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Aumenta o número de deslocados cristãos

A situação dos civis do Sudão do Sul e também da igreja no país é preocupante; muitos cristãos perderam suas casas e seus entes queridos, desde o início da guerra civil

De acordo com a ONU, desde 2013, o número de refugiados vindos de países como o Sudão do Sul, Síria, Afeganistão e Somália, somados passou de um milhão. Além disso, estima-se que o número de pessoas deslocadas internamente esteja em torno de 1,6 milhões só no Sudão do Sul. Normalmente, os refugiados dessas nações fogem para Uganda, Etiópia, Quênia, República Democrática do Congo (RDC) e República Centro-Africana.

A região de Ituri da RDC, em particular, está passando por um grande afluxo de refugiados provenientes do Sudão do Sul e alguns deles têm que acampar debaixo de escolas e igrejas. Conforme o relatório da ONU, há muitas crianças não acompanhados e relatos de mulheres e meninas que estão sendo atacadas durante a fuga.

“A situação dos civis do Sudão do Sul e também da igreja no país é preocupante. Muitos cristãos perderam suas casas e seus entes queridos, desde o início da guerra civil. Há muitas ONG’s cristãs em ação, tentando ajudar as vítimas dessa situação”, comenta um dos colaboradores da Portas Abertas que atua na região. Segundo ele, igrejas estão sendo usadas como abrigos. Há indícios de que a guerra seja retomada já que os acordos de paz não estão sendo cumpridos.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/aumenta-o-numero-de-deslocados-cristaos

EUA começam a preparar opinião pública para operação no terreno contra Estado Islâmico

As forças aéreas podem fazer muito, mas não ocupar territórios e governá-los, declarou Deborah Lee James, secretária da Força Aérea dos EUA, aos jornalistas.

Segundo Lee James, citada pelo site Defense News, a operação aérea contra o grupo terrorista Estado Islâmico levou a um certo progresso, mas é insuficiente.

“As forças aéreas são muito importantes, podem fazer muito, mas não tudo. No fim das contas, elas não podem ocupar o território e, o que é muito importante, não o podem governar”, disse a secretária.

Os EUA lideram a coalizão internacional que realiza ataques aéreos no Iraque e Síria. Embora  não existam números oficiais de mortes entre combatentes do Estado Islâmico, é bem conhecido o número significativo de mortos entre civis.

Os êxitos da operação parecem sombrios e, recentemente, o presidente norte-americano Barack Obama decidiu enviar um grupo especial de 50 militares para Síria com o intuito de realizar, no local, treinamentos que supostamente visam destruir o grupo terrorista Estado Islâmico.O chefe do Pentágono Ashton Carter já tinha feito a proposta de enviar ainda mais militares à Síria.

Enquanto isso, a Rússia, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, realiza a sua operação aérea, que já deu resultados significativos: os combatentes terroristas já começaram recuando, perdendo os armamentos e material bélico na linha de frente, segundo o Estado-Maior General russo, e as forças sírias com o apoio russo avançam, libertando locais  estratégicos do cerco terrorista.

Moscou já tem repetidamente declarado que não pretende enviar tropas à Síria, argumentando a posição pelo fato que o respetivo pedido nunca ter sido feito pelas autoridades sírias.

Leia mais: http://br.sputniknew

s.com/mundo/20151111/2717279/eua-estado-islamico-terrorismo.html#ixzz3rBNku6a7

As crianças massacrados em batalhas no Sudão do Sul

Dezenas de crianças foram mortas em combates no sul do Sudão, onde as batalhas são violentas, apesar de acordos políticos para acabar com quase dois anos de guerra civil, disse a ONU.

A ONU disse que o combate no campo de batalha no estado do norte da Unidade tem “intensificado com grave consequências para os civis “nas últimas semanas, acrescentando que 40.000 pessoas estão também a morrer de fome.

