Arquivo da tag: #estudantes

Estudantes de milícia iraniana queimam ‘bandeiras inimigas’

Bandeiras dos EUA, Reino Unido e Israel foram incendiadas em Teerã.
O Irã não reconhece a existência de Israel.

Alguns estudantes da milícia iraniana islâmica Basij pisotearam e queimaram nesta quarta-feira (2) em Teerã bandeiras israelense, americana e britânica, observaram jornalistas da AFP.

O incidente ocorreu ao final de uma cerimônia em frente à antiga embaixada dos Estados Unidos, país que continua a ser considerado por alguns no Irã como o “Grande Satã”, apesar do acordo nuclear selado recentemente com as grandes potências.

Esta cerimônia foi organizada para inaugurar um mural de pedra listando “cem palavras” usadas pelo fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, para descrever os Estados Unidos: “Grande Satã”, “criminosos”, “corruptos”, “arrogantes” ou “anti-Corão”.

Na terça-feira, a polícia iraniana prendeu em Teerã distribuidores que vendiam roupas com a impressão de “bandeiras britânicas e americanas”.

O Irã não reconhece a existência de Israel e suas relações diplomáticas com Washington foram rompidas em 1980, ano do sequestro de diplomatas americanos em Teerã por estudantes islâmicos, alguns meses após a Revolução Islâmica de 1979.

Por sua vez, a Grã-Bretanha tem sido acusada pelo Irã de ter, com os Estados Unidos, derrubado o regime nacionalista de primeiro-ministro Mohammad Mossadegh em 1953.

Mas as relações entre os dois países melhoraram recentemente com o acordo nuclear em agosto e a visita de Philip Hammond, a primeira de um chefe da diplomacia britânica ao Irã desde 2003.

Nessa ocasião, a embaixada do Reino Unido, fechada em 2011 após ter sido saqueada por manifestantes, foi reaberta.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/estudantes-de-milicia-iraniana-queimam-bandeiras-inimigas.html

Ataques aéreos sauditas contra houthis no Iêmen atingem escola matando pelo menos 3 estudantes

Cruz Vermelha alerta para situação catastrófica no país

SANAA — Bombardeios aéreos liderados pela Arábia Saudita contra rebeldes xiitas houthis atingiram uma escola iemenita nesta terça-feira, provocando a morte de ao menos três estudantes. Com cerca de 140 mortos no Sul do país somente nas últimas 24 horas, a Cruz Vermelha alertou para a situação humanitária catastrófica no Iêmen. Enquanto Áden, principal cidade no Sul, sofre intensos confrontos nas ruas, cerca de 16 milhões de habitantes estão sem energia elétrica no Norte.

— A situação humanitária é crítica no Iêmen, país que importa 90% dos produtos de alimentação — disse à agência AFP a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Iêmen, Marie Claire Feghali. — A guerra em Áden está em cada rua, em cada esquina. Muitos não podem fugir.

Os ataques sauditas tinham como alvo uma base militar, mas acabaram acertando uma escola nas proximidades na província de Ibb, segundo autoridades locais. Os alunos estavam indo para o intervalo do almoço quando os bombardeios ocorreram, ferindo ao menos seis.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 540 pessoas morreram e 1,7 mil ficaram feridas em confrontos desde 19 de março.

O porta-voz do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Christophe Boulierac, afirmou que pelo menos 74 crianças morreram e 44 ficaram feridas desde 26 de março, quando começou a ofensiva da coalizão árabe.

Os rebeldes houthis têm dominado cada vez mais cidades desde a tomada de Sanaa, a capital do país. Também xiita, o Irã é o único país que abertamente condena os ataques aéreos.

HOSPITAIS NÃO DÃO CONTA DE ATENDER FERIDOS

A situação humanitária piora a cada dia, e os hospitais, que carecem de medicamentos, não podem atender às centenas de feridos do conflito. Mais cedo, o CICV afirmou ter enfrentado muitos problemas logísticos para proporcionar ajuda.

— Temos as autorizações para enviar um avião de carga com material médico, mas cada vez menos aeronaves podem pousar no aeroporto da capital Sanaa, em mãos dos rebeldes xiitas — explicou Sitara Jabeen, um porta-voz da CICV.

Cerca de 48 toneladas de medicamentos e de kits cirúrgicos esperavam autorização para serem levados para o Iêmen por avião ou barco, segundo a CICV, que também está pronta para expedir tendas, geradores e equipamentos para reparar as redes de fornecimento de água.

A situação é particularmente grave em Áden, a grande cidade portuária do Sul. Os confrontos resultaram, desde domingo, na morte de 17 civis e de 10 combatentes dos comitês populares, partidários do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi, refugiado em Riad, segundo uma fonte médica. Por sua vez, uma fonte militar informou que há 27 mortos entres os rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irã.

Os Estados Unidos admitiram nesta segunda-feira que são incapazes de retirar por via aérea seus cidadãos no Iêmen, cujos aeroportos estão fechados, e os exortou a deixar o país por via marítima, em embarcações de outros países.

Foto: Paquistaneses e homens de outras nacionalidades que foram retirados do Iêmen chegam ao porto de Karachi, no Paquistão – Shakil Adil / AP
http://oglobo.globo.com/mundo/ataques-aereos-sauditas-contra-rebeldes-no-iemen-atingem-escola-15802081