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Luto em Hagia Sophia: o “recado” da “espada de Maomé” na catedral transformada em mesquita

Por Andréa Fernandes*

Ontem foi uma sexta-feira como outra qualquer para a maior parte da Cristandade, mas para o mundo muçulmano em geral, houve um motivo especial de celebração: o islamista genocida Recep Tayyip Erdogan num golpe genial de “mestre do mal” transformou via “decreto” a milenar catedral de Hagia Sophia em mesquita para glória e honra de Allah, o deus que, segundo a mais acurada tradição islâmica, incentivou muçulmanos a aniquilar igrejas e demais templos pagãos desde os primórdios da “religião da paz”, a qual teve crescimento assustador com uma “ajuda divina” de conquistas territoriais à força da jihad.

Ao anunciar de forma antecipada a decisão totalitária transformando a igreja em mesquita violando o status de “museu” conferido pelo governo turco em 1934, Erdogan corroborou decisão da Suprema Corte com autoridades indicadas por ele. E de nada adiantou o sultão sanguinário tomar conhecimento da reação do Conselho de Igrejas do Oriente Médio, que emitiu uma declaração denunciando a decisão como um ataque à liberdade religiosa que deveria ser protegida pelas leis internacionais. A entidade representativa se dirigiu à ONU e Liga dos Estados Árabes, ingressando com recurso no tocante à decisão da Suprema Corte turca a fim de ser efetivada justiça com fundamento nos princípios da liberdade religiosa, além de preservar o simbolismo histórico representado pela igreja.

Em 31 de março de 2018, o Presidente Erdogan discursou na catedral, oportunidade em que convidou os fiéis a recitar o primeiro capítulo do Alcorão, Sura Al-Fatiha, como uma oração pelas “almas de todos que nos deixaram este trabalho” como herança, principalmente o conquistador de Istambul, Fatih Sultan Mehmed “.

O presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan cumpriu sua promessa divulgada no início do mês de permitir autoritariamente as primeiras orações muçulmanas na sexta-feira (24/07), usando taqqiya para enganar cristãos que se importam com o simbolismo daquele templo, uma vez que o porta-voz do governo anunciou  que alguns dos mosaicos cristãos serão cobertos com cortinas, afirmando em tom mentiroso: “Nosso objetivo é evitar prejudicar os afrescos, ícones e arquitetura histórica do edifício[1]. Quando, na verdade, sabemos que a real intenção é destruir paulatinamente as preciosidades arquitetônicas como fizeram seus antepassados muçulmanos ao saquear o templo em 1534.

A temporária conversa fiada do governo muçulmano de supostamente “não prejudicar a arquitetura histórica do edifício”, não considerado-o como “igreja” se deve simplesmente ao fato de o edifício estar listado como patrimônio histórico da humanidade tombado pela UNESCO, uma vez que o templo é considerado uma obra-prima da arquitetura, bem como principal modelo mundial da arquitetura cristã bizantina e testemunho único das interações entre a Europa e Ásia ao longo dos séculos[2].

É importante frisar que a UNESCO não tombou o edifício como “igreja” e sim como “museu”, pois seria inaceitável uma instituição global infiel não se submeter às “demandas islâmicas seculares” de destruição de todo e qualquer simbolismo cristão.

Dessa forma, a UNESCO emitiu nota acanhada demonstrando inocente “lamento profundo” pela decisão da Turquia em mudar o status da histórica  Hagia Sophi” e ainda pede “diálogo” fingindo desconhecer o histórico da sangrenta jihad que reduziu a cinzas e pedras importantes símbolos da fé cristã no mundo árabe. Aliás, em tempos modernos a ocupação turca no norte do Chipre em 1974 promoveu não somente a matança de cristãos, mas um verdadeiro genocídio cultural com a destruição de centenas de igrejas seguindo os moldes atualizados da queda de Constantinopla. Será que o “azar” das igrejas cipriotas foi não serem tombadas pela UNESCO?

O pronunciamento da UNESCO e risível para muçulmanos e horrendo para cristãos orientais[3]:

A UNESCO pediu às autoridades turcas “que iniciem o diálogo sem demora, a fim de evitar qualquer efeito prejudicial sobre o valor universal desse patrimônio excepcional, cujo estado de conservação será examinado pelo Comitê do Patrimônio Mundial em sua próxima sessão”.

“É importante evitar qualquer medida de implementação, sem discussão prévia com a UNESCO, que afete o acesso físico ao local, a estrutura dos edifícios, a propriedade móvel do local ou a administração do local”, enfatizou Ernesto Ottone, diretor assistente da UNESCO. Geral para a Cultura. Tais medidas podem constituir violações das regras derivadas da Convenção do Patrimônio Mundial de 1972, alertou a agência. 

Torna-se clarividente que o sultão neotomano Erdogan mandou às favas qualquer possibilidade de “diálogo”, pois só deve obediência a Allah e ao “selo dos profetas” Mohammad como todo bom muçulmano ortodoxo. Adiante, mostrarei a motivação religiosa do ato abominável de intolerância religiosa e ataque a fé cristã. Antes disso, é necessário explicar o simbolismo da catedral Hagia Sophia para os cristãos.

O simbolismo milenar da Catedral Santa Sophia

A Igreja da Santa Sabedoria, conhecida mundialmente como Hagia Sophia foi projetada no intuito de ser a maior Basílica do império Bizantino e uma obra-prima da arquitetura bizantina  – como reconhecida pela UNESCO – tendo sido construída em Constantinopla por Justiniano I entre 532 e 537 d.C. Contudo, em 1453 a violenta jihad promovida pelo sultão otomano Mehmed II resultou na invasão, saques e massacres em Constantinopla finalizando de forma cruel o Império Bizantino.

A espada de Allah levando terror aos cristãos em Constantinopla

O escritor Steven Rinciman descreve que cristãos e refugiados foram transformados espólios de guerra para serem escravizados, violentados e assassinados. A catedral foi profanada e saqueada, além do que os invasores muçulmanos não pouparam enfermos e idosos violentamente massacrados. Meninas e mulheres foram estupradas e os restante da população vendida como escravos. Com esses dados não fica difícil compreender o fundamento das ações de terror do Estado Islâmico, que se inspirou nesse fato histórico glorioso e em tantos outros que embasam a história do expansionismo islâmico.

O articulista Mark Cartwright relata os horrores vivenciados pelos cristãos que viviam em Constantinopla[4]:

(…) o estupro, pilhagem e destruição começaram. Muitos habitantes da cidade cometeram suicídio, em vez de estar sujeitos aos horrores da captura e da escravidão. Talvez 4.000 foram mortos imediatamente e mais de 50.000 foram enviados como escravos. Muitos buscaram refúgio em igrejas e se esconderam, inclusive dentro da Hagia Sophia , mas esses eram alvos óbvios por seus tesouros, e depois que foram saqueados por suas jóias e metais preciosos, os prédios e seus ícones inestimáveis ​​foram esmagados, os cativos encolhidos massacrados. Tesouros incontáveis ​​de arte foram perdidos, livros foram queimados e qualquer coisa com uma mensagem cristã foi cortada em pedaços, incluindo afrescos e mosaicos.

Neo-Otomanismo cumprindo a missão de apagar cultura cristã

O objetivo de construir um Império Otomano mundial para levar a sharia (lei islâmica) aos confins da terra teve início e Constantinopla saqueada e rendida já estava prevista como capital. Um fato curioso é que não veio a mínima ajuda aos cristãos das metrópoles europeias da época, Roma, Veneza e Gênova[5], o que se repetiu durante o genocídio perpetrado contra cerca de 3 milhões de cristãos armênios, assírios e gregos entre 1914 e 1923, mostrando que “omissão” quanto ao socorro de cristãos assolados pelo terror islâmico em determinados países muçulmanos não é uma novidade da presente era.

