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Disputa entre Autoridade Palestina e Hamas leva caos aos hospitais de Gaza

Por Andréa Fernandes

O porta-voz do Ministério da Saúde palestino Ashraf Al-Adra anunciou que os geradores de sete centros de saúde na Faixa de Gaza não mais funcionam devido escassez de combustível.

Segundo o comitê de gerenciamento de crises do Ministério da Saúde, a situação da Faixa de Gaza entrou num estágio sem precedentes devido à crise do combustível, e com isso está exigindo que doadores intervenham para dar fim ao grave problema. O comitê solicitou  à empresa de energia que trabalhe urgentemente para fornecer eletricidade aos hospitais em tempo integral.

O hospital Beit Hanoun em Gaza já havia suspendido em 29 de janeiro seus serviços depois que o centro de saúde ficou sem combustível, de acordo com o Centro de Informação Palestino .

Nossos serviços de saúde estão em declínio depois que vários deles foram suspensos pelo terceiro dia no Hospital Beit Hanoun e o Hospital Infantil Al-Durra teve os pacientes transferidos para outros hospitais devido à falta de combustível. Estamos a poucas horas de ver o gerador do hospital psiquiátrico parar.

O caos instalado na saúde pública em Gaza se deve à disputa de poder travada entre Autoridade Palestina e Hamas que prometeram encerrar uma década de divisão territorial, política e ideológica através da assinatura de um acordo de reconciliação em outubro, o qual não teve êxito.  A Autoridade Palestina deveria ter assumido o controle de Gaza até dezembro, o que não ocorreu.

Shadi Al-Yazji, especialista em cirurgia odontológica, narra os problemas gerais dos serviços de saúde em Gaza: A falta de e medicamentos básicos que devem vir de Ramallah (Cisjordânia controlada pela Autoridade Palestina) é uma questão real e piora. A falta de muitas especialidades habilitadas pra cirurgia cardíaca e neurocirurgiões, inexistentes na região agravam o problema. Al-Yazji abordou também a falta de eletricidade: “agora  temos apenas 4 horas por dia e é cortada 12 horas, dificultando o tratamento dos pacientes.

Al-Yazji afirma que o governo central palestino deve fazer um “esforço concentrado”, pois é comum na mídia palestina a acusação de perpetrar “punição coletiva” contra os habitantes da Faixa de Gaza em razão dos desentendimentos com o grupo terrorista Hamas que controla o local.

Com informações de Middle East Monitor.

ONGs apelam contra fechamento do maior campo de refugiados do mundo

ONU e grupos denunciam ilegalidade de proposta, tomada por motivos de segurança, mas que pode piorar ainda mais situação de terrorismo.

NAIRÓBI – O governo do Quênia provocou apelo internacional após anunciar um grande investimento para encerrar as atividades no campo de refugiados de Dadaab, o maior do mundo. De acordo com o Executivo, o local tem suspeitas de que sirva de abrigo para os radicais islâmicos somalis do al-Shabaab, aliados da al-Qaeda. Mas a ONU e várias ONGs apelaram contra a decisão.

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Macedônia fecha rota dos Bálcãs para migrantes

País não deixará passar mais nenhum migrante ilegal, fechando na prática principal rota dos refugiados para o centro da Europa. Decisão segue novas restrições de Eslovênia, Croácia e Sérvia.

A Macedônia fechou completamente sua fronteira para migrantes ilegais nesta quarta-feira (09/03), depois de Eslovênia, Croácia e Sérvia anunciarem novas restrições na entrada de estrangeiros.

A Macedônia permitia que um pequeno número de sírios e iraquianos passasse pela fronteira, mas mudou de postura após as reações dos países vizinhos. “Fechamos completamente a fronteira”, disse a autoridade policial, que não quis ser identificada, à agência de notícias Reuters.

De acordo com o Ministério do Interior, nenhum migrante entrou vindo da Grécia nesta terça-feira. “A Macedônia agirá de acordo com as decisões tomadas por outros países na rota dos Bálcãs”, disse um porta-voz do ministério, se referindo à principal rota usada por mais de um milhão de imigrantes que chegaram à União Europeia ao longo do ano passado.

Refugiados se acumulam nas fronteiras da Grécia

Eslovênia, Croácia e Sérvia começaram a aplicar nesta quarta-feira restrições para o ingresso de migrantes nas fronteiras, o que na prática significa o fim da chamada rota dos Balcãs para os migrantes.

Segundo as autoridades, só poderão entrar na Eslovênia os estrangeiros que cumprirem os requisitos para entrar no país, ou seja, os que tenham passaportes e vistos válidos para o espaço de Schengen. O ministério esloveno do Interior ressaltou que permitirá a entrada de migrantes que desejam pedir asilo no país ou por motivos humanitários.

A Croácia, que integra a União Europeia, mas não o espaço de Schengen, seguiu o exemplo da Eslovênia e recusará a passagem a quem não tiver a documentação apropriada. Também a Sérvia anunciou que introduzirá restrições.

Esses países não mais autorizarão a passagem de grandes contingentes de migrantes, como aconteceu nos últimos meses, e cada pessoa será submetida a um controle individual.

O presidente do Conselho europeu, Donald Tusk, saudou os anúncios. “Fluxo irregular de migrantes pela rota dos Bálcas Ocidentais chegou ao fim”, escreveu Tusk no Twitter, salientando que não se trata de ações unilaterais, mas parte de uma estratégia europeia.

Ilustradores se engajam no debate migratório

Já a Hungria declarou situação de crise em todo o seu território, o que na prática aumenta o poder das autoridades policiais. O governo húngaro também pretende reforçar a segurança das suas fronteiras no sul.

