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Paquistão: tribunal de aldeia ordena vítima de estupro ser morta ou vendida como escrava devido a acusações de adultério

“Panchayat em Rajanpur ordena que uma vitima de estupro seja morta ou vendida”, por Owais Qarni, Express Tribune , 27 de maio de 2017:

MULTAN: quatro homens foram detidos em Rajanpur no sábado por seu envolvimento em um Panchayat (tribunal não oficial da aldeia) declarando que uma adolescente teria sido estuprada por um parente, um ‘Kari’.

A garota de 19 anos foi condenada a ser morta ou vendida por acusações de adultério contra ela, informou a polícia da área.

A polícia de Fazilpur, SHO Husnain Shah, disse ao The Express Tribune que a menina se aproximou da polícia após o pedido.

Em sua declaração, a garota afirmou que ela e sua família estavam dormindo em sua casa na noite de sexta-feira quando Khaleel Ahmed entrou furtivamente e a estuprou com arma.

Ela acrescentou que, como estava armado, não podia pedir ajuda.

No dia seguinte, quando a família soube do incidente, eles se aproximaram do Panchayat.

Quatro homens, incluindo Muhammad Shafee, o pai do suposto estuprador, forçaram o Panchayat a pronunciar Shumaila a Kari na quinta-feira. O pai da menina foi forçado a aceitar a decisão.

A menina, no entanto, conseguiu escapar e procurou refúgio na casa de Ghulam Abbas, seu tio ….

https://www.jihadwatch.org/2017/05/pakistan-village-court-orders-rape-victim-to-be-killed-or-sold-as-slave-because-of-adultery-charges

Estudantes na Nigéria matam 56 em atentados suicidas

Duas estudantes realizaram atentados suicidas simultâneos na cidade nigeriana de Madagali. Os ataques a um mercado lotado deixaram pelo menos 56 pessoas mortas e dezenas de feridos.

Os ataques mantiveram o alvo da organização terrorista islâmica Boko Haram, conhecida por alvejar civis no nordeste da Nigéria, bem como nos vizinhos Camarões e Níger.

Embora os ataques do grupo tenham sido menos freqüentes nos últimos meses, pois o exército nigeriano tem tentado demover o grupo para sua fortaleza original na enorme floresta Sambia, este último ataque mostra que o grupo – que prometeu sua lealdade ao Estado islâmico – está longe de ser derrotado.

Os ataques de meninas da escola são uma das surpresas operacionais mais recentes e sinistras do grupo. As meninas, muitas delas sequestradas pelo grupo, são voluntárias para tais missões como uma forma de acabar com suas terríveis vidas sob o cativeiro, que incluem fome implacável e abuso sexual.

Uma menina de 16 anos, identificada apenas como Fati, que foi sequestrada de sua aldeia, mas conseguiu escapar, disse à CNN: “Eles vieram até nós para nos pegar. Eles perguntavam: “Quem quer ser um suicida?” As garotas gritavam: “Eu, eu, eu.” Elas estavam lutando para fazer os atentados suicidas.

“Foi só porque elas querem fugir de Boko Haram. Se eles lhes derem uma bomba suicida, então talvez elas iriam encontrar soldados, e dizer-lhes, ‘Eu tenho uma bomba em mim’ e eles poderiam remover a bomba. Elas podem fugir. “

http://www.clarionproject.org/news/schoolgirls-nigeria-kill-56-suicide-bombings

“Meninas Cristãs Servem Apenas para Uma Coisa, Satisfazer os Desejos dos Homens Muçulmanos”

por Raymond Ibrahim

  • Recentemente no Iraque 19 meninas yazidi foram colocadas em jaulas de ferro e queimadas vivas, na frente de uma multidão de centenas de pessoas, por se recusarem a ter relações sexuais com os jihadistas.
  • “As mulheres religiosas pertencentes às minorias controladas pelo EI (Estado Islâmico) são frequentemente vendidas repetidamente de um jihadista a outro. Quando os militantes se cansam de estuprar e abusar de uma determinada menina, eles normalmente a vendem a um dos seus grupos filiados para que eles possam estuprar e abusar dela ao seu bel prazer”. — Samuel Smith, The Christian Post.
  • Depois que seus filhos foram raptados pelo Estado Islâmico, o casal atendeu à porta e se deparou com partes dos corpos das suas filhas e um vídeo delas sendo torturadas e estupradas.
  • “Meninas cristãs são consideradas bens a serem arruinados ao bel prazer. Abusar delas é um direito. De acordo com a mentalidade da comunidade não é sequer crime. Os muçulmanos as consideram espólio de guerra”. — Residentes locais, Paquistão.

A Lei Islâmica (Sharia), sempre severa, é mais severa ainda com as mulheres. De acordo com o Alcorão, os homens têm a “autoridade” sobre as mulheres e têm o direito de espancá-las se elas forem “desobedientes” (4:34). Segundo Maomé, profeta do Islã, as mulheres são menos inteligentes do que os homens — o testemunho de um homem equivale ao testemunho de duas mulheres — e a maior parte da população do inferno é composta de mulheres, que seassemelham aos burros e cachorros quanto à habilidade de desviar a atenção do homem da reza, consequentemente anulando-a.

Qual é afinal a visão do Islã em relação às mulheres que são “infiéis”? Na melhor das hipóteses elas “em primeiro lugar servem para dar prazer aos homens muçulmanos”, conforme enfatizouum muçulmano a um grupo de meninas cristãs, ainda bem jovens, no Paquistão antes aterrorizá-las e assassinar uma delas. No Alcorão, (acesse 04:24), as mulheres não muçulmanas capturadas numa jihad podem ser compradas e vendidas como escravas sexuais a homens muçulmanos, conforme tem feito o Estado Islâmico.

Emily Fuentes, diretora de comunicações da Open Doors, uma organização de direitos humanos que defende cristãos perseguidos, salientou:

Lamentavelmente um número cada vez maior de mulheres é alvo de grupos terroristas (muçulmanos). Sabe-se que ocorreram inúmeros incidentes internacionais de mulheres que foram sequestradas, estupradas e forçadas a se converterem do cristianismo ao Islã por grupos extremistas radicais… Muitas também são vendidas no mercado aberto. Essa crueldade não está ocorrendo somente no Oriente Médio, mas também na África e em muitos outros lugares. Em muitos destes países, as mulheres estão sujeitas à perseguição, porque são consideradas cidadãs de segunda classe por causa de seu gênero. Sendo minoria tanto quanto ao gênero quanto à religião, as mulheres cristãs enfrentam dupla perseguição. Não temos um número exato, mas sabemos que milhões de mulheres estão sendo perseguidas… Nestes países dominados pelos muçulmanos, as mulheres cristãs são sistematicamente privadas de sua liberdade de viver e a elas são negadas as necessidades humanas básicas.

