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França na Iminência do Colapso Total

por Guy Millière

  • A França não percebeu isso naquela época, mas montou uma armadilha para si mesma e a armadilha agora está começando a disparar.

  • Nos anos 1970 os palestinos começaram a usar o terrorismo internacional e a França optou por aceitar esse terrorismo desde que ela não fosse afetada. Ao mesmo tempo a França acolheu a imigração em massa do mundo árabe-muçulmano, evidentemente, como parte do desejo muçulmano de expandir o Islã. A população muçulmana desde então aumentou em número, porém não se assimilou.
  • Os levantamentos mostram que um terço dos muçulmanos franceses querem a aplicação plena da Lei Islâmica (Sharia). Eles também mostram que a maioria esmagadora dos muçulmanos franceses apoia a jihad, especialmente a jihad contra Israel, um país que eles gostariam de ver varrido da face da terra.
  • “É melhor sair do que fugir.” — Sammy Ghozlan, Presidente da Agência Nacional de Vigilância contra o Antissemitismo. Depois ele foi assaltado e seu carro incendiado. Ele foi embora.
  • Villiers também menciona a existência de “zonas proibidas” com milhares de armas de guerra. Ele acrescenta que as armas provavelmente sequer serão utilizadas, os islamistas já venceram.
  • Originalmente os sonhos franceses poderiam ter sido os de desarticular os Estados Unidos como potência mundial, distanciá-lo do acesso ao petróleo barato e aos negócios com países islâmicos ricos em petróleo, além das preces de não terem terrorismo interno.

Na França reina a agitação descontrolada. “Migrantes” que chegam da África e do Oriente Médio semeiam desordem e insegurança em inúmeras cidades. A enorme favela, mais conhecida como a “selva de Calais“, acaba de ser desmantelada, no entanto outras favelas pipocam a cada dia. Na zona leste de Paris, ruas estão cobertas de telhas onduladas, toalhas de plástico ou de outro material e placas desconjuntadas. Violência é o lugar comum. As 572 “zonas proibidas“, oficialmente denominadas “áreas urbanas sensíveis”, continuam crescendo e os policiais que se aproximam delas muitas vezes sofrem as consequências. Recentemente uma viatura de polícia foi emboscada, o veículo foi incendiado e os policiais foram impedidos de sair. Se forem atacados, conforme as ordens dos superiores a determinação é fugir em vez de retaliar. Muitos policiais, furiosos por terem que se comportar feito covardes, organizarammanifestações. Não houve ataques terroristas desde o assassinato de um padre em Saint-Etienne-du-Rouvray em 26 de julho de 2016, mas os serviços de inteligência sabem que os jihadistas que retornaram do Oriente Médio estão prontos para atacar e que distúrbios podem explodir em qualquer lugar, a qualquer hora, sob qualquer pretexto.

Apesar de estar sobrecarregado com uma situação interna que mal consegue controlar, ainda assim o governo francês intervém em assuntos mundiais: um “estado palestino” ainda é a principal bandeira, Israel é o seu bode expiatório favorito.

Na primavera passada, apesar da França e dos territórios palestinos estarem em péssimo estado, o Ministro das Relações Exteriores da França Jean-Marc Ayrault declarou que era “urgente” relançar o “processo de paz” e criar um estado palestino. Por conseguinte, a França convocou uma conferência internacional realizada em Paris em 3 de junho. Nem Israel nem os palestinos foram convidados. A conferência foi um fracasso. Ela terminou com uma declaração insípida sobre a “imperiosa necessidade” de “avançar”.

A França não parou por aí. O governo então decidiu organizar uma nova conferência em dezembro. Desta vez juntamente com Israel e os palestinos. O Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu observando que Israel não necessita de intermediários recusou o convite. Os líderes palestinos o aceitaram. Saeb Erekat, porta-voz da Autoridade Palestina parabenizoua França acrescentando, o que não é de se estranhar, que foi a Autoridade Palestina que “sugeriu” aos franceses a realização da conferência.

Donald Trump agora é o presidente eleito dos EUA e tudo leva a crer que Newt Gingrich desempenhará um papel-chave na Administração Trump. Gingrich ressaltou há alguns anos que não existe um povo palestino, acrescentando na semana passada que os assentamentos não são de modo algum um obstáculo à paz. Sendo assim, ao que tudo indica, a conferência será outro fracasso.

Diplomatas franceses, no entanto, estão elaborando juntamente com funcionários da Autoridade Palestina uma resolução da ONU para reconhecer um estado palestino dentro das “fronteiras de 1967” (as linhas de armistício de 1949), isso sem nenhum tratado de paz. Eles têm aparentemente a esperança de que o presidente dos EUA Barack Obama, ainda no exercício de sua função, não use o veto americano no Conselho de Segurança, permitindo a aprovação da resolução. Não é possível afirmar se Barack Obama vai querer terminar a sua presidência com um gesto tão flagrantemente traiçoeiro. É quase certo que o gesto francês não dará certo. De novo.

Por muitos anos a França dá a entender ter construído toda a sua política externa em cima doalinhamento com a Organização de Cooperação Islâmica (OIC em inglês): 56 países islâmicos mais os palestinos. Originalmente os sonhos franceses poderiam ter sido os de desarticular os Estados Unidos como potência mundial, distanciá-lo do acesso ao petróleo barato e aos negócios com países islâmicos ricos em petróleo, além das preces de não terem terrorismo interno. Todas as quatro esperanças não deram em nada. É óbvio também que a França tem problemas mais urgentes para resolver.

A França persiste porque está tentando desesperadamente impor limites aos problemas que provavelmente não podem ser resolvidos.

Nos anos 1950 a França era bem diferente do que ela é hoje. Era amiga de Israel. A “causa palestina” não existia. A guerra na Argélia estava no auge e a grande maioria dos políticos franceses sequer apertaria a mão de terroristas que não tivessem se arrependido de seus atos.

