Arquivo da tag: #denúncia

Polícia alemã esconde fatos sobre estatísticas dos crimes de imigrantes “para preservar a paz civil”

O jornal alemão Hannoversche Allgemeine recentemente levantou a questão se as estatísticas de crimes violentos são ajustadas no país.
Um policial do estado é citado dizendo: “Não há mentira, nada é silenciado, mas as coisas são deliberadamente deixadas de fora.”
“Há ordens para usar nossa latitude de interpretação para preservar a paz civil”.
O jornalista Dieter Wonka encontrou-se com o policial e agora ele sabe especificamente como as estatísticas são ajustadas.
Em um curto clipe de vídeo, ele afirma o seguinte:  “Não há instruções escritas para falsificar as estatísticas. Há certos termos, por exemplo, crimes de honra ou ofensas sexuais, que, se possível, não devem aparecer nos relatórios. ”
No caso desses termos aparecerem nos relatórios da polícia, pelo que entendi, o chefe de polícia fará uma nota por escrito sobre o relatório que diz: ‘Por favor, reveja isso’”.
Este é um sinal para alertar o policial que escreveu o relatório para remover certos termos que são provocativos e podem ter uma influência negativa nas estatísticas.
Nestas estatísticas você encontrará o termo agressão em vez de agressão sexual sem qualquer especificação adicional.
Isso significa que as acumulações estatísticas são pesadas de forma diferente e apresentadas de forma diferente, como o que os insights claros em detalhes revelariam”.
Imagem e informações Voice of Europe

Família de Asia Bibi: “Não temos mais nada para comer”

Eles estão implorando para ser autorizados a deixar o Paquistão

Com Asia Bibi e sua família temendo por suas vidas, seu marido pediu à comunidade internacional que os ajudasse a deixar o país.

Falando à instituição de caridade católica Ajuda à Igreja que Sofre, Ashiq Masih descreveu como a família ainda vive escondida após pedir que sua esposa não seja morta depois que ela foi absolvida de blasfêmia na última quarta-feira (31 de outubro).

Ele disse: “Ajude-nos a sair do Paquistão. Estamos extremamente preocupados porque nossas vidas estão em perigo. Não temos mais nada para comer, porque não podemos sair de casa para comprar comida. ”

Protestos violentos organizados pelo movimento político islâmico Tehreek-e-Labbaik, após a absolvição de Asia Bibi, forçaram a família a permanecer escondida.

A fim de acabar com os protestos, o governo do Paquistão concordou com um acordo que permitiu que Tehreek-e-Labbaik iniciasse um processo para que Asia Bibi fosse inserida na “lista de controle de saída” para impedi-la de sair do país.

O governo também se comprometeu a não se opor a qualquer revisão de seu veredicto de apelação.

Asia Bibi ainda está na prisão, apesar dos juízes da Suprema Corte terem ordenado sua libertação quando sua sentença foi revogada.

O Sr. Masih pediu que a mídia e a comunidade internacional continuem a se concentrar no caso de sua esposa: “Como é necessária essa atenção que mantém a Ásia viva até hoje”.

Referindo-se aos eventos da ACN em que a família falou sobre sua situação, incluindo a iluminação do Coliseu em fevereiro, o Sr. Masih disse: “Agradeço à Aid to the Church in Need, em particular por nos dar a oportunidade de falar ao mundo”.

Saif ul-Malook, advogado de defesa da Ásia Bibi, deixou o Paquistão devido a preocupações de segurança e agora está na Holanda. Ele pretende organizar uma coletiva de imprensa no final desta semana.

Após um apelo aos governos do Reino Unido, dos EUA e do Canadá no último final de semana pedindo que ofereçam asilo para a família, o Sr. Masih também apelou ao governo italiano para oferecer-lhes refúgio.

Ele disse: “Eu apelo ao governo italiano para ajudar minha família e eu a sair do Paquistão”.

A família também pediu asilo na Espanha e na França. Eles esperam que todos os filhos de Asia Bibi recebam asilo.

Com informações Catholic Herald

Anistia Internacional denuncia tortura em prisões na Síria

Em cinco anos de guerra civil, mais de 17 mil detentos morreram em cárceres do regime, aponta relatório. Organização classifica abusos de crimes contra a humanidade.

