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Sharia em ação: Brasil celebra “acordo de cooperação cultural” com o reino do terror saudita

Pela manhã eu estava decidida a escrever um artigo sobre as tratativas do presidente Bolsonaro nos países muçulmanos, principalmente, quando uma renomada especialista em terrorismo islâmico – que vive nos EUA – entrou em contato enviando vasto material sobre o Qatar, país muçulmano que é o maior financiador global do terrorismo, enviando dinheiro para as “beldades genocidas” do Estado Islâmico e Al-Qaeda.
 
Como sei que há a tese do “dinheiro neutro” reivindicada pelo Liberalismo que defende a ideia do “comércio sem viés ideológico”, passei a tarde lendo matérias da mídia árabe e artigos diversos sobre terrorismo e segurança nacional, pois o meu país está fechando acordos em diversas áreas com estados totalitários, inclusive, nas área de defesa e diplomacia, fomentando também o “intercâmbio” entre diplomatas, além de uma inusitada COOPERAÇÃO CULTURAL com o berço do Islã – Arábia Saudita – o que deixa claro que não há apenas relação estritamente “econômica”, não é verdade?
 
Além disso, a imprensa árabe anunciou que haveria proposta saudita de um “Memorando de Entendimento” no tocante a vistos e seriam 7 (sete) acordos cunhados pela monarquia muçulmana que promove abertamente a promoção do wahabismo conhecido pelos ocidentais como “Islã radical”.
 
Portanto, mesmo não sendo nem um pouco complicado tecer comentários sobre as consequências de uma aproximação com os países visitados, acredito que por honestidade intelectual eu preciso saber o TEOR COMPLETO dos acordos firmados, que serão submetidos ao Legislativo para aprovação via decreto legislativo, conforme reza a Constituição Federal.
 
Todavia, uma importante informação não explorada pela extrema-imprensa que apoia a “retórica islamizadora”, causaria assombro aos brasileiros – não fosse o desconhecimento quase geral acerca da ameaça jihadista global – pois o nosso presidente firmou um “Memorando de Entendimento sobre Cooperação Cultural, que em português claro significa “autorização” para Arábia Saudita ter plena liberdade de promover sua danosa doutrina wahabita no país, a qual é a base religiosa de grupos terroristas sunitas tais como Estado Islâmico, Al-Qaeda, Hamas, Boko Haram e muitos outros.
 
Aliás, se o prezado leitor se considera “conservador”, cabe perguntar: você considera correta a “cooperação cultural” com um Estado totalitário sanguinário que proíbe em seu território a construção de igrejas, sinagogas e templo de crenças que não sejam o Islã ortodoxo, além de promover atrocidades medievais?
 
E mais... você acha que será “producente” a remessa de milhões de dólares sauditas para investimentos diversos, inclusive, construção de mesquitas, massalas e centros islâmicos, além de investimentos pesados em escolas e universidades para darem continuidade ao processo de “romantização do Islã ortodoxo”, promovendo secretamente sua doutrina de ódio e terror contra os kafirs (infiéis)?
 
E com a captação de até US$ 10 bilhões oriundos do “reino do terror”, você acha que o Brasil vai ousar a levantar a voz nos foros internacionais contra a cruel perseguição aos cristãos em países muçulmanos? Aliás, você atentou para o fato de não ter havido no discurso do presidente Bolsonaro na ONU denúncia sobre o GENOCÍDIO DE CRISTÃOS em países muçulmanos como a Nigéria, onde milhares de cristãos estão sendo exterminados por grupo muçulmano com o apoio tácito do governo?
Como eu sei que a pauta de denúncia da perseguição religiosa em países muçulmanos não atrai a maioria dos cristãos conservadores formadores de opinião, quero aproveitar o ensejo para lembrar que a Europa seguiu esse mesmo caminho do “Brasil liberal” que vê nas relações econômicas desprovidas de obediência a princípios e valores a solução para todos os problemas. Hoje, a França está à beira de uma guerra civil, conforme afirmou o chefe da segurança nacional, a DGSI (Direção Geral da Segurança Interna), Patrick Calvar.  
Disse Calvar, em 2016:

 

O extremismo está aumentando em toda parte, e agora estamos voltando nossa atenção para alguns movimentos de extrema direita que estão preparando um confronto”. Que tipo de confronto? “Confrontos intercomunitários”, disse ele, educado por “uma guerra contra os muçulmanos”. “Mais um ou dois ataques terroristas”, acrescentou, “e podemos muito bem ver uma guerra civil”.

