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Erdogan afirma que a repressão da Áustria aos imãs jihadistas está “levando a uma guerra entre a cruz e o crescente”

Não se engane: Erdogan está ansioso por tal guerra. Ele é o único a falar sobre isso. Certamente os internacionalistas esquerdistas obcecados que lideram a Europa Ocidental estão horrorizados com essa perspectiva, e não encontrarão nenhuma medida de apaziguamento e acomodação muito baixa para se inclinar a fim de evitar isso. Mas é improvável que Erdogan esteja satisfeito com algo que não seja a rendição total. Afinal, neste caso, a Áustria fechou apenas sete mesquitas. Há muitas mais na Áustria. Foram fechadas por pregar o Islã político, isto é, a ideia de que a Sharia é a única forma legítima de governo para a Áustria e o mundo. E isso é suficiente para Erdogan ameaçar com jihad. Então ele está essencialmente dizendo que a Áustria, e a Europa em geral, devem aceitar a islamização lenta ou a islamização rápida. Ou a Europa permite que os imãs preguem a Sharia e a supremacia islâmica, levando à lenta islamização do continente, ou enfrentará uma guerra de jihad com o objetivo de conquistar e islamizar o continente. É render-se ou ser subjugado à força.

Erdogan adverte que a repressão dos imãs na Áustria levará à guerra santa” , AFP , 10 de junho de 2018 (graças a The Religion of Peace ):

ISTAMBUL, Turquia (Reuters) – O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou no sábado a decisão da Áustria de fechar as mesquitas e expulsar os imãs financiados pelos turcos, criticando a decisão como anti-islâmica e prometendo uma resposta.

Receio que essas medidas tomadas pelo primeiro-ministro austríaco levem o mundo a uma guerra entre a cruz e o crescente“, disse Erdogan em um discurso em Istambul.

O crescente é um símbolo associado ao Islã.

Seus comentários foram feitos no dia seguinte ao anúncio de que o governo austríaco poderia expulsar 60 imãs e suas famílias, fechando sete mesquitas como parte de uma ofensiva contra o “Islã político”, provocando fúria em Ancara …

Com imagem e informações Jihad Watch

União Europeia critica Turquia, mas não suspende negociações

Erdogan cogita referendo sobre adesão ao bloco e pena de morte.

BRUXELAS E ANCARA – O caminho para uma eventual entrada da Turquia na União Europeia (UE) ainda enfrenta muitos obstáculos, mas o país conseguiu nesta segunda-feira vencer mais uma barreira dentro do bloco. Reunidos em Bruxelas, os ministros das Relações Exteriores europeus rejeitaram o pedido da Áustria de suspender a candidatura do país.

Os chanceleres, no entanto, não deixaram de criticar a repressão do governo turco a supostos partidários de um golpe militar fracassado em julho.

Outro ponto que ameaça criar obstáculos ao país é a decisão anunciada nesta segunda-feira pelo presidente Recep Tayyip Erdogan: ele disse estar pronto para realizar um referendo no ano que vem sobre a continuidade das conversas com a UE e reiterou que restauraria a pena de morte — medida que, se aprovada no Parlamento, provavelmente acabaria com as esperanças turcas de integrar o bloco.

Em discurso na TV, Erdogan pediu paciência aos turcos e citou o exemplo do Reino Unido, que promoveu um referendo sobre a saída da UE.

— Vamos ao povo, uma vez que ele tomará a decisão final. O Reino Unido disse “vamos sair”, e saiu — afirmou.

O expurgo promovido pelo governo de Erdogan após o levante militar estremeceu as relações com a UE e gerou divisões dentro do bloco. Luxemburgo e Bélgica também criticaram a Turquia, mas os membros mais poderosos do bloco, França e Alemanha, argumentaram que o fim das negociações de adesão agora faria mais mal do que bem.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/uniao-europeia-critica-turquia-mas-nao-suspende-negociacoes-20468191#ixzz4Q5PawIxY

Erdogan submeterá restauração da pena de morte ao Parlamento turco

‘O que conta não é o que diz o Ocidente, é o que diz o meu povo’, disse o presidente.

