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Daniel Mastral, o defensor da “taqiyya pentecostal”

Por Andréa Fernandes

Era um fim de noite de domingo quando cheguei em casa e recebi um link de seguidor nas redes.  De repente, estava diante de mim uma live realizada na noite anterior tendo como protagonistas Daniel Mastral – escritor polêmico no meio evangélico – e o sheik Rodrigo Rodrigues, líder sunita brasileiro que estudou Islã na Arábia Saudita, conhecida entre os leigos como “país fundamentalista” por exportar a violenta doutrina wahabbita que embasa discursos de ódio e ataques terroristas islâmicos em todo mundo.

Mastral não é o primeiro pastor com visão progressista que vê no diálogo inter-religioso uma “função cristã”, que na realidade, propicia a “oportunidade de ouro” para lideranças muçulmanas apresentarem seu repertório religioso-ideológico aos “infiéis” de maneira agradável ao gosto ocidental. A falta de conhecimento básico da cristandade sobre a religião que mais cresce no mundo propicia a fácil disseminação de conceitos e doutrinas que se adequam temporária e estrategicamente ao modus vivendi brasileiro.

A vaga lembrança que tenho de Mastral – que se apresenta como ex-satanista – são os livros de sua autoria, através dos quais se aventura a supostamente “mergulhar na mais alta hierarquia do satanismo” sob o intuito de auxiliar religiosos em temas de “batalha espiritual”, bem como o episódio em que se envolveu em conflito com o pastor Malafaia em virtude de boatos que o apontavam como filho de Michel Temer[1].

Mastral, o “homem de Deus” que bajula sheik muçulmano

Quando soube da live, tentei acreditar que o escritor almejava debater questões teológicas envolvendo o Islã ou evangelizar o sheik Rodrigo. Contudo, o tom claramente bajulador se reportando ao sheik como pessoa “sábia, inteligente, muito humilde, humana” e que “gosta de pudim”, o que teria causado “paz” para o evangélico, mostrou que o propósito seria enaltecer o Islã. Mastral pediu aos seus seguidores “respeito e amor” para, segundo ele, aplicar o Cristianismo de fato. Até aí, tudo bem… Rodrigo se “sentiu em casa” e passou a chamar o escritor de irmão” e “homem de Deus por constatar que cativou a simpatia do ex-satanista. Surgiram, então, os primeiros sinais do aporte vocabular pentecostal para conquistar evangélicos. Entrementes, quando Mastral iniciou as perguntas, tivemos uma “magistral aula de taqiyya[2].

Inicialmente, o sheik, precavido, não utilizou o conhecidíssimo termo “Allahu Akbar” para “ensinar” o chamamento às rezas islâmicas através dos minaretes das mesquitas. Preferiu usar o termo em português “deus é grande”, e sempre que teve oportunidade, fez comparações entre mesquita e igreja promovendo a dawa[3].

“Mesquitas desconstroem valores errados”

Na fala, o sagaz Rodrigo avisou como funciona a educação islâmica desde o berço: segundo ele, a mesquita reforça alguns valores corroborando com os mesmos e desconstrói outros valores errados. Mastral não ousou perguntar quais seriam os “valores errados”, porém, os muçulmanos sabem de cor e salteado. São todos os “valores” não compatíveis com os preceitos religiosos inseridos no alcorão e hadiths[4], os quais devem obrigatoriamente orientar a Ummah[5] e também os não-muçulmanos. Por isso, temos exemplos diversos de violações de direitos humanos embasadas nesses “valores corretos” na perspectiva de Allah.

A experiência exorcista do “sheik pentecostal”

Nesse caso, podemos citar escritos sagrados para não pairar dúvida: todo cristão conhece o famoso texto bíblico que narra a história de uma mulher acusada de adultério, tendo os seus algozes tentado incitar Jesus a autorizar o seu apedrejamento, o que não aconteceu pelo fato de Cristo cumprir literalmente a lei judaica, que prioriza a vida e justiça. Mutatis mutandis, consoante a tradição islâmica, o profeta Mohammad, ao tomar conhecimento da confissão de adultério por uma muçulmana grávida agiu de forma diferente: ao saber da prática ilícita (haram), aguardou o nascimento do bebê e ordenou o apedrejamento da mulher[6]. Daí, a sharia (lei islâmica) prescrever pena de morte para as “adúlteras”, o que é seguido fielmente por alguns países muçulmanos, inclusive, o berço do Islã, Arábia Saudita, território onde o “sheik moderado” buscou sua formação teológica.

