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No Sri Lanka, lei concede “direito” à casamento infantil para minoria muçulmana

Os pais de Zeenath acreditavam que era melhor para as meninas casarem cedo no caso de uma proposta. A jovem de 16 anos estudou muito e conseguiu um emprego no governo com planos de economizar um dote, um pagamento tradicional para o noivo e/ou sua família.

Mas suas esperanças foram frustradas quando seu pai e sua mãe, presos em um ciclo de pobreza, decidiram não esperar.

Em vez disso, eles influenciaram Zeenath a se casar rapidamente com um homem de idade semelhante ao de seu próprio pai, que não estava procurando um dote.

Ela cumpriu os desejos de seus pais com o objetivo de agradá-los, mas pagou um alto preço pessoal

Zeenath, que usa esse nome para proteger sua identidade, foi agredida regularmente; uma vítima de rancor e práticas islâmicas distorcidas, cujos direitos à saúde e outras oportunidades educacionais foram negados.

Agora ela pediu o divórcio  e mora com o próprio filho na casa dos pais.

Em outro caso chocante no Sri Lanka no ano passado envolvendo casamento precoce, a grávida Thameem Fatheema Sharmila, de 16 anos, foi amarrada a uma cadeira e depois seu marido derramou óleo quente em seu corpo antes de ser incendiada.

Sharmila não sabia que seu marido já havia se casado duas vezes antes e ela sofria abusos mentais e físicos diariamente. Subsequentemente, Sharmila morreu das queimaduras

Esses casos são muito comuns e ativistas dos direitos das mulheres pediram ao governo que publique oficialmente um relatório sobre as propostas de reforma do Ato de Casamento e Divórcio Muçulmano do Sri Lanka (MMDA) em meio a planos de apresentar emendas legislativas no parlamento.

No entanto, uma cópia do relatório, compilado por um comitê de 17 membros estabelecido em 2009 e presidido pelo juiz Saleem Marsoof, vazou e já está disponível na internet.

O relatório Marsoof foi apresentado oficialmente à ministra da Justiça, Thalatha Athukorale, em 22 de janeiro.

Esta comissão tem consciência da necessidade urgente de reformar a lei para erradicar a ameaça de casamentos de crianças e considerou a questão de fixar uma idade mínima de casamento para os muçulmanos“, afirma o relatório.

Ele contém uma recomendação para uma idade mínima para o casamento de 18 anos para mulheres  e homens muçulmanos, no entanto, esta posição não foi adotada por unanimidade pelo comitê.

A recomendação majoritária do comitê é para a introdução de leis uniformes de casamento e divórcio aplicáveis ​​a todos os cingaleses, independentemente de suas crenças religiosas.

Atualmente, a lei comum do país não permite casamentos com menores de idade, mas a lei aplicável aos adeptos da fé islâmica permite o casamento de meninas de até 12 anos.

As Nações Unidas e a União Européia pediram ao governo que acabe com esses padrões duplos.

O governo do Sri Lanka assinou a Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação, que estipula que as mulheres tenham o direito de escolher livremente um cônjuge.

Outras recomendações do comitê da Marsoof incluem referências à questão da maior representação da mulher em órgãos com poder de decisão em relação ao casamento, ao divórcio e aos pagamentos de pensão.

O relatório Marsoof observa que os muçulmanos têm ingressado no território da maioria budista do Sri Lanka desde pelo menos o século VIII e que muitos se estabeleceram. Os muçulmanos compreendem agora cerca de 9,7% da população de 21 milhões de pessoas no país insular.

O relatório também aponta que existe um “mito de homogeneidade” das leis muçulmanas que constitui um obstáculo para a reforma da Sharia.

Alguns grupos de mulheres muçulmanas também defendem a reforma e tem havido várias comissões de inquérito sobre a questão desde a década de 1970.

Juwairiya Mohideen, presidente da Rede de Ação da Mulher, disse que a lei que cobre os casamentos muçulmanos e os tribunais islâmicos Shara ‘Qauzi’ continua a oprimir as mulheres e meninas.

Mohideen, que também é diretor do Fundo de Desenvolvimento das Mulheres Muçulmanas, disse que os atrasos nas reformas constituem uma negação de dignidade, justiça e igualdade.

Sua organização realizou uma pesquisa em 2016 sobre os primeiros casamentos muçulmanos realizada entre 2005 e 2015 em três distritos.

