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Israel fornece mais ajuda humanitária aos sírios deslocados no Golã

Na semana passada, as Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram seis operações para fornecer ajuda humanitária aos sírios deslocados nas Colinas de Golan, informaram os militares nesta quinta-feira.

Dirigido pela Brigada Bashar , 72 toneladas de alimentos, 70 tendas, 9 mil litros de combustível, bem como remédios, suprimentos médicos, roupas e brinquedos foram transferidos para a Síria.

“As IDF continuaram  ajudando sírios em acampamentos  estabelecidos no Golan sírio, onde milhares de sírios que vivem em condições precárias , sem acesso à água, eletricidade, comida ou necessidades básicas,” diz o comunicado divulgado pela Unidade Porta-voz das IDF.

“ASs IDF estão monitorando eventos no sul da Síria e estão preparadas para uma variedade de cenários , incluindo assistência humanitária contínuo aos sírios “, disse o comunicado, acrescentando que as IDF vão permitir que os sírios atravessem para Israel e os militares continuarão a defender os interesses de segurança do Estado de Israel “.

IDF têm vindo a fornecer  assistência humanitária para salvar vidas dos sírios nas Colinas de Golã, como parte da operação ” bons vizinhos “, que foi lançado em junho de 2016. O Exército de Israel tem fornecido de 1524 toneladas de alimentos 250 toneladas de roupas, 947.520 litros de combustível, 21 geradores, 24.900 equipamentos médicos e medicamentos, tudo isso mantendo o princípio de não participação na guerra civil síria.

O major Dr. Sergei Kotikov , um oficial sênior das IDF envolvido na Operação Good Neighbor, disse ao  The Jerusalem Post  em uma entrevista recente perto da fronteira com a Síria que as IDF aumentaram sua ajuda e alimentos para os sírios desde o início da ofensiva.

No início desta semana, cerca de 200 sírios se reuniram a poucos metros da fronteira com Israel, depois que eles marcharam na fronteira, com algumas bandeiras brancas acenando na tentativa de entrar no Estado judeu.

Os sírios recuaram logo depois que soldados israelenses gritaram para que eles voltassem e retornassem a um acampamento de pessoas deslocadas na vila de Bariqa .

O exército sírio iraniano – apoiado milícias xiitas e Hezbollah foi bater nas províncias do sudoeste da Dara’a e Qunetria em uma ofensiva destinada a recuperar os eixos estratégicos que fazem fronteira com a Jordânia e os rebeldes no Golan que ocuparam a fronteira durante vários anos.

Milhares de sírios fugiram para a fronteira israelense nas Colinas de Golã em busca de uma área segura e de acordo com a ONU , entre 285.000 e 325.000 pessoas fugiram desde o início da ofensiva com cerca de 189.000 que se mudaram para a fronteira com Israel.

Os sírios fugiram de suas casas por causa da ofensiva. Muitos se agruparam na área de Quneitra ao longo da fronteira, esperando que a área de fronteira seja uma zona de exclusão e que eles sejam protegidos de ataques aéreos ou avanços de regime.

Apesar dos relatos não confirmados de que Israel e a ONU estão em negociações para estabelecer zonas de segurança para os sírios ao longo da fronteira, Israel deixou claro que nenhum refugiado sírio poderá entrar em Israel, e que continuará a fornecer ajuda humanitária.

Com imagem MENAHEM KAHANA / AFP / Getty Images e informações Israel Noticias

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Trump, nazismo e crianças na fronteira: fake news e relativismo moldando o debate

Por Andréa Fernandes

O mais novo capítulo da série “crise imigratória na fronteira sul dos Estados Unidos” teve lamentavelmente a participação especial involuntária de crianças aflitas que foram separadas dos seus pais, familiares ou acompanhantes na condição de imigrantes ilegais detidos na fronteira com o México.