As mulheres cristãs estão duplamente condenadas: não são aceitas por serem mulheres e também não como não muçulmanas “infiéis, fica claro a partir daí o porquê delas serem alvo do abuso islâmico.

A esta altura, o tormento das não muçulmanas que estão nas garras do ISIS é bem conhecido. Desde a conquista de Mossul em junho de 2014, o número de meninas não muçulmanas em cativeiro que foram assassinadas pelo califado pode chegar a 250 (principalmente yazidis e cristãs) por se recusarem a serem escravas sexuais. Mais recentemente, 19 meninas yazidi foram colocadas em jaulas de ferro e queimadas vivas na frente de uma multidão de centenas de pessoas, por se recusarem a ter relações sexuais com os jihadistas.

De acordo com um relatório que apareceu um dia depois que a Open Doors destacou a situação das mulheres não muçulmanas:

As mulheres religiosas pertencentes às minorias controladas pelo Estado Islâmico são frequentemente vendidas repetidamente de um jihadista a outro. Quando os militantes se cansam de estuprar e abusar de uma determinada menina, eles normalmente a vendem a um dos seus grupos filiados para que eles possam estuprar e abusar dela ao seu bel prazer.

Uma menina yazidi explicou como

“ela foi comprada e vendida por oito jihadistas diferentes… Fomos colocadas em exibição (em mercados de escravas sexuais). Homens chegavam e ficavam olhando para nós como se fossemos mercadoria. Era como se fosse um showroom de automóveis… As mulheres eram compradas por dinheiro vivo — apenas $20 ou então trocadas por objetos como telefones celulares ou oferecidas como presente”.

Ela foi estuprada pelo menos três vezes por dia por mais de 16 meses por inúmeros combatentes do ISIS, foi forçada a tomar anticoncepcionais e drogas para induzir o aborto, ela tentou repetidamente cometer suicídio para escapar do abuso. Sua história é o padrão e foi contada por muitas meninas não muçulmanas que conseguiram fugir.

Outros relatos recentes falam de “uma menina de 8 anos de idade que também foi comprada, vendida e estuprada por oito militantes diferentes em um espaço de 10 meses”, de outra “escrava sexual que ateou fogo em si própria para evitar ser estuprada”, de um casal que, depois que seus filhos foram raptados pelos ISIS, atendeu à porta e se deparou com um saco plástico contendo as partes dos corpos das suas filhas e um vídeo delas sendo torturadas e estupradas e de mulheres cristãs e alauitas sendo estupradas e massacradas pelos jihadistas do ISIS que invadiram seu vilarejo.

Os jihadistas do Estado Islâmico riem e brincam sobre a compra e venda de escravas sexuais yazidis mostrado em um vídeo de propaganda.

No entanto esse tipo de abuso islâmico de mulheres não se limita a grupos como ISIS ou Boko Haram — organização radicada na Nigéria que também se define em termos exclusivamente islâmicos, é notória por sequestrar, escravizar, estuprar e assassinar meninas cristãs. Aproximadamente 700 meninas cristãs e 300 hindus são raptadas, escravizadas e estupradas no Paquistão a cada ano. São números extremamente altos, considerando-se que os cristãos e hindus compõem cada um apenas 1% da população de maioria muçulmana do país.

Apenas quatro dias depois da Open Doors denunciar o sofrimento das mulheres cristãs, dois homens muçulmanos no Paquistão invadiram a casa de uma mulher cristã enquanto o marido servia o exército. Eles a amarraram e abusaram dela em um estupro coletivo ao mesmo tempo em que ameaçavam matar sua filha de 2 anos se ela não concordasse. De acordo com a mulher de 30 anos:

“Os homens me trataram como se eu fosse um animal, dizendo que eu era uma cristã inútil… Disseram que todas as mulheres cristãs são prostitutas e que voltariam e repetiriam a devassidão se eu contasse a alguém o que tinha acontecido”.

Por ela ser mulher e infiel em uma nação de maioria muçulmana, a polícia e a lei nada fizeram por ela. Naquela semana, mais cinco meninas cristãs foram sequestradas, convertidas ao Islã e forçadas a se casarem com seus sequestradores.

Há inúmeros exemplos de estupro e, por vezes, assassinatos de meninas cristãs — e às vezes de meninos cristãos — no Paquistão. Depois que uma menina cristã de 9 anos foi estuprada por um muçulmano, ele se gabava de ter “feito a mesma coisa com outras meninas cristãs”, segundo explicaram os moradores locais:

“Esse tipo de incidente ocorre com frequência. Meninas cristãs são consideradas bens a serem arruinados ao bel prazer. Abusar delas é um direito. De acordo com a mentalidade da comunidade (muçulmana) não é sequer crime. Os muçulmanos as consideram espólio de guerra.”

Uma situação semelhante acontece no Egito. Em julho de 2012 o congressista americano Chris Smith testemunhou acerca da “escalada de sequestros, conversões e casamentos forçados de mulheres e meninas cristãs coptas. Elas estão sendo aterrorizadas e, consequentemente, marginalizadas”.

O já falecido e muitas vezes diplomático Papa Copta Shenouda III, líder da comunidade cristã do Egito, ressaltou essa tendência já em 1976: “há uma prática de converter meninas coptas para que abracem o Islã e casem com muçulmanos sob ameaças terroristas”. Somente entre 2008 e 2013, foram documentados no Egito cerca de 600 casos de sequestro, estupro e conversão forçada de mulheres cristãs. Desde então a situação só piorou, conforme mostra o título de um relatório de 2012: “Salto Dramático no Número de Sequestros e Conversões Forçadas de Mulheres Cristãs Coptas no Egito”.

De um lado as jovens são visadas sexualmente, de outro, as mais velhas, são humilhadas sexualmente. Em 20 de maio, no Egito, foram arrancadas as roupas de uma cristã de 70 anos, ela ficou completamente nua, cuspiram nela, desfilaram com ela pelas ruas de Minya sob vaias, assobios e gritos de “Allahu Akbar” (“Deus é Grande”) de uma furiosa multidão muçulmana.

Dois dias antes da publicação do relatório da Open Doors, muçulmanos em Ugandaespancaram e estupraram uma cristã de 22 anos porque ela acusou o dirigente de uma mesquita de assassinar seu pai em virtude de uma discussão religiosa. No mês anterior, a filha de 13 anos de uma mulher que deixou o Islã e se converteu ao cristianismo, foi estuprada por muçulmanos locais que lhe disseram: “este é o segundo aviso a sua mãe por desonrar a fé dos muçulmanos”.

