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Viena:Terrorista é morto próximo à residência de embaixador do Irã

As medidas de segurança foram ampliadas em embaixadas e outros edifícios diplomáticos em Viena depois que um soldado posicionado próximo à residência do embaixador iraniano na Áustria matou a tiros um homem que tentou esfaqueá-lo, disse a polícia na segunda-feira (13).

A motivação do ataque efetivado pelo agressor de 26 anos para o ataque não foi esclarecido e as imagens do circuito de segurança seriam revistas, disse um porta-voz da polícia.

“O agressor esfaqueou o soldado repetidamente. Ele só foi salvo por causa de um colete à prova de faca “, disse o porta-voz, acrescentando que os dois homens acabaram lutando no chão. O soldado se defendeu bem e conseguiu alcançar sua arma de serviço e atirou”, acrescentou.

Com informações e imagem de Middle East Monitor

 

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Presidente da ONG EVM prestigia Sessão Solene em Homenagem à Criação do Estado de Israel na Câmara dos Deputados

Brasília – A presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, Dra. Andréa Fernandes Vieira, participou nessa quarta-feira (10/05), da Sessão Solene em Homenagem à criação do Estado de Israel, tendo como proponentes os deputados Alan Rick, Jony Marcos e Marcelo Aguiar.

 O evento ocorreu na Câmara dos deputados e teve a presença do Embaixador de Israel, Yossi Shelly, além de autoridades diversas e lideranças religiosas de todo o Brasil. Na oportunidade, Andréa Fernandes manifestou pessoalmente sua alegria por participar de uma solenidade tão importante que marca uma data mais do que especial para toda civilização judaico-cristã. Israel merece todo respeito e apreciação por ser um “farol” em meio às “trevas” da perseguição religiosa contra minorias e violações dos direitos humanos no mundo muçulmano.

Após o evento, foram perpetradas diversas articulações acerca das pautas defendidas pela ONG EVM com o auxílio do assessor da bancada evangélica Josué Alves, Maria Pierre e Dra. Patricia Naves.

Israel volta atrás e diz que ex-líder colono continua sendo sua indicação para embaixador

Governo brasileiro havia rejeitado nomeação de Dani Dayan.

JERUSALÉM — O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou nesta quinta-feira que o ex-líder colono Dani Dayan continua sendo a sua escolha como embaixador para o Brasil. Apenas uma hora antes, o próprio ministério divulgou um comunicado dizendo que estava à procura de um novo nome após meses de impasse com Brasília sobre a controversa nomeação. O governo atribuiu as diferentes versões a um erro técnico.

Mais cedo, o departamento de recursos humanos do Ministério do Exterior publicou um concurso para as embaixadas em Brasília, Asmara (na Eritreia) e Budapeste.

— Nesta manhã, o departamento de recursos humanos do Ministério das Relações Exteriores publicou um concurso para o cargo de embaixador em Brasília. Isso significa que Dani Dayan não é mais o nosso candidato para o cargo — disse uma autoridade diplomática ao jornal “The Times of Israel”.

O porta-voz do ministério Emmanuel Nahshon chegou a confirmar em uma mensagem por WhatsApp aos repórteres que um “novo concurso para o cargo de embaixador no Brasil” tinha sido publicado. Logo depois, no entanto, ele disse que a mensagem original estava errada e que o “cargo de embaixador no Brasil não está vago”.

Ex-presidente de um conselho que representa colonos da Cisjordânia, Dani Dayan foi nomeado em setembro do ano passado sem consulta prévia às autoridades brasileiras, gerando um impasse diplomático entre os dois países.

Após a indicação surpresa de Dayan, o Brasil passou meses sem dar resposta, o que sinaliza um veto “silencioso”, esperando que o primeiro-ministro isralense, Benjamin Netanyahu, abandonasse a insistência e nomeasse outro diplomata ao posto.

Em janeiro, no entanto, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, quebrou o silêncio sobre a posição do Planalto. Em entrevista ao “Espaço Público”, da TV Brasil, Garcia afirmou que a indicação por parte do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi um “passo em falso”.

O assessor admitiu ainda que um motivo de complicação para a escolha de Dayan é o fato de este ser um apoiador dos assentamentos em territórios palestinos, o que o Brasil e grande parte da comunidade internacional condenam.

