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EVM discute com deputado Ezequiel Teixeira votos do Brasil contrários a Israel na ONU e genocídio de cristãos no Oriente Médio

Brasília – Na terça-feira(29/11), Andréa Fernandes, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, participou de reunião com o deputado federal Ezequiel Teixeira, o jornalista Jarbas Aragão e os líderes evangélicos Paulo de Tarso Fernandes e Hudson Medeiros Teixeira.

O deputado Ezequiel Teixeira manifestou interesse de prestar apoio ao Movimento Pró- Israel e teceu esclarecimentos sobre plano de ação em 2017 para fortalecer o apoio à iniciativa de mudança da posição diplomática do Brasil frente às resoluções da ONU propostas por países árabes com o fim notório de deslegitimar o Estado de Israel e promover a islamização de lugares sagrados para os judeus. Nesse sentido, ouviu o Ap. Paulo de Tarso, que representou o Conselho Apostólico do Brasil na reunião com o Ministro das Relações Exteriores José Serra, onde se deliberou sobre o tema de reavaliação do voto brasileiro nas 20 resoluções da ONU aprovadas neste ano contrárias a Israel, além das resoluções da UNESCO que negam a ligação histórica dos judeus com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações.

A questão da perseguição religiosa contra cristãos no mundo muçulmano também integrou a pauta de discussão, pois antes da chegada do deputado à reunião agendada em seu gabinete, Andréa Fernandes prestou esclarecimentos sobre o tema aos pastores Paulo de Tarso e Hudson, que se sensibilizaram com os dados prestados e se prontificaram a apoiar as ações da ONG Ecoando a Voz dos Mártires para dar visibilidade ao tema. Foram discutidas, também, propostas de ação para promover a necessária mobilização popular a fim de respaldar o movimento que pretende mudar o posicionamento diplomático do Brasil em relação a Israel, oportunidade em que, Andréa Fernandes informou estar articulando com movimentos internacionais para prestarem apoio.

Ao final da reunião, Ezequiel Teixeira afirmou que ingressará com o requerimento de audiência pública para debater a questão do genocídio de cristãos na Comissão de Direitos Humanos. Na oportunidade, a presidente da ONG manifestou sua preocupação quanto à necessária discussão acerca do reconhecimento do genocídio dos armênios, pois é um dever moral que vem sendo ignorado pela diplomacia brasileira, e por isso, vem sendo alvo de atenção de Andréa Fernandes em todas as reuniões que tem participado com parlamentares e lideranças religiosas.

O encontro foi bastante promissor, uma vez que agregou a luta da ONG EVM em incluir na agenda de política externa brasileira a preocupação com a violação dos direitos humanos no mundo muçulmano e o combate ao antissemitismo.

Turquia: Morte de cristãos armênios é lembrada

No dia 24 de abril desse ano, o presidente Erdogan marcou a comemoração anual da morte de cristãos armênios de 1915, expressando suas condolências aos filhos e netos dos falecidos

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Conforme as últimas notícias da Turquia, parece que o nacionalismo turco está ficando cada vez mais resistente e violento. De acordo com informações do Asia News, Garo Paylan, um membro turco-armênio do parlamento pelo Partido Democrático do Povo (HDP, em turco Halkların Demokratik Partisi), começou seu discurso na Grande Assembleia Nacional da Turquia, em Ancara, pedindo ao governo para formar uma comissão de investigação para as 12 mortes de legisladores armênios no parlamento otomano em 1915.

O discurso do político durou apenas seis minutos, mas foi dificultado por um grande número de deputados nacionalistas turcos que constantemente zombavam dele. “Paylan foi realmente corajoso, já que para o governo qualquer menção aos ataques armênios podem acarretar em três anos de prisão, mas como ele é um membro do HDP curdo, houve também pessoas que apoiaram suas palavras, com aplausos que se misturaram à forte reação nacionalista”, comenta um dos analistas de perseguição.

O caso também ficou muito conhecido como “holocausto armênio”, ocasião em que houve um extermínio sistemático de armênios, dentro dos territórios turcos. O número total de mortos é estimado entre 800 mil e 1,5 milhão, entre eles 250 intelectuais e líderes comunitários, logo após a Primeira Guerra Mundial. Na época, boa parte da população masculina foi recrutada para o trabalho forçado, mulheres, crianças, idosos e enfermos foram deportados ao deserto sírio para morrer, cristãos e outros grupos minoritários foram perseguidos pelo governo.

