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Etiópia: meninas cristãs são condenadas a um mês de prisão

Elas foram detidas logo após distribuírem livros cristãos escritos por um autor muito conhecido que fazia críticas ao islamismo; as famílias ficaram espantadas com o veredito do juiz.

Três adolescentes cristãs tiveram que comparecer a um Tribunal Etíope para responder às acusações de “violência religiosa”. As meninas cujos nomes foram informados somente como Eden* (15), Gifti* (14) e Mihiret* (14), juntamente com Deborah*, uma garota mais velha, foram presas após distribuírem livros cristãos escritos por um autor muito conhecido que fazia críticas ao islamismo.

Em uma breve audiência, o juiz condenou as quatro a um mês de prisão, depois de pedir ao promotor para apresentar as devidas provas. De acordo com um dos colaboradores da Portas Abertas, as meninas serão transferidas para uma prisão maior, numa cidade conhecida por Gelemiso, para cumprir pena entre os criminosos comuns, mesmo que três delas tenham idade inferior a 18 anos.

O juiz permitiu um apelo, que só poderá ser feito após a transferência. As famílias ficaram espantadas com o veredito do juiz. Muçulmanos locais disseram que o livro é um “insulto ao islã” que, inclusive, inspirou o ataque a uma igreja. A Etiópia ocupa o 18º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa e está entre os países onde o cristianismo é rejeitado e muito hostilizado. Ore por essa nação.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Juntos pela África
Os cristãos de alguns países da África Subsaariana enfrentam uma das piores perseguições de sua história. No dia 11 de junho, data escolhida para o Domingo da Igreja Perseguida 2017, juntos faremos mais pelos nossos irmãos dessa região.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/01/meninas-cristas-sao-condenadas-a-um-mes-de-prisao

Prata na maratona, etíope teme ser morto em seu país após fazer protesto

Feyisa Lilesa atravessou a linha de chegada com os punhos cruzados sobre a cabeça.

O domingo foi um dia histórico para Feyisa Lilesa. Tão histórico quanto pode ter sido decisivo ao seu futuro. Ao passar pela linha de chegada da maratona em segundo e garantir a prata na Olimpíada do Rio, Lilesa cruzou os punhos sobre a cabeça, em um protesto contra a situação política de seu país. O gesto, porém, como ele próprio afirmou, pode provocar agora sérias represálias.

Lilesa pertence ao povo de Oromia, que tem feito sucessivas manifestações contra o atual governo etíope – os oromo reclamam que vêm sendo perseguidos sem motivo. Segundo estimativas da organização Human Rights Watch, mais de 400 pessoas já morreram desde o início dos protestos.

O medalhista de prata, assim, utilizou o Rio-2016 para amplificar o protesto político. “O governo etíope está matando o povo de Oromo e tomando suas terras e seus recursos, então o povo de Oromo está protestando. Como sou de Oromo, eu apoio o protesto”, explicou Lilesa após a maratona.

A dramática situação vivida no país já vitimou, inclusive, amigos e familiares de Lilesa. “O governo etíope está matando minha gente”, acusou. “Meus parentes estão na prisão e, se eles falarem sobre direitos democráticos, serão assassinados. Eu cruzei minhas mão para apoiar o protesto de Oromo.”

Mas o gesto de Lilesa não deve passar incólume. E nem mesmo a conquista de uma medalha olímpica – a oitava do país no Rio-2016 – pode facilitar sua situação. O atleta, assim, estuda se autoexilar em algum outro país.

“Discutirei com meus amigos e familiares o que fazer (se vai retornar para casa). Se voltar para a Etiópia, talvez eles me matem. Se não me matarem, me colocarão na prisão. Não decidi nada ainda, mas talvez eu vá para outro país”, lamentou.

Outro problema que Lilesa pode enfrentar é com o Comitê Olímpico Internacional, que coíbe protestos políticos. O etíope, porém, disse não se importar. “Não posso fazer nada quanto a isso. Fiz o que devia. Tenho um grande problema em meu país, e lá é muito perigoso fazer um protesto”, finalizou.

http://istoe.com.br/prata-na-maratona-etiope-teme-ser-morto-em-seu-pais-apos-fazer-protesto/

Líderes cristãos são presos após falarem sobre perseguição

Vídeo postado pelo Estado Islâmico faz o povo protestar contra o governo.

