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Disputa entre Autoridade Palestina e Hamas leva caos aos hospitais de Gaza

Por Andréa Fernandes

O porta-voz do Ministério da Saúde palestino Ashraf Al-Adra anunciou que os geradores de sete centros de saúde na Faixa de Gaza não mais funcionam devido escassez de combustível.

Segundo o comitê de gerenciamento de crises do Ministério da Saúde, a situação da Faixa de Gaza entrou num estágio sem precedentes devido à crise do combustível, e com isso está exigindo que doadores intervenham para dar fim ao grave problema. O comitê solicitou  à empresa de energia que trabalhe urgentemente para fornecer eletricidade aos hospitais em tempo integral.

O hospital Beit Hanoun em Gaza já havia suspendido em 29 de janeiro seus serviços depois que o centro de saúde ficou sem combustível, de acordo com o Centro de Informação Palestino .

Nossos serviços de saúde estão em declínio depois que vários deles foram suspensos pelo terceiro dia no Hospital Beit Hanoun e o Hospital Infantil Al-Durra teve os pacientes transferidos para outros hospitais devido à falta de combustível. Estamos a poucas horas de ver o gerador do hospital psiquiátrico parar.

O caos instalado na saúde pública em Gaza se deve à disputa de poder travada entre Autoridade Palestina e Hamas que prometeram encerrar uma década de divisão territorial, política e ideológica através da assinatura de um acordo de reconciliação em outubro, o qual não teve êxito.  A Autoridade Palestina deveria ter assumido o controle de Gaza até dezembro, o que não ocorreu.

Shadi Al-Yazji, especialista em cirurgia odontológica, narra os problemas gerais dos serviços de saúde em Gaza: A falta de e medicamentos básicos que devem vir de Ramallah (Cisjordânia controlada pela Autoridade Palestina) é uma questão real e piora. A falta de muitas especialidades habilitadas pra cirurgia cardíaca e neurocirurgiões, inexistentes na região agravam o problema. Al-Yazji abordou também a falta de eletricidade: “agora  temos apenas 4 horas por dia e é cortada 12 horas, dificultando o tratamento dos pacientes.

Al-Yazji afirma que o governo central palestino deve fazer um “esforço concentrado”, pois é comum na mídia palestina a acusação de perpetrar “punição coletiva” contra os habitantes da Faixa de Gaza em razão dos desentendimentos com o grupo terrorista Hamas que controla o local.

Com informações de Middle East Monitor.

TPI enfrenta maior crise desde criação

Saída de países, poucas condenações e críticas à concentração na África ameaçam trabalho de tribunal.

BERLIM — A intenção da Rússia de abandonar o Tribunal Penal Internacional (TPI) agravou a situação da corte, levando à sua maior crise desde que foi fundada pelo Estatuto de Roma, em 1998. Não foi a única debandada recente. Antes disso, três países africanos — África do Sul, Burundi e Gâmbia — haviam saído, acusando o tribunal de parcialidade e dando início a uma reação em cadeia que poderia terminar, na pior das hipóteses, com a dissolução da primeira tentativa de criação de uma Justiça global. A lista não para, e o presidente filipino, Rodrigo Duterte, também ameaça retirar o país do TPI.

Para o especialista em direitos humanos Hans Joachim Heintze, da Universidade de Bochum, o problema remonta à fundação da corte, quando os Estados Unidos se recusaram a fazer parte da organização internacional, receando a possibilidade de que também cidadãos americanos fossem julgados pelo tribunal que, desde 2002, é sediado em Haia, na Holanda.

Para Moscou, ‘parcial e ineficiente’

Sem a possibilidade de julgar os grandes acusados por crimes de guerra, o TPI se concentrou, desde a sua fundação, na África, onde ocorreram cerca de dez condenações até agora. Já as guerras da antiga Iugoslávia foram investigadas por um outro tribunal da ONU, criado especialmente para isso. Para os especialistas em direitos humanos, o foco no continente africano é um dos principais motivos da atual crise. Desde a ordem de prisão contra Omar al-Bashir, presidente do Sudão, mas que nunca foi para a cadeia, o tribunal é acusado de racista e de praticar uma politica neocolonialista.

A União Africana está dividida. Apesar das críticas gerais, os governos de Senegal, Nigéria e Botswana reafirmaram sua disposição em integrar a corte, lembrando que o TPI é um mecanismo importante para processar os efeitos traumáticos das guerras africanas. Fatou Bensouda, ex-ministra da Justiça de Gâmbia e promotora-chefe em Haia, afirma que as acusações contra o TPI são incorretas.

— Sou africana e tenho orgulho disso. Nós investigamos onde precisa ser investigado. Este é o nosso dever, e nisso não nos deixamos ser influenciados por reflexões geográficas — enfatiza Fatou.

A advogada brasileira Sylvia Steiner, que foi durante 13 anos juíza em Haia, defende a corte das críticas:

— Embora o TPI não seja uma solução para todos os problemas, ele pode servir de modelo para que os países levem a julgamento delitos que a Humanidade não pode mais tolerar.

O governo russo acusa o TPI de ser “parcial e ineficiente”, e este teria sido o motivo para a saída. Mas analistas ocidentais interpretam a decisão do Kremlin de se desligar da corte internacional mais como “um ato de nervosismo”. A Rússia reagiu imediatamente ao projeto da promotora-chefe de investigar a ocupação da Península da Crimeia. Otto Luchterhandt, do Instituto de Pesquisa do Leste Europeu da Universidade de Hamburgo, afirma que os planos do tribunal para Moscou iam além da investigação da participação do país no conflito separatista na Ucrânia.

— O que a Rússia mais receia é uma investigação dos bombardeios sobre a população civil na guerra da Síria — ressalta Luchterhandt.

Hans Joachim Heintze lembra que todos os suspeitos de crimes de guerra devem ser investigados:

— O TPI perdeu em parte a credibilidade junto aos africanos porque as suas tentativas de indiciar políticos ocidentais, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair ou o ex-presidente George W. Bush, foram arquivadas.