Tudo isso mudou com o fim da guerra na Argélia. Charles de Gaulle entregou a Argélia a um movimento terrorista chamado Frente de Libertação Nacional. Ele então passou a criar umareorientação estratégica da política externa da França, inaugurando o que ele chamou de “política árabe da França. ”

A França assinou acordos comerciais e militares com diversas ditaduras árabes. Para seduzir seus novos amigos ela, de maneira ávida, adotou uma política anti-Israel. Quando na década de 1970, o terrorismo na forma de sequestros de aviões foi inventado pelos palestinos e, com o assassinato dos atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972, “os palestinos” de repente se tornaram uma “causa sagrada” e uma ferramenta útil para alavancar a posição francesa no mundo árabe, a França ao adotar a “causa”, passou a ser inflexivelmente pró-palestina.

Os palestinos começaram a usar o terrorismo internacional e a França optou por aceitar esse terrorismo, desde que ela não fosse afetada. Ao mesmo tempo a França acolheu a imigração em massa do mundo árabe-muçulmano, evidentemente, como parte do desejo muçulmano de expandir o Islã. A população muçulmana desde então aumentou em número, porém não se assimilou.

A França não percebeu isso naquela época, mas montou uma armadilha para si mesma e a armadilha agora está começando a disparar.

A população muçulmana da França dá a entender que é antifrancesa em termos judaico-cristãos, valores do Iluminismo e pró-francesa apenas na medida em que a França se curva àsexigências do Islã. Em que pese, os muçulmanos da França que também são pró-palestinos, teoricamente não deveria ter havido nenhum problema. Mas a França subestimou os efeitos da ascensão do Islã radical no mundo muçulmano e além dele.

Cada vez mais os muçulmanos franceses se consideram acima de tudo muçulmanos. Muitos afirmam que o Ocidente está em guerra com o Islã, eles veem a França e Israel como parte do Ocidente, assim sendo estão em guerra com os dois. Eles veem que a França é anti-Israel e pró-Palestina, mas também veem que vários políticos franceses mantêm laços com Israel, de modo que eles provavelmente acham que a França não é anti-Israel e pró-Palestina o suficiente.

Eles veem que a França tolera o terrorismo palestino e parecem não compreender porque a França combate o terrorismo islâmico em outros lugares.

Para agradar os muçulmanos que estão na França, o governo francês pode até acreditar que não há outra escolha senão ser ainda mais pró-palestina e anti-Israel o máximo possível – muito embora, conforme as pesquisas de opinião indicam, esta política é um fracasso estrondoso.

O governo francês, sem dúvida, vê que não tem condições de impedir o que cada vez mais parece ser um desastre iminente. Este desastre já está ocorrendo.

Talvez o atual governo da França ainda alimente a esperança de poder empurrar um pouco com a barriga o desastre e evitar uma guerra civil. Talvez eles possam ter a esperança de que as “zonas proibidas” não explodam – pelo menos durante o mandato desse governo.

Há hoje na França seis milhões de muçulmanos, 10% da população, e a porcentagem está aumentando. Os levantamentos mostram que um terço dos muçulmanos franceses querem a aplicação plena da Lei Islâmica (Sharia). Eles também mostram que a maioria esmagadora dos muçulmanos franceses apoia a jihad, especialmente a jihad contra Israel, um país que eles gostariam de ver varrido da face da terra.

A principal organização muçulmana francesa, a União das Organizações Islâmicas da França, é o ramo francês da Irmandade Muçulmana, um movimento que deveria ser incluído na lista das organizações terroristas pelo seu aberto desejo de derrubar governos ocidentais.

A Irmandade Muçulmana é primordialmente financiada pelo Catar, país que investe pesadamente na França – e que conta com a comodidade de ter a sua própria base aérea dos EUA.

Os judeus estão deixando a França em número recorde e a debandada não para. Sammy Ghozlan, presidente da Agência Nacional de Vigilância contra o Antissemitismo, reiterou por muitos anos que: “é melhor sair do que fugir”. Ele foi assaltado. Seu carro foi incendiado. Ele saiu e agora vive em Israel.

O restante da população francesa vê claramente a extrema gravidade do que está acontecendo. Alguns estão furiosos e em estado de revolta, outros parecem resignados esperando o pior: a tomada da Europa pelos islamistas.

As próximas eleições francesas estão programadas para maio de 2017. O presidente francês François Hollande perdeu toda a credibilidade e não tem nenhuma chance de ser reeleito. Quem chegar ao poder terá uma tarefa difícil.

Ao que tudo indica os franceses perderam a confiança em Nicolas Sarkozy, de modo que provavelmente escolherão entre os candidatos Marine Le Pen, Alain Juppé ou François Fillon.

Marine Le Pen é a candidata da Frente Nacional de extrema-direita.

Alain Juppé é o prefeito de Bordeaux e muitas vezes faz campanha em companhia de Tareq Oubrou, imã da cidade. Até recentemente, Tareq Oubrou era membro da Irmandade Muçulmana. Alain Juppé parece acreditar que a presente desordem irá perder força se a França se curvar totalmente ao Islã.

François Fillon, será provavelmente o candidato da direita moderada. Ele assinalourecentemente que “o sectarismo islâmico” cria “problemas na França”. Ele também ressaltouque se um estado palestino não for estabelecido em breve, Israel será “a principal ameaça à paz mundial.”

Três anos atrás o filósofo francês Alain Finkielkraut publicou o livro: A Identidade Infeliz(L’identité malheureuse), no qual descreve os perigos inerentes à islamização da França e os principais distúrbios que se originam a partir dele. Juppé escolheu um lema de campanha que se destina a contradizer Finkielkraut: “A Identidade Feliz“.

