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Grécia: ocorre um estupro por semana no campo de refugiados em Moria, segundo ONG

Relatos de agressão sexual aumentaram nos últimos meses no centro de processamento de imigrantes e migrantes em Moria, na ilha grega de Lesvos, bem como no chamado “olival”, um campo improvisado de transbordamento nas margens da instalação, citou para Newsweek, um representante da Médicos Sem Fronteiras.

De acordo com o relatório da Newsweek publicado no sábado, o coordenador médico de MSF para a Grécia, Dr Declan Barry, disse que o grupo humanitário só recebeu  do governo relatos de 21 casos de estupro e abuso sexual desde maio, com quase metade das vítimas sendo meninas e meninos de 18 anos e pelo menos dois filhos de 5 anos de idade.

“Um caso não é aceitável, muito menos um por semana. E tenho certeza de que está acontecendo com muito mais freqüência do que isso ”, disse Barry à Newsweek.

“Precisamos reconhecer que isso é um fracasso sistêmico”, disse ele.

As ONGs ativas no acampamento têm alertado para o aumento da depressão, autoflagelação e tendências suicidas entre os residentes nas instalações superlotadas, onde cerca de 8.500 pessoas estão espremidas em um espaço projetado para cerca de 3.000 pessoas, e cerca de metade da população é composta por mulheres e filhos.

Eles também apontam para uma séria falta de segurança que deixa os impotentes vulneráveis ​​a ataques e abusos. 

“Há um enorme nível de sofrimento em Moria”, disse Barry à Newsweek. “E o fato de que esse sofrimento e essa violência estão acontecendo por causa de uma política europeia, bem, não há como encontrar aceitação alguma nisso”, acrescentou ele, referindo-se ao acordo entre Bruxelas e Ancara que resultou em milhares de pessoas como requerentes de asilo que ficam presas na Grécia.

Com imagem The Independent e informações Ekathimerini

EUA: 72% dos crimes de ódio em Los Angeles atingem os judeus

A mídia reclama compulsivamente sobre a islamofobia. E, no entanto, na realidade, a maioria dos crimes de ódio baseados na religião tem como alvo os judeus. 

Em Los Angeles, é de 72%.

O último relatório da Comissão de Relações Humanas do Condado de Los Angeles mostra que 72% dos crimes de ódio contra a religião no condado foram contra os judeus em 2017.

Seguindo os judeus na lista estavam muçulmanos, católicos e protestantes:

Os muçulmanos estavam em 12%. Católicos em 11%.

Um recente e brutal ataque filmado por um muçulmano contra um judeu ortodoxo em Nova York, na foto acima, deveria servir como um importante lembrete de que o antissemitismo muçulmano é um problema muito mais sério do que qualquer suposta islamofobia.

E é um problema que ninguém pode falar.

Imagem e informação FrontPage Mag

Iraque: converter ou morrer

Cristãos foram intimados a abandonar o cristianismo para seguir o islã: “Era isso ou a morte, os anúncios eram bem claros; preferi deixar minha casa a mentir sobre minha fé”

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Segundo estatísticas atuais, metade dos cristãos que restaram no Iraque (cerca de 250 mil) estão vivendo deslocados. Um deles é Amer*, que nasceu e viveu em Mossul antes da invasão do Estado Islâmico (EI). “Antes mesmo da chegada dos jihadistas, eu já havia presenciado grandes mudanças em minha cidade. A simples presença de um cristão passou a ser algo inaceitável para a maioria dos muçulmanos que estavam adotando uma linha religiosa extremista”, conta ele.

Amer que sempre amou música, trabalhou com venda instrumentos musicais desde sua juventude. “Até a música em si era algo mais aceito pela comunidade, mas com o passar do tempo, a atmosfera foi se tornando sombria e não havia mais espaço para melodias. Não era a aparência da cidade que estava mudando, mas os corações das pessoas”, disse.

Segundo ele, não há como saber o que fez as pessoas aceitarem com simpatia a presença dos muçulmanos extremistas naquela cidade, mas o efeito sobre os cristãos foi algo bastante claro de se ver. “Passamos a ser tratados como estranhos e como cidadãos que não pertenciam mais a Mossul. Logo, líderes da igreja começaram a ser sequestrados e até mortos. Eu mesmo vi muitos irmãos sendo ameaçados de morte caso não retornassem ao islã. A pressão foi crescendo e muitos decidiram partir, até que eles passaram a proibir a venda de nossas próprias casas”, revela. Quando Amer decidiu ficar em Mossul, ele já estava casado e tinha quatro filhos, dois meninos e duas meninas. Embora o ramo musical estivesse em queda, ele abriu uma pequena loja, onde restaurava pianos e outros instrumentos para aqueles que ainda usavam.

Converter ou morrer
Em junho de 2014, enquanto sua esposa e filhos estavam fora da cidade, durante as férias de verão, a pressão sobre os cristãos chegou a um clímax. O EI assumiu o controle de Mossul, deixando pouco espaço para a existência de cristãos. “Minha loja estava numa área perigosa, então decidi levar os instrumentos para minha casa e trabalhar com mais segurança”, conta Amer que, na mesma época, teve a casa marcada com um N de nasrani (nazareno em árabe) ou simplesmente “cristão”. Isso espantou sua clientela.

Amer não estava mais seguro e não tinha trabalho suficiente para o sustento da família. As regras islâmicas foram restabelecidas e anúncios foram pregados em toda parte, chamando os cristãos para se converterem ao islã. “A Jizya (imposto islâmico) passou a ser cobrada como um sinal de submissão. Era isso ou a morte, os anúncios eram bem claros. Mas eu não acredito no islã, por isso, preferi deixar minha casa a mentir sobre minha fé”, afirmou.

Esperança e recomeço
O músico conta que teve medo, mas o fato de sua família já estar fora de casa era um alívio. “Minha esposa e meus filhos estavam seguros. Só tive tempo de separar meus documentos pessoais, algum dinheiro e o celular. Entrei no carro e me arrisquei por uma estrada acidentada, não vigiada por eles, e consegui chegar no Curdistão”, conta.

Atualmente, Amer vive com sua família na casa de seu sogro, que também fugiu de Mossul há alguns anos. A situação dele é melhor que a de muitos outros cristãos que tiveram de fugir. Apesar de dormirem em um quarto apertado, eles nunca tiveram que viver em uma tenda com a maioria dos deslocados. “Ouvi dizer que os soldados usam minha casa como uma espécie de hotel. Eles também ficaram com meus instrumentos, mas não tiraram de mim a paixão pela música. Estou reiniciando uma pequena loja aqui em Dohuk, com um pequeno empréstimo que fiz”, acrescenta.

“O futuro é incerto, ainda é difícil encontrar uma luz nessa escuridão. Para mim, paz e democracia é viver em paz com todos os demais. Infelizmente, nem todos pensam assim, eles acham que democracia é se livrar das pessoas que são diferentes”, reflete. Histórias e posicionamentos como o de Amer não são exceções. Milhares de cristãos trilham o mesmo caminho e têm os mesmos sentimentos. Eles descrevem o futuro como algo “sombrio”, mas afirmam que a esperança em Deus ainda brilha dentro deles, apesar de tudo.

* Nome alterado por motivos de segurança.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/converter-ou-morrer