Vale a pena lembrar que mesmo na Europa, são as mulheres autóctones que mais sofrem com o fluxo de migrantes muçulmanos. O número de ataques sexuais e estupros, exponencialmente mais altos, está sendo cometido na mesma linha da lógica usada pelo Estado Islâmico ou no Paquistão. Nas palavras de um migrante muçulmano que se encontra na Alemanha que perseguiu, amaldiçoou e acariciou impositivamente uma mulher: “as mulheres alemãs estão aí para o sexo.”

Uma importante observação final: apesar das mulheres não muçulmanas serem mais visadas do que os homens não muçulmanos para fins sexuais, isso não significa que eles são menos visados do que as mulheres quando se trata de perseguição muçulmana não ligada ao sexo, como por exemplo nos casos de ataques contra “blasfemos” e “apóstatas”. Cavalheirismo é um conceito bizarro para o Islã, quando se trata de aterrorizar e colocar os infiéis em seu devido lugar, a religião de Maomé é estritamente igualitária. No Paquistão, por exemplo, o caso mais notório de blasfêmia envolve a cristã Asia Bibi, que está no xilindró, no corredor da morte, desde 2009, além de um casal cristão acusado de profanar um livro do Alcorão, tanto o marido quanto a esposa foram queimados vivos. Os relatos mais recentes que vieram à tona no mesmo período em que a Open Doors destacou a situação das mulheres cristãs são os seguintes:

  • Indonésia: no que foi descrito como “o uso sem precedentes da Lei Islâmica (Sharia) contra um não muçulmano”, uma mulher cristã de 60 anos de idade foi açoitada publicamente com uma vara 30 vezes por vender bebida alcoólica.
  • Estado Islâmico: uma mulher cristã foi executada por militantes islâmicos por se recusar a negar sua fé em Cristo. O ISIS também ameaçou um grupo de freiras dominicanas, exigindo que elas se convertessem ao Islã ou pagassem a jizya, tributo (baseado no Alcorão 09:29). “As irmãs idosas fugiram e começaram a sofrer ataques cardíacos e insuficiências cardíacas em virtude do stress do êxodo em massa. Nos últimos 18 meses, 23 morreram, às vezes até três mortes por semana. Elas morreram de desgosto, ressaltou a Irmã Huda.”
  • Uganda: um homem muçulmano estrangulou a esposa até a morte por ela ter deixado o Islã e se convertido ao cristianismo. Outro muçulmano espancou e ameaçou matar a esposa enquanto gritava “Allahu Akbar” também por ela ter se convertido ao cristianismo.

É muito difícil se ouvir o contrário, uma mulher muçulmana matar o marido por causa de apostasia, isso devido à falta de autoridade que as mulheres têm no mundo muçulmano.

Você não iria querer ser uma mulher no Islã.

Raymond Ibrahim é o autor de Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (publicado pela Editora Regnery juntamente com o Gatestone Institute, abril de 2013).

https://pt.gatestoneinstitute.org/9115/meninas-cristas-homens-muculmanos

Iraquiana sequestrada pelo Estado Islâmico: ‘Fui vítima de jihad sexual’

Quando integrantes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) invadiram a aldeia de Nadia Murad no Iraque, mataram todos os homens, incluindo seis de seus irmãos.

Nadia é da minoria étnica e religiosa yazidi, considerada “infiel” pelos extremistas do EI.

Ela e centenas de outras mulheres yazidis foram sequestradas, vendidas e passadas de mão em mão por homens que as estupraram em grupo. Foram vítimas do que o EI chama de “jihad sexual”.

Nadia conseguiu fugir, mas acredita-se que milhares de mulheres continuem presas.

Nadia Murad está em Londres em campanha para chamar a atenção para seu povo.

O ataque

Em 3 de agosto de 2014, o EI atacou os yazidis em Sinjar, região no norte do Iraque próxima a uma montanha de mesmo nome. Antes disso haviam atacado locais como Tal Afar, Mosul e outras comunidades xiitas e cristãs, forçando a saída dos moradores.

“A vida em nosso vilarejo era muito feliz, muito simples. Como em outros vilarejos, as pessoas não viviam em palácios. Nossas casas eram simples, de barro, mas levávamos uma vida feliz, sem problemas. Não incomodávamos os outros e tínhamos boas relações com todos”, contou Nadia ao programa HARDtalk da BBC.

Nesse dia, diz ela, 3 mil homens, idosos, crianças e deficientes foram massacrados pelo EI.

Alguns conseguiram fugir e se refugiar no monte Sinjar, mas a aldeia estava longe da montanha e o EI cercou as saídas.

Image copyrightReuters
Image captionPerseguidos pelo EI, os yazidis reverenciam a Bíblia e o Alcorão, mas grande parte de sua tradição é oral

“Rodearam a aldeia por alguns dias mas não entraram. Tentamos pedir ajuda por telefone e outros meios. Sabíamos que algo horrível iria acontecer. Mas a ajuda não chegou, nem do Iraque nem de outras partes.”

Depois de alguns dias, o EI encurralou os moradores na escola da aldeia e ali mantiveram homens, mulheres e crianças.

“Deram-nos duas opções: a conversão ao Islã ou a morte”, disse Nadia.

Assassinatos, sequestros e estupros

Logo separaram os homens, cerca de 700. Levaram todos para fora da aldeia e começaram a baleá-los. Nove irmãos de Nadia estavam entre eles.

Seis dos irmãos de Nadia morreram – três ficaram feridos mas escaparam.

“Da janela da escola podíamos ver os homens sendo baleados. Não vi meus irmãos sendo atingidos. Até hoje não pude voltar à aldeia nem ao local da matança. Não há notícias de nenhum dos homens.”

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Image captionMulheres yazidis são alvo da chamada ‘jihad sexual’ do Estado Islâmico.

Segundo Nadia, meninas acima de nove anos e meninos acima de quatro anos foram levados a campos de treinamento. “Depois levaram umas 80 mulheres, todas acima de 45 anos, incluindo minha mãe. Uns diziam que haviam sido mortas, outros que não. Mas quando parte de Sinjar foi liberada encontrou-se uma vala comum com seus corpos.”

Ao todo, 18 membros da família de Nadia morreram ou estão desaparecidos.

Nadia foi levada com outras mulheres. Havia cerca de 150 meninas no grupo, incluindo três sobrinhas dela.

Elas foram divididas em grupos e levadas em ônibus até Mosul.

