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A “Solução de Dois Estados”: Ironia e Realidade

por Louis René Beres

  • “O estabelecimento de um estado (palestino) deste tipo significa a entrada de forças palestinas prontas para o combate na Judéia e Samaria… Em tempos de guerra, as fronteiras do estado palestino formarão uma plataforma excelente para que as forças móveis preparem ataques contra as instalações de infraestrutura vitais para a existência de Israel…” — Shimon Peres, Prêmio Nobel e ex-primeiro-ministro de Israel em 1978.
  • A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) foi formada em 1964; três anos antes que houvesse qualquer “território ocupado”. Então, o que exatamente a OLP planejava “libertar”?
  • Tanto a Fatah quanto o Hamas sempre consideraram, e ainda consideram, Israel simplesmente parte da “Palestina”. Em seus mapas oficiais de hoje, todo o Estado de Israel é identificado como a “Palestina Ocupada”.
  • “Dá para ver que planejamos eliminar o Estado de Israel e estabelecer um estado palestino puro. … Os judeus não me servem para nada, eles são e continuam sendo judeus”. — Presidente da OLP Yasser Arafat, 30 de janeiro de 1996 (dois anos e meio depois da assinatura dos Acordos de Paz de Oslo).
  • Em vista dessas recorrentes e intolerantes óticas árabes no tocante à existência de Israel, a lei internacional não pode se basear na expectativa do cumprimento de nenhum acordo, incluindo os acordos concernentes ao uso de força armada; mesmo se os acordos incluíssem determinadas garantias explícitas dos EUA a Israel.

 

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Palestinians welcome Vatican’s recognition of statehood

The Islamic-Christian Commission in Support of Jerusalem and the Holy Sites yesterday hailed the Vatican’s decision to recognise the State of Palestine.

In a press release, the commission’s Secretary-General Hanna Issa said the existing relations between the Vatican and Palestine have culminated in a historic agreement and the formal recognition of the Palestinian state.

He said he valued the role of the Vatican in preserving the holy city and preventing its Judaisation, praising the efforts of Christian leaders in serving the Palestinian cause, strengthening the presence of Arab Christians in the city of Jerusalem and protecting their rights.

Palestinian Liberation Organisation Executive Committee member Wasel Abu Youssef also welcomed the Vatican’s decision, saying it represents the “religious and symbolic expression of the Christian world.”

In remarks to Quds Press yesterday, Abu Youssef said that “the Vatican’s step will encourage a number of other states to recognise Palestine, and will push them to consolidate relations with it [Palestine] due to its influential position all over the world.”

He emphasised the importance of the decision and its timing in light of the Israeli aggression on the Palestinian people and the continuation of the occupation’s crimes. He said that the decision confirms the Palestinians’ right to have an independent state despite what Israel is trying to impose on the ground by means of its military power.

On Saturday the Vatican announced its decision to recognise the State of Palestine as an independent nation.

https://www.middleeastmonitor.com/news/europe/23158-palestinians-welcome-vaticans-recognition-of-statehood

A Decadência do Papa

Francisco anuncia acordo árabe-vaticano.

O Vaticano anunciou neste sábado, 2, a entrada em vigor do acordo assinado entre a chamada Santa Sé e a Autoridade Palestina. No seu ponto principal, o acordo visa unir vaticanistas e árabes residentes em Israel na defesa da ideia de “dois Estados”. Autoridades católicas anteciparam que um dos objetivos é “reconhecer uma Palestina independente”.

Com o ambicioso desafio de mediar uma “solução negociada e pacífica para o conflito na região”, o acordo hoje anunciado inclui um preâmbulo e 32 artigos, nos quais se abordam “aspectos essenciais da vida e da atividade da igreja na Palestina” (sic), indicou o Vaticano, num comunicado.

O acordo foi assinado no passado dia 26 de Junho e apoia a solução de “dois Estados”, indicou na época um porta-voz eclesiástico. Quando revelou o conteúdo do acordo, o Vaticano estimou que poderá ajudar ao reconhecimento de uma Palestina“independente”.

O texto dá seguimento ao Acordo de Base firmado pela Santa Sé e pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 15 de Fevereiro de 2000 e é resultado das negociações desenvolvidas por uma comissão de trabalho bilateral durante os últimos anos.

Quatro meses depois de ter assinado o acordo com a Santa Sé, os palestinosvoltaram à mesa de negociação, desta vez nos Estados Unidos, quando firmaram os acordos de Camp David, em Julho daquele ano.

De nada valeram as assinaturas de Yasser Arafat, na época líder da OLP, nos documentos apresentados, pois em Setembro daquele mesmo ano os palestinos iniciaram a Segunda Intifada contra os judeus israelenses.

