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Em Moscou, Netanyahu diz a Putin que o Irã ainda está buscando a destruição dos judeus

Visitando o memorial da Segunda Guerra Mundial, Bibi diz que é “inacreditável” que 73 anos depois do Holocausto, Teerã ainda peça o genocídio do povo judeu”.

Fonte: The Times of Israel

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Número de civis mortos em ataque químico na Síria pode superar a 100

Dezenas de sírios morreram sufocados depois que um suspeito ataque químico atingiu o subúrbio de Douma, controlado pelos rebeldes, enviando um fluxo de pacientes com olhos ardendo e problemas respiratórios para clínicas médicas, disseram grupos de assistência humanitária no domingo.

Grupos médicos e de resgate culparam o governo do presidente Bashar al-Assad pelo ataque ao subúrbio, a leste da capital, Damasco, que ocorreu depois do anoitecer de sábado.

Os governos estrangeiros expressaram preocupação com os relatos de um ataque, e o Ministério das Relações Exteriores britânico pediu uma investigação urgente, dizendo que se o uso de armas químicas tiver veracidade comprovada, “é mais uma prova da brutalidade de Assad“.

Em um dos primeiros relatos, o grupo de resgate White Helmets escreveu no Twitter que um helicóptero havia jogado uma bomba barril cheia de produtos químicos em Douma, matando pelo menos 40 pessoas e ferindo centenas.

Famílias inteiras em abrigos mortos com gás em Douma, escondidos em seus porões, foram sufocados pelo gás venenoso, elevando o número inicial de mortos para mais de 40“, disse a organização no Twitter.

O tweet foi acompanhado por imagens de aparentes vítimas do suposto ataque, incluindo crianças, com espuma em torno de suas bocas.

Um número significativo de crianças” estava entre as “bem mais de 70 pessoasmortas no ataque, disse um porta-voz da instituição de caridade internacional Union of Medical Care and Relief Organizations (UOSSM).

Em um comunicado separado, a instituição humanitária disse que o número de mortos deve aumentar para mais de 100, já que as equipes de resgate experimentaram “extrema dificuldade em alcançar as vítimas devido ao contínuo bombardeio em Douma”.

A imprensa estatal na Síria negou que as forças do governo tivessem usado armas químicas e acusou o grupo rebelde que controla Douma, o Exército do Islã, de fabricar os vídeos para solicitar apoio internacional à medida que a derrota se aproximava.

O Ministério da Defesa da Rússia também negou que armas químicas tenham sido usadas.

Não foi possível verificar de forma independente os relatórios porque a Douma está cercada pelo governo sírio, o que impede o acesso de jornalistas, agentes humanitários e investigadores.

Um novo e confirmado ataque químico na Síria representaria um dilema para o presidente Trump, que ordenou ataques militares a uma base aérea síria depois do ataque químico no ano passado, mas recentemente disse que quer tirar os Estados Unidos da Síria .

O ataque ocorreu perto do fim de meses de pressão do governo sírio para retomar um grupo de cidades a leste de Damasco, conhecido como Ghouta Oriental. As cidades foram ocupadas por rebeldes que tentam derrubar Assad desde os primeiros anos da guerra civil síria, e os rebeldes muitas vezes bombardearam Damasco, matando civis.

O governo sírio e seus aliados, os militares russos e as milícias apoiadas pelo Irã, cercaram e bombardearam a área, matando mais de 1.600 pessoas e obrigando dezenas de milhares a fugir, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora o conflito da Grã-Bretanha através de contatos na Síria.

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Vítimas do ataque em um prédio em Douma. (Foto Capacetes brancos da defesa civil síria através da imprensa associada)

Douma é a última cidade remanescente ainda controlada por rebeldes na área, e o governo sírio prometeu retomar a região. Muitos dos moradores restantes buscaram segurança nos porões, o que poderia torná-los mais vulneráveis ​​a gases venenosos.

Em uma declaração conjunta , a Sociedade Médica Americana Síria, que apóia clínicas nas áreas de oposição da Síria, e a Defesa Civil Síria, os chamados Capacetes Brancos que resgatam pessoas na sequência de ataques aéreos, disseram que o ataque químico ocorreu após um dia de bombardeio pesado pelos militares sírios e seus aliados.