“No dia 24 de abril desse ano, o presidente Erdogan marcou a comemoração anual da morte de cristãos armênios de 1915, expressando suas condolências aos filhos e netos dos falecidos, conforme declarou o jornal Hürriyet Daily News. Só não podemos nos enganar com as intenções do governo turco, porque Erdogan jamais vai admitir essa violência por parte deles, ele simplesmente vai associar a data ao contexto da guerra naquela época. Essa sombra de governo opressor vai continuar a seguir os cristãos turcos e, portanto, atrapalhar suas atividades no país, como sempre”, conclui o analista. Ore por essa nação.

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https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/05/morte-de-cristaos-armenios-e-lembrada

EVM postulará reconhecimento do Genocídio Armênio no MRE

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Sessão Solene ocorrida na Câmara Municipal de São Paulo para homenagear os Mártires Armênios.

São Paulo – O EVM compareceu à Sessão Solene em Homenagem aos Mártires Armênios na Câmara Municipal de São Paulo, data instituída em 2015, por iniciativa do vereador Gilberto Natalini. A presidente da ONG, Andréa Fernandes, esteve no local com Alberto Rosenberg que a auxiliou nos contatos com representantes da comunidade armênia.

A solenidade contou com a presença de representantes diplomáticos, dirigentes comunitários e representantes da arte e cultura, além da comunidade armênia e outros convidados. Andréa Fernandes conversou com lideranças religiosas e comunitárias se prontificando a pleitear na próxima videoconferência do Ministério das Relações Exteriores (MRE) o reconhecimento do genocídio armênio promovido pela Turquia durante a Primeira Guerra Mundial, uma vez que o Senado já aprovou documento reconhecendo a política de extermínio turca em virtude da moção de solidariedade apresentada em 25/05/2015, pelos senadores Aloysio Nunes Ferreira e José Serra.

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Bispo Dom Vartan Waldir Boghossian – bispo dos armênios católicos da América Latina

 

O documento assevera: “Em dezenas de cidades do Império Turco-Otomano, onde conviviam pacificamente famílias de diferentes etnias toda a população armênia masculina foi reunida à força, executada e empilhada”. Segundo a Associação internacional de Estudiosos de Genocídio, as execuções e deportações em massa para áreas desérticas provocaram a morte de mais de 1 milhão de armênios, o que não é reconhecido pela Turquia. O Estado muçulmano alega que teriam sido 300 a 400 mil mortos em decorrência da guerra.

No evento, a esposa de Kevork Zadikian, presidente do Conselho Nacional Armênio do Brasil, dirigiu-se à Andréa Fernandes para informar que a entidade entrará em contato com a ONG, que tem sido porta-voz dos conclames de direitos humanos das minorias étnicas e religiosas no mundo muçulmano. O vereador Gilberto Natalini agendou reunião com a presidente do EVM para deliberar sobre o pleito da instituição humanitária acerca de evento pertinente ao genocídio de cristãos e minorias em curso no Oriente Médio, pois, como sabiamente frisado pela comunidade armênia: “um genocídio não termina enquanto não for reconhecido”.

Por Andréa Fernandes (advogada, internacionalista e presidente do EVM)

Veja mais fotos:

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Gilberto Natalini – vereador proponente da Sessão
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Bispo Nareg Barberian – bispo da Igreja Apostólica Armênia no Brasil
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Presidente Andréa Fernandes e Alberto Rosenberg
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Sonia Nicolian Muradian – Presidente da Associação Beneficente de Damas do Brasil Armênia

Turquia convoca embaixador do Brasil após Senado reconhecer genocídio de armênios

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia afirmou nesta segunda-feira que convocou seu embaixador no Brasil para consulta, depois que o Senado aprovou um voto de solidariedade ao povo armênio, em que reconhece como genocídio o massacre de armênios na Turquia, durante a Primeira Guerra Mundial.

O ministério também convocou o embaixador do Brasil em Ancara, em 3 de junho, devido ao assunto, disse a pasta em um comunicado enviado por email.

A Turquia reconhece que armênios cristãos morreram durante o levante da Primeira Guerra Mundial, mas rejeita declarações ou legislação de governos estrangeiros que classificam as mortes como genocídio.

“Vemos a decisão do Senado brasileiro que distorce a realidade como irresponsável e a condenamos”, disse o Ministério das Relações Exteriores turco.

