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Emirados Árabes Unidos e Bahrein apoiam a saída dos EUA do acordo com o Irã

Mais duas nações do Golfo Árabe, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, expressam apoio à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de se retirar do acordo nuclear com o Irã.

Os Emirados Árabes Unidos dizem que o acordo não garante que o Irã se abstenha de buscar uma arma nuclear no futuro.

O Bahrein, que acusou o Irã de armar e treinar manifestantes xiitas do Bahrein com o objetivo de desestabilizar o país, afirmou na noite de ontem que a decisão de Trump reflete o compromisso dos EUA de enfrentar as “contínuas tentativas do Irã de espalhar o terrorismo na região”.

A Arábia Saudita – um dos mais ferozes inimigos regionais do Irã – apressou-se em expressar seu apoio à decisão de Trump, dizendo que o Irã explorou os benefícios econômicos das sanções para continuar com suas atividades desestabilizadoras.

Omã, uma nação do Golfo Pérsico que ajudou a mediar as conversas entre os EUA e o Irã que levou ao acordo, diz que “valoriza a posição dos cinco parceiros (P5 + 1) em aderir a este acordo, contribuindo para a segurança regional e internacional” e estabilidade ”, referindo-se aos co-signatários do acordo – Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China – todos os quais instaram os EUA a aderir ao acordo.

– AP

Com informações de The Times of Israel

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Irã acusa Arábia Saudita de se opor a esforços para atenuar tensões

Mais aliados sauditas aderem a ações contra Teerã.
DUBAI — O rastilho aceso pela execução de um clérigo xiita pela Arábia Saudita, e pelo ataque a representações diplomáticas do país no Irã como retaliação, continua a espalhar a crise diplomática entre as duas nações pelo Oriente Médio e adjacências. Ontem, o Djibuti se juntou a Sudão e Bahrein na lista de países que suspenderam relações com Teerã após os ataques à embaixada saudita na capital iraniana e ao consulado na cidade de Mashhad. Já o Qatar chamou de volta o embaixador no Irã, repetindo uma ação adotada previamente pelos Emirados Árabes e pelo Kuwait, enquanto Omã classificou as invasões e incêndios das representações como “inaceitável”. Já a Jordânia convocou o embaixador iraniano para apresentar seu protesto.

A agência estatal Petra afirmou que a decisão jordaniana é decorrente da “interferência iraniana em assuntos de Estados árabes”, enquanto no Omã, a Chancelaria afirmou que o sultanato “lamenta profundamente” os ataques à embaixada e ao consulado sauditas, e destacou “a importância de estabelecer novas regras para proibir qualquer interferência em assuntos internos de outros Estados para garantir paz e estabilidade na região”.

No Irã, o presidente Hassan Rouhani exortou a Justiça a indiciar os responsáveis pelo ataque à embaixada, motivado pela execução do clérigo xiita Nimr al-Nimr pelas autoridades sauditas.

“Ao punir os responsáveis pelo ataque, devemos pôr fim de uma vez por todas aos danos e insultos à dignidade e segurança nacional do Irã”, afirmou o presidente em carta divulgada pela agência estatal de notícias Irna.

A polícia iraniana anunciou a prisão de 50 pessoas envolvidas nos ataques à embaixada. Porém, em situações semelhantes no passado, a maior parte dos detidos foi liberada pouco tempo depois sem maiores consequências. Além dos sauditas, que já haviam sofrido um ataque em 1988, Kuwait, Dinamarca, Reino Unido e EUA tiveram suas embaixadas em Teerã invadidas desde a Revolução Islâmica em 1979.

Iraque busca reparar relações

O Bahrein, reino de maioria xiita governado pelo soberano sunita Hamad bin Isa Al Khalifa, afirmou que desmantelou uma célula terrorista ligada ao Irã que pretendia realizar atentados no país após a suspensão das relações diplomáticas. Segundo a BNA, agência estatal do reino, o grupo terrorista tinha apoio da Guarda Revolucionária iraniana e da milícia xiita libanesa Hezbollah. Em 2011, durante protestos da Primavera Árabe, o Bahrein declarou estado de emergência por três meses, e contou com o apoio de forças sauditas para conter a revolta popular.