ANCARA — O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou neste sábado que a restauração da pena de morte para os participantes da tentativa de golpe de Estado em julho passado será submetida ao Parlamento, acrescentando que as críticas ocidentais sobre esse assunto “não contam”.

— Nosso governo submeterá isto (a restauração da pena de morte) ao Parlamento. E estou convencido de que o Parlamento a aprovará, e eu a ratificarei — declarou Erdogan durante um discurso em Ancara, sem informar datas para apresentar a iniciativa.

— Logo, logo, não se preocupem. Será em breve, se Deus quiser — disse Erdogan, em resposta à multidão que gritava “queremos a pena de morte” para os autores do golpe fracassado de julho.

Um eventual debate parlamentar sobre a pena de morte se antevê tumultuado, em um momento em que o governo precisa do apoio dos deputados da oposição para reformar a Constituição e instaurar um regime presidencialista.

Desde o dia seguinte à tentativa de golpe de 15 de julho, o presidente Erdogan, prometendo eliminar “os vírus” infecciosos do Estado, mencionou uma possível restauração da pena capital, o que provocou indignação na União Europeia (UE), com quem Ancara mantém relações instáveis.

A pena de morte foi abolida na Turquia em 2004, no âmbito da candidatura de Ancara para entrar na UE, de modo que a sua restauração poderia acabar com as negociações de adesão ao bloco, além de agravar as preocupações relativas ao Estado de direito.

— O Ocidente diz isto, o Ocidente diz aquilo. Me desculpem, mas o que conta não é o que diz o Ocidente, é o que diz o meu povo — afirmou Erdogan, que se pronunciou durante a cerimônia de inauguração de uma estação de trem de alta velocidade na capital turca.

Mais de 35.000 pessoas foram presas na Turquia durante as investigações sobre o golpe fracassado, segundo dados do governo.

Ancara acusa um pregador muçulmano exilado nos Estados Unidos, Fethullah Gulen, de planejar o golpe, e pediu a Washington a sua extradição. Gülen, ex-aliado de Erdogan e hoje o seu maior inimigo, nega qualquer envolvimento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/erdogan-submetera-restauracao-da-pena-de-morte-ao-parlamento-turco-20385071#ixzz4Od2EvhAL

Turquia islâmica apreende todas as igrejas cristãs numa cidade e declara-as ‘propriedade de Estado’

O governo islâmico da Turquia reforçou a sua guerra contra o Cristianismo apreendendo todas as igrejas em uma cidade e declarando-as bens do Estado.

A Turkish policeman stands guard outside a church
O governo turco prendeu seis igrejas cristãs

O presidente Recep Tayyip Erdogan tomou o controle de seis igrejas na cidade devastada pela guerra,  Diyarbakir  na sua ultima atividade para esmagar a liberdade de manifestação e movimento religioso.

A apreensão sancionada pelo Estado é somente um dentre vários desenvolvimentos preocupantes para que eles (cristãos) saiam da Turquia cada vez mais intolerante, que está em conversações promovidas com a UE sobre a viagem sem vistos dos seus 80 milhões de cidadãos.

Incluídas na apreensão estão igrejas católicas, igrejas ortodoxas e protestantes, uma das quais tem mais de 1.700 anos.

Tornaram-se efetivamente agora a propriedade do Estado – significa que são do governo – em um país com um registro de Direitos Humanos horrendo onde aproximadamente 98% da população é muçulmana.

A ordem de apreeender as igrejas foi recebida no dia 25 de março pelo conselho de ministros de Erdogan, segundo o site World Watch Monitor.

Afirmam que fizeram isso pois as autoridades pretendem reedificar e restaurar o centro histórico da cidade, que se destruiu parcialmente por 10 meses do conflito urbano entre forças do governo e militantes do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK).

President Erdogan
Presidente Erdogan

Mas a apreensão desrespeitou os membros das igrejas, que temem um golpe de Estado contra a sua religião e estão agora ameaçando tomar medidas legais contra a decisão.

