Arquivo da tag: #crise humanitária

Autoridade Palestina está impedindo Gaza de receber ajuda do Qatar

Fontes palestinas disseram que Ramallah advertiu que boicotaria o combustível israelense e disse a trabalhadores de uma companhia de combustíveis de Gaza que não apareçam para trabalhar, já que Abbas busca reforçar seu domínio no enclave.

Pela enésima vez nos últimos meses, Israel recebeu evidências de que a ruptura das relações entre Jerusalém e Ramallah e entre Ramallah e Gaza poderia comprometer significativamente a segurança na fronteira de Gaza.

Fontes palestinas disseram na quinta-feira que as ameaças da Autoridade Palesina a uma companhia de gás israelense e funcionários da ONU atrasaram a  transferência  planejada  de combustível de emergência financiado pelo Qatar  para Gaza.

A última versão mostra como as tentativas da administração dos EUA e de Israel para lidar diretamente com Gaza, na realidade com o Hamas, o grupo terrorista que administra a Faixa, são repetidamente prejudicadas pela Autoridade Palestina e seu presidente, Mahmoud Abbas. .

Haaretz  noticiou quinta-feira que, nos últimos dias foram feitos acordos em uma reunião de doadores em Gaza no sentido de que o Qatar iria pagar o combustível para a única usina de energia em Gaza, isso mediado pelo acordo da ONU que busca acabar com a grave crise de energia que afeta o enclave palestino .

Segundo um relatório palestino , o Qatar vai investir US $ 60 milhões, o que deve ser suficiente por seis meses para que os moradores de Gaza possam aproveitar oito horas de eletricidade todos os dias, em vez das quatro atuais.

Sim, isso ainda significa poder para apenas um terço de cada dia, mas em termos de Gaza isso seria uma melhoria real. Tal passo poderia ajudar a acalmar as tensões na fronteira e reduzir o perigo de uma guerra iminente.

A iniciativa foi promovida por três homens enviados do Qatar para Israel e Gaza, Mohammed Al-Emadi, o enviado da ONU para o Oriente Médio, Nikolai Mladenov, e o chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel, Meir Ben Shabbat.

Supunha-se que o combustível diesel entraria em Gaza na manhã de quinta-feira, atravessando Kerem Shalom.

No entanto, fontes palestinas disseram  em Gaza, que a Autoridade Palestina em contato com a companhia de gás israelense  que fornece combustível diesel tanto à Cisjordânia quanto na Faixa de Gaza,  ameaçou boicotar e parar todas as compras se for transferido o combustível para Gaza . A Autoridade Palestina avisou que iria começar a comprar todo o seu combustível e gás de outro país, como a Jordânia.

As fontes também disseram que autoridades da Autoridade Palestina pediram aos funcionários da ONU em Gaza que transfiram fisicamente o combustível e ameaçam pagar um “preço alto” se aparecerem para trabalhar.

Por outras palavras, Autoridade Palestiniana bloqueou uma melhoria na situação humanitária na Faixa de Gaza , principalmente para deixar claro ao mundo que deve participar em qualquer passo relacionado com o território.

Abbas tem alertado repetidamente que não pode haver duas entidades separadas que regem terras palestinos , dizendo que, se a Autoridade Palestina não recebe controle total da Faixa de Gaza, o Hamas terá de assumir toda a responsabilidade para o território.

As fontes também disseram que autoridades da Autoridade Palestina pediram aos funcionários da ONU em Gaza que transfiram fisicamente o combustível e ameaçam pagar um “preço alto” se aparecerem para trabalhar.

Por outras palavras, Autoridade Palestiniana bloqueou uma melhoria na situação humanitária na Faixa de Gaza , principalmente para deixar claro ao mundo que deve participar em qualquer passo relacionado com o território.

Abbas tem alertado repetidamente que não pode haver duas entidades separadas que regem terras palestinos , dizendo que, se a Autoridade Palestina não recebe controle total da Faixa de Gaza, o Hamas terá de assumir toda a responsabilidade para o território.

Imagem AFP e informações Israel Noticias

A crise humanitária esquecida que criou 400 mil refugiados em 2016

O país de que saíram mais refugiados em 2016, em meio a uma violenta guerra civil, é também o país jovem do mundo. Trata-se do Sudão do Sul.