Quando o sheik Rodrigo discorreu sobre algumas peculiaridades do alcorão, Mastral disse ser semelhante à bíblia cristã em termos de volume, e ao dizer que a “palavra de deus expulsa Satanás” – se referindo ao alcorão, é claro – o escritor disse concordar plenamente, o que animou o sheik a contar em seguida uma suposta “experiência exorcista”, onde uma “entidade” teria ameaçado  a ele e à família em árabe quando lia o alcorão também em árabe. Rodrigo chegou a dizer que Satanás tem por objetivo deixar as pessoas com mais medo dele do que de Deus, deixando, uma pontinha da sua doutrina exposta, já que, o Islã se impõe em muitas situações através do medo, pelo que o próprio profeta Mohammad teria afirmado que Allah o fez vitorioso através do terror (Bukhari 4:52:220). O deus do Islã deve causar mais medo do que Satanás!

Rodrigo parecia um “pastor pentecostal” reafirmando com muito entusiasmo que a “palavra de deus expulsa Satanás”.  Em determinado momento da entrevista recheada de “concordâncias”, Mastral resolve levar ao sheik uma “dúvida simples” de um seguidor que teria como “resposta melhor” a proveniente de um sheik que estudou num país que pune com a pena de morte os “apóstatas”[7]. Mostrando visível falta de articulação na indagação, esboçou dar oportunidade ao sheik para explicar a “diametral oposição” do muçulmano em relação aos extremistas do Estado Islâmico. Inacreditavelmente, o escritor evangélico afirmou que “a resposta” do sheik seria mais “robusta”!

O sheik salientou que “o extremismo,  o fanatismo, o radicalismo e a violência vão levar a coisas piores” e são “humanos”, usando a falácia costumeira de apontar a mídia como agente de estigmatização dos muçulmanos. Ao informar casos de violência, Rodrigo embarcou mais uma vez na estratégia da mentira se reportando a “estimativas fakes” divulgadas pela extrema-imprensa apontando o Brasil como supostamente o 5º país do mundo em violência contra a mulher, oportunidade em que o pastor também concordou salientando que há extremistas em meio aos cristãos.

Sheik usa dados fakes para ocultar a misoginia presente em países muçulmanos

Na explicação combatendo a acusação de “extremismo”, o sheik afirmou que o Brasil é o 5º país do mundo em violência contra a mulher[8] para tacitamente escamotear os dados preocupantes de misoginia em países muçulmanos. Pensava ele que todos que assistiam o vídeo seguiriam as “concordâncias pré-estabelecidas” pelo ex-satanista ao se adequar aos “ensinamentos” do líder muçulmano sem questionar de forma educada absolutamente nada.

Todavia, cumpre ressaltar que a pesquisa citada pelo sheik refere-se ao documento da duvidosa Organização Mundial da Saúde (OMS), sob o título Estimativas Globais e Regionais de Violência contra as Mulheres[9], publicado no ano de 2013, o qual corroborou uma “ajudinha” aos países totalitários islâmicos e comunistas, apresentando pesquisa fajuta envolvendo um conjunto de países como “global. Vale lembrar que são 193 países que compõem a ONU – fora os vários entes territoriais que almejam autodeterminação tal qual a Palestina – mas a pesquisa envolveu apenas 83 Estados.

Países extremistas como Coreia do Norte, Arábia Saudita, Venezuela e algumas diaduras do Golfo Pérsico dentre outras, foram excluídos da “pesquisa global”. Faltou “representatividade” dos países muçulmanos, além do que sobeja puerilidade para acreditar nos dados apresentados por instituições dos poucos países muçulmanos e da “misteriosa China”. Só os progressista confiam em informações supostamente colhidas em ditaduras criteriosamente fechadas!

Os dados maquiados pela OMS são facilmente desmascarados. Posso citar o caso do Irã que consta na pesquisa fajuta de violência contra a mulher apresentando dados inverídicos, posto que, segundo a imprensa árabe, em 2014, Hadi Mostafaei, oficial de polícia, informou que os crimes de honra representavam 20% dos casos de assassinato no país, e a matéria ressaltou inexistir números exatos dessa modalidade de crime[10]. Segundo as leis iranianas, um pai que mata sua filha devido “crime de honra” não é sentenciado com pena de morte, mas são muitos os casos de ativistas mortos e até mesmo de iraniano que violou a sharia ingerindo de forma reincidente bebida alcoólica.

O “simpático sheik”, que tempos atrás me atacou com palavras grosseiras por usar minhas redes para denunciar o uso obrigatório do hijab como misógino, não rotulou como “extremista” nenhum país muçulmano. Os dados terríveis sobre a violência estatal e doméstica produzida contra mulheres muçulmanas não foram salientados por aquele que usa dados fantasiosos para embasar sua “pregação” que tenta imitar pentecostais.

