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Judiciário e feminismo na contramão do combate à violência contra as mulheres

Por Andréa Fernandes

Na semana passada houve uma notícia que em outros tempos deveria ser, em tese, a pólvora necessária para explosão nas redes da revolta de grupos feministas e seus coletivos do ódio. A Associação dos Magistrados do Brasil (AMBI) ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) em face da lei que autoriza as autoridades policiais a concederem medidas protetivas de urgência às mulheres agredidas.

A Lei nº 13.827/2019, que altera a Lei Maria da Penha ( Lei nº 11.340/2006), sendo originária do Projeto de Lei da Câmara 94/2018, aprovado no Senado em abril, foi sancionada[1] pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira próxima passada, mas não causou celebrações por parte das “vozes feministas” na grande mídia, apesar de ter o propósito de facilitar a aplicação de medidas protetivas de urgência para mulheres ou a seus dependentes em casos de violência doméstica ou familiar.

A lei, aprovada sem vetos, outorga mais poder a autoridades do Judiciário e policiais para adoção de medidas protetivas emergenciais. Desse modo, segundo o novo dispositivo legal, constatada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher, ou de seus dependentes, o agressor deverá ser imediatamente afastado do lar,  domicílio ou local de convivência com a vítima. O afastamento urgente deverá ser determinado pelo juiz, delegado de polícia (quando o município não for sede de comarca) ou pela autoridade policial (no caso do município não for sede de comarca e não houver delegacia disponível por ocasião da denúncia). Todavia,  quando as medidas protetivas forem determinadas por delegado ou policial, o juiz deverá ser comunicado no prazo máximo de 24 horas e decidirá em igual prazo sobre a manutenção ou revisão da medida, comunicando sua decisão ao Ministério Público, além do que, a norma que já está em vigor, dispõe que o juiz competente determinará o registro da medida protetiva de urgência em banco de dados mantido e regulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNN), o qual será acessado pelo Ministério Público, Defensoria Pública, órgãos de segurança pública e assistência social[2].

O texto também prevê que os criminosos não devem ter liberdade concedida enquanto perdurar o risco à vítima ou à efetividade da medida protetiva.

A lei anterior estabelecia um prazo de 48 horas para que a autoridade policial comunicasse o juiz sobre as agressões sofridas pela vítima para que o mesmo decidisse sobre as medidas protetivas, mas a real aplicação das medidas protetivas demandava tempo que poderia resultar em fatalidade, pois a decisão judicial só entraria em vigor após o criminoso ser localizado e intimado por oficial de justiça[3].

Contudo, a Associação dos Magistrados Brasileiros ao ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF há uma semana (13/05), alega que a mudança fere o Princípio da Reserva de Jurisdição, violando os incisos XI e LIV, do art. 5º da Constituição Federal, partindo do pressuposto que não se pode cogitar a possibilidade de um delegado ou policial interferir na casa de alguém sem ordem judicial para tanto, ainda que para retirar o agressor, privando-o de liberdade, antes do devido processo legal. A lei não pode conter tal autorização porque a Constituição estabeleceu as exceções nela previstas de flagrane delito, desastre ou autorização judicial[4].

Segundo o teor da ADI, a nova lei institucionaliza o “Estado policialesco” e o “desvirtuamento do Estado Democrático de Direito”, e o patrono da Associação de Magistrados ainda usou a recorrente estratégia de “especulação” para alcançar êxito na demanda judicial, ao afirmar:

Ocorre que a maioria dos casos de violência à mulher – pelo que pode se ver das informações jornalísticas e que poderão ser objeto, para verificação, de diligência desse STF ou até de audiência pública – têm se verificado nas grandes cidades, onde o Poder Judiciário está presente, e não decorrem de ausência ou insuficiência da prestação jurisdicional”.

Trocando em miúdos a “audácia” da entidade representante do nosso querido Judiciário: não cabe, no caso em tela, a configuração do princípio processual básico do “ônus da prova cabe a quem alega o fato”. Juízes, quando integram a autoria de ação, podem delegar ao Judiciário a obrigação que seria sua, e por isso, a associação lança para as costas do STF a atribuição de “checar” a veracidade do seu argumento de que supostamente a maioria dos casos de violência contra mulher ocorreriam nas grandes cidades, onde presume-se que o Poder Judiciário estaria presente, pelo menos no sentido de “estrutura predial”. Aliás, se não “interessar” ao STF verificar a autenticidade do argumento, basta ratificá-lo.