O relatório da Agência das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) lançou sexta-feira informações de assassinatos detalhados em apenas uma área do estado de Unidade durante duas semanas . Ele disse que, nesse período, no distrito de Leer no sul da Unidade, houve combates várias vezes entre as forças governamentais e rebeldes, e pelo menos 80 civis foram mortos entre 04 e 22 de outubro. Quase 3/4 das vítimas eram crianças – pelo menos 57 mortos em Leer – enquanto havia mais de 50 casos de estupro, que está sendo usado como “arma de guerra”, disse o relatório.

Ambos os lados são acusados ​​de terem perpetrado massacres étnicos, recrutamento e morte de crianças e realizar estupro, tortura e deslocamento forçado de populações para “limpar” áreas de seus oponentes. Especialistas na classificação de segurança Integrated Food Fase (IPC) têm alertado para um “risco concreto de fome” antes do final do ano, se a luta continuar e a ajuda não chegar as áreas mais atingidas. Enquanto alguns auxílio chegaram a dois distritos em Unity – Buaw e Koch – outras áreas são cortadas.

Cerca de 3,9 milhões de pessoas estão em necessidade crítica de ajuda – um terço da população do país, ocasionando 80% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado, disse a ONU. A guerra civil começou em dezembro de 2013, quando o presidente Salva Kiir acusou seu ex-vice-Riek Machar de planejar um golpe de Estado, dando início a um ciclo de assassinatos em represália que divide o pobre país sem litoral ao longo de linhas étnicas. O exército e os rebeldes têm repetidamente se acusado mutuamente de quebrar um acordo de cessar-fogo internacionalmente mediado em 26 de agosto, que é o oitavo acordo destinado a acabar com quase dois anos de guerra.

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/11/07/-Children-massacred-in-raging-South-Sudan-battles.html

Al-Qaeda na Síria diz ter detido rebeldes treinados pelos EUA

Pentágono nega que algum combatente tenha sido preso.
Frente Al-Nusra alertou norte-americanos a desistirem do treinamento.

O braço da Al Qaeda na Síria declarou nesta quinta-feira (13) ter detido membros de um grupo rebelde sírio recém-chegado de um treinamento realizado pelos Estados Unidos, um desafio direto ao plano de Washington de instruir e equipar insurgentes para que combatam a facção radical Estado Islâmico.

Em comunicado que pareceu contradizer comentários do Pentágono, a Frente Al-Nusra disse que os homens detidos entraram na Síria vários dias atrás e foram treinados sob a supervisão da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA, na sigla em inglês).

O Pentágono negou que qualquer membro de um grupo inicial de cerca de 60 rebeldes preparados pelos EUA, conhecido como “Nova Força Síria”, tenha sido raptado. O chefe de gabinete da coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico também lançou dúvidas sobre o relato.

“Toda a informação que temos é que nenhum (membro) das novas forças sírias foi capturado”, declarou o brigadeiro-general dos Fuzileiros Navais, Kevin Killea, durante um boletim a repórteres.

A Frente Al-Nusra descreveu seus reféns como agentes norte-americanos e alertou outros a desistirem do programa de treinamento, além de declarar que a coalizão realizou ataques aéreos contra suas posições durante suas batalhas com os rebeldes.

Mais cedo nesta semana, fontes da oposição síria e de um grupo de monitoramento afirmaram que a Frente Al-Nusra deteve o líder da “Divisão 30” de rebeldes treinados pelos EUA e vários de seus membros. A Frente Al-Nusra ainda não comentou estes relatos.

“Alertamos os soldados (da Divisão 30) a não seguirem adiante com o projeto norte-americano”, declarou o grupo em comunicado divulgado na Internet. “Nós, e o povo sunita da Síria, não permitiremos que seus sacrifícios sejam oferecidos em uma bandeja de ouro para o lado norte-americano.”

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/al-qaeda-na-siria-diz-ter-detido-rebeldes-treinados-pelos-eua.html

Enviado da ONU propõe novo plano no conflito sírio

Em um novo impulso para acabar com o prolongado conflito sírio, o mediador da ONU na guerra civil síria propôs na quarta-feira convidar os sírios a participar sob a liderança da ONU de grupos de trabalho para resolver quatro grandes problemas, uma vez que as partes em conflito não estavam prontas participar formalmente das conversações de paz.