Os armênios, duas dezenas de países e a maioria dos estudiosos ocidentais consideram os assassinatos como genocídio.

O Senado aprovou na terça-feira voto de solidariedade ao povo armênio. “Ao aprovar requerimento dos senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e José Serra (PSDB-SP), o Senado presta homenagem às vítimas e reconhece a contribuição para a formação econômica, social e cultural do Brasil de milhares de brasileiros descendentes de refugiados”, informou a Agência Senado.

(Reportagem de Ayla Jean Yackley)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/turquia-convoca-embaixador-do-brasil-apos-senado-reconhecer-genocidio-de-armenios,fd45a54c9451e43582cf55b970a248b8kocpRCRD.html

HÁ CEM ANOS, 1,5 MILHÃO DE CRISTÃOS MASSACRADOS. QUEM CHOROU POR ELES?

Por José Roitberg – MENORAH BRASIL.

Alguns detalhes sobre o Genocídio dos Armênios, e não o “genocídio armênio” como falam por aí:

A Al Jazeera, agência de notícias árabe-sunita do Catar — único país que apoiou o Hamas na última guerra de Gaza — produziu grande conteúdo entrevistando alguns armênios que foram para Istambul para a celebração dos cem anos da matança. Os árabes e os turcos-otomanos são inimigos milenares. Ambos querem ser os líderes e controladores absolutos do Oriente Médio e do mundo islâmico. Assim não surpreeende ver a agência oficial dos árabes alfinetando o inimigo turco. Mas errou ao chamar de “massacre armênio” o que, na verdade, foi um massacre PROMOVIDO pelos turcos CONTRA os armênios.

Mais adiante a Al Jazeera faz um revisionismo histórico pesado ao afirmar que “os ancestrais” dos armênios entrevistados “foram afetados pelos incidentes de 1915, quando as autoridades turcas expulsaram os armênios da Anatólia e os empurraram para a Síria”, dando a entender que aquela teria sido uma ação legítima e que se alguém foi morto, talvez tenha sido pelos sírios. Dizer isso em meio à atual guerra civil na Síria soa estranho.

O Genocídio dos Armênios não foi um incidente isolado no ano de 1915, mas um processo que duraria sete anos, terminando apenas em 1922, quando já não havia mais quem matar.

A FARS, agência de notícias oficial do Irã, ainda não emitiu nada sobre a data. Mas publicou hoje um pedido do embaixador da Armênia para estreitar laços com o Irã.

O G1 (Brasil) publicou um “conheça a história” com conteúdo bem preciso e informativo, mas deixou de lado o mesmo que os países católicos e muçulmanos deixam de lado há um século: o simples fato de que o Império Turco-Otomano era muçulmano (pode parecer óbvio para você, mas não é para a população em geral), que seu líder foi o último Califa (hoje temos o ISIS restabelecendo o califado), portanto líder oficial de todos os muçulmanos do mundo, e que o um milhão e meio de armênios mortos pelos turcos eram CRISTÃOS ORTODOXOS. Há um MEDO TERRÍVEL da mídia ocidental em mostrar que essa foi a primeira grande matança de cristãos pelos muçulmanos no século 20, sem ser em combate. Até porque os turcos já haviam matado em torno de 200 mil armênios nos anos 1895-1896 em pogroms semelhantes àquele os cristãos-ortodoxos faziam contra os judeus da Rússia. Na época ninguém falou nada, como também nada falavam sobre as mortes de judeus. Isso abriu caminho para que cerca de 20 anos depois houvesse um outro genocídio, porém com métodos mais modernos e industriais: o Holocausto.

A semelhança do Genocídio dos Armênios com o que os nazistas fariam mais tarde aos judeus é impactante: Entre 1915 e 1917 o Califa assinou leis expulsando de suas casas 1,7 milhões de armênios que viviam na Turquia há séculos. Outra lei lhes confiscou todos os seus bens e propriedades. A matança se deu por várias formas: fuzilamento; enforcamento; marchas pelo deserto (morte por exaustão); confinamento em campos de concentração, onde a fome, as epidemias e até incinerações em massa dos cristãos armênios em grandes fogueiras se encarregou de lhes dizimar. Isso perdurou até 1922. Tudo isso inspirou tanto a Hitler na década de 1940 quanto ao ISIS de hoje em dia.