O carniceiro Mehmed II transformou a Igreja Hagia Sophia em mesquita e o Islã tornou-se a religião oficial, porém, os símbolos dos cristãos nas igrejas foram substituídos por símbolos islâmicos, acontecimento este que não costuma ser ensinado nas escolas ocidentais, que insistem em ocultar a condição de inferioridade das comunidades cristãs durante a história do expansionismo dos impérios muçulmanos. Seria politicamente incorreto encerrar a bela fábula de “tolerância religiosa” numa era trevosa em que os cristãos são a minoria religiosa mais perseguida do mundo, mas a “islamofobia” é o mito mais combatido por humanistas progressistas sob pena de censura, reprimendas diversas e até prisão para aqueles que denunciam aspectos violentos em partes expressivas da doutrina islâmica pleiteando reforma da mesma para combater o extremismo, que por “coincidência” costuma ser financiado por alguns Estados muçulmanos como Arábia Saudita e Irã, parceiros de alguns países ocidentais.

Segundo alguns historiadores, o Império Otomano teve um apogeu que durou um século. Contudo, durante cem anos foi esfacelando paulatinamente até seu término por ocasião da 1ª Guerra Mundial. Com a criação da moderna república da Turquia a capital Constantinopla teve seu nome substituído por “Instambul” em 1930 e Hagia Sophia foi transformada em museu no ano de 1935.

Assim, é de importância vital salientar que para os cristãos, notadamente os ortodoxos, Hagia Sophia é uma igreja de grande relevância, apesar de sua conversão forçada em mesquita, mas para os turcos e muçulmanos é o símbolo da conquista muçulmana e sinal importante de uma vitória histórica que ainda povoa a mente de multidões[6] em função da pesada carga triunfalista religiosa que carrega. Afinal, como bem discorre o escritor Robert Spencer o edifício representa o símbolo do domínio do Islã sobre o Cristianismo e concomitantemente simboliza o poder do Império Otomano, tendo Erdogan assumindo a posição de um novo Sultão Mehmed – o Conquistador – ao apagar o monumento ao secularismo presente no museu Hagia Sophia[7].

Imagem

Milhares de muçulmanos de várias nacionalidades gritando “Allahu Akbar” (Allah é maior) comemorando a “reconquista” de Hagia Sophia mostra que a questão envolve o ardente desejo da busca supremacista islâmica que sobrepuja a dor do semelhante considerado “inferior” ao comemorar com alegria os vídeos de consternação grega circulando entre a multtidão de muçulmanos, pois a estrutura bizantina de 1500 anos sediou a igreja ortodoxa grega.

Hagia Sophia

(Na imagem acima a camisa do muçulmano retrata lembrança da Queda de Constantinopla que resultou no extermínio covarde de milhares de cristãos pela jihad)

Entre a multidão estavam milhares de muçulmanos oriundos das áreas mais remotas como Anatólia e países europeus como Alemanha, França e Áustria, que abrigam quantitativo considerável de turcos.

Hagia Sophia

As massas de entusiastas acabam legitimando consciente ou inconscientemente a “ressurreição do califado”, que é meta turca que antecede a ascensão do déspota Erdogan ao poder.

Décadas de preparo para destruir identidade cristã de Hagia Sophia

Em 1980, o primeiro-ministro turco Suleyman Demirel autorizou orações muçulmanas num anexo de Hagia Sophia, de modo que ao longo dos anos foi sendo orquestrado o processo de conversão da catedral em mesquita. Em 2013, o então vice- ministro da Turquia Bulent Arinc em entrevista sinalizou o futuro uso do então museu como mesquita e em 2014, o parlamento turco tentou mudar o status de Hagia Sophia para abrigar de forma oficial a mesquita.

A propósito, nos idos de 2016, foi noticiado que autoridades turcas permitiram que as leituras do alcorão fossem transmitidas a partir de Hagia Sophia em Instambul, sendo que o Diyanet[8] nomeou um imã permanente para o prédio estendendo as duas orações diárias realizadas para cinco orações islâmicas a fim de que o ato de afronta tivesse mais impacto sobre a comunidade cristã[9].

Se uma igreja tombada como patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO não foi poupada da jihad cultural do sultão neotomano que construiu 17 mil mesquitas nos últimos anos, mas se recusa a autorizar a construção de novas igrejas o que pode fazer a cristandade ocidental acreditar que as igrejas que ainda restam no país muçulmano não sejam também transformadas em mesquitas? A omissão em relação a Hagia Sophia é um sinal adorável de “conivência” para o supremacismo islâmico.

“Espada” garante discurso no templo pilhado pela jihad cultural

A repulsa no tocante a agenda de diversidade e coexistência civilizada foi evidenciada com as multidões celebrando a profanação de um templo milenar cristão. Robert Spencer relata que diversos objetos históricos simbolizando a conquista foram utilizados durante o cerimonial de inauguração da “mesquita usurpadora”. Todavia, o mais impressionante foi a imagem do imã Ali Erbas (chefe do serviço religioso) pronunciando seu sermão segurando uma ESPADA[10], atitude simbólica reforçada pelo recitar do verso corânico: “De fato, nós lhe demos uma conquista clara”.        

Enquanto os infiéis ocidentais não compreendem ao certo o motivo de uma espada estar na mão de um líder muçulmano no interior de uma igreja convertida à força em mesquita durante sermão da “religião da paz” que se apropria do templo religioso da minoria mais perseguida do mundo, todo muçulmano decodifica imediatamente a mensagem que espelha suposta fala atribuída ao “apóstolo de Allah”, o profeta Maomé em sua fase beligerante na implantação do Islã:

“Eu fui feito vitorioso pelo terror” – (Bukhari, 55:220)

Estudiosos reconhecem que a carreira profética do profeta do Islã foi marcada por sangue e guerra, tendo em algumas suratas do seu livro sagrado, o Alcorão, o legado doutrinário de violência que fundamenta violações de direitos humanos comuns em países muçulmanos, dentre as quais, perseguição sistemática contra minorias religiosas. Spencer afirma que há mais de cem versículos exortando os crentes a travar jihad contra os descrentes. com os infiéis e hipócritas. Daí, vemos:

“Ó profeta, combate os incrédulos e os hipócritas, e sê implacável para com eles”! O inferno será sua morada. Que funesto destino! (Corão 9:73)

“Quando, no campo de batalha, enfrentardes os que descrêem, golpeaios no pescoço. Depois, quando os tiverdes prostado, apertai os grulhões” (Corão 47:4)

Tolerância desprezada x terror enaltecido

Apesar de haver teólogos muçulmanos que se dedicam a formular visões que visam reformar a religião proporcionando interpretação que possibilite a coexistência pacífica com não-muçulmanos baseada em entendimento diversificado do princípio da ab-rogação que legitima trechos violentos do Corão, os mesmos infelizmente não encontram respaldo no principais centros ideológicos. Vamos a um exemplo? O presidente da renomada União Internacional de Estudiosos Muçulmanos, Yusuf al-Qaradawi, vinculado à Irmandade Muçulmana –considerada entidade terrorista por alguns países – vem sendo acusado de ser figura de destaque no incitamento à violência por meio de seus “pareceres religiosos” justificando assassinatos perpetrados por islamistas contra outros grupos[11].