Israel capturou a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza — territórios reivindicados pelos palestinos para seu futuro Estado — na guerra de 1967. Enquanto Israel retirou-se de Gaza em 2005, cerca de 600 mil israelenses vivem hoje na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/israel-volta-atras-diz-que-ex-lider-colono-continua-sendo-sua-indicacao-para-embaixador-no-brasil-18895951#ixzz43Hd9AHBb
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Irã acusa Arábia Saudita de atacar sua embaixada no Iêmen

Bombardeio deixou vários feridos, segundo porta-voz; Turquia chama embaixador.

SANAA — O Irã acusou a Arábia Saudita de bombardear deliberadamente a sua embaixada no Iêmen deixando vários feridos entre a equipe diplomática na noite de quarta-feira, o que pode elevar ainda mais as tensões entre os países após Riad cortar os laços diplomáticos com Teerã. Forças sauditas lideram uma coalizão árabe de combate aos rebeldes houthis no território iemenita.

“Esta ação deliberada da Arábia Saudita é uma violação de todas as convenções internacionais para proteger as sedes diplomáticas (…) e o governo saudita é responsável pelos danos causados e pela situação dos membros do pessoal que ficou feridos”, afirmou Hossein Jaber Ansari, um porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela TV oficial.

Moradores e testemunhas na em Sanaa, no entanto, disseram que o prédio no distrito de Hadda não tinha sido danificado nos ataques, somente seus arredores.

Um porta-voz da coalizão, o general Ahmed Asseri, disse que os ataques aéreos em Sanaa tinham como alvo lançadores de mísseis usados pelos houthis, e que os rebeldes têm utilizado instalações civis, incluindo embaixadas abandonadas, para suas operações.

Asseri acrescentou que a coalizão solicitou a todos os países informações sobre a localização de suas missões diplomáticas. Segundo ele, as acusações feitas com base em informações fornecidas pelos houthis “não têm credibilidade”.

Moradores da capital iemenita relataram dezenas de ataques aéreos. O governo de Riad acusa o Irã de apoiar militarmente os houthis — uma acusação que Teerã nega.

IRÃ PROÍBE IMPORTAÇÕES DE PRODUTOS SAUDITAS

A ruptura das relações diplomáticas seguiu o ataque de iranianos à embaixada saudita em Teerã em protesto contra a execução pela Arábia Saudita do proeminente clérigo xiita Nirm al-Nimr. A ação foi condenada pela comunidade xiita, majoritária no Irã.

Aliados árabes seguiram os passos sauditas e cortaram as laços com a República Islâmica ou reduziram as suas representações diplomáticas. Outros países, como Kuwait e Qatar, convocaram seus embaixadores em Teerã para consulta em apoio a Riad.

Nesta quinta-feira, o governo do Irã proibiu todas as importações de produtos feitos na Arábia Saudita, segundo a agência de notícias iraniana Isna. A decisão foi tomada em uma reunião de gabinete comandada pelo presidente Hassan Rouhani.

A ruptura dos laços diplomáticos anunciada pela Arábia Saudita implica também a suspensão de voos, comércio e proibição de viagens ao Irã. A disputa elevou temores de que conflitos sectários possam se espalhar na região.

TURQUIA CONVOCA EMBAIXADOR IRANIANO

Em protesto por declarações na imprensa iraniana de que a execução do clérigo tinha relação com a visita do presidente Recep Tayyip Erdogan.

“Condenamos fortemente a ligação feita sobre a visita do presidente Erdogan por parte de órgãos oficiais do Irã”, criticou a chancelaria turca.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ira-acusa-arabia-saudita-de-atacar-sua-embaixada-no-iemen-18424885#ixzz3wcUe9Vn0

Brasil rejeita nomeação de ex-dirigente colono como embaixador de Israel

A presidente Dilma Rousseff enviou uma mensagem a Israel no qual rejeita a nomeação de um antigo dirigente colono, Dani Dayan, como embaixador israelense em Brasília devido à mensagem que a medida poderia ser transferida

Dilma transmitiu a Israel seu incômodo com a designação porque Dayan vive em um assentamento no território ocupado palestino e foi o máximo representante de um movimento que a comunidade internacional rejeita plenamente, informou hoje o jornal “Yedioth Ahronoth”.

A mensagem foi transmitida através dos canais diplomáticos e põe o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma posição incômoda devido a que a nomeação foi aprovada por seu governo no dia 6 de setembro.

