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Cristãos no Egito enfrentam perseguição severa

A crise econômica e política agrava a situação do cristão que é hostilizado e perseguido no país.

Um dos maiores ataques realizados por militantes islâmicos no Egito, aconteceu nesse mês, num posto de controle, na província do Norte do Sinai, que resultou na morte de 12 soldados egípcios. O exército do país teve o apoio das forças aéreas para se defender. O incidente alerta para o fortalecimento do Estado Islâmico em terras egípcias. Os ataques têm ocorrido com mais frequência e o governo tem se mostrado incapaz de proteger a população.

Recentemente, o que já era difícil, piorou consideravelmente. Uma série de ataques extremistas destruiu igrejas, propriedades e casas de cristãos. A perseguição religiosa que os cristãos egípcios enfrentam há anos e, hoje, com mais intensidade, unicamente por seguirem a Jesus Cristo, nos faz querer apoiá-los para que suportem tudo em amor.

O correspondente da Portas Abertas no local enviou uma mensagem dizendo que, apesar de todo o quadro de conflito, a situação é calma porém delicada para o cristão no Egito. Acompanhe o relato:

“Queridos irmãos e irmãs, muito obrigado pelo seu apoio em oração por nós cristãos e pelo Egito. O dia está se aproximando do fim e tem sido relativamente pacífico aqui. Embora os convites para grandes protestos fossem sérios e todas as forças de segurança estivessem em alerta máximo, porém, além de algumas poucas multidões menores, não foram relatados conflitos sérios ou ataques mortais. Por favor, continue levantando um clamor pelo Egito em suas orações. Estamos passando por dias muito difíceis. Apenas na semana passada, a nossa moeda (libra egípcia) perdeu 48% do seu valor e os preços de gás subiram 30% em um único dia. Os preços dos alimentos também aceleraram. A situação econômica é tão difícil e os próximos dias serão tão dolorosos para todos os que estão no país. A crise econômica está atingindo aos cristãos também. Empregos são escassos e em muitos casos aos cristãos são negados empregos apenas por sua fé. Essa semana, um dos nossos irmãos cristãos nos enviou essa imagem (foto) de uma nota de 20 libras em que alguém escreveu: boicote aos Nazarenos, boicote aos cristãos.

Por favor, orem pelos cristãos do Egito para que eles possam brilhar para o Senhor, mesmo nos tempos de crise, perseguição e medo. Este versículo tem estado na minha mente, durante toda a semana: “Em tempos de desgraça eles não se secarão, em dias de fome eles vão desfrutar de abundância” Salmos 19:37.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/cristaos-no-egito-enfrentam-perseguicao-severa

EI usou gás mostarda contra soldados curdos, diz diplomata

Opac confirmou a utilização de agentes químicos, mas sem identificar os responsáveis

AMSTERDÃ — Os jihadistas do Estado Islâmico atacaram forças curdas no Iraque com gás mostarda no ano passado, informou um diplomata da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAC) sob condição de anonimato. O órgão, vinculado à ONU, confirmou, pela primeira vez, o uso de agentes químicos no país desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. Amostras de sangue de soldados curdos foram testadas em laboratório depois que 35 deles adoeceram no campo de batalha em agosto passado.

O resultado dos testes ainda não foi divulgado oficialmente, e a OPAC não deve identificar que lado do conflito usou a arma química. Mas o diplomata informou que a análise da organização credita o manejo do gás mostarda a combatentes do EI. O ataque químico teria ocorrido durante um combate ao sudoeste de Irbil, capital da região autônoma curda no Iraque.

O arsenal químico do Iraque foi destruído quase totalmente na era de Saddam Hussein — soldados americanos encontraram apenas alguma munição química da época durante a ocupação de 2003 a 2011. Especialistas acreditam que o agente provenha de uma reserva química síria não declarada, onde os extremistas adquiriram conhecimento básico para desenvolver e realizar ataques do tipo com foguetes e morteiros.

A OPAC já havia confirmado o uso do gás mostarda no ano passado, na guerra da Síria. Depois que centenas de civis morreram atingidos por gás sarin no subúrbio de Damasco, em 2013, o governo sírio negociou a entrega de suas armas químicas, incluindo reservas de gás mostarda, sob a supervisão da comunidade internacional, que culpa o presidente Bashar al-Assad pelas mortes.

O Estado Islâmico declarou um califado em um território que abrange tanto o Iraque quanto a Síria, e não reconhece as fronteiras com ambas as nações.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ei-usou-gas-mostarda-contra-soldados-curdos-diz-diplomata-18676969#ixzz40KRXV76d
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Oportunidades econômicas pioraram na África, diz estudo

Nos últimos quatro anos, países no continente também apresentaram deterioração da segurança, informou o Índice Ibrahim.