Ainda assim existe até hoje UMA DELIBERADA VONTADE de descaracterizar este genocídio como um massacre de cunho religioso. É semelhante ao que vemos hoje, quando as incontáveis vertentes islâmicas se massacram mutuamente todos os dias, e a imprensa e os intelectuais de plantão insistem em dizer que é tudo política e que a religião tem que ser deixada de fora.

É semelhante à Guerra da Bósnia em 1992/95, quando os sérvios cristãos-ortodoxos partiram para cima dos bósnios muçulmanos e dos croatas católicos assim que o regime comunista iugoslavo caiu, em represália ao que os muçulmanos e católicos fizeram aos ortodoxos durante a Segunda Guerra Mundial.

E você é daqueles que acham que os EUA são “islamofóbicos”? Você se recorda de que lado desta guerra os americanos e a OTAN entraram? Não lembra? Pois e eles atacaram terra, mar e ar as tropas cristãs em defesa das forças muçulmanas. Depois prenderam as lideranças cristãs e levaram-nas aos tribunais de crimes de guerra e genocídio contra os muçulmanos, que jamais haviam pago pelas centenas de milhares de judeus e cristãos sérvios que mataram na Segunda Guerra Mundial com auxílio dos católicos croatas.

Pode parecer maluquice, mas os católicos croatas foram aliados dos alemães, compondo até mesmo uma divisão das Waffen SS. Eles até ganharam o “privilégio” de operar o campo de extermínio de Jasenovak. E foi apoiando os descendentes destes carrascos voluntários de Hitler que o democrata (assim como Obama) Bill Clinton bombardeou as forças cristãs. Então compreenda que a atual agenda pró-muçulmana americana é algo do Partido Democrata e não uma política oficial norte-americana.

A mídia de 1916 não tinha dúvida alguma sobre o que estava ocorrendo com os armênios. A Primeira Guerra Mundial foi muitíssimo bem documentada por relatos, fotos, desenhos e charges. A “Revista da Semana” (Rio de Janeiro) de 15 de janeiro de 1916 e mostra um muçulmano com feições simiescas usando um turbante decorado com uma meia lua (como no alto das mesquitas), uma grande faca na cintura e tendo em mãos uma cimitarra ensanguentada. A legenda, traduzida da publicação original no jornal italiano “L’Asino”, é mais que clara: “Vou me vingando nos christãos que tenho em casa!”

Entenda: pela primeira vez desde as Cruzadas, as tropas católicas, anglicanas, e protestantes da Europa Ocidental e Oceania, além das tropas cristãs-ortodoxas russas estavam atacando o Império Muçulmano e visavam a tomada de Jerusalém (o que de fato aconteceu em 1917). Por que houve a decisão turca de matar seus cristãos-ortodoxos? Ninguém sabe, até porque os turcos se recusam até hoje a admitir o massacre. Mas pode-se especular que foi receio de ter 1,7 milhões de cristãos dentro do país apoiando as tropas cristãs que atacavam o império.

Mas aqui temos outro detalhe importante: os católicos, anglicanos e protestantes eram inimigos dos cristãos-ortodoxos. Até hoje temos o Papa Francisco, em pleno século 21, ainda às voltas com esta mesmo questão. Assim, os países expoentes destas religiões — Itália inclusive — venceram a guerra e pouco se importaram com o destino dos cristãos-ortodoxos armênios. A grande potência cristã-ortodoxa, o Império Russo, fora esfacelado pela Revolução Comunista. Por conta dessa contingência de fatores, os ortodoxos foram deixados de lado.

O segundo cartum foi publicado no “American Jewish Cronicle”, definindo que a liderança turca era igual à liderança cossaca, mostrando as casas do armênios em chamas e eles sendo tocados para frente por um soldado turco a cavalo com chicote.

No terceiro, também do jornal italiano “L’Ansino”, o cáiser Guilherme II (então imperador da Alemanha), visitando Constantinopla, é presentado pelo califa com uma cesta cheia de crânios: “Aceite-os! É uma lembrança do último massacre de cristãos”. E pela janela vê-se um armênio empalado numa estaca.

No quarto, do jornal “Evening World” (Nova York), um armênio magro, esfarrapado e com uma criança faminta é posto para fora da sala por um gordo congressista norte-americano que lhe diz: “Saia! Você está partindo meu coração!”