A associação não juntou à sua peça inaugural um documento sequer mostrando as tais “informações jornalísticas” comprovando sua tese, que talvez não mereça ser “confrontada” por advir de “julgadores” preocupados com os “direitos constitucionais” dos “agressores machistas” que promovem violência contra as mulheres. Inclusive, peço “licença” para a contaminação pelo “vírus do feminísmo” ao não reconhecer temporária e metaforicamente que a Constituição deve ser obedecida, ainda que o seu teor privilegie, nesse caso, os “direitos” de perigosos criminosos, muito embora, saibamos que não faltam exemplos demonstrando que o STF “não está nem aí” para a observância da boa prática do Direito e respeito ao ordenamento jurídico, pelo que, quatro dos seus ministros[5] acataram a aberração de punição da homofobia com base na lei para o racismo[6]. Nesse caso, a chamada “analogia” entrou em cena única e exclusivamente por atender a “agenda progressista”, que via de regra, está acima dos reclames constitucionais, doutrinários e/ou jurisprudenciais.

Entrementes, é notório nessa ADI que o intuito da Associação de Magistrados é demonstrar com base em simples conjectura, que não haveria “prejuízo” para as mulheres que diariamente sofrem violência doméstica, ainda que estejamos cansados de assistir notícias alarmantes de agressão e “feminicídio”, cujos índices vêm crescendo de maneira avassaladora.

Daí, cumpre indagar, só por uma questão de “amor ao debate”: como pode a Associação de juízes acreditar na falácia de que seria possível levantar dados precisos sobre a identificação dos aludidos crimes contra as mulheres supostamente noticiados pela imprensa se a mesma informa que não há certeza nem mesmo do número verdadeiro de casos de violência contra a mulher, uma vez que pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada em fevereiro mostrou que no estado de São Paulo apenas 10% das mulheres que foram vítimas de alguma agressão procuraram a delegacia[7]? Ou seja, nem mesmo nos estados com suposta estrutura para registro e informação, não há como precisar números desse tipo de violência. Ademais, tem um agravante: a princípio, para algumas autoridades, o feminicídio não seria subnotificado, porém, os crimes anteriores ao assassinato das mulheres, sim! Logo, até mesmo no estado de São Paulo, há subnotificações no tocante à violência contra a mulher.

Outrossim, percebe-se que o nobre advogado da Associação de Magistrados não fez leituras acerca do tema. Se o fizesse, saberia que pesquisa divulgada pela FAPESP[8] aponta que:

Mais da metade das mulheres vítimas de abusos e agressões não denuncia seus algozes, possivelmente, porque são desencorajadas ou mal atendidas nas delegacias e serviços públicos de saúde. A conclusão consta da segunda edição do relatório “Visível e invisível: A vitimização de mulheres no Brasil”, divulgado em fevereiro pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o DataFolha(…). Quase metade das mulheres continua sendo vítima de violência dentro de casa. Das que decidiram seguir em frente e denunciar seus agressores, apenas 22,2% procuraram um órgão oficial, como a Delegacia da Mulher. As outras 29,6% preferiram recorrer à ajuda da família, de amigos ou da igreja”.

Ué, por que será que na pesquisa acima referenciada não consta alusão a nenhum MOVIMENTO FEMINISTA ou COLETIVO prestando socorro às mulheres vítimas de violência? Ao que parece, o “sistema patriarcal religioso” vem sendo mais útil na tentativa de amparo às vítimas da violência doméstica.