Desde a publicação do livro de Alain Finkielkraut, outros livros de caráter pessimista foram publicados e se tornaram best-sellers na França. Em outubro de 2014 o colunista Eric Zemmour publicou O Suicídio Francês (Le suicide français). Há poucas semanas ele publicou outro livro: Um Mandato de Cinco Anos Para Nada (Un quinquennat despeje rien). Ele descreve o que vê acontecendo com a França: “invasão, colonização, explosão.”

Zemmour define a chegada de milhões de muçulmanos na França nas últimas cinco décadas como uma invasão e a recente chegada de um turbilhão de imigrantes como a continuação daquela invasão. Ele descreve a criação de “zonas proibidas” como a criação de territórios islâmicos em solo francês e parte integrante de um processo de colonização.

Ele escreve que as erupções de violência que se espalham são sinais de uma explosão iminente, que cedo ou tarde, a revolta vai ganhar terreno.

Outro livro: Os Sinos da Igreja Tocarão Amanhã? (Les cloches sonneront-elles encore demain?), foi publicado recentemente por Philippe de Villiers, ex-membro do governo francês.

Villiers chama a atenção para o desaparecimento de igrejas na França e a sua substituição por mesquitas. Ele também menciona a existência de “zonas proibidas” com milhares de armas de guerra (fuzis automáticos AK-47, pistolas Tokarev, armas antitanque M80 Zolja, etc). Ele acrescenta que as armas provavelmente sequer serão utilizadas – os islamistas já venceram.

Em seu novo livro: Os Sinos da Igreja Tocarão Amanhã?, Philippe de Villiers observa o desaparecimento de igrejas na França e a sua substituição por mesquitas. Na foto acima: em 3 de agosto a polícia francesa retirou à força um padre e sua congregação da igreja de Santa Rita em Paris antes dela ser demolida, conforme estava programado. A líder da Frente Nacional Marine Le Pen ressaltou furiosamente: “e se construíssem estacionamentos no lugar de mesquitas salafistas e não de nossas igrejas?” (imagem: captura de tela de vídeo RT)

Em 13 de Novembro de 2016 a França marcou o primeiro aniversário dos ataques de Paris. As placas foram descerradas em todos os lugares onde pessoas foram mortas. As placas diziam: “Em memória das vítimas feridas e assassinadas nos ataques”. Nenhuma menção foi feita sobre a barbárie jihadista. À noite, a casa de espetáculos Bataclan foi reaberta com um concerto de Sting. A última canção do concerto foi “Insh’ Allah”: “se Alá quiser”. A direção do Bataclan não permitiu a entrada de dois membros da banda norte-americana Eagles of Death Metal – que estavam no palco quando o ataque começou. Algumas semanas depois do ataque, Jesse Hughes, vocalista do grupo, se atreveu a criticar os muçulmanos que participaram do ataque. O diretor do Bataclan assinalou acerca de Hughes: “há coisas que não dá para perdoar”.

Dr. Guy Millière, professor da Universidade de Paris, é autor de 27 livros sobre a França e a Europa.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9496/franca-colapso

Crise de Estupros Cometidos por Migrantes na Alemanha. Onde Está a Indignação Pública?

por Soeren Kern

  • Apesar do crescimento vertiginoso de vítimas, a maioria desses crimes está sendo minimizada pelas autoridades alemãs e pela imprensa, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.
  • “A polícia não está interessada em estigmatizar e sim em educar a população. A impressão de que nós estamos praticando a censura é extremamente chocante no que tange à confiança da população na polícia. Divulgar informações sobre suspeitos também é importante para o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Temos que ter a permissão de falar abertamente sobre os problemas do país. Isso inclui falar sobre a exagerada representatividade dos jovens migrantes em nossos registros de criminalidade”. — Arnold Plickert, diretor do Sindicato de Polícia GdP, no estado do Reno, Norte da Westphalia.
  • “O Conselho de Imprensa acredita que as redações da Alemanha deveriam, em última análise, tratar seus leitores como se fossem crianças, privando-os de informações relevantes. Acreditamos que isso é um equivoco, porque quando as pessoas percebem que algo está sendo ocultado elas reagem com desconfiança. E esta desconfiança é um perigo”. − Tanit Koch, editora-chefe do Bild, o jornal de maior circulação da Alemanha.
  • Em 24 de outubro, um levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou nos últimos dois ou três anos. Além disso, 68% dos entrevistados responderam que temem por suas vidas e pelos seus bens em estações de trens e metrôs na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.

No norte da cidade alemã de Hamburgo foi concedido a um grupo de adolescentes sérvios a suspensão condicional da execução da pena por terem estuprado coletivamente uma menina de 14 anos de idade, largando-a à própria sorte em temperaturas abaixo de zero.

O juiz ressaltou que, embora “as penas possam parecer leves aos olhos do público”, todos os adolescentes confessaram seus atos e pareciam estar arrependidos e já não apresentavam mais perigo à sociedade.

A decisão preferida em 24 de outubro, que na prática permitiu que os estupradores permanecessem em liberdade, provocou um raro momento de indignação pública no tocante ao problema dos crimes sexuais cometidos por migrantes na Alemanha. Uma petição realizada na Internet pedia que os adolescentes cumprissem a pena na prisão, colheu mais de 80.000 assinaturas e os promotores já estão apelando da sentença.

Milhares de mulheres e crianças foram estupradas ou abusadas sexualmente na Alemanha desde que a Chanceler Angela Merkel permitiu a entrada no país de mais de um milhão de migrantes, na maioria do sexo masculino, oriundos da África, Ásia e Oriente Médio.

A crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha — que continua correndo solta dia após dia por mais de um ano — agora se espalhou para cidades em todos os 16 estados da federação alemã. Apesar do crescimento vertiginoso de vítimas, a maioria desses crimes ainda está sendo minimizada pelas autoridades alemãs e pela imprensa, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.