Reforçando a polêmica, a revista TIME disponibilizou a imagem da capa de sua edição de 2 de julho, em que uma bebê hondurenha de 2 anos foi posicionada em frente ao “Trump imponente”. A pequena Yanela chorava compulsivamente por ver sua mãe sendo revistada na fronteira. O título, que alude às críticas ácidas dirigidas ao presidente norte-americano, sugere a encrenca em que se envolveu: Bem-vindo à América: uma autocrítica após a política de separação de fronteira de Trump – que tipo de país somos[1]?”. ” Rapidamente a foto foi rotulada por alguns jornalistas como a “mais impactante dos últimos tempos”.

A imagem da capa da revista TIME foi destaque na cobertura internacional de política em todo mundo e a matéria replicada pela CNN, The Washington Post, Daily Mail e vários  noticiários, até que a família da criança desmentiu a “famigerada desinformação”. Soube-se que mãe e filha não foram separadas por autoridades americanas no momento da detenção. A FOX NEWS[2] traz a bombástica revelação desmascarando mais um célebre caso de fake news:

 “Mas o pai da garota por trás da imagem icônica foi entrevistado e disse que soube que sua filha de dois anos foi detida com a mãe numa instalação do Texas, e as duas não foram separadas. O governo hondurenho confirmou sua versão dos acontecimentos à Reuters”.

Para aumentar a vergonha dos editores da revista, o pai da criança reconheceu que sua esposa e filha estavam mais seguras do que quando viajavam em direção à fronteira.

Dessa forma, independentemente da “capa de revista fake news”, considera-se retratado o ponto nevrálgico da controversa medida de Trump. Quem não se irritaria profundamente ao ouvir áudios de crianças chorando após separação dos pais numa fronteira? E o cenário caótico de criancinhas mantidas em instalações com aspecto de “gaiolas”? Num momento como esse, a opinião pública global nem vai lembrar que as celas chamadas de “gaiolas” ou “jaulas” pelos muitos opositores de Trump são reminiscência do tratamento outorgado às crianças no governo antecessor[3].

Imagens das “crianças em gaiolas” foram veiculadas por ex-funcionários de Obama mostrando as péssimas condições em que eram mantidas as crianças no Centro de Alfândega e Colocação e Proteção de Fronteiras. Todavia, descobriu-se que os maus-tratos foram impostos em 2014, quando o democrata, que hoje critica Trump, ainda ocupava a presidência. Jon Favreau, responsável por escrever discursos para Obama, se juntou à legião de “desinformadores” que usaram uma foto dos tempos do governo democrata num post do Twitter para criticar Trump, apagando a mensagem após ser informado que a imagem seria de 2014, justificando, no entanto, que as crianças sujeitas aos maus-tratos seriam “menores desacompanhados”. Com isso, encerra-se a polêmica sem que jornalistas chamem de “campos de concentração” os centros de acolhimento de Obama, que também não foi chamado de “nazista” por manter crianças em “gaiolas”.

Obama está livre de qualquer acusação de cunho racista ou xenófobo ainda que as instalações onde eram mantidas as crianças durante o seu governo fossem mais desumanas que as ofertadas pela administração Trump. As imagens expostas por Breitbart Texas, em junho de 2014, mostrando crianças amontoadas sem colchões em prédios visivelmente insalubres não foram consideradas “as mais impactantes dos últimos tempos”[4]. O “código de ética” da imprensa progressista deve impedir o jornalismo de vincular a imagem de Obama ao nazismo e as suas ações desastrosas no quesito “imigração” aos campos de concentração.

Alguns portais de notícias acusaram Trump de manter CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO[5]. De olho nessa acusação infame, a principal rede de comunicação brasileira não poderia abandonar a “tendência marcante” de seguir a estratégia do engano, e para tanto, o jornal ‘O Globo’ publicou nessa sexta-feira(22) o artigo de Richard Parker postado originalmente no jornal ‘New York Times’ com o título “O Campo de Concentração para Crianças nos EUA[6]. O leitor só descobre que a comparação trata de “campos de concentração americanos da Segunda Guerra Mundial” após a leitura de alguns parágrafos. A sutileza é necessária porque nem todos sabem que o governo americano manteve esse procedimento na 2ª GM e por isso, fica muito mais fácil aliar a “prática trumpiana” aos famosos e horrendos campos de concentração mantidos pelo regime nazista.