A violência contra a mulher como “doutrina islâmica” diverge do ato violento que representa violação da lei em Estado laico

Embora reconheça como inaceitável o índice de violência contra a mulher no Brasil, mesmo com dados supostamente “globais” da OMS extremamente defasados, há um parâmetro que sutilmente não aparece na narrativa do sheik Rodrigo: enquanto a violência no Brasil NÃO está fundamentada/justificada na “religião”, uma vez que as religiões majoritárias não apresentam em sua doutrina qualquer suporte para ações violentas –  sendo certo que a lei brasileira proíbe e pune crimes violentos contra as mulheres e diversas instituições religiosas mantêm trabalho assistencial direcionado às vítimas de violência doméstica – o Islã ortodoxo adotado por países muçulmanos está cheio de doutrinas embasando as mais cruéis violações de direitos humanos contras meninas e mulheres.

Explicando melhor: no Brasil, os direitos das mulheres estão amparados no Direito produzido pelo Legislativo democraticamente estabelecido num Estado laico. Já, Estados muçulmanos estão fundamentados em “governo de direito divino e suas leis não podem ser mudadas, modificadas nem contestadas”, conforme ensina o aiatolá Khomeini no “Livro Verde”. Somente o “santo profeta do Islã” promove a lei que deve ser cumprida por todos, sejam muçulmanos ou kafir[11]. Assim, a fonte da violência contra a mulher em países islâmicos é a própria doutrina religiosa defendida apaixonadamente pelo sheik.

O “sagrado direito de Estado muçulmano” promover estupro em meninas e mulheres virgens sentenciadas à morte

Algumas violações dos direitos humanos promovidas pela doutrina islâmica são assustadoras. Quando adolescentes iranianas são flagradas em uma festa podem ser obrigadas a passar por um teste de virgindade, e em havendo comprovação da perda da referida virgindade, poderiam “escolher” entre receber 100 chibatadas ou casar-se com o homem que as estivesse acompanhando durante a festa. Situação pior ocorre em relação às virgens sentenciadas à pena de morte sob as dúbias”acusações anti-islâmicas”: considerando que o Islã ensina que assim como os mártires, as virgens iriam instantaneamente para o paraíso, os clérigos promoveram uma forma de “certificação” de que as condenadas à execução não lograriam tal direito obrigando-as a perder a virgindade mediante ESTUPRO ou através do “casamento temporário” com um dos guardas, outorgando status legal à brutal violação. De maneira que, o Estado promove as violações de pena de morte e estupro de mulheres com base em LEI RELIGIOSA.

E para aqueles que subestimam a violência INSTITUCIONALIZADA contra a mulher no mundo muçulmano, cabe lembrar que devido à ausência de registros fidedignos não se pode precisar o número de adolescentes iranianas punidas com a odiosa sentença, mas segundo estudiosos, nos primeiros três meses da “revolução” idolatrada pela esquerda, pelo menos 23 mil mulheres foram executadas. Ademais, o “piedoso khomeini” determinou que a idade mínima para execução de “mulheres” seria 9 anos e de homens, 16 anos. Esse assunto foi proibido na live de propaganda do Islã pelo ex-satanista.

Sheik Rodrigo caracteriza “casamento temporário” autorizado pelo Islã como “jeitinho brasileiro”

A propósito, em outra oportunidade para propagar taqiyya, o sheik Rodrigo convenceu a youtuber responsável pelo canal “Sobrevivendo na Turquia”, Danny Boggione, de forma irônica que o “casamento temporário” seria uma espécie de “jeitinho brasileiro” pelo fato de alguns muçulmanos utilizarem “indevidamente” desse instrumento religioso para casar com não-muçulmanas.  A youtuber, que chorou de emoção ao entrevistar o sheik, seguiu os passos progressistas do pastor Mastral e decidiu não contestar a autoridade islâmica mesmo sabendo que ele estava promovendo mentira.

O extremismo é culpa do Ocidente?

A culpa para o “extremismo islâmico”, segundo o “sheik pentecostal”, seria das “forças políticas” e da “geopolítica internacional”, salientando que os muçulmanos são contrários a todas as formas de radicalismo e de fanatismo, porém, o pastor não o indagou sobre as violações de direitos que acontecem no mundo muçulmano com base nos ensinamentos de Mohammad. De modo que, a ação extremista de “casamento forçado” usual em determinados países muçulmanos não se dá por culpa da geopolítica ou de terroristas fanáticos, mas sim, pelo fato de o profeta ter casado com uma menina de 6 anos e ter mantido relação sexual com ela a partir dos 9 anos. Sendo ele o “exemplo perfeito” para todo muçulmano, sua ação incompatível com direitos humanos é adotada e estimulada por importantes lideranças muçulmanas.