As autoridades sírias estão cometendo tortura numa “escala massiva” em prisões governamentais, incluindo espancamento e abuso sexual e psicológico, configurando crimes contra a humanidade, afirmou a organização Anistia Internacional nesta quinta-feira (18/08).

Estima-se que mais de 17 mil detentos tenham morrido em prisões do regime sírio – em consequência de tortura, doenças e outras causas – desde que a guerra civil teve início no país, em março de 2011, disse a Anistia em relatório. Isso significa uma média de mais de 300 mortes por mês.

O documento inclui entrevistas com 65 sobreviventes de tortura, que descreveram abusos e condições desumanas. A maioria disse ter testemunhado ao menos uma morte na prisão. Métodos de tortura citados incluem choques elétricos, retirada de unhas, queimaduras com cigarros e abuso sexual contra homens e mulheres.

“Eles nos tratavam como animais. Eles queriam que as pessoas fossem o mais desumanas possível”, disse um ex-detento, identificado como Samer e que foi preso ao transportar ajuda humanitária.

O acesso a alimentos, água e saneamento é frequentemente restrito, e surtos de sarna e piolho prosperam juntamente com doenças, aponta o relatório.

Histórias de horror

“O catálogo de histórias de horror contidas neste relatório retratam em detalhes pavorosos os abusos terríveis sofridos rotineiramente por detentos, do momento em que são presos aos interrogatórios e à detenção a portas fechadas”, afirmou Philip Luther, diretor do programa da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o Norte da África.

“A jornada é frequentemente letal”, disse, pedindo que a comunidade internacional priorize tais abusos em conversas tanto com o governo quanto com grupos armados sírios.

Segundo a Anistia, dezenas de pessoas desapareceram nos presídios sírios, fazendo com que o verdadeiro número de mortos seja ainda maior. De acordo com a organização, qualquer um que seja visto como um opositor do regime está sujeito à detenção arbitrária, tortura, desaparecimento forçado e morte no cárcere.

Em cinco anos, a guerra civil síria deixou mais de 250 mil mortos e metade da população do país deslocada, gerando mais de 4,8 milhões de refugiados.

http://www.dw.com/pt/anistia-internacional-denuncia-tortura-em-pris%C3%B5es-na-s%C3%ADria/a-19482111

Anistia Internacional denuncia rotina de abusos sexuais a refugiadas na Líbia

Imigrantes relataram realidade de tortura e violência em ponto-chave da rota da imigração

RIO — Assassinato, cativeiro, perseguição religiosa e exploração sexual. Este é o pesadelo enfrentado pelos refugiados que passam pelo território líbio enquanto tentam escapar da guerra e da pobreza em seus países de origem. A Anistia Internacional recolheu depoimentos de imigrantes sobre os sofrimentos desumanos a que já foram submetidos por traficantes e grupos armados na Líbia. E, para as mulheres, os abusos sexuais sistemáticos parecem uma realidade praticamente inevitável neste longo caminho: elas já tomam anticoncepcionais antes de viajar, como medida de precaução para o momento em que se depararem a esta difícil realidade.

“A Líbia está cheia de crueldade” foi o nome escolhido para o relatório da organização humanitária publicado nesta sexta-feira. As entrevistas incluíram conversas com 90 imigrantes, que conseguiram chegar a centros de acolhimento a refugiados à Puglia e à Sicília, duas regiões da costa italiana. Eles haviam sobrevivido aos abusos na Líbia e às perigosas travessias que já fizeram milhares de vítimas no Mediterrâneo.

— Desde terem sido sequestrados, encarcerados durante meses embaixo da terra e sofrir abusos sexuais de grupos armados até serem golpeados, explorados ou baleados por contrabandistas de pessoas, traficantes ou grupos criminosos, os refugiados e imigrantes descreveram em assustadores detalhes os horrores que foram obrigados a suportar na Líbia— disse Magdalena Mughrabi, representante da Anistia Internacional.