Al Qaradawi declarou que chegará o dia que Roma será islamizada! Entretanto, o eco das ameaças islâmicas soam como discursos de paz e tolerância.

Vaticano submisso à sharia abandona irmãos cristãos ortodoxos

No mundo infiel suicida, ao contrário do Papa progressista que vive defendendo o pacifismo do Islã ao arrepio da doutrina defendida por importantes clérigos em todo mundo muçulmano – inclusive no renomado centro ideológico Al-Azhar – mas se limitou a dizer “Meus pensamentos vão para Instambul. Penso em Santa Sophia e estou com muita dor[12], o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa Kirill sintetizou a realidade de forma objetiva e clara:

“Uma ameaça contra Hagia Sophia é uma ameaça para toda a civilização cristã e, conseqüentemente, para nossa espiritualidade e nossa história”

Todavia, de nada adiantará o alerta do Patriarca Kirill e de outros poucos corajosos líderes religiosos, vez que a ordem geopolítica global importa em  submissão aos comandos de supremacia ditados pela sharia e as lideranças cristãs mundiais estão muito ocupadas defendendo seus interesses locais.

A espada desembainhada

Esquecem os omissos que a espada que “discursa” triunfante e impunemente  no espaço usurpado da extinta Igreja da Santa Sabedoria alcançará todo cristão que abandonou a “igreja perseguida” por repousar na comodidade da profana covardia.

*Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires e líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de cristãos no Oriente Médio.

Imagens Ahwal News

[1] https://www.al-monitor.com/pulse/originals/2020/07/hagia-sophia-mosque-curtains-mosaics-turkey-erdogan-convert.html

[2] https://en.unesco.org/news/unesco-statement-hagia-sophia-istanbul

[3] https://news.un.org/en/story/2020/07/1068151

[4] https://www.ancient.eu/article/1180/1453-the-fall-of-constantinople/

[5] https://www.dw.com/pt-br/1453-constantinopla-%C3%A9-tomada-pelos-turcos/a-325020

[6] https://www.al-monitor.com/pulse/ru/culture/2014/06/turkey-hagia-sophia-convert-mosque-negative-message.html#ixzz6T8RfAoBi

[7] https://www.jihadwatch.org/2020/07/turkey-thousands-of-muslims-screaming-allahu-akbar-celebrate-reconquest-of-hagia-sophia

[8] Superintendência para Assuntos Religiosos.

[9] https://pt.gatestoneinstitute.org/9359/hagia-sophia-mesquita

[10] https://twitter.com/ApostateRidvan/status/1286684234300755968/photo/1

[11] https://www.egypttoday.com/Article/1/10334/Proofs-of-Qaradawi-s-incitement-to-violence

[12] https://www.bbc.com/news/world-europe-53371341

Sudão: muçulmanos protestam contra a abolição da pena de morte por contrariar Islã e pedem jihad contra o governo

Uma atualização sobre esta história . “Muçulmanos radicais protestam contra a abolição da apostasia no Sudão, outras leis islâmicas”, Morning Star News , 17 de julho de 2020:

JUBA, Sudão do Sul (Morning Star News) – Muçulmanos radicais no Sudão foram às ruas hoje para protestar contra a adoção de emendas pelo governo de transição para descriminalizar a apostasia e revogar outras leis islâmicas.

A lei da apostasia é usada há mais de 30 anos para perseguir aqueles que deixam o Islã. A adoção do governo nesta semana da Lei dos Direitos Fundamentais e das Liberdades também permite que não-muçulmanos bebam álcool e abole as açoites públicas como punição criminal.

“Vamos abandonar todas as leis que violam os direitos humanos no Sudão”, disse o ministro da Justiça Nasredeen Abdulbari.

Desde que o governo anunciou planos de emendas à lei sudanesa na noite de sábado (11 de julho), os muçulmanos foram às mídias sociais para criticar os movimentos, chamando-os de anti-islâmicos e pedindo manifestações em massa. Alguns pediram “guerra santa” contra o governo por desmantelar as disposições da sharia (lei islâmica).

Hoje (17 de julho) ocorreram manifestações limitadas em Cartum, Cartum Norte e Omdurman para protestar contra as leis emendadas.

Sharia, sharia ou nós morremos“, gritaram os manifestantes. “Escute, Hamdok, aqui é Cartum, não Nova York.

Dezenas de pessoas teriam se reunido nos protestos. Bandeiras brandindo os dizeres “Não ao secularismo”, eles gritavam: “As leis de Deus não serão substituídas.”…

Imagem e informações Jihad Watch

Paquistão: cristãos são forçados a remover a cruz de uma igreja após ameaças de muçulmanos locais

A intolerância é característica do supremacismo islâmico. Um cristão articulou o status dos cristãos no Paquistão:

Construímos três andares de minaretes em uma igreja e fixamos a cruz em cima disso. No entanto, foi removido depois que recebemos ameaças de muçulmanos locais. Os muçulmanos exigiram que removêssemos a cruz e todos os três andares dos minaretes; portanto, tivemos que obedecê-los. Agora, o prédio não se parece com uma igreja. É apenas uma sala e, portanto, estamos tristes.

Enquanto isso, em uma afronta à verdade, justiça e senso comum, o Paquistão afirma ter leis que protegem a liberdade religiosa. Mas essas leis são completamente incompatíveis com a lei da Sharia, que não ensina liberdade ou tolerância religiosa. Consequentemente, na República Islâmica do Paquistão, essas leis são uma letra morta. O pastor da igreja diz: “Embora tenha sido uma demanda ilegal contra a constituição do Paquistão, que garante liberdade religiosa a todos os cidadãos … Tomamos essa decisão pela segurança e proteção dos cristãos na aldeia”.

O Paquistão não leva a sério a proteção de minorias cristãs e outras. Ao contrário do que diz respeito à liberdade religiosa, não existe nesse país.

“Repressão ao cristianismo: cruzes removidas à força …”, por Dylan Donnelly, Express , 17 de julho de 2020:

… Uma vila perto de Baloki foi forçada a remover a cruz de uma igreja em construção após ameaças de muçulmanos locais. Baloki fica a 64 km de Lahore, a capital da província de Punjab. Relatos da perseguição cristã se espalharam pelas mídias sociais.

Barnabas, um residente cristão da vila, explicou os eventos chocantes em um vídeo.

Ele disse: “Construímos três andares de minaretes em uma igreja e fixamos a cruz em cima disso. “No entanto, foi removido depois que recebemos ameaças de muçulmanos locais.

“Os muçulmanos exigiram que removêssemos a cruz e todos os três andares dos minaretes; portanto, tivemos que obedecê-los.

“Agora, o prédio não parece uma igreja….

O pastor local Ilyas disse que concordou em remover a cruz “com o coração partido”.

Ele acrescentou: “Embora tenha sido uma demanda ilegal contra a constituição do Paquistão, o que garante liberdade religiosa a todos os cidadãos.

As autoridades devem analisar esse assunto e garantir a liberdade religiosa a todos os segmentos da sociedade. ”

“Vamos fixar uma cruz na parede da igreja.

“Tomamos essa decisão pela segurança e proteção dos cristãos na vila.

“Os muçulmanos ameaçaram que, se não removermos a cruz, proibiriam os cultos de oração e tomariam a propriedade da igreja.”

O Open Doors, um grupo sem fins lucrativos que protege os cristãos, classificou o Paquistão como o quinto pior país do mundo por extrema perseguição religiosa dos cristãos.

A Defesa Global de Direitos Humanos, uma instituição de caridade contra maus tratos a minorias, disse que os cristãos e hindus do Paquistão estão sujeitos a discriminação regularmente.