Sua independência do Sudão, em 2011, depois de um outro grande conflito, que durou mais de 20 anos, deu esperanças de dias mais felizes para a nação africana, uma das mais pobres do mundo.

Porém, o quinto aniversário do novo Estado teve poucos motivos para celebrações.

“Nossas visitas ao Sudão do Sul sugerem que está sendo levado a cabo no país um processo de limpeza étnica em várias regiões por meio do uso da fome, dos estupros coletivos e de incêndios”, disse recentemente a presidente da Comissão de Direitos Humanos da ONU para o país, Yasmin Sooka.

O governo do Sudão do Sul, presidido por Salva Kiir, nega as acusações.

Ruanda outra vez?

Sooka também alertou para o que pode se tornar uma repetição do genocídio que, em 1994, deixou mais de 800 mil pessoas massacradas em apenas três meses em outro país africano, Ruanda.

Mas apesar dessa magnitude, a situação no Sudão do Sul raramente teve repercussão na mídia em 2016.

Pessoas fugindo do conflito do Sudão do Sul
Image captionDiariamente, 2.500 sudaneses buscam abrigo em países vizinhos

Desde o início da guerra da civil, em dezembro de 2013, mais de 1,17 milhão de pessoas buscaram refúgio em países vizinhos, especialmente em Uganda, Etiópia, Sudão e Quênia.

O número total de pessoas deslocadas alcança 1,8 milhão.

“Desde julho de 2016, estamos falando de mais de 400 mil pessoas que fugiram do país”, disse à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC), Eujin Byun, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR).

No mesmo período, o número de refugiados sírios foi de 200 mil, segundo o órgão – ainda que o total seja de 4,8 milhões.

Em 2016, o Sudão do Sul se uniu à Síria, Afeganistão e Somália no grupo de países com mais de um milhão de refugiados.

Razões da crise

Mas como uma nação rica em recursos chegou a uma situação tão crítica?

Salva Kiir (direira) e Riek Machar (esquerda)Image copyrightAP
Image captionSalva Kiir (à direita), acusou o vice-presidente, Machar, de organizar um golpe (izq) de orgnaizar un golpe.

A guerra civil teve início quando Salva Kiir destituiu seu vice, Riek Machar, a quem acusou de tramar um golpe de Estado. Os dois políticos pertenciam ao mesmo partido – o Exército de Libertação do Povo Sudanês.

“Algumas horas mais tarde, os militares se dividiram e começamos a escutar tiros em Juba (a capital)”, contou à BBC Mundo o brasileiro Raimundo Rocha dos Santos, um padre brasileiro que trabalha como missionário no Sudão do Sul.

“A origem do conflito é muito política. Uma profunda divisão no partido do governo”.

Mas à rivalidade política se somaram tensões entre as duas etnias majoritárias do país: os dinka, grupo ao qual pertence Salva Kiir e que representa cerca de 15% dos da população do país (que é de 12,3 milhões de pessoas), e os nuer, a que pertence Machar e corresponde a cerca de 10% da população.

Em 2015, as duas facções fizeram um acordo de paz que previa a volta de Machar ao governo como vice de Kiir. No entanto, apenas três meses depois, Machar foi novamente expulso do governo e o conflito foi novamente deflagrado em julho de 2016.

Soldado no Sudão do SulImage copyrightAFP
Image captionGuerra civil começou em 2013, apenas dois anos depois da independência

Petróleo

As causas da guerra não são exclusivamente políticas e étnicas.

“O Sudão do Sul é um país complicado e há muitos fatores que influem no conflito, inclusive econômicos”, destaca Eujin Byun.

“Há uma inflação de 800%. Há um ano, um dólar valia três libras sudanesas. Hoje, estamos falando de 120 para cada dólar. A criminalidade também aumentou. Outro motivo de briga é o petróleo. As duas partes querem controlar os campos petrolíferos”, completa.

Com território de dimensões semelhantes às da França, o Sudão do Sul é o país do mundo mais dependente do petróleo, segundo o Banco Mundial. O produto responde por praticamente todas suas exportações e por 60% do PIB. Porém, a maior parte do país vive em uma economia de subsistência e a situação piorou nos últimos anos – o PIB, por exemplo caiu de US$ 17 bilhões em 2011 para apenas US$ 9 bilhões em 2015.