Corte é resposta ao Holocausto

O TPI planeja retomar o projeto de investigar o governo americano já que, mesmo sem pertencer à corte, os EUA podem ser investigados por possíveis crimes cometidos em Afeganistão e no Iraque. China e Israel também não são membros do TPI.

Segundo Nikolai Sprekel, da Fundação Giordano Bruno, da Alemanha, a decisão dos países de deixar o tribunal é como “um tapa no rosto” dos milhões que foram as vítimas de crimes contra a Humanidade. Já Hans Joachim Heintze vê a crise como a chance de amadurecimento da instituição, que é resultado de um processo que começou a ser discutido pela comunidade internacional por ocasião dos julgamentos de Nuremberg, depois da Segunda Guerra Mundial. Em Nuremberg, o promotor americano Robert Jackson comentou, tendo diante de si Hermann Göring, Rudolf Hess e outros líderes nazistas:

— A civilização se pergunta: a Justiça é tão lenta e hesitante a ponto de ficar indefesa diante de crimes tão graves, praticados por criminosos de tão alto escalão?

Segundo o advogado e jornalista Christian Bommarius, comentarista do jornal alemão “Frankfurter Rundschau”, o TPI não pode falhar porque foi e é uma resposta às perguntas da civilização ao ser confrontada com o Holocausto, o maior crime de guerra da era moderna.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/tpi-enfrenta-maior-crise-desde-criacao-20626075#ixzz4SaOZLN5T

Cristãos no Egito enfrentam perseguição severa

A crise econômica e política agrava a situação do cristão que é hostilizado e perseguido no país.

Um dos maiores ataques realizados por militantes islâmicos no Egito, aconteceu nesse mês, num posto de controle, na província do Norte do Sinai, que resultou na morte de 12 soldados egípcios. O exército do país teve o apoio das forças aéreas para se defender. O incidente alerta para o fortalecimento do Estado Islâmico em terras egípcias. Os ataques têm ocorrido com mais frequência e o governo tem se mostrado incapaz de proteger a população.

Recentemente, o que já era difícil, piorou consideravelmente. Uma série de ataques extremistas destruiu igrejas, propriedades e casas de cristãos. A perseguição religiosa que os cristãos egípcios enfrentam há anos e, hoje, com mais intensidade, unicamente por seguirem a Jesus Cristo, nos faz querer apoiá-los para que suportem tudo em amor.

O correspondente da Portas Abertas no local enviou uma mensagem dizendo que, apesar de todo o quadro de conflito, a situação é calma porém delicada para o cristão no Egito. Acompanhe o relato:

“Queridos irmãos e irmãs, muito obrigado pelo seu apoio em oração por nós cristãos e pelo Egito. O dia está se aproximando do fim e tem sido relativamente pacífico aqui. Embora os convites para grandes protestos fossem sérios e todas as forças de segurança estivessem em alerta máximo, porém, além de algumas poucas multidões menores, não foram relatados conflitos sérios ou ataques mortais. Por favor, continue levantando um clamor pelo Egito em suas orações. Estamos passando por dias muito difíceis. Apenas na semana passada, a nossa moeda (libra egípcia) perdeu 48% do seu valor e os preços de gás subiram 30% em um único dia. Os preços dos alimentos também aceleraram. A situação econômica é tão difícil e os próximos dias serão tão dolorosos para todos os que estão no país. A crise econômica está atingindo aos cristãos também. Empregos são escassos e em muitos casos aos cristãos são negados empregos apenas por sua fé. Essa semana, um dos nossos irmãos cristãos nos enviou essa imagem (foto) de uma nota de 20 libras em que alguém escreveu: boicote aos Nazarenos, boicote aos cristãos.

Por favor, orem pelos cristãos do Egito para que eles possam brilhar para o Senhor, mesmo nos tempos de crise, perseguição e medo. Este versículo tem estado na minha mente, durante toda a semana: “Em tempos de desgraça eles não se secarão, em dias de fome eles vão desfrutar de abundância” Salmos 19:37.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/cristaos-no-egito-enfrentam-perseguicao-severa

Crise de Estupros Cometidos por Migrantes na Alemanha. Onde Está a Indignação Pública?

por Soeren Kern

  • Apesar do crescimento vertiginoso de vítimas, a maioria desses crimes está sendo minimizada pelas autoridades alemãs e pela imprensa, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.
  • “A polícia não está interessada em estigmatizar e sim em educar a população. A impressão de que nós estamos praticando a censura é extremamente chocante no que tange à confiança da população na polícia. Divulgar informações sobre suspeitos também é importante para o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Temos que ter a permissão de falar abertamente sobre os problemas do país. Isso inclui falar sobre a exagerada representatividade dos jovens migrantes em nossos registros de criminalidade”. — Arnold Plickert, diretor do Sindicato de Polícia GdP, no estado do Reno, Norte da Westphalia.
  • “O Conselho de Imprensa acredita que as redações da Alemanha deveriam, em última análise, tratar seus leitores como se fossem crianças, privando-os de informações relevantes. Acreditamos que isso é um equivoco, porque quando as pessoas percebem que algo está sendo ocultado elas reagem com desconfiança. E esta desconfiança é um perigo”. − Tanit Koch, editora-chefe do Bild, o jornal de maior circulação da Alemanha.
  • Em 24 de outubro, um levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou nos últimos dois ou três anos. Além disso, 68% dos entrevistados responderam que temem por suas vidas e pelos seus bens em estações de trens e metrôs na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.

No norte da cidade alemã de Hamburgo foi concedido a um grupo de adolescentes sérvios a suspensão condicional da execução da pena por terem estuprado coletivamente uma menina de 14 anos de idade, largando-a à própria sorte em temperaturas abaixo de zero.

O juiz ressaltou que, embora “as penas possam parecer leves aos olhos do público”, todos os adolescentes confessaram seus atos e pareciam estar arrependidos e já não apresentavam mais perigo à sociedade.