No quinto (“Rocky Mountain News” [Denver] 1919) temos um mal encarado turco de corpo gigantesco e cabeça pequena, cujas mãos pingam sangue enquanto segura uma espada com uma criança armênia empalada. Ao fundo a Armênia em ruínas. A legenda questiona “Nossa Proteção?”.

No sexto (Chicago Herald), soldados turcos levantam um monumento ao genocídio, composto por uma enorme cruz cheia de cadáveres de cristãos mortos.

E por fim o sétimo, de 1922, mostrando um gigante turco com espada pingando sangue chicoteando uma massa de armênios numa marcha da morte.

Os muçulmanos devem admitir genocídio armênio

Cem anos atrás, esta semana, quando as tropas britânicas e francesas ficaram atoladas enfrentando a Alemanha na frente ocidental da I Guerra Mundial, o aliado do Kaiser no leste, o califado Turco Otomano, estava se preparando para um novo tipo de guerra.

A guerra de extermínio

O alvo dos turcos era a sua grande população armênia cristã por estar dentro do Califado, a quem os turcos temiam ser leal a Rússia.

Em 19 de abril de 1915, Cevdet Bey, o governador turco da cidade de Van, (hoje na fronteira oriental da Turquia com a Armênia) ordenou aos moradores da cidade para entregar-lhe 4.000 soldados sob o pretexto do serviço militar obrigatório.

Os armênios, temendo por suas vidas, se recusaram. Bey acusou os armênios de “rebelião”, e sitiaram a cidade, afirmando sua determinação de “esmagar” a qualquer custo. “Se os rebeldes dispararem um único tiro”, ele declarou, “eu vou matar todos os homens e mulheres cristãs e (apontando para o joelho) todas as crianças, até aqui.”

No dia seguinte, 20 de abril, o cerco de Van começou até que uma força militar russa interveio e salvou os armênios.

A intervenção russa na cidade de Van serviu para os turcos como o pretexto de rotular os minoritários armênios como traidores.

Em 24 de abril, o governo turco cercou e prendeu um número estimado de 250 intelectuais e líderes comunitários armênios em Istambul, enviando-os para centros de detenção perto de Ancara, onde eles foram baleados a sangue frio. Naquele momento, em 1915 chegou ao fim, cerca de 1,5 milhão de armênios foram mortos.

Muitos historiadores e estudiosos, bem como os governos de muitos países, incluindo Canadá, tem rotulado a limpeza étnica feita pelos turcos como o genocídio armênio, comemorado anualmente em 24 de abril.

Alguns grupos islâmicos nos Estados Unidos se uniram para ecoar o “denialism turco”.

A Turquia, no entanto é inflexível. Ele se recusa a reconhecer os crimes cometidos pelo califado otomano contra os seus cidadãos armênios cristãos. Na verdade, quando o papa Francisco no início do mês se referiu ao Genocídio Armênio como um das “três tragédias maciças e sem precedentes” do século passado, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, repreendeu o pontífice, avisando-o para não “repetir o erro cometido. ”

A Turquia não está sozinha. Alguns grupos islâmicos nos Estados Unidos se uniram para ecoar a linha turca, alegando que o genocídio armênio foi apenas um evento “da dolorosa história de mais de 30 nações que lutaram por mais de quatro anos e a perda de mais de 37 milhões de vidas na Primeira Guerra Mundial , incluindo as dos armênios. ”

O Conselho de US Organizações muçulmanas (USCMO) disse em um comunicado à imprensa que “compartilha a dor sofrida por armênios durante este período”, mas se opõe a referência como genocídio. Outra razão da USCMO que se deu por se opor os Estados Unidos ao reconhecimento do genocídio armênio, foi que a Turquia era “o único membro de maioria muçulmana da Otan.”

Em Toronto, onde milhares de pessoas se reuniram no parque da rainha no domingo para relembrar o genocídio armênio, um pequeno grupo de homens e mulheres islâmicos realizaram um protesto contra para apoiar a posição turca.

Keyvan Soltany, um canadense curdo do Irã que participou da comemoração disse: “Eu fiquei com nojo de ver as mulheres islâmicas com burcas e véus muçulmanos tentando insultar a memória dos armênios que os turcos mataram.”

Uma e outra vez, muitos líderes islâmicos têm demonstrado que eles representam os interesses do islamismo mundial nos Estados Unidos e no Canadá, e não os valores dos direitos humanos universais, a liberdade individual e da liberdade que nos fazem quem somos.

