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O novo prefeito muçulmano de Sheffield diz: “Eu nem faria um brinde à rainha”

O novo prefeito de Sheffield, Magid Magid, que entrou na política para “combater a xenofobia”, declarou a monarquia britânica “ultrapassada” e disse que se recusaria a brindar à rainha.

“Espero que pelo fato de eu ser um imigrante negro e muçulmano – tudo o que o Daily Mail provavelmente odeia – as pessoas olhem e digam “Em Sheffield temos orgulho de fazer as coisas de maneira diferente e celebrar nossas diferenças“, disse  ele ao The Star na terça-feira. .

Aos 28 anos, Magid tornou-se o mais jovem prefeito da cidade quando assumiu a função oficialmente em cerimonial na quarta-feira, tendo se mudado da Somália com sua família quando tinha cinco anos de idade para “procurar uma vida melhor”.

Descrevendo a posição de lorde prefeito “bastante arcaica”, no entanto, o ex-universitário de Hull disse que gostaria de “trazê-lo para o século 21”, afirmando que “grupos étnicos minoritários estão fazendo coisas incríveis nesta cidade”.

Rompendo com a tradição em sua cerimônia de prefeito, Magid teve a Marcha Imperial de Star Wars e, em seguida, a música do tema do Super-Homem, enquanto os convidados se sentavam, de acordo com  The Star .

Comentando sobre uma visita de estado a Sheffield pelo monarca em 2015, ele disse: “Eu acredito que devemos ter um chefe de Estado eleito. Eu amo a rainha, ela é trabalhadora e uma pessoa adorável – mas o sistema está desatualizado.

Eu nem faria um brinde à rainha. Eu não posso agradar a todos. Vou me ater aos meus próprios princípios.

Magid, que usou seu discurso inaugural como conselheiro ecológico em 2016 para explodir o Brexit e a “xenofobia”, disse que vem acompanhando as notícias sobre o antissemitismo no Partido Trabalhista com interesse.

Mas ao mesmo tempo”, ele argumentou que o Partido Conservador – que introduziu o casamento gay e ordenou que as escolas promovam estilos de vida LGBT para crianças pequenas – “tem um grande problema com a homofobia, e isso não está sendo coberto“.

Com imagem do You Tube e informações de Breibart

União Europeia critica Turquia, mas não suspende negociações

Erdogan cogita referendo sobre adesão ao bloco e pena de morte.

BRUXELAS E ANCARA – O caminho para uma eventual entrada da Turquia na União Europeia (UE) ainda enfrenta muitos obstáculos, mas o país conseguiu nesta segunda-feira vencer mais uma barreira dentro do bloco. Reunidos em Bruxelas, os ministros das Relações Exteriores europeus rejeitaram o pedido da Áustria de suspender a candidatura do país.

Os chanceleres, no entanto, não deixaram de criticar a repressão do governo turco a supostos partidários de um golpe militar fracassado em julho.

Outro ponto que ameaça criar obstáculos ao país é a decisão anunciada nesta segunda-feira pelo presidente Recep Tayyip Erdogan: ele disse estar pronto para realizar um referendo no ano que vem sobre a continuidade das conversas com a UE e reiterou que restauraria a pena de morte — medida que, se aprovada no Parlamento, provavelmente acabaria com as esperanças turcas de integrar o bloco.

Em discurso na TV, Erdogan pediu paciência aos turcos e citou o exemplo do Reino Unido, que promoveu um referendo sobre a saída da UE.

— Vamos ao povo, uma vez que ele tomará a decisão final. O Reino Unido disse “vamos sair”, e saiu — afirmou.

O expurgo promovido pelo governo de Erdogan após o levante militar estremeceu as relações com a UE e gerou divisões dentro do bloco. Luxemburgo e Bélgica também criticaram a Turquia, mas os membros mais poderosos do bloco, França e Alemanha, argumentaram que o fim das negociações de adesão agora faria mais mal do que bem.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/uniao-europeia-critica-turquia-mas-nao-suspende-negociacoes-20468191#ixzz4Q5PawIxY

Emissora BBC é acusada de ser “muito cristã”

Agora a discussão gira em torno da concessão de um espaço de tempo semelhante para o islamismo, hinduísmo e outras religiões

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De acordo com uma reportagem do veículo de comunicação inglês The Times, a BBC tem sido “muito cristã” em sua pauta. O comentário surgiu depois que um líder muçulmano sugeriu que a emissora transmitisse as tradicionais orações muçulmanas de sexta-feira, da mesma forma que ela transmite os cultos cristãos. Agora a discussão gira em torno da concessão de um espaço de tempo semelhante para o islamismo, hinduísmo e outras religiões.

