Arquivo da tag: #Cuba

Cristianismo é sufocado e islamismo apoiado pelo governo

O que mais chama a atenção dos religiosos é que o país que se declara comunista e que tem sufocado a liberdade dos cristãos, agora está se abrindo para o islã.

Desde que o Irã passou a criar centros islâmicos para difundir sua ideologia na América Latina, Cuba tem buscado mais parcerias com o mundo muçulmano. O presidente Erdogan conseguiu concluir seu feito de construir uma mesquita em Havana, no ano de 2015. Os fieis afirmam que praticam a religião sem obstáculos, numa ilha que foi marcada pelo ateísmo durante muitos anos.

Recentemente, também foram abertas mesquitas no México, Colômbia e Venezuela. Mas no caso de Cuba, o que mais chama a atenção dos religiosos é que o país que se declara comunista e que tem sufocado a liberdade dos cristãos, agora está se abrindo para o islã. A lei permite o cristianismo somente na teoria, mas na prática já excluiu o ensino religioso nas escolas públicas, algumas igrejas já foram destruídas e outras tiveram suas atividades encerradas.

Nos últimos três anos, os iranianos já criaram um centro cultural xiita e a mesquita em Havana, que investe em recrutar e converter os cubanos, com o apoio das autoridades de Cuba. Enquanto isso, cristãos já foram até mesmo agredidos fisicamente porque tentaram impedir a demolição de um igreja por funcionários do governo que os chamaram de “subvertidos”. Nas leis e documentos oficiais há severas restrições sobre encontros, cultos e evangelização nas ruas. Ore por essa nação.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/cristianismo-e-sufocado-e-islamismo-apoiado-pelo-governo

Anúncios

Liberdade religiosa continua a ser um desafio para Cuba

A lei permite o cristianismo na teoria, mas condena na prática, através de restrições cada vez mais específicas. O governo também não permite o ensino religioso nas escolas públicas

18-cuba-0370000299.jpg

Cuba não aparece na Classificação da Perseguição Religiosa atual, mas sua pontuação fez com que se posicionasse em 63º lugar na lista. A liberdade religiosa nesse país ainda é um desafio, mesmo que o reconhecimento do direito dos cidadãos de praticar qualquer crença religiosa faça parte da Constituição. A lei permite na teoria, mas condena na prática, através de restrições cada vez mais específicas. Bíblias e outras literaturas cristãs só podem ser importadas e distribuídas por grupos religiosos registrados e monitorados pelo governo cubano. O governo também não permite o ensino religioso nas escolas públicas.

Em visita a Cuba, no mês de março, o presidente americano Barack Obama, levantou certa esperança de que a política do país pudesse mudar em algum aspecto. Obama é o primeiro presidente em exercício a visitar Cuba desde a revolução de 1959. De acordo com a CSW (Christian Solidarity Worldwide – Solidariedade Cristã Mundial), algumas horas antes do presidente chegar ao país, o líder cristão Mario Felix Lleonart Barroso foi preso e sua esposa ficou detida em prisão domiciliar e a igreja que eles administram ficou cercada pela polícia cubana.

“O presidente Obama encontrou em Cuba o regime de Fidel Castro, que continua a reprimir a liberdade. Essa decisão de prender Mario Felix e sua esposa, juntamente com suas filhas, e ainda na semana santa, representa um total desprezo pelos direitos humanos. O líder religioso está com sua saúde muito debilitada e é fácil perceber que ele está doente, só pela aparência. O que eles fizeram foi desumano”, disse o congressista americano Jeff Duncan, que é o presidente do Comitê dos Representantes na Subcomissão de Assuntos Exteriores no Hemisfério Ocidental.

“Essa aproximação entre os Estados Unidos e Cuba pode ser algo positivo, mas ainda não serviu de nada para alterar a situação negativa da liberdade religiosa no país. Mario Felix foi preso injustamente, simplesmente para ser impedido de participar das atividades públicas relacionadas à visita do presidente americano. Ele não é bem visto pelo governo por ser um ativista da liberdade religiosa proeminente. Muitos outros líderes religiosos são ameaçados de prisão e sofrem vários tipos de violência, com suas igrejas e casas destruídas. A justificativa da polícia é sempre a mesma: insubordinação. Basta falar contra o governo e as algemas já estão prontas”, conclui um dos analistas de perseguição. Interceda por essa nação.

