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Deslocados por guerras alcançam recorde de 40,8 milhões

Somente em 2015, mais de 8 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas devido a conflitos mundo afora, aponta estudo. No Brasil, desastres naturais e Jogos Olímpicos afetam milhares.

O número de deslocados internos devido a conflitos no mundo aumentou para 40,8 milhões de pessoas no ano passado, mostra um relatório divulgado nesta quarta-feira (11/05) pelo Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC), com base em Genebra. Continuar lendo Deslocados por guerras alcançam recorde de 40,8 milhões

Número de deslocados no mundo pode passar de 60 milhões em 2015

Pedidos de asilos aumentam quase 80%. Mais de quatro mil pessoas foram forçadas a fugir de seus países por dia.

RIO — O número de refugiados em todo o mundo ultrapassou 20 milhões de pessoas, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira pela agência de refugiados da ONU, que adverte para “níveis assombrosos de sofrimento humano” em países em conflito. Segundo o documento, que reúne dados de janeiro a junho de 2015, mais de quatro mil pessoas foram forçadas a fugir de seus países por dia nesse período. E o número de pedidos de asilo saltou quase 80%. A guerra na Síria — que completa cinco anos em março do próximo ano — continua sendo o motivo do maior fluxo de novos refugiados e deslocados internos em massa.

Considerando outras populações de refugiados e de deslocados internos sob o mandato de outras agências humanitárias, as estatísticas indicam que o ano de 2015 ultrapassará a marca dos 60 milhões de pessoas forçadas a deixar seus locais de origem devido a guerras, conflitos e perseguições.

O relatório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados revela crescimentos nas três principais categorias de deslocamento, que deverão bater recorde em 2015: refugiados, solicitantes de refúgio e deslocados internos (pessoas forçadas a fugir dentro de seus próprios países). Quase um milhão de pessoas cruzaram o mar Mediterrâneo como refugiados e imigrantes neste ano.

“O deslocamento forçado afeta profundamente a nossa realidade e as vidas de milhões de seres humanos, sejam aqueles forçados a fugir quanto os que oferecem abrigo e proteção”, alertou o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. “Nunca houve uma necessidade tão nítida de tolerância, compaixão e solidariedade para com as pessoas que perderam tudo”.

A população de refugiados no mundo, que há um ano totalizava 19,5 milhões pessoas, chegou a 20,2 milhões em meados de 2015. É a primeira vez, desde 1992, que a marca dos 20 milhões é ultrapassada. Os pedidos de asilo aumentaram cerca 78% (totalizando 993,6 mil casos) na comparação com o mesmo período do ano passado. E o número de pessoas deslocadas dentro de seus próprios países aumentou de cerca de 2 milhões, chegando a um total estimado de 34 milhões.

Os números de novos refugiados também cresceram de forma alarmante: cerca de 839 mil pessoas em apenas seis meses, o equivalente a uma taxa média de quase 4.600 pessoas forçadas a fugir dos seus países todos os dias.

A Turquia é o país que mais acolhe refugiados no mundo, somando 1,84 milhão em 30 de junho de 2015. O Líbano, por sua vez, acolhe mais refugiados em relação ao tamanho de sua população, com uma relação de 209 refugiados por mil habitantes. O total global de pessoas sob os cuidados do Acnur e de outras agências será divulgado em meados de 2016.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-deslocados-no-mundo-pode-passar-de-60-milhoes-em-2015-18320609#ixzz3ujoY9UK5

Número de refugiados sírios chega a 4 milhões, diz ONU

A ONU  confirmou nesta quinta-feira (9) que o número de refugiados em decorrência do conflito na Síria superou os 4 milhões, se transformando assim na pior crise do tipo enfrentada pela entidade nos últimos 25 anos.

“Essa é a maior população de refugiados de um só conflito em uma geração. São pessoas que requerem o apoio do mundo, mas, em vez disso, vivem em condições penosas, afundando ainda mais na pobreza”, declarou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), António Guterres, ao revelar o novo e terrível recorde.