“Por um lado, é justa essa discussão e também dá oportunidade às minorias de receberem um espaço nas programações religiosas do canal, mas por outro lado, temos novamente a influência muçulmana na radiodifusão. Aaqil Ahmed, que foi nomeado em 2009 pela emissora para ser o chefe do departamento de ética e religião está de acordo com as reivindicações”, comenta um dos analistas de perseguição.

Atualmente, os cristãos na Europa também enfrentam perseguição. Milhares de refugiados conseguiram escapar da intensa violência do Oriente Médio e quando pisam em solo europeu continuam sendo perseguidos e ameaçados. Na Alemanha, por exemplo, os cristãos sofrem até agressões físicas em albergues, conforme a matéria Refugiados cristãos são perseguidos na Alemanha, publicada no mês passado. Em suas orações, interceda por eles.

Leia também
Cristãos refugiados sofrem discriminação na Europa
Cristãos europeus podem sofrer perseguição
Por que a Europa tem medo de Deus?

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/06/emissora-bbc-e-acusada-de-ser-muito-crista

Autoridades israelenses criticam imagens falsas divulgadas em relatório da OMS sobre palestinos

Jerusalém (TPS) – O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de maio de 2016 alertando para a “saúde mental, física e ambiental” dos palestinos sob controle israelense está enfrentando uma onda de críticas por parte de autoridades israelenses, que estão desafiando a precisão e objetividade do relatório. A conferência da OMS também está sendo analisada por grupos de vigilância que assinalam que um relatório palestino submetido à organização de saúde da ONU está repleto de falsas legendas nas imagens acusando Israel de irregularidades.

“Em vez de compilar um relatório profissional e objetivo, a OMS está sendo usada por aqueles cujo único interesse é prejudicar o Estado de Israel”, disse Danny Danon, embaixador de Israel na ONU. “Eles estão fazendo isso mesmo que isso signifique que eles estejam criando uma outra realidade e disseminando mentiras cruéis”.

Esse tipo de realidade alternativa foi apresentada em um relatório submetido à OMS pelo Ministério da Saúde da Autoridade Palestina, em que várias fotografias continham legendas com falsas descrições, muitas das quais foram detalhadas em um post pela organização de vigilância CAMERA (Comitê pela precisão em relatórios do Oriente Médio na América).

O relatório palestino também especulou sobre acusações consideradas absurdas contra Israel, sugerindo que Israel congela os corpos de terroristas palestinos a fim de ocultar um possível roubo dos órgãos do indivíduo falecido. O Ministério da Saúde palestino também sugeriu – citando uma “crença difundida entre os palestinos” e uma matéria no Pravda, principal jornal da antiga União Soviética – que “Israel tenha injetado vírus cancerígenos em prisioneiros”.

O relatório palestino de 59 páginas está cheio de imagens falsamente legendadas afirmando violações israelenses dos direitos palestinos.

Em uma seção, em que o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina acusa Israel de atacar equipe médica e hospitais palestinos, foi incluído no relatório uma fotografia de um soldado israelense em uma ambulância. A legenda descreve a imagem como “soldados de ocupação israelense fazendo uma busca no interior de uma ambulância palestina”. No entanto, a imagem – que na verdade é de uma ambulância da IDF (Forças de Defesa de Israel) – é cuidadosamente recortada para excluir o ícone da estrela de David, tanto quanto possível. Apenas uma pequena parte superior do símbolo judaico está exposto na parte inferior da fotografia, revelando tratar-se de ambulância israelense.

A importância da fotografia e sua falsa legenda refere-se à sua possível influência na elaboração do relatório da OMS, que foi proposto pela delegação do Kuwait em nome do Grupo Árabe e da Autoridade Palestina. A versão final do relatório pede ao diretor-geral que apresente recomendações para melhorar as condições de saúde dos palestinos com foco em uma série de áreas, incluindo “incidentes de atraso ou negação de serviço de ambulância”.