Após o ataque, mais de 500 pessoas foram aos centros médicos “com sintomas indicativos de exposição a um agente químico“, disse o comunicado, incluindo problemas para respirar, espuma na boca, ardor nos olhos e “emissão de odor semelhante ao cloro. “

Uma pessoa morreu na chegada a uma clínica, seis outras morreram depois que chegaram lá, e equipes de resgate relataram ter encontrado mais de 42 mortos em suas casas, segundo o comunicado. As pessoas não puderam ser evacuadas devido a odores fortes e falta de equipamento.

“Os sintomas relatados indicam que as vítimas sufocadas pela exposição a produtos químicos tóxicos”, disse o comunicado.

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Forças do governo pró-síria avançando em direção a Douma no sábado. Agência de CréditoFrance-Presse – Getty Images

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que não confirmou o uso de agentes químicos, disse que 42 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas, incluindo 11 que sufocaram nos porões de edifícios que desmoronaram sobre eles. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas no bombardeio e 70 tiveram problemas respiratórios, disse o grupo.

O governo dos Estados Unidos disse que está trabalhando para verificar se armas químicas foram usadas.

O regime de Assad e seus apoiadores devem ser responsabilizados, e quaisquer novos ataques impedidos imediatamente“, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em um comunicado. Nauert notou um ataque com gás sarin em abril de 2017 no noroeste da Síria, que os Estados Unidos e as Nações Unidas culparam o governo sírio.

 “Os Estados Unidos pedem à Rússia que acabe com esse apoio absoluto imediatamente e trabalhe com a comunidade internacional para evitar novos ataques bárbaros de armas químicas“, disse Nauert.

O ex-presidente Barack Obama se esforçou para responder a esses ataques na Síria. Depois de declarar o uso de armas químicas como uma “linha vermelha”, Obama se recusou a responder militarmente quando um ataque químico do governo sírio em 2013 matou centenas de pessoas perto de Damasco.

Em vez disso, os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo que consistia em ver a Síria renunciar a seus estoques de armas químicas e desmantelar suas capacidades de fabricar novas armas.

O acordo foi celebrado na época, mas vários ataques químicos desde então têm sido atribuídos ao governo sírio, levantando questões sobre a eficácia do acordo.

Com informações de Haaretz e  The New York Times

Por que a Alemanha não se desculpou até hoje pelo primeiro genocídio do século 20

Para historiadores, trata-se do primeiro genocídio do século 20. Mas muitas pessoas nunca ouviram falar do assassinato de dezenas de milhares de pessoas por tropas alemãs no território que hoje é a Namíbia, na África.

Entre 1904 e 1908, quando a região era conhecida como Sudoeste Africano e estava sob colonização de Berlim, militares realizaram uma campanha implacável de extermínio de duas etnias locais, os herero e os nama.

De um total de cerca de 100 mil integrantes dos dois grupos, estima-se que pelo menos 80 mil homens, mulheres e crianças foram mortos por balas, canhões, fome ou sede. O estupro em massa de mulheres foi sistemático.

Centenas de crânios de vítimas foram enviados à Alemanha para serem analisados em estudos sobre diferenças raciais que buscavam provar a superioridade dos brancos. Vinte deles foram devolvidos à Namíbia em 2011.

Manifestação em Berlim, com cartaz exigindo pedido de desculpasDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionNesta manifestação em Berlim, em 2015, participantes pediram que governo alemão se desculpe formalmente pelas mortes
Homens e meninos herero, algemados e desnutridosDireito de imagemARQUIVO NACIONAL DA NAMÍBIA
Image captionMuitas fortes foram causadas por fome e sede

Mais de um século depois, representantes dos governos alemão e namíbio negociam uma declaração conjunta sobre o episódio – algo motivado principalmente por uma extensa campanha de ativistas herero e nama.

Segundo a imprensa alemã, Berlim deverá reconhecer pela primeira vez sua responsabilidade em um genocídio na África.

Os grupos étnicos entraram este mês em um tribunal de Nova York com um pedido de indenização junto ao governo alemão, com base em possíveis violações da Declaração da ONU sobre Direitos de Grupos Indígenas.

