que foi ferida enquanto tentava fugir com a sua família dos combates em AleppoFoto: GEORGE OURFALIAN / AFP

  • Prédios ficaram destruídos no distrito de Sheikh Saeed, em Aleppo, após retomada pelas forças do regime do presidente sírio, Bashar al-AssadFoto: GEORGE OURFALIAN / AFP

  • Sírios fogem com seus pertences dos combates em Aleppo; batalha entre insurgentes e governo está em fase final após avanços em série do governo pelo territórioFoto: STRINGER / AFP

  • Soldados sírios fazem patrulha em bairro que era controlado por insurgentes; ofensiva do governo provocou fuga em massa de civisFoto: GEORGE OURFALIAN / AFP

  • Combatentes do Exército Livre da Síria disparam arma contra aviões militares no bairro de Mashhad, em AleppoFoto: STRINGER / AFP

  • Fumaça surge em área controlada por insurgentes durante intensos combates em Aleppo, epicentro da guerra civil síriaFoto: ABDALRHMAN ISMAIL / REUTERS

  • Soldados pró-governo se sentam perto de destroços de prédios após retomada do distrito de Sheikh SaeedFoto: STRINGER / AFP

A recaptura de toda a área rebelde de Aleppo constitui a maior vitória em campo de batalha até o momento para o presidente sírio, Bashar al-Assad, e sua coalizão militar de tropas sírias, Força Aérea russa, Irã e milícias xiitas.

A derrota deixa os rebeldes sem presença significativa em quaisquer das principais cidades da Síria. Eles ainda mantêm parte de áreas no campo de Aleppo e a província de Idlib.

Após dias de intensos bombardeios em áreas tomadas por rebeldes, o número de ataques aéreos e bombardeios caiu consideravelmente na noite de segunda-feira, disse um repórter da Reuters na cidade.

No entanto, uso de foguetes continuou em áreas tomadas por rebeldes, relatou o Observatório Sírio para Direitos Humanos. Rebeldes e forças do governo ainda lutam em pontos ao redor do enclave reduzido, relatou o grupo monitoramento com sede em Londres.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/onu-forcas-sirias-mataram-82-civis-em-suas-casas-em-aleppo-20637167#ixzz4SljQXVZt

‘Sobrevivemos ao Boko Haram, mas não à fome’: o drama das crianças mortas por inanição na Nigéria

No mês passado, Kawu Ashe teve de tomar uma decisão de vida ou morte e abandonar o povoado onde vivia na Nigéria após receber uma mensagem aterrorizante do grupo extremista Boko Haram: “Voltaremos novamente para buscar seu filho”.

Há dois anos, os militantes já haviam matado seu marido. Agora, diziam que o filho do casal, de dois anos e meio, lhes pertencia.

Ashe agiu rapidamente para proteger o pequeno Abdullahi, ainda que o castigo para quem tenta escapar do grupo seja a execução.

Amparados pela noite, ela e os dois filhos, além da irmã, caminharam por matagais por nove horas até chegar a um local seguro.

Mas, ainda que tenha conseguido resguardar Abdullahi dos extremistas, ela o deixou exposto a outra ameaça: a inanição que aflige mais de 120 mil pessoas no nordeste nigeriano, uma região devastada pela insurgência do Boko Haram.

Kawu Ashe e seu filho Abdullahi no norte da Nigéria
Image captionAbdullahi corre o risco de morrer de fome, diz sua mãe

A ONU descreveu a desnutrição aguda e generalizada nesta área do país africano como a “pior crise do continente” e convocou a comunidade internacional a contribuir com mais de US$ 1 bilhão (R$ 3,4 bilhões) para salvar seus 7 milhões de habitantes.

Em julho, o organismo internacional calculou que há 250 mil crianças com menos de 5 anos nesta situação no Estado de Borno. Uma em cada cinco corre risco de morrer por isso.

Criança desnutrida na NigériaImage copyrightAFP
Image caption‘Se conseguíamos comida, os insurgentes tomavam da gente’, dizem os refugiados de um campo de Maiduguri

Abdullahi está esquelético. Pesa 7 kg, a metade do normal para uma criança da sua idade. “Não havia comida nem água potável em nosso vilarejo”, diz Ashe à BBC em uma clínica de nutrição da Unicef, agência da ONU para a infância, na capital de Borno, Maiduguri.