A decisão preferida em 24 de outubro, que na prática permitiu que os estupradores permanecessem em liberdade, provocou um raro momento de indignação pública no tocante ao problema dos crimes sexuais cometidos por migrantes na Alemanha. Uma petição realizada na Internet pedia que os adolescentes cumprissem a pena na prisão, colheu mais de 80.000 assinaturas e os promotores já estão apelando da sentença.

Milhares de mulheres e crianças foram estupradas ou abusadas sexualmente na Alemanha desde que a Chanceler Angela Merkel permitiu a entrada no país de mais de um milhão de migrantes, na maioria do sexo masculino, oriundos da África, Ásia e Oriente Médio.

A crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha — que continua correndo solta dia após dia por mais de um ano — agora se espalhou para cidades em todos os 16 estados da federação alemã. Apesar do crescimento vertiginoso de vítimas, a maioria desses crimes ainda está sendo minimizada pelas autoridades alemãs e pela imprensa, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.

O Conselho de Imprensa Alemão (Presserat) impõe um “código de ética da mídia”, politicamente correto, que restringe as informações que os jornalistas podem usar em suas matérias. Parágrafo 12.1 do código determina:

“Ao denunciar delitos penais, detalhes sobre o background religioso, étnico ou outros sobre os suspeitos ou criminosos poderão ser mencionados somente se forem inequivocamente necessários (begründeter Sachbezug) para que o acontecido possa ser informado. É bom lembrar que tais referências podem fomentar preconceitos contra as minorias”.

Em 17 de outubro, o Conselho de Imprensa advertiu a revista semanal, Junge Freiheit, por revelar a nacionalidade de três adolescentes afegãos que estupraram uma mulher em uma estação de trens em Viena, na Áustria, em abril de 2016. O Conselho de Imprensa assinalou que a nacionalidade dos perpetradores é “irrelevante” neste caso e ao publicar a denuncia o jornal “deliberada e pejorativamente retratou os suspeitos como pessoas de segunda classe”.

Em nome da “reportagem objetiva”, o Conselho exigiu que o jornal removesse a matéria ofensiva do seu site. O jornal se recusou a cumprir a determinação e ressaltou que iria continuar publicando as nacionalidades de suspeitos de terem cometido crimes.

Lutz Tillmanns, diretor executivo do Conselho de Imprensa, sustentou que a autocensura é necessária para evitar a discriminação:

“Um dos princípios fundamentais no tocante aos direitos humanos é não discriminar. Quando nos referimos a um indivíduo, não queremos prejudicar o grupo inteiro. Isto, inequivocamente, é um problema muito mais preocupante para as minorias do que para a maioria”.

Segundo Hendrik Cremer do Instituto Alemão dos Direitos Humanos, o código de ética do Conselho de Imprensa também se aplica à polícia alemã, que frequentemente censura as informações que ela divulga para a imprensa:

“A polícia não deve divulgar informações em relação a cor, religião, nacionalidade, naturalidade ou origem étnica de um suspeito à imprensa ou ao público em geral. A polícia só pode fazer esse tipo de divulgação se for imprescindível, quando for o caso, por exemplo, se ela estiver a procura de um suspeito. “

Arnold Plickert, diretor do Sindicato de Polícia GdP, no estado do Reno, Norte da Westphalia,salientou que a autocensura policial é contraproducente:

“A polícia não está interessada em estigmatizar e sim em educar a população. A impressão de que nós estamos praticando a censura é extremamente chocante no que tange à confiança da população na polícia. Divulgar informações sobre suspeitos também é importante para o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Temos que ter a permissão de falar abertamente sobre os problemas do país. Isso inclui falar sobre a exagerada representatividade dos jovens migrantes em nossos registros de criminalidade.”

Um exemplo de como as restrições sobre a imprensa, exercidas pelo Conselho, distorcem os informes sobre crimes cometidos por migrantes pode ser encontrado no relatório de 2 de outubro concernentes ao estupro de uma idosa de 90 anos em frente a uma igreja no centro de Düsseldorf. O Hamburger Morgenpost divulgou que o agressor era um “desabrigado de 19 anos de idade” (obdachlosen 19 Jährigen). A polícia de Düsseldorf descreveu o suspeito como “europeu da região sul com raízes do norte da África”. Mais tarde o jornal Bildrevelou que, na verdade, tratava-se de um marroquino com passaporte espanhol conhecido da polícia alemã como contumaz ladrão de lojas e batedor de carteiras e bolsas.

Outro exemplo: em 30 de setembro um migrante de 28 anos de idade atacou sexualmente uma mulher de 27 anos em um trem expresso que ia de Paris para Mannheim. Inicialmente a imprensa local divulgou a nacionalidade do agressor, mas logo em seguida excluiu as informações. Em um comunicado ela deu a seguinte explicação:

“A matéria inicialmente incluía a nacionalidade do agressor. A referência foi posteriormente removida porque não correspondia às nossas diretrizes editoriais — ou seja: não há nenhuma ligação entre a nacionalidade e o ato”.

O Conselho de Imprensa Alemão rejeitou pedidos para rescindir o Parágrafo 12.1. “A regulamentação não é uma mordaça e sim meramente um norte para o comportamento eticamente adequado”, enfatizou Manfred Protze, porta-voz do Conselho.

Tanit Koch, editora-chefe do Bild, jornal de maior circulação da Alemanha, ressaltou:

“O Conselho de Imprensa acredita que as redações da Alemanha, deveriam, em última análise, tratar seus leitores como se fossem crianças, privando-os de informações relevantes. Acreditamos que isso é um equivoco, porque quando as pessoas percebem que algo está sendo ocultado, elas reagem com desconfiança. E esta desconfiança é um perigo.”

O Conselho de Imprensa sustenta que a autorregulação voluntária visa impedir o governo de regulamentar a mídia. O Conselho, que até agora limitou suas atividades com respeito à mídia impressa e Websites associados, está elaborando um “código de conduta na Internet” para regulamentar blogs, vídeos e podcasts.