Outro país que se engraçou com a “cooperação cultural” do mundo muçulmano atraído por sedutores petrodólares foi a Suécia. A advogada Judith Bergman escreveu interessante artigo intitulado A Suécia está em Guerra,  no qual lemos o seguinte:

A polícia escreveu no relatório de 2017 que conflitos étnicos globais são replicados nas áreas vulneráveis:

“… o judiciário [sueco] e o resto da sociedade [sueca] não entendem esses conflitos ou têm respostas sobre como eles podem ser resolvidos. A polícia, portanto, precisa ter um melhor conhecimento do mundo e compreensão dos eventos para A presença de retornados, simpatizantes de grupos terroristas como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e a Al-Shabaab e representantes de mesquitas salafistas, contribuem para as tensões entre esses grupos e outros moradores da região. vulneráveis. Desde o verão de 2014, quando um califado foi proclamado na Síria e no Iraque, as contradições sectárias aumentaram, especialmente entre sunitas, xiitas, cristãos levantinos e nacionalistas de origem curda “. (p 13)”

Por oportuno, creio ser fundamental exemplificar o “funcionamento” do processo de “expropriação cultural” que com uma mãozinha da esquerda progressista literalmente está arruinando a pátria francesa. No dia 19 de setembro, foi inaugurado  com a presença do Ministro do Interior, o Instituto Francês de Civilização Muçulmana. No evento o ministro enalteceu o projeto de um “Islã aberto” dedicado à “luta contra o preconceito”. O suntuoso prédio ao lado da Grande Mesquita, vai ofertar cursos de civilização muçulmana e idiomas, simpósios, conferências e debates para expandir a fé. No entanto, adivinha quem ajuda a financiar o projeto para desconstrução da França? É a Liga Islâmica Mundial, base diplomática e religiosa da Arábia Saudita sediada em Meca, que tem ” vínculo ” com a Federação de Muçulmanos Franceses.

Sabe quem mais compareceu à inauguração desse centro de islamização wahabita promovido pela Arábia Saudita? Mohammed Al-Issa, secretário geral da Liga Islâmica Mundial. Cabe noticiar as “indumentárias prodigiosas” de Mohammed descritas pelo jornal Le Fígaro:

“Mohammed Al-Issa, que lidera a Liga Islâmica Mundial, é creditado em mais de 500 execuções quando foi ministro da Justiça da Arábia Saudita de 2009 a 2015, e inúmeras ordens de tortura, incluindo a condenação do famoso Raif Badawi com 1.000 chicotadas. “

Se para um conservador não causa revolta saber que uma facínora torturador é prestigiado em evento que fortalece os “discursos de ódio” e ações jihadistas na França,  vale trazer à baila o parecer da especialista Razika Adnani sobre a doutrina que a Arábia Saudita quer compartilhar com o Brasil graças aos laços de cooperação cultural firmado sob a égide do modelo de liberalismo sem viés ideológico:

Os princípios do wahabismo e suas conseqüências no mundo e, especialmente, no mundo muçulmano não são um segredo. Portanto, é difícil admitir que os wahabitas se tornaram repentinamente pessoas que defendem uma linguagem de paz e solidariedade, denunciando o terrorismo islâmico e o obscurantismo. Se a Liga Islâmica Mundial denuncia o terrorismo, como explicar que homens e mulheres são decapitados publicamente na Arábia Saudita? Por que os seres humanos estão sendo intimidados porque têm opiniões diferentes sobre o Islã e a sociedade? “

Eu poderia escrever um livro pormenorizando os resultados catastróficos dos “laços de cooperação cultural” promovidos sob a justificativa de trazer desenvolvimento à Europa pós-cristã. De sorte que, a inserção do Brasil nessa “maracutaia islâmica” para espalhar a perigosa doutrina wahabita é simplesmente inadmissível e contrária aos nossos princípios!