A Anistia Internacional conversou com 15 mulheres, que relataram uma vida de medo constante dos estupros durante a jornada na costa líbia. A médicos, psicólogos e assistentes sociais, muitas delas disseram que já se preocupavam em tomar anticoncepcionais para evitarem uma possível gravidez decorrente destes abusos. A maioria destes crimes é cometida pelos traficantes de pessoas ou por membros de grupos armados — muitas vezes enquanto elas são mantidas em casas privadas ou armazéns abandonados.

ESTUPROS SISTEMÁTICOS

Aos 22 anos, a jovem eritréia Ramya relatou ter sido estuprada duas vezes por traficantes enquanto era mantida em cativeiro em um campo perto de Ajdabya, no Nordeste da Líbia, após ter entrado no país em março de 2015.

— Os guardas entravam, escolhiam qual mulher eles queriam e a levavam para fora. As mulheres tentavam recusar mas, quando você tem uma arma apontada na sua cabeça, você não tem de verdade uma escolha se você quer sobreviver. Eu fui estuprada duas vezes por três homens. Eu não queria perder a minha vida — disse.

Outras mulheres contaram ter testemunhado uma série de estupros em meio à sensação de medo instaurada entre os refugiados. Uma das histórias é a de uma jovem que foi abusada por cinco homens de uma vez, porque um dos contrabandistas achou que ela não tinha pagado pelo transporte. As testemunhas relatam que, embora este fosse um engano do traficante, ninguém teve coragem de impedi-lo.

Antoinette, de 28 anos, também disse ter sido mantida em cativeiro recentemente durante sua fuga de Camarões, em abril de 2016:

— Eles não ligam se você é uma mulher ou uma criança. Eles usavam varas para nos bater e atiravam no ar. Talvez porque eu tinha uma criança eles não me estupraram, mas eles estupraram mulheres grávidas e solteiras. Eu vi isso acontecer.

SEM ÁGUA, SEM COMIDA

Outros refugiados contaram diversos tipos de dramas enquanto atravessavam a Líbia. Não raro, eles são mantidos em condições deploráveis: sem água e comida, agredidos, abusados e insultados. As suas famílias são pressionadas a pagar pelo seu resgate. E, quem não tivesse o dinheiro, deveria trabalhar de graça sob regime forçado para quitar a dívida. Tudo isso embaixo de tortura e pressão psicológica.

Vindo da Eritreia, Semre, de 22 anos, disse ter visto quatro pessoas morrerem de doenças e fome enquanto eram mantidas em cativeiro até que suas famílias pagassem pelo seu resgate. Dentre elas, havia um menino de 14 anos e uma mulher de 22 anos.

— Ninguém os levou ao hospital, então nós mesmos tivemos que enterrá-los.

Em seu relatório, a Anistia Internacional fez um apelo para que o governo de unidade nacional da Líbia, que é apoiado pelas Nações Unidas, volte os olhos ao drama humanitário que recai sobre a migratória. A ONG também pediu que a comunidade internacional tome ações para atacar os fatores que geram os fluxos migratórios e aumentar o número de pessoas recebidas no exterior.

— O governo de unidade nacional deve pôr fim aos abusos cometidos por suas proprias forças e milicias aliadas. E deve garantir que ninguém, incluindo membros de grupos armados, continuem a cometer graves abusos, incluindo possíveis crimes de guerra, com impunidade — afirmou Magdalena.

Centenas de milhares de pessoas viajam à Libia enquanto fogem, sobretudo, de países da Ádruca Subsaariana. Na esperança de chegar aos países europeus, eles tentam deixar para trás a guerra, a perseguição e a extrema pobreza. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), atualmente há mais de 264 mil refugiados e imigrantes no território líbio. A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que 4.937 pessoas morreram enquanto tentavam cruzar o Mediterrâneo da Líbia para a Europa desde 19 de abril de 2015.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/anistia-internacional-denuncia-rotina-de-abusos-sexuais-refugiadas-na-libia-19623760#ixzz4DJ0HRRCw
© 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

ONU denuncia crimes contra a humanidade na Eritreia

O regime da Eritreia, um dos mais repressivos no mundo, foi acusado, ontem em Genebra de crimes contra a humanidade por uma Comissão de Inquérito da ONU. No relatório recomenda-se que esta situação seja levada ao Tribunal Penal Internacional.