“No caminho eles tocavam nossos seios e esfregavam as barbas em nossos rostos. Não sabíamos se iam nos matar nem o que fariam conosco. Percebemos que nada de bom iria ocorrer porque já tinham matado os homens e as mulheres mais velhas, e sequestrado os meninos.”

Ao chegar ao quartel-general do EI em Mosul, encontraram muitas jovens, mulheres e meninas, todas yazidis. Tinham sido sequestradas em outras aldeias no dia anterior.

A cada hora, homens do EI chegavam e escolhiam algumas meninas. Elas eram levadas, estupradas e devolvidas.

Nadia percebeu que esse também seria seu destino.

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Image captionApós fugir com ajuda de uma família muçulmana sem conexão com o EI, Nadia viaja o mundo chamando a atenção para o drama do povo yazidi.

Sem compaixão

No dia seguinte, um grupo de militantes do EI chegou. Cada um escolheu uma menina, algumas entre 10 e 12 anos.

“As meninas resistiram, mas foram forçadas a ir. As mais jovens se agarravam às mais velhas. Uma delas tinha a mesma idade de minhas sobrinhas, chorava e se prendia a mim.”

Quando chegou sua vez, Nadia foi selecionada por um homem bem gordo que a levou a outro andar. Um outro militante passou e o convenceu a levá-la – mas isso não mudou as coisas.

“O homem mais magro me levou até sua casa, tinha guarda-costas. Estuprou-me, e foi muito doloroso. Nesse momento percebi que teria sofrido do mesmo jeito, não importa com quem.”

Nenhum dos homens mostrou clemência. Todos estupraram as mulheres de forma violenta. “As coisas que fizeram foram horríveis. Nunca imaginamos que coisas tão terríveis aconteceriam conosco.”

Os extremistas podiam manter as mulheres por mais de uma semana, porém frequentemente elas eram vendidas após um dia ou até uma hora.

Algumas mulheres dos irmãos de Nadia estavam grávidas quando foram capturadas e deram à luz no cárcere.

Elas também foram levadas ao tribunal islâmico do EI e forçadas a se converter.

Nadia passou três meses com o homem que a levou. Durante esse período conseguiu conversar com alguns sequestradores.

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Image captionEmbora algumas áreas de Sinjar tenham sido liberadas, ainda há valas comuns por descobrir

“Perguntei por que faziam aquilo conosco, por que haviam matado nossos homens, por que nos estupraram violentamente. Disseram-me que ‘os yazidis são infiéis, não são um povo das Escrituras, são um espólio de guerra e merecem ser destruídos'”.

Ainda que a maior parte desses militantes fossem casados, as famílias – inclusive as mulheres – pareciam aceitar o que faziam, disse Nadia.

Em uma ocasião, ela pediu autorização para fazer uma chamada telefônica porque queria escutar uma voz familiar.

Disseram que poderia ligar para seu sobrinho por um minuto, mas com uma condição: “Que primeiro eu lambesse o dedo do pé que um homem havia coberto com mel.”

Muitas jovens na mesma situação se suicidaram, disse Nadia, mas essa não foi uma opção para ela.

“Acho que todos devemos aceitar o que Deus nos deu, sem importar se é pobre ou sofreu uma injustiça, todos devemos suportar.”

Ela tampouco questionou sua fé. “Deus estava cada minuto em minha mente, ainda quando estava sendo estuprada.”

Nadia tentou fugir pela primeira vez por uma janela, mas um guarda a capturou imediatamente e a colocou em um quarto.

Sob as regras do EI, disse Nadia, uma mulher se converte em espólio de guerra caso seja capturada tentando escapar. Colocam-na em uma cela onde foi estuprada por todos os homens do complexo.

“Fui estuprada em grupo. Chamam isso de jihad sexual.”

Fuga

Após esse episódio, Nadia não pensou em fugir de novo, mas o último homem com quem viveu em Mosul decidiu vendê-la e foi arranjar roupas para ela.

Quando ordenou que ela tomasse banho e se preparasse para a venda, ela aproveitou para escapar.

“Bati na porta de uma casa onde vivia uma família muçulmana sem conexão com o EI e pedi ajuda. Disse que meu irmão daria o que eles quisessem em troca.”

Por sorte a família não apoiava o EI e a apoiou inteiramente.

“Deram-me um véu negro, um documento de identidade islâmico e me levaram até a fronteira.”

Agora livre, Nadia Murad se tornou uma ativista que viaja o mundo fazendo campanha para chamar atenção para a tragédia dos yazidis.

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Image captionSamantha Power (à esq.), embaixadora dos EUA na ONU, apresenta Nadia a integrantes do Conselho de Segurança

Ela já visitou os EUA, Reino Unido, Europa e países árabes, falou na ONU, conheceu parlamentares e líderes mundiais.

A resposta, contudo, tem sido lenta.

“Todos sabem o que é o Estado Islâmico. Escutam-me com atenção mas não prometem nada”, afirma. “Dizem que analisarão o caso e verão o que é possível fazer, mas até agora nada aconteceu”, afirmou.

Após um ano e meio do ataque, ainda há mulheres e meninas sequestradas.

A região ainda não foi completamente liberada. Nas regiões em que o EI foi expulso, há valas comuns ainda não descobertas.

Nadia espera voltar a seu vilarejo para ver o que sobrou e saber do destino dos desaparecidos.

“Juro por Deus que todos estamos muito cansados. Já se passou um ano e meio desde que isso nos aconteceu. Sentimos que estamos abandonados pelo mundo”, disse Nadia, às lágrimas.

“Mataram minha mãe. Meu pai morreu faz tempo. Meu irmão mais velho era como um pai para mim, mas também foi morto. Peço ao mundo que faça algo por nós.”

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160301_jihad_sexual_tg

ISIS Vende Mulheres e Crianças Yazidis na Turquia

  • “Algumas dessas mulheres e crianças foram obrigadas a assistirem, bem diante de seus olhos, enquanto crianças de 7, 8 e 9 anos de idade derramavam sangue até a morte, depois de serem estupradas inúmeras vezes por dia pelas milícias do ISIS”. — Mirza Ismail, presidente da Organização Internacional de Direitos Humanos Yazidi.
  • “Um escritório foi fundado por membros do ISIS em Antep (Turquia) e nele mulheres e crianças sequestradas pelo ISIS estão sendo vendidas por elevadas quantias de dinheiro. Onde estão os ministros e os agentes da lei deste país que tanto falam de estabilidade”? — Reyhan Yalcindag, conceituada advogada curda, defensora dos direitos humanos.
  • “Cinco mil pessoas se encontram em cativeiros. Mulheres e crianças são estupradas e depois vendidas. Essas coisas têm que ser consideradas crimes”. — Leyla Ferman, Co-Presidente da Federação Yazidi da Europa.
  • “A Turquia é signatária de diversos tratados internacionais, e ainda assim é o país número 1 quando se trata de descumprimento profissional no que tange a tratados que versam sobre direitos humanos”. — Reyhan Yalcindag.