Como a imprensa vem sendo utilizada para “relativizar” os crimes hediondos promovidos durante o Holocausto, aplicando conceitos próprios daquela modalidade de desumanidade às atuais sem respeitar a desproporcionalidade entre ambas, cabe citar as experiências vividas no “Pequeno Auschwitz”, um campo de concentração projetado especialmente para receber crianças durante o genocídio promovido por Hitler e aliados na Europa.

“No acampamento, as crianças se depararam com tudo o que tinham conhecido em outros lugares: trabalho exaustivo, surras, fome e frio insuportável. Além disso, não havia ninguém por perto que pudesse cuidar deles ou explicar-lhes o que estava acontecendo ao seu redor. O campo é pouco conhecido, não apenas no exterior, mas também na Polônia, e poucos moradores da cidade já ouviram falar dele.[7]

Seria aconselhável leituras comprometidas com a “verdade dos fatos” em vastas obras que descrevem esse terrível período nazista de massacres sistemáticos promovendo extermínio de 6 milhões de judeus e 11 milhões de não-judeus, entre ciganos, testemunhas de Jeová, padres, homossexuais, sindicalistas, comunistas, anarquistas, poloneses, outros povos eslavos e combatentes da resistência[8].

Portanto, chamar as instalações onde são abrigadas crianças imigrantes nos EUA de “campos de concentração”, é uma fraude que desrespeita a memória de milhões de vítimas diretas e indiretas do odioso genocídio nazista. Cumpre trazer à baila que muitos desses jornalistas que criticam Trump com tais acusações não se referiam aos cativeiros das milhares de meninas cristãs e yazidis mantidas como “escravas sexuais” do Estado Islâmico[9] como “campos de concentração[10]. O termo só é adequado para definir a política de imigração direcionada por governo republicano limitado por legislação genuinamente engendrada por democratas.

Inobstante a má-fé da retórica usual dos opositores do presidente dos EUA, ao que parece, as “gaiolas” herdadas da administração Obama tiveram uma certa melhoria na “era Trump”, ao ponto de o senador Merkley, em visita a uma das instalações onde as crianças são acolhidas, minimizar as boas condições que lhes possibilitariam bem-estar físico[11], muito embora seja inegável a realidade apresentada pela Academia Americana de Pediatria alertando sobre os danos irreparáveis que a separação traumática dos filhos em relação aos seus pais podem causar, o que é suficiente para condenar a ação de Trump ainda que instalasse os infantes em “palácios”. Só lamento que a ex-primeira dama Laura Bush e o congressista democrata Peter Welch não tenham denunciando como “prisão” essas instalações na época em que Obama ainda governava os EUA. Quem sabe a mídia americana não convenceria o eleitorado de Trump a pressioná-lo para não utilizar essas deploráveis gaiolas?

De qualquer maneira, as críticas alertaram Trump quanto ao excesso cometido na medida em que pune injustamente crianças por supostas ações ilegais cometidas por seus pais. Assim, afirmando não quero que crianças sejam tiradas de seus pais[12], Trump corrigiu o erro emitindo uma ordem executiva[13], o que não  garantiu a pacificação daqueles que politizaram a questão visando prioritariamente promover o alavancamento da agenda progressista no que concerne à manutenção da política de estímulo à imigração ilegal tão benéfica às candidaturas democratas[14] sem a mínima preocupação com o real interesse das crianças. Com isso, alguns pais irresponsáveis que expõem os filhos à toda sorte de risco na perigosa travessia são considerados “vítimas inocentes” de uma política anti-imigratória, e não “violadores da lei” como acontece em países atentos à segurança dos seus nacionais com vigilância reforçada nas fronteiras.