Ora, se Bolsonaro quer celebrar “comércio” com a Arábia Saudita que já é o nosso maior parceiro comercial no Oriente Médio – com fluxo comercial entre os dois países atingindo US $ 4,4 bilhões em 2018 – deve mobilizar sua fragmentada bancada no Congresso para criminalizar a sharia (lei islâmica), a fim de evitar que o modus vivendi de uma doutrina religiosa medieval venha se instalar em nosso território.

Contudo, espero que parlamentares se mobilizem para impedir a implementação desse absurdo acordo de “cooperação cultural” estimulado por uma assessoria que parece ser completamente ignorante sobre o mundo muçulmano. E assim que tiver acesso aos “acordos” celebrados com os regimes totalitários islâmicos voltarei a escrever sobre o tema, frisando, desde já, que estou muito preocupada com a declaração de Bolsonaro para a mídia árabe afirmando que “o Brasil busca parceria ainda mais profunda com a Arábia Saudita”.

Se o nosso presidente não tomar cuidado, em algumas décadas o Brasil experimentará as mesmas mazelas sofridas pela Europa. O poderio islâmico se aprofundará em todos os níveis e pode desencadear um perigoso lema:”Islã acima de tudo, Alah acima de todos“.

 Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e diretora-presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: ANBA

 

 

 

Netanyahu praises Sisi’s call to expand Egypt-Israel peace to other Arab states

Prime Minister Benjamin Netanyahu on Sunday praised Egyptian President Abdul Fatah al-Sisi for calling to expand Egypt’s peace with Israel to include more Arab countries.

In a statement released from his office hours before the Succot holiday was scheduled to set in, Netanyahu also called on Palestinian Authority President Mahmoud Abbas to return to the negotiating table.

“Prime Minister Netanyahu calls once again on the Palestinian Authority president, Abu Mazen (Abbas), to return immediately to the negotiating table in order to make progress in the diplomatic process.”

Yesh Atid leader Yair Lapid also praised Sisi’s comments, made in an interview with the Associated Press released Sunday, saying that they prove there is a chance to pursue a regional agreement.

“I praise the comments made today by the Egyptian president,” Lapid said. Sisi’s comments prove that there exists today an opportunity to advance a regional agreement with moderate Arab states,” Lapid said.

“Our common interests in the region, in the war on terror, create a chance to advance a regional accord, as I presented in my Bar Ilan speech last week,” he added, in reference to a speech in which he said that Israel should use the 2002 Saudi Peace Initiative as a template for a wider peace agreement with the Arab world.

“Real leadership needs to take advantage of strategic opportunities that can strengthen the security of Israel. An agreement such as this will enable us to form an axis of moderate states against Iran and against growing terror in the Middle East,  will preserve the security interests of Israel and will allow the continuance of Israel as a Jewish state,” Lapid said.

Immediately after the holiday, Lapid is traveling to the United States where he will present his diplomatic initiative for a regional accord to US administration officials and American lawmakers, his office said.

Netanyahu, as well, will soon be leaving for the US to address the General Assembly of the United Nations in New York. Abbas will be in New York as well, but there are no plans for the leaders to meet. The Palestinian Authority president has promised to drop a “bombshell” during his speech to the UN.

http://www.jpost.com/Arab-Israeli-Conflict/Netanyahu-praises-Sisis-call-to-expand-Egypt-Israel-peace-to-other-Arab-states-419242

Brasil prorroga regra que facilita concessão de visto a refugiados sírios

Diante do agravamento da crise humanitária na Síria, o governo brasileiro decidiu prorrogar a medida que flexibiliza o ingresso de refugiados daquele país no Brasil, segundo apurou a BBC Brasil.

A regra facilita a concessão de visto. Uma vez em território nacional, eles podem dar entrada no pedido de refúgio.

A prorrogação da medida, por mais dois anos, foi decidida após reunião do colegiado do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão ligado ao Ministério da Justiça, ocorrida nesta segunda-feira em Brasília.

Em vigor há aproximadamente dois anos, a regra expiraria no próximo dia 24 de setembro.

