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Áustria vai construir muro na fronteira com Eslovénia para “controlar” fluxo migratório

A Áustria vai erguer uma cerca ao longo da sua fronteira com a Eslovénia para controlar o fluxo migratório, revelou, esta quarta-feira, a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner.

“Trata-se de garantir uma entrada ordeira [e] controlada no nosso país, não de fechar a fronteira”, disse à televisão pública Oe1.

“Nas últimas semanas, os grupos de migrantes mostraram-se mais impacientes, agressivos e emotivos”, pelo que se afigura necessário “tomar todas as precauções”.

Membro do partido conservador OeVP, aliado da coligação governamental com os sociais-democratas, a ministra defendeu medidas “duradouras” face ao risco de uma escalada de tensão, já que, regra geral, se veem forçados a esperar durante horas ao frio pela luz verde para atravessar a fronteira.

A ministra austríaca tinha dado pistas, na terça-feira, sobre a eventual “barreira” durante uma visita ao posto fronteiriço de Spielfeld, afirmando que estava a considerar “medidas estruturais” para aquele ponto de passagem de milhares de pessoas.

Johanna Mikl-Leitner não revelou, no entanto, mais pormenores sobre esta iniciativa, designadamente quando é que a “barreira” vai começar a ser erguida.

Tanto a Áustria como a Eslovénia pertencem ao espaço Schengen e têm figurado como países de trânsito chave para milhares de refugiados e migrantes que procuram desesperadamente alcançar o norte da Europa através dos Balcãs.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4859005

União Europeia abrigará 100 mil refugiados ao longo dos Bálcãs

Abrigos de acolhimentos serão criados nos países da rota. Grécia deve acolher 50 mil migrantes. Em reunião de líderes do bloco sobre crise migratória, países decidem ainda enviar 400 policiais para ajudar Eslovênia.

A União Europeia (UE) criará abrigos para acolher 100 mil refugiados ao longo da rota dos Bálcãs, afirmou nesta segunda-feira (26/10) o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, após a reunião com líderes europeus sobre a crise migratória, em Bruxelas.

Somente na Grécia serão estabelecidos abrigos de acolhimento para receber 50 mil refugiados, sendo que 30 mil lugares devem ser entregues até o final deste ano. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) ficará responsável pelos 20 mil restantes.

“As pessoas que segue pela rota dos Bálcãs precisam ser tratadas com dignidade. Não é possível que em 2015 pessoas precisem dormir no campo e isso com temperaturas muito baixas”, afirmou Juncker.

Os chefes de Estado e governo de países especialmente afetados pelo afluxo de refugiados se reuniram neste domingo em Bruxelas para discutir soluções sobre a crise migratória. O encontro contou com a presença de 11 líderes do bloco, incluindo Áustria, Eslovênia, Croácia, Hungria, Romênia, Bulgária, Grécia e Alemanha, além de representantes da Sérvia, Macedônia e Albânia, que não fazem parte da UE.

Durante a reunião foi determinado também o envio de 400 policiais, ainda nesta semana, para ajudar a Eslovênia diante o grande afluxo de migrantes. De acordo com o governo esloveno, somente neste domingo cerca de 15 mil refugiados chegaram ao país.

Os líderes europeus acertaram ainda que a agência de proteção de fronteiras da União Europeia (Frontex) deverá controlar melhor a passagem entre a Grécia, Sérvia, Macedônia e Albânia.

Juncker afirmou que os participantes da reunião se comprometeram a acabar com a “política de traslado” de migrantes para os países vizinhos. “Os refugiados precisam ser registrados. Sem registro, sem direito”, ressaltou o presidente da Comissão Europeia.

Passo intermediário

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, avaliou as medidas acertadas na reunião com um passo intermediário importante. “Mas serão necessários outros passos que realmente conduzam a uma solução”, ressaltou.

Depois da reunião, Merkel defendeu ainda a assinatura de acordos de readmissão com países de origem de migrantes e com a Turquia, o que possibilitaria a deportação para lá de migrantes ilegais que saíram do território turco em direção à Europa.

CN/dpa/rtr

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