Após quatro anos e meio de violência armada, o conflito da Síria não dá sinais de estar perto do fim. As tentativas de solucioná-lo através da via política fracassaram em grande medida pelos desacordos entre o Ocidente e a Rússia sobre a permanência ou não do presidente Bashar al Assad, ainda no cargo.

Além dos mais de 4 milhões de refugiados, há 7,6 milhões de deslocados internos dentro do país, grande parte deles em situação difícil ou em lugares de complicado acesso para as organizações que fornecem ajuda humanitária na Síria.

A rapidez com a qual segue se deteriorando no país é refletida no próprio número de refugiados, que subiu em 1 milhão apenas dez meses depois de quebrar a barreira dos 3 milhões, segundo Guterres.

O principal destino desses refugiados tem sido a Europa, através de uma rota marítima que parte da Turquia, passando pelas ilhas da Grécia. Nos países europeus já foram registrados 270 mil solicitações de asilo.

No entanto, a grande maioria dos refugiados permanece na região, com o maior número deles em território turco, onde há 1,8 milhões de sírios que deixaram o país por causa do conflito.

No Líbano, os sírios já representam quase 25% dos habitantes, com 1,17 milhões de pessoas. Na Jordânia há 630 mil refugiados, 250 mil estão no Iraque e outros 132 mil no Egito.

Esse drama se agrava, lembrou o alto comissário, pela falta de recursos para financiar as necessidades mais básicas dessa população deslocada de seu país de origem. As comunidades em que os refugiados são instalados rapidamente tiveram sua capacidade superada por causa da enorme quantidade de pessoas que fogem da Síria.

Dos US$ 5,5 bilhões necessários para a ajuda humanitária e reconstrução em 2015, o Acnur chegou à metade do ano com apenas 25% do valor, ou seja, US$ 1,375 bilhão.

Se essa situação não melhorar, os refugiados sofrerão cortes de ajuda alimentícia, de serviços de saúde e as crianças não poderão ser mais educadas.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/numero-de-refugiados-sirios-supera-recorde-e-chega-a-4-milhoes-diz-onu,3c6e871306462200ee2dfaec3635e500o6d1RCRD.html

ONU: Mais de 30.000 pessoas são deslocadas com a invasão de Idlib na Síria

O Coordenador Humanitário da ONU para a Síria diz que dezenas de milhares de civis foram deslocados após os terroristas da Al-Qaeda ligados tomaram a cidade síria de Idlib noroeste de tropas do governo.

Yacoub El Hillo disse segunda-feira que, como resultado de uma escalada dos combates entre os terroristas da Al-Qaeda ligados e tropas do governo, muitos civis também perderam a vida e cerca de 30 mil pessoas fugiram de suas casas.

“Estou seriamente preocupado com a luta ocorrendo em curso em Idlib governadoria e seu possível impacto sobre centenas de milhares de civis,” El Hillo acrescentou.

Segundo as autoridades, os deslocados fugiram para a província central de Hama, com o governo sírio fornecimento de comida e abrigo para eles.

Enquanto isso, a ONU alertou que, em caso de a continuação da violência, algum deslocamento em grande escala poderia empurrar civis em províncias vizinhas e do outro lado da fronteira para a Turquia.

A ONU advertiu sobre uma situação humanitária “horrível” na Síria, a menos que 8,4 bilhões seja gasto para resolver a crise do país.

Enquanto isso, as forças sírias foram se reagrupando nos arredores de Idlib para retomar a cidade depois que caiu para os terroristas da frente Al-Nusra há poucos dias.

Idlib tem sido o epicentro da luta mortal entre tropas do governo e militantes durante meses. Ela está localizada perto da rodovia principal estrategicamente significativa que liga Damasco ao norte da cidade-chave de Aleppo.

Idlib é a segunda capital da província da Síria a cair nas mãos de militantes após a queda do norte da cidade de Raqqah em março 2013.

A frente al-Nusra é um grupo terrorista que é responsável por atos hediondos de terror contra civis inocentes na Síria.

O país árabe está em seu quinto ano de um conflito patrocinado por estrangeiros que até agora custou a vida de mais de 215.000 pessoas e rastros de destruição maciça.

http://www.presstv.ir/Detail/2015/03/31/404047/Syrias-Idlib-fall-to-militants-uproots-30000