“Diante do agravamento do conflito, o governo federal optou pela prorrogação e continuidade de uma importante medida humanitária que vinha adotando nos últimos anos”, afirmou à BBC Brasil o secretário nacional de Justiça, Beto Vasconcelos.

“Trata-se de um passo importante para o reconhecimento dos refugiados sírios que chegam a nosso país”, acrescentou ele.

Leia também: Brasil acolhe mais sírios que países na rota europeia de refugiados

‘Razões humanitárias’

(Reuters)Image copyrightReuters
Image captionRegra expiraria em alguns dias

Em 2013, dois anos após o início do conflito na Síria, o Conare autorizou a concessão de visto a essa população por “razões humanitárias”.

Até então, eles deveriam atender os mesmos pré-requisitos exigidos dos demais estrangeiros, como comprovação de emprego fixo e condições financeiras para permanecer no Brasil.

Desde que a medida entrou em vigor, foram concedidos cerca de 7 mil vistos a refugiados sírios, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

Desses, segundo dados do Conare, 2.077 receberam refúgio do governo brasileiro de 2011 até agosto deste ano, ou cerca de um quarto do total de refugiados no país (8.400). Trata-se da nacionalidade com mais refugiados reconhecidos, à frente da angolana e da congolesa.

O número é superior ao dos Estados Unidos (1.243) e ao de países do sul da Europa que recebem grandes levas de refugiados ─ não apenas sírios, mas também de todo o Oriente Médio e da África ─ que atravessam o Mar Mediterrâneo em busca de asilo, como Espanha (1.535), Itália (1.060) e Portugal (15). Os dados da Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, referem-se ao total de sírios que receberam refúgio, e não aos que o solicitaram, e englobam o período de 2011 até o 2º trimestre de 2015.

A emissão do documento está concentrada principalmente nas embaixadas brasileiras em Beirute (Líbano), Amã (Jordânia) e Istambul (Turquia). A representação diplomática em Damasco (Síria) foi fechada em 2012 por motivos de segurança.

“A medida é importante pois facilita a concessão de vistos a quem mais precisa. Muitas pessoas chegam aqui só com a roupa do corpo, pois abandonaram suas casas às pressas”, afirmou à BBC Brasil um diplomata brasileiro que atua no Oriente Médio e pediu para não ser identificado.

Segundo ele, apenas na embaixada onde trabalha, o número de vistos concedidos por mês a cidadãos sírios é hoje quatro vezes maior do que antes da crise, em 2011.

Naquele ano, grupos rebeldes iniciaram protestos contra o governo do presidente Bashar al-Assad, e os confrontos com suas tropas (e agora também com o grupo autodenominado “Estado Islâmico”) se arrastam até hoje.

A regra que facilita a concessão de vistos para refugiados sírios fez com que o Brasil se tornasse uma opção à tradicional rota de fuga dessa população, que, em sua maioria, ruma à Europa.

Leia também: Saga síria: o drama dos refugiados que vivem como sem-teto em SP

Parceria

(Getty)Image copyrightGetty
Image captionAcnur vai ajudar na identificação e documentação de refugiados sírios

Com a prorrogação da regra, o Brasil espera poder conceder refúgio a mais sírios, afirmou Vasconcelos. Ele, no entanto, não soube precisar quantos refugiados o país deve receber.

“Por ora, nosso objetivo é manter o mesmo patamar que mantivemos até agora. Estamos implementando novas iniciativas. E à medida que elas se consolidem, vamos implementar alterações no volume de emissão”, disse ele.

Entre elas está uma parceria inédita com o Acnur, o braço da ONU para refugiados. Segundo Vasconcelos, a agência vai atuar em conjunto com as representações diplomáticas do Brasil nos países vizinhos à Síria para ajudar na identificação e documentação de mais refugiados, especialmente de “casos mais sensíveis”, além de agilizar a emissão de vistos.

“A partir dessa parceria, esperamos garantir uma maior eficiência dessa política humanitária. Aproveitaremos a expertise incomparável do Acnur nessa área para que mais pessoas possam ser beneficiadas”, afirmou.

Segundo Vasconcelos, o governo brasileiro já iniciou conversas com a sede da agência em Genebra, na Suíça, para concretizar a colaboração.