A primeira denúncia divulgada pelo Gatestone Institute sobre a crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha foi em setembro de 2015, quando Merkel abriu a fronteira alemã para dezenas de milhares de migrantes retidos na Hungria. Um relatório de acompanhamento foi publicado em março de 2016 na esteira dos ataques em massa contra mulheres alemãs por turbas de imigrantes em Colônia, Hamburgo e outras cidades alemãs. Em agosto de 2016, o Gatestone publicou que a supressão de dados sobre estupros cometidos por migrantes é uma prática comum em toda a Alemanha.

Uma multidão enfurecida de manifestantes alemães na cidade de Colônia gritava sem parar contra a polícia, em 9 de janeiro de 2016 “onde vocês estavam na Passagem do Ano Novo?” Referindo-se aos ataques sexuais em massa perpetrados na cidade pelos migrantes na Passagem do Ano Novo, quando mais de 450 mulheres foram sexualmente atacadas em uma única noite.

A falta de posicionamento da grande mídia em denunciar a verdadeira dimensão da crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha pode explicar o porquê — depois de mais de um ano de ataques sexuais diários — de tamanha falta de indignação pública sobre a calamidade que se abateu sobre tantos alemães. A censura, de fato, se tornou um problema de segurança nacional.

Espaços públicos na Alemanha estão ficando cada vez mais perigosos. Os migrantes têm agredido mulheres e crianças alemãs nas praias, trilhas de bikes, cemitérios, discotecas, mercearias, festivais de música, estacionamentos, parques infantis, escolas, shopping centers, táxis, transportes públicos (ônibus, bondes, trens expressos interurbanos e metrôs), parques públicos, praças públicas, piscinas públicas e banheiros públicos. Não há mais nenhum lugar seguro.

Em 1º de outubro, dois migrantes estupraram uma mulher de 23 anos de idade em Lüneburg. Ela estava passeando com sua criança bem pequenina em um parque, quando os dois homens, que vieram por trás, as emboscaram. Os homens, que fugiram e continuam foragidos, obrigaram o filho a assisti-los se revezarem em seus ataques contra a mãe.

Em 8 de outubro, um migrante de 25 anos proveniente da Síria apalpou uma menina de 15 anos em Moers. A menina respondeu com um tapa na cara do homem. Ele chamou a polícia e se queixou que a menina tinha abusado dele. O homem foi preso por agressão sexual.

Em 18 de outubro, Sigrid Meierhofer, prefeita de Garmisch-Partenkirchen, em uma carta urgente (Brandbrief) enviada ao Governo da Baviera, ameaçou fechar um abrigo que alojava 250 migrantes, em sua maioria do sexo masculino provenientes da África, se a ordem e a segurança pública não pudessem ser restabelecidas. O conteúdo da carta, que foi vazadopara o Münchner Merkur, assinalava que a polícia local havia atendido a mais chamadas de emergência nas seis últimas semanas do que nos 12 meses anteriores.

Em 24 de outubro, um levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou nos últimos dois ou três anos. Além disso, 68% dos entrevistados responderam que temem por suas vidas e pelos seus bens em estações de trens e metrôs na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.

Enquanto isso, o Departamento Federal de Polícia Criminal (Bundeskriminalamt, BKA) temdado conselhos às mulheres alemãs sobre como elas devem se proteger dos estupradores: “use tênis em vez de salto alto para que você possa fugir”.

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9252/estupros-migrantes-alemanha-indignacao

Mais de um milhão de civis vivem sob cerco na Síria, apontam ONGs

ONU alerta que centenas de milhares de civis podem ficar sem suprimentos se forças do governo conquistarem região de Aleppo.

BRUXELAS — Prestes a completar cinco anos de guerra civil, a situação na Síria só se agrava. Nesta terça-feira, um relatório divulgado por várias organizações internacionais alertam que mais de um milhão de sírios vivem sob cerco em 46 cidades e classificam a crise como muito mais grave do que a ONU aponta. Enquanto mais de 30 mil estão retidos na fronteira com a Turquia após intensos confrontos entre o regime e rebeldes, as Nações Unidas afirmam que centenas de milhares de civis podem ficar sem suprimentos de comida se as forças do governo tiverem sucesso em sua ofensiva na região de Aleppo.

“Há mais de um milhão de sírios que vivem sitiados em vários lugares de Damasco e sua região, assim como em Homs, Deir Ezor e na província de Idlib”, asseguram a ONG holandesa PAX e a americana The Syria Institute em um relatório conjunto.

Desde a semana passada, forças oficiais sírias, apoiadas pelos ataques aéreos da Rússia e por combatentes do Irã e do grupo libanês Hezbollah, lançaram uma grande operação na região ao redor de Aleppo, que está dividida entre o governo e os rebeldes há anos. O ataque para retomar a região representa uma das mais importantes reviravoltas nos cinco anos de guerra civil, que já matou 250 mil pessoas e expulsou 11 milhões de suas casas.

A ONU teme que o avanço governamental interrompa a principal passagem de fronteira turca até Aleppo, que há muito tempo vem servindo como o único meio de sobrevivência dos ocupantes de territórios dominado pelos insurgentes.

“Se o governo da Síria e seus aliados cortarem a última rota de fuga remanescente no leste da cidade de Aleppo, isso deixaria até 300 mil pessoas que ainda residem na cidade privadas de ajuda humanitária, a menos que um acesso através da fronteira possa ser negociado”, afirmou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários em um boletim urgente.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mais-de-um-milhao-de-civis-vivem-sob-cerco-na-siria-apontam-ongs-18638567#ixzz3zg8awazP
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Por que a crise entre Irã e Arábia Saudita é a mais perigosa em décadas

As relações entre Arábia Saudita e o Irã passam por sua pior fase em quase 30 anos.