Em um grupo de amostra de 350 meninas muçulmanas casadas, 254 meninas se casaram quando tinham 16 ou 17 anos.

E 189 casamentos prematuros ocorreram como resultado de fatores financeiros, notadamente o pagamento de dotes.

Sete casamentos ocorreram apenas um ano depois que as meninas atingiram a puberdade e houve um total de 51 casamentos, no grupo da pesquisa, de meninas entre 12 e 16 anos, disse Mohideen.

O padre Noel Dias, professor da Faculdade de Direito do Sri Lanka, disse que o Ato de Casamento e Divórcio Muçulmano viola tanto a lei internacional quanto os padrões básicos de decência humana.

Ele acusou o governo de impedir a resolução desse problema por causa do lobby de poderosos líderes muçulmanos que se opõem à mudança.

Esta proposta para aumentar a idade do casamento é absolutamente essencial“, disse o padre Dias, referindo-se ao relatório Marsoof.

O Sri Lanka Tawheed Jamaath, uma organização muçulmana, em 2016 realizou uma manifestação de protesto contra a alteração do MMDA para aumentar a idade mínima para o casamento, mas alguns grupos de mulheres demonstraram em apoio à reforma.

Com informações Ucanews

Maldivas: cristãos podem ser ainda mais pressionados

O governo das Maldivas decidiu deixar a “Comunidade das Nações”, uma organização que garantia a democracia e os direitos humanos no país..

Recentemente, o governo das Maldivas decidiu não fazer mais parte do movimento Commonwealth of Nations (Comunidade das Nações), uma organização intergovernamental, composta por 53 países membros (agora 52) que buscam a paz mundial, entre outros objetivos que envolvem valores comuns, democracia, direitos humanos e boa governança. A decisão da liderança do país poderá prejudicar ainda mais a situação dos cristãos.

“Deixar a Comunidade significa que haverá menos monitoramento dos abusos contra os direitos humanos e menos segurança para a comunidade cristã. Agora a paranoia do presidente Abdulla Yameen poderá impulsionar ainda mais a repressão sobre todos os cidadãos”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas que atua na nação.

O Parlamento das Maldivas alega que a Comunidade das Nações interferia nos “assuntos domésticos” do país, ameaçando a soberania do governo e também sua independência. Antes dessa decisão, porém, as Maldivas estavam sendo pressionadas por um “grave déficit democrático”, ou seja, suas leis são tão complexas que os direitos dos cidadãos se tornaram inacessíveis, principalmente aos cristãos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/cristaos-podem-ser-ainda-mais-pressionados

Cristãos são tratados como cidadãos de segunda classe

Uma comunidade indígena de maioria cristã foi expulsa de suas terras com violência; três pessoas morreram durante o confronto e dezenas ficaram feridas.

No início do mês, houve um grande conflito entre uma comunidade indígena de maioria cristã e trabalhadores de uma usina de açúcar, na cidade de Rangpur. Cerca de 2.500 pessoas foram expulsas das terras de seus ancestrais com a ajuda da polícia local. Enquanto os trabalhadores se empenham na plantação de cana de açúcar, os cristãos passam agora por uma crise financeira inesperada.

Infelizmente, durante o confronto, 3 cristãos morreram, muitos ficaram feridos e 30 estão desaparecidos. Os agressores saquearam as casas, levaram o gado e incendiaram cerca de 600 moradias. Sabe-se que estes agressores foram enviados por uma empresa com a aprovação de um parlamentar. “Agora estamos vivendo em uma aldeia, fomos proibidos pelo governo de sair daqui e não temos como encontrar trabalho para o sustento de nossas famílias”, disse Emmanuel que é pai de três filhos.

As terras que foram tomadas desses cristãos e que historicamente pertenciam a seus ancestrais, foi comprada pelo governo em 1952 para uma lavoura de cana de açúcar. “Parece que o acordo entre as partes não foi cumprido. Era uma questão de tempo para que as terras fossem tomadas por autoridades agrícolas. E já que os cristãos em Bangladesh são vistos como cidadãos de segunda classe, eles sequer tentaram um acordo”, conclui um dos colaboradores da Portas Abertas.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/cristaos-sao-tratados-como-cidadaos-de-segunda-classe

Uzbequistão: Igreja subterrânea é invadida

Cristãos são acusados de armazenamento e distribuição de literatura proibida e realização de reuniões ilegais.