Cabe ressaltar que são muitos os dados que devem ser averiguados para analisar se seria satisfatória a atuação do judiciário quanto a eficácia das medidas protetivas sob o comando da Lei Maria da Penha, caso a associação de magistrados tenha êxito na ADI. De fato, nem conhecemos ao certo, a natureza do fenômeno de “feminicídio” e a evolução das suas pernósticas garras nos últimos anos, uma vez que, conforme apurado pelo jornalista Daniel Sousa, somente a partir de outubro de 2016, o ISP (Instituto de Segurança Pública) passou a publicar, com periodicidade mensal, dados estatísticos referentes à incidência de feminicídio e tentativa de feminicídio. Antes dessa data, os registros eram todos como “violência contra a mulher” sem especificação, não se sabendo qual fenômeno caracterizaria a referida violência, o que mostra incipiência nas pesquisas sobre o tema.

Conforme dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), uma em cada quatro mulheres no mundo é vítima de violência doméstica e a Agência das Nações Unidas estima que no Brasil, as notificações violentas envolvendo mulheres tenham aumentado cerca de 230% nas últimas três décadas, o que por si só, demonstra a gravidade e urgência de medidas sérias para mudar esse caótico quadro. Porém, no “paraíso midiático das feministas”, ainda não houve real interesse de discutir seriamente os complexos aspectos que envolvem a violência contra a mulher e nem mesmo pressionar o Legislativo a trabalhar no sentido de promover medidas que protejam as vítimas da violência masculina.

Feministas estão caladas nas redes acerca do intuito da Associação de Magistrados de expurgar um instrumento de defesa dos direitos das mulheres via STF, que é discutível realmente do ponto de vista constitucional , mas poderia ser discutida “solução legal” e rápida para a pendenga judicial in casu. Contudo, é difícil acreditar que movimentos feministas, ou mesmo jornalistas e humanistas seletivos “movam uma palha” para dar visibilidade a questão num momento em que não se importaram de fato com a tramitação do projeto de lei que visa evitar que casos de violência contra a mulher deixem de ser notificados à polícia. De modo que, não houve alarde , os casos de suspeita ou confirmação de violência contra a mulher atendida em serviços públicos e privados.

Conclusão: no Brasil a “analogia judicialesca” não comporta os direitos das vítimas da violência contra as mulheres e as feministas “não  têm peito” para defender as pautas que realmente importam para coibir o feminicídio e demais crimes contra a mulher. Assim, no país das narrativas do progressismo decadente, o feminismo continua “machista”.

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Daniel Sousa – jornalista e graduando de História.

Imagem: Diário do Litoral

[1] https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2019/05/sancionada-proposta-que-facilita-medidas-de-protecao-as-mulheres

[2] https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/14/publicada-lei-que-facilita-medidas-de-protecao-as-mulheres

[3]http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2019-05/lei-permite-medidas-emergenciais-mulheres-vitimas-de-violencia

[4] https://www.conjur.com.br/2019-mai-16/lei-autoriza-policial-conceder-medida-protetiva-questionada?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

[5] https://oglobo.globo.com/sociedade/quatro-ministros-do-stf-votaram-pela-punicao-de-homofobia-com-lei-sobre-racismo-23470946

[6] http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=403949

[7] https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/02/26/violencia-contra-mulheres-praticada-por-vizinhos-cresce-uma-em-cada-cinco-relata-agressao-diz-datafolha.ghtml

[8] https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/03/07/faces-da-violencia-domestica/

A Contradição do “Lugar de Fala” nos Discursos Feministas

Por Andréa Fernandes

O Dia internacional da Mulher é uma daquelas datas que me irrita profundamente. Nada contra a mulherada, pelo contrário! O que me causa arrepio é o “espetáculo” que a militância feminista faz sob o pretexto de alcançar o “empoderamento” através do exercício do chatíssimo “lugar de fala[1]”, conceito criado por uma militante negra, o qual foi “apropriado” por outros militantes de movimentos feministas, negros e LGBTs em debates nas redes.

“Lugar de fala” representa, segundo seus defensores, a busca pelo fim da mediação considerando que a pessoa que sofre “preconceito” fala por si, como protagonista da própria luta e movimento. Eles acreditam que esse “mecanismo de vitimização” emergiu como contraposição do suposto silenciamento dos reclames de minorias sociais por grupos privilegiados em espaços públicos de debate. Toda essa “esquizofrenia conceitual” desconsidera que “a fala” da imprensa há muitos anos reduz a “sociedade branca machista patriarcal” a um nível depreciativo vergonhosamente “deslocador”. Afinal de contas, é praxe as lideranças das  “minorias” posicionarem suas demandas estigmatizando as “maiorias”, já que “discursos conciliatórios” não integram a agenda nessa “guerra cultural” promovida pela extrema-esquerda, onde a maior vítima é a “verdade”.