A tensão foi acirrada nos últimos dias pela execução do clérigo saudita Nimr al-Nimr, pelo subsequente incêndio da embaixada saudita em Teerã e pela expulsão de diplomatas iranianos em Riad.

A disputa entre iranianos e sauditas por influência política e religiosa tem implicações geopolíticas que se estendem muito além do Golfo Pérsico. E engloba quase todos os conflitos de grandes proporções do Oriente Médio.

O mais importante talvez seja que essa crise exerça influência negativa em negociações diplomáticas nos conflitos em curso na Síria e no Iêmen, justo quando essas negociações pareciam a ponto de trazer resultados.

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Anos de turbulência

O impasse atual é tão perigoso quanto seu predecessor, que se desenrolou em 1980 e começou com a suspensão das relações diplomáticas entre 1988 e 1991.

Isso ocorreu no final de uma década turbulenta, após a Revolução Iraniana de 1979 e a guerra entre Irã e Iraque, entre 1980 e 1988.

A Arábia Saudita e Estados do Conselho de Cooperação do Golfo apoiaram Saddam Hussein durante a guerra e sofreram ataques iranianos a seus navios. Em 1984, a Força Aérea saudita derrubou um caça iraniano que teria entrado em seu espaço aéreo.

Foto: APImage copyrightAP
Image captionA tensão entre Arábia Saudita e Irã escalou com execução de clégico xiita

Governos da Arábia Saudita e de outros países do Golfo ligaram o governo pós-revolucionário do Irã a um aumento da militância xiita, a uma tentativa de golpe de Estado no Bahrein em 1981 e a uma tentativa frustrada de assassinar o emir do Kuwait quatro anos atrás.

Enquanto isso, um grupo militante apoiado pelo Irã, chamado Hezbollah al-Hejaz, foi formado em 1987 como uma organização clerical semelhante ao Hezbollah libanês – com a intenção de realizar operações militares dentro da Arábia Saudita.

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O Hezbollah al-Hejaz divulgou uma grande quantidade de declarações inflamadas ameaçando a família real saudita e realizou diversos ataques no final dos anos 1980, quando tensões entre o Irã e a Arábia Saudita escalaram.

Desconfiança profunda

Embora a crise corrente não tenha tido até agora episódios de conflito direto, as tensões são tão perigosas como as dos anos 1980, por algumas razões.

A primeira é o legado de anos de política sectária que fez tanto para dividir o Oriente Médio entre xiitas e sunitas e alimentar uma atmosfera de grande desconfiança entre o Irã (de maioria xiita) e seus vizinhos ao longo do Golfo (de maioria sunita).

Em uma atmosfera de tanta pressão, os moderados se enfraqueceram e agora defendem abordagens mais linha-dura em assuntos regionais.

Os Estados do Golfo também seguiram políticas externas cada vez mais assertivas nos últimos quatro anos, em parte como resposta ao que entendem como uma “intromissão” perene do Irã em conflitos regionais -e por causa do crescente ceticismo quanto às intenções da administração Obama no Oriente Médio.

Para muitos no Golfo, a principal ameaça vinda do Irã não é seu programa nuclear, mas o seu apoio a grupos militantes não-governamentais, como o Hezbollah e, mais recentemente, os rebeldes xiitas Houthi no Iêmen.

Sentença de morte

Foto: AFPImage copyrightAFP
Image captionA Revolução Islâmica de 1979 no Irã afastou a Arábia Saudita

Finalmente, o colapso das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e o Irã provavelmente soa como uma sentença de morte, pelo menos atualmente, aos esforços regionais para acabar com as guerras no Iêmen e na Síria.

Um anúncio de que um frágil cessar-fogo temporário no Iêmen entrou em colapso no dia 15 de dezembro passou despercebido em meio ao furor gerado pela execução de Nimr al-Nimr.

Nem o cessar-fogo nem as negociações da ONU iniciadas simultaneamente fizeram muitos progressos. Os debates promovidos pelas Nações Unidas deveriam recomeçar em 14 de janeiro – o que é improvável se o Irã e a coalizão liderada pelos sauditas intensificarem seu envolvimento no Iêmen.

Leia também: Estado Islâmico divulga vídeo com morte de ‘cinco espiões britânicos’

Um resultado semelhante pode ocorrer nas negociações de paz na Síria marcadas para começar no final de janeiro em Genebra. Semanas de paciente diplomacia sigilosa podem dar em nada se os atores externos mais influentes no conflito se distanciam.

*Kristian Coates Ulrichsen é pesquisador de Oriente Médio na Universidade Rice, nos Estados Unidos e pesquisador associado do Programa de Oriente Médio e África do centro de estudos Chatham House.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160104_analise_ira_arabia_lk

Berlim sofre para acomodar imigrantes

Cortes de orçamento e crescimento da população afetam recursos da capital.

BERLIM, Alemanha — Em um trecho de calçada da capital alemã, famílias de imigrantes se amontoam sobre os cobertores, todas de olho em um portão alto de metal. Atendentes de colete amarelo vivo distribuem copos de chá para espantar o frio. Além do portão, no pátio de um complexo de prédios imponentes de um bairro badalado, está a versão alemã de Ellis Island, nos EUA, um posto de checagem para centenas de recém-chegados que se reúnem antes do raiar do dia para entregar seus pedidos de asilo. Muitos esperam mais de oito horas, diariamente, só para serem informados de que terão que retornar no dia seguinte.

“Sempre dizem ‘amanhã'”, lamenta Ezzat Aswam, 33 anos, de pé, no frio da madrugada, ao lado da filha de seis anos e do filho de oito. A família chegou à Alemanha há quatro meses.

O pátio também se tornou o símbolo da luta do país para impor alguma ordem na onda tumultuada de gente que chega às suas fronteiras diariamente: foram 758 mil nos dez primeiros meses, sendo 181 mil só em outubro.