Se eu quisesse elencar as diversas ações extremistas não necessariamente “terroristas” de países muçulmanos com base na sharia, teria que escrever um livro!

Promovendo kitman, a mentira por omissão

Confessando em todo tempo sua ignorância, o pastor “deu asas” a várias estratégias de mentira do líder religioso muçulmano. Em certo momento, Rodrigo propaga kitman, a mentira por omissão com a seguinte pérola:

 “O alcorão fala: quem tirar a vida de uma pessoa é como tirar a vida de toda humanidade”.

Todavia, não é bem assim que ensina o alcorão. Vejamos:

“Por isso, prescrevemos aos filhos de Israel que quem matar um homem, a não ser pela lei de talião ou porque corrompia a terra, é como se tivesse matado todos os homens; (…)

O castigo dos que fazem a guerra a Deus e a Seu mensageiro e SEMEIAM A CORRUPÇÃO NA TERRA é serem mortos ou crucificados ou terem as mãos e os pés decepados, alternadamente, ou serem exilados do país: uma desonra nesse mundo e um suplício no além, (…) Alcorão 5:31,32

Graças à “revelação divina” acerca da pena de morte para aqueles que “semeiam corrupção na terra”, Irã e outros países muçulmanos sentenciam a EXECUÇÃO de ativistas de direitos humanos, “apóstatas” e críticos do governo.

O senso comum que ouve apenas o risonho sheik pentecostal não percebe as sutilezas ocultadas que levam muitas vidas inocentes à morte.

A política como instrumento de dominação

Muitas seriam as observações sobre as narrativas do sheik e o amigo pastor, porém, as sucessivas aparições de Rodrigo nas redes progressistas me proporcionarão várias oportunidades para escrever novos artigos sobre as estratégias islâmicas utilizadas para reforçar a percepção errônea acerca do Islã ortodoxo. No entanto, a preocupação do ex-satanista em promover a “causa muçulmana” o levou a falar de política demonstrando estar demasiadamente desinformado, pois disse desconhecer candidatura entre muçulmanos no Brasil. Se lesse jornais, saberia da candidatura a vereador em São Paulo do sheik xiita Rodrigo Jalloul, idolatrado pela extrema-esquerda.

Rodrigo afirmou que muçulmanos se candidatam por “motivação pessoal” e não política. Na verdade, o muçulmano se candidata para promover o Islamismo (Islã político). Aconselho que os leitores se dirijam à propaganda do candidato muçulmano de São Paulo e tirem suas próprias conclusões. Se a dúvida persistir, bastar observar a atuação do prefeito muçulmano de Londres, Sadik Khan.

O sheik afirmou que partidos da extrema-direita e da extrema-esquerda teriam lhe convidado para candidatura, reclamando que o “centrão” não teve interesse nos seus “dotes políticos”. Como não conheço partido de extrema-direita no Brasil, prefiro nem comentar a fala de pura jactância.

Aguardando a “pregação do pastor” numa mesquita saudita

 Emocionado com o “carinho” do líder muçulmano, o pastor recebeu o mimoso convite para fazer a próxima live de modo presencial numa mesquita em São Paulo. Assim é fácil fazer taqiyya… Quero ver o sheik pentecostal convidar o ex-satanista para fazer live presencial em qualquer mesquita da Arábia Saudita. Nem o Diabo consegue essa façanha!

Andréa Fernandes –advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: Reuters


[1] https://noticias.gospelmais.com.br/daniel-mastral-malafaia-mentiu-pastor-reage-82345.html

[2] Permissão para o muçulmano mentir se a mentira ajudar a propagação do Islã e da lei islâmica (Sharia) https://infielatento.org/2014/11/taquia-taqiyya-no-alcorao-e-sharia.html

[3] Ato de propagar a fé islâmica.

[4] confirmação dos atos, afirmações, opiniões e modos de vida do profeta Mohammad (https://www.fambrashalal.com.br/haram)

[5] Comunidade muçulmana global. (https://www.islamreligion.com/pt/articles/11312/o-conceito-de-ummah-no-isla/ )

[6] https://infielatento.org/2012/12/rajm-apedrejamento-ate-morte.html

[7] https://noticias.uol.com.br/internacional/listas/conheca-9-crimes-que-resultam-em-pena-de-morte-no-ira-e-na-arabia-saudita.htm

[8] https://unale.org.br/violencia-contra-a-mulher-brasil-e-o-5o-pais-com-maior-numero-de-feminicidio/

[9] https://www.who.int/reproductivehealth/publications/violence/9789241564625/en/

[10] https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2020/08/28/Iranian-who-beheaded-teenage-daughter-sentenced-to-nine-years-in-prison.html

[11] Infiel.