Sobre a questão do genocídio armênio, muitos líderes muçulmanos têm falhado em sua comunidade, mais uma vez.

http://www.meforum.org/5194/muslims-armenian-genocide

Centenário de genocídio revive duelo turco-armênio

Pressão por reconhecimento de genocídio irrita Ancara, mas não rompe impasse histórico.

PARIS — Na próxima sexta-feira, manifestações ocorrerão em várias cidades do mundo para marcar o centenário da data de início do massacre de armênios pelo Império Otomano, em 1915, na Primeira Guerra Mundial. A cidade de Istambul, palco dos primeiros ataques, será o centro das atenções no dia de celebração em memória das vítimas. A perseguição à população armênia resultou na exterminação de um número estimado em até 1,5 milhão de pessoas, segundo historiadores. A delicada questão se tornou um eterno obstáculo nas relações entre a Turquia e a Armênia, com repercussões além-fronteiras. O governo de Ancara se recusa a reconhecer os fatos de 1915 como um “genocídio”, como exigem os armênios e parte da comunidade internacional. Embora sinais de reaproximação em torno do espinhoso tema tenham sido notados nos últimos anos, a discórdia se mantém entre os dois países, em um impasse histórico de contornos políticos intensificado pela proximidade do centenário.

Há um ano, o então premier Recep Tayyip Erdogan, atual presidente da Turquia, pela primeira vez apresentou “condolências” aos netos das vítimas dos massacres de 1915, evocando “nossa dor comum”. Ancara admite as mortes de até 500 mil armênios em uma “guerra civil” entre 1915 e 1917, na região de Anatólia, mas o termo “genocídio” permanece como tabu para o governo e a maioria da população. Já os armênios reivindicam o reconhecimento de um amplo extermínio planificado e implementado pelas autoridades da época, sob forma de execuções e criminosas deportações. O genocídio é oficialmente reconhecido hoje por duas dezenas de países — o Brasil não está entre eles.

Recentemente, às vésperas da efeméride centenária, os atritos se exacerbaram por causa do Parlamento Europeu e do Papa Francisco. Em Bruxelas, os deputados europeus aprovaram na última quarta-feira uma resolução confirmando o 24 de abril como data comemorativa do genocídio armênio de 1915, já reconhecido pelo Parlamento em 1987. Os parlamentares convocaram a Turquia a reconhecer o genocídio para abrir o caminho a uma “verdadeira reconciliação entre os povos turco e armênio”, e também saudaram as polêmicas declarações feitas três dias antes pelo Papa Francisco, que enfureceram as autoridades de Ancara.

Em seu discurso dominical na Basílica de São Pedro, o Papa designou o massacre do povo armênio como o primeiro “genocídio” do século XX, anterior aos “perpetrados pelo nazismo e o stalinismo”. O poder turco acusou o Parlamento Europeu de reproduzir os “clichês antiturcos da propaganda armênia”, e desqualificou as declarações do Papa como “delírios” de uma campanha “fora da realidade histórica” contra o país.

RECEIOS DE INDENIZAÇÃO

Para Michel Marian, especialista em filosofia política e autor de diversas obras sobre o massacre armênio, a forte reação turca faz parte de uma estratégia política preventiva para amenizar os efeitos das numerosas críticas e reprovações previstas para ocorrerem até o próximo dia 24.

— O governo turco tentará manter tudo como está pelo menos até as eleições legislativas de junho, e depois penso que poderá aceitar alguma evolução de sua posição. Não acredito que haverá mudança em termos de discurso histórico, mas poderemos ver gestos concretos na direção dos armênios — opina.

Segundo o analista francês, de origem armênia, é difícil distinguir a principal razão da recusa turca do reconhecimento de um genocídio: o orgulho e a soberania nacional ou o receio de ser obrigado a pagar indenizações ao governo armênio e às famílias da vítimas. Hoje, há uma opinião crescente, acredita ele, de que é possível fazer reparações sem reconhecer o genocídio.

— Há diferentes formas de reparações coletivas públicas e parciais, como a reconstrução de igrejas ou a restituição de nomes de vilarejos armênios. Pode-se imaginar uma segunda etapa, que seria a declaração de arrependimento, mas sem reconhecer que tenha havido uma autoria governamental dos sofrimentos armênios. E depois uma terceira etapa: o reconhecimento e desculpas e outros tipos de indenizações mais individualizadas.