Em uma nação conhecida pela eficiência, a experiência de passar pela Agência Nacional de Saúde e Bem-Estar Social, conhecida pela sigla em alemão LAGESO, pode ser, no mínimo, surpreendente. Muitos imigrantes arriscaram a vida para chegar até aqui e, de repente, se veem tendo que esperar atrás de barras de ferro, em um pátio de terra, por um número que o levará para uma nova fila.

A cena vai de caótica a perigosa. Há pouco tempo, cerca de duas horas antes de o centro abrir, uma ambulância teve que abrir caminho entre as dezenas de estrangeiros que se protegiam da friagem como podiam porque um homem tinha desmaiado e não se sabe se de frio ou de cansaço.

Policiais foram arregimentados para dar apoio aos seguranças depois que vários imigrantes se machucaram tentando entrar à força. E os boatos de que eles aceitam propina pipocam com insistência.

E foi daqui que um garotinho de quatro anos, da Bósnia, desapareceu em outubro – levado, segundo as autoridades, por um homem que confessou tê-lo sequestrado e matado. O menino e sua família, aliás, não estavam entre os milhares de imigrantes que chegaram à Europa nos últimos meses; aguardavam o resultado dos requerimentos que tinham preenchido há dois anos. Agora é dada como certa sua permanência.

“Caramba, estamos falando da Alemanha. Os caras têm um sistema para tudo. Tem que ter um jeito mais fácil”, diz Yazan Smair, estudante de 31 anos que fugiu da Síria há vários meses e conseguiu visto para ficar no país. Hoje é intérprete voluntário na porta do centro.

A verdade é que, mais especificamente, estamos falando de Berlim, onde os cortes de orçamento e o crescimento da população já afetavam os recursos desde muito antes da chegada dos imigrantes do Afeganistão, Síria e outros lugares. O ex-prefeito Klaus Wowereit, querendo atrair os tipos mais criativos, descreve a cidade como “pobre, mas sexy”, o que não quer dizer muita coisa pela experiência dos estrangeiros.

Em outubro, o atual prefeito, Michael Mueller, tentou convencer os moradores de que a capital era financeiramente estável a ponto de suprir as necessidades de todos.

“Temos muitos problemas sociais na cidade, não posso negar. Há desemprego, há sem-teto, mas contamos também com vários serviços sociais para ajudar quem precisa. Isso é muito importante para mim”, afirmou ele na rádio estatal RBB.

Só que o cenário na agência mostra uma cidade que está no limite, se não sobrecarregada.

Aqueles que melhor conhecem a situação – os voluntários que doam seu tempo e energia para alimentar, vestir e aconselhar os recém-chegados – temem que a Prefeitura não consiga lhes garantir o bem-estar.

“Temos que trabalhar muito, e rápido, senão vamos começar a ver o pessoal morrendo de frio”, explica Victoria Baxter, da Moabit Hilft, organização formada em meados do ano para ajudar os estrangeiros que eram largados horas a fio nas filas, sem água, nem comida suficientes.

O papel de Berlim como cidade-refúgio dominou grande parte de sua história pós-guerra: a porção ocidental serviu como tábua de salvação em plena Alemanha Oriental para os que fugiam do comunismo, principalmente nos anos 60; para os tâmeis que fugiam da guerra civil no Sri Lanka, na década de 80, e para os pacifistas da Alemanha Ocidental que queriam evitar o serviço militar obrigatório.

Só que a Europa não via uma onda migratória dessa magnitude desde a Segunda Guerra Mundial. Em Berlim, cidade com 3,5 milhões, mais de 62 mil chegaram em busca de segurança este ano.

Em agosto, a cidade reservou 3 milhões de euros (US$3,2 milhões) para a integração dos refugiados, o que inclui verba para aulas de alemão, transporte e serviços médicos, além da contratação e treinamento de mais pessoas para o processo de triagem.

O antigo prédio de um banco estatal foi reformado e transformado em um centro de registro integrado, inaugurado em outubro. Ali, os estrangeiros podem dar entrada no pedido de visto, passar por exames médicos e, eventualmente, já falar com o pessoal da Secretaria do Trabalho sobre possíveis vagas.

As autoridades municipais dizem que o novo sistema permite o processamento de até 700 registros/dia, em comparação com pouco menos da metade desse número em meados do ano, quando o volume começou a crescer.

“O processo de seleção está funcionando com força total; tomamos medidas essenciais para melhorá-lo”, garante Mario Czaja, responsável pela saúde e serviços sociais da cidade, na Radio Eins, que é estatal.

Entretanto, quem quer dar entrada no pedido de asilo ou garantir benefícios sociais, ainda tem que passar pelo pátio para dar início ao processo. Só os que estão chegando agora, de meados de outubro até hoje, estão qualificados para se beneficiar do novo sistema, deixando um acúmulo de milhares de pessoas, como Aswam e sua família, esperando nas instalações antigas.

Em novembro, o departamento instituiu novas regras para tentar acabar com a aglomeração na porta do centro, incluindo a permissão para que uma única pessoa registrasse a família inteira e a priorização daqueles que estavam à espera há mais tempo.

O afegão Toryalay Jamshidi, de 18 anos, conta que esperou cinco dias e noites para adquirir a pulseira de plástico cinza necessária para embarcar no ônibus para o novo centro de processamento. E diz que, durante a espera, alternou entre dormir na rua e em um quartinho.

Como as temperaturas caíram abaixo de zero, às mulheres e crianças foi permitido aguardar nas barracas aquecidas, mas os voluntários ainda temem que muita gente fique de fora, sem ter onde dormir.

Olivia Mandeau há meses é voluntária no turno da noite e ajuda a distribuir cobertores e roupas quentes, além de organizar abrigo emergencial para os que estão na rua.

“Em nenhum outro lugar da Alemanha há esse problema; todas as outras cidades dão um jeito de arrumar um cantinho para o pessoal”, lamenta ela.

“A crise não é de refugiados, mas sim da administração”, conclui.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/berlim-sofre-para-acomodar-imigrantes-18267314#ixzz3u8IKxBda

Em meio à crise, Dilma vai aos EUA discutir clima e reforma da ONU

Em meio ao agravamento da crise política no Brasil, a presidente Dilma Rousseff visita Nova York para uma série de encontros com líderes estrangeiros e debates na ONU.