Por ora, aguardemos a solução prática da violação de direitos humanos promovida contra as crianças imigrantes, que ainda não estão plenamente protegidas, pois o decreto assinado por Trump pode ser contestado judicialmente por não se adequar ao “Acordo Flores”, de 1997, que estipula as condições para acolhimento de crianças provenientes da imigração ilegal[15]. Segundo acréscimo posterior ao acordo judicial promovido por Bill Clinton em 1997, o prazo para permanência das crianças em centros de detenção não pode ultrapassar a 20 dias, mesmo que estejam na companhia dos pais, o que entra em choque com o decreto assinado por Donald Trump, que autoriza às crianças permanecerem com seus pais até o fim do processo judicial com decisão acerca da deportação ou concessão de asilo.

O poder de convencimento de Trump quanto às suas propostas na mudança da lei de imigração que pode vir a impedir o aumento da imigração ilegal no território estadunidense será posto à prova na próxima semana, uma vez que líderes do partido Republicano retiraram projeto de lei possibilitando a inclusão de novas exigências. Após os debates e apreciação do projeto na Câmara, o grande desafio se dará no Senado, já que o Partido Republicano não tem maioria garantida de votos. Dessa forma,  Trump pode amargar o fracasso de Bush e Obama que sofreram derrotas num Congresso[16] que vem sendo hesitante às aspirações do povo americano para decisão definitiva do tema “imigração ilegal”.

Espero que o tratamento desumano infligido às crianças imigrantes que eram separadas dos seus pais desde abril possa ter fim com a mudança definitiva da lei que o fundamenta – coincidentemente elaborada por democratas – e por conseguinte, o tema mais espinhoso dos últimos anos seja deliberado no Congresso americano para que a população volte a ter esperança em viver em segurança e distanciada do fantasma do  aumento da criminalidade[17] causado pela imigração ilegal.

Artigo publicado originalmente no Portal Braisntormm em 23 de junho de 2018. Foto: Mike Blake/Reuters)

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista, líder do Movimento pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

[1] https://istoe.com.br/time-critica-politica-migratoria-de-trump-com-capa-emblematica/

[2] http://www.foxnews.com/politics/2018/06/22/crying-migrant-girl-on-time-magazine-cover-was-not-separated-from-mother-family-says.html

[3] https://g1.globo.com/mundo/noticia/fotos-de-criancas-detidas-na-era-obama-sao-usadas-em-criticas-contra-politica-de-trump-na-fronteira.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

[4] http://www.breitbart.com/texas/2014/06/05/leaked-images-reveal-children-warehoused-in-crowded-us-cells-border-patrol-overwhelmed/

[5] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2018/06/21/recuo-de-trump-neutraliza-efeito-perverso-mas-severa-politica-migratoria-dos-eua-continua.htm

[6] https://oglobo.globo.com/mundo/artigo-campo-de-concentracao-para-criancas-nos-eua-22809121

[7] https://aleteia.org/2017/11/26/did-you-know-there-was-a-concentration-camp-for-children-little-auschwitz/

[8] https://www.huffpostbrasil.com/2015/01/27/as-vitimas-esquecidas-do-holocausto-os-5-milhoes-de-nao-judeus_a_21675298/

[9] https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2015/09/01/refugiada-conta-como-e-a-vida-no-mercado-de-escravas-do-estado-islamico.htm

[10] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/02/1587234-ex-escravas-relatam-rotina-de-horror-que-sofreram-com-faccao-radical.shtml

[11] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/06/como-sao-as-jaulas-em-que-os-eua-estao-detendo-filhos-de-imigrantes-sem-documentos.shtml

[12] https://www.straitstimes.com/world/united-states/trump-doubles-down-on-family-separations-as-border-crisis-rages

[13] http://www.foxnews.com/politics/2018/06/20/like-bush-and-obama-trump-gets-stuck-on-immigration.html

[14] https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,imigrantes-nos-eua-tendem-a-votar-em-candidato-democrata,948555