As igrejas subterrâneas no Uzbequistão passam por momentos difíceis. Uma delas, durante uma de suas reuniões, foi invadida por um grupo de dez policiais mascarados e armados que revistaram a casa e depois levaram computadores e celulares. Os fieis foram presos e interrogados. No mesmo dia, eles foram conduzidos ao tribunal com as seguintes acusações: armazenamento e distribuição de literatura proibida e realização de reuniões ilegais.

O juiz responsável pelo caso não se preocupou em buscar mais informações e mandou prender seis cristãos; os demais foram apenas multados. Salim* que é líder cristão e sua esposa Karima* tiveram que pagar uma multa de 2 mil dólares cada um. Halim* e sua esposa Farida* receberam multas com o mesmo valor. Os demais que estão presos também receberam multas entre 1200 e 1400 dólares.

É possível que entre os dez acusados haja alguém que tenha dado alguma informação à polícia secreta sobre as reuniões. Os advogados de defesa estão lutando para reduzir o valor das multas e para inocentar os acusados. Lembrando que o país ocupa o 15º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa e tem uma das ditaduras mais severas da Ásia Central.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/igreja-subterranea-e-invadida

Nigéria: líderes cristãos reivindicam justiça e segurança

A liberdade religiosa não é protegida e as leis que deveriam defender as minorias sequer servem para punir aqueles que usam a religião como desculpa para destruir casas, escolas e igrejas.

Já faz um tempo que líderes cristãos vêm criticando as ações do presidente Buhari. Entre as principais queixas estão as “chamadas para a expansão do escopo da lei islâmica na vida pública”, que são contrárias à Constituição nigeriana. A liberdade religiosa não é protegida e as leis que deveriam defender as minorias sequer servem para punir aqueles que usam a religião como desculpa para destruir casas, escolas e igrejas. Os cristãos estão reivindicando ao governo ajuda na reconstrução de seus imóveis destruídos.

Os dois incidentes mais recentes inclui a morte de um fazendeiro cristão por pastores fulani e a execução de um pastor. Esses dois casos foram a gota d’água para os líderes cristãos que estão reivindicando segurança e justiça. “Os cristãos nigerianos estão decepcionados e desiludidos com o governo. Buhari não tem sido capaz de conter a violência dos pastores fulani contra os cristãos na região conhecida como ‘Cinturão Médio’ (termo geográfico que designa a região de domínio cultural e religioso pelos muçulmanos)”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas. O Boko Haram está ativo no Norte da Nigéria e os extremistas islâmicos continuam a atacar os cristãos por motivos banais.

Em junho desse ano, por exemplo, uma cristã de 74 anos foi agredida até a morte simplesmente por pedir a um muçulmano que não realizasse seus rituais islâmicos em frente ao seu comércio. Conheça o caso lendo a matéria Falsa acusação de blasfêmia tira a vida de cristã. O fato foi divulgado em veículos de comunicação locais e o conselheiro especial de mídia do governo, declarou: “Nós vivemos em uma sociedade regida por regras e leis claramente definidas. Quando crimes desse tipo não são punidos, então corremos o risco de perder para a ilegalidade e a anarquia”. Depois disso, muitos outros crimes foram cometidos contra cristãos e as providências esperadas não foram tomadas pelas autoridades. Interceda pela igreja na Nigéria.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/lideres-cristaos-reivindicam-justica-e-seguranca

Prata na maratona, etíope teme ser morto em seu país após fazer protesto

Feyisa Lilesa atravessou a linha de chegada com os punhos cruzados sobre a cabeça.

O domingo foi um dia histórico para Feyisa Lilesa. Tão histórico quanto pode ter sido decisivo ao seu futuro. Ao passar pela linha de chegada da maratona em segundo e garantir a prata na Olimpíada do Rio, Lilesa cruzou os punhos sobre a cabeça, em um protesto contra a situação política de seu país. O gesto, porém, como ele próprio afirmou, pode provocar agora sérias represálias.

Lilesa pertence ao povo de Oromia, que tem feito sucessivas manifestações contra o atual governo etíope – os oromo reclamam que vêm sendo perseguidos sem motivo. Segundo estimativas da organização Human Rights Watch, mais de 400 pessoas já morreram desde o início dos protestos.