Neste mês a rede de TV alemã ARD (Consórcio das Emissoras Públicas de Rádio e TVs da Alemanha), produziu um documentário sobre o tráfico de escravos administrado pelo Estado Islâmico (ISIS) por meio de um escritório de intermediação localizado na província de Gaziantep (também conhecida como Antep) na Turquia, perto da fronteira com a Síria.

Em agosto de 2014 jihadistas do Estado Islâmico atacaram Sinjar, onde vivem mais de 400.000 yazidis. As Nações Unidas confirmaram que 5.000 homens foram executados e nada menos que 7.000 mulheres e meninas transformadas em escravas sexuais.

Ao passo que alguns conseguiram fugir ou foram libertados através de pagamento de resgate, milhares de yazidis continuam desaparecidos.

Uma reportagem transmitida pela emissora alemã ARD mostra fotografias de escravos yazidis distribuídas pelo ISIS (esquerda), bem como filmagens através de uma câmera escondida onde se pode ver agentes do ISIS na Turquia recebendo pagamento pela venda de escravos (direita).

No mês passado, depois que forças curdas recapturaram a região das mãos dos jihadistas do ISIS, valas comuns que, segundo consta, continham restos mortais de mulheres yazidis, foram descobertas no setor oriental de Sinjar.

Os canais de TV da NDR e SWR da Alemanha declaram em seus Websites:

“O EI (Estado Islâmico) oferece mulheres e seus filhos menores de idade em um tipo de mercado de escravos virtual com fotos ilustrativas. … A transferência do dinheiro, segundo o repórter descobriu, acontece por meio de um escritório de intermediação na Turquia. …

“Durante semanas a NDR e a SWR acompanharam um negociador yazidi, que em nome das famílias ficou encarregado das negociações com o EI para a soltura dos escravos e seus filhos. … As mulheres são vendidas no mercado digital de escravos para quem oferecer o lance mais alto. O preço habitual varia entre 15.000 e 20.000 dólares americanos. Quantias no mesmo valor também são exigidas como pagamento de resgate para libertar yazidis. O dinheiro é então transferido via escritórios de intermediação e intermediários para o grupo terrorista.

“Tanto a NDR quanto a SWR acompanharam as negociações e estavam presentes quando da libertação de uma mulher e seus três filhos pequenos, com idades entre dois e quatro anos. Não se sabe quantos escravos yazidis ainda são de propriedade do Estado Islâmico. Especialistas estimam que ainda podem estar na casa das centenas”.

O negociador disse à NDR e à SWR que no espaço de um ano ele transferiu mais de US$2,5 milhões para o ISIS, oriundos dos pagamentos efetuados pelas famílias de 250 mulheres yazidis e seus filhos para que pudessem ser libertados.

Ele também disse que para anunciar a venda de escravos, o ISIS coloca números nas mulheres escravas e seus filhos também escravos, publica suas fotos no aplicativo para smartphones WhatsApp Messenger.[1]

Em resposta a esses relatos, a Ordem dos Advogados de Gaziantep protocolou uma queixa-crime contra a “Organização de Inteligência Nacional da Turquia (MIT) e também contra os agentes da lei, por negligência no cumprimento do dever e desvio de conduta, por não tomarem as medidas necessárias e por não desempenharem as atividades obrigatórias no que tange à inteligência e prevenção, antes que a mídia cobrisse os incidentes citados”.

A Ordem dos Advogados também exigiu que os procuradores começassem a processar e punir os criminosos envolvidos em crimes de “tráfico de pessoas, prostituição, genocídio, privação da liberdade, crimes contra a humanidade e contrabando de migrantes”, de acordo com o código penal turco.

“A trágica realidade”, segundo o advogado Bektas Sarkli, presidente da Ordem dos Advogados de Gaziantep, “é que Gaziantep é uma cidade superpovoada, os homens bomba atravessam facilmente a fronteira em direção à Síria e ao Iraque. Lamentavelmente Gaziantep exporta terrorismo”.

Sarkli acrescenta: “quando se toma consciência da munição capturada e principalmente quando se leva em conta o dinheiro aqui transferido, fica claro que o ISIS encontra refúgio nesta cidade sem maiores problemas. Gaziantep é o centro logístico do ISIS”.

Mahmut Togrul, Membro do Parlamento do Partido da Democracia Popular pró-curdo (HDP), em uma moção apresentada a Efkan Ala, Ministro do Interior da Turquia, indagou sobre o suposto escritório onde membros do ISIS estariam envolvidos em escravismo e comércio sexual. Entre as perguntas estavam as seguintes: “quantos escritórios de intermediação filiados à organização terrorista do ISIS estão localizados em Gaziantep? Caso esses escritórios de intermediação realmente existam, eles estão legalizados? Esses escritórios operam sob qual denominação? Eles estão filiados a alguma instituição”?

O Ministro do Interior Ala ainda não respondeu a nenhuma dessas perguntas.

“De acordo com a imprensa local de Gaziantep, bem como segundo a imprensa nacional” Togrul disse o seguinte: “Gaziantep se transformou em cidade de células adormecidas do grupo terrorista ISIS, onde há membros do ISIS em abundância e onde esses membros se movimentam livremente”. [2]

A “Plataforma da Luta Pelas Mulheres em Cativeiro”, o Congresso por uma Sociedade Democrática (DTK) e o Congresso Curdo das Mulheres Livres (KJA) em Diyarbakir também protocolaram uma queixa-crime, requerendo que os procuradores investiguem as alegações e façam com que os criminosos prestem contas à justiça.

Reyhan Yalcindag, uma conceituada advogada curda defensora dos direitos humanosassinala: “um escritório foi fundado por membros do ISIS em Antep e lá mulheres e crianças sequestradas pelo ISIS estão sendo vendidas por elevadas quantias de dinheiro. Onde estão os ministros e os agentes da lei deste país que tanto falam de estabilidade”?

“A Turquia” segundo ela “é signatária de diversos tratados internacionais, e ainda assim é o país número 1 quando se trata de descumprimento profissional no que tange a tratados que versam sobre direitos humanos”.