[15] https://oglobo.globo.com/mundo/2018/06/20/2273-analise-recuo-de-trump-parcial-pode-ser-contestado-judicialmente

[16] http://www.foxnews.com/politics/2018/06/20/like-bush-and-obama-trump-gets-stuck-on-immigration.html

[17] https://amgreatness.com/2018/05/07/yes-npr-illegal-immigration-does-increase-violent-crime/

 

Menina imigrante chorando na capa da revista TIME não foi separada da mãe, diz a família

FOX NEWS – Uma menina mostrada em uma foto viral chorando quando um agente da Patrulha da Fronteira dos EUA deteve sua mãe – e usada pela revista TIME para simbolizar a política de separação de famílias da administração Trump – nunca foi supostamente separada de sua mãe.

“Bem-vindo à América”, declarou uma sombria cobertura da TIME, que mostrava a foto da criança hondurenha Yanela Sanchez ao lado de um imponente presidente Trump.

A TIME, que está de pé junto à capa apesar das novas informações, originalmente a chamou de “uma imagem que a América não podia ignorare entrevistou o fotógrafo, assim como outros canais. TIME seguiu com outro artigo  inteiramente sobre a capa e “a história por trás” dela.

A imagem foi destaque na cobertura internacional da política em todo o mundo. O New York Daily News também colocou Sanchez na capa de sua edição de 16 de junho com a manchete: “Callous. Desumano. Covarde. Trunfo.”

O analista da CNN, Chris Cillizza, escreveu um artigo completo sobre a cobertura do TIME: “Mostra a lacuna de compaixão existente entre a política de fronteira de tolerância zero do governo Trump e as pessoas da vida real que são afetadas”.

Mas o pai da garota por trás da imagem icônica foi entrevistado e ele disse que soube que sua filha de dois anos foi detida com a mãe em uma instalação no Texas, e as duas não foram separadas. O governo hondurenho confirmou sua versão dos acontecimentos para a  Reuters .

O Washington Post  informou que a mãe, Sandra Sanchez, havia sido deportada em 2013 para Honduras. O marido dela disse ao Post que ela saiu sem dizer a ele que estava levando Yanela com ela e não podia contatá-la. Mas então ele viu a foto no noticiário.

Você pode imaginar como eu me senti quando vi aquela foto da minha filha. Ela quebrou meu coração. É difícil como pai ver isso, mas agora eu sei que elas não estão em perigo. Eles estão mais seguras agora do que quando estavam fazendo essa viagem para a fronteira “, disse Denis Javier Varela Hernandez ao  Daily Mail .

Ele também disse que não apoiou a decisão de sua esposa de fazer a perigosa jornada para os EUA e que eles têm três outros filhos juntos.

Mcallen, tx - 12 de junho: um requerente de asilo hondurenho de dois anos chora enquanto sua mãe é revistada e detida perto da fronteira EUA-México em 12 de junho de 2018 em mcallen, texas.  Os requerentes de asilo tinham transportado o Rio Grande do México e foram detidos por agentes da Patrulha Fronteiriça dos EUA antes de serem enviados para um centro de processamento para possível separação.  A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) está executando a política de tolerância zero da administração Trump para imigrantes indocumentados.  O Procurador Geral dos EUA, Jeff Sessions, também disse que a violência doméstica e de gangues no país de origem dos imigrantes não os qualificaria mais para o status de asilo político.  (Foto de John Moore / Getty Images)

 (2018 imagens da Getty)

 

“Eu não apoiei isso. Perguntei a ela, por quê? Por que ela iria querer colocar nossa filhinha nisso? Mas foi a decisão dela no final do dia.” 

Mas, apesar da explicação do pai, a TIME permaneceu na capa em um comunicado na sexta-feira.