O Conselho de Imprensa Alemão (Presserat) impõe um “código de ética da mídia”, politicamente correto, que restringe as informações que os jornalistas podem usar em suas matérias. Parágrafo 12.1 do código determina:

“Ao denunciar delitos penais, detalhes sobre o background religioso, étnico ou outros sobre os suspeitos ou criminosos poderão ser mencionados somente se forem inequivocamente necessários (begründeter Sachbezug) para que o acontecido possa ser informado. É bom lembrar que tais referências podem fomentar preconceitos contra as minorias”.

Em 17 de outubro, o Conselho de Imprensa advertiu a revista semanal, Junge Freiheit, por revelar a nacionalidade de três adolescentes afegãos que estupraram uma mulher em uma estação de trens em Viena, na Áustria, em abril de 2016. O Conselho de Imprensa assinalou que a nacionalidade dos perpetradores é “irrelevante” neste caso e ao publicar a denuncia o jornal “deliberada e pejorativamente retratou os suspeitos como pessoas de segunda classe”.

Em nome da “reportagem objetiva”, o Conselho exigiu que o jornal removesse a matéria ofensiva do seu site. O jornal se recusou a cumprir a determinação e ressaltou que iria continuar publicando as nacionalidades de suspeitos de terem cometido crimes.

Lutz Tillmanns, diretor executivo do Conselho de Imprensa, sustentou que a autocensura é necessária para evitar a discriminação:

“Um dos princípios fundamentais no tocante aos direitos humanos é não discriminar. Quando nos referimos a um indivíduo, não queremos prejudicar o grupo inteiro. Isto, inequivocamente, é um problema muito mais preocupante para as minorias do que para a maioria”.

Segundo Hendrik Cremer do Instituto Alemão dos Direitos Humanos, o código de ética do Conselho de Imprensa também se aplica à polícia alemã, que frequentemente censura as informações que ela divulga para a imprensa:

“A polícia não deve divulgar informações em relação a cor, religião, nacionalidade, naturalidade ou origem étnica de um suspeito à imprensa ou ao público em geral. A polícia só pode fazer esse tipo de divulgação se for imprescindível, quando for o caso, por exemplo, se ela estiver a procura de um suspeito. “

Arnold Plickert, diretor do Sindicato de Polícia GdP, no estado do Reno, Norte da Westphalia,salientou que a autocensura policial é contraproducente:

“A polícia não está interessada em estigmatizar e sim em educar a população. A impressão de que nós estamos praticando a censura é extremamente chocante no que tange à confiança da população na polícia. Divulgar informações sobre suspeitos também é importante para o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Temos que ter a permissão de falar abertamente sobre os problemas do país. Isso inclui falar sobre a exagerada representatividade dos jovens migrantes em nossos registros de criminalidade.”

Um exemplo de como as restrições sobre a imprensa, exercidas pelo Conselho, distorcem os informes sobre crimes cometidos por migrantes pode ser encontrado no relatório de 2 de outubro concernentes ao estupro de uma idosa de 90 anos em frente a uma igreja no centro de Düsseldorf. O Hamburger Morgenpost divulgou que o agressor era um “desabrigado de 19 anos de idade” (obdachlosen 19 Jährigen). A polícia de Düsseldorf descreveu o suspeito como “europeu da região sul com raízes do norte da África”. Mais tarde o jornal Bildrevelou que, na verdade, tratava-se de um marroquino com passaporte espanhol conhecido da polícia alemã como contumaz ladrão de lojas e batedor de carteiras e bolsas.

Outro exemplo: em 30 de setembro um migrante de 28 anos de idade atacou sexualmente uma mulher de 27 anos em um trem expresso que ia de Paris para Mannheim. Inicialmente a imprensa local divulgou a nacionalidade do agressor, mas logo em seguida excluiu as informações. Em um comunicado ela deu a seguinte explicação:

“A matéria inicialmente incluía a nacionalidade do agressor. A referência foi posteriormente removida porque não correspondia às nossas diretrizes editoriais — ou seja: não há nenhuma ligação entre a nacionalidade e o ato”.

O Conselho de Imprensa Alemão rejeitou pedidos para rescindir o Parágrafo 12.1. “A regulamentação não é uma mordaça e sim meramente um norte para o comportamento eticamente adequado”, enfatizou Manfred Protze, porta-voz do Conselho.

Tanit Koch, editora-chefe do Bild, jornal de maior circulação da Alemanha, ressaltou:

“O Conselho de Imprensa acredita que as redações da Alemanha, deveriam, em última análise, tratar seus leitores como se fossem crianças, privando-os de informações relevantes. Acreditamos que isso é um equivoco, porque quando as pessoas percebem que algo está sendo ocultado, elas reagem com desconfiança. E esta desconfiança é um perigo.”

O Conselho de Imprensa sustenta que a autorregulação voluntária visa impedir o governo de regulamentar a mídia. O Conselho, que até agora limitou suas atividades com respeito à mídia impressa e Websites associados, está elaborando um “código de conduta na Internet” para regulamentar blogs, vídeos e podcasts.

A primeira denúncia divulgada pelo Gatestone Institute sobre a crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha foi em setembro de 2015, quando Merkel abriu a fronteira alemã para dezenas de milhares de migrantes retidos na Hungria. Um relatório de acompanhamento foi publicado em março de 2016 na esteira dos ataques em massa contra mulheres alemãs por turbas de imigrantes em Colônia, Hamburgo e outras cidades alemãs. Em agosto de 2016, o Gatestone publicou que a supressão de dados sobre estupros cometidos por migrantes é uma prática comum em toda a Alemanha.