O mediador Staffan de Mistura disse ao Conselho de Segurança da ONU que os grupos iriam abordar a segurança e a proteção, questões políticas e constitucionais, questões militares e de segurança, e instituições públicas.

“Infelizmente ainda não há um consenso sobre o caminho a seguir”, Staffan informou ao Conselho de Segurança da ONU, após dois meses de reuniões em todo o mundo com os principais intervenientes no conflito.

O mediador esteve perante o Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira para longas consultas com as partes em conflito no relançamento das negociações de paz.

Antes de seu discurso na ONU, De Mistura se reuniu com o ministro das Relações Exteriores sírio, como parte dos esforços diplomáticos para encontrar uma solução política para o conflito de quatro anos no país árabe.

De Mistura acrescentou: “Enquanto existir um terreno comum (entre as partes da Síria), as questões sobre a descentralização da autoridade executiva para um corpo de transição, vamos ser honestos conosco, continua a ser o elemento mais polarizado do comunicado.”

Ele expressou a crença no trabalho dos grupos que seria um passo rumo a um “documento sírio” sobre a implementação do Comunicado de Genebra. Enquanto isso, o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon pediu ao Conselho de Segurança na quarta-feira para ratificar a proposta do mediador.

O chefe da ONU também reiterou sua posição de que o comunicado de Genebra I deve ser a plataforma política para acabar com o conflito sírio.

As conversações de Genebra marcaram a primeira vez em que os lados em conflito na Síria tinham se sentado juntos desde o início da guerra.

Eles girava em torno do chamado Comunicado Genebra I, elaborado por uma conferência internacional em 2012, na cidade suíça que não envolve ambos os lados na guerra, e onde as potências mundiais apelaram a uma transição política negociada na Síria.

A repressão do governo sírio em um movimento pró-democracia em 2011 levou a um levante armado. O grupo radical Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) aproveitou o caos para declarar um califado no território ao ter apreendido a Síria e o vizinho Iraque. O Secretário-Geral Ban Ki-moon, disse ao Conselho de Segurança na quarta-feira que o número de mortos nos mais de quatro anos de guerra civil era de pelo menos um quarto de milhão de pessoas. Dois antecessores de De Mistura demitiram-se em frustração com a incapacidade de fazer progressos para acabar com a guerra.
(Com Reuters e AFP)

https://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/07/29/U-N-chief-says-Syrian-conflict-must-be-solved-politically.html

Assad reconhece ‘falta de recursos humanos’ no exército sírio

Com guerra civil, 230 mil foram mortos e milhares ficaram feridos.
“A palavra derrota não existe no dicionário do exército sírio”, disse Assad.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, reconheceu neste domingo (26) que existe “uma falta de recursos humanos” no exército, ao mesmo tempo em que afirmou que suas tropas eram capazes e vencer a guerra contra os rebeldes.

Após mais de quatro anos de guerra civil, 230 mil foram mortos e milhares ficaram feridos, o exército sírio, que teve seus efetivos reduzidos à metade, segundo os especialistas, registrou muitas derrotas frente aos rebeldes, sobretudo no norte.

“Há uma falta de recursos humanos”, reconheceu Assad perante representantes de organismos econômicos em Damasco, acrescentando que “o problema que as forças armadas enfrentam não tem relação com o planejamento, mas com o cansaço”.

“É normal que um exército seja afetado pelo cansaço, mas o cansaço e a derrota não são a mesma coisa”, ressaltou rapidamente em seu discurso, transmitido pela televisão.

“A palavra derrota não existe no dicionário do exército sírio”, acrescentou em meio aos aplausos. “Vamos resistir e vamos vencer”, declarou.

Assad havia decretado um dia antes uma anistia para os desertores, com a condição de se alistarem no exército em um prazo determinado.

“Este decreto busca encorajar os desertores a se unirem ao exército”, explicou o presidente sírio.