“Crimes contra a humanidade foram cometidos de maneira geral e sistemática na Eritreia”, escreve a Comissão de Inquérito sobre as violações dos direitos do homem na Eritreia. As conclusões fazem parte do segundo relatório que começou a ser preparado em 2014 pelo Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

A Comissão que não teve autorização do regime, há 25 anos no poder, para se deslocar à Eritreia, ouviu 833 eritreus no exílio e reuniu dossiers com provas contra responsáveis acusados de crimes contra a humanidade. Escravatura, tortura privação de liberdade, desaparecimentos forçados, perseguições, violações e mortes são alguns dos abusos praticados na Eritreia desde 1991.

“Crimes contra a humanidade”

O relatório de 26 páginas apresentado ontem em Genebra será discutido no próximo dia 21 de Junho durante a sessão do Conselho dos Direitos do Homem. A Eritreia que conta com 6,5 milhões de habitantes é descrito como um “Estado autoritário, onde não existe um poder judiciário independente, não existe Assembleia Nacional nem instituições democráticas(…) existe um clima de impunidade para os crimes contra a humanidade que são cometidos desde há uma quarto de século”, declarou, durante a conferência de imprensa, o presidente da Comissão de Inquérito, Mike Smith.

 “Eritreus vivem como escravos”

O relatório sublinha ainda que os ” Eritreus são confrontados a um serviço nacional ilimitado, a detenções arbitrárias, a discriminações religiosas e étnicas, a violências sexuais e a mortes”. A Comissão de Inquérito conclui que entre 300 mil a 400 mil pessoas vivem em condições de escravidão, resultado do serviço militar obrigatório e ilimitado imposto no país. O relatório recomenda que esta situação seja levada ao Tribunal Penal Internacional.

“Eritreia, um Estado quase falhado”

Manuel João Ramos, especialista português do Corno de África, diz que estas conclusões não são novidade: “A situação de desrespeito pela vida humana e os crimes contra a humanidade na Eritreia são uma história já antiga e a situação no país. O analista fala num Estado quase falhado e aponta o dedo a alguns países árabes e empresas de mineração internacionais instaladas na Eritreia que permitem que o governo se financia externamente e mantenha o país prisioneiro. ” Podemos falar num Estado quase falhado (…) Temos que ver que há de alguma maneira situações que permitem que isto aconteça. Nomeadamente, os balões de oxigénio que o governo eritreu tem recebido seja por parte dos países árabes, seja por parte das companhias internacionais de mineração Canadianas, chinesas (…) tem permitido ao governo que financiasse externamente e manter o país prisioneiro desta situação terrível”.

O especialista português do Corno de África fala ainda do conflito com a Etiópia que é utilizado como pretexto pelo regime eritreu e do papel que a Liga Árabe podia desempenhar na resolução deste problema. ” O conflito com a Etiópia é utilizado pelo governo com pretexto para manter um país todo subjugado (…) Desde há muito que eu considero que a Liga Árabe tem aqui uma responsabilidade que não tem assumido, porque a Eritreia é um país que faz parte da Liga Árabe e podia ser um interveniente importante na resolução deste problema”.

http://pt.rfi.fr/africa/20160609-onu-denuncia-crimes-contra-humanidade-na-eritreia

ONU denuncia aumento de violações de crianças em áreas de conflito

Ataques aéreos indiscriminados em zonas civis foram a principal causa da morte de menores na Síria.

NOVA YORK — O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou preocupação com o aumento de mortes e recrutamento de crianças em áreas de conflito, principalmente em Afeganistão, Síria, Iêmen, Iraque, Somália e Sudão do Sul. Segundo relatório anual das Nações Unidas sobre crianças e conflitos armados, divulgado na última quinta-feira, a gravidade das violações se intensificou no último ano.

As partes envolvidas nos conflitos foram conclamadas a cessar, imediatamente, as violações contra crianças e tomar medidas para evitar casos de recrutamento, mortes, sequestros e abusos sexuais. O relatório acusa nove governos e 51 grupos armados de graves violações às crianças no último ano.

De acordo com o documento, crianças foram afetadas, desproporcionalmente, pela intensificação nos conflitos do Afeganistão, que registou o maior número de vítimas menores desde que a ONU começou a documentação de mortos e feridos civis em guerras, em 2009. Em 2015, foram verificados 1.306 incidentes, resultando em 2.829 vítimas crianças — 733 mortas e 2.096 feridos.