O relatório de 2019 do GHRD sobre violações de direitos humanos disse: “Durante décadas, membros de minorias religiosas no Paquistão foram tratados como cidadãos separados e desiguais.

“A constituição e as leis desta República Islâmica são interpretadas como preferenciais para os muçulmanos.”

Imagem e informações Jihad Watch

Paquistão: Muçulmanos apedrejam mulher até a morte

“Crime de honra em Sindh: mulher apedrejada até a morte, confirma relatório post mortem”, Global Village Space , 7 de julho de 2020 (graças a The Religion of Peace ):

Um relatório post mortem sobre o corpo de uma mulher supostamente apedrejada até a morte no distrito de Jamshoro confirmou que uma tortura severa foi infligida a ela, o que levou à sua morte. Segundo o relatório, a suposta vítima de apedrejamento teve um crânio fraturado com o pescoço e os ossos faciais quebrados, o que afetou gravemente seu cérebro. Este é outro caso brutal de assassinato por honra em Sindh.

Além disso, houve ferimentos graves em todo o corpo da mulher, de acordo com a autópsia realizada 12 horas após sua morte. Concluiu que ferimentos na cabeça resultaram em sua morte.

Segundo a polícia, em 27 de junho, a Polícia Rodoviária encontrou o corpo mutilado de uma mulher desconhecida com ferimentos graves na cabeça da Rodovia Indus, nos limites da Delegacia de Chachaar.

A Polícia Rodoviária encaminhou o caso para a Delegacia de Chachaar, onde a vítima foi identificada como Waziran Chachaar, uma moradora da aldeia vizinha de Wadda Chachaar….

Surpreendentemente, os parentes da mulher falecida, incluindo o pai e o marido, inicialmente evitaram a investigação policial e o registro do caso e queriam que um acidente de viação fosse declarado como a causa da morte. Mais tarde, o pai e o marido acusou um ao outro como assassino da mulher.

Fontes afirmam que esse assassinato é um caso de Karo-Kari, que é um assassinato premeditado de honra amplamente praticado nas áreas rurais e tribais de Sindh. Quaisquer homens ou mulheres envolvidos em relações pré-maritais ou extraconjugais são considerados inimigos da consciência coletiva e espera-se que a família em questão tire a vida da pessoa para restaurar a honra ou a reputação.

As estatísticas oficiais revelam que de janeiro a junho de 2019, houve 78 casos de assassinato por honra. Alguns casos foram registrados, mas em muitos casos, as investigações estão pendentes devido a desafios culturais e estruturais.

No entanto, a polícia geralmente acha difícil investigar esses casos devido a razões culturais. “A morte por honra é um problema social e tem suas raízes na cultura tribal e em uma mentalidade em que as mulheres são vistas como subservientes aos homens”, disse Abdul Khaliq Shaikh, sede da DIG.

Imagem e informações Jihad Watch

Turquia: muçulmanos ameaçam assassinar estudante por promover palestra sobre direitos LGBT

“Estudante universitário turco ameaçado de execução no estilo ISIS por promover direitos LGBT +”, Ahval News , 11 de julho de 2020:

Um estudante universitário que promoveu uma palestra sobre direitos LGBT + foi ameaçado on-line de ser jogado de um prédio alto, um método de execução usado pelo grupo militante do Estado Islâmico (ISIS) contra pessoas consideradas membros da comunidade LGBT +, informou o jornal Birgün no sábado.

Nazli Ikra Öztay, uma estudante de ciências políticas da Universidade de Ankara, recebeu a ameaça no Whatsapp depois de anunciar um evento chamado “LGBTI + luta pelos direitos no campus” para outros grupos que envolvem estudantes universitários no aplicativo de mensagens popular.

Fui confrontado com uma mensagem privada dizendo: ‘Exclua essa mensagem imoral’” “, disse Öztay a Birgün, acrescentando que sua amiga recebeu uma mensagem semelhante.

Exclua essa mensagem e não faça novamente do grupo (Whatsapp) um motivo para sua depravação”, disse a mensagem a Öztay. “Nós nunca vamos nos acostumar com isso, e vamos jogá-lo de cima de edifício alto.

O ISIS freqüentemente usa o método de lançar pessoas dos prédios altos, postando imagens de tais execuções de indivíduos LGBT + nas mídias sociais nos últimos anos.

Öztay disse que depois de algumas investigações, ela e sua amiga descobriram que a mensagem era de aluno do primeiro ano do departamento de ciências políticas da universidade e era membro de uma gangue jihadista que vive na Síria “de tempos em tempos”….

Imagem e informações Jihad Watch

Sudão: Líderes das mesquitas incitam muçulmanos a atacar cristãos, muçulmanos gritando “Allahu akbar” matam esfaqueado cristãos

“Cristãos atacados no Sudão após incitação por líderes da mesquita em Cartum”, Morning Star News , 24 de junho de 2020:

JUBA, Sudão do Sul (Morning Star News) – Após telefonemas de líderes de mesquitas no leste de Cartum, no Sudão, para livrar sua “área muçulmana” de cristãos do sul do Sudão, vários cristãos foram atacados no país e em Omdurman, este mês, disseram fontes.

No final das orações da noite em uma mesquita na região de Al-Jerif East, na margem oriental do rio Nilo Azul, na localidade de Nile Oriental em Cartum, os imãs pediram aos moradores que livrassem os sudaneses do sul de cristãos na “área muçulmana, ”, disse uma fonte que pediu anonimato ao Morning Star News. Ataques contra cristãos na área ocorreram naquela noite e no dia seguinte.

Em um ataque separado no sábado (20 de junho) em Omdurman, do outro lado do rio Nilo, a oeste de Cartum, jovens muçulmanos gritando o slogan jihadista “Allah Akbar [Deus é maior]” esfaqueou um cristão até a morte em um ataque de rua contra ele e quatro outros sudaneses do sul na área de Shigla, disse outra fonte sob condição de anonimato.

Mariel Bang deixa sua esposa e quatro filhos com idades entre 1 e 4 anos, disse a fonte. Bang tinha 35 anos.

Além da morte de Bang, ele acrescentou, o ataque deixou um dos outros cristãos do sul do Sudão em estado crítico. Os outros três cristãos agredidos eram mulheres que sofreram ferimentos leves, disse ele.

Vamos queimar este lugar“, disse um dos agressores, segundo a fonte.

Ataques de Cartum

Após o pedido de imãs no dia 6 de junho, em Al-Jerif East, em Cartum, para livrar a área do sul do Sudão, três jovens muçulmanos com bastões, paus e rifles espancaram dois cristãos depois que saíram de um mercado local, disse outra fonte. Ariere Sathor, 18, gravemente ferido, disse ele.

“O ataque deixou um dos dois cristãos [Sathor] em estado crítico depois de sofrer ferimentos na cabeça”, disse a fonte. “Os muçulmanos que consideram a área território muçulmano estavam gritando: ‘Eles [sul-sudaneses] devem deixar este lugar à força.‘”

Os líderes da mesquita disseram aos presentes na oração da noite que os sudaneses do sul eram infiéis, criminosos e consumidores de bebidas alcóolicas, o que é proibido no Islã, disse ele.

No dia seguinte, 7 de junho, multidões de jovens muçulmanos enviaram refugiados do Sudão do Sul fugindo para salvar suas vidas enquanto atearam fogo em 16 abrigos improvisados ​​de folhas de plástico onde os refugiados moravam na área de Al-Jerif East, segundo a fonte .

“Os jovens disseram que não queriam vê-los em uma área muçulmana”, disse a fonte ao Morning Star News.