Uma multidão enfurecida de manifestantes alemães na cidade de Colônia gritava sem parar contra a polícia, em 9 de janeiro de 2016 “onde vocês estavam na Passagem do Ano Novo?” Referindo-se aos ataques sexuais em massa perpetrados na cidade pelos migrantes na Passagem do Ano Novo, quando mais de 450 mulheres foram sexualmente atacadas em uma única noite.

A falta de posicionamento da grande mídia em denunciar a verdadeira dimensão da crise de estupros cometidos por migrantes na Alemanha pode explicar o porquê — depois de mais de um ano de ataques sexuais diários — de tamanha falta de indignação pública sobre a calamidade que se abateu sobre tantos alemães. A censura, de fato, se tornou um problema de segurança nacional.

Espaços públicos na Alemanha estão ficando cada vez mais perigosos. Os migrantes têm agredido mulheres e crianças alemãs nas praias, trilhas de bikes, cemitérios, discotecas, mercearias, festivais de música, estacionamentos, parques infantis, escolas, shopping centers, táxis, transportes públicos (ônibus, bondes, trens expressos interurbanos e metrôs), parques públicos, praças públicas, piscinas públicas e banheiros públicos. Não há mais nenhum lugar seguro.

Em 1º de outubro, dois migrantes estupraram uma mulher de 23 anos de idade em Lüneburg. Ela estava passeando com sua criança bem pequenina em um parque, quando os dois homens, que vieram por trás, as emboscaram. Os homens, que fugiram e continuam foragidos, obrigaram o filho a assisti-los se revezarem em seus ataques contra a mãe.

Em 8 de outubro, um migrante de 25 anos proveniente da Síria apalpou uma menina de 15 anos em Moers. A menina respondeu com um tapa na cara do homem. Ele chamou a polícia e se queixou que a menina tinha abusado dele. O homem foi preso por agressão sexual.

Em 18 de outubro, Sigrid Meierhofer, prefeita de Garmisch-Partenkirchen, em uma carta urgente (Brandbrief) enviada ao Governo da Baviera, ameaçou fechar um abrigo que alojava 250 migrantes, em sua maioria do sexo masculino provenientes da África, se a ordem e a segurança pública não pudessem ser restabelecidas. O conteúdo da carta, que foi vazadopara o Münchner Merkur, assinalava que a polícia local havia atendido a mais chamadas de emergência nas seis últimas semanas do que nos 12 meses anteriores.

Em 24 de outubro, um levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou nos últimos dois ou três anos. Além disso, 68% dos entrevistados responderam que temem por suas vidas e pelos seus bens em estações de trens e metrôs na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.

Enquanto isso, o Departamento Federal de Polícia Criminal (Bundeskriminalamt, BKA) temdado conselhos às mulheres alemãs sobre como elas devem se proteger dos estupradores: “use tênis em vez de salto alto para que você possa fugir”.

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9252/estupros-migrantes-alemanha-indignacao

Palestinos: “Vocês Nos Enchem de Orgulho. Vocês Mataram Judeus!”

por Bassam Tawil

  • Abu Sbeih já é considerado o “herói” mais recente por muitos palestinos e não apenas por sua família. Ele está sendo festejado como um homem “corajoso” e um “herói” porque ele acordou de manhã, pegou um fuzil automático M-16 e saiu com o intuito de matar o maior número possível de judeus.
  • Esses chamamentos estão sendo feitos não só pelos grupos extremistas Hamas e Jihad Islâmica, mas também pelos líderes “moderados” como o Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas e sua facção Fatah.
  • “Nós abençoamos cada gota de sangue derramada por Jerusalém, que é sangue limpo e puro, sangue derramado em nome de Alá, se Alá o assim desejar. Cada mártir alcançará o paraíso e todos os feridos serão recompensados por Alá” − Mahmoud Abbas, líder palestino.
  • Uma vez possuidores de carteiras de identidade israelense eles ainda têm o direito de dirigir carros com placas de Israel, e foi o que Abu Sbeih fez aproveitando-se disso para desferir o ataque em Jerusalém. Sua família é proprietária de pelo menos dois imóveis na cidade e é considerada de classe média. Mesmo assim, isto não impediu que Abu Sbeih se engendrasse em sua missão assassina. Isso também não impediu que os membros de sua família comemorassem o ataque.
  • Este é o resultado inevitável — assim como ocorreu na inquisição espanhola, revolução francesa, genocídio turco dos armênios, Ruanda, Darfur ou Alemanha nazista — da intoxicação de um povo.

A família de Musbah Abu Sbeih diz estar “muito orgulhosa” com o que seu filho de 40 anos de idade fez. Assim também se sentem os palestinos que representam todas as camadas da sociedade palestina. Integrantes de sua família, incluindo pais e filha, apareceram em duas emissoras de TV para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos e elogiar Abu Sbeih. Eles chegaram a sair nas ruas para distribuir doces, cheios de júbilo pelo ataque terrorista por ele cometido em Jerusalém nesta semana, que resultou na morte de uma avó de 60 anos e um policial de 29.

Abu Sbeih já é considerado o “herói” mais recente por muitos palestinos e não apenas por sua família. Ele está sendo festejado como um homem “corajoso” e um “herói” porque ele acordou de manhã, pegou um fuzil automático M-16 e saiu com o intuito de matar o maior número possível de judeus. Sua missão foi um “sucesso”: ele conseguiu atirar e matar dois judeus, antes que ele próprio fosse eliminado pelos policiais.

Em um vídeo, Abu Sbeih alega ter cometido o ataque terrorista em resposta às visitas ao Monte do Templo pelos judeus. Ele alega (falsamente) que as visitas fazem parte de um esquema montado por Israel para destruir a Mesquita de Al-Aqsa no Monte do Templo.