Ahmet Guvener, pároco da igreja Protestante Diyarbakir, disse: “O governo não assumiu estas propriedades para protegê-las. Fizeram isso para adquiri-las”.

E a Diyarbakir Bar Association – que representa cristãos que prestam cultos nas igrejas, entrou oficialmente com uma apelação contra a ação do governo.

Em uma afirmação, o grupo disse: “Entre as propriedades expropriadas, há estruturas que pertencem a instituições públicas… e lugares de adoração e residências são consideradas como patrimônio cultural e histórico.

“Esta decisão, que parece ser feita pelo Ministério de Ambiente e Planejamento Urbano sem qualquer razão ou justificação, é inaceitável dentro dos limites da ordem constitucional”.

The centre of Diyarbakir
Diyarbakir destruída pela guerra civil

Também se pensa que os servidores públicos locais são críticos da decisão, afirmando que a apreensão necessita da justificação legal e causará o dano cultural à cidade.

Em resposta, os ministros insistiram que a ordem de tomar o controle das igrejas não tem motivação religiosa, indicando que também ocuparam um número de mesquitas históricas na cidade.

Mas, diferentemente de igrejas cristãs que se mantêm pela generosidade das suas congregações, todas as mesquitas na Turquia são apoiadas e protegidas pelo Estado, significando que o futuro delas está seguro.

Reagindo à apreensão Victoria Coates, que é a conselheira de política externa do esperançoso Ted Cruz, candidato à presidência dos Estados Unidos, disse que a apreensão se ajusta em um modelo no Oriente Médio, onde os cristãos se deslocam sistematicamente e são perseguidos. 

Disse a PJ Media: “O que acontece no sul da Turquia é típico no Oriente Médio hoje, quando as comunidades cristãs antigas são apartadas e perseguidas pela violência sectária”.

“O governo da Turquia deve mover-se prontamente para devolver estas igrejas aos seus proprietários legítimos e não se aproveitar da situação para prende-las permanentemente”.

Erdogan tem gerado polêmica aberta nos últimos meses com a apreensão do jornal de oposição Zaman, que já não é novidade que tem uma linha bajuladora pró-governo.

Seus movimentos aparentemente anti-democráticos provocaram indignação na Europa, onde os políticos ficaram se curvando e beijando seus pés em uma tentativa desesperada para resolver o caos dos migrantes.

Como parte de um acordo projetado para parar o fluxo de pessoas que entram no continente, os líderes da UE prometeram abrir a Europa a 80 milhões de turcos e acelerar conversações para que  o país se una à coligação política de 28 nações.

Fonte: http://www.express.co.uk/news/world/663089/Islamist-Turkey-Erdogan-seize-Christian-churches-Diyarbakir-persecution-state-property

Após intervenção do governo, jornal turco muda linha editorial

Mundo

Após intervenção do governo, jornal turco muda linha editorial

Agora sob controle estatal, diário “Zaman” adota linha pró-governo e publica artigo sobre ambicioso projeto de construção de ponte sobre o Bósforo. Jornalista diz que edição não foi feita pela equipe da publicação.

O diário turco Zaman, crítico ao presidente Recep Tayyip Erdogan, publicou neste domingo (06/03) a sua primeira edição desde que foi colocado sob intervenção estatal e exibiu uma linha claramente pró-governo. A publicação, com tiragem diária de 650 mil exemplares, é a de maior circulação no país.

A capa do jornal mostra um artigo sobre um ambicioso projeto do governo para a construção de uma ponte sobre o estreito de Bósforo, em Istambul, ligando as partes asiática e europeia, que vai custar mais de 3 bilhões de euros.

Há também uma foto de Erdogan segurando a mão de uma idosa, anunciando uma recepção no Palácio Presidencial em homenagem ao Dia da Mulher e, ainda, a notícia sobre um funeral de “mártires” mortos em confrontos com rebeldes curdos no sudeste da Turquia.

“A internet foi cortada e não podemos usar o nosso sistema”, afirmou um dos jornalistas do diário. “A edição de domingo não foi feita pela equipe do Zaman.”