Civis viram alvos

O impacto da guerra é brutal tanto do ponto de vista econômico como humanitário. Estima-se que mais de 50 mil pessoas tenham morrido nos três anos de guerra, segundo Rocha.

“Isso gerou uma crise humanitária enorme”, conta o brasileiro.

Campo de refugiados de Bidi Bidi
Image captionRefugiados sudaneses no campo de Bidi Bidi, em Uganda

Dos quase dois milhões de deslocados internamente, mais de 200 mil estão em Centros de Proteção a Civis, gerenciados pela ONU.

“Em termos de segurança. estão relativamente bem, pois estão protegidos pelas forças de paz da ONU, mas há também pessoas escondidas na floresta, sem segurança, comida ou necessidades básicas. É algo desesperador”, relata o missionário.

“Povoados ou cidades são atacados em conflitos e os civis viram alvos”.

Byun se queixa da falta de recursos e de atenção.

“Muita gente da comunidade internacional não sabe o que está se passando no Sudão do Sul”.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38477791

‘Conflito esquecido’: Uma brasileira entre refugiados e ataques de meninas suicidas no Chade

Quando a carioca Karina Teixeira contou que iria para uma missão humanitária no Chade, muitos de seus amigos e parentes lhe perguntaram se ela estava louca.

Com o conflito, o Chade vive uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Além da pressão causada pela entrada de nigerianos e moradores de outros países vizinhos obrigados a fugir de casa por conta da violência do Boko Haram, há a ameaça constante de ataques suicidas cometidos por meninas sequestradas pelo grupo.

Somente na região do lago Chade (que banha Niger, Camarões, Nigéria e Chade), há mais de 2,7 milhões de deslocados e refugiados.

Continuar lendo ‘Conflito esquecido’: Uma brasileira entre refugiados e ataques de meninas suicidas no Chade

Europa está à beira de crise humanitária, diz Acnur

 

Genebra – O rápido acúmulo de imigrantes nas fronteiras do norte da Grécia cria o risco de um desastre humanitário, disse o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) nesta terça-feira.A agência pediu planejamento e acomodações melhores para as pelo menos 24 mil pessoas retidas em solo grego, incluindo 8,5 mil Idomeni,  onde centenas de imigrantes atacaram a fronteira na segunda-feira e a polícia da Macedônia disparou gás lacrimogêneo para dispersá-las. “A Europa está à beira de uma crise humanitária em grande parte autoinduzida”, disse o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, em entrevista à imprensa.

“As condições de superlotação estão causando falta de alimento, abrigos, água e saneamento. Como todos nós vimos ontem (segunda-feira), as tensões vêm se acumulando, alimentando a violência e favorecendo os traficantes de pessoas”, afirmou.

Os imigrantes ficaram retidos na Grécia depois que a Áustria e outros países ao longo da rota migratória dos Bálcãs impuseram restrições em suas divisas, limitando o número de pessoas com permissão de passar.

O Acnur também exortou todos os países-membros da União Europeia a aprimorarem os mecanismos de registro e processamento de postulantes a asilo constantes de seus procedimentos nacionais, assim como por meio do esquema de redistribuição europeu.

“A Grécia não consegue lidar com esta situação sozinha”, disse Edwards.

Apesar do compromisso de realocar 66 mil e 400 refugiados da Grécia, até agora os Estados só prometeram 1.539 vagas, e só 325 pessoas foram de fato transferidas, acrescentou.

Cerca de 131 mil e 724 refugiados cruzaram o Mar Mediterrâneo em janeiro e fevereiro, mais do que na primeira metade de 2015, disse o Acnur. Outros 410 morreram no mar.

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/europa-esta-a-beira-de-crise-humanitaria-diz-acnur

Líbia dividida e tomada pelo EI vive crise humanitária

As milícias Fajr Libya, que se chamaram já Aurora Líbia, fizeram uma manifestação de força com uma parada militar no coração de Tripoli, antes das negociações com a ONU, há uns meses.