Leia também
Igrejas são demolidas em Cuba
Liberdade religiosa em Cuba está ameaçada
Cuba recebe 83.000 Bíblias

 

Igrejas são demolidas em Cuba

Cerca de 200 membros foram detidos para manter a ordem e impedir a ação

09_Cuba_0150000029

De acordo com relatórios da Portas Abertas, pelo menos quatro igrejas foram destruídas e outras receberam ordem judicial para fechamento, só no mês de janeiro. Informações do Christian Todayafirmam que uma igreja de Santiago, cidade cubana que fica ao leste do país, foi totalmente destruída por funcionários do governo, além disso, cerca de 200 membros foram detidos para manter a ordem e impedir que os agentes entrassem na frente dos tratores e escavadeiras que realizavam a operação.

“Muitos foram espancados durante as detenções. E a demolição aconteceu enquanto Toledano, o líder cristão responsável pela igreja, estava nos Estados Unidos”, comenta um dos analistas de perseguição. Segundo ele, outras três igrejas tiveram o mesmo destino. “Medidas drásticas como estas acontecem quando o governo acusa os líderes de ‘subversão’, ou seja, basta que eles critiquem o governo ou se posicionem contra ele. Sendo que os cristãos já estão instruídos a parar com as obras evangelizadoras que realizavam”, explica o analista.

Atualmente, Cuba não está entre os 50 países mais hostis ao evangelho, mas está posicionado em 63º lugar. Embora seja um país onde a “liberdade de religião” se encontra nas leis e nos documentos oficiais, na prática o que se vê são severas restrições às reuniões e encontros, cultos, evangelização nas ruas e até construção de igrejas. O governo diz que é neutro em questões relacionadas ao cristianismo, exigindo a separação entre a igreja e o Estado, mas age com severidade contra os cristãos. Aos cubanos não é permitido criticar o governo abertamente, falar mal do regime ou ainda reclamar da situação precária que o povo enfrenta. Ore por essa nação.

Leia também
Legalização de distribuição de Bíblias em Cuba gera dúvidas
Liberdade religiosa em Cuba está ameaçada
Esposa de pastor é presa em Cuba

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/04/igrejas-sao-demolidas-em-cuba

 

Após reaproximação com Cuba, conheça os 3 países que ainda não têm relações com os EUA

A bandeira dos Estados Unidos voltou a ser hasteada em Havana na sexta-feira, pela primeira vez em 54 anos, na reabertura da embaixada americana em Cuba.

O funcionamento das representações diplomáticas dos dois países – oficializado desde 20 de junho – reduz a lista de países com os quais Washington não mantém relações oficiais.

Veja quais são esses países e o que levou ao rompimento diplomático:

Butão

Dos três países da lista, o Butão talvez seja o caso mais inusitado, já que o país nunca teve conflitos ou rusgas com os EUA.

Mas apenas dois países, Bangladesh e Índia, têm embaixada na capital butanesa, Timfu.

O Butão é um pequeno, remoto e empobrecido reino enclavado no Himalaia, entre dois poderosos vizinhos: Índia e China.

Sem saída para o mar e quase totalmente isolado durante séculos, o país deixou entrar alguns aspectos do mundo exterior – houve uma abertura nas décadas de 1960 e 1970, quando se tornou membro da ONU – ao mesmo tempo em que protege ferozmente suas tradições.

Ainda que Butão e EUA nunca tenham estabelecido relações diplomáticas formais, mantêm laços cordiais e informais por meio da embaixada americana em Nova Déli, na Índia, que cumpre funções consulares aos butaneses, e pela missão do Butão em Nova York, na ONU.

Leia mais: Quem é o homem de Washington em Havana?

Butão tem poucas relações diplomáticas

Segundo o Departamento de Estado americano, o governo convida anualmente participantes butaneses aos EUA via programas acadêmicos.

Em janeiro deste ano, o secretário de Estado, John Kerry, se reuniu com Tshering Tobgay, premiê butanês, durante uma cúpula regional em Ahmedabad, Índia.

Esse encontro foi a primeira reunião entre um chefe da diplomacia americana e um líder butanês. O estabelecimento das relações diplomáticas não foi discutido.