A edição de sábado, impressa antes de um tribunal de Istambul informar na sexta-feira a decisão de estatizar o diário, trouxe uma capa completamente preta com a manchete “Dia vergonhoso à imprensa livre na Turquia”.

A medida da Justiça provocou no sábado protestos de grupos de direitos civis, políticos da União Europeia e levou centenas de manifestantes às ruas da metrópole turca. A polícia usou gás lacrimogêneo, canhões d’água e balas de borracha contra a multidão de manifestantes em frente aos escritórios do jornal.

“Decisão da Justiça”

O primeiro-ministro Ahmet Davutoglu defendeu o procedimento contra o jornal Zaman, afirmando que houve uma decisão independente da Justiça. Durante uma visita de Estado ao Irã, Davutoglu afirmou que as medidas seriam “certamente não um procedimento político, mas legal”.

Ele disse, ainda, que a Turquia é um Estado de direito e, por isso, “está fora de questão para mim ou qualquer um dos meus colegas interferir neste processo”.

O grupo Zaman, também dono das agências de notícias Cihan e do jornal editado em inglês Today’s Zaman, é conhecido por posições próximas ao do imã Fethullah Gülen, acusado pelo governo de tentar criar um “Estado paralelo” na Turquia usando sua influência no Judiciário e na polícia. Atualmente, ele está em exílio nos EUA.

O movimento de Gülen foi um aliado próximo de Erdogan até 2013, quando veículos de imprensa ligados ao líder religioso se juntaram às vozes que acusavam Erdoga o então primeiro-ministro, de corrupção. Desde então, Gülen é acusado de liderar um movimento terrorista que quer derrubar o governo.

http://www.dw.com/pt/ap%C3%B3s-interven%C3%A7%C3%A3o-do-governo-jornal-turco-muda-linha-editorial/a-19097809

Polícia turca invade maior jornal do país

Tribunal passa controle de periódico crítico ao governo para administrador público. Manifestantes tentam impedir invasão e são dispersos com violência. Organizações internacionais condenam medida.

A polícia turca usou gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar manifestantes que tentavam impedir nesta sexta-feira (04/03) que as autoridades assumissem o controle do jornal de maior circulação no país, o Zaman, de posição crítica ao governo do presidente Recep Tayyip Erdogan.

A polícia invadiu a sede do Zaman, após a decisão de um tribunal de Istambul que ordenou que a administração do grupo de mídia fosse passada para uma gestão pública escolhida pelas autoridades. O jornal é acusado de ligação com o líder islâmico e opositor do presidente turco Fethullah Gülen. A medida também afeta a versão em inglês do periódico e uma agência de notícia do grupo.

Centenas de pessoas se reuniram em frente à sede do jornal para protestar contra a decisão. O editor-chefe do jornal, Abdulhamit Bilici, afirmou, após o anúncio do tribunal, que era “um dia negro para a democracia” na Turquia.

“Se tornou um hábito nos últimos três, quatro anos. Todos que se manifestam contrários às políticas do governo enfrentam processos judiciais, prisão ou o controle do governo”, disse Bilici. O Zaman é o jornal mais vendido na Turquia, com uma circulação diária de 650 mil exemplares.

A decisão foi condenada por organizações internacionais de direitos humanos. “Vejo uma interferência séria na liberdade de imprensa que não deveria ocorrer em uma sociedade democrática. Essa é a mais recente restrição inaceitável e indevida da liberdade de impressa na Turquia”, afirmou o comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, Nils Muiznieks.

A organização Repórteres sem Fronteiras criticou duramente a medida e acusou Erdogan de estar “se movendo do autoritarismo ao despotismo completo”.

“Estrutura paralela”

Gülen, que já foi um apoiador de Erdogan, entrou em guerra com o governo em 2013, quando promotores iniciaram uma investigação de corrupção envolvendo pessoas próximas ao presidente turco.

Desde então, Erdogan acusa Gülen de ter influência em tribunais, na polícia e na mídia, formando uma “estrutura paralela” com o propósito de derrubar o governo. Vários policiais e oficiais de Justiça, suspeitos de ligação com Gülen, foram afastados. Exilado nos Estados Unidos desde 1999, o opositor nega as acusações.