No dia 27 de Setembro de 2000, militantes da OLP assassinaram um colono judeu no assentamento israelense de Netzarim dando início ao caos.

O longo conflito estendeu-se até o dia 5 de Fevereiro de 2005, terminando por ocasião da conferência de paz de Sharm el-Sheikh.

Ao final, 1.074 judeus estavam mortos, sendo que 773 eram civis.

Este foi o resultado dos “acordos de paz” que estão na base do acordo anunciado na tarde deste sábado pela Santa Sé.

O documento hoje divulgado não limita-se apenas à pretensão do Papa de mediar a criação de um Estado Palestino na região, mas também anuncia regulamentos do funcionamento da igreja católica na Judeia e Samaria, como o regime fiscal das suas propriedades e a anexação de serviços, como o militar, para o seu pessoal.

Além disso, abrange os lugares santos e confirma que o conceito de “santidade” é “fonte de obrigações para as autoridades civis”, em relação com a “autoridade e a jurisdição canônica” da igreja católica.

Ao afagar terroristas, Francisco corre o risco de afogar o seu pontificado.

https://noticiasdesiao.wordpress.com/2016/01/02/a-decadencia-do-papa/

Vaticano reconhece o Estado da Palestina

A Santa Sé e uma delegação de diplomatas palestinianos chegaram a acordo sobre o texto de um tratado para o reconhecimento oficial do Estado da Palestina.

O acordo foi alcançado esta quarta-feira, após uma comissão bilateral que juntou à mesa das negociações representantes do Vaticano e da Autoridade Palestiniana, e será assinado “num futuro próximo”, pelas duas partes, sob a forma de um tratado sobre o estatuto e as actividades da Igreja Católica nos territórios palestinianos (Cisjordânia e Faixa de Gaza). Um acordo semelhante para regular os direitos da Igreja em Israel continua por fechar, com as negociações paralisadas.

Desde a sua “promoção” a membro observador das Nações Unidas, no final de 2012, a Palestina tem vindo a conquistar mais apoios junto da comunidade internacional, na pretensão de ser reconhecida como um Estado independente.

Apesar de a posição do Vaticano ter uma dimensão puramente simbólica, não deixa de ser um aliado importante para Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, que equiparou a iniciativa da Santa Sé a “um reconhecimento formal e de facto” de um Estado da Palestina. Essa referência já era feita desde 2013 nos documentos do Vaticano, mas a título informal.

“É muito claro que a Santa Sé considera a Palestina como ‘Estado da Palestina’”, declarou à agência AFP, Federico Lombardi, o porta-voz do Vaticano. “A novidade é que, pela primeira vez, essa posição é expressa através de um acordo”, acrescentou.

O reconhecimento formal do Estado da Palestina era um dos “desejos” do Papa Francisco para o seu pontificado. Não obstante saber que a sua posição desagrada a Israel – que já exprimiu a sua “desilusão” com o acordo hoje anunciado -, o Papa reiterou o seu “interesse” em firmar compromissos para a definição dos direitos jurídicos e patrimoniais das congregações católicas nos territórios árabes e hebraicos, o berço do Cristianismo e onde estão situados vários locais de peregrinação e culto para os católicos.

As negociações com  o Governo de Telavive decorrem desde 1999, com ambas as partes a participar em encontros semestrais que até agora resultaram em impasse.

O monsenhor Antoine Camilleri, chefe da delegação da Santa Sé nas negociações, relatou ao L’Osservatore Romano que o acordo pretende exprimir a posição do Vaticano “na resolução do conflito entre israelitas e palestinianos”, através da “constituição de dois Estados”. A sua esperança, prosseguiu, é que o documento possa contribuir, “mesmo que de forma indireta, para o estabelecimento de um Estado palestiniano independente, soberano e democrático, que possa conviver em paz e segurança com Israel e os seus vizinhos”.

Camilleri espera que o novo tratado a assinar com a Autoridade Palestiniana “encoraje a comunidade internacional” a atuar de forma “mais decisiva” para acabar com o conflito na região. Para tal, a solução defendida pelo Vaticano é clara: só através do reconhecimento do Estado da Palestina, e de um estatuto especial para Jerusalém, será possível chegar a uma conciliação.

Reagindo a estas declarações, o ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel emitiu um comunicado em que dizia que o Governo irá proceder a uma “revisão do acordo” para “decidir que passos pode tomar” no futuro. Mas na linha contrária à do Vaticano, o ministério escreve que “a decisão [da Santa Sé] não contribui para o avanço do processo de paz, uma vez que afasta a direção palestina da mesa das negociações bilaterais”.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/vaticano-reconhece-o-estado-da-palestina-1695529