As mudanças foram anunciadas pouco depois de a União Europeia e a Turquia fecharem um acordo que prevê que a Turquia acolha cada imigrante sírio ilegal que chegar à Grécia, em troca de a União Europeia acolher um requerente de asilo sírio que já estiver na Turquia. Não está claro, porém, quando o acordo vai começar a valer nem se haverá um limite máximo de refugiados envolvidos na “troca”.

Cerca de mil migrantes estão retidos num campo de refugiados do lado da Macedônia, perto da fronteira com a Sérvia. Outros 400 estão presos numa área entre a Sérvia e a Macedônia. Eles se recusam a voltar para a Macedônia e não obtêm permissão para atravessar a Sérvia.

O governo da Grécia calcula que há cerca de 36 mil imigrantes retidos no país e que desejam seguir viagem para outros países da Europa.

AS/rtr/lusa/dpa/afp

http://www.dw.com/pt/maced%C3%B4nia-fecha-rota-dos-b%C3%A1lc%C3%A3s-para-migrantes/a-19104823

François Hollande fecha fronteiras da França após atos “terroristas”

O presidente francês, François Hollande, anunciou na noite desta sexta-feira que as fronteiras da França serão fechadas após a série de ataques à capital francesa. Hollande chamou de atos terroristas os tiroteios e as explosões que deixaram dezenas de mortos e feridos em Paris e em Saint-Denis.

O presidente decretou situação de emergência na França. “É um ataque sem precedentes”, classificou.”Nós tomamos a decisão de mobilizar todas as forças possíveis para a neutralização dos terroristas e para todos os bairros em questão.”

O presidente afirmou que a região de Paris recebeu reforço militar.

Hollande fez declaração no Palácio do Eliseu, onde se encontra com ministros para uma série de reuniões de urgência em um dos piores ataques da história recente do país. O presidente reafirmou a importância do país se manter unido neste momento. “Frente ao terror, a França tem que ser forte, tem que ser grande”, disse.

O presidente cancelou sua viagem para a Turquia, onde participaria da reunião da cúpula do G-20.

Tiroteios e explosão

Uma série de ataques coordenados aconteceu na capital francesa nesta noite. De acordo com a polícia, há mais de cem mortos, além de dezenas de feridos.

Hollande estava no estádio Stade de France, em Saint-Denis, no momento de uma das explosões. O presidente assistia ao amistoso da seleção francesa contra a Alemanha.

O Ministério do Interior da Alemanha divulgou uma nota de apoio ao governo vizinho. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chamou de “ultrajantes” os ataques e disse que o país está preparado para dar toda a assistência que a Franca precisar para responder aos atentados terroristas.

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/11/13/francois-hollande-fechara-fronteiras-da-franca-apos-atos-terroristas.htm?cmpid=fb-uolnot

Jordânia fecha passagem de fronteira principal com a Síria

Jordânia fechou temporariamente sua principal passagem de fronteira com a Síria, citando intensos confrontos entre as forças do governo sírio e militantes estrangeiro perto de sua fronteira.

O ministro do Interior da Jordânia Hussein al-Majali disse o cruzamento a Jaber foi fechado na terça-feira por causa da luta feroz em curso nas proximidades.

“O posto de fronteira Jaber foi temporariamente fechado para os viajantes e mercadorias,” citaram os meios de comunicação como informação de Majali.

O ministro também acrescentou que o fechamento era uma “medida preventiva para garantir a vida e a segurança dos viajantes devido aos combates em curso, do outro lado da fronteira.”

Fontes dizem que os comerciantes de fronteira e os passageiros foram levados para trás no ponto de fronteira da Jordânia de Jaber e impedidos de fazer a travessia.

O chamado Observatório Sírio para os Direitos Humanos, disse anteriormente que intensos combates irromperam quando militantes lançaram um ataque contra a passagem da fronteira, conhecida como a pós Nasib no lado sírio.

Caças do governo sírio bombardearam esconderijos de militantes, a fim de expulsar os terroristas da região conturbada.

A travessia na fronteira Jaber-Nasib é a única em funcionamento entre Jordânia e Síria e é considerada uma porta de entrada crucial para ambos os comerciantes sírios e libaneses.

Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Síria, disse em um comunicado que julga autoridades jordanianas responsáveis ​​por “obstruir a circulação de caminhões e passageiros e quaisquer consequentes repercussões econômicas ou sociais”.

Jordânia tem desempenhado um papel importante no abastecimento na turbulência na Síria, permitindo que os Estados Unidos e seus aliados ocidentais usem seu solo para a formação de militantes anti-Damasco e envio de armas para o Estado devastado pela crise.

Alguns relatos da mídia têm revelado que a agência de espionagem dos Estados Unidos, CIA, enviou armas para a Síria através da Jordânia e Turquia desde o início de 2012.

Em março 10 de 2013, o semanário alemão Der Spiegel citou fontes familiarizadas com o caso de que as tropas norte-americanas destacadas para a fronteira com a Jordânia estavam treinando os militantes que operam contra o governo em Damasco.

Síria tem sido palco de uma crise mortal desde março de 2011. A violência alimentada por grupos takfiri já ceifou a vida de mais de 215.000 pessoas, de acordo com relatórios.

Novos dados mostram que mais de 76 mil pessoas, incluindo milhares de crianças, perderam a vida na Síria no ano passado.

Mais de 3,8 milhões de sírios deixaram o país desde o início da crise. Mais de 7,2 milhões de sírios também se tornaram deslocados internos, de acordo com as Nações Unidas.

Foto: Oficiais de fronteira com a Jordânia verificam os documentos de um veículo na fronteira de Jaber entre Jordânia e Síria a 95 quilômetros ao norte da capital, Amã. (Foto de arquivo)

http://www.presstv.ir/Detail/2015/04/01/404221/Uganda-Muslims-rap-govt-discrimination