O medalhista de prata, assim, utilizou o Rio-2016 para amplificar o protesto político. “O governo etíope está matando o povo de Oromo e tomando suas terras e seus recursos, então o povo de Oromo está protestando. Como sou de Oromo, eu apoio o protesto”, explicou Lilesa após a maratona.

A dramática situação vivida no país já vitimou, inclusive, amigos e familiares de Lilesa. “O governo etíope está matando minha gente”, acusou. “Meus parentes estão na prisão e, se eles falarem sobre direitos democráticos, serão assassinados. Eu cruzei minhas mão para apoiar o protesto de Oromo.”

Mas o gesto de Lilesa não deve passar incólume. E nem mesmo a conquista de uma medalha olímpica – a oitava do país no Rio-2016 – pode facilitar sua situação. O atleta, assim, estuda se autoexilar em algum outro país.

“Discutirei com meus amigos e familiares o que fazer (se vai retornar para casa). Se voltar para a Etiópia, talvez eles me matem. Se não me matarem, me colocarão na prisão. Não decidi nada ainda, mas talvez eu vá para outro país”, lamentou.

Outro problema que Lilesa pode enfrentar é com o Comitê Olímpico Internacional, que coíbe protestos políticos. O etíope, porém, disse não se importar. “Não posso fazer nada quanto a isso. Fiz o que devia. Tenho um grande problema em meu país, e lá é muito perigoso fazer um protesto”, finalizou.

http://istoe.com.br/prata-na-maratona-etiope-teme-ser-morto-em-seu-pais-apos-fazer-protesto/

Governo eritreu nega perseguição religiosa no país

O regime do país tem aprisionado as pessoas durante muitos anos por uma única razão: a fé que professam

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Apesar de o governo eritreu ter embarcado em uma verdadeira missão de relações públicas, anunciando ao mundo que não tem um governo fechado, abrindo inclusive as portas para os jornalistas estrangeiros para tentar desfazer sua imagem negativa, as tentativas foram frustradas. A ONU já havia informado que milhares de pessoas estavam deixando o país por conta da repressão e violação dos direitos humanos. De acordo com os relatórios mais atuais da Portas Abertas, sabe-se que a perseguição religiosa chegou a um nível extremo, tanto que o país que ocupava o 9º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa de 2015, passou para o 3º em 2016, subindo 6 posições em um único ano.

Apelidada de “Coreia do Norte da África”, agora a nação recebeu acusações formais de crimes contra a humanidade, que inclui todo tipo de violência: assassinato, escravidão, desaparecimentos, tortura e prisão. O relatório da ONU que apresenta tais acusações baseia-se no testemunho de 833 eritreus que vivem como refugiados em 13 países. O governo eritreu respondeu dizendo que as afirmações são um ataque, não somente contra a Eritreia, mas contra a África de um modo geral. Quanto à perseguição religiosa, o regime do país tem apriosionado as pessoas durante muitos anos por uma única razão: a fé que professam.

A cristã Helen Berhanee, cantora eritreia, ficou presa durante dois anos em contêineres marítimos simplesmente porque não aceitou a pressão do governo para negar sua fé em Cristo. Apesar de ela ter sido torturada sem haver sentença, não houve um julgamento. É possível que haja cerca de 3 mil prisioneiros vivendo ainda nessas condições. Depois de sair da prisão, Helen recebeu asilo político na Europa e, após sua recuperação, ela chegou a escrever um livro sobre sua experiência e a injustiça na Eritreia, um país intolerante que já fechou todas as igrejas cristãs após uma lei que foi lançada em 2002. Mesmo assim, o número de novos convertidos continua crescendo através da evangelização de igrejas subterrâneas. Continue intercedendo pela igreja na Eritreia.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/07/governo-eritreu-nega-perseguicao-religiosa-no-pais

Cristãos são esquecidos pelo governo do Níger

Igrejas estão sendo destruídas constantemente pelo grupo extremista Boko Haram, em ataques cada vez mais violentos e políticos não tomam providência

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Desde que o atual presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, foi incapaz de garantir 50% dos votos nas eleições presidenciais, começou sua disputa pelo segundo mandato. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, sua popularidade havia caído bastante. Mas ele parece ter dado a volta por cima contra seu oponente, o ex-primeiro-ministro Hama Amadou, que estava preso sob a acusação de tráfico de humanos. “Os resultados mostraram que a população não teve muita escolha nesse caso. A vitória foi do presidente Mahamadou, reeleito com 92,94% dos votos”, comenta um dos analistas de perseguição.