“Se conseguíamos algo para comer, os militantes tomavam da gente. As coisas estão um pouco melhores aqui, mas ainda preciso lutar para alimentar meus filhos.”

No mês passado, a organização Médico Sem Fronteiras denunciou que milhares de crianças já morreram de inanição em decorrência da crise.

Menino com sua mãe em uma clínica de MaiduguriImage copyrightAFP
Image captionSegundo a ONG Médicos sem Fronteiras, milhares de crianças já morreram de inanição na Nigéria nesta crise recente

‘Começa com as crianças’

Fundado em 2002, o Boko Haram se concentrou inicialmente em combater a educação de estilo ocidental.

Passou a realizar operações militares em 2009 e, mais recentemente, uniu-se ao grupo extremista autodenominado Estado Islâmico e instaurou um califado em uma região que se estende por parte do nordeste da Nigéria.

Nos sete anos que está na região, o grupo arrasou com tudo. Muitos habitantes tornaram-se suas vítimas, e milhões fugiram para escapar do mesmo destino tanto no norte da Nigéria quanto nos países vizinhos Chade, Camarões e Niger.

O exército nigeriano vem recuperando grande parte do território ocupado pelos extremistas nos últimos 22 meses. À medida que avança e obriga militantes a deixarem o território antes controlados por eles, a real dimensão da tragédia vai sendo revelada.

Os ataques frequentes do Boko Haram impediram que, pelo terceiro ano consecutivo, agricultores cultivassem suas terras. E os comboios de ajuda alimentar são com frequência alvo de emboscadas ao percorrer rotas inseguras.

Também há acusações de roubos de grande escala da ajuda humanitária que chega até a região, que estão sendo investigados pelo Senado nigeriano.

Os militares ainda fecharam os mercados por questão de segurança, e muitas pessoas não têm onde ir para comprar o básico.

Mulheres e crianças reunidos em torno de um poço de água no campo de refugiados de Maiduguri, na NigériaImage copyrightREUTERS
Image captionA ONU diz que não há recursos suficientes para a ajuda humanitária necessária

A ONU diz que milhões dependem de ajuda humanitária atualmente, mas que não há recursos suficientes para atender a todos.

“Sem mais assistência internacional, muito mais gente ainda vai morrer. E o problema começa com as crianças, porque seus pais não têm meios de cuidar delas”, afirma John Ging, diretor de operações do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários.

“Estamos em 2016 e deveríamos ser capazes de responder melhor a uma situação assim, porque vivemos em um mundo rico. Precisamos de uma pequena fração desta riqueza para ações humanitárias. No momento, não estamos recebendo nem isso.”

Criança e sua mãe em uma clínica de nutrição na NigériaImage copyrightAFP
Image captionA ONU diz que crianças são as primeiras a sofrer porque seus pais simplesmente não têm meios de cuidar delas

‘Inchados’ pela fome

Maiduguri transformou-se no principal centro de esforços humanitários. Sua população aumentou em centenas de milhares, com civis chegando em fuga da violência e se instalando em campos de refugiados precários.

Os casos mais graves de inanição são levados para as instalações da Médicos Sem Fronteiras na cidade. Na unidade de tratamento intensivo, há uma dezena de crianças sobre as camas.

Elas precisam receber oxigênio e algumas têm sondas na cabeça, único lugar do corpo onde enfermeiras conseguiram achar uma veia.

Enfermeira em uma clínica de nutriçãoImage copyrightAFP
Image captionEm Gwangwe, no nordeste do país, o conflito já custou a vida de 20 mil pessoas desde 2009

Uma delas é Ali, um menino albino de 2 anos. Sua mãe, Zara Mustafa, conta que o marido não conseguiu trabalho depois de a família fugir de casa – e que assim não têm dinheiro para comprar comida. “Às vezes, não comemos por três dias”, revela.

Em outra cama, esta Mohammedu, de apenas 1 mês. Seu corpo está inchado por conta da desnutrição. Sua mãe, Aisha Umar, tem outros seis filhos. “É muito difícil conseguir comida aqui. Mandei meus filhos mendigarem”, diz.