Após as queixas sobre o aumento da perseguição, em uma área dominada por muçulmanos, no sul da Etiópia, o tribunal responsável pelo Distrito, acusou seis líderes etíopes da Igreja Ortodoxa, por incitarem distúrbios públicos, destruírem a confiança pública no governo e disseminarem o ódio. O tribunal considerou os homens culpados e eles foram condenados de 5 a 9 anos de prisão.

Durante muitos anos, a Igreja Ortodoxa Etíope (EOC – Ethiopian Orthodox Church) tem sido perseguida, e os cristãos estão cada vez mais vulneráveis à pressão do extremismo muçulmano em determinadas áreas do país. O templo está situado em Kilto, a 180 km ao sul da capital Addis Ababa, em Silte, que é uma zona muçulmana, dominada desde 2001, através de um plebiscito, onde foi escolhida por unanimidade a formação de uma zona separada, tendo Worabe como capital.

Atualmente, Worabe acolhe pelo menos quatro mesquitas, das quais os cristãos alegam ser a fonte do aumento da perseguição, incluindo maus-tratos contra sua igreja e seus membros. Muçulmanos locais e funcionários do governo também colaboram para esse quadro de violência. Entre as reclamações dos cristãos, estão também a discriminação em oportunidades de trabalho, demissão de emprego sem justa causa, feedback negativo e injusto no desempenho de trabalho, queima de igrejas, ataques físicos e ameaças contra suas vidas.

Os seis líderes da EOC que se queixaram da perseguição, citaram alguns episódios absurdos do Estado Islâmico e comentaram sobre um vídeo postado na internet, pelo grupo, onde os radicais executam violentamente líderes da Igreja Ortodoxa Etíope. Os seis foram obrigados a pedir desculpas, mas não convenceram o governo, por isso foram condenados e transferidos para a prisão em Worabe. O líder da diocese regional da EOC mencionou que eles vão recorrer ao veredito, mas deixou claro que “a prisão é comum no cristianismo, e que é um bom sinal ser perseguido”.

Pedidos de oração

  • Ore pelos líderes da igreja que estão presos, para que eles sejam corajosos e não desanimem.
  • Lembre-se de pedir a Deus pelas suas famílias, para que mantenham a paz e a graça, mesmo nessas circunstâncias.
  • Ore também para que todos os cristãos da Etiópia sejam consolados pelo Espírito Santo e que tenham profundas experiências com Deus, apesar da crise em que vivem.
  • Peça para que haja justiça em todos os processos abertos contra os cristãos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/09/lideres-cristaos-sao-presos-apos-falarem-sobre-perseguicao

Na União Africana, Obama critica ditadores e grupos terroristas

Presidente classificou grupos terroristas de “assassinos” e disse que os “muçulmanos africanos sabem que o Islã significa paz”

Em um discurso inédito diante da União Africana (UA), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesta terça-feira (28) os líderes políticos que se perpetuam no poder e as organizações terroristas que atuam na região, como o Boko Haram e o Al-Shabab.

Dia 26:Obama desembarca na Etiópia para reforçar ações contra terrorismo

De acordo com o mandatário, que se tornou o primeiro presidente dos EUA a discursar na entidade que reúne 54 países africanos, “o progresso da África dependerá da segurança e da paz”.

Desvinculando-os do Islã, Obama classificou os grupos terroristas de “assassinos” e disse que “milhões de muçulmanos africanos sabem que o Islã significa paz”. O Boko Haram e o Al-Shabab, que defendem a sharia (lei islâmico), cometem uma série de atentados em países africanos, principalmente na Nigéria e na Somália, respectivamente.

África: Obama pede a quenianos que lutem contra o câncer da corrupção

Obama também disse que a democracia na África é ameaçada sempre que um presidente se recusa a abandonar o cargo ao fim de seu mandato. “Ninguém pode ser presidente para sempre. Não entendo o porquê querem permanecer tanto tempo no lugar, especialmente quando tem muito dinheiro”, ressaltou.

“Acho que sou um ótimo presidente. Se me candidatasse, poderia ganhar pela terceira vez, mas não posso fazer isso”, comentou, citando a Constituição dos EUA. Além da crítica, Obama fez um apelo social e um chamado para a comunidade internacional.

