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Ativistas: Os freios na Mutilação Genital Feminina não são suficientes

Espera-se que o governo da Somalilândia promulgue legislação que aborde o problema desenfreado da  mutilação genital feminina (MGF)  na região. A Somalilândia é uma área autônoma dentro da Somália, um país onde 98% das mulheres e meninas foram cortadas, a taxa mais alta de MGF no mundo. O governo emitiu recentemente uma fatwa (decreto religioso) que proíbe as duas formas mais extremas da prática. No entanto, a fatwa não tem autoridade legal.

Além disso, a fatwa não conseguiu proibir completamente a prática, deixando em aberto a possibilidade de FGM Tipo I, que envolve a remoção parcial ou completa do clitóris. Agora, os ativistas temem que, quando a legislação subsequente for aprovada, ela não vá longe o suficiente.

Relatos iniciais sobre a fatwa afirmavam que o governo havia tornado obrigatória a mutilação genital feminina do tipo I para todas as meninas da Somalilândia.

Enquanto isso, na Suíça, o Conselho Central Islâmico da Suíça emitiu recentemente uma opinião legal dizendo que  a lei islâmica justifica a prática da MGF e que não é prejudicial para as meninas. A MGF é ilegal na Suíça e qualquer tipo de corte é punível com até 10 anos de prisão.

A MGF refere-se a todos os procedimentos que envolvem a remoção parcial ou total da genitália feminina externa e / ou outras lesões nos órgãos genitais femininos por razões culturais ou outras não médicas.

A prática tem sérios e permanentes impactos negativos na saúde e sexualidade de mulheres e meninas, incluindo, a curto prazo, dores e sangramentos intensos, infecções e distúrbios urinários. Os efeitos a longo prazo incluem complicações durante o parto, anemia, formação de cistos e abscessos, formação de cicatriz quelóide, dano à uretra resultando em incontinência urinária, relação sexual dolorosa e disfunção sexual, hipersensibilidade, aumento do risco de transmissão do HIV, bem como graves efeitos psicológicos.

Leia o folheto informativo do Projeto Clarion sobre FGM

A MGF é classificada da seguinte forma pela Organização Mundial da Saúde:

Tipo I: Remoção parcial ou total do clitóris e / ou do capuz do clitóris

Tipo II: Remoção parcial ou total do clitóris e dos pequenos lábios, com ou sem excisão dos grandes lábios.

Tipo III: estreitamento do orifício vaginal com selo de cobertura. O selo é formado cortando e reposicionando os pequenos lábios e / ou os grandes lábios. Isso pode ocorrer com ou sem a remoção do clitóris.

Tipo IV: Todos os outros procedimentos prejudiciais à genitália feminina para fins não médicos, por exemplo: picada, perfuração, incisão, raspagem ou cauterização.

Com informações de Clarion Porject

ISIS publica Fatwa repugnante ordenando mutilação genital de bebês recém-nascidas

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Uma menina submetida a Mutilação Genital Feminina.

Em outra nova barbárie do ISIS, o grupo muçulmano ordenou que todas as bebês recém-nascidas sejam submetidas a uma clitorectomia, também conhecida como Mutilação Genital Feminina (MGF).

De acordo com o UK Express:

O grupo terrorista ordenou que a mãe que se opuser à mutilação genital feminina (MGF) para as suas filhas deve ser açoitada, multada e a operação realizada sem  seu consentimento.

De acordo com a decisão do cruel Daesh, parte do clitóris da criança deve ser removido cirurgicamente imediatamente após o nascimento.

Ele disse que as mães de recém-nascidas tinham recebido ordens de levá-las a hospitais, a fim de ser realizada a operação.

A advogada e ativista dos direitos das mulheres Falah Murad Khan disse: “No ano passado, quando isto foi sugerido pela primeira vez ninguém acreditava que poderia realmente ser uma fatwa, mas agora parece que com a mais recente confirmação de que ela seja realmente verdade.” 

O Deputado Murad Khan disse que supostamente haveria um quarto de cirurgias que tinha sido criado em Mosul para a realização das operações em bebés. 

http://shoebat.com/2016/01/10/barbaric-isis-issue-sickening-fatwa-to-mutilate-genitals-of-newborn-baby-girls/

Escravas para os estrangeiros do Estado Islâmico

Grupo jihadista aprova a “posse” de mulheres como recompensa para os que lutam.

Se os membros mais destacados do Estado Islâmico (EI), isso é, os combatentes (mujahidins) – por volta de 5.000 homens – e os estrangeiros (muhajirines) não conseguem se casar ou, uma vez casados, não podem consumá-lo, o grupo jihadista faz com que sejam “presenteados” com escravas sexuais. E isso pela “generosidade” e “misericórdia” de Deus, diz um dos decretos assinados pelo Departamento de Pesquisa e Fatwa, aos quais o pesquisador especialista em jihadismo Aymenn Jawad Al-Tamimi teve acesso. Esses documentos, com os quais o EI fixa as bases da escravidão de mulheres, se juntam aos divulgados nessa semana pela agência Reuters do arquivo confiscado ao dirigente morto em Deir al Zor (Síria) Abu Sayyaf.