A Co-Presidente da Federação Yazidi da Europa Leyla Ferman, fala sobre o número de genocídios dos quais os yazidis dizem terem sido submetidos através da história. “73 yazidis foram condenados a morte”, segundo ela “o povo está sendo massacrado pelo Estado Islâmico. Milhares de mulheres Yazidis estão desaparecidas. Cinco mil pessoas se encontram em cativeiros. Mulheres e crianças são estupradas e depois vendidas. Hoje, devido à guerra, mulheres estão dispersas por todos os lados. Essas coisas têm que ser consideradas crimes”.

Esta não é a primeira vez que a presença do ISIS em Antep aparece no noticiário.

Em novembro de 2015, após os ataques terroristas em Paris, apareceu um grupo balançando as bandeiras pretas do ISIS, tocando as buzinas de seus carros, comemorando nas ruas de Antep. A filmagem foi amplamente compartilhada nas redes sociais. Um usuário de uma das redes sociais escreveu: “essa é a Turquia que supostamente está combatendo o ISIS. Este é o comboio do ISIS em Antep comemorando o massacre de Paris”.

Os yazidis, uma comunidade historicamente perseguida, é de etnia curda mas não muçulmana, a religião nativa do yazidismo está ligada às milenares religiões mesopotâmias. Os yazidis são nativos do norte da Mesopotâmia e da Anatólia, parte da terra natal dos yazidis está localizada no que é hoje a Turquia moderna, as outras partes se encontram na Síria e no Iraque.

Os yazidis ficaram expostos a campanhas de islamização forçada e assinalação, de acordo com o sociólogo turco Ismail Besikci, um conceituado especialista sobre o Curdistão:

“Em meio às deportações dos gregos pônticos durante os anos de 1912 e 1913 e o genocídio armênio de 1915, os yazidis também foram expulsos de suas terras. Do começo ao fim da história republicana da Turquia, foram utilizados todos os métodos disponíveis para islamizar os yazidis. Antes de 1915, por exemplo, Suruc era uma cidade inteiramente yazidi. Assim como o era a cidade de Viransehir. Hoje não há mais um único yazidi em Suruc. Além disso é possível ver os yazidis islamizados insultando seus patrícios que continuam sendo yazidis”.

Por serem curdos, o estado não reconhece seu caráter curdo, e por serem yazidis, o estado não reconhece sua religião. O parágrafo que trata da religião na carteira de identidade dos yazidis é deixado em branco ou então marcado com um x ou (um simples traço).

Segundo o assírio Erol Dora, Ministro do Parlamento do Partido da Democracia Popular (HDP) “levantamentos constatam que em 2007 havia apenas 377 yazidis na Turquia.

“Os yazidis, assim como com outras minorias na Turquia, também foram expostos a discriminação e discurso de incitamento ao ódio, e é por esta razão que eles tiveram que deixar suas terras. … Seus vilarejos e suas terras foram confiscados, suas zonas agrícolas foram desapropriadas, seus lugares sagrados foram atacados. Todas essas atitudes racistas continuam sendo praticadas, o idioma, a religião e a cultura dos yazidis correm perigo de serem extintos”.

Os yazidis afirmam que já ficaram expostos a 72 tentativas de extermínio ou de genocídio. Hoje eles são vítimas de mais uma tentativa de genocídio no Iraque, desta vez nas mãos dos jihadistas do ISIS.

“Segundo relatos de muitas mulheres e meninas que conseguiram fugir, com as quais eu conversei no Norte do Iraque, o número de yazidis sequestrados, em sua maioria mulheres e crianças, ultrapassou a casa dos 7.000”, isso de acordo com Mirza Ismail, fundador e presidente da Organização Internacional de Direitos Humanos Yazidi, em seu discurso perante o Congresso dos EUA.

“Algumas dessas mulheres e crianças foram obrigadas a assistirem, bem diante de seus olhos, enquanto crianças de 7, 8 e 9 anos de idade derramavam sangue até a morte, depois de serem estupradas inúmeras vezes por dia pelas milícias do ISIS.

“Eu conversei com mães cujos filhos foram arrancados de seus braços pelos integrantes do ISIS. Essas mesmas mães foram suplicar pelo retorno de seus filhos, e para aumentar ainda mais a afronta, foram informadas que elas (as mães), foram alimentadas pelo ISIS com a carne de seus próprios filhos. Crianças assassinadas e depois servirem como alimento para suas próprias mães.

“As milícias do ISIS queimaram muitas meninas yazidis, vivas, por elas se recusarem a se converterem e casarem com homens do ISIS. Meninos yazidis, ainda pequenos, estão sendo treinados para serem jihadistas e homens bomba. Todos os nossos quatro templos que se encontram em áreas controladas pelo ISIS foram detonados e destruídos. Por que? Porque nós não somos muçulmanos e porque nosso caminho é o caminho da paz. E por esta razão estamos sendo queimados vivos: por vivermos como homens e mulheres da paz”.

Os yazidis, um dos povos mais pacíficos do planeta, estão se debatendo para sobreviverem a mais um genocídio muçulmano, diante dos olhos do mundo inteiro.

Enquanto o mundo se mantém em silêncio, um membro da OTAN, a Turquia tem sido abertamente cúmplice de tudo isso, facilitador do terrorismo jihadista. Denúncias e testemunhos atestam que a Turquia contribuiu para a ascensão do Estado Islâmico ao permitir a travessia de combatentes e armas pela fronteira. Alguns dos combatentes se juntam ao grupo terrorista jihadista. Os relatos mais recentes revelam que dentro da Turquia, um país que acredita ser merecedor de se tornar membro da União Européia, mulheres e crianças yazidis são escravizadas e forçadas a serem escravas sexuais. Enquanto isso o governo turco não se preocupa nem sequer em emitir um simples comunicado sobre esses relatos.

É isso que acontece quando um regime nunca tem que responder pelos seus atos.

Uzay Bulut, nascida e criada como muçulmana, é uma jornalista turca estabelecida em Ancara.


[1] Por meio de registros de chats, documentos, fotografias e declarações de testemunhas, a filmagem da ARD mostra Abu Mital, um homem yazidi que trabalha como intermediário para o ISIS comprando uma mulher yazidi, seus três filhos com idades entre dois e quatro anos e um menino de 11 anos do ISIS e devolvendo-os às suas famílias.

Mital entrou em contato e negociou com membros do ISIS na Internet e acertou o preço para a compra da mulher e das crianças. Em seguida ele se dirigiu para a província de Gaziantep no sudeste da Turquia. Durante sua visita ao escritório em Gaziantep ele foi filmado com uma câmera escondida. No escritório havia uma série de máquinas de contagem de dinheiro. O escritório empregava somente sírios.

