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Síria: ONU quer que Damasco abra os céus à ajuda humanitária

A ajuda humanitária continua a chegar a conta gotas a apenas uma pequena parte das 592 mil pessoas sitiadas pela guerra na Síria.

Cinco camiões da ONU e do Crescente Vermelho distribuem desde ontem apenas medicamentos à povoação rebelde de Deraya, cercada pelo regime desde há quatro anos.

Uma ajuda insuficiente para a população local e a ONU que apelam a Damasco que autorize a distribuição de ajuda por via aérea.

Segundo o vice-enviado da ONU para a Síria, Ramzy E. Ramzy:

“É necessário obter a autorização do governo para garantir a segurança, mas pode não ser suficiente. Há outros grupos espalhados pela Síria que têm a capacidade de dificultar estas operações e isso tem de ser tomado em conta”.

A Rússia, aliada de Assad, tinha já largado mantimentos em Abril sobre as zonas sitiadas no leste da Síria.

Estados Unidos, Reino Unido e França convocaram uma reunião do Conselho de Segurança para sexta-feira, para exigir que Damasco cumpra o compromisso de autorizar a largada de mantimentos no início de Junho.

A ONU reconhece que apenas 4 das 19 cidades sitiadas poderiam ser reabastecidas por aviões, quando não dispõe de helicópteros para aceder às zonas mais remotas do país.

A oposição síria criticou, por seu lado, e em vídeo, as caravanas humanitárias que, nos últimos dias, têm conseguido aceder a algumas cidades sitiadas, classificando-as como “um remendo temporário”.

http://pt.euronews.com/2016/06/02/siria-onu-quer-que-damasco-abra-os-ceus-a-ajuda-humanitaria/

Bombardeio em escola síria mata 10 crianças

Um garotinho chama pela mãe em meio ao caos após um ataque aéreo na Síria que deixou dezenas de mortos e muitos feridos.

Bombardeios aéreos contra uma escola e outras áreas controladas pelos insurgentes nos subúrbios de Damasco mataram dezenas de pessoas, incluindo dez crianças e um diretor de escola, informou um grupo de acompanhamento da guerra síria.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que os aviões atacaram a cidade de Douma, a 15 quilômetros ao nordeste da capital, e que houve também ataque de mísseis disparados pelo exército sírio nas zonas circundantes, incluindo a província de Ghouta.

Assad acompanha oração do fim do Ramadã em mesquita de Damasco

O presidente sírio, Bashar al-Assad, acompanhou nesta sexta-feira a oração do Eid Al-Fitr, a festa do fim do jejum muçulmano do Ramadã, em uma mesquita em Damasco, informou a agência oficial Sana.

O chefe de Estado, cujas tropas combatem os rebeldes sírios e o grupo jihadista Estado Islâmico, faz raras aparições em público desde o início do conflito, há mais de quatro anos.

Assad se dirigiu à mesquita de Al-Hamad, no bairro de Muhajirin, a noroeste da capital síria, na presença de “funcionários de alto escalão do partido (Baath, no poder) e do Estado”, segundo a agência, que tuitou uma foto na qual o dirigente aparece sorrindo cercado por líderes religiosos.

Em seu sermão, o imã da mesquita, o xeque Mohamad Sharif al-Sawad, “rezou a Deus para que preserve a Síria, seu líder, seu exército e seu povo, e que conquistem a vitória sobre seus inimigos”.

“O exército sírio seguirá defendendo a pátria”, acrescentou, segundo a agência.

O regime considera seus inimigos como terroristas a mando de países estrangeiros, sem distinguir entre ativistas pacíficos, rebeldes e jihadistas.

Mais de 230.000 pessoas morreram desde o início do conflito na Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, e milhares precisaram fugir do país.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/assad-acompanha-oracao-do-fim-do-ramada-em-mesquita-de-damasco.html

Síria: Comissário geral da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos está em Damasco

Pierre Krähenbühl, comissário-geral da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos, está em Damasco para se inteirar da situação no campo de Al Yarmuk.