Os soldados que se uniram à rebelião não podem se beneficiar desta anistia.

O exército sírio, que combate tanto os rebeldes quanto os jihadistas, viu suas forças se enfraquecerem, apesar de uma ampla campanha publicitária lançada no início de julho para convocar os cidadãos a se alistar.

“É preciso tomar medidas específicas para aumentar (as tropas) com o objetivo de realizar as missões urgentes”, considerou Assad.

Mais de 80.000 soldados e milicianos favoráveis ao regime morreram desde o início do conflito, o que representa um terço dos 230.000 mortos registrados no total pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Assad também justificou a retirada de suas tropas de certas regiões que o regime perdeu nos últimos meses, sobretudo na província de Idleb (noroeste), explicando que “o exército não pode estar presente em cada esquina do território”.

“Às vezes concentramos o arsenal e as tropas em uma região importante, mas isso é feito em detrimento de outros locais, que se tornam mais frágeis”, argumentou.

Segundo os especialistas, o regime considera como a “Síria útil”, ou seja, vital para sua sobrevivência, as cidades centrais de Damasco, Hama e Homs, assim como a região costeira de Lataquia.

Em relação às negociações para encontrar uma saída ao conflito, Assad reiterou que “toda proposta política que não esteja fundada na luta contra o terrorismo não terá sentido”.

O regime sírio considera terroristas toda a oposição, tanto rebeldes quanto jihadistas.

http://g1.globo.com/mundo/siria/noticia/2015/07/assad-reconhece-falta-de-recursos-humanos-no-exercito-sirio.html

Ataque aéreo do regime sírio mata civis em mesquita de Aleppo, diz ONG

Ao menos 10 civis morreram, incluindo duas crianças, e 20 ficaram feridas. Fiéis estavam orando em mesquita de bairro rebelde.

Ao menos 10 civis morreram nesta segunda-feira (22) em um ataque da aviação do regime sírio contra uma mesquita de Aleppo, no norte da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

“O fiéis estavam em plena oração do por do sol na mesquita do bairro rebelde de Ansari, em Aleppo”, quando o aviação do regime lançou um barril com explosivos, “matando ao menos 10 civis, incluindo duas crianças, e ferindo outras vinte pessoas”, revelou a ONG, que dispõe de uma larga rede de informantes na Síria.

http://g1.globo.com/mundo/siria/noticia/2015/06/ataque-aereo-do-regime-sirio-mata-civis-em-mesquita-de-aleppo.html

Hezbollah não vislumbra fim para guerra na Síria e vê risco de divisão no Oriente Médio

O grupo libanês Hezbollah acredita que o Oriente Médio corre o risco de uma divisão e não vislumbra um fim para a guerra na Síria, onde luta ao lado do presidente, Bashar al-Assad, contra os insurgentes apoiados por seus inimigos regionais.

Sheikh Naim Qassem, vice-líder da organização apoiada pelo Irã, disse que os insurgentes não conseguirão depor o governo de Assad, apesar de suas vitórias recentes, incluindo a captura de Palmira esta semana pelos jihadistas do Estado Islâmico.

Em entrevista à Reuters, Qassem afirmou que os aliados de Assad – Irã, Rússia e o Hezbollah – irão respaldá-lo “por mais tempo que isso leve”. Não pode haver solução para a guerra sem Assad, e já é hora de “os árabes e o mundo” perceberem isso, acrescentou o clérigo de turbante branco nas instalações do Hezbollah em Beirute.

O Hezbollah tem sido um aliado crucial de Assad no conflito de mais de quatro anos, enviando seus combatentes para ajudá-lo a manter territórios e continuar no poder. O grupo libanês, que também é um partido islâmico xiita com uma facção armada poderosa, descreve seu papel como parte de uma luta contra jihadistas que representam uma ameaça crescente para a região.

A instabilidade regional vem sendo alimentada pela rivalidade entre o governo islâmico xiita do Irã e o reinado sunita conservador da Arábia Saudita, um dos principais patrocinadores da insurgência contra Assad.