Além disso, acrescentou ele, o Conare fará, nos próximos dias, reuniões com Estados e municípios e entidades da sociedade civil para avaliar “outros mecanismos de melhoria nas políticas de acolhimento e assistência” a refugiados sírios.

“Esperamos que ao melhor identificar, processar e preparar o ambiente de recepção, possamos avaliar iniciativas distintas das que já tomamos até agora”, afirmou.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150920_brasil_refugio_sirio_lgb

Após reaproximação com Cuba, conheça os 3 países que ainda não têm relações com os EUA

A bandeira dos Estados Unidos voltou a ser hasteada em Havana na sexta-feira, pela primeira vez em 54 anos, na reabertura da embaixada americana em Cuba.

O funcionamento das representações diplomáticas dos dois países – oficializado desde 20 de junho – reduz a lista de países com os quais Washington não mantém relações oficiais.

Veja quais são esses países e o que levou ao rompimento diplomático:

Butão

Dos três países da lista, o Butão talvez seja o caso mais inusitado, já que o país nunca teve conflitos ou rusgas com os EUA.

Mas apenas dois países, Bangladesh e Índia, têm embaixada na capital butanesa, Timfu.

O Butão é um pequeno, remoto e empobrecido reino enclavado no Himalaia, entre dois poderosos vizinhos: Índia e China.

Sem saída para o mar e quase totalmente isolado durante séculos, o país deixou entrar alguns aspectos do mundo exterior – houve uma abertura nas décadas de 1960 e 1970, quando se tornou membro da ONU – ao mesmo tempo em que protege ferozmente suas tradições.

Ainda que Butão e EUA nunca tenham estabelecido relações diplomáticas formais, mantêm laços cordiais e informais por meio da embaixada americana em Nova Déli, na Índia, que cumpre funções consulares aos butaneses, e pela missão do Butão em Nova York, na ONU.

Leia mais: Quem é o homem de Washington em Havana?

Butão tem poucas relações diplomáticas

Segundo o Departamento de Estado americano, o governo convida anualmente participantes butaneses aos EUA via programas acadêmicos.

Em janeiro deste ano, o secretário de Estado, John Kerry, se reuniu com Tshering Tobgay, premiê butanês, durante uma cúpula regional em Ahmedabad, Índia.

Esse encontro foi a primeira reunião entre um chefe da diplomacia americana e um líder butanês. O estabelecimento das relações diplomáticas não foi discutido.

Irã

A imagem de bandeiras americanas sendo incendiadas ou pisoteadas nas ruas de Teerã se tornou comum depois da Revolução Islâmica de 1979.

Naquele ano, o xá Reza Pahlevi apoiado pelos EUA foi derrubado, e o país se converteu numa República Islâmica – os clérigos assumiram o controle político, sob o mando do aiatolá Khomeini.

O líder supremo chegou a se referir aos EUA como o “grande satã”, e a partir de então foi assim que o país passou a ser chamado no Irã.

Washington havia estabelecido relações diplomáticas com a Pérsia em 1883, mas estas foram rompidas em 1980, depois que um grupo de estudantes iranianos invadiu a embaixada americana em Teerã e manteve 52 pessoas como reféns durante vários meses.

Os estudantes protestavam pelo fato de os EUA terem dado asilo ao xá, recém-derrocado do poder.

Em 2002, o então presidente dos EUA George W. Bush declarou o Irã parte de um “eixo do mal”.

E, ainda que Barack Obama tenha adotado um tom menos agressivo, Washington continuou por anos acusando o Irã de tentar desenvolver armas nucleares. Teerã, por sua vez, sempre alegou que suas ambições nucleares têm fins pacíficos.

Leia mais: O ‘ninho de espiões’ que sediará a Embaixada dos EUA em Havana

Acordo nuclear aliviou tensões entre EUA e Irã

Após um longo caminho de diálogo, um grupo de seis potências mundiais – incluindo os EUA – assinou em junho um acordo nuclear com o Irã, que alivia o embargo econômico contra Teerã em troca de mais supervisão externa sobre seu programa atômico.

Ao mesmo tempo, Israel, tradicional aliado americano e opositor ao acordo nuclear, também sempre foi um fator determinante na ausência de relações entre EUA e Irã.