O líder nacionalista turco Dogu Perinçek, do Partido dos Trabalhadores, foi parar nos tribunais por ter afirmado em solo suíço que o genocídio armênio era uma “mentira internacional”. Primeiramente condenado por “discriminação racial” pelo tribunal de Lausanne, foi depois absolvido em um recurso na Corte Europeia dos Direitos Humanos, que alegou sua “liberdade de expressão”. A Justiça suíça, por sua vez, recorreu da decisão, e uma nova audiência ocorreu em janeiro último, sem data ainda definida para o julgamento final.

— A Corte Europeia dos Direitos Humanos me deu razão. Os fatos de 1915 não podem ser considerados um genocídio. Esta é a posição da nação turca, e todo mundo deve respeitá-la. Não é uma discussão histórica, é um problema político — defendeu o líder nacionalista, em entrevista por telefone.

Presa por dois anos e meio na Turquia, entre 1998 e 2000, a turca Pinar Selek hoje vive refugiada na França. Ativista, a socióloga é perseguida pela Justiça de seu país há 15 anos, e acaba de lançar o livro “Porque eles são armênios”, no qual aborda a questão do massacre e a discriminação atual dos armênios:

— O governo turco adota um negacionismo nacionalista. Mas há uma nova resistência na sociedade civil, na nova geração, e uma relação importante com a diáspora armênia que faz avançar as coisas. Passou-se a confrontar a História de uma outra maneira. E não somente em relação à questão armênia. Hoje se fala em justiça.

GUERRA DE VERSÕES:

Segundo a história, a aliança da Turquia com a Alemanha e o Império Austro-Húngaro na eclosão da Primeira Guerra Mundial, contra a Tríplice Entente (França, Reino Unido e Rússia), foi o pretexto que faltava para as autoridades turcas resolverem a chamada “questão armênia”. Acusada de traição, a população armênia na Turquia, um total estimado em 2 milhões de pessoas, passou a ser perseguida, exterminada ou enviada para os desertos da Síria e do Iraque. Entre 1915 e 1918, a grande maioria dos deportados morreu de fome, foi dizimada por epidemias ou assassinada.

Os armênios reivindicam o reconhecimento de um amplo extermínio planificado e implementado pelas autoridades do Império Otomano na época, sob forma de execuções e criminosas deportações. O genocídio é oficialmente reconhecido hoje por duas dezenas de países — o Brasil não está entre eles. Na semana passada, o Papa Francisco somou sua voz à reivindicação, qualificando o extermínio de armênios como “primeiro genocídio do século XX”. O Parlamento Europeu também ratifica a versão sustentada pelos armênios.

Já Ancara admite as mortes de até 500 mil armênios numa “guerra civil” entre 1915 e 1917, mas o termo “genocídio” é tabu para o governo e a maioria da população. Há um ano, o premier Erdogan, atual presidente, pela primeira vez apresentou “condolências” aos netos das vítimas do massacre, evocando “nossa dor comum”. A negação do genocídio é antiga. Em suas memórias, o ex-premier britânico Winston Churchill escreveu: “No tratado de Lausanne (de 1923), que restabeleceu a paz entre a Turquia e os Aliados, a História procurará em vão a palavra Armênia.”

http://oglobo.globo.com/mundo/centenario-de-massacre-revive-duelo-turco-armenio-15920460

Parlamento Europeu aprova moção de reconhecimento do genocídio armênio

Ministério turco acusou órgão de tentar ‘reescrever a História’.

BRUXELAS — O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira uma moção reconhecendo “o centenário do genocídio armênio”.

A moção foi aprovada em Bruxelas por uma larga maioria, e inclui uma emenda que louva o Papa Francisco por seu discurso, no qual reconheceu o massacre de armênios pelo Império Otomano como um genocídio.

Embora a moção repita a linguagem usada pelo Parlamento em 1987, há o risco de novas tensões com a Turquia, cujo presidente, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que ignoraria o resultado da votação.

Em comunicado divulgado logo após a votação, o Ministério turco das Relações Exteriores afirmou que os parlamentares que apoiaram a moção estavam “tentando reescrever a História”, e tinham se aliado “àqueles que não têm nada a ver com com os valores europeus e se alimentam de ódio, da vingança, e da cultura do conflito”.