Zara Mustafa e seu filho de 2 anos, Ali
Image captionA família de Ali não tem dinheiro para alimentá-lo

Ali, embora corram grave perigo, ao menos elas recebem algum tipo de assistência.

Nas áreas sob o controle do Boko Haram, a ajuda nem sequer consegue chegar. Supõe-se que as condições ali sejam ainda piores que em Maiduguri.

E, segundo observadores internacionais, com a temporada da seca prestes a começar, há ainda mais fome – e mortes – no horizonte do país.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38220284

Bombardeio em igreja atinge quatro crianças

“Elas estavam brincando do lado de fora da igreja e faltavam poucos minutos para terminar as atividades dominicais, quando coquetéis molotov foram jogados no estacionamento”.

Um bombardeio a uma igreja na Indonésia, em Samarinda, feriu gravemente quatro crianças. O ataque aconteceu no último domingo. Uma delas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, na manhã da segunda-feira. “As crianças estavam brincando do lado de fora da igreja e faltavam poucos minutos para terminar as atividades dominicais, quando coquetéis molotov foram jogados no estacionamento”, disse uma fonte local.

Policiais indonésios relataram que o autor do crime estava em uma moto e que usava uma camiseta com a inscrição “jihad”. Ele foi detido e o motivo do incidente ainda não foi esclarecido por ele. Sabe-se que o homem já esteve envolvido em dois outros ataques, um deles no complexo do Centro de Investigação de Ciência e Tecnologia e o outro numa igreja que fica na província de Banten, ambos em 2012.

Esse recente ataque contra cristãos na Indonésia ilustra o nível de perseguição no país que ocupa a 43ª posição na atual Classificação da Perseguição Religiosa. A pressão islâmica sobre o cristianismo tem afetado até mesmo o meio político, onde a população muçulmana é condicionada a pensar que os candidatos cristãos são contra o islã e que votar neles é uma traição à Maomé. Enquanto isso, a luta continua para manter as igrejas abertas com suas atividades religiosas.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/bombardeio-em-igreja-atinge-quatro-criancas

Adultos e crianças foram mortos por bomba quando tentavam fugir do Estado Islâmico

Shoebat – Os terroristas do ISIS levaram doze pessoas, algumas das quais eram crianças pequenas, e matam todas elas. Como lemos em um relatório:

Uma explosão de bomba na sexta-feira matou 12 civis, entre eles mulheres e crianças, que haviam fugido da área de Hawijah, no norte do Iraque, segundo autoridades.

As mortes destacam o perigo extremo enfrentado por civis que tentam fugir de áreas mantidas pelo ISIS, e podem ser alvo de ataques de extremistas quando procuram escapar e depois ainda têm ter que se arriscar a passar em locais com bombas implantadas pelos militantes.

Hawijah é uma cidade na província de Kirkuk, no Iraque, que foi apreendida pelo ISIS junto com partes de outro território no verão de 2014.

O coronel da polícia Fatah Hassan disse que os iraquianos deslocados deixaram a área de Hawijah a pé, mas foram apanhados pela polícia que os estava transportando para o oeste quando a bomba rasgou o veículo.

Hassan, um tenente-coronel da polícia e o parlamentar iraquiano Mohammed Tamim confirmaram que 12 iraquianos deslocados foram mortos. Ele acrescentou que um dos policiais tentou ajudá-los e também foi morto, enquanto outros policiais  e civis deslocados foram feridos.

http://shoebat.com/2016/11/04/muslims-take-small-children-and-several-adults-and-butcher-all-of-them/

Acusações de abuso sexual de crianças contra famoso recitador do Alcorão chocam iranianos

Denúncias de abuso sexual infantil envolvendo um dos recitadores do Alcorão mais famosos do Irã estão gerando uma onda de comoção e revolta no país.

As acusações vieram à tona na semana passada, quando supostas vítimas e suas famílias tomaram a atitude sem precedentes de tornar o caso público.

Elas disseram à BBC que decidiram falar com a imprensa internacional após tentativas frustradas de justiça por meio dos canais oficiais.

Saeed Tousi, de 46 anos, que circula entre a elite religiosa e política do país, é acusado de molestar dez meninos, incluindo ex-alunos, todos de famílias religiosas. Ele nega veementemente as acusações.