No ataque, 10 católicos romanos do sul do Sudão na área ficaram feridos, incluindo uma mulher, Achoul Deng, disse ele. Entre outros feridos estavam Deng Akuiek, 25; Deng Amoul, 18; Malieng Dengdid; Gwot Amoul; e Garang Arou Yien.

A mulher católica ferida, Achoul Deng, disse que homens muçulmanos há muito perseguem mulheres cristãs no leste de Al-Jerif.

“Essa questão está nos perturbando”, disse ela, “e não é aceitável – mas o que podemos fazer, oh Deus?”

Após os ataques de 6 a 7 de junho, os muçulmanos se denominaram como os Comitês de Resistência de Al-Jerif East (Hai-Gerief Shriq) levados às mídias sociais para explicar por que atacaram e queimaram as tendas dos refugiados do Sudão do Sul. Em sua declaração no Facebook, eles criticaram a polícia por não prender os cristãos por crimes não especificados.

“Culpamos a força policial nesta mensagem por não estar disponível em tempos de necessidade“, diz o comunicado ….

O Sudão havia sido designado CPC pelo Departamento de Estado dos EUA desde 1999.

O Sudão ficou em 7º lugar na lista de observação mundial dos países onde é mais difícil ser cristão.

Por Jihad Watch

Senado e STF seguindo o modelo de censura extremista do Irã

Por Andréa Fernandes

A conjuntura internacional vem fervilhando com pautas diversas que se entrelaçam nos emaranhados globalistas. Mas, o modus operandi totalitário guarda fortes semelhanças entre as ditaduras islâmicas e os regimes comunistas, inclusive, na versão “socialista”, guardadas as especificidades de cada “cultura”, que deve ser “respeitada, desde que se coadune com  a diretriz de desconstrução do modelo civilizacional herdado da tradição judaico-cristã.

No rastro da tsunami globalista populações majoritariamente conservadoras são reputadas como “nada”, uma vez que o “sistema progressista”  promove perseguição e censura representadas pela extrema-imprensa como mecanismos necessários à salvaguarda da “democracia”, de modo que esboçar qualquer “pensamento conservador” já é considerado “ato antidemocrático”, sobretudo, quando se incorre em denúncias e condenações à corrupção generalizada na administração pública.

Governo conservador não impede os propósitos da agenda globalista como se vê claramente no Brasil graças ao aparelhamento ideológico em todas as instituições. Quem imaginava a criminalização da opinião emergindo da mais alta corte do país? Prisões políticas aplaudidas pela mídia mainstream num cenário mascarado de combate às fake news e aos “atos antidemocráticos” advieram como resultado de narrativas progressistas rotulando conservadores de “fascistas” e “nazistas”.

Contudo, os noticiários dessa semana mostram o linhame globalista das violações aos direitos humanos implementadas por agentes do Estado no Brasil e o regime totalitários islâmico iraniano. Nessa terça-feira, o ministro do STF Alexandre de Moraes prorrogou a prisão política do jornalista profissional Oswaldo Eustáquio – rebaixado a blogueiro por jornalistas militantes – como “punição” por apoiar abertamente o presidente Bolsonaro e ousar praticar jornalismo investigativo que denunciou sua esposa por “atender políticos condenados do PSDB em tribunais superiores[1]. A manutenção de atos inconstitucionais baseados em ilações infundadas lastreadas em lei composta durante a ditadura seguem a mesma diretriz utilizada pela tirania iraniana ao condenar à pena de morte o jornalista Rouhollah Zam, o qual vinha fazendo oposição nas mídias sociais ao regime.

Dentre as muitas “informações proibidas”, o jornalista iraniano divulgou tortura e maus tratos em centros de detenção iranianos, bem como documentos que corroboravam denúncias de fraude no sistema judicial iraniano envolvendo principalmente um ex-chefe do Poder Judiciário. Zam foi acusado de manifestar em suas reportagens preconceito, informações erradas – leia-se fake news” –  e violações da “integridade jornalística[2]. Tais quais as denúncias de Eustáquio contra a esposa do excelentíssimo ministro, não houve investigação dos atos ilícitos noticiados pelo jornalista iraniano.

Outra “coincidência” entre os dois prisioneiros está na “motivação” do “cárcere pedagógico”: Zam foi julgado por 17 acusações vinculadas à questão de “segurança”, o que engloba incitar violência mortal, vazar informações secretas e insultar o líder supremo iraniano. Como é de sabença geral, Eustáquio e todos os militantes bolsonaristas presos por criticar ministros do STF foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Seguindo a linha a ditadura islâmica, o sr. Alexandre trata críticas como insultos e atentados à segurança nacional.

 O “sigilo” que paira sobre as investigações ultrassecretas contra Eustáquio não revela muita coisa sobre as acusações que o tornam um criminoso que põe em risco a segurança do país, exceto narrativas desconexas como a acusação de que estaria mobilizando parcela da população que “com afinidade ideológica” tem sido usada para propagar extremismo e discurso de polarização, apesar do jornalista não ter grande engajamento nas redes e seu atos não serem considerados “crimes” pela lei penal vigente. Além disso, investigadores propalam a existência de indícios de que o jornalista participa de fatos que estão sob apuração e guardam relação com atos de potencial lesivo considerável, sem mencionar, é claro, quais fatos estão sendo apurados e a descrição do “potencial lesivo” que justifiquem a medida extrema de prisão.

A PGR reforça o posicionamento ideológico-vingativo do ministro Alexandre de Mores ao acusar o jornalista Eustáquio de “defender uma ruptura institucional oblíqua”, apesar da defesa da legitimidade do acionamento pelo Executivo Federal do Art. 142 da Constituição Federal estar amparada no parecer do mais notável jurista brasileiro, o Dr. Ives Gandra da Silva Martins. É triste ter que reconhecer que a “sorte” de Eustáquio é não ter previsão de pena de morte em nosso ordenamento.

Aliás, engana-se quem pensa que as semelhanças de tirania com o regime dos aiatolás do terror terminam por aí... A aprovação pelo Senado do PL 2630/2020, conhecido como Projeto de Lei das Fake News[3], causou verdadeiro assombro nas redes, pois, representa um dos muitos instrumentos de censura para inviabilizar a liberdade de expressão oficializando o enviesamento ideológico das informações que circulam no país. A pauta é transformar em “informações” as narrativas desinformativas  da extrema-esquerda.

O ataque afrontoso à liberdade de expressão no Brasil sob o enaltecimento vergonhoso do presidente do Senado Davi Alcolumbre ocorre quase ao mesmo tempo da investida ditatorial do parlamento iraniano, que está pressionando o ministro das Comunicações e Tecnologia da Informação a proibir a única mídia social autorizada para a população, o Instagram, que segundo estimativas, é usado por metade dos 84 milhões de iranianos.

No Irã, as mídias são acusadas de desintegrar muitas famílias iranianas”, mas a mania de bloquear as plataformas de redes sociais aprofundou-se em 2009, durante os protestos contra a reeleição fraudulenta do presidente autoritário Mahmoud Ahmadinejad. Naquela época, as autoridades impediram todos os usuários de acessar Facebook, YouTube e Twitter, visando impedir a organização de comícios antigoverno. Já o Telegram foi o alvo do bloqueio da tirania islâmica nove anos depois, quando o país muçulmano foi palco de protestos em razão da crise econômica fruto da corrupção no regime. Importante frisar que a elite religiosa continua usando sem qualquer impedimento todas as plataformas proibidas à população.