Após saber a decisão no mês passado, movimentos sociais brasileiros questionaram a nomeação como representante em Brasília de Dayan, empresário de origem argentina acusado de violar o direito internacional nas comunidades palestinas, e pediram que não fossem concedidas a ele as credenciais diplomáticas.

Nascido em Buenos Aires há 59 anos e formado em Finanças, Dayan foi presidente do Conselho Yesha – de assentamentos judaicos na Cisjordânia – entre 2007 e 2013, e esteve envolvido na diplomacia pública israelense dentro e fora do país, informou após ser divulgada sua nomeação o Escritório do primeiro-ministro israelense.

Fontes diplomáticas citadas pelo “Yedioth asseguraram que quando se designa um embaixador o governo transfere seu nome ao país que o receberá para sua aprovação e que a rejeição à nomeação é um fato quase insólito, embora em caso de não querê-lo o país anfitrião costuma enviar mensagens através de canais diplomáticos para evitar uma rejeição oficial que provoque uma crise entre os dois países.

No caso de o primeiro-ministro israelense continuar insistindo na nomeação o caso poderia voltar contra si e representar uma barreira para seu governo e Israel, porque o Brasil poderia exercer sua rejeição de maneira aberta e oficial, constata o meio.

O Brasil é um país que Netanyahu considera estratégico nas relações de seu país com a América Latina, da mesma forma que o terreno econômico com um atrativo mercado para qualquer investidor.

No último tempo, assegura o jornal, se registrou uma melhoria nas relações bilaterais entre ambos os países, e prova do fato é que o Brasil se absteve esta semana em uma votação no seio da Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica promovida pelo Egito e que contava com o apoio dos países árabes, que chamava à supervisão internacional das instalações nucleares israelenses.

A proposta foi rejeitada e o voto de abstenção do Brasil é interpretado em Israel como uma mudança de atitude em seu tradicional política dos últimos anos de censura a suas políticas especialmente no terreno do conflito com os palestinos.

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/brasil-rejeita-nomeacao-de-ex-dirigente-colono-como-embaixador-de-israel,cc613aefb1623b33715ed120c6974bbbd4248772.html

Netanyahu quer poder resolver a ofensa com o Brasil de forma direta e em conversas com a presidente Dilma e em caso de não poder consegui-lo deverá buscar outro destino para Dayan.

Interpelado sobre a questão, o Escritório do Primeiro-Ministro israelense recusou se pronunciar, enquanto a Chancelaria israelense não fez nenhuma comunicação oficial a respeito.

Turquia convoca embaixador do Brasil após Senado reconhecer genocídio de armênios

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia afirmou nesta segunda-feira que convocou seu embaixador no Brasil para consulta, depois que o Senado aprovou um voto de solidariedade ao povo armênio, em que reconhece como genocídio o massacre de armênios na Turquia, durante a Primeira Guerra Mundial.

O ministério também convocou o embaixador do Brasil em Ancara, em 3 de junho, devido ao assunto, disse a pasta em um comunicado enviado por email.

A Turquia reconhece que armênios cristãos morreram durante o levante da Primeira Guerra Mundial, mas rejeita declarações ou legislação de governos estrangeiros que classificam as mortes como genocídio.

“Vemos a decisão do Senado brasileiro que distorce a realidade como irresponsável e a condenamos”, disse o Ministério das Relações Exteriores turco.

Os armênios, duas dezenas de países e a maioria dos estudiosos ocidentais consideram os assassinatos como genocídio.

O Senado aprovou na terça-feira voto de solidariedade ao povo armênio. “Ao aprovar requerimento dos senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e José Serra (PSDB-SP), o Senado presta homenagem às vítimas e reconhece a contribuição para a formação econômica, social e cultural do Brasil de milhares de brasileiros descendentes de refugiados”, informou a Agência Senado.

(Reportagem de Ayla Jean Yackley)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/turquia-convoca-embaixador-do-brasil-apos-senado-reconhecer-genocidio-de-armenios,fd45a54c9451e43582cf55b970a248b8kocpRCRD.html

“O Estado Palestino tem que ser seguro para Israel”

Primeiro embaixador de Israel a fazer uma visita diplomática ao Paraná, Reda Mansour considera que o episódio que estremeceu a relação entre os países já foi superado. Em setembro do ano passado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, Yigal Palmor, declarou que o Brasil “é, ao mesmo tempo, um gigante econômico e um anão diplomático”. “Foi um incidente muito isolado”, declarou o embaixador em uma entrevista exclusiva à Gazeta do Povo. Mansour tomou posse em agosto do ano passado e, anteriormente, atuou como embaixador no Equador. Ele considera que há muitas áreas com possibilidade de integração entre Brasil e Israel, especialmente no Paraná. “Principalmente na agricultura”, diz. Sobre a relação entre judeus e árabes em Israel, ele considera que pode servir de exemplo para outras nações que vivenciam conflitos.