“A fotografia de 12 de junho da menina hondurenha de 2 anos tornou-se o símbolo mais visível do debate sobre imigração nos Estados Unidos por uma razão: sob a política imposta pela administração, antes de sua reversão nesta semana, aqueles que cruzaram a fronteira ilegalmente foram processados ​​criminalmente, o que por sua vez resultou na separação de crianças e pais “, disse o editor-chefe da Time, Edward Felsenthal.” Nossa cobertura e nossas reportagens capturam as apostas deste momento.

No entanto, em sua história sobre a foto, a TIME incluiu a seguinte correção : “A versão original desta história deturpou o que aconteceu com a garota na foto depois que ela saiu de cena. A garota não foi levada gritando pelos agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA. a mãe dela pegou-a e as duas foram levadas juntas. “

A confusão e a deturpação das circunstâncias da família ocorreram em meio a uma semana caótica em que as paixões explodiram na polêmica política de “tolerância zero” do governo, que busca o julgamento de praticamente todos os infratores ilegais de fronteira. Essa política levou a separações familiares, mas Trump recuou com uma ordem executiva no início desta semana permitindo que as famílias fiquem juntas durante o processo.

Ele enfrentou críticas bipartidárias sobre as separações, mas a indignação atingiu níveis intensos à esquerda.

Ativistas, legisladores e jornalistas acusaram a administração de administrar “campos de concentração”, enquanto funcionários do governo Trump tiveram seus números de celular revelados online e foram expulsos de restaurantes.

“Precisamos manter uma Fronteira Sulista Forte. Não podemos permitir que nosso país seja invadido por imigrantes ilegais, pois os democratas contam suas histórias falsas de tristeza e pesar, esperando que isso os ajude nas eleições. Obama e outros tiveram as mesmas imagens, e não fizeram nada sobre isso! Trump twittou sexta-feira. 

É o mais recente passo em falso relacionado à imigração por meios de comunicação e repórteres.

No mês passado, liberais e jornalistas correram para compartilhar um artigo com fotos de crianças trancadas em jaulas em um centro de detenção do Arizona. Muitos desses tweets foram rapidamente excluídos ou esclarecidos quando outros usuários apontaram que o artigo era de 2014 – durante o governo do então presidente Barack Obama.

Outros compartilhavam um tweet sobre um “ônibus da prisão” que funcionários da Imigração e Alfândega supostamente usavam para transportar bebês. Mas o ônibus foi usado para viagens de campo educacionais, e o quadro foi publicado em abril de 2016 – cerca de seis meses antes de Trump ganhar a presidência.

Brian Flood, da Fox News, contribuiu para este relatório.

Imagem KFOX

Protestos em Gaza: palestinos atacam soldados israelenses na fronteira e alegam 43 mortes

O Exército atira em homens plantando bombas e ataca o Hamas depois que atiradores atiram em tropas; os manifestantes arremessam pedras, queimam pneus antes da inauguração da embaixada dos EUA; IDF promete impedir a violação das fronteiras

Quarenta e três palestinos teriam sido mortos na segunda-feira em confrontos violentos com as forças israelenses na fronteira da Faixa de Gaza com Israel, disseram palestinos, em uma explosão de derramamento de sangue que lançou uma nuvem sobre a inauguração da nova Embaixada dos EUA em Jerusalém.

Foi o dia mais mortal em Gaza desde a devastadora guerra entre os governantes do Hamas e Israel em 2014.

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza disse que 41 palestinos foram mortos e mais de 500 ficaram feridos na violência, em meio aos maiores tumultos e manifestações em uma campanha de protestos de semanas contra Israel.

O exército israelense disse que cerca de 50 mil moradores de Gaza se manifestaram em 12 locais ao longo da fronteira. Disse, ainda, que mais outros milhares foram reunidos em pontos a centenas de metros da cerca.

Por volta das 16h, o horário em que os EUA estavam inaugurando sua embaixada em Jerusalém, fontes militares disseram que grupos estimulados pelo Hamas estavam tentando invadir a fronteira em vários pontos ao longo da cerca de Gaza.