Como diz o próprio Departamento de Estado americano, o fato de o Irã não ter reconhecido o direito de Israel a existir como país é um “obstáculo às possibilidades de paz no Oriente Médio por ter armado militantes, incluindo (o grupo islâmico palestino) Hamas, (o libanês) Hezbollah e a Jihad Islâmica Palestina”.

Coreia do Norte

A Coreia do Norte é, há décadas, uma das sociedades mais fechadas do mundo.

País relativamente jovem – formado em 1948 -, com um regime de governo nominalmente comunista, a Coreia do Norte tem sua história guiada pelo líder Kim Il-sung. Apesar de ele ter morrido em 1994, foi nomeado presidente “eterno”.

Os EUA nunca tiveram relações diplomáticas com a Coreia do Norte, mas sim com a dinastia Joseon, em 1882, cinco décadas antes da divisão da península coreana.

A partir de 1910 e durante 35 anos, o Japão exerceu poder colonial sobre a Coreia, algo que, somado aos desdobramentos da Segunda Guerra Mundial, acabou dividindo a península em duas zonas de ocupação: uma ligado à União Soviética, no norte, e outra aos EUA, no sul.

Os dois territórios não conseguiram se unificar e, em 1948, foram estabelecidas oficialmente duas nações: a República da Coreia, no sul, e a República Popular Democrática da Coreia, no norte.

Desde então, os EUA têm respaldado os interesses sul-coreanos, liderando inclusive sua defesa à ofensiva do Norte durante a Guerra da Coreia, em 1950.

Leia mais: Conheça as ferramentas que impedirão o Irã de burlar acordo nuclear

Kim Jong-un, presidente norte-coreano, é neto de Kim Il-sung, líder do país

Hoje, a embaixada da Suécia em Pyongyang oferece serviços consulares limitados aos cidadãos americanos.

A Coreia do Norte, por sua vez, não tem embaixada em Washington, mas tem uma missão na ONU.

Apesar da ausência de laços diplomáticos entre os governos, os EUA têm jurisdição para auxiliar a Coreia do Norte com programas humanitários, em particular durante períodos de fome extrema.

O programa nuclear norte-coreano é outro ponto de conflito constante entre os dois países.

Diversos esforços internacionais para frear as ambições atômicas de Pyongyang levaram à assinatura de alguns acordos parciais e intermitentes, mas constantemente sabotados por testes nucleares norte-coreanos.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150814_eua_paises_relacoes_diplomaticas_pai

Apesar de poder militar, presidente do Irã diz defender opção por diplomacia

Rohani defendeu a postura pacífica do país e sua vontade ‘não agressiva’.
Declaração foi dada durante a celebração do Dia do Exército do Irã.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou neste sábado (17) que apesar do poderio militar de seu país e dos avanços constantes no desenvolvimento de tecnologias bélicas, sua opção principal frente a qualquer crise será sempre a negociação e o compromisso com as leis internacionais.

Durante a celebração do Dia do Exército do Irã, quando a República Islâmica exibe os últimos avanços tecnológicos e a situação de suas Forças Armadas, Rohani defendeu a postura pacífica de seu país e sua vontade “não agressiva”, apesar de contar com o conjunto militar “mais potente” da região.

“Nós queremos dizer ao mundo que uma nação potente e com autoridade reconhece como uma honra cumprir com as leis. Nós, no tema nuclear, cumpriremos todas as provisões internacionais para dar confiança ao mundo”, indicou o presidente.

Deste modo, para o Irã as conversas nucleares com os países do Grupo 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido, França, mais Alemanha) foram uma forma de mostrar ao mundo e à região “que não há problema que não possa ser resolvido na mesa de negociações”.

Mas também que o “poder e a força” de seu exército é uma mostra de que “nunca aceitará ou permanecerá em silêncio se for agredido”.

Rohani destacou, além disso, que são outros países da região, liderados pela Arábia Saudita, os agressores, fazendo menção aos bombardeios no Iêmen, “nos quais matam mulheres e crianças”.