Porém, o principal negociador da Alemanha nas negociações com a Namíbia, Ruprecht Polenz, disse ao jornal britânico The Guardian que o ocorrido na Namíbia “não pode ser comparado ao Holocausto” – o extermínio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial resultou no pagamento individual de indenizações pelo governo.

Acadêmicos e ativistas argumentam, porém, que as ações contra os herero e os nama foram igualmente brutais – alguns asseguram que as atrocidades na África abriram caminho para o Holocausto, quase quatro décadas depois.

Estupros e assassinatos

Na Conferência de Berlim, em 1884, as potências europeias fizeram uma partição da África. A Alemanha, que tinha colônias onde hoje é Camarões, Togo e Tanzânia, anexou também a costa sudoeste do continente.

Soldados alemães na NamíbiaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionRebelião dos herero e nama contra a ocupação fez com que o kaiser Guilherme 2º enviasse 14 mil soldados para a colônia

Indígenas foram expulsos de suas terras, que foram entregues a colonos alemães. A população nativa sofreu todo tipo de abuso, incluindo estupros e assassinatos. Isso causou as revoltas de 1903, em que guerreiros herrero e nama fizeram ataques que resultaram na morte de dezenas de colonos.

A resposta alemã veio com a ordem do imperador, o kaiser Guilherme 2º, para que 14 mil soldados fossem deslocados para a colônia. Todos sob o comando de Lothar Von Trotha, que havia reprimido brutalmente rebeliões nativas em posições do país na China e no leste da África.

Entre as represálias estavam uma morte lenta no deserto do Kalahari, onde soldados tinham envenenado os poços d´água.

Genocídio

Prisioneiros herero acorrentados, na companhia de soldados alemães montadosDireito de imagemARQUIVO NACIONAL DA NAMÍBIA
Image captionO general Lothar von Trotha ordenou em 1904 que os herero ‘deixassem o país’

Von Trotha abriu os trabalhos enviando uma mensagem veemente os herero:

“Eu, general dos soldados alemães, envio esta carta aos herero. O povo herero deve abandonar o país. Se negarem, forçarei sua partida com canhões. Qualquer herero, com ou sem armas, será executado.”

“Von Trotha disse a seus soldados que não atirassem em mulheres e crianças. Em vez disso, os soldados as forçaram a fugir para o deserto, onde morreram de fome e sede”, disse à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Reinhart Koessler, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de Freiburg e acadêmico especializado no passado colonial da Alemanha.

Gravura de época mostra batalha entre guerreiros herero e tropas alemãsDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPara Reinhart Koessler, a proclamação de Von Trotha ‘teve a intenção clara de extermínio, e isso constitui genocídio’
Descendentes de von Trotha na NamíbiaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionDescendentes do general Lothar von Trotha foram à Namíbia en 2007 para pedir desculpas por suas ações

Para Koessler, as palavras de Von Trotha “foram uma intenção clara de extermínio, e isso constitui genocídio, a vontade de eliminar um grupo étnico”.

Os estupros de mulheres herero e nama foi algo tão generalizado que muitos descendentes atualmente têm algum ancestral alemão.

“Sou descendente direto dos herero. Tanto meus avôs maternos quanto paternos tinham sangue alemão em suas veias por causa do abuso sexual cometido contra meu povo”, disse Ngondi Kamatuka, integrante da Asociação Herero Contra o Genocídios, à BBC Mundo.

Pedido de desculpas

As negociações entre Alemanha e Namíbia são o resultado de um longo processo iniciado logo após o país se tornar independente da África do Sul, em 1990.

Ngondi KamatukaDireito de imagemCORTESIA NGONDI KAMATUKA
Image captionNgondi Kamatuka quer pedido oficial de desculpa dos alemães

“Os povos herero e nama exigem um pedido de desculpas oficial do povo alemão, emitido pelo Parlamento. O Parlamento deve pedir perdão de forma inequívoca pelos crimes cometidos em nome do imperador (o kaiser Guilherme)”, afirma Kamatuka.

Um dos temas mais complicados é o de uma possível indenização.

A Alemanha se recusa a falar sobre reparações e propõe oferecer compensações por meio de projetos de infraestrutura e ajuda financeira para a Namíbia.