Houve vários outros casos em que o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina incluiu fotografias com legendas falaciosas, conforme documentado no relatório da CAMERA e do Isreallycool, um blog pró-Israel.

A legenda de uma imagem descreve um cenário no qual “colonos atacam uma criança palestina enquanto são observados pelas forças de ocupação israelenses”. No entanto, na fotografia, que foi tirada por um fotógrafo da Agence France Presse (AFP – Agência de Notícias da França) e pertence àGetty Images, é, na verdade, uma criança israelense que está sendo puxada pelas forças de segurança de residentes judeus do posto avançado Havat Gilad. Não existem palestinos na imagem.

Em outro exemplo, uma imagem fictícia de um ataque em potencial contra as instalações nucleares iranianas por um M-15 israelense foi descrita no relatório como uma fotografia de um ataque aéreo israelense em Gaza durante a Operação Margem Protetora em 2014. O fundo montanhoso da imagem, criado por Al Clark do blog The Aviationist, retrata uma região geográfica que contrasta com as planícies da Faixa de Gaza.

Nem a Organização Mundial da Saúde, nem o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina respondeu aos pedidos da agência de notícias Tazpit (TPS) para comentar sobre as informações aparentemente falsas no relatório palestino. O embaixador Danon, por sua vez, mantém a esperança e o compromisso em lutar contra falsas acusações em organizações internacionais como a OMS e a ONU pelos palestinos e outros.

“Vamos continuar a enfrentar a incitação espalhada por entidades anti-Israel que estão usando instituições internacionais para denegrir o bom nome de Israel”, disse Danon.

Fonte: TPS / Texto: Jonathan Benedek / Tradução: Alessandra Franco / Foto: Hillel Maeir

Agência Tazpit

Governo argelino não suporta críticas ao islã

“Os líderes não toleram aqueles que criticam o islã e agem com muita violência contra os apóstatas do Estado. Eles ferem a liberdade de expressão e de imprensa nesse país”

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De acordo com a agência de notícias France Presse, o Ministério Público argelino aceitou as acusações criminais de um imã (líder religioso islâmico) contra um escritor que expressa publicamente suas opiniões e críticas à fé islâmica. O escritor é conhecido como Kamel Daoud, também é jornalista, tem 45 anos e atualmente é colunista do jornal francês Le Quotidien d’Oran, onde escreve seus artigos baseados no tema Raina Raïkoum (Minha opinião, a sua opinião). Kamel já foi indicado para o Prêmio Renaudot, uma das mais importantes premiações literárias da França. Quando ele se refere ao Estado Islâmico, escreve coisas do tipo: “Eles cortam gargantas, matam, apedrejam, decepam mãos, destroem a herança comum da humanidade e desprezam arqueologias, mulheres e não muçulmanos. Já a Arábia Saudita é mais bem vestida e organizada, mas faz as mesmas coisas”, escreveu em um de seus artigos para o jornal New York Times.

Em abril de 2015, o trecho de um de seus livros foi destaque na revista New Yorker, onde o autor expressou sua opinião baseada no título “Veja o que o Estado Islâmico fez com a Arábia Saudita”, além de outros textos que foram publicados em jornais locais e que atraíram a atenção da militância muçulmana. Suas opiniões também foram parar na mídia eletrônica, o que aumentou ainda mais a repercussão do caso. “O governo argelino não tolera aqueles que criticam o islã e age com muita violência contra os apóstatas do Estado. Eles ferem a liberdade de expressão e de imprensa nesse país”, comenta um dos analistas de perseguição. A Argélia é o 37º país na Classificação da Perseguição Religiosa atual, onde o islã se torna cada vez mais visível e impositivo. A igreja no país ainda é muito jovem e sofre as consequências por divulgar o cristianismo.