CN/rtr/ap

http://www.dw.com/pt/pol%C3%ADcia-turca-invade-maior-jornal-do-pa%C3%ADs/a-19095750

Erdogan elogia onda de terror palestino como “nobre luta”

O presidente turco, manifesta o seu apoio total para a mais recente onda de terror árabe palestino contra Israel.

O presidente turco, manifesta o seu apoio total para a mais recente onda de terror árabe palestino contra Israel.

Em meio a disputa diplomática com a Rússia esta semana, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan encontrou tempo para expressar o apoio para a mais recente onda de terror árabe palestino contra Israel.

Falando em uma reunião na quarta-feira com os ministros das finanças da Organização de Cooperação Islâmica, Erdogan expressou sua total solidariedade para com o povo árabe palestino em sua luta contra Israel, incluindo a atual “Intifada de Al-Quds”, como o Hamas chama, e que já matou 22 israelenses desde o início de outubro.

Erdogan descreveu a onda de terror como uma “luta nobre” palestina em defesa da Mesquita de Al-Aqsa e os lugares santos.

Ele criticou Israel por impor um “cerco” em Gaza, dizendo que “a Faixa de Gaza tornou-se uma prisão aberta por causa do cerco contínuo e esta situação não pode continuar.”

Note-se que a Turquia dá pleno apoio ao Hamas, que se expressa através da ajuda econômica entregue através de instituições de caridade, e permite ao Al-Qassam do Hamas operar em território turco.Israel, no passado, afirmou que autoridades do Hamas que vivem na Turquia são responsáveis ​​por planejar atentados terroristas contra Israel.

Em setembro, Erdogan se encontrou em Ancara com o chefe do Hamas Khaled Mashaal Politburo, e manifestou a total solidariedade da Turquia com os árabes palestinos e condenou os “ataques” de Israel contra a mesquita Al-Aqsa.

O islamita Erdogan tem sido durante anos um crítico de Israel e tem continuamente atacado verbalmente o Estado judeu.

Em um suas ofensas verbais contra Israel durante a Operação antiterrorismo Borda Protetora no verão de 2014, Erdogan ameaçou terminar  o processo de normalização com Israel sobre o que chamou de seu “terrorismo de Estado”.

http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/204034#.Vl963yS8A0M

Vídeo mostra bombardeio turco contra o Estado Islâmico

Presidente turco diz que não pode dar sequência ao processo de paz com “aqueles que ameaçam a nossa unidade”.

Depois de observar por muito tempo a escalada do conflito do outro lado da fronteira, restringindo-se a atuações pontuais, a Turquia entrou de vez no combate contra o grupo autodenominado ‘Estado Islâmico’ (‘EI’).

A Turquia tem sido atingida por ataques – em um deles, 32 pessoas foram mortas por combatentes do ‘EI’ na cidade de Suruc, de maioria curda.

Em resposta, caças turcos atacaram alvos do grupo extremista na vizinha Síria.

Clique no link abaixo e assista ao vídeo do ataque

Vídeo mostra visão de cockpit de bombardeio turco contra ‘EI’

 Vídeo mostra visão de cockpit de bombardeio turco contra 'EI'
Reprodução

Vídeo mostra visão de cockpit de bombardeio turco contra ‘EI’

Mas um inimigo mais antigo também está na mira do governo turco: o grupo separatista curdo ou PKK, que opera na Turquia, e também tem promovido ataques contra alvos do governo.

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Primeiro-ministro turco diz que país não vai mandar tropas para a Síria

Turquia prende centenas de suspeitos de terrorismo em ataques ao Estado Islâmico

O problema é que os curdos estão colaborando no combate ao Estado Islâmico, e o governo turco se viu acuado por pressões internas e externas para acelerar as negociações de paz com os curdos.

Mas o presidente turco, Reccep Tayyip Erdogan, disse que não poderia dar sequência ao processo de paz com “aqueles que ameaçam nossa unidade”.