A viagem colaborou para que Dilma adiasse sua reforma ministerial, marcada por um impasse sobre o total de ministérios que devem ser liderados pelo PMDB na nova composição. A reforma, vista como central na queda-de-braço política em torno de um possível processo de impeachment, só deve ser anunciada quando a presidente retornar ao Brasil na terça-feira, após participar, na segunda, da Assembleia Geral da ONU.

As mudanças climáticas deverão ser o principal tema dos eventos em Nova York. O assunto deverá fazer parte do discurso que o papa Francisco fará à Assembleia Geral da ONU nesta sexta e será tema de um aguardado anúncio do Brasil no domingo.

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Na noite desta sexta-feira, Dilma Rousseff participará de uma recepção oferecida pelo primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, quando será criado um grupo de apoio à implementação da agenda de desenvolvimento pós-2015.

Papa na Quinta Avenida (Foto: Damon Winter-Pool/Getty Images)Image copyrightGetty
Image captionPresidente brasileira quer acompanhar discurso do papa Francisco na Assembleia da ONU

Mais cedo, Dilma assistirá à abertura da conferência da ONU que definirá a agenda pós-2015 (também chamada de Agenda 2030), que terá a sustentabilidade como eixo central. Esta discussão definirá políticas e ações para a ONU e países membros para os próximos 15 anos, substituindo as metas do desenvolvimento do milênio, em vigor entre 2000 e 2015.

Proposta climática

No domingo, Dilma divulgará a proposta de redução de emissões que o Brasil levará para a próxima conferência da ONU sobre o clima, que ocorrerá em dezembro, em Paris.

Aguardada com grande expectativa por outros governos e ambientalistas, a proposta brasileira conterá todas as ações contra as mudanças climáticas que o país adotará ao longo da próxima década.

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Segundo assessores, a presidente anunciará as medidas em seu discurso na sessão da Conferência da ONU para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015.

Ainda no domingo, Dilma participará de um almoço na ONU sobre as mudanças climáticas, do qual também participarão outros 90 chefes de Estado.

Dilma em discurso na ONU, em 2012 (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Image copyrightPR
Image captionEm 2012, Dilma Rousseff fez o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas

Acompanham a presidente na viagem os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) e Eleonora Menicucci (Política para as Mulheres).

Nos intervalos entre os eventos oficiais, ela deve se encontrar com outros líderes presentes em Nova York. Segundo assessores, as reuniões ainda não foram definidas.

Reforma do Conselho de Segurança

No sábado pela manhã, Dilma encontrará os demais líderes do G4 – Alemanha, Índia e Japão –, grupo de países que, como o Brasil, buscam um lugar fixo no Conselho de Segurança da ONU. Hoje, os membros permanentes são Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha.

Segundo assessores, será a primeira reunião entre chefes de Estado do G4 desde 2004, quando o grupo foi criado.

Um diplomata da missão brasileira na ONU diz que o debate sobre a reforma do Conselho de Segurança ganhou força nos últimos meses, impulsionado pela celebração do 70º aniversário das Nações Unidas.

Na última sessão da Assembleia Geral, no ano passado, começou-se a redigir o rascunho de uma proposta de reforma, e o G4 espera avançar com as negociações no próximo encontro.

A última reforma do conselho ocorreu há 50 anos, quando o número de assentos de membros não permanentes passou de 11 para 15.

Dilma Rousseff com Angela Merkel (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Image copyrightPR
Image captionTanto o Brasil como a Alemanha de Angela Merkel querem assento permanente em conselho

A atuação do Conselho de Segurança também será debatida em encontro organizado por França e México em Nova York, no dia 30. A reunião discutirá a limitação do poder de veto dos membros permanentes.

Hoje, cada membro permanente pode vetar qualquer tipo de resolução. México e França propõem que esse poder não seja válido em casos de crimes contra a humanidade ou genocídio.

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Dilma também discursará em um encontro na ONU com líderes globais sobre igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, no domingo.

Na segunda pela manhã, ela se reúne com o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, e será a primeira a falar no debate geral da Assembleia Geral da ONU.

O Brasil é responsável pelo discurso inaugural da Assembleia Geral desde sua primeira Sessão Especial, em 1947. À época, coube ao diplomata brasileiro Oswaldo Aranha o primeiro discurso da sessão, tradição que se manteve desde então.

A presidente deve embarcar de volta ao Brasil no início da tarde de segunda.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150925_dilma_eua_jf_ab

América Latina tiende la mano a los sirios en medio de crisis en Europa

Argentina, Brasil, Chile, Venezuela, Paraguay y Uruguay han tendido una mano a los sirios que huyen de la guerra civil, en momentos en que Europa afronta a diario la llegada de miles de personas que han cruzado el Mediterráneo para ponerse a salvo y la ONU advierte de una creciente xenofobia hacia ellos.

Algunos de estos países latinoamericanos ya tenían normativas específicas para la entrada de los sirios y las han ampliado o divulgado para que haya más solicitantes, mientras que otros se han sumado ahora a los llamamientos a la solidaridad hechos desde organismos internacionales y también por el papaFrancisco.

El secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), el uruguayo Luis Almagro, opinó hoy en México que América Latina debe abrirse a ofrecer asilo a familias sirias.

Precisamente el Gobierno chileno comenzó a estudiar los beneficios que el Estado proveerá a los sirios que se propone acoger como refugiados en un número aún no determinado pero definido como “importante” por la presidenta Michelle Bachelet.

La Cancillería chilena, junto a otras instancias, inició la revisión de antecedentes para identificar cuáles serán los beneficios para los refugiados, para acogerlos en el “más breve plazo”, y está adoptando medidas para facilitar y acelerar la tramitación de visas a los sirios que lo han solicitado.

En 2014 y 2015 se han otorgado 277 visas de turismo o residencia a ciudadanos sirios, según cifras de la Cancillería.