O ISIS exigiu US$20.000 pela mulher e US$15.000 pelo menino de 11 anos. A filmagem mostra Mital entregando o dinheiro aos sírios dentro do escritório, que então contaram o dinheiro usando as máquinas de contagem de dinheiro.

Após entregar o dinheiro, ele foi a um hotel na Síria onde aguardou receber uma mensagem pelo WhatsApp. Em seguida ele foi informado que seria contatado para a entrega da mulher e das três crianças. Quando os membros da família yazidi se encontraram com seus parentes na Síria, eles caíram em prantos. (Fonte: “canal de TV alemão filma o Tráfico de escravos do EIIL na Turquia“, 3 de dezembro de 2015, Today’s Zaman.)

[2] Outras perguntas que fazem parte da moção de Togrul:

“Considerando que o montante que o ISIS aufere com o tráfico de escravos de mulheres e de crianças esteja correto, quem é o intermediário que transfere o dinheiro? Que meios ele utiliza para transferir o dinheiro para o ISIS?

“O governador tem conhecimento do escritório de venda de escravos do ISIS em Gaziantep? Caso tenha, ele emitiu algum comunicado ou fez alguma apuração?

“Quantas mulheres e meninas yazidis que o ISIS sequestrou na região curda do sul do Iraque ingressaram na Turquia e em Gaziantep?

“O senhor dispõe de informações sobre o número de mulheres yazidis e de outras mulheres refugiadas que se encontram em Gaziantep e em que local elas estão abrigadas?

“Quantas células do ISIS foram atacadas até agora? Quantas pessoas foram detidas nessas células? O senhor teve acesso ou tomou conhecimento se os membros dessa organização terrorista se envolveram no tráfico de escravos de mulheres e crianças yazidis?

“Quantas células filiadas ao ISIS há em Gaziantep? As unidades da inteligência turca têm dados sobre essa matéria? Caso tenham, por que elas não intervêm na organização terrorista ISIS que faz tráfico de escravos? O fato delas não intervirem não significa que elas são cúmplices?

“A organização terrorista ISIS usa Gaziantep como base. Que tipo de precaução seu ministério planeja tomar contra isso”?

por Uzay Bulut

http://pt.gatestoneinstitute.org/7126/isis-turquia-escravos

Cristãs nigerianas continuam sendo sequestradas

Em abril de 2014, mais de 200 adolescentes, a maioria cristã, foram sequestradas de uma escola que fica no Chibok, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. Segundo as manchetes, as notícias que chegam ainda não são boas e também não existe progresso nas negociações com o Boko Haram sobre a liberdade da maioria delas.

Segundo os relatórios da Portas Abertas, desde então, o número de jovens nigerianas sequestradas só aumenta e a indignação global toma conta do cenário. Na ocasião, o grupo radical islâmico iniciou uma campanha para impor a lei sharia em toda a Nigéria, reivindicando a responsabilidade pelo rapto das alunas que frequentavam a escola de Chibok. “Elas serão vendidas para o mercado de escravas, em nome do nosso deus”, disse um líder do Boko Haram.

“O governo nigeriano reagiu, e desde então, mais de mil mulheres e crianças foram resgatadas, mas ainda não há como saber se entre elas, estão as meninas de Chibok. O que se sabe é que elas foram submetidas não só a perigos físicos e dificuldades, mas também a lavagem cerebral e reeducação espiritual. Pouco depois dos sequestros, o Boko Haram divulgou um vídeo no qual revelou que as meninas foram islamizadas. Suas famílias não vão desistir e muito menos os irmãos em Cristo. Vamos continuar a orar por essas adolescentes”, conclui um dos analistas de perseguição.

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https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/12/cristas-nigerianas-continuam-sendo-sequestradas

Muçulmanos estão entrando em campos de refugiados disfarçados de refugiados e sequestrando meninas cristãs para vendê-las como escravas sexuais

Os cristãos estão agora evitando os campos de refugiados porque os criminosos muçulmanos estão posando como refugiados, a fim de roubar meninas cristãs nos campos e vendê-las para escravidão sexual.De acordo com o relatório:

 A imigração tem sido um tópico de debate quente em Washington DC, e mesmo entre os candidatos das eleições presidenciais. Muitos republicanos têm argumentado que desde os ataques de Paris, todos os imigrantes sírios devem ser proibidos de ingressar nos EUA. A ironia aqui é que as próprias pessoas que deveriam estar recebendo a proteção estão muitas vezes com demasiado medo de aceitá-la.

Cristãos sírios que gostariam de ser capazes de procurar asilo nos EUA e em outros países, muitas vezes estão melhor acomodados no seu país devastado pela guerra do que em qualquer campo de refugiado. Quando eles vão para campos de refugiados,  acabam sendo perseguidos pelos muçulmanos que também estão nos campos, ou os muçulmanos realmente se disfarçam como refugiados para sequestrar moças nos campos, de modo que elas podem ser usados como escravas sexuais.

Quanto aos imigrantes sírios para a América, desde a guerra civil síria chegaram 2.098 imigrantes muçulmanos e apenas 53 cristãos. O governo federal geralmente depende das Nações Unidas durante o processo de refugiado, e tantos refugiados são muçulmanos já que muitos sírios cristãos têm medo de se registrar com a ONU.

O FBI admitiu que ele é incapaz de verificar cuidadosamente a fundo os refugiados que entram os EUA, e o ISIS prometeu trabalhar com o processo de refugiados para continuar a inundar os EUA com terroristas e reforçar células adormecidas.

Os cristãos que correm o risco de ir para campos de refugiados têm sido espancados, ameaçados de decapitação, e atacados. Na verdade, na Alemanha, os refugiados são muitas vezes separados por sua religião. É uma situação especialmente grave para os cristãos sírios, porque eles são frequentemente caçados pelo ISIS quando eles fogem.Refugiados que querem evitar os campos, mas querem fugir para a segurança muitas vezes vão para igrejas, escolas ou tentam encontrar parentes em áreas mais seguras e ficar com eles.

Por Theodore Shoebat

http://shoebat.com/2015/11/27/muslims-are-now-entering-refugee-camps-pretending-to-be-refugees-and-are-kidnapping-christian-girls-in-the-camps-and-selling-them-into-sex-slavery/

Centenas de mulheres estão cometendo suicídio para escapar de escravidão sexual pelo ISIS

Uma mulher Yazidi que fugiu de um cativeiro nas mãos do grupo terrorista Estado Islâmico afirmou que centenas de outras estão tirando suas próprias vidas, em vez de ser submeterem a escravidão sexual pelos jihadistas.

“Nós só queremos que elas sejam resgatados”, disse Saeed Ameena Hasan em um CNN  relatório. “Centenas de meninas têm cometido suicídio.