“Quando um criminoso comete um delito, ele não tem direito a escolher as consequências”, discorda Kamatuka.

Ativistas pedem para participar direamente das negociações e dizem desconfiar do que o governo da Namíbia, dominado por outro grupo étnico, o ovambo, fará com eventuais fundos repassados.

Alguns observadores ressaltam que a negociação direta com grupos étnicos e discutir reparações faria com que a Alemanha reconhecesse culpa com base na convenção da ONU contra o genocídio.

Indenizações

Kamatuka diz que as vítimas africanas mereciam o mesmo tipo de indenização individual que as do Holocausto.

Representantes da Namíbia no Memorial do Holocausto, em BerlimDireito de imagemCORTESIA REINHART KOESSLER
Image captionRepresentantes da Namíbia no Memorial do Holocausto em Berlim, em 2011; as representantes foram à capital alemã na ocasião da repatriação de 20 crânios de vítimas herero, devolvidos por um hospital do país europeu
Ruprecht PolenzDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO principal negociador alemão, Ruprecht Polenz, disse à imprensa que seu país usará o termo ‘genocídio’, mas descartou categoricamente a indenização de familiares de vítimas

“O número de mortos no Holocausto e na Namíbia não é comparável, mas o que fizeram com nosso povo foi igualmente brutal”.

Segundo o jornal The New York Times, Ruprecht Polenz, o representante alemão nas negociações, assegurou que seu país usará o termo genocídio.

Mas em entrevista a uma rádio alemã, ele disse que, na visão do governo, o uso do termo não incorre em obrigações legais, mas sim morais e políticas de “sanar as feridas”.

À BBC Mundo, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que as negociações ocorrem desde 2014 “em busca de um enfoque comum sobre esses eventos dolorosos”.

“Espera-se que um dos resultados desse diálogo seja uma linguagem comum em relação a esses eventos históricos, assim como um pedido de desculpas da Alemanha e a aceitação dessas desculpas pela Namíbia.”

Ngondi Kamatuka afirma que “se Alemanha tomar a posição de não nos indenizar, pensaremos que não querem fazê-lo porque, ao contrário das vítimas da Segunda Guerra Mundial, nós temos a pele negra”.

O representante herero, que vive nos EUA, diz que fundos pagos pela Alemanha poderiam ser usados na compra de “terras roubadas dos herero e dos nama, que hoje vivem em pobreza espantosa”.

Mulher herero em frenta a uma casa, ao lado de um meninoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAtivistas querem recuperar terras perdidas por nativos
Mulher hereroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSegundo Kamatuka, as duas etnias ocupavam 70% das terras

Segundo o ativista, esses grupos étnicos ocupavam “cerca de 70% das terras” antes da chegada dos alemães.

“Hoje ainda temos muitos proprietários de terra que só vão à Namíbia para caçar. Fomos pacientes e jamais invadimos suas fazendas, mas as indenizações permitiriam comprar algumas dessas terras para combater a miséria de nosso povo.”

Genocídio esquecido

Para Koessler, há uma “amnésia colonial” na Alemanha que deve ser combatida. Na sua opinião, esse passado colonial está relacionado aos eventos trágicos mais conhecidos da história do país.

Postal mostrando crânicos de vítimas hereroDireito de imagemREINHART KOESSLER
Image captionAs mortes de nativos foram divulgadas na Alemanha em gravuras como esta

“Os perpetradores de muitos genocídios no século 20 tentaram ocultá-los, mas o caso da Namíbia foi algo muito público”, afirma Koessler.

“A proclamação do general Von Trotha foi debatida em público e postais com ilustrações de atrocidades circulavam (pela Alemanha). Inclusive um que mostrava crânios sendo embalados, com o comentário de que mulheres herero foram obrigadas a limpá-los com cacos de vidro.”

“Um autor da época, Gustav Frenssen, descreveu os testemunhos de soldados que participaram da repressão, e afirmou que o que ocorreu com a população negra era justificado por uma lei divina.”

Koessler conta que um livro de Frenssen, A Viagem de Peter Moors ao Sudoeste Africano, legitimizando o genocídio, foi usado em escolas e cópias foram dadas aos soldados que iam ao front.

Relação com o Holocausto?