Uma das supostas vítimas descreveu para o serviço da BBC para o Irã um dos ataques, que teria ocorrido em uma casa de banho pública quando ele tinha 12 anos.

“Fiquei tão chocado que não consegui entender o que estava acontecendo”, contou. “Eu estava com tanto medo de dizer qualquer coisa por causa da vergonha que cairia sobre mim. Mas então eu descobri que havia tantos outros casos entre os alunos e quebrei o silêncio.”

Tousi recita o AlcorãoImage copyrightIQNA
Image captionSaeed Tousi é um dos recitadores do Alcorão mais famosos do país e tem diversos alunos

Os acusadores afirmam que apresentaram uma denúncia oficial contra Tousi há seis anos, o que levou o recitador aos tribunais, mas o processo foi arquivado.

Segundo Gholam Hossein Mohseni-Ejei, porta-voz do Poder Judiciário, não havia “evidências suficientes” para investigar as acusações de abuso.

Os iranianos não estão acostumados a discutir questões tão sensíveis em público, mas a divulgação das acusações gerou uma enorme repercussão, despertando um caloroso debate nas redes sociais.

“Outra página vergonhosa na história da República Islâmica”, escreveu um usuário, chamado Meysam. “As pessoas estão sendo abusadas sob a bandeira da religião… e ninguém vai ser responsabilizado”.

“Se as vítimas fossem meninas, (as autoridades) as teriam acusado de estarem vestidas de maneira inadequada e provocativa e argumentariam que o abuso era compreensível”, escreveu outro, chamado Somayeh.

Aiatolá Sadeq Amoli-LarijaniImage copyrightAFP
Image captionChefe do Poder Judiciário, o aiatolá Sadeq Amoli-Larijani fez ameaça velada contra cooperação com “mídia hostil”

“Mas neste caso as vítimas são homens, e o (suposto) agressor era um membro do Conselho Supremo.”

Política

O debate sobre caso se tornou altamente politizado. A relação de Tousi com o poder e, em particular com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi levantada tanto por seus aliados quanto opositores.

“Tousi ganhou vários prêmios que foram entregues pelo líder supremo”, disse à BBC o advogado Mohammad Mostafaei, ativista iraniano de direitos humanos. “(Ele) tirou proveito dessa relação para evitar a acusação.”

O recitador, por sua vez, sugeriu que as acusações contra ele fazem parte de uma campanha para desestabilizar o líder supremo e seus aliados.

Chefe do Poder Judiciário, o aiatolá Sadeq Amoli-Larijani lançou uma ameaça velada aos acusadores de Tousi – os rotulou de “pessoas ingratas” e disse que qualquer um que cooperasse com o que ele chamou de “mídia estrangeira hostil” seria processado.

Já o deputado Ali Motahari saiu em defesa das supostas vítimas.

“Não é natural que as investigações deste caso demorassem tanto”, disse ele à imprensa local. “O processo prolongado forçou as vítimas a recorrerem à mídia estrangeira e agora eles estão sendo acusados de ser contra o sistema.”

Preocupações

Muitas pessoas que conversaram com o serviço da BBC dedicado ao Irã sobre o caso, tanto em entrevistas como nas redes sociais, demonstraram preocupação em relação à exposição dos acusadores diante da opinião pública.

Os valores conservadores e o tabu em relação às vítimas de abuso sexual no Irã – principalmente do sexo masculino – fazem com que elas corram o risco de serem constrangidas e atacadas.

“Devemos estar cientes que as supostas vítimas podem não sair ilesas após todas essas conversas nas redes sociais”, disse o advogado iraniano Abdolsamad Khoramshahi. “Eles não querem continuar a viver nesta sociedade?”

Não está claro se outras medidas serão tomadas pelas autoridades em resposta às manifestações, mas independentemente do desfecho, o caso abriu um importante debate entre os iranianos.

Alguns questionaram – pela primeira vez – o comportamento daqueles que seriam exemplos de conduta moral e espiritual no país.

“Ser religioso não é garantia de moralidade na sociedade”, disse Nader, um espectador local da BBC. “Em certos casos, ser religioso oferece proteção contra o comportamento imoral e ilegal.”

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37853353