Mutilação genital Feminina não combina com “lugar de fala”

O problema é que nessa “conversa mole” de denunciar as chamadas “relações de poder” com base na alegada “legitimidade” para discursar representando determinadas “minorias”, milhões de mulheres são “desalojadas”. Eu explico com um exemplo simples: no “Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina”, celebrado há dois dias, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu o fim da prática que caraterizou como “horrenda violação dos direitos humanos[2]. Cerca de 200 milhões de meninas e mulheres foram submetidas à essa indizível crueldade e, segundo as Nações Unidas, até 2030, o quantitativo lastimável de 68 milhões de mulheres poderão ser mutiladas. Logo, pergunto: qual “movimento” conhecido divulgado na grande mídia e redes vem exercendo o “lugar de fala” dessas “vítimas da barbárie” perpetrada por “trogloditas machistas medievais”? Aliás, convém enfatizar que a “prática” é comum na “Europa”.

Em 2017, foi emitido relatório no Canadá[3] alertando que praticantes de medicina indocumentada especializados em mutilação genital feminina (MGF) que atuavam no país abraçaram uma nova modalidade, qual seja, ofertar seus “serviços desumanos” nas casas dos seus “clientes muçulmanos”. Ah… esqueci de informar no parágrafo acima que a prática é comum em vários países muçulmanos, apesar do relatório da ONU culpar as “culturas” a fim de não permitir que o crime seja identificado como “conduta justificável” de  parte dos seguidores da “religião da paz”. Ademais, relatórios de inteligência informavam naquele ano que DEZENAS DE MILHARES DE MENINAS E MULHERES  nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália passaram pelo procedimento ou estariam sob risco, além do que, no Canadá, as autoridades não tinham como precisar a abrangência dos casos.

As bebês no Reino Unido desprovidas de “lugar de fala”

A dificuldade extrema de detectar a aberração que marca ad eternum a vida das mulheres é um acréscimo no drama vivenciado por BEBÊS no Reino Unido. Preste atenção! Você não leu incorretamente: o procedimento utilizado pelo Estado Islâmico e que horrorizava os “ocidentais” é COMUM no Reino Unido. No dia 4 de fevereiro, o jornal BBC[4] noticiou que a Polícia de West Yorkshire divulgou que ¼ dos seus relatórios de mutilação genital feminina entre 2015 e 2017, envolvia vítimas com três anos ou idade inferior. Houve caso de bebê mutilada com apenas 1 mês de vida.

A especialista em MGF, Dra. Charlotte Proudman afirmou que era “quase impossível detectar” o procedimento, pois as meninas não estavam na escola ou não tinham condição de relatar a prática devido idade insuficiente. O crime nem sempre é denunciado por médicos e quando um profissional da saúde se encoraja a informar à polícia, alguns policiais  não sabem como proceder porque falta “protocolo” para lidar com uma questão de saúde pública gravíssima.

Charlotte Proudman declarou o seguinte:

“As pessoas estão preocupadas com as sensibilidades culturais, preocupadas em serem rotuladas como RACISTAS”.

O temor de cair na “teia  acusatória” dos movimentos em prol das minorias fez com que desde 2010, a Promotoria recebesse apenas 36 encaminhamentos de MGF pela polícia. Um relatório da Universidade de Londres emitido em 2015, estimou que 137 MIL mulheres e meninas foram vítimas de mutilação genital.

Após a sucinta exposição, questiono: como fica o “lugar de fala” das bebês e meninas que sofrem mutilação genital, visto que, em geral, as mães e avós são responsáveis pela autorização da prática? Ou seja, aquelas que teriam na concepção feminista a “legitimidade” primordial para exercer o “mecanismo de discurso” são as “culpadas” pela violação dos direitos humanos. O movimento feminista por sua vez, não se imiscui na questão para evitar “conflito indesejável e perigoso” com a “minoria” cujo “lugar de fala” é garantido pela “espada” que subjugou o “Ocidente infiel”. Daí, a gente não vê o tema em nenhuma das muitas marchas e “atos” de “pautas marcadas”.