Este domingo visitou uma escola que serve de abrigo a refugiados que conseguiram fugir do campo. Al Yarmuk continua sob o fogo cruzado do exército sírio e dos jihadistas do Estado Islâmico que já controlam grande parte do campo.

“Continuamos muito preocupados com os refugiados e os civis que se encontram em Yarmuk Estamos muito determinados em dar assistência a quem temporariamente deixou o campo para procurar abrigo noutro lugar. Também teremos muito em conta as carências em Yalda e Babila”, disse o representante das Nações Unidas.

Krähenbühl avistou-se com responsáveis do Governo sírio solicitando a criação de corredores de segurança para quem quiser abandonar o campo localizado nos arredores de Damasco, que o Estado Islâmico tenta conquistar.

“Nós, os refugiados do campo de Al Yarmuk, somos civis. Temos crianças e doentes e não existem medicamentos nem médicos. Não há nada, nem água nem alimentos. Deixem abrir corredores para nós. Temos de comer e beber. Deixem que eles nos ajudem”, pediu uma refugiada.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos avançou que o exército tem efetuado bombardeamentos aéreos desde que o Estado islâmico entrou no campo, o que foi categoricamente negado pelas autoridades de Damasco.

http://pt.euronews.com/2015/04/12/siria-comissario-geral-da-agencia-das-naces-unidas-para-os-refugiados-/

Estado Islâmico decapita dois palestinos em campo de refugiados

Nos últimos dias, o EI tem avançado por dentro do campo de refugiados para chegar ao centro de Damasco.

Extremistas do grupo Estado Islâmico decapitaram dois palestinos no campo de refugiados de Yarmouk, na periferia de Damasco, na Síria, nesta segunda-feira. Segundo os ativistas do Observatório para os Direitos Humanos (Ondus), eles ainda mataram outros sete militantes que protegiam o acampamento.

Nos últimos dias, o EI tem avançado por dentro do campo de refugiados para chegar ao centro de Damasco. Neste domingo, a Organização das Nações Unidas informou que quase 100 civis foram retirados do local pela entidade e que eles conseguiram receber ajuda humanitária. Estima-se que 18 mil pessoas estejam refugiadas no local.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/ei-decapita-dois-palestinos-em-campo-de-refugiados,8176cf6df2f8c410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Ataques sírios matam 26 em campo de refugiados tomado pelo EI em Damasco

Mais de 2 mil moradores são retirados às pressas de Yarmouk, que tem 90% do território em mãos dos jihadistas.

BEIRUTE — Cerca de 400 famílias palestinas, ou 2 mil pessoas, fugiram nos últimos dias do campo de refugiados de Yarmouk, 8km ao Sul de Damasco, por medo de ataques de militantes do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra e das reações do Exército sírio. Um dos mais conhecidos campos de refugiados palestinos, Yarmouk foi invadido pelos militantes islâmicos na quarta-feira passada e, desde então, é palco de uma violenta batalha entre insurgentes e forças do presidente sírio, Bashar al-Assad. Neste domingo, a ONU confirmou a retirada de 96 pessoas, sendo 20 crianças. A maioria foi levada para hospitais ou abrigos em Damasco, segundo a imprensa estatal síria. No total, 26 pessoas morreram nos combates. .

Informações não confirmadas indicam que os ataques do governo levaram ontem à retirada dos militantes de alguns pontos do campo. Mas a batalha por Yarmouk é uma das mais próximas à capital síria desde o começo da guerra civil no país, que completou quatro anos, com 220 mil vítimas. Segundo a ONG britânica Observatório Sírio para Direitos Humanos, os combatentes passaram a controlar 90% do campo no dia 1° de abril, apoiados por outras milícias que lutam para derrubar o governo de Damasco. Em resposta, de acordo com a ONG, a força aérea síria tem lançado bombas de maneira indiscriminada no campo.

A Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos no Oriente Próximo (UNRWA) classificou os acontecimentos em Yarmouk como “fonte de vergonha universal”. E pediu intervenção internacional para dar ajuda humanitária aos que ficaram no campo.