“O que significa ajudar financeiramente e com armas os terroristas na Síria, Iraque e Líbano, e os bombardeios sobre inocentes no Iêmen? Que objetivos eles perseguem? Isso garante poder? Só semearam o ódio nos corações da região e terão a resposta em breve”, disse o presidente do Irã sobre os sauditas.

Em contraste com o governo de Riad, a estratégia do militar iraniana irá defender “a dissuasão ativa, orientada à independência, paz e segurança do nosso país”.

Apesar de vários países ocidentais acusarem Teerã de desestabilizar a região e de tentar promover uma corrida armamentista, Rohani disse que há mais de 200 anos o país não se envolve em uma guerra no exterior. Além disso, destacou que a República Islâmica gasta menos em armamento do que as demais nações da região.

Desde 1979, o Irã é submetido a um embargo de armas pela ONU, o que levou ao país a desenvolver sua própria indústria armamentista e de equipamentos militares. Com frequência, as autoridades iranianas anunciam que a indústria bélica local desenvolveu novas armas, objetos de alta tecnologia, aeronaves, navios e veículos terrestres.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/apesar-de-poder-militar-presidente-do-ira-defende-opcao-por-diplomacia.html

Meios diplomáticos e militares estão convencidos de que Teerã pode ter sua bomba

Destruição de Israel faria do Irã a maior potência do Oriente Médio. A Liga Árabe revelou seu terror com tal perspectiva.

A questão atômica é preocupante, desde o tempo em que o diplomata americano, Henry Kissinger, ganhou fama internacional. Ele escreveu o livro “Pensando sobre o Impensável”, após o fim da Segunda Guerra Mundial, e afirmou: a única solução possível, para o perigo nuclear, seria evitar o conflito.

Em 1945, os Estados Unidos, possuíam a bomba. Os soviéticos se resignaram, até explodirem sua bomba de hidrogênio.

Então, em acordo informal, inauguraram o maior período sem conflitos mundiais, a Guerra Fria. Chegaram a vários entendimentos que levaram à paz total entre as potências mundiais, o que não evitou conflitos menores.

Alguns países desenvolveram projetos atômicos neste período, como o Paquistão. Armamentos convencionais se sofisticaram. A corrida nuclear acabou com o fim da União Soviética.

Meios diplomáticos e militares estão convencidos de que Teerã pode fazer sua bomba em um instante, como anunciou o presidente norte-americano, Barack Obama. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, teme esta iminência.

A destruição de Israel faria do Irã a maior potência do Oriente Médio. A Liga Árabe, cuja antipatia com os persas é histórica, revelou seu terror, com tal perspectiva.

*Colaborou Nelson Burd

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nahumsirotsky/2015-04-10/meios-diplomaticos-e-militares-estao-convencidos-de-que-teera-pode-ter-sua-bomba.html

Brasil saúda o vergonhoso acordo nuclear entre o Irã e as potências ocidentais

O governo brasileiro felicitou a realização de um acordo-quadro nuclear entre o Irã e do Grupo 5 + 1 na cidade suíça de Lausanne.

O governo brasileiro emitindo uma nota sobre a realização de um acordo-quadro nuclear entre o Irã e do Grupo 5 + 1 na cidade suíça de Lausanne, falando: “O Brasil recebeu, com satisfação, o anúncio de que o Irã e os países do grupo P5+1, Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia, com a facilitação da União Europeia, definiram hoje, em Lausanne, parâmetros para um acordo abrangente e de longo prazo sobre o programa nuclear iraniano, a ser concluído até 30 de junho próximo.

O Brasil ao enfatizar na solução negociada para como única alternativa viável para a questão nuclear iraniana ressaltou através dessa nota: “O Governo brasileiro tem consistentemente reiterado que não há alternativa a uma solução negociada para essa questão e que as presentes tratativas constituem oportunidade que deve ser plenamente aproveitada para se chegar a uma solução duradoura sobre a matéria”.

O governo brasileiro também espera que as partes preservam os esforços para alcançar um acordo satisfatório para toda as partes , observando: “O Brasil saúda a disposição dos Governos do Irã e dos países do P5+1, bem como da diplomacia da União Europeia, em perseverar nos esforços para alcançar um acordo satisfatório para todas as partes”.

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=13365