O chanceler turco, Mevlüt Çavuşoğlu, deixou claro que o governo não vê distinção entre o ‘EI’ e o PKK: “Como você pode dizer que esta organização terrorista é melhor porque está combatendo o ‘Estado Islâmico’? Todos os terroristas são diabólicos e precisam ser aniquilados”.

Lembre as execuções do Estado Islâmico

Estado Islâmico acorrenta reféns antes de afogá-los em uma piscina (jun/2015). Foto: Reprodução/Estado Islâmico
Reféns antes de serem executados pelo Estado Islâmico dentro de gaiola em piscina (jun/2015). Foto: Reprodução/Estado Islâmico
Estado Islâmico também explodiu carro com reféns em área desértica do Oriente Médio (jun/2015). Foto: Reprodução/Estado Islâmico
Reféns antes de serem mortos por militantes do Estado Islâmico (jun/2015). Foto: Reprodução/Estado Islâmico
Terrorista do Estado Islâmico mira em reféns em região desértica do Oriente Médio (jun/2015). Foto: Reprodução/Estado Islâmico
Estado Islâmico afoga espiões dentro de gaiola em piscina (jun/2015). Foto: Reprodução/Estado Islâmico
Supostos espiões foram mortos por afogamento dentro de gaiola (jun/2015). Foto: Reprodução/Estado Islâmico
Estado Islâmico afoga espiões dentro de gaiola em piscina (jun/2015). Foto: Reprodução/Estado Islâmico
Dois dias de ataques do Estado Islâmico em Kobane, na Síria, deixaram mais de 200 mortos (jun/2015). Foto: AP
Militante do Estado Islâmico antes de decapitar refém em área desértica (maio/2015). Foto: Reprodução
Suposto piloto jordaniano é queimado vivo pelo Estado Islâmico (fev/2015). Foto: Reprodução/Twitter
John Cantlie aparece em vídeo do Estado Islâmico em Mosul, Iraque (jan/2015). Foto: Reprodução/Youtube
Militante do Estado Islâmico aponta arma durante batalha contra as forças do governo sírio em uma estrada entre Homs e Palmyra (maio/2015). Foto: AP
Estado Islâmico comemora vitória no Iraque mostrando picapes e armamento (maio/2015). Foto: Reprodução/Youtube
Armas são expostas para iraquianos após nova ocupação do Estado Islâmico (maio/2015). Foto: Reprodução/Youtube
Criança com arma de fogo em mãos participa de parada comemorativa do EI em cidade do Iraque  (maio/2015). Foto: Reprodução/Youtube
Estado Islâmico mostra reféns antes de decapitação em área desértica (fev/2015). Foto: AP
Refém britânico do Estado Islâmico antes de decapitação em área desértica (fev/2015). Foto: Reprodução/Youtube
Kenji Goto momentos anos de ser decapitado por rebelde do EI, em vídeo divulgado neste sábado (jan/2015). Foto: AP
Vídeo do Estado Islâmico mostra a decapitação do britânico David Haines (13/09). Foto: AP
Combatentes da al-Qaeda ligados ao Estado Islâmico, marcham em Raqqa, na Síria (jan/2014). Foto: AP
Filho de brasileira está entre os militantes do Estado Islâmico no Oriente Médio. Foto: Reprodução/Facebook
Líder e califa do Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi . Foto: Reprodução/The Guardian (21.04.15)
Nesta terça, a Turquia convocou uma reunião de emergência na Otan, a Aliança Militar do Ocidente, com base no raramente usado artigo 4, quando um membro diz sentir sua segurança ameaçada.

O governo turco não está buscando apoio militar, mas sim, apoio político da Otan.

Mas os ataques unilaterais da Turquia contra os separatistas curdos podem representar uma barreira no combate ao ‘Estado Islâmico’. Protestos violentos foram realizados na Turquia contra os ataques aos curdos.

A Otan, no entanto, deve ceder à pressão da Turquia, primeiro porque os Estados Unidos apoiam a intervenção militar do país contra o ‘EI’ e segundo porque pela primeira vez militares americanos puderam disparar mísseis contra o ‘Estado Islâmico’ a partir de uma base aérea turca.