Manifestações no país muçulmano – que sempre teve apoio irrestrito dos partidos de esquerda no Brasil – costumam ser encerradas através da violência estatal na “contenção das multidões”. Prisões são comuns para inibir a liberdade de expressão, considerada “haram[4].

Entretanto, infelizmente, a nossa democracia já vem sendo ferida com as prisões arbitrárias da parceria PGR+STF, e a situação tende a se agravar em virtude da ausência de protestos nas ruas. Conservadores não perceberam que a Lei de Segurança Nacional já integra os mecanismos de censura e punição dos críticos às ações supremas dos “ministros da toga vermelha”.

O ativista político iraniano  Ejlal Ghavami denuncia a verdadeira intenção que permeia a censura das mídias sociais em momentos de crise econômica e demais demandas urgentes. Diz ele que a única intenção por trás desse impulso é a preocupação desses tiranos como o livre fluxo de informações, o que pode se tornar um óbice para interesses das elites governantes.

Espero que os brasileiros compreendam o caos gigantesco que proporcionará a aprovação de um projeto de lei que legitimará a censura e consequente perpetuação das estruturas totalitárias de dominação. A pressão no que concerne aos deputados que votarão o projeto de lei que legitima a censura é de vital importância para o futuro da nação. É hora da democracia gritar contra o totalitarismo!

Recentemente, a TV iraniana transmitiu um vídeo de propaganda de ódio contra os Estados Unidos com uma música que terminava com o refrão “é o fim do seu reinado, América[5]! Considerando a influência perversa da tirania islâmica iraniana na América Latina, nunca é demais conclamar o povo brasileiro à vigilância total para que não ouçamos como “tom de realidade” o refrão “é o fim da sua democracia, Brasil varonil”!

Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Foto: Walterson Rosa / Framephoto / Estadão Conteúdo

[1] https://gazetabrasil.com.br/politica/zambelli-eustaquio-foi-preso-porque-fez-reportagem-sobre-esposa-de-moraes-e-politicos-do-psdb/

[2] https://www.al-monitor.com/pulse/originals/2020/06/iran-journalist-sentence-execution-rouhollah-zam-amad-news.html

[3] https://oglobo.globo.com/brasil/senado-aprova-projeto-de-lei-sobre-fake-news-1-24508273

[4] A palavra Haram significa ilícito, proibido, impuro, ilegal. (https://www.fambrashalal.com.br/haram)

[5] https://www.memri.org/tv/anti-america-music-video-iranian-channel-george-floyd-end-reign-america

Damares em “lugar incerto e não sabido”, quando o pleito é prisão ilegal do STF

Por Andréa Fernandes

Na noite de quinta-feira (19/06), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia rejeitou o pedido de Habeas Corpus impetrado pela defesa da ativista política Sara Winter, presa por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) em virtude de um inquérito ilegal de motivação política para averiguação de supostos “atos antidemocráticos” sob a égide da doutrina ideológica de extrema-esquerda que comemora animadamente as imagens da CNN e GloboNews exibindo faixas de militantes aguerridos na Avenida Paulista (SP) pedindo abertamente “ditadura do proletariado” e “revolução” em plena manifestação em defesa da democracia.

É bom frisar que exatamente no dia em que Sara foi transferida para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, o Ministério Público Federal ARQUIVOU representação do ministro Alexandre de Moraes em relação às acusações absurdas de que a militante bolsonarista teria violado a Lei de Segurança Nacional, que costuma ser lembrada pela extrema-esquerda como reminiscência do autoritarismo da “ditadura” exclusivamente quando aventada a imputação de crime de difamação contra o presidente da República como aconteceu recentemente no evento em que o Ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça pediu a abertura de inquérito para a Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República investigarem a publicação de charge do extremista cartunista Renato Aroeira reverberada no Twitter pelo blogueiro de extrema-esquerda Ricardo Noblat exibindo o presidente Jair Bolsonaro com alusão da suástica nazista.

Quem sabe o Ministério Público Federal percebeu que seria “prejuízo” enquadrar a militante bolsonarista na lei que trata dos crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, pois existem milhares de publicações nas redes e jornais difamando e ameaçando o chefe do Poder Executivo? Enquadrar extremistas que odeiam e querem a destruição do presidente eleito seria muito trabalhoso e “antidemocrático”, segundo a cartilha seguida por muitos membros da instituição.

Justiça Federal arquiva parte da denúncia com base na Lei de Segurança Nacional

Seguindo o mesmo entendimento do MPF, o juiz Rodrigo Parente Paiva Bentemuller, da 15ª Vara Criminal da SJDF, determinou o arquivamento parcial da denúncia, salientando que a militante bolsonarista não cometeu crime elencado na Lei de Segurança Nacional.  Afirmou o magistrado:

No presente caso, concluo, em consonância com o Ministério Público Federal, que não há elemento seguro de que a motivação e o objetivo imputados à denunciada sejam suficientes para a configuração do delito previsto na Lei de Segurança Nacional: “Art. 18 – Tentar impedir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados.”, por não restarem realizados atos efetivos que culminassem em tentativa de impedir o livre exercício de Poder da União”.

Bentemuller ainda ressalta que as denúncias contra Sara de injúria e ameaça não excedem dois anos de pena, despachando o seguinte: o rito a ser adotado ao processamento do presente feito é o do Juizado Especial Criminal Federal.

Com isso, os advogados de Sara, acreditando que estariam ainda vivendo num estado de Direito, ingressaram com pedido de habeas corpus, pois já há DECISÃO JUDICIAL mostrando que trata-se de infração de potencial ofensivo de menor relevância, que em tese, não deve ser apenada com prisão num ordenamento jurídico que respeita os ditames da Constituição Federal e legislação penal . Porém, a ministra responsável pela decisão de ordenar a soltura da ativista não ousou desafiar o poder supremo do vice-deus “Alexandre, o grande… tirano“. Se eu tivesse as “garantias constitucionais” do ex-presidente Lula e seus comparsas, até chamaria essa senhora Carmen Lúcia de “acovardada”ou “charlatã togada” e “engodo” por não respeitar a Carta Magna. Como não tenho esses “privilégios” restritos ao poderoso ex-presidiário  que indicou ministros do STF, me conterei via “automordaça”, para evitar busca e apreensão, prisão e outras medidas ditatoriais ressuscitadas pelos guardiões da ideologia marxista. Lula e os seus camaradas, parceiros de crime, têm direito à “liberdade de expressão”, mas uma jornalista não alinhada à “Constituição de Marx” corre o sério risco de ser enquadrada na Lei de Segurança Nacional por não se curvar aos ” supremos poderes do olimpo”!

O Estado deve se fazer presente na defesa dos direitos violados por seus agentes

Resta refletir no seguinte: diante do autorismo incontido do STF, qual será a “solução” para brasileiros que apoiam o presidente eleito e se manifestam usando a liberdade de expressão prevista na Constituição Federal, mas são ameaçados por PRECEDENTE criado pela prisão injusta de Sara Winter com base ilegal na Lei de Segurança Nacional requentada exclusivamente para servir a milhões de apoiadores do presidente?

Ora, se um agente do Estado representado pelo ministro da mais alta corte do país usa lei de tempo ditatorial exclusivamente para perseguir e calar com PRISÃO a crítica de apoiadores do presidente contra a atuação das “togas ideológicas” que julgam ao arrepio da lei, da moral e dos bons costumes, SOMENTE o próprio ESTADO representado pelo Executivo tem o PODER de, respaldado na Constituição, enfrentar o autoritarismo institucionalizado. E se esse Executivo Federal tem uma PASTA cujo DEVER FUNCIONAL é ASSEGURAR A GARANTIA CONSTITUCIONAL DE DIREITOS HUMANOS para TODOS os brasileiros, pasta esta chamada de Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiada pela ministra, que também é advogada, Dra. Damares Alves, a pergunta que não quer calar é: POR QUE NOSSA MINISTRA AINDA SE MANTÉM EM SILÊNCIO CONSTRANGEDOR EM MEIO À MAIOR AMEAÇA CONTRA AS LIBERDADES INDIVIDUAIS PROMOVIDAS EM NOSSO PAÍS?