Mahamadou tomou posse em 2 de abril para um mandato de cinco anos. A oposição anunciou que não reconheceu os resultados, o que gera dúvidas sobre que acontecerá no país daqui para frente, por causa da divisão política. Por outro lado, o candidato Hama Amadou, que obteve 7% de votos, conseguiu liberdade provisória por decisão do Tribunal de Apelação de Niamey. Sua libertação foi reivindicada por toda a oposição para continuar a corrida eleitoral e, ao que tudo indica, a recusa a soltá-lo foi para boicotar o segundo turno. As acusações sobre o tráfico de bebês também era ilegítima e serviu de pretexto.

A atual preocupação do Níger em relação à política faz com que os cristãos fiquem completamente esquecidos. Igrejas estão sendo destruídas constantemente pelo grupo extremista Boko Haram, em ataques cada vez mais violentos. As perdas dos cristãos são irreparáveis e muitos necessitam de apoio psicológico para lidar com os traumas. Apesar disso, o lema dos cristãos nigerinos é “perdoar e esquecer” e ainda mais “amar os muçulmanos de todo coração, manter a fé e amar a Cristo como nunca antes”, disse um dos cristãos perseguidos. Em suas orações, interceda por eles.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/04/cristaos-sao-esquecidos-pelo-governo-do-niger

Espanha: Cursos sobre o Islã em Escolas Públicas

  • As diretrizes para o ensino do Islã em escolas públicas, redigidas pela Comissão Islâmica da Espanha e aprovadas pelo Ministério da Educação, tem como objetivo despertar o fervor religioso e promover a identidade islâmica nos muçulmanos jovens na Espanha.
  • As diretrizes, que vislumbram o ensino de todos os aspectos da doutrina islâmica, cultura e história, são salpicadas com a terminologia “politicamente correta”… mas o objetivo como um todo é claro: doutrinar jovens com a visão de mundo islâmica.
  • De acordo com as diretrizes, os alunos do pré-primário (de 3 a 6 anos de idade) deverão estudar a profissão-de-fé islâmica, a Shahada, que assevera que “não há outro Deus a não ser Alá e que Maomé é o seu Mensageiro”. A Shahada é o portão de entrar para o Islã: para alguém se tornar muçulmano basta repetir a Shahadatrês vezes na frente de uma testemunha. As crianças também serão estimuladas a “repetir, através de diferentes formas de expressão, os valores observados por Maomé”.
  • No ensino fundamental (de 6 a 12 anos), as diretrizes exigem que as crianças “reconheçam Maomé como o último profeta enviado por Alá e aceitem-no como o mais importante dos profetas”.

O governo espanhol publicou novas diretrizes no tocante ao ensino do Islã em escolas públicas do pré-primário e do ensino fundamental e médio.

As diretrizes estão sendo aplaudidas como uma medida para evitar que crianças e jovens muçulmanos sejam arrastados para o terrorismo expondo-os a uma interpretação “moderada” do Islã.

Um olhar minucioso nas diretrizes redigidas pela Comissão Islâmica da Espanha e aprovada pelo Ministério da Educação, mostra que o objetivo é despertar o fervor religioso e promover a identidade islâmica nos muçulmanos jovens da Espanha.

O novo plano, considerado o mais ambicioso de toda a Europa, equivale a um programa aprovado pelo governo para introduzir um currículo escolar de estudos islâmicos completo, em escolas públicas, em todo território nacional, quando símbolos religiosos cristãos estão sendo sistematicamente removidos das escolas públicas espanholas pelos agentes oficiais do secularismo.

A despeito dos contribuintes espanhóis pagarem pela educação religiosa de até 300.000 estudantes muçulmanos entre as idades de 3 a 18 anos, não se sabe se as autoridades espanholas irão supervisionar o ensino do Islã nas escolas públicas. O governo concordou em permitir que as organizações muçulmanas locais redijam o plano de estudos dos cursos, escolham os livros de ensino e até determinem quem dará as aulas.

O Ministério da Educação da Espanha publicou, discretamente, as diretrizes no Diário Oficial do Estado (Boletín Oficial del Estado) em 18 de março. O currículo para o ensino do Islã no pré-primário das escolas públicas espanholas pode ser acessado aqui; para o ensino fundamental em escolas públicas aqui; para o ensino médio em escolas públicas aqui.