Na Síria, o documento afirma que o Estado Islâmico faz uso massivo de crianças em combates e que o grupo antigoverno Exército Livre da Síria recruta jovens a partir dos 9 anos. Ataques aéreos indiscriminados em regiões civis foram a causa principal de mortes de jovens no país. Ao menos 591 crianças morreram e outras 555 foram feridas.

No Iêmen, a organização verificou um aumento de cinco vezes no número de crianças recrutadas após o início dos ataques sauditas, em março. Na Somália, o incremento foi de 50% na violência contra os mais jovens em relação a 2014. No Iraque, a ONU registrou 268 incidentes com 809 vítimas crianças, sendo 338 fatais e 471 feridas, além de 90 ataques a escolas.

O Conselho de Segurança da ONU deu o primeiro grande passo para prevenir a violências contra jovens em regiões de guerra em 2005, quando aprovou uma resolução que obriga a identificação de governos e grupos armados que usam crianças como soldados.

Em 2009, o Conselho votou pelo reconhecimento e condenação de países e grupos envolvidos em combates, em que crianças foram abusadas, mutiladas e mortas. No ano passado, foi decidido por unanimidade a censura de grupos e exércitos responsáveis por sequestro de menores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/onu-denuncia-aumento-de-violacoes-de-criancas-em-areas-de-conflito-19435423#ixzz4AYbBLBLd
© 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

 

ONU relata mais de 50 fossas comuns em áreas do EI no Iraque

Enviado denuncia que 2 milhões de pessoas ainda podem ser deslocadas até o fim do ano

BAGDÁ – Ao menos 50 fossas comuns, incluindo três em um campo de futebol, foram descobertas no território recuperado do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iraque, informou nesta sexta-feira o enviado da ONU, Khan Kulbis.

Kulbis disse ao Conselho de Segurança da ONU que evidências dos “crimes atrozes” cometidos pelo EI no Iraque foram encontradas em zonas jihadistas recuperadas pelas forças de segurança iraquianas com o apoio da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

Foi assim na cidade de Ramadi, libertada em fevereiro, onde em três fossas comuns em um campo de futebol havia os corpos de 40 pessoas, encontrados no dia 19 de abril passado, detalhou Kulbis.

O enviado alertou que a crise humanitária segue piorando no Iraque, onde um terço da população – cerca de 10 milhões de pessoas – precisa de ajuda urgente.

Kulbis informou ainda que mais dois milhões de pessoas poderão ser deslocadas até o final do ano devido às campanhas militares contra o EI.

Neste sentido, o funcionário desafiou os líderes iraquianos a resolver suas divergências, que têm provocado protestos nas ruas de Bagdá, argumentando que a agitação só ajuda ao grupo jihadista.

“Eles são os únicos beneficiados com a instabilidade política e com a ausência de reformas”.

Fonte: O Globo

 

Sacerdote no Iraque: entrada na Europa é mais difícil para refugiados cristãos

MADRI, 28 Abr. 16 / 07:00 pm (ACI).- “Para os cristãos, é muito mais difícil chegar à Europa” do que para os migrantes muçulmanos, criticou o Pe. Behnam Benoka, sacerdote iraquiano que atende os refugiados em Erbil (Iraque), em uma recente entrevista com o jornal espanhol ‘La Razón’.

O Pe. Benoka enviou uma carta ao Papa Francisco em 2014, para contar-lhe sobre a trágica situação dos cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico (ISIS) no Iraque. Nessa ocasião, o Santo Padre lhe respondeu com uma ligação telefônica, assegurando que sempre reza por ele e pelos refugiados.

Na metade deste mês, o sacerdote visitou Madri (Espanha) para participar da conferência internacional “Migração e Asilo”, organizada pela Universidade CEU São Paulo.

Em sua entrevista a ‘La Razón’, publicada em 24 de abril, o Pe. Behnam Benoka indicou que enquanto a maioria dos migrantes muçulmanos entram na Europa, os cristãos estão “na Turquia, no Líbano e na Jordânia, bloqueados nos campos” de refugiados.