“Claro que não podemos falar de uma linha causal com o Holocausto. Mas, na minha opinião, essa mobilização de nacionalismo e a exposição pública das atrocidades combinaram para baixar o nível do que era aceitável em termos do que seres humanos podem fazer uns aos outros. De certa forma, contribuíram para o que ocorreu nas décadas seguintes e levou ao Holocausto”, avalia Koessler.

Fotógrafos em frente a crânios em caixas de vidroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption20 crânios enviados à Alemanha para estudos foram devolvidos em 2011 à Namíbia por um hospital de Berlim

Para o jornalista americano Edwin Black, a matança na Namíbia “estabeleceu um padrão” para o Holocausto.

Em um artigo recente, ele cita vários exemplos. Um dele é o caso de Eugen Fischer, médico nazista cujas pesquisas sobre diferenças raciais tiveram início na Namíbia.

“A entrada do termo campo de concentração no vocabulário alemão teve início com o estabelecimento de campos para hereros”, completa Black.

Hermann Goering, que estava apenas abaixo de Adolf Hitler na hierarquia nazista, era filho de Heinrich Goering, primeiro governador alemão na Namíbia.

Herança

Para Reinhart Koessler, é importante que alemães mais jovens saibam o que ocorreu – o ensino de história na Alemanha é “muito eurocêntrico”, diz.

Filas de lápides de soldados alemães
Image captionCemitério alemão na Namíbia tem filas de lápides para soldados alemães…
Placa no cemitérioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption…mas apenas uma placa para lembrar vítimas herero.

“Na minha opinião, o Parlamento deve pedir desculpas pelo genocídio, e deve haver consequências materiais.”

Já Kamatuka queixa-se da ausência de monumentos em homenagem às vítimas das atrocidades na Namíbia.

“Não se fala do genocídio nos livros escolares da Alemanha e da Namíbia”, diz.

“Os jovens herero e nama precisam saber do genocídio contra seu povo. Para que saiba quem são, de onde vêm e como navegar seu futuro.”

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38554223?ocid=socialflow_facebook

1948: ONU classifica genocídio como crime

Em 9 de dezembro de 1948, em Paris, a ONU tornou o genocídio passível de punição, ao aprovar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio.

O genocídio não é uma criação do século 20, mas foi nessa época que a eliminação de grupos étnicos ou religiosos ganhou proporções até então desconhecidas.

Em 1904 morreram 60 mil hereros no Sudoeste Africano Alemão, a atual Namíbia, por eles terem se levantado contra os senhores coloniais. Em 1915, cerca de 1,5 milhão de armênios cristãos foram assassinados pelos turcos. Nos gulags stalinistas e por causa de deportações, milhões de pessoas encontraram a morte na Rússia devido a suas opiniões políticas ou por pertencerem a minorias étnicas, como os alemães do Volga ou os tártaros da Crimeia.

Sem precedentes históricos, porém, foi a execução de 6 milhões de judeus pelo regime nazista na Alemanha, entre 1933 e 1945.

Para evitar que tragédias como essas se repetissem, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas ditou no preâmbulo de sua Carta, em 1945: “Nós, os povos das Nações Unidas, resolvidos a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que, por duas vezes no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade (…)”.

Falha ficou evidente no julgamento de Nurembergue

Mas foram necessários mais três anos para que o genocídio passasse a ser punido pelo direito internacional. Em 9 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por unanimidade a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio. Ela obriga os países da comunidade de nações a punir o genocídio. Um mês depois, 100 dos 188 membros haviam ratificado a convenção. Hoje o número chega a 140.

Já a intenção de eliminar grupos étnicos, religiosos, nacionais ou raciais deve ser punida. Também condições desumanas de vida, graves violações físicas ou psicológicas, o impedimento de nascimento de crianças ou seu sequestro se enquadram no conceito de genocídio, enquanto a perseguição a oposicionistas políticos foi deixada de fora por exigência da União Soviética.

Até aí não havia possibilidade no direito internacional de punir assassinatos em massa ordenados pelo Estado. Uma falha que havia se evidenciado no Tribunal de Nurembergue, quando dez dos 22 nazistas acusados de graves crimes de guerra foram libertados ou receberam penas leves.