Funcionários ocultam presença da ministra Damares na repartição para evitar pronunciamento

Em REQUERIMENTO protocolado na quinta-feira (18/06), a ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM) pediu em caráter de URGÊNCIA o posicionamento público do Ministério comandado por Damares Alves no sentido de tomar providências concretas para a soltura de Sara e de OUTROS PRESOS por motivação política. Ao ingressar com o requerimento que redigi, o representante da ONG em Brasília, Robson Casagrande, ouviu do funcionário responsável pelo protocolo que, na manhã da sexta-feira, o requerimento estaria na mesa da ministra para apreciação.

Assim, por volta das 15:30h de sexta-feira, na condição de presidente da ONG EVM entrei em contato com o Protocolo Central do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), para confirmar as informações passadas no dia anterior, pelo que soube a tramitação do requerimento: foi encaminhado às 9:37h à serventuária de documentação, Sra. ADRIANA DE ALMEIDA MODESTO. Contudo, ao entrar em contato com a referida serventuária, identificando o requerimento, disse ela não ser responsável pelo procedimento de encaminhar o documento à Damares, desmentindo a informação inicial recebida no Protocolo Central. Adriana, muito nervosa, afirmou que não poderia garantir que o requerimento estará na mesa da ministra porque depende de agenda e demandas outras da ministra. Disse, ainda, num tom de desprezo assustador para eu ligar na terça-feira para saber a tramitação.

A fala de Adriana Modesto mostrou que não leu o requerimento, pois se assim o fizesse, saberia que havia um pedido de URGÊNCIA para o despacho da autoridade competente. Dessa forma, fui obrigada a explicar a necessidade de rapidez no encaminhamento. A funcionária passou a me tratar de forma ríspida e piorou quando indaguei se a ministra estava na repartição pública. Adriana Modesto MENTIU dizendo não saber a agenda da ministra e me encaminhou para o setor de Cerimonial. Todavia, o funcionário que me atendeu, demonstrando irritação, disse não ter autorização para informar se a ministra estava no ministério dizendo que eu deveria me direcionar à agenda no site oficial, mesmo sabendo que naquele horário inexistia qualquer informação sobre as atividades da ministra na sexta-feira. Insisti e demonstrada a intenção de esconder informação de caráter público, pedi o nome completo e função do funcionário, o qual se negou a fornecer.

Só à noite, antes de iniciar à LIVE assistida por milhares de seguidores onde DENUNCIEI o descaso do Ministério dos Direitos Humanos, constatei que a informação da “agenda da ministra” foi finalmente incluída no site oficial, e pasme, leitor! No horário em que supliquei à serventuária Adriana Modesto para encaminhar com urgência o requerimento pleiteando socorro para brasileiros presos por motivação política, a ministra Damares estava no gabinete efetivando despachos internos, conforme consta no registro tardio do site que informa o seguinte:  no horário de 11:00 – 12:00h Damares procedeu a despachos internos, bem como no horário de 14:00 – 15:00h participou de videoconferência com o deputado federal Carlos Jordy (PSL/.RJ), e esteve em gabinete devido DESPACHOS INTERNOS no horário de 15:30 – 19:00h, o que comprova o intuito consciente dos funcionários em esconder a presença da ministra a fim de evitar insistência para que cumprisse seu dever funcional de despachar requerimento denunciando grave violação de direitos. Certamente, a ministra tomará conhecimento desse acontecimento e será instada a se pronunciar informando o motivo dos seus funcionários mentirem acerca de informação que deveria ser pública.

A inoperância da ministra Damares me levará a ingressar com requerimento no Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas não tenho boa expectativa. O ministro André Mendonça se reuniu com o ministro do STF Alexandre de Moraes na sexta-feira, para tratar de alguns processos em curso no STF, porém, segundo a agenda pública, não constava a pauta de prisão ilegal dos apoiadores de Jair Bolsonaro. Caso ambos ministérios continuem silentes, a ONG EVM se reportará ao presidente da república, salientando a omissão das pastas.

Paralelo a tudo isso, as redes mostram que infelizmente, muitos conservadores não compreenderam ainda que a questão que se coloca não é a conduta de Sara em seus polêmicos “protestos”, e sim, a instrumentalização da sua prisão para impedir a manifestação de outros brasileiros que nem mesmo concordam com as ações e palavras da bolsonarista, a qual não exerce grande liderança entre movimentos favoráveis ao presidente.

Nossa liberdade de expressão está AMEAÇADA e aqueles que não simpatizam com Sara ficam adstritos a querelas pessoais ou políticas! No momento, não importa se a militante é “oportunista”, como muitos acusam… É a nossa LIBERDADE que está sob ameaça, porque hoje Sara – odiada pela esquerda e parcela da direita – está numa penitenciária, mas amanhã, a mesma decisão arbitrária será usada contra você!

Poupar a ministra Damares, e por conseguinte, o MMFDH de conclames ordeiros e respeitosos ao cumprimento do seu dever institucional, é mais um “tiro no pé” de lideranças conservadoras que sabem da limitação abissal dos movimentos sociais conservadores para enfrentamento  civilizado com o  Estado-juiz-inquisidor que os levará no futuro às mesmas acomodações carcerárias de apoiadores anônimos do presidente.

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM).

Foto: Jorge William

ONG EVM insta Ministério dos Direitos Humanos a se posicionar sobre prisão política de Sara Winter

Brasília – A ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM) ingressou com requerimento nesta quinta-feira (18/06) no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pleiteando o posicionamento oficial da pasta acerca da prisão ilegal da ativista política Sara Fernanda Girmoni, presa de forma arbitrária e imotivada na segunda-feira(15/06) por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

O representante da entidade em Brasília Robson Carlos Casagrande protocolou o requerimento elaborado pela internacionalista e advogada Andréa Fernandes, presidente da ONG EVM, solicitando providências urgentes em razão das flagrantes violações de direitos humanos promovidas pelo Poder Público contra a ativista por motivo notoriamente ideológico.

Sara foi conduzida inicialmente até a Superintendência da PF e tomou conhecimento que a prisão é temporária, com duração prevista de cinco dias, prorrogável por mais cinco dias, porém, conforme divulgado pela ativista  Desire Querioz, que estava em companhia da líder do MOVIMENTO 300 DO BRASIL  no momento da prisão ilegal, não lhe foi deferido o direito primacial de tomar conhecimento acerca do motivo real da referida prisão.

Em 17 de junho, A ATIVISTA FOI TRANSFERIDA PARA O PRESÍDIO FEMININO DE BRASÍLIA (PFDF), conhecido como Colmeia, ONDE ESTÁ ISOLADA, SENDO PRIVADA DE ACESSO A SEUS REMÉDIOS E, SOB PRETEXTO DA COVID-19, ESTÁ SENDO NEGADO ACESSO DOS ADVOGADOS À SUA CLIENTE.

Na mesma data (17/06), os jornais divulgaram a notícia do Ministério Público Federal denunciando a ativista por crimes de injúria e ameaça contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em virtude de suas ações no YouTube e no Twitter. Caberá a um juiz federal decidir sobre o caso e se houver condenação, haverá a obrigação da militante bolsonarista proceder à indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 10 mil reais.