É a mesma falsa alegação feita originalmente pelo amigo de Hitler, o Mufti de Jerusalém, na época, Haj Amin al-Husseini, que fabricou uma boa desculpa para atacar os judeus, isto é, como podemos ver, esta alegação continua emergindo de tempos em tempos para “justificar” o assassinato de judeus.

Que fique bem claro, trata-se de uma mentira − assim como o são as acusações palestinassegundo as quais Israel está envenenando os poços de água, que o Presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas foi obrigado, mais tarde, a retirar por falta de provas.

Como muitos palestinos que cometeram ou tentaram cometer ataques terroristas no ano passado, Abu Sbeih na verdade estava simplesmente atendendo à convocação de seus líderes para impedir os judeus de “profanarem com seus pés imundos” a Mesquita Al-Aqsa. Esses chamamentos estão sendo feitos há meses não só pelos grupos extremistas Hamas e Jihad Islâmica, mas também pelos líderes “moderados” como Mahmoud Abbas e sua facção Fatah.

São estes os líderes palestinos que, ao que tudo indica, os líderes europeus veneram. Esses líderes europeus, principalmente os franceses, alfinetam Israel para que negocie com grupos que dizem abertamente que nã oquerem que Israel exista e que na melhor das hipóteses não se interessam pela verdade − quer seja sobre os israelenses quer seja sobre os palestinos.

Esses líderes europeus querem que Israel continue fazendo de conta que os interlocutores com os quais estão negociando estão realmente agindo de boa fé. Parece que eles estão tentando oferecer até aos árabes, muçulmanos e à Organização de Cooperação Islâmica (OIC), a destruição de Israel − física, diplomática, econômica, enfim qualquer coisa ao seu alcance − provavelmente uma espécie de suborno para que os muçulmanos parem deaterrorizá-los. Em breve saberão que nada do que eles oferecem será visto como adequado. Os europeus logo descobrirão, assim como os persas, turcos, gregos, norte-africanos e europeus orientais descobriram, que qualquer coisa menos do que a submissão será vista como um sinal de pagamento de uma conta bem mais alta que virá.

Esses líderes europeus se satisfazem em fazer com que nós nesta região, muçulmanos, cristãos e judeus, vivamos debaixo da brutal ditadura islâmica o máximo de tempo possível − segundo sua ingênua fantasia − para que eles tenham sossego. Eles estão prestes a sofrer um choque.

De qualquer maneira, em setembro de 2015, Abbas repetiu as mesmas palavras ditas pelo Haj Amin al-Husseini em 1924, dias antes de começar a atual onda de esfaqueamentos, atropelamentos e tiroteios.

Desde então, o incitamento com respeito às visitas dos judeus ao Monte do Templo está alimentando o que muitos palestinos chamam de a “Intifada de Al-Quds”. Abbas garantiu que aqueles que morrerem defendendo a Mesquita de Al-Aqsa irão direto para o céu:

“Nós abençoamos cada gota de sangue derramada por Jerusalém, que é sangue limpo e puro, sangue derramado em nome de Alá, se Alá o assim desejar. Cada mártir alcançará o paraíso e todos os feridos serão recompensados por Alá”.

Repetindo: Abbas fez o pronunciamento acima duas semanas antes dos palestinos desencadearam a nova onda terrorista contra Israel. Sabemos portanto o que estimulou estes ataques. Eles são o resultado direto da doutrinação e incitamento em curso contra Israel que está sendo empreendido por palestinos representando praticamente todas as instituições palestinas e partidos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. As palavras de Abbas não foram em vão. O ataque terrorista desta semana, perpetrado por Abu Sbeih, mostra que a “Intifada de Al-Quds” está longe de diminuir. Muito pelo contrário, há o temor de que a campanha terrorista possa escalar do uso de facas, veículos e pedras para pistolas e fuzis.

Musbah Abu Sbeih (direita) é o mais novo “herói” de muitos palestinos, porque ele assassinou dois judeus esta semana, atuando sob influência do incitamento do Presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas (esquerda).

Por que este cenário não é surreal? Não apenas por causa da motivação dos perpetradores como também por conta do que aparenta ser o amplo apoio popular dos palestinos a qualquer ataque contra os israelenses. Nem um único representante palestino se atreveu a se manifestar abertamente contra o ataque terrorista em Jerusalém. E nenhum palestino comum ousou questionar a consequência dos danos que os ataques causam à população palestina, especialmente àqueles que são diretamente prejudicados pelas medidas retaliatórias israelenses, como por exemplo as restrições às viagens.

Longe de se manifestarem contra esse tipo de carnificina, muitos palestinos prestam homenagens ao assassino.

Abu Sbeih, que como residente permanente de Jerusalém possuía uma carteira de identidade israelense, desfrutando portanto de todos os direitos e privilégios concedidos aos cidadãos israelenses (menos votar nas eleições gerais), não veio de uma família humilde. Diferentemente de seus colegas palestinos da Cisjordânia e Faixa de Gaza, ele podia se movimentar livremente em Israel, ir e vir de qualquer lugar e a qualquer hora, como bem entendesse.

Tanto ele quanto a família dele tinham condições de acordar de manhã e ir de carro para a praia de Tel Aviv ou comer em algum restaurante em Israel sem ter que passar pelos postos de controle israelenses. Uma vez possuidores de carteiras de identidade israelense eles ainda tinham o direito de dirigir carros com placas de Israel e foi o que Abu Sbeih fez aproveitando-se disso para desferir o ataque em Jerusalém. Sua família é proprietária de pelo menos dois imóveis na cidade e é considerada de classe média. Mesmo assim, isto não impediu que Abu Sbeih se engendrasse em sua missão assassina. Isso também não impediu os membros de sua família de comemorarem o ataque.

Eman, filha de 15 anos de Abu Sbeih, foi a primeira a expressar “alegria” e “orgulho” com respeito à morte de dois judeus. “Graças a Deus, estamos muito felizes e orgulhosos do meu pai”, disse ela em uma entrevista concedida a uma rede de televisão palestina local.