Convenção pune, mas não previne

A convenção contra o genocídio deve muito aos esforços do advogado judeu polonês Raphael Lemkin, que criou o termo genocídio após analisar casos como o Holocausto.

A convenção da ONU não impediu, porém, novos massacres étnicos, como no caso dos muçulmanos bósnios mortos pela Sérvia nos anos 1990 ou a morte de mais de 800 mil pessoas em Ruanda, no conflito entre hutus e tutsis. Sem falar nos crimes cometidos durante as guerras da Coreia, do Camboja, no Oriente Médio, na Chechênia ou no Timor Leste.

Será a Convenção das Nações Unidas apenas um instrumento que ficou no papel? O perito em questões de direito internacional Andreas Paulus, da Universidade Ludwig-Maximilian, de Munique, acha que não. Ele lembra que uma legislação pune crimes, mas não impede que eles aconteçam.

http://www.dw.com/pt-br/1948-onu-classifica-genoc%C3%ADdio-como-crime/a-686297

EVM discute com deputado Ezequiel Teixeira votos do Brasil contrários a Israel na ONU e genocídio de cristãos no Oriente Médio

Brasília – Na terça-feira(29/11), Andréa Fernandes, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, participou de reunião com o deputado federal Ezequiel Teixeira, o jornalista Jarbas Aragão e os líderes evangélicos Paulo de Tarso Fernandes e Hudson Medeiros Teixeira.

O deputado Ezequiel Teixeira manifestou interesse de prestar apoio ao Movimento Pró- Israel e teceu esclarecimentos sobre plano de ação em 2017 para fortalecer o apoio à iniciativa de mudança da posição diplomática do Brasil frente às resoluções da ONU propostas por países árabes com o fim notório de deslegitimar o Estado de Israel e promover a islamização de lugares sagrados para os judeus. Nesse sentido, ouviu o Ap. Paulo de Tarso, que representou o Conselho Apostólico do Brasil na reunião com o Ministro das Relações Exteriores José Serra, onde se deliberou sobre o tema de reavaliação do voto brasileiro nas 20 resoluções da ONU aprovadas neste ano contrárias a Israel, além das resoluções da UNESCO que negam a ligação histórica dos judeus com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações.

A questão da perseguição religiosa contra cristãos no mundo muçulmano também integrou a pauta de discussão, pois antes da chegada do deputado à reunião agendada em seu gabinete, Andréa Fernandes prestou esclarecimentos sobre o tema aos pastores Paulo de Tarso e Hudson, que se sensibilizaram com os dados prestados e se prontificaram a apoiar as ações da ONG Ecoando a Voz dos Mártires para dar visibilidade ao tema. Foram discutidas, também, propostas de ação para promover a necessária mobilização popular a fim de respaldar o movimento que pretende mudar o posicionamento diplomático do Brasil em relação a Israel, oportunidade em que, Andréa Fernandes informou estar articulando com movimentos internacionais para prestarem apoio.

Ao final da reunião, Ezequiel Teixeira afirmou que ingressará com o requerimento de audiência pública para debater a questão do genocídio de cristãos na Comissão de Direitos Humanos. Na oportunidade, a presidente da ONG manifestou sua preocupação quanto à necessária discussão acerca do reconhecimento do genocídio dos armênios, pois é um dever moral que vem sendo ignorado pela diplomacia brasileira, e por isso, vem sendo alvo de atenção de Andréa Fernandes em todas as reuniões que tem participado com parlamentares e lideranças religiosas.

O encontro foi bastante promissor, uma vez que agregou a luta da ONG EVM em incluir na agenda de política externa brasileira a preocupação com a violação dos direitos humanos no mundo muçulmano e o combate ao antissemitismo.

Papa usa a palavra genocídio em discurso no Palácio Presidencial da Armênia

Em seu primeiro dia de viagem à Armênia, o papa Francisco não se intimidou em usar a palavra “genocídio” para se referir ao extermínio de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano há um século, mesmo sabendo que o vocábulo poderia desencadear um mal-estar diplomático com a Turquia, como já ocorreu no ano passado.