Veja os grupos terroristas mais ricos do mundo

O Estado Islâmico é a organização terrorista mais rica do mundo. Com recursos vindos de crimes e do petróleo, os militantes administram até US$ 2 bilhões anuais. Foto: AP
Atuando na Faixa de Gaza, o Hamas - considerado terrorista pelo FBI -  tem renda anual de ao menos US$ 1 bilhão. Foto: Reprodução/Youtube
Militantes das FARC, Forças Armadas Revolucionária da Colômbia, atua no país há mais de 50 anos com renda anual de até US$ 600 milhões. Foto: Reprodução/Youtube
O Hezbollah, que significa 'Partido de Deus', surgiu após invasão e ocupação do Líbano em 1982 por Israel. Grupo tem renda anual de US$ 500 milhões. Foto: Reprodução/Youtube
O movimento Taleban governou o Afeganistão de 1996 a 2001 e hoje tem renda estimada em US$ 400 milhões vindos principalmente do tráfico de drogas. Foto: Reprodução/Youtube
Uma das organizações terroristas mais letais do mundo, a Al-Qaeda atua com cerca de US$ 150 milhões anuais. Foto: Wikemedia Commons
Lashkar-e-Taiba, ou 'Exército dos justos', é um grupo radical islâmico paquistanês que atua no sudeste da Ásia com renda de até US$ 100 milhões ao ano. Foto: Reprodução/Youtube
Na Somália, a Al-Shabab é a maior organização militante do país e foi fundada em 2006. Hoje atua com cerca de US$ 70 milhões ao ano. Foto: AP
O IRA Real, facção radical do IRA, foi criado por ativistas que se opõem ao acordo de paz de 1998 e tem renda anual de até US$ 50 milhões. Foto: Reprodução/Youtube
Boko Haram, que significa 'educação ocidental é pecado', atua na Nigéria com anuais US$ 52 milhões. Foto: Reprodução/Youtube
“A coisa mais urgente para a África hoje e para as próximas décadas é a criação de nova oportunidades de trabalho para os jovens”, disse o norte-americano. “A África dá passos largos e cada vez mais homens, mulheres e crianças vivem em condições de dignidade. O mundo deve mudar o olhar sobre a África para contribuir para deixá-la mais rica, próspera e pacífica”, completou.

O discurso de Obama na UA faz parte da agenda do presidente durante sua visita de dois dias à Etiópia, o segundo país mais populoso da África. Antes, ele esteve no Quênia.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-07-28/na-uniao-africana-obama-critica-ditadores-e-grupos-terroristas.html

Como vivem os cristãos na Etiópia?

Recentemente, mais de 30 cristãos etíopes foram mortos pelo Estado Islâmico na Líbia. 22º país mais opressor aos cristãos, a perseguição na Etiópia se origina de diversas fontes: religiosa, política, tribal e comunitária. Nesse contexto, é muito importante fornecer formação educacional e profissional a esses irmãos, oprimidos pela intolerância

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Ao contrário da Nigéria, que tem apenas cem anos de formação como país, a Etiópia é uma das nações mais antigas do mundo. Os historiadores apontam seu início com Cuxe, neto de Noé (Gn 10.6).

O cristianismo tem raízes profundas na história da Etiópia, lançadas principalmente pela Igreja Ortodoxa Etíope. Hoje, essa igreja está bastante ligada ao Estado, o que gera interesses políticos no dia a dia dela. Por outro lado, os protestantes, que chegaram ao país há apenas duzentos anos, são independentes do governo. Por isso, são vistos com reservas. Muitos ortodoxos, e também muçulmanos, têm se convertido e se juntado à Igreja protestante, gerando ódio e perseguição por parte das autoridades do governo, da Igreja Ortodoxa e das famílias islâmicas.

Foi nesse contexto que Pedro*, um supervisor de projetos da Portas Abertas, encontrou um projeto de geração de renda bastante especial. Trata-se de um pequeno sítio produtor de laticínios que também produz carne suína. O objetivo do projeto é fornecer a evangelistas locais uma fonte de renda, a fim de não dependerem de doações para realizar seu ministério de pregar a Palavra. Eles trabalham meio período e no restante do tempo atuam como evangelistas. Além deles, há outros funcionários cristãos que retiram do sítio o seu sustento.

“Fiquei impressionado com o fato de o projeto ter sido idealizado por um pastor da cidade. Ele mesmo desenhou o conceito do sítio, a forma como funcionaria, e apresentou o esboço para um colaborador da Portas Abertas, a fim de obter investimento para sua ideia. O projeto foi aprovado”, conta Pedro. O supervisor também ficou admirado com a maneira que o trabalho no sítio é conduzido.