Como aconteceu em casos anteriores, alguns palestinos, incluindo a irmã de Abu Sbeih, distribuíram doces para “simpatizantes” como forma de expressar sua alegria em relação ao ataque terrorista. Horas depois do ataque, dezenas de palestinos se reuniram na frente da casa da família, entoando palavras de ordem, elogiando o homicida como “herói”, conclamando o Hamas e outros grupos palestinos a intensificarem seus ataques contra Israel. Essas cenas são corriqueiras no cenário palestino e se assemelham àquelas que costumavam ocorrer durante a onda de atentados suicidas contra os israelenses durante a Segunda Intifada.

Inúmeras facções palestinas elogiaram Abu Sbeih, conclamando a intensificação das “operações armadas contra o inimigo sionista”. Khaled Mashaal, líder do Hamas que juntamente com sua família vive no conforto do Qatar, num piscar de olhos telefonou à família do homicida para “felicitá-la” sobre o “martírio” de seu filho. “Nosso povo e nação estão orgulhosos do heroísmo e coragem exibidos pelo seu filho, que sacrificou sua vida por amor a Alá,” ressaltou Mashaal aos pais de Abu Sbeih. Ele realçou que seu filho era um exemplo para os palestinos de sua geração.

Ainda não está claro se o líder do Hamas fez o telefonema de sua suíte em um dos hotéis cinco estrelas do Qatar ou de sua academia particular.

Portanto, para o Hamas e para um grande contingente de palestinos, um homem que mata dois judeus é o exemplo a ser desejado com veemência e seguido pelos jovens palestinos. Nesse sentido, os simpatizantes de Abu Sbeih invadiram as redes sociais com o intuito de elogiá-lo e exortar os palestinos a seguirem seus passos. Pelo fato dele ter conseguido matar dois judeus, Abu Sbeih agora está sendo festejado no Twitter e no Facebook como o “Leão de Al-Aqsa”. Do ponto de vista deles o que ele fez foi um ato nobre, um esforço para salvar a Mesquita de ser “profanada” pelos “pés imundos” dos judeus.

O apoio a Abu Sbeih, ao que tudo indica, permeia todas as facções políticas palestinas. Mesmo aquelas pertencentes à facção Fatah do Presidente Abbas vieram à casa de Abu Sbeih para mostrar solidariedade à família dele. A Fatah também declarou que Abu Sbeih era um “mártir”. Um palestino que sai para encontrar com um judeu é condenado com veemência e acusado de buscar a “normalização” com o inimigo. Mas um palestino que carrega uma faca ou um fuzil e se prepara para matar judeus ganha as estrelas de “mártir” e recebe elogios praticamente unânimes dos palestinos. Esta é a mentalidade atual na sociedade palestina, fruto de décadas de incitamento palestino e deslegitimação de Israel. Este é o resultado inevitável — assim como ocorreu na inquisição espanhola, revolução francesa, genocídio turco dos armênios, Ruanda, Darfur ou Alemanha nazista — da intoxicação de um povo.

Bassam Tawil é um pesquisador estabelecido no Oriente Médio.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9152/palestinos-mataram-judeus

França: Jihad Infecta o Exército e a Polícia

por Yves Mamou

  • Alguns policiais se recusaram abertamente a proteger sinagogas ou observar um minuto de silêncio em homenagem aos mortos, vítimas de ataques terroristas.
  • O fato de policiais estarem armados e terem acesso ao banco de dados da polícia só aumenta a angústia.
  • Em julho de 2015 quatro homens, um deles veterano da marinha, foram notificados a se apresentarem para interrogatório. Eles haviam planejado se infiltrar em uma base da marinha no sul da França, capturar um oficial de alta patente, decapitá-lo e publicar as fotos da decapitação nas redes sociais.

De acordo com um memorando confidencial, datado de janeiro de 2016, emitido pela unidade antiterrorista do ministro do interior francês, a França já hospeda 8.250 islamistas radicais (um crescimento de 50% em um ano).

Alguns desses islamistas foram para a Síria para se juntarem ao Estado Islâmico (EI), outros se infiltraram em todas as esferas da sociedade, começando pela polícia e forças armadas.

Um memorando confidencial vazado do Departamento de Segurança Pública, publicado peloLe Parisien, detalha 17 casos de policiais radicalizados entre 2012 e 2015. Particularmente foram enfatizados os casos de policiais que ouvem e transmitem cânticos muçulmanos enquanto rondam as ruas.

Alguns desses policiais se recusaram abertamente em proteger sinagogas ou observar um minuto de silêncio em homenagem aos mortos, vítimas de ataques terroristas.

Além disso, a polícia foi alertada a respeito de uma policial que incitava o terrorismo no Facebook, chamando sua farda de “farrapo imundo da República” enquanto limpava suas mãos nela. Em janeiro de 2015, imediatamente após os ataques à redação da revista Charlie Hebdo e ao supermercado kasher Hypercacher em Vincennes, que deixou 17 mortos, ela publicou em sua página do Facebook: “ataque mascarado conduzido por sionistas covardes… Eles precisam ser mortos”.

O fato de policiais estarem armados e terem acesso ao banco de dados da polícia só aumenta a angústia.

Embora o quartel-general da polícia de Paris alegue que casos como este são raros, ela achou por bem realizar reavaliações semanais em relação a qualquer comportamento que exceda o princípio de separação da igreja do estado, como acontece com policiais muçulmanos que aparentam inclinação à radicalização. Patrice Latron, que administra o gabinete do superintendente de polícia de Paris, disse ao Le Parisien que se trata de um fenômeno “extremamente marginal”.