Embora Kamel não esteja defendendo os cristãos, seu posicionamento contra os extremistas islâmicos é relevante e justo. Ele já declarou uma vez: “A religião é um transporte coletivo que eu não pego. Prefiro ir até esse Deus a pé, não em viagem organizada”. Mas suas declarações lhe renderam uma “fatwa” (decisão judicial que pode chegar a uma sentença de morte), ao que ele respondeu: “Eles me reprovam por minha tomada de posição contra os extremistas islâmicos, porque falo com liberdade e conhecimento de causa, já que na juventude fui simpatizante desses movimentos, e porque escrevo em francês; fui acusado de ser sionista e pró-francês”, disse ele em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, durante o Salão do Livro de Paris. Depois completou: “Minha morte pode chegar de qualquer jeito e a qualquer hora. Ao mesmo tempo, não me faço de herói, todo mundo está ameaçado, a civilização está ameaçada. Quando 200 estudantes são sequestradas pelo Boko Haram, acho indecente falar de mim”, finalizou o jornalista. Ore por essa nação.

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Moscou reage a críticas de Merkel sobre conflito sírio

Porta-voz de Putin diz que Merkel deve ter cautela ao comentar crise no país. Kremlin ressalta que não há evidências de que ataques aéreos russos contra extremistas têm atingido civis.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta terça-feira (09/02) que a chanceler federal alemã, Angela Merkel, deve ter cautela ao comentar a crise síria.

“Novamente pedimos que todos sejam cuidadosos e responsáveis em suas escolhas de palavras, dada a delicada situação na Síria”, afirmou Peskov, ao ressaltar que não há evidências de mortes de civis em consequência dos ataques aéreos russos.

Durante encontro com o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, em Ancara, na segunda-feira, Merkel disse que todos estão “horrorizados” com o sofrimento vivido pela população síria. A chanceler ressaltou que a Rússia é signitária de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que prevê a interrupção imediata de ataques contra civis.

Já Peskov argumentou que, no passado, ninguém criticou a “barbárie” provocada por grupos terroristas que atacaram as forças do governo sírio. Ele insistiu que o alvo dos caças aéreos russos são os extremistas.

Outras reações

Em Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que os ataques aéreos da Rússia tem piorado o conflito sírio e levado a um aumento no número de refugiados que tentam chegar à Europa.

“Como uma consequência direta da campanha militar russa, o regime assassino de Assad está ganhando espaço, a oposição moderada síria está perdendo terreno e milhares de refugiados estão fugindo em direção à Turquia e Europa”, disse nesta terça.

O chefe da Otan, Jens Stoltenberg, criticou a Rússia e anunciou que vai considerar “seriamente” o pedido da Alemanha e da Turquia para que a aliança ajude a conter a crise migratória no Mediterrâneo.

KG/afp/dpa/rtr

http://www.dw.com/pt/moscou-reage-a-cr%C3%ADticas-de-merkel-sobre-conflito-s%C3%ADrio/a-19036895

Países falharam ao lidar com crise de refugiados, diz presidente da Comissão Europeia

Até agora, apenas 272 pessoas que chegaram à Grécia e Itália foram realocadas para outras nações do bloco.

BRUXELAS — O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, criticou nesta sexta-feira os Estados Membros da UE que não cumpriram seus compromissos em realocar até 160 mil requerentes de asilo que chegaram à Grécia e à Itália. O líder europeu classificou como “inaceitável” a recusa de países em acolher imigrantes e disse estar cansado em ser acusado de não tomar as medidas necessárias para lidar com o grande fluxo de imigrantes que chegou ao continente.

— Não é a Comissão que falhou, mas alguns Estados membros que não cumpriram seus compromissos — disse Juncker durante uma entrevista coletiva. — Não é possível que uma proposta da Comissão, adotada pelo Conselho e Parlamento Europeus sobre a realocação dos refugiados não seja aplicada logo.

Até agora, o plano lançado pelo bloco em setembro para repartir 160 mil refugiados que haviam desembarcado em solo grego ou italiano só conseguiu realocar menos de 272 pessoas em outros países, segundo o último balanço divulgado. O projeto de levar imigrantes diretamente para nações fora da UE, como a Turquia, também caminha a passos de tartaruga.

Além disso, as nações da UE também estão falhando em devolver aos países de origem aqueles que não conseguem atingir os requisitos necessários para serem integrados ao bloco. Das centenas de milhares de pessoas que chegaram desde setembro, menos de 900 foram mandadas de volta para casa.

Outro ponto de preocupação é o Acordo de Schengen, como é conhecido o tratado de livre circulação entre os países europeus signatários, sob ameaça após vários países decretarem controles nas fronteiras. Para Juncker, o desemprego no país pode aumentar se o sistema deixar de existir.