A Santa Sé não previa o termo “genocídio” nos discursos de Francisco, porém o líder católico não quis renunciar à palavra e a disse, em alto e bom som, na capital Erevan, dentro do Palácio Presidencial e diante das autoridades armênias, inclusive do presidente armênio Serzh Sargsyan.

Relembrando um encontro que teve com Sargsyan no dia 12 de abril de 2015, na Basílica Vaticana, o papa disse hoje (24) que, “naquela ocasião, se fez a memória do centenário de Metz Yeghern, o ‘Grande Mal’ que atingiu este povo e causou a morte de milhares de pessoas”. “Aquela tragédia, aquele genocídio, abriu um triste elenco de imagens catastróficas do século passado, tornadas possíveis por motivações racionais, ideológicas ou religiosas aberrantes”, disse Francisco, fazendo uma pausa e acrescentando a palavra “genocídio” à fala. O discurso foi proferido no Palácio Presidencial, em uma cerimônia com as autoridades locais e o corpo diplomático, seu primeiro compromisso da viagem de três dias que faz à Armênia.

A declaração do líder católico deve provocar novas críticas do governo turno, que recentemente convocou o embaixador na Alemanha após Berlim aprovar uma resolução sobre o genocídio armênio.

“Tendo diante dos nossos olhos os nefastos episódios conduzidos no século passado pelo ódio, preconceito e desenfreado desejo de domínio, espero vivamente que a humanidade saiba tirar destas trágicas experiências o ensinamento para agir com responsabilidade e sabedoria para prevenir os perigos de cair novamente em tais horrores”, disse o papa. “É preciso multiplicar os esforços para que sempre prevaleça o diálogo nas desavenças internacionais e a constante e genuína busca pela paz, assim como a colaboração entre os Estados e o assíduo empenho dos organismos internacionais para que seja construído um clima de confiança propício a alcançar acordos duradouros”.

Em suas primeiras horas na Armênia, Francisco também condenou as divisões e guerras atuais. “O mundo está muito marcado por divisões e conflitos, assim como por graves formas de pobreza material e espiritual, entre eles a exploração de pessoas, de crianças, de idosos”.

Serzh Sargsyan, por sua vez, ressaltou que, em breve, a Armênia completará 25 anos de independência da União Soviética e que “muitas coisas importantes aconteceram nesse período, entre eles a visita de João Paulo II”, ocorrida em 2001.

Primeiro país cristão

Francisco visita a Armênia a convite do patriarca Karekin II e autoridades políticas do país. A Armênia é considerada “o primeiro país cristão”, pois o rei Tiridates III proclamou o Cristianismo como religião de Estado em 301, ainda antes do Império Romano, sob o impulso de São Gregório, o Iluminador. O rito armênio é um dos mais antigos do cristianismo do Oriente, com origens que remontam à época apostólica com Tadeus e Bartolomeu – considerados os Apóstolos do país.

Esta é a segunda visita de um papa ao país.  João Paulo II esteve na Armênia em 2001.

*Com informações da Rádio Vaticano

http://m.agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-06/papa-usa-palavra-genocidio-em-discurso-no-palacio-presidencial-da

Alemania reconoce el Genocidio Armenio, Turquía estalla en furia

El voto positivo en el parlamento alemán sobre una resolución que reconoce el genocidio armenio, que Turquía niega categóricamente, pone a prueba la “amistad” entre Ankara y Berlín, declaró el jueves el primer ministro turco, horas antes de la votación que aprobó la iniciativa.
“Este texto no quiere decir nada para nosotros y representará una verdadera prueba de amistad” entre los dos países, declaró el premier turco Binali Yildirim en un discurso en Ankara.
Los 630 diputados del Bundestag, la cámara baja del parlamento alemán, se pronunciaron este jueves sobre una resolución parlamentaria titulada “Recuerdo y conmemoración del genocidio de los armenios y de otras minorías cristianas hace 101 años”, propuesta por los grupos de la mayoría, los conservadores de la Unión Demócrata Cristiana y el Partido Sociademócrata, así como por los Verdes de la oposición.