Não são apenas os policiais que estão apreensivos, as forças armadas francesas também estão preocupadas. Não há estatísticas sobre o número de soldados muçulmanos servindo nas forças armadas francesas, mas tem-se como certo que há muitos, e que são vulneráveis às influências islamistas, dado que a França está envolvida militarmente na África contra a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM) e também contra o Estado Islâmico no Oriente Médio. Desde o ataque contra o Charlie Hebdo em janeiro de 2015, contudo, a maior operação militar da França tem sido mesmo em solo francês: Encontram-se posicionados 10.000 soldados armados na França para proteger sinagogas, escolas judaicas, estações de trens e metrôs, e também algumas mesquitas, para mostrar aos muçulmanos que a República Francesa não os vê como inimigos. Sua missão não é mais a de ser simplesmente uma força suplementar e sim como explica o Le Figaro, para “implementar permanentemente operações militares dentro do país”.

Já no início de 2013, durante a 5ª conferência parlamentar sobre segurança nacional, o Coronel Pascal Rolez, assessor do diretor assistente da unidade de “contra intervenção” do Departamento de Proteção, Segurança e Defesa (DPSD), declarou: “estamos observando um crescimento da radicalização nas forças armadas francesas, particularmente desde o caso Merah”. Lembremo-nos que Mohammed Merah, um jovem muçulmano francês, assassinou três soldados franceses em Toulouse e Montauban, além de assassinar quatro judeus franceses em uma escola em Toulouse.

Em 2012 Mohammed Merah, um muçulmano francês, assassinou três soldados franceses, além de assassinar quatro judeus franceses em uma escola. Hoje, considerando os inúmeros casos de soldados e policiais muçulmanos franceses se radicalizando, os serviços de segurança temem o perigo de “terem em suas fileiras agentes das forças de segurança atacando seus colegas”.

A fim de identificar membros das forças armadas que estão sendo radicalizados, o DPSD leva em conta mudanças no modo de se vestir, licenças recorrentes por motivo de doença, viagens, furto de suprimentos ou de equipamento militar.

Desde os ataques ao Charlie Hebdo e ao supermercado kasher em Paris em janeiro de 2015, a mídia tem observado vários indícios de radicalização no exército francês.

Em 21 de janeiro de 2015 a emissora de rádio RFI anunciou que cerca de 10 soldados franceses desertaram e se uniram à luta jihadista na Síria e no Iraque. Isso foi confirmado pelo Ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian, com a cautela de afirmar que são casos “extremamente raros”. Aparentemente um desses veteranos ocupa o posto de “emir” em Deir Ezzor na Síria e lidera um grupo de cerca de 10 combatentes franceses treinados por ele pessoalmente. Os outros desertores franceses são especialistas em explosivos ou paraquedistas, alguns vieram das unidades de comando da Legião Estrangeira Francesa.

Também em janeiro de 2015, depois dos ataques em Paris, a polícia descobriu que “Emmanuelle C”, assessora da gendarmaria (corpo de soldados da força policial na França) de 35 anos, havia se convertido ao Islã em 2011 e estava em um relacionamento com Amar Ramdani, procurado por tráfico de drogas e armas. Ramdani é cúmplice de Amedy Coulibaly, que perpetrou a chacina em Montrouge e no Hypercacher em Paris. Ramdani estava sendo monitorado pela divisão de inteligência do departamento de polícia (DRPP) na área “pública” do forte em Rosny-Sous-Bois (Seine-Saint-Denis). No forte fica a unidade científica da gendarmaria. Quanto a Emmanuelle C, ela foi acusada de ter violado mais de 60 vezes a segurança do arquivo do suspeito (FPR). Ela foi sentenciada a um ano de prisão, com suspensão condicional da pena e expulsa da gendarmaria.

Em julho de 2015, a imprensa revelou que aproximadamente 180 detonadores e 10 barras de explosivos plásticos foram roubados de um depósito do exército perto de Marselha. Os investigadores obviamente suspeitaram de cumplicidade interna, uma vez que os perpetradores pareciam estar muito bem informados. As investigações apontam em duas direções: terrorismo islâmico ou crime organizado, a investigação continua.

Em 16 de julho de 2015 o Presidente François Hollande revelou que tinha sido frustrado um ataque a uma base militar francesa. Três dias depois, quatro homens, um deles veterano da marinha, foram detidos. Eles confessaram que haviam planejado se infiltrar em uma base da marinha no sul da França, capturar um oficial de alta patente, decapitá-lo e publicar as fotos da decapitação nas redes sociais.

Em 6 de março de 2016, o veterano das forças armadas, “radicalizado” Manuel Broustail, foi detido quando descia de um avião no Marrocos. Segundo o jornal francês Presse Ocean, Broustail estava levando em sua mala um facão, quatro facas de cozinha, dois canivetes, um bastão retrátil, um capuz preto e um botijãozinho de gás. Veterano das forças armadas francesas e convertido ao Islã, Broustail já tinha sido posto sob prisão domiciliar por um longo período em Angers (Maine-et-Loire) dias depois dos execráveis ataques em Paris nos quais 130 pessoas foram assassinadas. Ele está sendo monitorado pelas agências de segurança francesas desde que foi dispensado do exército em 2014. A mídia parece estar preocupada que um indivíduo desses, que carrega armas desse tipo, possa passar pelos controles de segurança do aeroporto, pegar um avião e deixar o país.

De acordo com Thibaut de Montbrial, especialista em terrorismo e presidente do Centro de Estudos de Segurança Interna o risco é “a possibilidade de agentes das forças de segurança atacarem seus colegas. Alguém de farda atacando uma pessoa usando a mesma farda. Na França um cenário desses não é impossível. As forças de segurança precisam ter em mente esse risco”.

Yves Mamou, radicado na França, trabalhou por duas décadas como jornalista para o Le Monde.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7739/franca-jihad-exercito-policia