À frente de uma administração não reconhecida pela comunidade internacional, Fajr Libya á uma coligação heterogénea de grupos islamistas.

Há um ano tomaram o controlo da capital, nomeadamente do aeroporto, destruído depois de violentos combates e ainda encerrado.

Desde então, dois governos e dois parlamentos rivais confrontam-se politica e militarmente sobre o controlo da Líbia. O Parlamento oficialmente reconhecido pela comunidade internacional está instalado em Tobruk, a 1000 km da capital. Conseguiu eleger um presidente, há um ano, mas a situação agravou-se e está cada vez mais indecifrável.

Um terceiro ator passou a intervir com violência extrema: o autoproclamado Estado Islâmico.

O número de pessoas deslocadas no país quase duplicou, desde setembro, de 230 mil para mais de 434 mil.

O leste do país e em Benghazi, segunda cidade líbia, as tropas leais ao governo oficial combatem o EI sem grande sucesso. A ONU também alerta para a escalada da violência na cidade e o pesado impacto sentido pelos civis.

O país transformou-se em placa giratória do tráfico de seres humanos. As embarcações que enchem de migrantes em despero estão mal equipadas e são inadequadas….muitas naufragam com centenas de pessoas a bordo.
Segundo a ONU, 110.000 migrantes passaram pela Líbia no anos passado. Mas não há certezas quanto às centenas de milhares que aguardam em condições sub-humanas uma passagem para a liberdade.

http://pt.euronews.com/2015/08/12/libia-dividida-e-tomada-pelo-ei-vive-crise-humanitaria/

Iêmen está se desintegrando com a guerra e cercos causam fome, dizem grupos de ajuda humanitária

Cruz Vermelha pede acesso para a entrega de alimentos e remédios.

GENEBRA — O Iêmen está se desintegrando sob os efeitos de uma profunda crise humanitária após meses de guerra civil, afirmou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) nesta terça-feira. A situação se torna ainda mais grave com os cercos impostos por combatentes que, segundo um investigador da ONU, estão levando à inanição.

Após encerrar uma visita de três dias ao país, o presidente do CICV, Peter Maurer, pediu que seja concedido o livre acesso de entregas vitais de alimentos, água e medicamentos. Ele clamou às partes em conflito que trabalhem em direção a uma solução negociada.

“A situação humanitária não é nada menos que catastrófica. Cada uma das famílias do Iêmen foi afetada por esse conflito”, disse Maurer em um comunicado.

Ao menos 4.345 pessoas foram mortas e 22.110 ficaram feridas no conflito desde 19 de março, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira, com base em dados coletados em instalações de atendimento médico iemenitas.

O confronto resulta de uma crise política que se transformou em guerra civil em março, quando forças houthis, aliadas ao Irã e que haviam invadido a capital, Sanaa, avançaram em direção à cidade portuária de Áden, forçando o presidente iemenita, Abd-Rabbu Mansour Hadi, a fugir para a Arábia Saudita.

http://oglobo.globo.com/mundo/iemen-esta-se-desintegrando-com-guerra-cercos-causam-fome-dizem-grupos-de-ajuda-humanitaria-17147479

‘Caos migratório’ aprofunda crise na Grécia

Com a economia em frangalhos e ainda sob o risco de novos calotes, a Grécia enfrenta agora uma nova crise: o “caos migratório”.

Segundo estimativas da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), somente no mês de julho, cerca de 50 mil imigrantes entraram no território grego de forma ilegal. A maioria busca melhores condições de vida na Europa após se ver forçada a abandonar os países de origem devido a guerras civis.

Na Grécia, informou a Acnur, a crise dos refugiados transformou as ilhas de Kos, Chios e Lesbos em “um caos total”. Ali os imigrantes não têm acesso a alojamento adequado, água potável e estruturas sanitárias.

Mas, sem dinheiro, o governo grego diz não conseguir conter sozinho as seguidas levas de imigrantes e pede, em vão, ajuda da União Europeia.

Leia mais: Bolsa de Atenas deve cair 20%, dizem investidores

Fugindo da guerra

(EPA)

Segundo a Acnur, quase todos os imigrantes que chegam à Grécia são refugiados das guerras do Afeganistão, Iraque e Síria.