Ayaan Irsi Ali, a refugiada “filha” da África, atacada por feminista palestina

A omissão das “feministas lacradoras” fez a “batata quente” da “luta mundial” contra a MGF parar nas mãos de uma MULHER NEGRA, “filha da África” de berço somali, Ayaan Irsi Ali[5], que venceu os traumas impostos pela pobreza e a “tradição” da família muçulmana, sendo submetida a “cliterectomia” (extirpação do clitóris) e ao “casamento forçado” com um primo muçulmano. Sabedora que nenhuma feminista lhe ajudaria para mudar o “roteiro de vida ” escrito pela “religião”, fugiu do marido em direção à Holanda, onde pediu asilo. Sem fazer uso do “discurso de vitimização” estudou Ciência Política e foi eleita deputada da Câmara Baixa do Parlamento holandês, deixando o país em 2006, após sofrer ameaça de muçulmanos em virtude de produzir o “material denunciativo” que fundamentou o curta-metragem “Submissão”, em 2004, onde era exposta a violência efetivada contra mulheres muçulmanas, notadamente, a MGF, abordando outros abusos, tais como incestos, estupros consentidos, casamentos e suicídios forçados de jovens imigrantes muçulmanas.

A sharia não perdoa os “infiéis”, e a “penalidade  cabível” foi aplicada contra o cineasta e escritor escocês que produziu o filme, Theo Van Gogh, que em novembro de 2004, teve sua garganta cortada além de ser baleado numa rua de Amsterdã por muçulmano holandês de origem marroquina. Um bilhete cravado a faca no peito do cineasta continha versos do alcorão[6] e o “aviso” de que Ayaan Irsi seria a próxima vítima.

A refugiada somali, que não obteve “garantia de segurança” na Holanda mudou-se para os Estados Unidos e deu continuidade à sua luta que passou a ser ferozmente combatida pela esquerda progressista, pois não a vê com legitimidade para exercer o seu “lugar de fala” como mulher, negra, mutilada e refugiada. Em 2011, Linda Sarsour, uma muçulmana palestina vinculada ao Partido Democrata e ao grupo terrorista Hamas, que também é diretora executiva da Associação Árabe-Americana de Nova York – e como tal, exerce ativismo para implementação da sharia nos Estados Unidos – utilizou o twitter com ofensa vulgar contra Ayaan Hirsi e a fundadora do grupo “ACT for America”, Brigitte Gabriel, escrevendo: “eu gostaria de poder arrancar fora as suas vaginas – elas não merecem ser mulheres”[7]. De maneira que, pouco importou se a ofensa se dirigia a uma mulher que sofreu a desgraça da MGF aos 5 anos.

Sarsour usou seu “lugar de fala” como “mulher” e  “ativista palestina” para determinar que Ayaan e a refugiada libanesa Brigitte não mereciam ser reconhecidas como “mulheres”, o que comprova que a esquerda traz para si a “autoridade totalitária” de definir os “papéis sociais”, ainda que ambas as “vítimas do ódio” sejam, também, “biologicamente mulheres” e defendam o “gênero feminino” das práticas misóginas do Islã.

O ataque promovido pela violenta islamista palestina que ajudou a coordenar a “Marcha das Mulheres contra Trump” – organizada e financiada pelo bilionário George Soros, em janeiro de 2017 – não foi repreendido por nenhum movimento feminista. Por que deveria, não é verdade? Para alguém ter “direito” ao “lugar de fala” deve “falar a mesma língua” da liderança do movimento. Sem essa “harmonia” configura-se um “ruído” que torna a pauta “inaudível”.

E nesse trajeto assustador de “antagonismo crônico” reproduzido por suas “falas desconexas e dissimuladas” sem suporte fático, o movimento feminista está fadado a chegar a “lugar nenhum”.

Viva as mulheres alforriadas do sistema opressor feminista!