As diretrizes, que vislumbram o ensino de todos os aspectos da doutrina islâmica, cultura e história, são salpicadas com a terminologia “politicamente correta”, os documentos abundam com chavões como coexistência, diversidade, igualdade, direitos humanos, inclusão, integração, educação intercultural, diálogo interreligioso, moderação, pluralismo, liberdade religiosa, respeito e tolerância, mas o objetivo como um todo é claro: doutrinar jovens com a visão de mundo islâmica.

De acordo com as diretrizes, os alunos do pré-primário (de 3 a 6 anos de idade) deverão estudar a profissão-de-fé islâmica, a Shahada, que assevera que “não há outro Deus a não ser Alá e que Maomé é o seu Mensageiro”. A Shahada é o portão de entrar para o Islã: para alguém se tornar muçulmano basta repetir a Shahada três vezes na frente de uma testemunha.

O Artigo 6 visa incutir “interesse pelos textos islâmicos, tanto religiosos quanto culturais”, para despertar a “curiosidade em relação ao Alcorão na linguagem oral e escrita”, além de estudar as “recitações, narrativas e descrições islâmicas”.

As crianças deverão desenvolver o “costume de ouvir os textos corânicos e proféticos” e memorizar os “hádices pequenos (relatos sobre as palavras, ações ou hábitos de Maomé) e as histórias corânicas”. As crianças também serão estimuladas a “repetir, através de diferentes formas de expressão, os valores observados por Maomé”.

No ensino fundamental (de 6 a 12 anos), as diretrizes exigem que as crianças “reconheçam Maomé como o último profeta enviado por Alá e aceitem-no como o mais importante dos profetas”. Os estudantes também terão que “recitar a Shahada em árabe e espanhol perfeitos” e “reconhecer que o Alcorão é o guia para toda a humanidade”. As crianças “aprenderão certos arabismos na língua espanhola e valorizarão as contribuições linguísticas do Islã para a história da Espanha, usando a linguagem verbal para comunicar emoções e sentimentos”.

Estudantes do ensino fundamental “conhecerão exemplos da coexistência de Maomé com não muçulmanos”, embora não haja nenhum indício de que os alunos muçulmanos receberão aulas no tocante aos 900 judeus da tribo Banu Qurayza em Medina que Maomé mandou decapitar em 627 d.C.

Os estudantes também terão que “se dar conta que o Islã é uma religião da paz espiritual ou interna, paz social ou comunitária. O profeta nos ensina a viver em paz. O Islã promove soluções para resolver conflitos e desigualdades sociais”.

Além disso, as diretrizes convocam os estudantes do ensino fundamental a “compreenderem e explicarem a existência de outras revelações monoteístas de Alá: judaísmo e cristianismo”. Mas não está claro se os estudantes estudarão as três instâncias do Alcorão (Suras 2:65, 5:60 e 7:166) nas quais Alá transforma os judeus em macacos e/ou porcos.

No ensino médio (de 12 a 18 anos), as diretrizes convocam os estudantes a “conhecerem, analisarem e explicarem as atitudes afetivas/emocionais de Maomé ao se confrontar com ofensas pessoais, valorizando a solução do conflito”. Não está claro se os estudantes estudarão as Suras 5:33 e 33:57-61, que suplicam por maldições contra aqueles que “irritam Alá e seu Mensageiro”.

O Artigo 4 chama a atenção dos alunos para que avaliem a “transversalidade no Alcorão e nos Hádices no tocante às relações sociais”. O Artigo 4, no entanto, não menciona se os estudantes aprenderão que tanto o Alcorão quanto os Hádices determinam que súditos não muçulmanos (dhimmis) que residem em terras muçulmanas devam pagar uma taxa de proteção conhecida como jizya.

Em um parágrafo que trata do “modelo islâmico para a economia e jurisprudência”, os estudantes são convidados a identificarem soluções islâmicas para os problemas mundiais. Eles também são convidados a “analisarem e explicarem os benefícios de empréstimos sem a cobrança de juros (também conhecido como banco islâmico)”.

No Artigo 8, os estudantes são convidados a “analisarem os estágios do estabelecimento e da prosperidade da jurisprudência islâmica, a Lei Islâmica (Sharia), durante o esplendor Al-Andalus”.