El exministro Sergio Bitar, de ascendencia siria, dijo que “una cifra mínima” planteada al Gobierno chileno fluctúa entre 50 y 100 familias.

El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, fue mucho más allá y este lunes anunció que su país dará refugio a 20.000 sirios que “están en la diáspora”.

El gobernante dijo sentir “dolor” por la situación del pueblo sirio y pidió apoyo a la comunidad árabe para su propósito de ayudar a los desplazados.

También este lunes la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, afirmó que a pesar de las dificultades económicas y de la crisis política, su país tiene los “brazos abiertos” para los refugiados, principalmente de Siria.

“Aprovecho para reiterar la disposición del Gobierno para recibir a los que, expulsados de sus patrias, quieren venir a vivir aquí para trabajar y contribuir a la prosperidad y paz de Brasil”, expresó Rousseff en un vídeo en el que hizo referencia al niño sirio Aylan Kurdi, que se ahogó junto a su madre y un hermano frente a la costa de Turquía, cuando intentaban llegar a Europa.

Desde hace cuatro años un 25 % de los pedidos de refugio concedidos por el Gobierno brasileño es de ciudadanos sirios.

En Brasil hay actualmente 2.000 sirios huidos de la guerra y el Ministerio de Justicia ya ha anunciado que renovará en los próximos días la resolución de hace dos años que facilita la aceptación de personas de esa procedencia como refugiados, la cual vence este mes.

El Gobierno argentino también ha anunciado que prorrogará por un año más el programa especial de visado humanitario para extranjeros afectados por el conflicto de Siria vigente desde octubre de 2014.

Según la Dirección General de Migraciones de Argentina, son un centenar las personas beneficiadas con ese programa. El requisito para poder acogerse al mismo es tener “un vínculo de parentesco o afectividad” con un ciudadano argentino.

Desde que empezó el conflicto en Siria hace cuatro años, Paraguay ha concedido refugio a 23 ciudadanos de ese país, mientras que otras 40 peticiones aún están pendientes, según informó a fines de agosto a Efe la Comisión de Refugiados de Paraguay (Conare).

El mes pasado el Estado paraguayo concedió la condición de refugiadas de siete personas de origen sirio que llegaron al país suramericano con pasaportes israelíes falsos que les vendieron en un paquete de viaje para llegar a España.

Los siete viven ahora en Paraguay con la ayuda de la asentada comunidad sirio-libanesa, que les asiste en lo básico.

En Uruguay viven refugiadas desde octubre de 2014 cinco familias sirias, que suman 42 personas, en su mayoría niños.

Desde este lunes los refugiados están acampados frente a la sede de Gobierno en Montevideo para reclamar que se les facilite la salida del país, principalmente hacia Líbano, porque consideran que con las ayudas que reciben no pueden tener un futuro digno.

Maher Adis, uno de los padres de familia, destacó que en Líbano, donde fueron acogidos en un campamento antes de venir a Suramérica, el precio de la vida era “mucho más barato”.

La inflación en Uruguay en los últimos doce meses llegó hasta el 9,4 % y el precio de una canasta básica es unos 134 dólares.

La llegada de otras siete familias sirias -72 personas- que estaba prevista para febrero pasado ha sido postergada previsiblemente para finales de 2015 por el Gobierno uruguayo.

El secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, ha pedido a los líderes europeos unidad ante la llegada masiva de refugiados al continente y firmeza ante la “creciente xenofobia, discriminación y violencia” hacia ellos, informó hoy su portavoz, Stéphane Dujarric.

http://www.infolatam.com/2015/09/08/america-latina-tiende-la-mano-a-los-sirios-en-medio-de-crisis-en-europa/?utm_source=Newsletter+de+Infolatam&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter_09_septiembre_2015_Embargo+contra+Cuba%3A+%C2%BFuna+partida+que+EE.UU+ya+perdi%C3%B3%3F

Britain poised to take in 15,000 Syrian refugees

The British government is poised to accept 15,000 Syrian refugees and hopes next month to get backing for air strikes against ISIS militants, the Sunday Times reported.

Prime Minister David Cameron has been under pressure internationally and domestically to address the refugee crisis.

On Thursday, he said he was “deeply moved” by images of three-year-old Syrian toddler Aylan Kurdi, found dead on a Turkish beach.

Will Britain take in ‘thousands’ of Syrians?

(Farwa Rizwan/ Al Arabiya News)

Cameron now intends to expand Britain’s vulnerable persons relocation programme, take in around 15,000 refugees and launch military action against people traffickers, the report said.

He also hopes to persuade MPs in the opposition Labour Party to back air strikes in Syria in a vote early next month, it said.

The paper previously reported that there was an option to directly accept refugees from UN camps on the Syrian border.

A Syrian refugee screams for help as he carries a baby after crossing over the broken border fence into Turkey from Syria in Akcakale, Sanliurfa province, southeastern Turkey. (Reuters)

Britain has accepted 216 Syrian refugees under a special government scheme over the past year and around 5,000 Syrians have been granted asylum since the conflict there broke out in 2011, far fewer than countries like France, Germany and Sweden.

Britain has also opted out of a quota system for relocating asylum seekers within the European Union despite growing calls in the EU for fairer distribution.

More than four million Syrians have fled the war.

Cameron gained support for military action against Syria from an unusual source on Sunday, former Archbishop of Canterbury, the leader of the world’s Anglicans, George Carey.

Syrian refugees on a dinghy approach, in rough seas, a beach on the island of Lesbos, Greece August 23, 2015. (Reuters)

Britain should help “crush” ISIS and “air strikes” may be needed, Carey said.

“I do not consider it enough to send aid to refugee camps in the Middle East. Rather, there must be renewed military and diplomatic efforts to crush the twin menaces of ISIS and al-Qaeda once and for all,” he wrote in the Sunday Telegraph.

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/09/06/Britain-to-take-15-000-Syrian-refugees-.html