Vincent Cochetel, diretor da agência na Europa, disse que as estruturas disponibilizadas aos imigrantes nas ilhas gregas são “totalmente inadequadas”. Somente no mês passado, mais imigrantes cruzaram as fronteiras gregas do que em todo o ano de 2014.

Ele pediu a colaboração de outros países europeus para aliviar o fardo sobre a Grécia.

No entanto, cabe ao país mediterrâneo “dirigir e coordenar” esforços, acrescentou Cochetel.

“A maioria das ilhas não tem estrutura para receber os imigrantes e eles acabam dormindo ao relento. A situação é de caos total”, disse.

Leia mais: Em números: Como a crise piorou a vida dos gregos

Crianças em risco

(BBC)
ONG Save the Children diz que crianças correm o risco de contrair doenças e ser exploradas

“Depois de alguns dias nas ilhas, eles são transferidos para Atenas, onde são abandonados”, lamentou.

Para o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, a situação “excede” as possibilidades dos gregos. Ele afirma que os problemas econômicos do país fazem com que a Grécia viva não apenas uma crise econômica mas “humanitária”.

Já a ONG Save the Children alertou para a situação das crianças que imigram com os pais. Segundo a entidade, elas correm o risco de contrair doenças e ser exploradas devido à falta de locais adequados para abrigá-las.

“O risco de uma criança que é forçada a dormir na rua de ser abusada ou morrer de insolação é muito real”, afirmou Kitty Arie, porta-voz da organização.

“Estamos em 2015. A Europa não pode ficar debaixo cruzado enquanto milhares de crianças estão nessa situação desesperadora”.

Leia mais: Ex-ministro ‘motoqueiro’ ataca pacote de ajuda à Grécia

‘Crise migratória’

(BBC)
Em julho, Grécia tornou-se o 1º país desenvolvido a dar calote

Em outro desdobramento, a polícia italiana prendeu cinco supostos traficantes de pessoas, acusados pela morte de 200 imigrantes, quando o navio no qual estavam afundou na última quarta-feira.

Entre os detidos, há dois líbios, dois argelinos e um tunisiano, que foram presos sob a acusação de homícidio múltiplo e tráfico.

Segundo os sobreviventes, os contrabandistas usaram facas para decapitar africanos e chicotes para açoitar árabes, para mantê-los dentro do barco.

O naufrágio do navio na costa da Itália foi o episódio mais recente da crise de refugiados que atinge a Europa e já se estende por várias semanas.

(AP)
Cinco pessoas foram detidas na Itália acusadas de tráfico de imigrantes

Nos últimos dias, cerca de 380 pessoas foram resgatadas por um barco de pesca e levadas para a ilha italiana da Sicília.

Na cidade francesa de Calais, principal acesso à Grã-Bretanha, cerca de 3 mil imigrantes vivem em campos de refugiados improvisados, no que a ACNUR descreveu como “emergência civil”.

Já na Áustria, o governo parou de aceitar imigrantes no principal campo de refugiados do país, Traiskirchen. O estabelecimento, com capacidade para 1,5 mil pessoas, já abriga 4,5 mil refugiados, muitos dos quais dormem ao relento.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150808_grecia_caos_migratorio_lgb

Quatro em cada cinco sírios vivem na pobreza e miséria, afirma ONU

País é crise humanitária mais grave de nossos tempos, disse chefe da ONU.
A guerra na Síria provocou mais de 215.000 mortes desde março de 2011.

Quatro em cada cinco sírios vivem na pobreza e na miséria, afirmou nesta terça-feira (31) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que considera esta a “crise humanitária mais grave de nossos tempos”.

“Quatro em cada cinco sírios vivem na pobreza, na miséria e com privações. O país perdeu quase quatro décadas de desenvolvimento humano”, declarou Ban na abertura de uma conferência de doadores no Kuwait.

“Quase metade dos homens, mulheres e crianças deste país se viram obrigados a fugir de suas casas”, lamentou.

A guerra na Síria provocou mais de 215.000 mortes desde março de 2011 e mais de 10 milhões de refugiados ou deslocados, o que representa quase metade dos aproximadamente 23 milhões de habitantes do país, um recorde mundial em 20 anos, segundo a ONU.