LONDRES — O progresso de governança em África estagnou nos últimos quatro anos, com a deterioração da segurança e da falta de oportunidades econômicas, informou a Fundação Mo Ibrahim em relatório divulgado nesta segunda-feira. A melhora da média geral foi de apenas 0.2 pontos, e só seis países das 54 nações listadas registraram melhorias no Índice Ibrahim (IIAG): Costa do Marfim, Marrocos, Ruanda, Senegal, Somália e Zimbábue. Segundo o estudo que leva em consideração critérios como direitos humanos, eleições livres, corrupção, pobreza, saúde, entre outros, a pontuação no continente em 2015 foi de 50.1, em uma escala de 100.

Os três países piores classificados foram Somália (8.5), Sudão do Sul (19.9) e República Centro-Africana (24.9). Do outro lado da tabela, as Ilhas Maurício aparecem no primeiro lugar, com uma pontuação de 79.9 – 70 a mais que o último colocado, a Somália. Cabo Verde e Botsuana estão nas posições seguintes.

No entanto, até esses apresentaram uma piora na governação global, pondo em dúvida se permanecerão nas primeiras posições no futuro. África do Sul e Namíbia vêm em seguida.

— Esta é certamente uma estagnação — disse Elizabeth McGrath, diretora do IIAG, um projeto independente para promover uma melhor governação e o desenvolvimento econômico na África.

A categoria de oportunidade econômica sustentável, relacionada com os esforços atrair investimentos, foi a que sofreu a maior queda nos últimos quatro anos, de 0.7 pontos. A deterioração foi causada por uma piora no ambiente para os negócios e da queda da solidez dos bancos locais. No entanto, no Marrocos, Togo, Quênia e República Democrática do Congo, o cenário melhorou nesse quesito, com os países registrando ganhos notáveis nessa área.

Embora o relatório mostra um cenário de piora em várias áreas, no aspecto desenvolvimento humano, a África apresentou uma alta de 1.2 pontos.

— Embora não haja dúvida de que os africanos, de um modo geral, são mais saudáveis e vivem em sociedades mais democráticas do que há 15 anos, o IIAG de 2015 mostra que o progresso recente no continente, noutras áreas fundamentais, estagnou ou inverteu-se e que alguns dos principais países parecem estar em desaceleração. — disse Mo Ibrahim, presidente da fundação.

A disparidade dentro do continente também aumentou, indica o estudo. Enquanto a África Austral continua a ser a subárea com melhor desempenho, com média de 58.9, a região central registrou uma pontuação média de 40.9.

Publicado anualmente, o IIAG avalia o desempenho da governança em cada um dos 54 países africanos em 93 indicadores repartidos entre quatro categorias: segurança e estado de direito, participação e direitos humanos, desenvolvimento econômico sustentável e desenvolvimento humano.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/oportunidades-economicas-pioraram-na-africa-diz-estudo-17689181#ixzz3nhzCgAmi
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Tunísia estima prejuízo de R$ 1,5 mi após ataque a hotel

A Tunísia estima perdas de pelo menos 515 milhões de dólares (R$ 1.542,00) neste ano, ou cerca de um quarto de sua receita anual de turismo, após o ataque da última sexta-feira a um hotel na praia que deixou 39 mortos, principalmente turistas britânicos.

 Foto: Zohra Bensemra / Reuters
Homenagem às vítimas no local do ataque, na Tunísia. 29/06/2015

Foto: Zohra Bensemra / Reuters

O ataque de um homem armado ao hotel Imperial Marhaba na popular cidade de Sousse aconteceu meses depois de militantes atacarem o Museu do Bardo, em Túnis, matando 21 pessoas, e provocando um rombo na vital indústria de turismo do país.

 Foto: Zohra Bensemra / Reuters
Turista em local de homenagem às vítimas de ataque a hotel, em Sousse, na Tunísia

Foto: Zohra Bensemra / Reuters

“O ataque teve um grande impacto na economia, as perdas serão grandes”, disse a ministra do Turismo, Salma Loumi, a repórteres na noite de segunda-feira, dando uma estimativa preliminar após o ataque de Sousse.

O país norte-africano ganhou 1,95 bilhão de dólares (mais de R$ 6 bilhões) em turismo no ano passado. O setor é responsável por até sete por cento do produto interno bruto e é grande fonte de moeda estrangeira e empregos para a Tunísia.

http://noticias.terra.com.br/mundo/africa/tunisia-estima-prejuizo-de-us515-milhoes-no-turismo-apos-ataque-a-hotel,62b983ff5981626912dce826a00196824bn2RCRD.html