A Turquia reconhece que cristão armênios foram mortos em confrontos com soldados otomanos, que começaram no dia 15 de abril de 1915, quando a Armênia estava sob o domínio de Istambul, mas nega que um genocídio — termo utilizado por armênios, alguns historiadores, e parlamentares ao redor do mundo — tenha acontecido.

No ano passado, Erdogan ofereceu condolências aos descendentes de armênios mortos durante a Primeira Guerra Mundial. A resolução aprovada nesta quarta-feira pelo Parlamento Europeu reconhece que as declarações do então primeiro-ministro foram um passo na direção certa, mas pediram ao governo turco que fosse adiante, e reconhecesse o genocídio.

— Não podemos esquecer que pessoas foram assassinadas e que estes eventos são corretamente descritos como um genocídio— afirmou Elmar Brok, parlamentar do Democratas Cristãos da Alemanha. — Acho que isso deveria levar a um reconhecimento mais amplo por parte da Turquia, de que um genocídio foi praticado durante o período do Império Otomano.

http://oglobo.globo.com/mundo/parlamento-europeu-aprova-mocao-de-reconhecimento-do-genocidio-armenio-15884489

Reação turca a comentário papal sobre genocídio armênio vai da indiferença à frustração

Quando o papa Francisco se tornou o primeiro pontífice a chamar o massacre armênio de 1915 publicamente de genocídio no final de semana, a reação de Ancara foi rápida e irada: convocou o embaixador do Vaticano para uma descompostura e chamou de volta seu próprio enviado.

A reação na mídia turca nesta segunda-feira foi da indignação à indiferença, dependendo de quão próximo o jornal é do governo. A reação nas ruas foi morna, e muitos turcos desqualificaram a disputa como acontecimento político vazio e expressaram o desejo de deixar a história para trás.

Francisco desencadeou a rixa diplomática no domingo, classificando o massacre de mais de 1,5 milhão de armênios como “o primeiro genocídio do século 20” e levando a Turquia a acusá-lo de incitar o ódio.

Muçulmana, a Turquia concorda que os cristãos armênios morreram em combates com soldados otomanos a partir de abril de 1915, quando alguns armênios viviam no império governado de Istambul, mas nega que centenas de milhares foram assassinados e que isso equivale a um genocídio.

“As declarações do papa, que estão longe de serem fatos históricos e judiciais, são inaceitáveis”, disse o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, no Twitter. “Instituições religiosas não são locais para incitar o ódio e a vingança com acusações sem fundamento”.

O fato de que a Cidade do Vaticano é o menor Estado do mundo pode ter evitado maiores repercussões. Em 2011, quando o parlamento da França tornou a negação do genocídio armênio um crime, a Turquia retirou seu embaixador, suspendeu manobras militares conjuntas e congelou os contatos políticos por algum tempo.

A Armênia e sua grande diáspora nos Estados Unidos argumentam que a Turquia não prestou as devidas contas de seu passado dos tempos da guerra.

“Se você perguntar a um armênio ou turco comum, tenho certeza de que não nos importamos tanto com isso quanto as pessoas pensam”, afirmou Dursun Okan, bancário de 27 anos.

Mesmo assim, outros viram os comentários papais como interferência estrangeira e se perguntaram se os EUA, aliados tradicionais da Turquia, algum dia usariam a palavra “genocídio”.

Ao contrário de duas dezenas de países europeus e sul-americanos que empregaram o termo, Washington o evita, e alertou os legisladores norte-americanos que Ancara pode interromper a cooperação militar se votarem a favor de sua adoção.

O papa Francisco pareceu se referir a seu uso do termo “genocídio” nesta segunda-feira, declarando em um sermão que “hoje a mensagem da igreja é a do caminho da franqueza, o caminho da coragem cristã”.

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Turquia chama de volta embaixador no Vaticano após comentários do Papa Francisco

Turquia chamou de volta à Ancara seu embaixador para o Vaticano para consultas, disse o Ministério das Relações Exteriores turco neste domingo, depois que o papa Francisco descreveu publicamente o massacre de armênios de 1915 como genocídio.

A muçulmana Turquia admite que muitos cristãos armênios morreram em confrontos com soldados otomanos iniciados em 1915, quando a Armênia era parte do império governado a partir de Istambul, mas nega que centenas de milhares de pessoas foram mortas e que houve um genocídio.

O ministério disse em um comunicado que os comentários do papa foram “nulo e sem efeito” para o povo turco.

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