“Eles têm um controle preciso da vida dos animais. Registram dados da chegada do animal, as condições dele, sua produção e vida útil.” O trabalho é feito com tanto profissionalismo que se tornou modelo para projetos similares na Etiópia.

O produto do sítio é vendido nos mercados da cidade e desfruta de boa credibilidade junto à população.

*Nome alterado por motivos de segurança.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/04/Como_vivem_os_cristaos_na_Etiopia

Etiópia: Manifestação antiterrorismo pacífica acaba em confrontos violentos

Uma manifestação pacífica em Adis Abeba, capital da Etiópia, em memória dos cristãos etíopes executados na Líbia pelo grupo terrorista Estado Islâmico (ISIL, na sigla inglesa) acabou, esta quarta-feira, em confrontos com a polícia.

Os protestos começaram tendo como alvo o grupo “jihadista” e o terrorismo. “Não nos curvamos ao terrorismo”, “o mundo tem de se unir contra o terrorismo”, lia-se em alguns dos cartazes empunhados. Um outro grupo de manifestantes teriam, entretanto, se juntado aos protestos e apontou a alegada passividade do governo etíope, que tarda em criar condições no país para reduzir o desemprego.

Daniel Dawit era amigo de um dos etíopes cristãos que foram executados cujo vídeo foi divulgado durante o fim de semana pelo ISIL. Ele lamenta que os jovens etíopes continuem a ter de arriscar com a migração clandestina para tentarem encontrar uma vida melhor além das fronteiras: “Os etíopes emigram porque nós queremos uma vida melhor. Temos etíopes com habilitações e diplomas, mas nós não conseguimos encontrar trabalho aqui. Os etíopes não querem emigrar. Mas a atual situação força-nos a isso.”

A manifestação desta quarta-feira foi alegadamente promovida pelo próprio governo, para prestar solidariedade às famílias dos etíopes mortos pelo grupo “jihadista”. O evento assinalava também o início de três dias de luto nacional pelas vítimas desta execução coletiva. Mas acabou por descambar em confrontos com a polícia.

Às pedras lançadas por alguns dos manifestantes, as autoridades responderam com gás lacrimogéneo e o uso de bastões. Várias pessoas foram detidas e alguns agentes de autoridade tiveram de ser retirados da zona de confrontos.

Apesar das críticas à falta de condições no país, o primeiro-ministro da Etiópia apela aos jovens para não deixarem o país, arriscando uma perigosa travessia do deserto do Saara com destino à Europa.

Embora a economia etíope esteja em rápido crescimento, a taxa de desemprego continua alta — na ordem dos 17,4 por cento, de acordo com a Agência Central de Estatística da Etiópia. Muitos jovens arriscam a travessia do deserto até à Líbia e, daí, a do Mediterrâneo rumo à Europa.

Às mortes a avolumarem-se por estes dias no mar, somam-se agora a dos cristãos executados pelos terroristas islâmicos. O perigo agrava-se em torno do sonho de encontrar o “El Dorado” europeu.

Islamic State shoots and beheads 30 Ethiopian Christians in Libya in video: http://reut.rs/1DteCrS 

Cristãos etíopes na Líbia são executados pelo ISIS

O grupo ISIS no domingo divulgou um vídeo pretendendo mostrar as execuções de cerca de 30 cristãos etíopes capturados na Líbia.

Na mensagem lançada on-line, um grupo de cerca de 12 homens são vistos sendo decapitados por militantes em uma praia e um outro grupo de, pelo menos, 16 sendo baleados na cabeça em uma área deserta.

O texto na tela identifica os homens como “seguidores das cruzadas da inimiga Igreja Etíope”.

Um grupo de cerca de 12 homens são vistos sendo decapitados por militantes em uma praia.

Em fevereiro, militantes do ISIS divulgaram um vídeo dos assassinatos de 21 cristãos coptas egípcios também na Líbia.

Os sequestrados eram trabalhadores imigrantes que foram vistos supostamente sendo decapitados pelo ISIS no vídeo de propaganda.

O ISIS havia afirmado que os homens haviam sido capturados para vingar o que eles dizem ser o sequestro de mulheres muçulmanas pela igreja Copta egípcia.

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/04/19/ISIS-executes-Ethiopia-Christians-in-Libya-.html