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem abc net

[1] https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/01/15/O-que-%C3%A9-%E2%80%98lugar-de-fala%E2%80%99-e-como-ele-%C3%A9-aplicado-no-debate-p%C3%BAblico

[2] https://nacoesunidas.org/onu-68-milhoes-de-mulheres-e-meninas-poderao-sofrer-mutilacao-genital-ate-2030/

[3] https://globalnews.ca/news/3602227/female-genital-mutilation-canada-border-officers-warned/

[4] https://www.bbc.com/news/uk-47076043

[5] http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/381/entrevistados/ayaan_hirsi_ali_2008.htm

[6] https://www.nytimes.com/2004/11/03/world/europe/dutch-filmmaker-an-islam-critic-is-killed.html

[7] http://infielatento.blogspot.com/2017/01/marcha-das-mulheres-contra-Trump-promove-Sharia.html

 

Daesh: Maldade ou Fraqueza?

Por Amir Kater

-Maldade: Perversidade, malignidade, crueldade, DESUMANIDADE.

-Fraqueza:  vulnerável, algo sem vigor.

Começamos “bem” essa semana, com um ataque terrorista em Manchester, na saída de um show de uma cantora pop americana, ativista feminista e apoiadora da causa LGBT, levando a óbito 22 pessoas  e 59 feridas (até o momento). Qual motivo?

“Vingança da religião de D’us” “Aterrorizar os Politeístas”, segundo nota do Estado Islâmico.

O real motivo foi, é e sempre será o Terror pelo Terror, e um ataque frontal mesmo que com uma fina “camada de neblina” aos apoiadores e ativistas da causa Feminista e LGBT mundial, o show em questão era da Cantora Ariana Grande que está fazendo sua turnê mundial com o Título do seu singleDangerous Woman“, irônico não? Claro que não se descarta nem deixa de lado a questão de ideais radicais islâmicos com sua “mulherfobia”, “homofobia” e porque não dizer “mundo ocidental livre e organizado fobia”, não é?

Pois bem, o que é de fato o feminismo? Quem foram as principais idealizadoras? Qual era e/ou é seu principal objetivo perante a sociedade?

“Desse modo, o movimento feminista contemporâneo atua com base numa perspectiva de superação das relações conflituosas entre os gêneros masculino e feminino, recusando, portanto, o estigma ou noção de “inferioridade” (ou desigualdade).

 O Feminismo surgiu no ano de 1960, tendo como principal mola motriz a Libertação da mulher, a igualdade social, econômica e política. Suas principais idealizadoras foram:

Simone de Beauvoir – “Não se nasce mulher: torna-se”,

Betty Friedan – “Una mujer debe poder decir, y sin sentirse culpable, ¿quién soy y qué quiero de la vida?”

Kate Millett- “La revolución (feminista) ha de trascender a la reestructuración política o económica mediante una verdadera “reeducación y maduración de la personalidad”.

Sabemos que  o Alcorão vai  contra esse modo de pensar quando o Daesh praticou mais esse ataque, não poupando sequer crianças, o que já se espera deles;  não era para vingança e sim um aviso. Vejamos alguns fatos sobre a artista Ariana grande:

As pessoas que mais gosto são gays. É algo que sou muito apaixonada, porque sempre que vejo meus amigos sofrerem bullying ou meu irmão ser ferido por conta de sua sexualidade, eu me transformo numa lunática raivosa. Eu não aguento. Quando você vê alguém que você ama ser machucado, por um motivo tão superficial e idiota, tipo, quão pequena, fraca espiritualmente e idiota uma pessoa pode ser? Como você pode ser tão estúpido a ponto de julgar uma pessoa baseando-se na sexualidade dela, antes mesmo de ter uma conversa com ela?”.

Ser ‘empoderada’ não é o mesmo que ser uma ‘vadia’*. TER ALGO A DIZER não é o mesmo que TER UMA PÉSSIMA ATITUDE.

Eu tenho uma longa lista  de coisas que eu gostaria de mudar… Intolerância, Maldade, Padrões Sociais, Misoginia, Racismo, Sexismo…

Engraçado que uma semana antes do ataque ao show, uma conta no “Twitter” começou a mandar mensagens ameaçando a cantora em questão, e começou também a fazer ameaças ao grupo musical “Fifth Harmony” que apoia as causas feministas e LGBT e Camila Cabello, ex-integrante do grupo, agora em carreira solo. Ocorre que nesse mesmo grupo você tem a integrante Lauren Jauregui que se assumiu bissexual há pouco tempo e uma  das grandes ativistas desses movimentos, tendo sido indicada ao premio “British LGBT Awards”  como “Celebridade LGBT”, ganhando o prêmio dessa categoria e também concorrendo em outra categoria com o grupo.