— Schengen é um das maiores conquistas do processo de integração europeu. Sem o livre movimento de trabalhadores ou a liberdade de trânsito para os cidadãos, o euro não tem sentido — afirmou. — Menos Schengen significa menos emprego e crescimento econômico.

Só no ano passado, mais de um milhão de refugiados chegaram ao continente após fugirem de conflitos armados e da pobreza no Oriente Médio, África e Ásia, vindos principalmente da Síria, do Iraque e do Afeganistão.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/paises-falharam-ao-lidar-com-crise-de-refugiados-diz-presidente-da-comissao-europeia-18481154#ixzz3xKi7BuU9

Egyptian Foreign Ministry Blasts New York Times for ‘Giving Veneer of Legitimacy’ to Gaza Smugglers

A spokesperson for Egypt’s Ministry of Foreign Affairs attacked the New York Times on Friday for publishing an article that it said evokes sympathy for smugglers in the Gaza Strip and gives legitimacy to their tactics.

The piece in question was published by the New York Times on Wednesday and was titled, “As Egypt Floods Gaza Tunnels, Smugglers Fear an End to Their Trade.” The article profiles Gaza smugglers who are fearful that efforts by the Egyptian government to limit illegal smuggling across the Gaza-Sinai border could “spell doom for their trade.” The first paragraph of the article includes a quote from a worried smuggler who said, “This is the end for us.”

Writing on the Foreign Ministry’s blog, spokesperson Ahmed Abu Zeid said the article is “audaciously intended” to leave the reader sympathetic to the smugglers. By referring to their illegal activity as “trade,” the New York Times is “trying to obfuscate reality, giving a veneer of legitimacy to what is essentially an illegal practice condemned by international and domestic law,” Zeid wrote.

He wondered if the New York Times is unaware that it is every country’s “sovereign prerogative” and “international duty” to defend and secure its borders against illegal smuggling.

“What if that smuggling was taking place through clandestine, hidden, underground tunnels that can neither be monitored nor controlled?” he asked. “Would that not make the issue all the more urgent?”

Zeid also blasted the Times for attempting to frame Egypt as responsible for the decline of Gaza’s economy, and the rise of unemployment, poverty and constant power cuts. The accusations are “nothing short of absurd,” he said, adding that advocating for an “underground, illicit economy” is not the way to help Palestinians.

Zeid said the article is “deliberately oblivious” to the fact that the Gaza tunnels pose a threat to Egypt’s national security, because they help fuel and supply terrorists in the Sinai.

“After all, if commodities can be smuggled undetected across a border, what is to stop weapons, human beings and historical and cultural artifacts from being smuggled in the same way?” he asked. “There is plenty of evidence that narcotics and human traffickers have repeatedly exploited the tunnels. Convicted criminals are known to have escaped through them. Weapons and firearms are constantly being smuggled across them… Is this the kind of lawlessness the NYTis advocating?”

In conclusion, Zeid accused the Times of biased reporting, intent on “discrediting Egypt’s image in any possible way, for any possible reason.” He charged the publication with misleading and deceiving its readership, a feature he believes is prominent in all its reportage on Egypt.

“This time,” he wrote, “the paper has gone a step further, advocating what would amount to a situation of lawlessness and chaos.”

http://www.algemeiner.com/2015/10/11/egyptian-foreign-ministry-blasts-new-york-times-for-giving-veneer-of-legitimacy-to-gaza-smugglers/

Saudi prince: Iran deal worse than one with N. Korea

Saudi Prince Bandar bin Sultan, a former ambassador to Washington, has said in an opinion piece for Elaph newspaper that the United States moved forward with the Iran nuclear deal despite predictions of the situation developing into a North Korean-style scenario.

In a column published by the London-based Arabic news website Elaph, the former chief of intelligence said the nuclear deal “will wreak havoc in the Middle East,” a region already plagued by major conflicts.

“Serious pundits in the media and in politics say that President Obama’s Iran deal is ‘déjà vu’ in relation to President Clinton’s North Korean nuclear deal.”

President Clinton’s decision was based on strategic foreign policy analysts, top secret national intelligence, and the desire “to save the people of North Korea from starvation,” wrote Prince Bandar, in reference to the 1994 “Agreed Framework” between North Korea and the United States that aimed to freeze the country’s nuclear power program.