“Além disso, os cristãos não arriscam a vida da sua família no mar. Alguns o fizeram e recentemente os enterramos no Iraque”, assinalou.

Os cristãos são refugiados legais, mas ninguém se importa com eles”, lamentou.

O sacerdote iraquiano explicou que atualmente em Erbil, região segura no Curdistão iraquiano onde são acolhidos principalmente os cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico no Iraque, “há 2.000 famílias vivendo em contêineres, outras tantas em casas alugadas pela Igreja”.

“Em cada moradia, de 150 metros quadrados, vivem quatro ou cinco famílias, ou seja, entre 20 e 30 pessoas. Podem imaginar as dificuldades e os problemas familiares e sociais pelos quais estão passando”.

Além disso, indicou, “há um grupo de 6.000 famílias que vivem por conta própria, mas têm os mesmos problemas”.

Entre os problemas que enfrentam os cristãos refugiados nessa região do Iraque estão o desemprego, a educação, o transporte e os cuidados médicos.

“Os deslocados não têm direito a remédios financiados pelo Governo. Bagdá negou, sobretudo nos casos de doenças graves”, criticou e advertiu que nos casos de doenças mais graves “tomar ou não um remédio pode ser questão de vida ou morte”.

“Sabemos que o Departamento de Saúde de Nínive, temporariamente em Erbil, recebeu toneladas de vários tipos de remédios, mas ninguém sabe onde estão”, disse e expressou que suspeitam que “foram vendidos. Isto seria um dos problemas de corrupção do país”.

“A Igreja Católica criou em Erbil três centros de saúde que oferecem remédios a mais de 500 pessoas por dia. Não é fácil, pois cada receita custa cerca de cinco dólares e em 2015 gastamos aproximadamente 100.000”, indicou.

“Que a justiça seja feita”

O Pe. Benoka indicou que, embora o atendimento médico também seja para os muçulmanos “porque precisam ser curados”, isto não significa que renunciem “a que a justiça seja feita”.

“O culpado deve submeter-se à justiça. Pelo bem comum, a justiça deve ser aplicada”, insistiu.

O sacerdote iraquiano assinalou que “toda a planície de Nínive é cristã e os muçulmanos sempre nos atacaram. O último foi o ISIS. Quando pudermos voltar, quem nos garante estar em paz e que não continuaremos sendo atacados?”.

“Muitas organizações, entre eles a União Europeia e os Estados Unidos, reconhecem que o que está acontecendo com os cristãos no Iraque é um genocídio. Portanto, queremos uma zona pacífica, somente para nós”.

Isto, explicou, não se deve a que os cristãos “não queiram conviver com os muçulmanos, mas porque eles é que não querem conviver conosco. Chegamos primeiro, o Iraque era quase totalmente cristão e agora somos uma minoria”.

Muçulmanos “moderados”?

Para nós, uma pessoa moderada é aquela que pode conviver com outros sem impor-se. Isto no islã é diferente. O ISIS é a aplicação máxima da lei islâmica, apresentam-se como Santos”, assinalou.

O sacerdote explicou que “um muçulmano moderado é aquele que aplica menos a lei islâmica, que é menos muçulmano”.

“O problema é que aqueles muçulmanos moderados, nossos amigos em Mossul, ocuparam nossas casas e permaneceram com nossos bens quando fomos obrigados a sair. Estes eram os moderados”.

Segundo o Pe. Benoka “não é possível garantir a moderação, porque depende da condição de vida e da força do islã. Quanto mais forte, menos moderação”.

Convidaria ao Papa para visitar refugiados cristãos

O sacerdote iraquiano assinalou que, se puder falar novamente com o Papa Francisco, “falaria acerca da situação dos refugiados cristãos e o convidaria a visitá-los. Com certeza ele pensa nisso e quer procurar uma solução”.

“Se o Papa tivesse visitado os refugiados da Turquia, Líbano e Jordânia, teria ensinado ao mundo a situação dos cristãos, bloqueados nos campos destes países”, explicou.

Para o Pe. Benoka, “seria maravilhoso que o Papa fosse ao Líbano, à Jordânia e à Turquia, pudesse visitar os refugiados cristãos e levar com ele várias famílias”.