Al-Andalus é o nome árabe dado àquelas regiões da Espanha, Portugal e França ocupadas pelos conquistadores muçulmanos (também conhecidos como Mouros) de 711 a 1492. O Estado Islâmico (ISIS) jurou recorrentemente “libertar” al-Andalus dos não muçulmanos e torná-la parte do seu novo califado islâmico.

As diretrizes também estimulam os estudantes a fazerem uso da Internet para aprenderem mais sobre o Islã, ainda que a Internet esteja desempenhando um papel cada vez mais expressivo no tocante à radicalização de jovens muçulmanos.

O fundamento legal para o ensino do Islã nas escolas públicas espanholas pode ser encontrado no Artigo 27.3 da Constituição Espanhola de 1978, que estabelece que a Espanha é um país não confessional (ou seja: não reconhece uma religião oficial do estado), “o estado garante aos pais o direito de decidirem que seus filhos tenham uma educação religiosa e moral nos conformes de suas próprias convicções”. Muçulmanos (e Católicos Romanos) entendem isso, já há muito tempo, que seus filhos têm o direito à educação religiosa nas escolas públicas.

Em novembro de 1992, o governo socialista de Felipe González, com o intuito de acabar com o monopólio da Igreja Católica Romana sobre a educação espanhola, negociou o “Acordo de Cooperação entre o Governo da Espanha e a Comissão Islâmica da Espanha” (Comisión Islámica de España, CIE). O acordo, sancionado pelo rei na Lei 26/1992, reconhece o Islã como religião minoritária na Espanha, garantindo que os “estudantes muçulmanos… recebam educação religiosa islâmica em escolas públicas”.

Na mesma linha (também em 10 de novembro de 1992, o governo espanhol aprovou o “Acordo de Cooperação entre o Governo da Espanha e a Federação das Entidades Religiosas Evangélicas da Espanha”. O acordo foi sancionado pelo rei na Lei 24/1992. Em junho de 1993, o governo espanhol publicou as diretrizes para o ensino do cristianismo evangélico nas escolas públicas).

Nos últimos anos, os líderes muçulmanos na Espanha têm se queixado que o governo espanhol não implementou o acordo de 1992. De acordo com a CIE, 90% dos estudantes muçulmanos na Espanha não têm acesso aos estudos islâmicos nas escolas públicas. As novas diretrizes parecem sinalizar o comprometimento do atual governo em cumprir as promessas dos governos anteriores.

As diretrizes foram redigidas pelo presidente da CIE Riaÿ Tatary, um sírio que morou na Espanha por mais de 45 anos. Tatary, médico, que também é imã da Mesquita Abu-Bakr, a segunda maior mesquita de Madri, é frequentemente retratado como epítome da integração e moderação muçulmana.

Tatary é o interlocutor chefe, atua entre a comunidade muçulmana da Espanha e o governo espanhol, ele já recebeu a Comenda do Mérito Civil do Ministério da Justiça pelo seu trabalho no tocante à Lei da Espanha sobre liberdade religiosa.

Analistas espanhóis especializados em contraterrorismo, no entanto, suspeitam há muito tempo (acesse aqui e aqui) que Tatary está intimamente ligado à Irmandade Muçulmana, que é profundamente contrária aos conceitos ocidentais de justiça e democracia. O lema da Irmandade Muçulmana é: “Alá é o nosso objetivo; o profeta é o nosso líder; o Alcorão é a nossa lei; a Jihad é o nosso caminho; morrer no caminho de Alá é a nossa maior esperança”.

Diretrizes curriculares do governo espanhol para os estudos islâmicos em escolas públicas foram redigidas por Riaÿ Tatary, imã da Mesquita Abu-Bakr. Analistas especializados em contraterrorismo suspeitam há muito tempo que Tatary está intimamente ligado à Irmandade Muçulmana.

Tatary nega as acusações, a despeito de membros de sua mesquita, estarem de fatoassociados à al-Qaeda.

Antecipando-se às eleições municipais de maio de 2015, Tatary advertiu os muçulmanos da Espanha a não votarem em nenhum candidato que “emperre ou impeça o estabelecimento de mesquitas para os nossos fiéis e cemitérios para os nossos mortos”. Ele também exortou os eleitores muçulmanos a não votarem em ninguém que “emperre ou impeça que filhos de cidadãos muçulmanos participem de cursos de religião islâmica em escolas públicas ou privadas”.