Qassem disse que a política saudita tem culpa em conflitos regionais, como o mais recente a surgir no Iêmen, e acusou Riad de ter “dois pesos e duas medidas”, apoiando islâmicos sunitas radicais, ou “takfiris”, em todo o Oriente Médio enquanto procura eliminá-los em casa. Ele também culpou Washington, afirmando que os Estados Unidos estão esperando para ver como as coisas correm ao invés de adotar políticas claras.

(Por Samia Nakhoul, Tom Perry e Laila Bassam)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/hezbollah-nao-vislumbra-fim-para-guerra-na-siria-e-ve-risco-de-divisao-no-oriente-medio,caa7c04a8c6d8c67c04875017dc4aba2bwpfRCRD.html

Ativistas sírios relatam novos ataques de cloro

Ativistas sírios e um médico relataram na quinta-feira novas suspeitas de ataques químicos na província noroeste de Idlib, deixando várias dezenas de pessoas sofrendo de asfixia.

Mohammed Tennari, um médico que testemunhou perante o Conselho de Segurança da ONU no mês passado após o tratamento de um número de vítimas em Idlib depois de um ataque químico, dizendo que houve pelo menos três ataques separados na província que feriram cerca de 80 pessoas.

Tennari, que falou à Associated Press de perto da fronteira com a Turquia, falou acerca de relatórios de campo compartilhados por médicos nas três aldeias que teriam sido atingidas. Os relatórios mostram que helicópteros do governo lançaram bombas de barril contendo cloro sobre as aldeias de Janoudieh, Kansafrah, e Kafr Batiekh na quinta-feira.

Tennari está no seu caminho de volta dos Estados Unidos, onde ele informou ao Conselho sobre um suposto ataque de cloro em março, que matou três crianças e sua avó na mesma província. Ele é o coordenador para a Síria da Sociedade Americana de Medicina, que tem pessoal médico voluntário que trata das vítimas e de comunicação de ataques na Síria.

Além disso, a Rede Síria para os Direitos Humanos, outro grupo de monitoramento que é baseado fora do país, relatou os três ataques diferentes, compartilhando no Twitter imagens que disse serem de hospitais de campanha, onde as vítimas foram tiradas. O grupo informou que 69 pessoas ficaram feridas nos ataques.

Os relatórios não puderam ser verificados de forma independente. Houve um aumento nas notificações de suspeitas de bombas de cloro em meio a combates que se intensificaram na província, onde os rebeldes fizeram avanços significativos contra as tropas do governo nas últimas semanas. Combatentes rebeldes tomaram a capital provincial e semanas mais tarde mudaram-se para uma cidade estratégica perto da fronteira com a Turquia. O governo prometeu restaurar o controle.

Tennari disse que um homem de aproximadamente trinta anos morreu quinta-feira a partir de outro suspeita de ataque de cloro na quarta aldeia em Idli, em 2 de Maio, e um bebê de seis meses morreu no ataque, disse Tennari.

Apesar de condenar esses ataques, as Nações Unidas tem sido incapaz de acompanhar, através de ação ou atribui culpa ao responsável. O aumento dos ataques vem como os Estados Unidos liderando um esforço para criar uma forma de atribuir culpa.

Na quinta-feira, o presidente do conselho atual, o Embaixador lituano Raimonda Murmokaite, disse que uma “grande maioria” dos membros apoiam esse esforço dos EUA e estão prontos para moverem-se rapidamente nos próximos dias. Mas a Síria, aliada da Rússia, está preocupada se vai ser objetivo, com o embaixador Vitaly Churkin dizendo a AP, “Eles fizeram a sua atribuição de culpa já.”

Os EUA e alguns outros membros do conselho acusam o governo sírio de usar cloro contra os seus próprios cidadãos, dizendo que nenhuma outra parte no conflito tem os helicópteros para lançar essas armas. A Rússia insiste que são necessárias mais provas para culpar alguém.