Como é passado para o povo que vai ser Islamizado?!

O Islamismo vem colocando em prática o plano de Islamizar o mundo desde o século VI, quando ‘nasceu’. Muitos falam que sim, existe mulheres muçulmanas feministas, sim, elas são tratadas com igualdade e “blá blá blá”. Retumbante e grotesca mentira essa! Aí é que a cortina que começou a ser implantada tempos atrás, que foi exposta com a Sra. Linda Sarsour, sim, “jihadista” ligada ao grupo terrorista de Gaza, o “Hamas”, e que encabeçava a “Marcha das Mulheres”. Logo começaram a “plantar a semente” de que o movimento feminista existe na comunidade islâmica e que é respeitado; dizendo que as mulheres têm o seu espaço, direito a se expressar como bem entenderem, bem como a existência do “empoderamento feminista islâmico”.  Como se fala em inglês “bull shit” (besteira), ou no português (historia pra boi dormir). Essa semana estamos colhendo o que esse sistema porco, “jihadista Islâmico” plantou em 21/01/2017, quatro meses e um dia após a cortina de fumaça ter sido levantada. No caso em tela, pois de há muito já estamos vendo essa colheita maldita em muitos países e pontos do globo.

Já sabemos como estão usando os movimentos que mais lutam contra injustiça para continuar fazendo terror. Esclarecido esse ponto, vamos para o seguinte:

Como de fato o Islã trata as mulheres

A mulher é vista como brinquedo, como um ser inferior, deficiente em inteligência, de entendimento de religião, de gratidão e assim por diante.

Conclusão é que devemos estar sempre um passo a frente deles, e, se isso não for possível que pelo menos possamos melhorar nossa  atenção nas nuances que nos são dadas, dia após dia, ataque após ataque, leniência estatal uma após a outra,  falhas graves de inteligência e segurança. Devemos pensar aberto e de forma objetiva, pois eles têm entranhado na alma os fatores:

-Maldade

-Fraqueza

Só que conseguem usar isso a favor deles, usando a relação do espelho, estamos sofrendo o reflexo de um povo doente de alma; que usa o véu a de uma pseudoreligião. Na verdade, um sistema bem articulado de conquista e colonização pelo medo, pela força, maldade e a imposição teo-política para esconder todas as atrocidades quem vêm praticando desde o seu “nascimento” e que vêm sendo acobertadas dia-a-dia pela ONU e outros fortes interessados em outras questões. Não podemos nos deixar ser manipulados por essas mentes assassinas, fanáticas e doentes, e muito menos pela mídia.

Para melhor ilustrar o que aqui é dito em relação à mulher, que pode ser extensivo para outros polos deixo um link que me agradou como explicação e demonstração do que aqui exprimi:

http://www.exmuculmanos.com/por-que-as-feministas-nao-se-preocupam-com-as-muculmanas/

Sempre desejando à todos paz e os bons olhos para identificar o perigo eminente.

Referências:

https://twitter.com/camilahotaf/status/866878805864050688

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,integrantes-do-fifth-harmony-se-consideram-feministas,10000050472

http://laurenjaureguibrasil.com.br/lauren-e-fifth-harmony-sao-indicadas-para-no-british-lgbt-awards-saiba-como-votar/

http://febreteen.com.br/2017/05/maravilhosa-lauren-jauregui-ganha-premio-lgbt-e-agradece-com-mensagem-encorajadora/

http://islamismoestudo.blogspot.com.br/2013/08/a-mulher-muculmana-mais-um-enfoque-na.html

http://emais.estadao.com.br/blogs/leticia-sorg/uma-muculmana-na-marcha-das-mulheres/

http://amigodeisrael.blogspot.com.br/2017/01/linda-sarsour-jihadista-da-marcha-das.html

Imagem: Terror Alert.