The agreement finally broke down in 2003 when North Korea announced its withdrawal from the international Nuclear Non-Proliferation Treaty (NPT) and later declared it had manufactured nuclear weapons. The country now has as many as 20 nuclear warheads, according to Chinese intelligence.

President Clinton “would not have made that decision” had he known it was based on “a major intelligence failure” and “wrong foreign policy analysis,” wrote Prince Bandar, nephew of Saudi King Salman bin Abdulaziz.

But “President Obama made his decision to go ahead with the Iran nuclear deal fully aware that the strategic foreign policy analysis, the national intelligence information, and America’s allies in the region’s intelligence all predict not only the same outcome of the North Korean nuclear deal but worse – with the billions of dollars that Iran will have access to,” Prince Bandar stated.

“It will wreak havoc in the Middle East which is already living in a disastrous environment, in which Iran is a major player in the destabilization of the region,” he continued.

Why would Obama go ahead with such an agreement, “knowing what President Clinton didn’t know when he made his deal with North Korea?” questioned the former diplomat.

It’s because Obama “ideologically believes what he is doing is right,” said Prince Bandar.

“Everything else, that could be a disastrous result of his decision, I believe he thinks it is acceptable collateral damage,” he added.

“I am convinced more than any other time that my good friend, the magnificent old fox Henry Kissinger, was correct when he said ‘America’s enemies should fear America, but America’s friends should fear America more’,” wrote Prince Bandar, quoting the former U.S. secretary of state and Nobel Peace Prize winner who served under former presidents Richard Nixon and Gerald Ford.

“People in my region now are relying on God’s will, and consolidating their local capabilities and analysis with everybody else except our oldest and most powerful ally,” wrote the prince.

On Tuesday, Iran and five major world powers formally concluded a deal that aimed at ensuring Iran does not obtain a nuclear weapon.

Iran and major powers agreed on a mechanism under which the U.N. nuclear watchdog, the International Atomic Energy Agency, could gain access to suspect nuclear sites in Iran under certain conditions, according to the text of the Iran nuclear agreement.

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/07/16/Saudi-Prince-Bandar-Iran-deal-worse-than-North-Korean-deal-.html

Escritora e ativista é perseguida por críticas ao Islã: ‘O primeiro passo para mudar é na atitude’

Ayaan Hirsi Ali acha equivocado desassociar a religião de atos radicais, mas nega ser islamofóbica.

RIO – Ela tinha apenas 5 anos quando entrou nas estatísticas de meninas e mulheres vítimas de mutilação genital na Somália. Foi somente na Holanda, depois de deixar o continente esquecido, que seu nome tornou-se público. Ayaan Hirsi Ali deixava o anonimato para ser reconhecida, mais tarde, como uma das principais vozes críticas ao Islã e uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista “Time”.

Escritora, ativista, política, feminista e ateísta, Ayaan defende uma reforma profunda na doutrina islâmica, tema central de seu livro “Herege”, que chegou às livrarias do Brasil esta semana com a promessa de ser uma de suas obras mais polêmicas. Num texto que mistura sua experiência pessoal com propostas de mudança para o Islã, ela é categórica ao afirmar que a religião é violenta por essência e não se pode desassociar de atos de extremismo.

Da mesma forma que, segundo a autora, o Islã inspira o terrorismo, a doutrina influencia meninas que abandonam suas casas para se juntarem ao Estado Islâmico (EI) em Síria e Iraque.

Seu posicionamento rendeu-lhe fortes ataques da comunidade islâmica e também ameaças de morte. Em entrevista ao GLOBO por telefone, ela afirmou viver sob proteção de seguranças e disse não poder revelar nem o estado onde mora atualmente, nos EUA.

Nos seus livros, a senhora critica a perspectiva da mulher no mundo islâmico. Acha que a condição das mulheres melhorou ou piorou nos últimos anos?

Não acho que as coisas melhoraram. O que melhorou é que há mais ativismo de mulheres. No Afeganistão, há mulheres lutando pelos seus direitos e contra a sharia (lei islâmica). Na Arábia Saudita, há mulheres lutando pelo direito de dirigir. No Egito, contra abuso sexual. Acredito que o ativismo que estamos vendo agora é em resposta ao fato de que as mulheres estão se comprometendo e desafiando o radicalismo do Islã no Oriente Médio e em alguns países. Em 1960, as mulheres nos países muçulmanos tinham problemas, mas os governos e as sociedades estavam mudando e se modernizando. Há uma involução dos direitos das mulheres. Quando há ascensão do Islã radical, os direitos das mulheres são completamente violados.