“Para aqueles [mujahidins] que estão há muito tempo separados de suas esposas por serviços na frente de batalha e expedições, e para os muhajirines [os que emigraram ao califado vindos do estrangeiro] que deixaram esposa e filhos para trás e têm pela frente um longo exílio (…), a graça divina e maravilhosa generosidade lhes traz as cativas e escravas”.

Tanto os papéis de Al-Tamimi como os vazados pelos EUA após a operação de Abu Sayyaf são datados do começo de 2015. Durante esse ano, através de depoimentos de mulhereslibertadas pelas tropas iraquianas e as milícias curdas, especialmente das yazidis que foram capturadas em 2014 nos arredores do monte Sinjar, organizações independentes e a ONU acusaram o EI de escravidão e violência sistemática contra as presas.

Em linhas gerais, segundo os documentos do Departamento de Pesquisa e Fatwa, o grupo jihadista permite tomar como escravas as mulheres e crianças dos combatentes “infiéis” – e o proíbe no caso de não muçulmanos (cristão, judeus…) que vivam dentro do califado – comprar e vender essas escravas; permite engravidá-las, e obriga a mantê-las, alimentá-las e mostrar “compaixão”. O decreto do EI especifica, entretanto, que será o imã (autoridade religiosa) o responsável por autorizar as relações sexuais com elas. “Não é permitido ter relações carnais com elas e se aproveitar delas simplesmente por serem escravas”, diz um dos documentos divulgados por Al-Tamimi.

Em um dos decretos aos quais a Reuters teve acesso, elaborado após as denúncias de violações contra mulheres, existem 15 normas que o membro do EI deve seguir com suas escravas. “Não é permitido ao proprietário de uma mulher cativa”, diz um dos pontos do decreto 64, “ter relações sexuais até que ela tenha seu ciclo menstrual e esteja limpa”. A fatwa desautoriza também a prática de sexo com as grávidas; o sexo anal; que um pai e um filho mantenham relações com a mesma mulher, e que no caso de mãe e filha, as relações só podem ocorrer com uma delas.

Garotas yazidis libertadas justamente na operação contra Abu Sayyaf revelaram que o líder do grupo, Al-Bagdadi, mantinha várias escravas sexuais. Entre as mulheres em seu poder estava a norte-americana Kayla Mueller, estuprada pelo jihadista iraquiano, conforme revelou a própria família da voluntária após receber informação da inteligência norte-americana.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/31/internacional/1451568138_576695.html

Importante Líder islâmico diz que homens famintos têm direito de comer esposas

Homens na Arábia Saudita têm direito a “comer as esposas se eles estiverem de situação de fome extrema”. Esta foi a decisão de um controvertido líder islâmico do país do Oriente Médio.

De acordo com o “Daily Mirror”, o xeque Abdul Aziz al-Sheikh emitiu uma fatwa (pronunciamento legal emitido por um especialista em lei religiosa islâmica, sobre um assunto específico) garantindo o direito aos sauditas que se encontrem sob risco de morte pela falta de alimento. Segundo ele, a decisão representa “o sacrifício das mulheres e a obediência aos maridos”.

“A fatwa é interpretada como prova do sacrifício das mulheres, a obediência delas ao marido e o desejo de dois se tornarem um”, afirmou uma nota atribuída ao xeque, que já defendeu publicamente a destruição de igrejas.

Mulheres têm direitos civis bastante limitados no Arábia Saudita. Entre outros vetos, elas não podem abrir conta bancária sem autorização do marido e não têm permissão para dirigir.

Apesar de campanhas contrárias, autoridades mantêm a proibição de mulheres ao volante e dizem que “punirão com rigor as regras contra os que contribuem para a violação da coesão social”.

Os opositores da proibição alegam que não há qualquer impedimento nos textos sagrados do islamismo. A Arábia Saudita é o único país do mundo onde as mulheres, oficialmente, não têm o direito de dirigir. Se infrigem, elas são presas e o carro é confiscado.

Um historiador saudita justificou a proibição de mulheres ao volante no seu país com um argumento insólito. Saleh al-Saadoon disse, em entrevista à Rotana Khalijiyya TV, que mulheres dirigem carros nas nações onde têm permissão porque não se incomodam se forem estupradas caso os veículos enguicem.  (leia mais)

Além disso, até 2011 mulheres não votavam e não podiam se candidatar a cargo público na Arábia Saudita. Os direitos delas na vida política avançaram, mas ainda são limitados.

http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2015/04/10/lider-religioso-diz-que-homens-famintos-tem-direito-de-comer-esposas-564632.asp