Mesmo o Conselho de Segurança, mal dividido sobre a Síria, se reuniu em 2013 para livrar a Síria de seu programa de armas químicas, e o cloro não foi incluído nesse esforço. A arma química não tem de ser declarada, porque também é usada para fins regularmente na indústria. O cloro é um elemento químico tóxico utilizado como um agente de branqueamento e para purificação de água, mas na forma mais concentrada pode causar sufocamento nas vítimas.

Os relatos de novos ataques vieram depois que o diretor de operações do  Comité Internacional para a Cruz Vermelha, Dominik Stillhart, advertir na quinta-feira que a situação humanitária na Síria se deteriorou acentuadamente em meio a intensificação dos combates em diversas partes do país entre as forças governamentais e os grupos rebeldes, e também entre facção da oposição rival.

“A luta está aumentando em muitas partes do país, e mais e mais pessoas estão sendo forçadas a fugir de suas casas. Ela está a causar um sofrimento incalculável “, disse Stillhart.

Stillhart terminou uma visita de dois dias à capital síria, Damasco, onde se encontrou com funcionários do governo, apelando para mais acesso às áreas afetadas pelo conflito, incluindo a devastada pela violência, assediando o campo de refugiados palestinos de Yarmouk, nos arredores de Damasco.

O acampamento tem sido palco de confrontos entre os combatentes locais e do Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS) desde o início de abril. Foi a última tragédia para engolfar moradores do campo, que já sofriam por meio de um devastador cerco de dois anos, com fome e doenças.

Cerca de 18 mil pessoas ainda estão no acampamento, uma área construída que foi o lar de cerca de 160.000 palestinos e sírios. A Organização das Nações Unidas no fim de semana expressou preocupação sobre a continuação dos combates, juntamente com o uso de armas pesadas, e ataques aéreos.

cs Combates também se intensificaram em outras partes da Síria, nas últimas semanas, com os avanços rebeldes empurrando as forças do governo de áreas contestadas no sul e no norte do país. As tropas do governo estão pressionando para trás.

Na quinta-feira, as forças do governo sírio e os combatentes aliados do grupo libanês Hezbollah tomaram o controle dos combatentes islâmicos de mais áreas próximas à cidade de fronteira síria de al-Assal Ward.

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/05/08/Syrian-activists-report-new-chlorine-attacks-in-Idlib.html

Hezbollah diz que atacará Frente Nusra na Síria

O líder do Hezbollah afirmou nesta terça-feira que seu grupo militante sediado no Líbano vai lançar um ataque dentro da Síria contra os insurgentes ligados à Al Qaeda na região montanhosa ao longo da fronteira dos países.

A mídia local e a oposição síria especulam que tal ataque poderia começar dentro de dias na área de Qalamoun, e os combatentes do Hezbollah entraram em confronto com homens armados da Frente Nusra, mesmo grupo insurgente baseado na Síria, numa zona de fronteira diferente nesta terça-feira.

O ataque “se anunciará quando acontecer”, disse Sayyed Hassan Nasrallah num discurso televisionado. Seria em Qalamoun, mas “para que cumpra seu objetivo, não vamos declarar o lugar agora ou até onde se estenderá”.

Autoridades libanesas têm alertado o Hezbollah a não lançar um ataque na fronteira, o que, segundo elas, arrastaria o Líbano, que sofreu uma guerra civil em 1975-1990, ainda mais ao conflito sírio.

O grupo xiita é um aliado incondicional do presidente sírio, Bashar al-Assad, e enviou centenas de combatentes para lutar ao lado de suas forças na guerra civil que dura quatro anos. Já perdeu dezenas de combatentes, incluindo vários comandantes, em batalhas na Síria.

A incursão do Hezbollah também poderia colocar em risco as vidas de soldados libaneses e policiais sequestrados ao longo da fronteira no ano passado pela Frente Nusra e o grupo jihadista Estado Islâmico, disseram autoridades.

(Reportagem de Mariam Karouny)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/hezbollah-diz-que-atacara-frente-nusra-na-siria,335df6d083e5b4857a3b788f8bdbc620krnoRCRD.html