Analistas políticos espanhóis salientam que as investidas de Tatary em influenciar o voto dos espanhóis muçulmanos são alarmantes:

“à primeira vista parece que não há nada de errado que um grupo, qualquer que seja sua natureza, defenda os direitos de seus membros. No entanto, quando se trata de uma entidade que apela para a religião para impor uma forte disciplina aos fiéis no cenário político, só dá para ficar alarmado mesmo. Principalmente quando a religião em questão está empenhada em uma guerra implacável consigo mesma e com o resto do mundo civilizado”.

Parece improvável, contudo, que pais e imãs aceitarão muitas das interpretações não literais e politicamente corretas de Tatary no que diz respeito ao Alcorão, que aparentemente se destinam a assegurar a aprovação das diretrizes pelo governo espanhol. Os desafios dos muçulmanos voltados para as reformas são os de convencer a maioria dos muçulmanos que o Alcorão e os Hádices não significam o que dizem.

Em última análise, as novas diretrizes podem acabar atingindo um objetivo totalmente indesejado: servir de porta de entrada para o Islã radical para dezenas de milhares de jovens muçulmanos da Espanha.

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o noFacebook e no Twitter. Seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias em 2016.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7856/espanha-escolas-isla

Governo argelino não suporta críticas ao islã

“Os líderes não toleram aqueles que criticam o islã e agem com muita violência contra os apóstatas do Estado. Eles ferem a liberdade de expressão e de imprensa nesse país”

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De acordo com a agência de notícias France Presse, o Ministério Público argelino aceitou as acusações criminais de um imã (líder religioso islâmico) contra um escritor que expressa publicamente suas opiniões e críticas à fé islâmica. O escritor é conhecido como Kamel Daoud, também é jornalista, tem 45 anos e atualmente é colunista do jornal francês Le Quotidien d’Oran, onde escreve seus artigos baseados no tema Raina Raïkoum (Minha opinião, a sua opinião). Kamel já foi indicado para o Prêmio Renaudot, uma das mais importantes premiações literárias da França. Quando ele se refere ao Estado Islâmico, escreve coisas do tipo: “Eles cortam gargantas, matam, apedrejam, decepam mãos, destroem a herança comum da humanidade e desprezam arqueologias, mulheres e não muçulmanos. Já a Arábia Saudita é mais bem vestida e organizada, mas faz as mesmas coisas”, escreveu em um de seus artigos para o jornal New York Times.

Em abril de 2015, o trecho de um de seus livros foi destaque na revista New Yorker, onde o autor expressou sua opinião baseada no título “Veja o que o Estado Islâmico fez com a Arábia Saudita”, além de outros textos que foram publicados em jornais locais e que atraíram a atenção da militância muçulmana. Suas opiniões também foram parar na mídia eletrônica, o que aumentou ainda mais a repercussão do caso. “O governo argelino não tolera aqueles que criticam o islã e age com muita violência contra os apóstatas do Estado. Eles ferem a liberdade de expressão e de imprensa nesse país”, comenta um dos analistas de perseguição. A Argélia é o 37º país na Classificação da Perseguição Religiosa atual, onde o islã se torna cada vez mais visível e impositivo. A igreja no país ainda é muito jovem e sofre as consequências por divulgar o cristianismo.

Embora Kamel não esteja defendendo os cristãos, seu posicionamento contra os extremistas islâmicos é relevante e justo. Ele já declarou uma vez: “A religião é um transporte coletivo que eu não pego. Prefiro ir até esse Deus a pé, não em viagem organizada”. Mas suas declarações lhe renderam uma “fatwa” (decisão judicial que pode chegar a uma sentença de morte), ao que ele respondeu: “Eles me reprovam por minha tomada de posição contra os extremistas islâmicos, porque falo com liberdade e conhecimento de causa, já que na juventude fui simpatizante desses movimentos, e porque escrevo em francês; fui acusado de ser sionista e pró-francês”, disse ele em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, durante o Salão do Livro de Paris. Depois completou: “Minha morte pode chegar de qualquer jeito e a qualquer hora. Ao mesmo tempo, não me faço de herói, todo mundo está ameaçado, a civilização está ameaçada. Quando 200 estudantes são sequestradas pelo Boko Haram, acho indecente falar de mim”, finalizou o jornalista. Ore por essa nação.

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