Rebeldes sírios bombardeiam parte de Aleppo dominada pelo governo

Insurgentes bombardearam durante a noite a parte em poder do governo da segunda maior cidade da Síria –  Aleppo, matando pelo menos oito pessoas, informou a mídia estatal síria.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo com sede no reino Unido que  acompanha a guerra, disse que oito pessoas foram mortas durante um ataque aéreo das tropas do governo em uma outra  parte da cidade, controlada pelos rebeldes.

Aleppo, perto da fronteira com a Turquia, é uma grande linha de frente na guerra da Síria. Grupos rebeldes dentro e ao redor da cidade repeliram várias tentativas do exército sírio e das milícias, lutando com eles, para interromper as linhas de abastecimento da Turquia para os rebeldes.

A TV estatal transmitiu imagens mostrando edifícios seriamente danificados, alguns com suas fachadas arrancadas, e ruas lotadas de escombros no distrito de Suleimaniyah, na parte de Aleppo controlada pelo governo.

A mídia estatal confirmou o número de oito mortos e disse que dezenas de pessoas estavam presas sob os escombros. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que o número de mortos era de cinco pessoas, e que esse número deveria aumentar.

O Grã Mufti Ahmed Bagdr al-Din al Hassoun, falando na TV estatal, instigou a destruição total das áreas controladas pelos rebeldes, de onde estavam sendo lançados os bombardeios.

“Informamos aos civis de lá, sejam eles partidários (dos insurgentes), ou não, a deixarem a região. Cada área a partir da qual um bombardeio é iniciado, deve ser completamente destruída”, disse.

A agência de noticias estatal SANA descreveu os rebeldes por trás do ataque como militantes islâmicos de linha dura “ligados ao regime de Erdogan”, uma referência ao presidente turco Tayyip Erdogan, que quer que o presidente Bashar al-Assad, seja removido do poder.

Partes de Aleppo controladas pelos rebeldes têm enfrentado ataques aéreos regulares por parte do exército sírio. Uma comissão de investigação da ONU sobre a Síria tem registrado o uso intenso de bombas de barril – bombas improvisadas lançadas na cidade por helicópteros – pelas tropas do governo.

O Observatório disse que dezenas de pessoas ficaram feridas no ataque aéreo de sábado em Maadi, no distrito de Aleppo e que o número de mortos deve aumentar.

Insurgentes também utilizaram as bombas improvisadas para bombardear áreas controladas pelo governo. Os chamados “canhões do inferno” lançam bombas que consistem de botijões de gás de cozinha. Não ficou claro que tipo de armas foram usadas no seu último ataque.

 http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/rebeldes-sirios-bombardeiam-parte-de-aleppo-dominada-pelo-governo,c943c504c98ac410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

Erdogan pede a Teerã que retire forças de Iêmen, Síria e Iraque

ANCARA — O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta quinta-feira que o Irã está tentando dominar o Oriente Médio e os seus esforços começaram a irritar o governo turco, bem como a Arábia Saudita e países do Golfo Pérsico.

— Realmente não é possível tolerar isso. O Irã tem que entender — disse Erdogan numa coletiva, acrescentando que Teerã deve retirar todas as forças que tem no Iêmen, bem como na Síria e no Iraque, e respeitar a integridade territorial desses países.

A Turquia afirmou apoiar a operação militar da Arábia liderada contra os rebeldes houthi no Iêmen e pediu ao grupo de milícias e seus apoiadores estrangeiros que abandonem atos que ameaçam a paz e a segurança na região.

A Arábia Saudita não tem planos imediatos de lançar operações terrestres dentro do Iêmen, mas suas forças e as de seus aliados estão prontas para fazê-lo, se necessário, afirmou o porta-voz militar da operação nesta quinta-feira.

— Não há planos, nesta fase, de operações de forças terrestres, mas em caso de necessidade, as forças terrestres sauditas e os dos amigos e das forças irmãs estão prontas e irão repelir qualquer agressão — afirmou o brigadeiro-general Ahmed Asseri, em coletiva.

http://oglobo.globo.com/mundo/erdogan-pede-teera-que-retire-forcas-de-iemen-siria-iraque-15711402