O procurador da República Frederick Lustosa, responsável pela denúncia afirma que Sara fez uso das redes sociais para atingir a dignidade e o decoro do ministro, com ameaças e objetivo de constrangê-lo após ser alvo de busca e apreensão determinadas pela referida autoridade no inquérito ilegal das fake news.

Segundo a imprensa, O PROCURADOR ARQUIVOU REPRESENTAÇÃO DO MINISTRO NO TOCANTE ÀS ATITUDES DE SARA COMO AFRONTA À LEI DE SEGURANÇA NACIONAL. O procurador Frederick justifica seu parecer no fato de Sara realmente não impedir o livre exercício da atividade de magistratura do ministro do STF, pelo que, sua conduta seria de ameaça comum de acordo com a mensuração dos procedimentos da militante denunciada e precedentes advindos da Câmara de Coordenação Criminal do órgão.

Até mesmo o protesto de Sara Winter com tochas e capuzes em frente ao STF que gerou acusações infames de representação do movimento supremacista branco Ku Klux Klan foi considerado como manifestação protegida pelo direito de liberdade de expressão prevista na Constituição Federal, apesar do “repúdio” da extrema-imprensa.

Dessa forma, em tese, O POSICIONAMENTO DO MPF DEVERIA SUPOR QUE BREVEMENTE SARA WINTER LOGRARIA A LIBERDADE, O QUE DE FATO, ESTRANHAMENTE NÃO ACONTECEU, JÁ QUE FOI TRANSFERIDA PARA UMA PENITENCIÁRIA FEMININA.

Hoje, o site Terça Livre noticiou que ” Juiz substituto da 15ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, Rodrigo Parente Paiva Bentemuller, mandou arquivar processo contra Sara Winter por crime de ameaça à Segurança Nacional após a soltura de fogos em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF) no último domingo (14)”, restando apenas as acusações por injúria e ameaça, que serão encaminhadas para O juizado Especial Federal Criminal, competente para o julgamento de infrações de menor potencial ofensivo, para as quais a lei prevê pena máxima de 2 (dois) anos.

À noite, ativistas que apoiam a ativista informaram que os advogados de Sara impetraram Habeas Corpus no STF, tendo sido encaminhado por sorteio à relatora Cármen Lúcia. Alguns apoiadores acreditam que a ativista pode ser sota nas próximas horas.

Por Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem: Reprodução/Twitter

 

 

 

 

Ministra Damares Alves, “prisão política” também é violação dos direitos humanos?

Por Andréa Fernandes 

Um dia após a prisão ilegal da ativista política Sara Winter a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), insisti em obter informações acerca do posicionamento do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos acerca desse caso notório de prisão política. Todavia, a única informação publicizada se refere a ação judicial que a ministra Damares Alves ingressará contra Ciro Gomes por chamá-la de “bandida nazista” devido a ligação da mesma com Sara e outros ativistas envolvidos com ocorrências policiais, já que a PGR se especializou em investigar apenas os militantes bolsonaristas deixando “livres, leves e soltos” os camaradas que difamam e caluniam o presidente e ministros do Executivo.

Em visita às redes da ministra, constatei a propaganda justa de seu trabalho em socorro à Marajó com diversos vídeos mostrando os donativos enviados e até o anúncio de Live com uma criança que a admira, mas não vi nenhum pronunciamento sobre a prisão de uma mulher arrancada ilegalmente de seu lar pela Polícia Federal que, segundo os advogados corre risco de vida se for encaminhada para penitenciária. Bertoni Barbosa de Oliveira afirma:

“Ela corre riscos. STF, a Sara Winter corre risco de vida, de morte. Ela sempre foi uma crítica dos bandidos e corre risco se for para a penitenciaria feminina do DF. Precisamos urgentemente ter acesso aos arquivos para poder trabalhar com a liberação. Se ela morrer, o sangue estará nas mãos dos ministros do STF. Se ela for para a Colmeia, ela vai morrer lá”.

As informações prestadas pelo advogado demonstram que continua a arbitrariedade vista em relação ao “inquérito da fake news“, onde as vítimas das incursões da PF com Mandados de Busca e Apreensão só tiveram acesso ao inquérito após  ingressarem com um mandado de segurança contra o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz e uma representação na PGR contra o ministro Alexandre de Moraes. Naquela oportunidade, Paulo Faria, que representava a defesa dos advogados, denunciou à imprensa omissão do presidente da OAB e da Procuradoria Geral da República. Disse ele:  Isso é crime, abuso de autoridade. A OAB silenciou em relação a isso ao deixar de garantir as prerrogativas dos advogados.

No entanto, esses antecedentes de autoritarismo sem a devida punição, só reforça a tirania do ministro invocado, uma vez que o advogado de Sara noticiou que Alexandre de Moraes, que autorizou a prisão, se negou a recebê-lo em meio a birra ideológica que o tornou um vice-deus, já que, a divindade suprema ainda é atribuída ao ministro Dias Toffoli.

De modo que, a referida denúncia acima exposta agrava a situação de Sara para que se efetive sua defesa mediante a violação da garantia concedida aos advogados de terem acesso integral e instantâneo aos elementos de prova que, registrados em procedimento investigatório realizado por órgão competente, sejam relacionados ao exercício do direito de defesa.

Outrossim, o advogado Bertoni Barbosa afirmou que a prisão da líder do Movimento 300 do Brasil  está fundamentada num mandado genérico, que não explicita o suposto artigo do Código Penal que teria sido violado por Sara. Disse o patrono: “A gente não sabe a decisão. Como a gente vai defender alguém sem saber? A decisão, o artigo e tudo mais, a gente não sabe. Nem a Polícia Federal tem para nós dar”. 

Além do mais, mesmo com tantas evidências acerca da “tirania judicialesca” de Alexandre de Moares, todos sabem que a ativista não terá nenhum apoio institucional da Comissão Nacional de Direitos Humanos Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), devido aparelhamento ideológico dos principais quadros da entidade que deveria se empenhar em combater os abusos cometidos por membros do Judiciário que obstam o exercício profissional dos advogados, além de promoverem violações dos direitos humanos em decisões antijurídicas.

Logo, o que vejo como ativista de direitos humanos é uma “mãe presa” ilegalmente por defender as ações do governo federal sendo abandonada pelo ministério que, em tese, tem o DEVER INSTITUCIONAL de combater violação dos direitos humanos em território nacional, desde que, a violação não seja o resultado do conluio ideológico de membros do STF com a Procuradoria Geral da República. Volto a repetir o que escrevi no artigo O Uso Seletivo da Lei de Segurança Nacional contra os críticos do STF: discordo do  filósofo Olavo de Carvalho, ao afirmar que “Na mais inofensiva das hipóteses, o presidente tem, NO MÍNIMO, a obrigação de visitar na cadeia aqueles que foram presos pelo crime de defendê-lo. Mas será que os generais deixam?” Não cabe ao Bolsonaro essa função que certamente iria aprofundar o desgaste que vem sendo imposto por mídia e STF, quando o presidente mantém um ministério cuja função primordial é proteger direitos humanos!

Recentemente, a ministra Damares twitou: “Passando aqui para apenas lembrar que corrupção também é violação dos direitos humanos! Estamos atentos e não vamos nos omitir!

E a “prisão política” de uma mãe pelo aparelho judicial ideologizado? Vossa Excelência considera violação dos direitos humanos? Se considera, fique atenta e não se omita!

Andréa Fernandes – advogada, internacionalista, jornalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem by Tribuna Diária