O Iraque, outro país de maioria xiita na região, se ofereceu para mediar a disputa entre Teerã e Riad, numa tentativa de evitar que o aumento das tensões sectárias comprometa a cooperação dos países no combate ao grupo extremista Estado Islâmico.

— Temos que dar fim ao agravamento das tensões e não permitir que inimigos da região e do Islã levem o Oriente Médio a uma guerra na qual todos perderiam — afirmou o chanceler iraquiano, Ibrahim al-Jaafari.

Em manifestação em Bagdá, xiitas protestam contra execução do clérigo Nimr al-Nimr na Arábia Saudita – KHALID AL MOUSILY / REUTERS

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ira-acusa-arabia-saudita-de-se-opor-esforcos-para-atenuar-tensoes-1-18418423#ixzz3wWOUPxEo

Al-Qaeda nega sequestro de britânico libertado no Iêmen

Engenheiro de 64 anos estava sequestrado há 18 meses no sul do país.
Ele foi libertado por tropas dos Emirados Árabes Unidos.

O braço iemenita do grupo jihadista Al-Qaeda negou em um comunicado o sequestro do engenheiro britânico que foi libertado no fim de semana por tropas dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

As autoridades de Abu Dhabi informaram no fim de semana que as tropas do país mobilizadas no Iêmen libertaram Robert Douglas Semple, um engenheiro de 64 anos que estava sequestrado há 18 meses no sul do Iêmen.

“O governo dos EAU afirma ter libertado um britânico que estava sequestrado pela Al-Qaeda. Esta informação é falsa, já que nós não temos reféns britânico”, afirma o grupo Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) em um comunicado publicado em fóruns on-line utilizados pelos jihadistas.

Os EAU integram a coalizão reunida em março pela Arábia Saudita para bombardear e impedir que os rebeldes xiitas iemenitas assumam o controle do conjunto do país, cenário de um conflito que provocou a fuga do governo para o exílio em Riad.

O braço local da Al-Qaeda aproveitou o conflito para conquistar vários territórios, incluindo zonas da província de Hadramawt, para onde Semple foi levado depois do sequestro na capital do país.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/al-qaeda-nega-sequestro-de-britanico-libertado-no-iemenn.html

UAE executes woman over U.S. teacher’s murder

An Emirati woman was executed on Monday after being found guilty in the jihadist-inspired murder of an American teacher in Abu Dhabi last December, Al Arabiya News Channel reported.

The UAE Supreme Court last month found Alaa Bader al-Hashemi guilty of stabbing to death teacher Ibolya Ryan, 47, in a shopping mall toilet, as well as “creating a handmade bomb” she placed in front of an Egyptian-American doctor’s home.

See also: UAE woman gets death penalty for killing U.S. teacher

See also: Abu Dhabi mall murder suspect found to be ‘mentally stable’

See also: UAE police detain suspect in U.S. woman killing

The ruling was made by the Federal Supreme Court in Abu Dhabi, which meant it could not be appealed.

The attacks took place within hours of each other in the UAE capital on December 1. Hashemi was arrested by Abu Dhabi CID during a raid at her home three days after the incident.

Hashemi “was also found guilty of sending money to Al-Qaeda in Yemen, knowing the funds would be used in terrorist acts,” a report in Abu Dhabi-based newspaper The National said.

Hashemi, surrounded by four police officers, “showed no emotion as the verdict and sentence were announced,” the daily said.

“As she was led from court she smiled and waved at her father and brother, who were in court to witness the proceedings.”

International media have been denied access to her trial, which began in March.

Hashemi had asked the court to provide her with psychological help, saying she had “unreal visions” and would see “ghost-like people” due to a chronic mental illness.

The court ordered psychiatric tests which it said showed she was aware of her actions.

Last Update: Monday, 13 July 2015 KSA 08:34 – GMT 05:34