Qual a sua avaliação da visita ao estado do Paraná?

Esta foi a primeira visita formal ao estado, fiquei muito contente em ver que a comunidade judaica aqui é muito ativa e integrada. Tive uma reunião com cinco secretários de Estado e pudemos falar abertamente sobre a possibilidade de integração entre Israel e Paraná, principalmente na agricultura.

No ano passado, houve um incidente diplomático entre os dois países, pois o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, Yigal Palmor, declarou que o Brasil “é, ao mesmo tempo, um gigante econômico e um anão diplomático”. Qual a repercussão disso?

Foi superado. Foi um incidente muito isolado. Primeiramente, isso começou com a guerra em Gaza e a guerra terminou, então agora já não temos nenhum problema sobre esse assunto. Mas as declarações dos porta-vozes dos estados foram fora do comum, não aceitáveis em um mundo de diplomacia.

A reeleição do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pode ser benéfica para o Brasil? Como?

Brasil e Israel têm um potencial enorme de cooperação, primeiramente porque temos dois estados democráticos e de cultura muito aberta em relação aos direitos humanos, à liberdade, aos direitos da mulher, o que não existe no Oriente Médio. Para o Brasil, por exemplo, pode ser difícil estabelecer cooperação com países grandes porque há competição entre companhias que não vão compartilhar tecnologias de alta qualidade. Em Israel, não temos esse problema, já que temos muita tecnologia, mas como país muito pequeno, não podemos produzí-la. Aqui, podemos compartilhar essa tecnologia. Já temos quatro ou cinco companhias israelenses aqui no Brasil. Estão planejando produzir satélites e drones brasileiros com tecnologia israelense. Outro nível de cooperação parte da existência de uma comunidade judaica grande, ativa e integrada no Brasil e da comunidade israelense de origem brasileira, que ainda é pouco conhecida.

Netanyahu declarou, durante a última campanha eleitoral, que não haveria Estado Palestino? Essa polêmica pode acirrar a tensão entre Israel e Palestina?

O sistema político israelense é de uma democracia muito dinâmica e a competição entre os dois partidos grandes é muito difícil. Por isso, ocorrem situações na campanha que não mudam a principal política do governo posteriormente. Menos de 24 horas depois da eleição, o primeiro-ministro aclarou sua posição formal sobre esse aspecto. Ele falou que não mudou de opinião sobre os palestinos, mas pediu que a comunidade internacional entendesse que não é fácil seguir nesse tema sem ter a confiança de que este Estado Palestino vá ser seguro para Israel. Quase todos os países árabes do Oriente Médio têm guerras internas, alguns estão totalmente destruídos, como Síria e Líbia. Com essa situação, temos em Israel a dimensão de que esse Estado Palestino novo pode ser outro país árabe com guerras internas, pois inclusive já temos guerras internas do povo palestino. Mas a maioria dos israelenses é a favor da criação do Estado Palestino. Também há outro fator: não estamos falando de países do tamanho dos latino-americanos, mas de um território do tamanho do Sergipe, o menor estado do Brasil. Dividir um espaço desse tamanho entre dois países, necessita de muita confiança de que um não possa ser perigoso ao outro.

E como estão as relações com os EUA?

Estamos mantendo relações muito fortes com os EUA, que hoje chegaram ao nível de defensor mais importante de Israel no mundo. Às vezes, temos problemas por causa de ideologias de partido, não entre países. Parte dessa crise acontece porque os EUA têm agora um governo de esquerda e Israel vive um governo de direita. Mas as relações entre os países são muito profundas .

O senhor é de origem drusa, uma minoria árabe. Como vive essa minoria em Israel?