Hasta 1,5 millones de armenios habrían muerto en 1915 a manos de los turcos

Autorizado con la siguiente mención: http://www.estadodeisrael.com/2016/06/alemania-reconoce-el-genocidio-armenio.html
© estadodeisrael.com

#EspecialNigéria: Um dos países que mais persegue cristãos

65% dos entrevistados declararam que a fé em Cristo cresceu junto com os atos de perseguição, ou seja, quanto mais perseguidos, mais os cristãos nigerianos se unem à Cristo no propósito de resgatar vidas.

26Mai_EspecialNigeria

“De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.” (2 Coríntios 4.8 e 9). Essa é a passagem bíblica que mais se encaixa à situação dos cristãos nigerianos que, apesar de tanto luto e tristezas, conseguem sorrir pelo simples fato de terem concontrado o seu salvador. Mais de 1 milhão deles foram expulsos de suas casas ou tiveram suas igrejas destruídas. Em algumas regiões do país, a presença cristã foi praticamente extinta. A igreja nigeriana está consciente da perseguição religiosa, mas não estava preparada para a dimensão da violência que teria de suportar.

No norte da Nigéria é um pouco mais difícil seguir a fé cristã, onde o Boko Haram tem tomado as propriedades dos “infiéis”, além de já ter tirado a vida de milhares deles. De acordo com um relatório da Portas Abertas, baseado em 102 entrevistas com membros de 44 igrejas que representam a Associação Cristã da Nigéria, a pobreza aumentou muito nos últimos anos. Três de cada quatro entrevistados disseram que está cada vez mais difícil encontrar um emprego. O relatório também mostra que um dos maiores desafios dos cristãos é de ordem emocional e que eles enfrentam grandes traumas causados pela violência que tem um nível cada vez maior.

Sobre a frequência dos cristãos nos cultos, as pesquisas revelam que mais da metade deixou de ir às igrejas por medo dos ataques e 80% confessou ter sentimentos de desconfiança em relação aos muçulmanos, além de uma imagem cada vez mais negativa sobre eles. O principal desafio social é enfrentar o ódio entre cristãos e muçulmanos dentro de ambientes de trabalho e escolas. E para finalizar, as pesquisas também revelaram que os cristãos que se recusam a ser expulsos e resistem aos ataques demonstram que houve um aumento significativo do compromisso que há dos irmãos em manter a fé sempre viva na Nigéria. 65% dos entrevistados declarou que sua fé em Cristo cresceu surpeendentemente junto com os atos de perseguição, ou seja, quanto mais perseguidos, mais os cristãos nigerianos se unem à Cristo no propósito de resgatar vidas. Ore por essa nação.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/05/um-dos-paises-que-mais-persegue-cristaos

 

Bangladesh executa líder islâmico por crimes de guerra em 1971

DACA — O líder do partido islâmico Motiur Rahman Nizami foi enforcado nesta terça-feira pela Justiça de Bangladesh. Ele foi condenado por genocídio, estupro e outros crimes cometidos durante a guerra de independência do Paquistão em 1971. A punição do ex-parlamentar, que morreu aos 73 anos, arrisca provocar uma reação raivosa de seus apoiadores.

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Vereador Gilberto Natalini atende pedido do EVM para realização de evento humanitário na Câmara de SP

São Paulo- Nessa quinta-feira, a presidente do EVM esteve em reunião com o vereador Gilberto Natalini e a assessora Luciana Feldman objetivando agendar evento na Câmara Municipal sobre a perseguição às minorias e o genocídio de cristãos perpetrado pelo Estado Islâmico, o qual já foi reconhecido pelo Parlamento Europeu e Estados Unidos.

Andréa Fernandes se dirigiu ao vereador em virtude de suas ações na seara de direitos humanos, sendo certo que, no dia 26 de abril foi proponente da Sessão Solene em Reconhecimento ao Genocídio Armênio e anualmente realiza sessão solene em homenagem aos heróis e mártires da 2ª Guerra Mundial em parceria com a B´nai  B´rith.

O vereador Gilberto Natalini se prontificou imediatamente a “dar voz às minorias esquecidas pela comunidade internacional” por reconhecer a importância do projeto de conscientização humanitária do EVM. O evento que terá ministração de palestra efetivada pela Dra. Andréa Fernandes deve ocorrer no mês de junho e a ONG já inicia juntamente com Albert Rosenberg articulações para a presença de lideranças religiosas e seculares.