‘Acho que a minha obrigação é promover essa narrativa de vida, liberdade e igualdade acima da sharia ou da jihad’

– AYAAN HIRSI ALIsobre seu ativismo

Como a circuncisão impactou na sua vida?

Detalhei a mutilação no meu livro “Infiel”. É uma prática, uma tradição, que afetou 140 milhões de meninas e mulheres, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Algumas crianças morrem no processo, algumas têm infecção. Você tem conviver com uma cicatriz persistente.

Atualmente, temos visto muitos casos de meninas e mulheres que abandonam seus lares, inclusive no Ocidente, para se juntarem ao Estado Islâmico. Na sua opinião, qual é a motivação delas?

As histórias que li são de meninas com estudo, saúde, amigos, de classe média e com boas perspectivas de futuro. Mas elas estão convencidas de que fazem o certo porque foram ensinadas que, se há um califado, se há um verdadeiro Estado islâmico, precisam unir-se a isso, fazer parte, se casar. Quando tinha 16 anos, eu acreditava nisso. Fui membro da Irmandade Muçulmana. Achava que a sharia era a melhor coisa no mundo e, se houvesse um Estado islâmico, provavelmente teria ido e feito o mesmo que elas. Essas meninas acreditam numa terrível ideologia. Seguem uma convicção e acham que estão fazendo algo muito maior do que elas.

Mas elas têm conhecimento sobre a brutalidade cometida pelos jihadistas…

Somos ensinados que violência por causa de Alá é obrigação. Se você ler o material de segurança e de propaganda do Estado Islâmico, o que se vê constantemente são referências ao profeta Maomé e ao Alcorão. Quando se pergunta sobre violência, os extremistas dizem que não estão inventando essas coisas. Que o profeta fazia o mesmo. Ele também decapitou, ele também escravizou mulheres. Eles argumentam que estão fazendo justamento o que o profeta ordenou.

Como é ser uma vítima da violência, refugiada, empregada e depois se tornar política, ativista e uma das uma das principais vozes críticas ao Islã?

Isso é um progresso na vida humana. O que eu fiz foi investir na narrativa da vida. Eu acho que a minha obrigação é promover essa narrativa de vida, liberdade e igualdade acima da sharia ou da jihad.

No livro “Herege”, a senhora defende a necessidade de uma reforma no Islã. Quais são os principais pontos?

O primeiro é atitude. Muitos muçulmanos acham que têm de agir exatamente como está escrito no Alcorão e seguindo os passos de Maomé. A reverência incondicional ao profeta e ao livro é um problema. O segundo é a narrativa da vida após a morte. O Islã é obcecado com a ideia de se preparar para a morte. A morte é o objetivo. Outra mudança seria na sharia, que regula absolutamente tudo no mundo islâmico. Por último, a jihad, que significa guerra santa, deveria ser substituída por guerra de paz.

A senhora acredita que mudanças podem vir em breve?

Sou muito otimista e acho que vai acontecer, só não sei se isso ocorrerá enquanto eu estiver viva. Há, inclusive, ex-jihadistas que foram membros da al-Qaeda e do Estado Islâmico que se desculparam, que mudaram de ideia e estão pedindo reformas.

O que a senhora diria às pessoas que a acusam de islamofobia?

Há organizações e líderes muçulmanos que sustentam que o Islã não é o problema. O termo (“islamofobia”) foi fabricado para calar qualquer discussão ou crítica ao Islã. Foi criado por quem quer promover a ideia da sharia.

Como os governos locais e a comunidade internacional podem combater o extremismo?

Podem fazer isso encorajando a reforma, ajudando as organizações que propõem mudanças, confrontando a ideologia radical e propagando a narrativa da vida, da vida antes da morte, na Terra, em vez de vida após a morte.

http://oglobo.globo.com/mundo/escritora-ativista-perseguida-por-criticas-ao-isla-primeiro-passo-para-mudar-na-atitude-16435613