“Eu tenho algumas fotos das garotas que cometeram suicídio … quando perdem a esperança de emergência e quando o ISIS muitas vezes decide vendê-las e estuprá-las … Eu acho que há talvez 100. Perdemos contato com a maioria delas,” acrescentou.

Enquanto Hasan e outras Yazidis conseguiram escapar do grupo terrorista, milhares de outras permanecem em cativeiro e em grande perigo. O Estado Islâmico vê os yazidis como adoradores do diabo e executa regularmente homens, enquanto forçam mulheres e crianças à escravidão sexual.

Hasan desde então se tornou uma ativista para sensibilização quanto a situação dos yazidis, e foi reconhecida com um prêmio do Departamento de Estado dos Estados Unidos por ajudar escravas do Estado Islâmico.

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, elogiou seus “esforços corajosos em nome da minoria religiosa Yazidi no norte do Iraque, por insistir que o mundo dê atenção aos horrores que eles enfrentam, e … firme o compromisso de ajudar as vítimas e salvar vidas . ”

Vários relatórios  têm-se centrado sobre as violações terríveis e abuso que mulheres yazidis sofreram nas mãos dos militantes islâmicos, que capturaram vasto território no Iraque e na Síria. Muitas mulheres foram forçadas a casar com jihadistas por do medo por suas vidas, ou para salvar a vida de seus entes queridos.

Uma investigação do The New York Times  em agosto descobriu que muitos lutadores do ISIS acreditam que estuprando crianças e jovens servem como uma “oração” a Deus. O relatório, baseado em entrevistas com 21 mulheres e meninas que escaparam do cativeiro no Iraque, revelou que os jihadistas procuram justificar suas ações com o Alcorão, o livro sagrado islâmico.

“Ele me disse que de acordo com o Islã ele está autorizado a estuprar um incrédulo. Ele disse que até me estuprar, ele está chegando mais perto de Deus”, disse uma menina de 12 anos.

“Toda vez que ele veio para me estuprar, ele rezava”, acrescentou uma outra menina de 15 anos de idade.

“Ele disse que me estuprar é sua oração a Deus. Eu disse a ele: ‘O que você está fazendo para mim é errado, e não vai lhe trazer mais perto de Deus.’ E ele disse: ‘Não, isso é permitido. É halal’. ”

Panfletos do ISIS de Dezembro de 2014 também procuraram aconselhar os seus combatentes acerca de quando é permitido estuprar crianças.

“É permitido ter relações sexuais com a escrava que não tenha atingido a puberdade, se ela está apta para a relação sexual”, dizia o panfleto.

Escravidão sexual: Estado Islâmico prossegue a prática sem ser muito incomodado nem sequer pela mídia

“Eu fui estuprada TRINTA VEZES e ainda não é nem meio-dia. Eu não tenho condições de ir ao banheiro. POR FAVOR, BOMBARDEIEM-NOS”.
Esta aberração em forma de palavras foi proferida por uma jovem yazidi durante conversa via celular com ativistas doCompassion4Kurdistan. Segundo artigo de Nina Shea no The American Interest, aquela jovem está longe de estar sozinha. Meninas e mulheres continuam sendo vendidas para encher os cofres da abominação autoproclamada “Estado Islâmico” e para atrair homens jovens à barbárie da jihad no Iraque e na Síria.

Nina Shea é diretora sênior do Departamento do Instituto Hudson para a Liberdade Religiosa. Enquanto o mundo recorda nesta semana o primeiro aniversário da expulsão de milhares de cristãos do norte do Iraque, ela afirma que a escravidão sexual de mulheres cristãs e yazidis nas mãos dos militantes do Estado Islâmico permanece largamente ignorada.

O diretor do Wilson Center Middle East, Haleh Esfandiari, observa que “os governos árabes e muçulmanos, embora falem alto ao condenarem o EI como uma organização terrorista, calam a boca sobre o tratamento às mulheres”. A reação da Casa Branca também é de espantoso silêncio. O relatório 2015 do Departamento de Estado norte-americano sobre tráfico sexual, lançado em 27 de julho, dedica dois parágrafos, em 380 páginas, à institucionalização da escravidão sexual pelo Estado Islâmico no ano passado.

“Em agosto do ano passado, pouco depois de o EI estabelecer seu ‘califado’, eles começaram a capturar mulheres e meninas não sunitas e a dá-las como prêmio ou vendê-las como escravas sexuais. Na grande maioria, elas eram yazidis, mas, de acordo com relatórios da ONU, também havia cristãs”, escreve Shea, entre cujos relatos angustiantes há os de meninas de 9 anos violentadas pelos seus “donos”.

Frank Wolf, ex-deputado norte-americano que entrevistou refugiados no Curdistão em janeiro, ouviu o relato de Du’a, uma adolescente yazidi mantida presa em Mossul com outras 700 meninas da mesma etnia. As reféns eram separadas por cor dos olhos e os membros do EI as escolhiam para si como produtos. O “resto” era separado entre “bonitas” e “feias”. As mais bonitas eram dadas aos membros de alto escalão do EI.

Neste mês, o SITE Intelligence Group, que monitora atividades on-line dos extremistas, descobriu no Twitter um panfleto do EI anunciando que meninas capturadas em batalha seriam os três primeiros prêmios de um concurso de recitação do alcorão realizado em duas mesquitas sírias durante o ramadã. A cobertura do escândalo se limitou a mensagens na internet.

No entanto, o fenômeno é tão inegável que “juristas islâmicos” tiveram de fazer pronunciamentos teológicos sobre ele: o Departamento da Fatwa do Estado Islâmico “esclareceu” que “as fêmeas dos Povos do Livro”, incluindo as cristãs, também podem ser escravizadas para fins de sexo, mas “muçulmanas apóstatas” não podem.

O número de escravas sexuais cristãs é desconhecido. Em março, 135 mulheres e crianças estavam os sequestrados de 35 aldeias cristãs da região do rio Khabour, na Síria. O EI pediu 23 milhões de dólares pelo resgate, que, obviamente, as famílias eram incapazes de pagar. “Elas agora pertencem a nós”, finalizaram os fanáticos. As mais velhas foram liberadas; as mais jovens não. Embora ainda não haja confirmação, o mais provável é que elas tenham sido escravizadas.

Esta prática, escreve Shea, “precisa ser vigorosamente condenada como parte de um genocídio religioso tanto quanto as horríveis decapitações”.

http://www.aleteia.org/pt/mundo/artigo/escravidao-sexual-estado-islamico-prossegue-a-pratica-sem-ser-muito-incomodado-nem-sequer-pela-midia-5775045729189888