Fonte: ACI Digital

 

Boko Haram utiliza cada vez mais crianças em seus ataques suicidas

Em 2015, 44 crianças foram usadas nesse tipo de ataque.
Crianças são enganadas e forçadas a cometer os atentados.

O número de crianças envolvidas em ataques suicidas na região do lago Chade, área de atuação do grupo islamita nigeriano Boko Haram, multiplicou por 10 em 2015, de acordo com estimativas do Unicef.

De quatro crianças utilizadas em ataques suicidas em 2014, o número chegou a 44 um ano depois, segundo o Unicef, que reúne dados da Nigéria, Camarões, Chade e Níger, os países de atuação do grupo que jurou fidelidade ao grupo Estado Islâmico (EI).

Mais de 75% dos menores nestes ataques são meninas, de acordo com o Unicef. O relatório tem o título “Beyond Chibok” (“Além de Chibok”), em referencia à localidade da Nigéria onde o Boko Haram sequestrou 276 meninas há dois anos.

“É necessário ser claro: estas crianças são vítimas, não autores”, afirma Manuel Fontaine, diretor regional do Unicef para os países do oeste e centro da África.

“Enganas as crianças e forçá-las a cometer atos mortais é um dos aspectos mais horríveis da violência na Nigéria e nos países vizinhos”, completa.

Desde janeiro de 2014, o extremo norte de Camarões, cenário recorrente dos ataques do Boko Haram, é o local com o maior número de atentados suicidas com crianças (21), seguido por Nigéria (17) e Chade (2).

Este fenômeno “cria uma atmosfera de medo e de suspeita que tem consequências devastadoras” para as crianças, sobretudo as que foram libertadas depois de viver em cativeiro de grupos armados, indica o Unicef.

Estas crianças, assim como as nascidas em casamentos forçados ou em consequência de estupros, “enfrentam a estigmatização e a discriminação” em seus vilarejos e nos campos de deslocados.

O Boko Haram, que nos últimos meses sofreu várias derrotas para os exércitos da região, multiplicou os atentados suicidas utilizando mulheres e crianças para aterrorizar a população.

No ano passado, este tipo de ataque, até então concentrado na Nigéria, atingiu os países vizinhos, principalmente Camarões. De acordo com o Unicef foram registrados 89 atentados com ‘homens-bomba’ na Nigéria, 39 em Camarões, 16 no Chade e sete em Níger.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/04/boko-haram-utiliza-cada-vez-mais-criancas-em-seus-ataques-suicidas.html

Turquia forçou milhares de refugiados a retornarem à Síria, denuncia ONG

Segundo a Anistia Internacional, cerca de cem sírios são enviados de volta a seu país por dia desde janeiro

ANCARA — A Turquia forçou milhares de refugiados a retornarem à Síria ilegalmente, denunciou a Anistia Internacional (EI) em um relatório divulgado na quinta-feira. Segundo a ONG de defesa de direitos humanos, cerca de cem sírios foram enviados de volta a seu país devastado pela guerra todos os dias desde meados de janeiro, numa prática que constitui uma violação do direito internacional.

A Anistia Internacional afirmou ainda que a expulsão de refugiados expõe “falhas fatais” em um acordo entre a Turquia e a União Europeia (UE), que prevê o retorno ao território turco de refugiados sírios que chegarem às ilhas gregas.

Grupos de defesa manifestaram preocupação de que a proposta, que visa conter o fluxo de imigrantes ilegais e entra em vigor em 4 de abril, ameace os direitos dos requerentes de asilo. Nesta sexta-feira, a ONU pediu garantias antes de que qualquer imigrante seja devolvido.

No âmbito do direito internacional humanitário, um Estado é proibido de deportar indivíduos para uma zona de guerra.

A Anistia disse que um caso envolveu três crianças pequenas forçadas a voltarem à Síria sem seus pais. Outro caso dramático foi a expulsão de uma mulher grávida de oito meses.

Muitos dos que foram forçados a retornar, de acordo com a ONG, pareciam ser refugiados não registrados. Mas também havia casos de deslocados com registro sendo enviados de volta, enquanto aguardavam a documentação.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/turquia-forcou-milhares-de-refugiados-retornarem-siria-denuncia-ong-18996221#ixzz44gJYJJic
© 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.