O exército disse que três dos mortos estavam tentando plantar explosivos na cerca da fronteira. Em dois incidentes separados, tropas da IDF abriram fogo contra homens armados que tentavam atirar neles, disse a TV Hadashot.

O exército também disse que um avião atingiu um posto do Hamas depois que homens armados abriram fogo contra as tropas. Não houve feridos entre os soldados. Segundo relatórios, a IAF também atingiu cinco alvos na área de Jabaliya.

A IDF confirmou que realizou uma série de ataques aéreos em Gaza “em resposta aos atos violentos das últimas horas que estão sendo realizados pelo Hamas ao longo da cerca de segurança”.

“Há pouco tempo, um jato da IAF atingiu cinco alvos terroristas em um centro de treinamento militar pertencente à organização terrorista Hamas no norte da Faixa de Gaza”, disse o Exército em comunicado na tarde de segunda-feira.

O Ministério da Saúde de Gaza disse que 41 palestinos foram mortos e mais de 5.000 ficaram feridos nos confrontos.

As IDF operam com determinação para impedir que atividades terroristas em massa sejam constantemente lideradas pela organização terrorista Hamas. Cada ato de terror será recebido com uma resposta dura”, disse o Exército.

O Hamas disse que provocou violentos confrontos

Fontes militares disseram que o Hamas estava determinado a desencadear uma nova revolta a longo prazo contra Israel, estendendo-se à Cisjordânia.

A Hadashot transmitiu um novo vídeo do Hamas, que continha legendas em hebraico, no qual jovens de Gaza foram mostrados dizendo que “voltariam à nossa terra natal“. A reportagem da TV afirmou que o Hamas estava estimulando os protestos violentos e dizendo aos moradores de Gaza que morram no país pois a violência lhes garantirá um lugar no paraíso. Frisou-se que as mulheres eram proeminentes entre os manifestantes.

A organização disse que os líderes do Hamas estavam tentando controlar até mesmo uma pequena parte do território israelense, mesmo por um breve momento, a fim de reivindicar uma vitória simbólica e o início de um “retorno” a caminho da libertação da Palestina.

Autoridades de inteligência israelenses disseram na segunda-feira que homens armados do Hamas estavam se mantendo afastados da fronteira durante os protestos, prontos para invadir Israel e realizar ataques terroristas se a cerca fosse violada.

Os manifestantes de Gaza atearam fogo aos pneus, enviando grossas nuvens de fumaça preta para o ar em vários pontos ao longo da fronteira, enquanto os militares disseram que os manifestantes atacaram a cerca da fronteira e atiraram pedras contra os soldados.

Inúmeros incêndios eclodiram em campos agrícolas perto de comunidades israelenses, provocados por pipas carregadas de contêineres de combustível de Gaza em território israelense. Os bombeiros foram chamados para combater as chamas. Mas muitos fazendeiros não esperaram por ajuda e trabalharam para apagar as próprias conflagrações, molhando o solo ao redor das fogueiras para acabar com as chamas.

Não houve relatos de feridos dentro de Israel ou cálculos imediatos de quantos hectares de terras agrícolas haviam sido queimados.

Segundo Hadashot, a Autoridade Palestina estava encorajando os protestos, inclusive mostrando os confrontos na fronteira de Gaza na televisão em uma transmissão ao vivo.

Na Cisjordânia, milhares de pessoas se reuniram no centro de Ramallah, enquanto centenas marcharam até a passagem de Qalandiya, nos arredores de Jerusalém, onde os manifestantes atiraram pedras contra as tropas israelenses.

As IDF disseram que estão usando armas menos letais para afastar os manifestantes de Gaza, além de usar armas de fogo em casos específicos. Um soldado ficou levemente ferido e foi levado ao hospital para tratamento.

Israel disse antes dos protestos de segunda-feira que o Hamas planejava invadir a

fronteira de Gaza e “massacrar” os israelenses, e que isso impediria uma possível violação das fronteiras a todo custo, alertando os manifestantes de que eles estavam colocando suas próprias vidas em risco.