—Temos no momento um conflito armado intenso acontecendo nas ruas. As pessoas estão escondidas em suas casas, temerosas demais para se mover — disse o porta-voz da UNRWA, Chris Gunness.

Segundo a Organização para Libertação da Palestina (OLP), a retirada de civis acontece em duas frentes, coordenada com as forças do governo. Dados da ONU indicam que 18 mil civis ainda estão em Yarmouk. O campo chegou a abrigar 150 mil pessoas, mas desde 2011 foi abandonado por cerca de 90% dos moradores.

Durante uma manifestação em prol dos refugiados sírios em al-Bireh, na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, lamentou os últimos acontecimentos.

— Os palestinos estão pagando o preço por guerras e violência que eles não começaram. É preciso encontrar uma solução para os moradores de Yarmouk, que não fizeram nada para merecer isso.

http://oglobo.globo.com/mundo/ataques-sirios-matam-26-em-campo-de-refugiados-tomado-pelo-ei-em-damasco-15785919

Al-Qaeda dá um passo para mais perto de Israel através da Jordânia

Afiliados da Al-Qaeda na Síria agora controlam todos os postos de fronteira com a Jordânia, trazendo o grupo terrorista a um passo de ameaçar Israel. Hamas está combatendo o ISIS em Damasco.

Rebeldes filiados da Al-Qaeda na Síria assumiram o último remanescente de passagem da fronteira para a Jordânia. Este sucesso coloca a organização terrorista a um passo de ameaçar a segurança israelense. Em Damasco, o Hamas e ISIS estão enfrentando uns aos outros em conflito.

Uma coalizão de grupos rebeldes atacaram a passagem de fronteira Nasib na terça-feira, e se juntaram a eles membros da Frente al-Nusra na quarta-feira. O exército sírio retirou-se do cruzamento e bombardeou os rebeldes com explosivos improvisados ​​feitos de tambores e barris de óleo readaptados. O bombardeio não conseguiu restaurar o controle do regime Assad.

A travessia está localizada na província de Daraa da Síria, uma cena crucial de combates entre as várias facções em guerra civil na Síria. Nasib serviu como um ponto de trânsito para uma importante rota de caminhões que se estende desde o Líbano para o Golfo Pérsico. A Jordânia fechou seu lado da passagem de fronteira na quarta-feira, a fim de não prejudicar os viajantes.

Jordânia, até agora, conseguiu manter-se de fora do combate perto de suas fronteiras em virtude de seus fortes serviços militares e de inteligência. O país reprimiu a al-Qaeda após os atentados de 2005 em hotel em Amã. A Jordânia é um país participante ativo em ataques aéreos liderados pelos EUA contra ISIS no Iraque, especialmente depois que a organização terrorista queimou um dos seus pilotos de caça até a morte. Além disso, muitos dos líderes da Al-Qaeda são de origem jordaniana, incluindo Abu Musab al-Zarqawi, o fundador da al-Qaeda no Iraque, que mais tarde se tornou ISIS.

Se a luta transbordar para a Jordânia, será um desastre para Israel, que já está em alerta sobre as Colinas de Golã. Da Síria, Bashar al-Assad evitou conflito com Israel, mas o regime de Assad é apoiado pelo Hezbollah, que trocaram tiros com a IDF. Nem são os grupos sunitas que lutam contra Assad amigos de Israel, embora Israel tenha fornecido apoio humanitário para grupos rebeldes não-islâmicos ao longo da fronteira.