Por este motivo, a ONU pede um esforço à altura das circunstâncias nesta conferência de ministros das Relações Exteriores de 78 países presidida por Ban Ki-moon. Analistas preveem uma arrecadação de 8,4 bilhões de dólares em um ano.

O Kuwait anunciou uma doação de 500 milhões de dólares para ajuda humanitária na Síria.

“Tenho o prazer de anunciar um compromisso de 500 milhões de dólares do governo do Kuwait e do setor privado para contribuir ao esforço humanitário na Síria”, disse o emir Sabah al-Ahmad al-Sabah.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/quatro-em-cada-cinco-sirios-vivem-na-pobreza-e-miseria-afirma-onu.htmlno

Síria: ONU alerta para “crise humanitária”

Grande parte da população síria vive em situação de pobreza e miséria, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, acrescentando que esta é a mais grave crise humanitária da atualidade.

“Quatro em cada cinco sírios vivem em situação de pobreza, miséria e privações. O país perdeu quase quatro décadas de desenvolvimento humano”, disse Ban Ki-moon na abertura da 3ª Conferência Anual de Doadores para a Síria, que ocorre no Kuwait.

“Quase metade dos homens, mulheres e crianças nesse país foi obrigada a fugir de suas casas”, lamentou.

O conflito na Síria já custou mais de 215 mil vidas desde março de 2011 e provocou mais de 10 milhões de refugiados e deslocados, quase a metade dos 23 milhões de habitantes do país.

De acordo com a ONU, esses números são recorde, sendo os maiores dos últimos 20 anos.

É por isso que as Nações Unidas apelam para um esforço sem precedentes na conferência, presidida por Ban Ki-moon e da qual participam representantes de 67 países.

O secretário-geral da ONU quer obter doações no valor recorde de US$ 8,4 bilhões em um ano.

Na abertura do encontro, o emir do Kuwait, Sabah Al Ahmad Al Sabah, prometeu doar US$ 500 milhões para a Síria.

“Estamos aqui para responder ao maior desastre humanitário da história moderna”, disse o emir.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, disse à agência espanhola de notícias EFE que Ban Ki-moon espera que a contribuição generosa do emir do Kuwait seja um “caminho aberto” para as respostas de outros países presentes à conferência.

http://www.noticiasaominuto.com.br/internacional/89812/s%C3%ADria-onu-alerta-para-crise-humanit%C3%A1ria#.VRszFvnF9q0

UNICEF: 14 milhões de crianças são afetadas pelo conflito na Síria e no Iraque

“Para as crianças mais novas, essa crise é a única realidade que conhecem. E para os adolescentes que estão entrando no seu período de formação, a violência e o sofrimento que passaram não só deixaram cicatrizes como estão moldando o seu futuro”, declarou o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake.

No início do quinto ano de conflito na Síria, a situação de mais de 5,6 milhões de crianças no país continua a ser desesperadora, afirmou, nesta quinta-feira (12), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Esse número inclui 2 milhões de crianças que estão vivendo em zonas do país em grande medida privadas de assistência humanitária devido aos combates ou outros fatores. Aproximadamente 2,6 milhões de crianças sírias continuam sem poder ir às aulas.

Quase 2 milhões de crianças sírias estão refugiadas no Líbano, na Turquia, na Jordânia e noutros países. Esse número vem juntar-se aos 3,6 milhões de crianças de comunidades vulneráveis que acolhem refugiados e que estão sofrendo as consequências da enorme pressão sobre os serviços de educação e saúde. Enquanto isso, a crise cada vez mais interligada que está atingindo seriamente o Iraque já levou mais de 2,8 milhões de crianças a abandonarem as suas casas e deixou muitas encurraladas em zonas controladas por grupos armados.

“Para as crianças mais novas, essa crise é a única realidade que conhecem. E para os adolescentes que estão entrando no seu período de formação, a violência e o sofrimento que passaram não só deixaram cicatrizes como estão moldando o seu futuro”, declarou o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake. “Com a crise entrando no quinto ano consecutivo, esta geração de jovens continua em perigo de se perder num ciclo de violência – de replicar na geração seguinte o que sofreu.”

Saiba mais sobre este assunto clicando aqui.