Irã

A imagem de bandeiras americanas sendo incendiadas ou pisoteadas nas ruas de Teerã se tornou comum depois da Revolução Islâmica de 1979.

Naquele ano, o xá Reza Pahlevi apoiado pelos EUA foi derrubado, e o país se converteu numa República Islâmica – os clérigos assumiram o controle político, sob o mando do aiatolá Khomeini.

O líder supremo chegou a se referir aos EUA como o “grande satã”, e a partir de então foi assim que o país passou a ser chamado no Irã.

Washington havia estabelecido relações diplomáticas com a Pérsia em 1883, mas estas foram rompidas em 1980, depois que um grupo de estudantes iranianos invadiu a embaixada americana em Teerã e manteve 52 pessoas como reféns durante vários meses.

Os estudantes protestavam pelo fato de os EUA terem dado asilo ao xá, recém-derrocado do poder.

Em 2002, o então presidente dos EUA George W. Bush declarou o Irã parte de um “eixo do mal”.

E, ainda que Barack Obama tenha adotado um tom menos agressivo, Washington continuou por anos acusando o Irã de tentar desenvolver armas nucleares. Teerã, por sua vez, sempre alegou que suas ambições nucleares têm fins pacíficos.

Leia mais: O ‘ninho de espiões’ que sediará a Embaixada dos EUA em Havana

Acordo nuclear aliviou tensões entre EUA e Irã

Após um longo caminho de diálogo, um grupo de seis potências mundiais – incluindo os EUA – assinou em junho um acordo nuclear com o Irã, que alivia o embargo econômico contra Teerã em troca de mais supervisão externa sobre seu programa atômico.

Ao mesmo tempo, Israel, tradicional aliado americano e opositor ao acordo nuclear, também sempre foi um fator determinante na ausência de relações entre EUA e Irã.

Como diz o próprio Departamento de Estado americano, o fato de o Irã não ter reconhecido o direito de Israel a existir como país é um “obstáculo às possibilidades de paz no Oriente Médio por ter armado militantes, incluindo (o grupo islâmico palestino) Hamas, (o libanês) Hezbollah e a Jihad Islâmica Palestina”.

Coreia do Norte

A Coreia do Norte é, há décadas, uma das sociedades mais fechadas do mundo.

País relativamente jovem – formado em 1948 -, com um regime de governo nominalmente comunista, a Coreia do Norte tem sua história guiada pelo líder Kim Il-sung. Apesar de ele ter morrido em 1994, foi nomeado presidente “eterno”.

Os EUA nunca tiveram relações diplomáticas com a Coreia do Norte, mas sim com a dinastia Joseon, em 1882, cinco décadas antes da divisão da península coreana.

A partir de 1910 e durante 35 anos, o Japão exerceu poder colonial sobre a Coreia, algo que, somado aos desdobramentos da Segunda Guerra Mundial, acabou dividindo a península em duas zonas de ocupação: uma ligado à União Soviética, no norte, e outra aos EUA, no sul.

Os dois territórios não conseguiram se unificar e, em 1948, foram estabelecidas oficialmente duas nações: a República da Coreia, no sul, e a República Popular Democrática da Coreia, no norte.

Desde então, os EUA têm respaldado os interesses sul-coreanos, liderando inclusive sua defesa à ofensiva do Norte durante a Guerra da Coreia, em 1950.

Leia mais: Conheça as ferramentas que impedirão o Irã de burlar acordo nuclear

Kim Jong-un, presidente norte-coreano, é neto de Kim Il-sung, líder do país

Hoje, a embaixada da Suécia em Pyongyang oferece serviços consulares limitados aos cidadãos americanos.

A Coreia do Norte, por sua vez, não tem embaixada em Washington, mas tem uma missão na ONU.

Apesar da ausência de laços diplomáticos entre os governos, os EUA têm jurisdição para auxiliar a Coreia do Norte com programas humanitários, em particular durante períodos de fome extrema.

O programa nuclear norte-coreano é outro ponto de conflito constante entre os dois países.

Diversos esforços internacionais para frear as ambições atômicas de Pyongyang levaram à assinatura de alguns acordos parciais e intermitentes, mas constantemente sabotados por testes nucleares norte-coreanos.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150814_eua_paises_relacoes_diplomaticas_pai