Ao mesmo tempo, o ISIS assumiu grande parte do campo de refugiados palestinos de Yarmouk, em Damasco. Hamas prendeu vários agentes do ISIS por suspeita de assassinar um oficial do Hamas lá. O ISIS respondeu atacando o acampamento. Grupos rebeldes tinham anteriormente ocupado Yarmouk, mas deixaram em 2014 ao abrigo de um acordo que permitiu apenas os grupos anti-regime permanecerem. A população de Yarmouk caiu quase 90% desde o início da guerra de 160.000 para apenas 18.000.

http://unitedwithisrael.org/al-qaeda-takes-one-step-closer-to-israel-via-jordan/

ISIS MASSACRA PALESTINOS

Bairro palestino no sul de Damasco é atacado e ocupado pelo Califa

José Roitberg – MENORAH BRASIL

fontes: AFP, Reuters e Arutz-7

Como Israel não está envolvido é provável que você não leia isso na grande mídia ou assista nos noticiários de TV, exceto se o Guga Chacra falar hoje a noite na Globonews, o que é provável.

O Estado Islâmico ocupou com combate a maior parte da cidade de Yarmouk denominada como ‘campo de refugiados palestinos’ um subúrbio ao sul da capital Damasco. A fonte da informação é um membro da liderança palestina na Síria que informou à Agência France Press.

Anwar Abdel Hadi, diretor de de assuntos políticos da OLP em Damasco disse que “combatentes do Estado Islâmico lançaram um assalto nesta manhã sobre o campo de Yarmouk e tomaram a maior parte dele”, e acrescenta que os combates continuam por todo Yarmouk.

Outra definição que ninguém mais lhe dará é que tal ‘campo’ é responsabilidade da UNRWA, da ONU, mas eles não irão assumir.

Ocorre que na complicadíssima Guerra da Síria, os palestinos, muçulmanos sunitas, são opositores aos xiitas e ao regime de Assad e agora estão sendo mortos e dizimados pelas tropas do Califa fundamentalista sunita. Antes do início desta guerra atual havia 160.000 palestinos em Yarmouk, hoje são 18.000 segundo as palavras de Adbel Hadi, ainda assim, muita gente para o ISIS decapitar.

Até fevereiro de 2014 tropas sunitas opostas à Assad controlavam o ‘campo’ mas saíram de lá deixando apenas os palestinos. Para você entender corretamente, os palestinos tinham uma “meia cidadania” na Síria. Eram obrigados ao serviço militar, mas em unidade só palestinas, segregadas, com comandantes não palestinos definidos pelo governo. Tal exército palestino na Síria, era treinado e preparado com a finalidade apenas de atacar Israel.

Esperamos que você tenha percebido que o importante nesta notícia não é a constatação de palestinos e ISIS serem inimigos, apesar de muita gente afirmar nas mídias sociais “que eles são a mesma coisa”.

O fundamental e assustador desta notícia é a chegada do ISIS a Damasco. Com o ímpeto que as tropas do Califa tem, é provável haver uma batalha das mais cruéis pela capital onde a população civil síria será degolada, decapitada, morta com tiros na cabeça como vem ocorrendo com a população das cidades iraquianas ocupadas.

Damasco está muito longe no terreno das áreas onde se acreditava que o Estado Islâmico tinha o poder e o controle. E Damasco é ali na esquina, muito, mas muito próximo de Israel.

Mais uma vez, de forma militarmente inexplicável tropas do ISIS se deslocam por grandes distâncias em terreno aberto para atacar uma cidade sem terem sido interceptadas pelas forças aéreas que estão aplicadas no combate da região. Só há uma forma de compreender tal situação: os aviões e helicópteros de combate receberam ordens para não atacar. Não existe outra explicação aceitável.

Um avanço do Estado Islâmico sobre Damasco, que deve ser questão de dias ou poucas semanas poderá obrigar Israel a se envolver pesadamente na Guerra da Síria, pois o Estado Judeu, pela sua sobrevivência, não poderá permitir as tropas facínoras e bárbaras do Califa em suas cercas.

(na foto da Reuters, civis palestinos em Yarmouk, data ignorada)

(o mapa em anexo é o mapa que vem sendo divulgado sobre o Estado Islâmico. As áreas em laranja mais escuro são suas áreas de controle e cada círculo laranja é uma cidade ocupada. Note a extrema distância de Damasco deste desenho, mostrando que a realidade do terreno é completamente diferente do mapa divulgado)