Fora de Israel esse é um tema pouco conhecido. Costumamos usar o termo “estado judeu” e, por isso, muita gente pensa que toda Israel é judia, mas nós temos 18% da população que é árabe e de outras religiões. Toda essa comunidade preserva sua cultura, sua língua. Há escolas governamentais israelenses em árabe. É uma experiência muito especial porque, com todos os conflitos que ocorrem em Israel – afinal, Israel é um país de natureza judaica e seus inimigos principais são os países árabes do Oriente Médio – e ter uma minoria árabe nessa situação é algo muito sensível à comunidade. Não é fácil viver nesse ambiente, mas conseguimos integrar essa comunidade em Israel. Nas últimas eleições, um dos partidos árabes chegou a se tornar a terceira força no parlamento, é algo histórico. É muito importante, porque acreditamos que podemos ser um modelo para o Oriente Médio.

Foto: Reda Mansour, chefe da representação diplomática de Israel no Brasil.

Publicado em 30.03.2015

http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/o-estado-palestino-tem-que-ser-seguro-para-israel-2ow1tobs9v8je15hjleuzrg2a

Embaixador está entre os 24 mortos em atentado do al-Shabaab a hotel de Mogadíscio

Diplomatas estariam entre as vítimas; grupo jihadista promoveu outros atentados na capital da Somália recentemente.

MOGADÍSCIO — Em um ataque sangrento, terroristas do grupo jihadista al-Shabaab — aliado da al-Qaeda — tomaram nesta sexta-feira um hotel frequentado por autoridades na capital da Somália, Mogadíscio, e pelo menos 24 pessoas morreram assassinadas e nos confrontos que se seguiram entre os extremistas e as forças de segurança. Entre elas, está o embaixador da Somália na Suíça e no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Yusuf Bari-Bari. Seis são agressores.

Políticos, parlamentares, funcionários do governo e diplomatas estavam no estavam no local no momento da invasão e vários deles foram feitos reféns. A ação iniciou-se com a explosão de um carro-bomba do lado de fora. Em seguida, cinco homens armados entraram no Hotel Maka al-Mukaram atirando, de acordo com fonte policial.

— Um deles estava com uma metralhadora pesada. A maioria dos mortos são guardas de segurança que enfrentaram os rebeldes — disse a fonte, pedindo anonimato.

Pessoas que estavam no hotel tentaram fugir dos terroristas subindo para os andares superiores ou o telhado e pulando pelas janelas. O embaixador da Somália na Alemanha, Mohamed Tifow, foi resgatado de seu apartamento com uma escada.

Após três horas de intensos combates dentro do complexo, forças especiais de segurança conhecidas como Gaashaan (Escudo) — treinadas pelos militares americanos — entraram no local e tomaram o controle de boa parte do edifício. Quase na manhã local, a operação oficialmente terminou.

Olow disse ainda que a maioria dos funcionários do governo acabou sendo resgatada, incluindo o embaixador da Somália na Suíça e no Conselho de Direitos Humanos da ONU. O militar, porém, não forneceu informações sobre as autoridades ou políticos que ainda estariam sendo mantidos como reféns.

No entanto, um funcionário do governo, Mohamed Hasan, em declaração à imprensa, assegurou que todos os “extremistas foram mortos e a situação estava sob controle”, após mais de três horas de confrontos.

O grupo extremista al-Shabaab emitiu uma nota assumindo a responsabilidade pelo atentado.

— Estamos por trás do ataque ao Hotel Maka al-Mukaram e nossos combatentes continuam dentro do prédio — disse o porta-voz do grupo, Abdulaziz Abu Musab.

O dono do hotel, Gurey Haji Hassan, reclamou da administração local, acusando-a de minimizar suas preocupações com a segurança.

— Me negaram permissão para erguer um bloqueio na rua na entrada do hotel, que já foi atacado três vezes antes — disse ele à emissora Voz da América.

Expulso da capital em 2011

O al-Shabaab foi expulso de Mogadíscio pelas forças de paz africanas em 2011. Porém, continuam fazendo ataques com armas, bombas e granadas, principalmente na capital da Somália. O objetivo é tentar tomar o governo e impor sua versão rígida da sharia (conjunto de leis islâmicas) no país, nos moldes do califado que o grupo extremista Estado Islâmico quer implantar no Iraque e Síria.

Uma ofensiva no ano passado incluindo forças da União Africana e do Exército da Somália conseguiu empurrar o grupo para fora de suas fortalezas no Sul e Centro do país. Já os EUA ajudaram a combater o al-Shabaab com ataques de drones.

http://oglobo.globo.com/mundo/embaixador-esta-entre-os-24-mortos-em-atentado-do-al-shabaab-hotel-de-mogadiscio-15714483